Quem da velha guarda ainda está por aqui ainda?!

Autor Mensagem
Del-Rei
Veterano
# 11/dez/25 11:55
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renatocaster
LeandroP

Fala, galerinha... hehehe.
Falar pra vocês que eu sinto saudade dessa época e, consequentemente, de vocês, haha. Era quase uma família isso aqui... rs.

Acho que o Amplexos T era de um tal de Rodiman... Rodmen... Sei lá. Algo assim, não?

Um aceno de longe!!!

Rochaff
Membro Novato
# 11/dez/25 14:20
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Isso, é T-Rodman
Procurei na busca aqui e foi fácil achar pq a palavra amplexos só era usada por ele basicamente kkkkkkkkk

renatocaster
Moderador
# 12/dez/25 10:30
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Del-Rei
Rochaff

Acho que o Amplexos T era de um tal de Rodiman... Rodmen... Sei lá. Algo assim, não?
Isso, é T-Rodman

Boa, ele mesmo!

Rochaff

Procurei na busca aqui e foi fácil achar pq a palavra amplexos só era usada por ele basicamente kkkkkkkkk

Pois é, vc fez o básico que eu não fiz...usar a busca, kkkkkkkk

Rochaff
Membro Novato
# 15/dez/25 13:52
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renatocaster
Não perdi o costume ainda! HAHAHAHA

Velvete
Veterano
# 16/dez/25 21:22
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Isso aqui tá tão parado que até esqueceram de fechar…

Cadê o Penta blues???

Wanton
Veterano
# 16/dez/25 23:27
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Velvete
Isso aqui tá tão parado que até esqueceram de fechar…

Está lento, é diferente.

Rochaff
Membro Novato
# 19/dez/25 11:21
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E o Leomju, cadê ele com o CD?
Já até mudou o formato da mídia e o CD não saiu ainda kkkkkk
https://forum.cifraclub.com.br/forum/3/291614/

renatocaster
Moderador
# 19/dez/25 11:25
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Rochaff

E o Leomju, cadê ele com o CD?
Já até mudou o formato da mídia e o CD não saiu ainda kkkkkk


A essa altura já atrasou mais do que aquele Chinese Democracy do Guns, kkkkkkkk

Rochaff
Membro Novato
# 19/dez/25 11:43 · Editado por: Rochaff
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renatocaster
Kkkkkkkkkkkk
Inimaginável superar Guns em algum aspecto...ainda assim, o fizemos

E como vão as coisas Renato? Ta tocando, na ativa? Rapaz eu nem me lembro onde eu tenho vc adicionado. Alias muitos daqui. Conversei tanto, e com tanta gente, e no entanto essas pessoas não existem no meu whatsapp. N é possível que era tudo por email ou instagram

renatocaster
Moderador
# 22/dez/25 17:50
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Rochaff

E como vão as coisas Renato? Ta tocando, na ativa? Rapaz eu nem me lembro onde eu tenho vc adicionado. Alias muitos daqui. Conversei tanto, e com tanta gente, e no entanto essas pessoas não existem no meu whatsapp. N é possível que era tudo por email ou instagram

Cara, tentando voltar a tocar, praticar, estudar...mas é num ritmo de "anda e para" danado, hahahaha. Mas assim, só por diversão, hobby mesmo. Nem passa pela minha cabeça assumir um compromisso de tocar com banda, ou algo do tipo. Isso não é mais pra mim, rs.

E vc, tem tocado? Lembro que vc estava participando de uns projetos bem legais (isso anos atrás, né?). Rede social eu tenho usado bem pouco, para interações sociais menos ainda. Tenho usado mais o Instagram para saciar minha dopamina diária vendo uns reels, hahaha.

WhatsApp do pessoal daqui eu não tenho, não. Acho que só do LeandroP.

Buja
Veterano
# 22/dez/25 22:41 · Editado por: Buja
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Nem passa pela minha cabeça assumir um compromisso de tocar com banda, ou algo do tipo. Isso não é mais pra mim, rs.


Isso pra mim parece coisa extinta, da epoca dos dinossauros. Falo sobre formar banda.

Faz mais de 10 anos que toquei em uma bandinha de casamento, pela ultima vez.
E de la pra ca, quem eu conheco que toca algum instrumento (digo tocar razoavelmente bem) estão na internet.

Nao conheco ninguem presencialmente que faça mais do que pegar um violão e arranhar meia duzia de acordes do Legiao.
E é raridade mesmo.

Por aqui, quem toca ta virando reliquia, peça rara de museu.
Alias, tambem pouca gente aprecia.
A maioria se satisfaz muito bem com um spotify e uma caixinha jbl.

As lojas de instrumentos são bem poucas e escassas em opções que se resume basicamente a Tagima, Tagima e mais Tagima (que alias é a Fender do Brasil)

Essas lojas que existem são ficam vazias e sobrevivem de vender acessorios musicais pra igrejas.

Nao conheco nem mesmo sequer 1 criança/adolescente que cogite a ideia de querer tocar um instrumento, mesmo que voce toque na frente deles e mostre que é legal.
Eles não tem vontade de aprender isso.
Parece que é coisa de velho, sei la. Deve ser mesmo.
Tocar alguma coisa na guitarra, baixo, violão, não impressiona nem quem é mais velho, o que dirá um jovem.


Alias, aproveitando o desabafo ne, rsrsrs, to com tempo pra digitar rs...

Uma amiga estava internada pra tirar pedra da vesicula.
Fui visita-la no hospital e ficamos conversando, e ela diz:
Legal, eu vi um video seu, voce toca violão ne! (era um baixo)
Eu disse: Éhh eu arranho, é meu hobby, gosto muito.
E ela: Uhummm, é, passatempo legal, pena que eu acho bem chato, por mais que a pessoa toque, não fica nada a ver com a musica de verdade ne...
Parece um conhecido meu que fica tocando la....porque ele simplesmente nao bota uma musica no som, ao invez de ficar tentando tocar o que ele quer ouvir...

JJJ
Veterano
# 23/dez/25 16:46
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Buja
Nao conheco nem mesmo sequer 1 criança/adolescente que cogite a ideia de querer tocar um instrumento

Eu até conheço um ou outro. Mas é sempre com o mote gospel. Se não fossem as igrejas, acho que as pessoas nem saberiam mais o que é um instrumento musical...

renatocaster
Moderador
# 23/dez/25 16:53
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Buja

Isso pra mim parece coisa extinta, da epoca dos dinossauros. Falo sobre formar banda.

Nao conheco ninguem presencialmente que faça mais do que pegar um violão e arranhar meia duzia de acordes do Legiao.
E é raridade mesmo.


Assim, pelo menos por aqui eu ainda vejo um circuito de bandas na ativa, galera tocando e tals...é mais devagar do que em outros tempos? Sim, mas ainda tem uns resistentes, rsrsrs.

No meu caso não é nem tanto a escasserz de não ter onde tocar, com quem tocar, essas coisas. É mais falta de disposição e interesse meu, esse lance de banda custa tempo, grana, dedicação, ou seja, tudo aquilo que eu não estou disposto a oferecer no momento, rsrs.

BrotherCrow
Membro Novato
# 23/dez/25 21:59
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JJJ
Eu até conheço um ou outro. Mas é sempre com o mote gospel. Se não fossem as igrejas, acho que as pessoas nem saberiam mais o que é um instrumento musical...
Aqui onde eu moro (Austrália) tem uma cena indie legal demais. Muito garage rock, muito psych rock, muito lo-fi. O King Gizzard foi o que estourou um pouco a bolha, mas tem muita banda de gente super jovem tocando em barzinho.

Também tem uma cena de bandas cover especializadas em certos artistas. Tive a chance de conversar com o pessoal de um cover monstruosamente bom de Fleetwood Mac (desses que imitam visual e tudo) e o que eles me disseram é que, como poucas bandas grandes fazem show aqui (pela distância e por restrições do governo) as bandas "tributo" preencheram esse vácuo.

No começo eu fiquei bem decepcionado quando cheguei aqui, porque eu tava morando lá por Maryland/Virginia nos EUA e ia em show foda tipo duas vezes por mês, principalmente bandas de metal relativamente pequenas (vi Baroness, Deafheaven, Zeal and Ardor, etc, bandas que tocam relativamente pouco fora dos EUA). Mas agora me acostumei a ir em pubs onde sei que vai rolar alguma banda que eu nunca ouvi falar, molecada fazendo um som do caralho.

Ao mesmo tempo sinto uma desconexão porque nunca é gente da minha idade. Ou é a galera mais velha que foi no bonde de AC/DC ou John Farnham, ou é gente de vinte e poucos anos muito mais antenada e cheia de energia que eu. O pessoal da minha idade tá na plateia, não no palco hehe.

mateus54321
Membro Novato
# 24/dez/25 15:16
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Buja
Nao conheco nem mesmo sequer 1 criança/adolescente que cogite a ideia de querer tocar um instrumento

Vou responder com a visão de quem participa de uma escola de música, tem sim um certo volume de crianças e adolescentes que tocam por vontade própria e recebem apoio dos pais, mas geralmente é uma galera alternativa ou que o gosto musical foi passado de pai pra filho. É bem raro ver alguém que começou a escutar rock com influência externa, e aqui acho que o Guitar Hero influenciou muito na minha geração.

Outra coisa que é comum nos jovens e que pra mim é estranho é que eles conseguem escutar coisas como Iron Maiden, Metallica, SOAD e ao mesmo tempo gostam de umas porcarias nada haver da geração atual, Taylor Swift, Kendrick Lamar, ou qualquer outra coisa pop/trap que tenha por aí.

Eu não vou me assustar se num futuro próximo surgir uma banda de funk carioca metal, trap metal, ou alguém cantado senta novinha em gutural.

makumbator
Moderador
# 24/dez/25 17:55
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Buja

Tem jovem querendo fazer música sim. Eu dou aula em um projeto social aqui na minha cidade. Eu com outros professores montamos até uma pequena orquestra (tem violino, cello, contrabaixo acústico, viola e flauta doce para os mais novos).

Eu tenho um aluno que é fantástico. Tem 14 anos e em 15 aulas já pegou o básico inicial do contrabaixo acústico (inclusive a parte do arco, que é o mais difícil).

Nesse ano de 2026 vamos ensinar a molecada a ler música.

JJJ
Veterano
# 26/dez/25 14:34
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Claro que sempre tem um ou outro, mas quando eu era moleque, a quantidade de garotos que queriam ter banda era absurda.

PguitarMaxx
Veterano
# 03/jan/26 01:09
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Caramba

Depois de uma eternidade sem passar por aqui, bateu uma curiosidade.

Abri a sessão de Guitarra e bang "Quem da velha guarda ainda está por aqui ainda?!" Hahahahah

Espero que estejam todos bem!

Buja
Veterano
# 04/jan/26 20:47
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makumbator

Mas ai makumba, é uma galera de nicho. Voce é profissional de nivel superior da area classica, orchestra e afins, e nesse meio sei que existem jovens (poucos) dispostos a estudar musica. Ai estou falando de estudar mesmo.

Mas quando falo de querer aprender a tocar e ter uma galerinha junta, falo daquela epoca nossa em que sonhavamos com uma guitarra e tocar nossos guitar-heroes. Era uma epoca onde todo mundo queria ter um guitarra, mas arranhava um Legiao urbana no violao.

Isso nao sinto existir mais. É como o mateus54321 disse, é uma galera que, salvo as exceções de gostar de Iron, estão bem voltados a musica de instagram (é novinha senta na pika, é passinho de trap, etc)
A musica existe entre eles, sim claro, é a comunicação universal.
Mas não vem mais de guitarras eletricas, e sim, de bits.

Curly
Veterano
# 06/jan/26 16:09
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Outra coisa que vai complicar a vida dos músicos é a IA!

Ouvi um disco fake do Jethro Tull gerado por IA e vou te dizer, a qualidade das composições não fica devendo muito para os clássicos dos anos 70 da banda.

E mais, vc pega uma faixa e pede para a IA colocar um solo misturando o estilo digamos de YJM e Govan e consegue gerar algo impressionante! O que vai ser dos instrumentistas?

JJJ
Veterano
# 06/jan/26 16:23
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Curly
O que vai ser dos instrumentistas?

O mesmo que vai ser do resto: as máquinas vão fazer tudo que fazíamos, mais rápido e - talvez - melhor. Mas inovação e surpresa acho que não haverá mais. Aliás, desde o início do milênio não tenho mais nenhuma surpresa em termos de música. É sempre mais do mesmo e daí pra pior.

E, com o fim da mídia física, acabou o suporte para o que eu mais curtia: álbuns (LP, pro pessoal das antigas). Agora, é só single. É o fim de uma era. Como fazer uma ópera rock (pra citar um exemplo) sem o formato para o qual ela foi criada? Discos conceituais ficam praticamente impossíveis. E ainda que sejam feitos, ficam restritos a um micro nicho que não tem como chegar ao mainstream, então ninguém ouve.

Como já disse aqui uma vez, Tommy. The Wall, Close to the Edge, Thick as a Brick, The Lamb Lies Down on Broadway, Dark Side of the Moon, Thriller, etc, etc, etc... nunca mais vai ter. Quem viveu, viveu. Quem não viveu nem sabe o que perdeu.

renatocaster
Moderador
# 06/jan/26 21:02 · Editado por: renatocaster
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JJJ

O mesmo que vai ser do resto: as máquinas vão fazer tudo que fazíamos, mais rápido e - talvez - melhor. Mas inovação e surpresa acho que não haverá mais. Aliás, desde o início do milênio não tenho mais nenhuma surpresa em termos de música. É sempre mais do mesmo e daí pra pior.

E, com o fim da mídia física, acabou o suporte para o que eu mais curtia: álbuns (LP, pro pessoal das antigas). Agora, é só single. É o fim de uma era. Como fazer uma ópera rock (pra citar um exemplo) sem o formato para o qual ela foi criada? Discos conceituais ficam praticamente impossíveis. E ainda que sejam feitos, ficam restritos a um micro nicho que não tem como chegar ao mainstream, então ninguém ouve.


E vou te falar? Dá uma aflição danada presenciar tudo isso acontecendo. Essas coisas de IA, pensar no nível que já chegou e imaginar no nível que ainda vai chegar...é uma coisa que chega a ser meio sufocante, desesperadora.

JJJ
Veterano
# 06/jan/26 22:26
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renatocaster
Dá uma aflição danada presenciar tudo isso acontecendo. Essas coisas de IA, pensar no nível que já chegou e imaginar no nível que ainda vai chegar...é uma coisa que chega a ser meio sufocante, desesperadora.

Ah, isso acho que não... Tecnologia é sempre assim, dá um salto que impressiona, mas depois chega num patamar e fica. Tipo em 1969 quando chegamos na Lua. Se você perguntasse pra qualquer um daquela época onde estaríamos em 2026, 99% jurariam que já teríamos alcançado pelo menos Marte. Na real não conseguimos nem voltar pra Lua...

Ismah
Veterano
# 12/jan/26 00:16 · Editado por: Ismah
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Olha só, quem diria que teríamos essa sobrevida... Dá até vontade de fazer um backup do fórum, pra ter o que pôr em um museu virtual...

Bem, eu me afastei por questão da gincana da vida, e um mero acaso. Apostei a um tempo (década) atrás em focar em um bom smartphone, que atende 70% das minhas necessidades. Levei o falecido note até onde viável, e na pandemia ele morreu de vez. E bem, é uma m... acessar o fórum do celular...

Profissionalmente, hoje estou beirando o mercado nacional. Ano passado foi o primeiro ano que pude começar a fingir que a pandemia não existiu. Porém, francamente, ando desanimado, porque "zerei o game".
Modestamente, não sou o melhor técnico, mas muito longe de ser o pior, e vejo que estou em um ponto que não consigo repassar o valor de cachê - principalmente no meio mais popular. Acaba acontecendo o óbvio, que é competir ou mesmo estar subordinado a quem sabe menos, mas tem a confiança. A ansiedade não cabe aqui. Cada passo sem planejamento tende a ser uma furada.

Obviamente a idade muda quem somos, e muda nossas prioridades, o que por sua vez pesa na conta. Já não me sujeito à qualquer coisa, mesmo que me permita algumas aventuras.

Falando de mercado e música... As coisas mudaram, como sempre mudaram. Lutar contra é burro. Acredito que o lado músico mudou mais, e pra quem quer se dispôr a colocar um violão nas costas, e rodar o mundo, talvez nunca estivesse tão bom. Cajón e baixo... Mais que isso o mercado se fecha razoavelmente.

Ou dar aula, ou ser sideman - o que torna o músico mais parecido com o trabalho dos técnicos... Banda própria, fora do universo gospel, que ainda tem um circuito de eventos, exige um nível de investimento considerável. Não que antes não fosse necessário, mas pra abrir mercado do zero, dá mais trabalho, até porque tem mais gente tentando morder a mesma fatia.

Hoje, o nível que me encontro, qualquer show mequetrefe é mais do que os shows "grandes" de quando comecei no meio. Porém, não é comum aparecer uma "trap card", onde não tem como tirar som do sistema. A gente abstrai.
Existe principalmente no meio mais comercial, uma "máfia", que nem sempre prioriza o melhor profissional, mas o que apresenta alguma vantagem - cachê menor, faz mais que só tocar, que paga um "café" pro produtor... Vejam o caso da Ana Castella, que com a troca do produtor trocou toda banda de apoio...

Sabem que isso soa absurdo, pra gente que viveu a fase do grunge, da MINHA banda, e muitas vezes SÓ da minha banda... O que pra mim sempre foi absurdo. Agora se olhar no passado, mesmo com G'n'R e Nirvana no auge, membros dessas bandas tinham projetos paralelos.

A vida como sideman mais pesa hoje pela viagem. Atendi recentemente Fernando e Sorocaba, como técnico da locadora. Eles saíram de voo fretado do interior de São Paulo, para pousar numa lavoura no interior do Paraná, e seguiram imediatamente para fazer show na casa do chapéu no dia seguinte...

*Recomendo a tour 26, é basicamente um show country moderno, na onda Jelly Roll e Post Malone, e uma certa dose de psycho west, típico dos anos 80.
O Kevin Brauer, mais conhecido como "Sevenn" está na pasta do Victor e Leo, e um projeto desses no forno - a dois anos, mas ele não precisa. O que aponta o óbvio, essa galera não gosta tanto do que faz, mas sabe que isso vende. A mijada pública do Victor, devido ao abuso de VS, também endossa um pouco de que essa galera tá na sede de tocar. Lembrando que o Leo é praticamente surdo... E do F&S sou suspeito pra falar, porque sempre tiveram algo além, e eu bati o olho sabendo que não era sertanejo ao pé da letra.

Falando de mercado, a questão é mesmo como a música se consome. Hoje é difícil de traçar linhas do que é real e orgânico do que é artificial. Números não dizem muita coisa mais. 1 milhão de plays impressionava quando era Linkin Park, hoje muito artista já tem meia dúzia nesse patamar, e aí começa a aparecer na cena.

E meio que hoje, o mercado está bem contrastado. Casas e eventos de alto valor, com banda de verdade, e o resto, que é um karaokê fuleiro...

O rock migrou pro andar de cima, com shows mais caros, sem abrir mão da qualidade. Em 2024 vomitei arco-íris o show inteiro do Paralamas do Sucesso. Ao vivo, no braço e alto pra caramba quando era alto, e suave quando era pra ser suave. Pessoalmente, meu maior dilema profissional, é balancear pressão com dinâmica, dado que não raro que se mata 20 para sonorizar outros 380.

Fazer música, tocar, criar e vender, comprar e consumir a obra, mudou. A diferença é que a gente não se abre a ouvir pessoas que não falam com a gente. Por exemplo, Isa Buzzi, que tem um público gigantesco, e muito jovem - lembra o que vivemos com os emos coloridos. Eu nunca vi nada, e tecnicamente é como um médico não conhecer um órgão. E quando vi a casa cheia, num domingo, precisei repensar...

Aqui no sul, "quebrei a cara", pois a pandemia mudou as coisas, e a cheia mudou as coisas novamente, porém no meu mercado de 2025. Acredito que a soma dos problemas que sempre tivemos, e até porque muitos que estão saindo são nossos filhos, sobrinhos, primos mais novos, etc, a vida noturna está em elevado declínio.
Nem falo de varar a noite numa balada eletrônica, mas de fazer qualquer coisa madrugada à dentro. O mercado que estava atuando, ele simplesmente virou um happy hour, que já emenda numa janta, um voz e violão, e 23 horas tá todo mundo em casa.
Muitos matinês, que começam 14-15, e terminam 18-19 horas, um pouco mais tarde agora no verão. Ou mesmo eventos que iniciam de manhã, atravessam o almoço (com almoço incluso) e seguem até meia-tarde ou final. Shows, tem virado cláusula de contrato, que toca até determinado horário. Após isso, começa a descontar do tempo de show - eventos sociais e corporativos principalmente.

Todavia, essa mudança limou a possibilidade de contratar o projeto que estava. Racionalmente, conversando com meus colegas e pensando como produtor, previ a reformulação do projeto que aconteceu na virada do ano. E tudo bem, o oceano é turbulento e sou consciente que infelizmente ainda sou um barco pequeno.

Falando dos mais jovens, noto uma menor desistência. Os que querem tocar, realmente não abrem mão disso como era. O nível técnico médio subiu. Conheci um jovem estes dias, que manja de toda ******* técnica, mas esqueceu de ouvir música, tocar música, e principalmente melodias. É bobo, mas são muitos dos meus pecados.

E não, a idade não me fez ser mais breve...

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