O que acharam do ativismo politico do Roger Waters no show dele?

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Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# 16/out/18 18:11
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Filippo14
Repare numa questões sobre os dados que vc citou:
A Noruega, 1º IDH do mundo (índice constituído pela ONU), não está nem sequer na lista do tal ILE (desculpe, mas não conheço esse índice, nem quem o fez). A Suíça, o 2º colocado, não é uma economia tradicional, muito pelo contrário, assim como Luxemburgo, 1º em PIB per capita (e novamente a Suiça em 2º), o 3º então, Catar... E por aí vai... Índices, em sí, não representam nada, até porque ele é apenas uma "radiografia" de um dado momento. Para que eles façam sentido, há que se explicar, não apenas as metodologias usadas, como também COMO (historicamente falando) se atingiu esse ou aquele patamar, bem como QUEM e PORQUE os fez.
Ou seja, Brasil precisa de mais liberdade econômica e social.
Como, para quem? Essas perguntas tem que ser respondidas em 1º lugar, pois o termo "liberdade econômica e social", nada significa...
Discordo, pois você considera autoritarísmo somente como algo patriarcal, que seria somente cultural,
Negativo filho. O autoritarismo, venha de onde ele vier, de que forma ele existe e se exerça, é um "produto" da História de cada país, e ele inside diretamente sobre as questões políticas e econômicas; eu diria até de forma decisiva...
baixa facilidade para empreender e desenvolver ideias entre outras questões economicas e sociais podem ser consideradas como autoritarismo perante o individuo.
Mais um equívoco profundo de sua parte, e que não corresponde sequer à Realidade brasileira. Todos os dias, nas grandes cidades brasileiras, milhões de pessoas "empreendem" através de inúmeras atividades econômicas a sua subsistência, mormente no mercado informal. Essas pessoas são enormemente "empreendedoras" e lutam com dificuldade sem fim, inclusive delas próprias, e vivem em uma sociedade muito autoritária como a nossa (e posso citar inúmeras outras). Aqui você demonstra claramente que sua idéia, sua visão de "empreendedorismo" está ligada à uma visão e posição de classe.
eu não estou olhando o passado, eu estou olhando uma mudança gradual
Então isso não passa de uma ideologia, de uma utopia. O futuro não existe ainda... Falar sobre ele, querer alguma coisa dele, é querer o que não existe... Utopia.
Não há nada de mal nisso. As utopias são fontes... Se boas ou más... ninguém sabe...
Obamacare foi um exemplo claro de intervencionismo estatal que deu errado nos EUA e resultou na eleição do Trump.
Ele nem sequer foi totalmente implantado... Ademais, deu errado para quem? Para os apoiadores de Trump (os grandes grupos financeiros )?
Pergunte a qualquer norte americano que tenha uma formação se eles acham que o sistema de saúde norte americano é bom...
Filippo14
Neymar ganha milhões, pois ele é muito diferente do resto das pessoas em relação a jogar futebol
Melhor que eu certamente é... Agora, reduzir a realidade do mercado de futebol sem levar em conta a especulação financeira e a valorização artificial de um "produto" ou serviço só porque ACHAM ou te convencem de que ele é "diferenciado" é absurdo. A Teoria da Utilidade Marginal do Trabalho, em que pese ser um avanço, parte de um pressuposto equivocado: De que não há manipulação do mercado (e é o que mais existe...).
Se não houvessem impostos os produtos seriam muuuuuuito mais baratos, principalmente para a população mais pobre.
Essa afirmação parte de uma análise parcial da Realidade, como se os preços fossem só determinados pelo impostos ou pela Oferta/Procura. Isso não é verdade absoluta, pois há vários componentes no preço, inclusive a "utilidade marginal" (acho que vc se contradisse aqui).
mas isso gera uma redução de incentivos em gerar riqueza da população
Novamente eu pergunto: De quem? Do Sr. Henry Ford? Do Sr. Bill Gates? (só para dar exemplos bem distantes no tempo e nas relações). Friedman buscava com sua proposta estimular o desenvolvimento econômico através do incentivo vía mais recursos nas mãos do homem comum.
O Brasil é muito acostumado a serviços públicos e isso inclusive tira o espirito empreendedor e a imaginação da população de resolver problemas como este, o que gera retrocesso e ineficiencia (SUS, Educação Pública, Judiciário, Policia....)
Típica afirmação altamente equivocada, de quem nada sabe da História do desenvolvimento econômico brasileiro e da evolução do Estado. Nem serviços público tiram "imaginação de ninguém" (se fosse assim os país europeus seriam cheios de gente "sem imaginação"!), nem tampouco gera "ineficiencia", até porque tudo isso que vc citou JÁ SÃO ineficientes, e foram feitos para assim serem, pois atendem à demandas de classe e não à demandas gerais.
deixando isso para a iniciativa privada e efetivamente redistribuindo a renda.
Falácia. Se fosse assim a Realidade econômica mundial (e no Brasil em particular) seria uma ampla margem de renda mais igualmente distribuída. Observa-se justamente ao contrários...
Os serviços públicos historicamente são ruins, ineficientes e caros.
Outra falácia... Serviços Públicos não são "privados", são para serem "públicos", e não são, nem ruins, nem ineficientes - isso é o que a ideologia neoliberal quer que pensemos. A Realidade é bem mais complexa que isso...
mas os serviços do governo mantem as mesmas caracteristicas centenarias e retrogradas, sem grandes melhoras e mudanças desde sempre. A iniciativa privada usaria de forma muito melhor essas tecnologias para atender a população
Portanto, porque esses "empreendedores" não aplicam tais tecnologias aos serviços públicos? Seria porque eles querem beneficiar à quem? Ademais, se o Estado não "inova" (estou usando o termo no sentido que você deu), porque isso se dá? A resposta aqui não está no Estado em sí, mas sim à quem ele representa, a quem ele interessa...
Lógico que é coercitivo, é OBRIGATÓRIO. Quem não concorda com esse estado pode se ausentar do pagamento? Entre pagar meu fornecedor e meus impostos, eu posso priorizar meu fornecedor?
Concordo. Por isso é fundamental perguntar A QUEM o Estado representa...
Abç

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# 16/out/18 18:35
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https://www.youtube.com/watch?v=z2_h7o9y0w0

Lelo Mig
Membro
# 16/out/18 18:49 · Editado por: Lelo Mig
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Movimentos totalitários crescem nas crises.

O único ponto que discordo da grande maioria dos amigos aqui do FCC é que vejo em ambos os candidatos uma ameaça real a democracia. E, sinceramente, não consegui distinguir qual lado é menos ameaçador a minha liberdade.

makumbator
Veterano
# 16/out/18 19:07
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entamoeba
Em uma democracia forte, o Estado é de todos.



Isso é slogan de campanha.

makumbator
Veterano
# 16/out/18 19:11
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Lelo Mig
O único ponto que discordo da grande maioria dos amigos aqui do FCC é que vejo em ambos os candidatos uma ameaça real a democracia. E, sinceramente, não consegui distinguir qual lado é menos ameaçador a minha liberdade.


Então Lelo, eu muito provavelmente vou votar nulo (como você também já disse que votaria). O Brasil agora está igual a um episódio do South Park em que os moleques tinham que escolher votar em um babaca inútil ou no sanduíche de bosta. Só o Stan ousou não escolher nenhum dos dois.

Mauricio Luiz Bertola

Bertola, por favor separe um pouco os seus parágrafos pra gente ler melhor, ficou tudo muito socado.

entamoeba
Membro Novato
# 16/out/18 19:14
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Mauricio Luiz Bertola
https://www.youtube.com/watch?v=z2_h7o9y0w0

Muito bom. As similaridades são assustadoras!

Filippo14
Veterano
# 16/out/18 19:42
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entamoeba

Discordo, economia é uma ciencia que justamente busca entender a razão e escolha humana, para mim há poucas coisas mais humanas que isso. Acrescentando, essa ciencia conversa muito com outras ciencias como psicolgia, sociologia e filosofia.

A explicação é relativamente simples porque as pessoas acabam agindo de uma forma racional em grande parte das questões. Podemos não chegar a respostas 100% racionais, mas a razão é fundamental para qualquer escolha nossa, em maior ou menor grau.

Dito isso, as regras de oferta x demanda tendem a regular via mercado todas essas questões de consumo e trazer equilibrio e prosperidade para a grandissima maioria.

Aglutina em torno de um espaço que é de todos, ora. Já pensou se tudo que o cerca fosse privado? Você estaria sujeito a "leis" privadas, por exemplo. Uma vez fui abordado por um segurança de shopping porque minha namorada estava sentada na minha perna (estávamos vestidos, ok?). Ele chamou reforços porque me recusei a acatar a orientação dele para "sentar direito".


Belo exemplo de como um local privado não precisa ser pago para usufruir, ou seja, o estado não é necessário para aglutinar pessoas, os shoppings, parques, prédios comerciais, entre outros fazem isso de uma forma melhor. Ninguem troca ideia no asfalto ou na Secretaria da Educação. Se Grande parte do que me cerca fosse privado o meu custo de vida seria infinitamente mais barato.

Lembre-se que o Brasil coloca boa parte de seus impostos sobre o consumo, prejudicando o mais pobre.

Remodelando a coisa pública, haverá espaço para o "espírito empreendedor" sem que haja a necessidade de recorrer a agentes privados. Por ora, há coisas mais importantes que a eficiência em jogo, como, por exemplo, o problema da concentração de poder.

Remodelar algo que nunca resolveu? Concentração de poder é causada pela alta regulação da economia, que priva certos mercados e trabalhos de algumas pessoas, vide salário mínimo, que tira parte da população do grupo que produz acima de 1000 reais, concentra poder na mão dos "campeões nacionais", que via empréstimos do BNDES enriqueceram fazendo obras e operações em outros países através de dinheiro público (que SEMPRE sai da população).

Cara, problemas de eficiencia se devem a concentração de poder e baixo incentivo em produzir melhor e mais barato.

A grande questão é que as pessoas tem interesses, metas e vidas diferentes, cada ser é único. Dessa forma, existem as pessoas proativas, peguiçosas, más, boas, inteligentes, esforçados....

Assumindo um estado de bem estar social ou até mesmo socialista, eventualmente pessoas preguiçosas, egoistas ou más terão poucos incentivos para desempenhar bem tarefas que agreguem a sociedade. Elas terão direito a renda mínimas, saude, educação, segurança, serviços juridicos da mesma forma que alguem que trabalha e produz.

Criar riqueza não é despender tempo em qualquer coisa, fazer o que você "é bom" ou "gosta", e sim despender tempo em algo que agregue para a sociedade.

Da mesma forma, somente em uma sociedade de livre mercado que as pessoas tem de fato interesse em criar riqueza. Elas podem ser as piores pessoas do mundo, mas para terem renda e poderem consumir/viver, elas precisam atender seus consumidores/clientes/população. Claro que eu não sou contra a um nívl baixo de estado que garanta algumas regras básicas (propriedade privada, liberdades individuais, alguma regulação quanto a questões ambientais...)

Pensa em sí mesmo, não é possível que quando você tem menos incentivo você trabalha, toca, vive da mesma forma. Alguem cobrando, o que te deixa com medo de ser demitido, ou a chance de ganhar uma grana alta, a chance de conseguir qualquer coisa na vida te incentiva muito mais do que ter as coisas de graça.

Eu assumo que a pobreza do Brasil é um problema para o liberalismo, mas para outras formas de governo também é, racionalmente eu não vejo sociedade mais prospera que uma sociedade liberal.

A iniciativa privada só tem interesse em atender quem lhes dá retorno financeiro. Sendo filho da puta é mais fácil ser eficiente (vide um hospital privado que nega socorro a um mendigo moribundo). Somente o serviço público pode pôr a ética acima dos resultados financeiros.

Esse é o ponto, discordo que a iniciativa privada seja sempre cara o suficiente para ajudar alguem muito simples e além do mais, economia tem o lado que todos vêem e o lado que ninguem vê, esse é o trade off. Ter um hospital público é lindo, pois ajuda as pessoas em necessidade, mas ao mesmo tempo taxa produtos e serviços que acabam se tornando caros para essa mesma população. Além disso, se tudo fosse do governo, como incentivar as pessoas a trabalhar melhor? Não tem como resolver essa equação sem privatizar as coisas. A melhor ideia nesse sentido mais "keynesiano" seriam vouchers para saúde, educação, renda mínima. Mantem a operação no setor privado, mas auxilia no pagamento para a população mais pobre. Gera uma distorção menor que estatizar as coisas, gera competição, inovação e é uma forma de curto prazo de redistribuição de renda.

Pode ir morar em outro país. Você pode frequentar um clube privado sem pagar?

Mas e se eu quiser morar na minha casa, que eu paguei e é minha, um sitio por exemplo. Vou plantar tudo que eu preciso para me alimentar, ter umas ovelhas para fazer roupas e serei feliz assim, posso ou preciso pagar impostos? Mas a terra não é minha? e o direito a propriedade privada? e a liberdade de fazer o que bem entender com o que é meu? É coercitivo sim.

Os monopolistas têm ferramentas para impedir a livre concorrência, se não fosse a intervenção estatal, o mundo estaria entregue a eles faz tempo. O poder privado precisa ser regulamentado e o mundo todo sabe disso!

Que poder? A partir do momento que voce permite a livre circulação de pessoas e produtos, garante por lei direitos individuais e de propriedade privada, não tem um caso que seu argumento se sustente. Sempre alguem poderá entrar no mercado ou criar alguma coisa nova para "passar por cima" de um monopólio. As ferrovias americanas sofrerão isso. Era um mercado com poucos concorrentes. O que foi feito? Carros, onibus, aviões.... As vezes a competição é pouco clara, as vezes os produtos e serviços não são 100% semelhantes, mas sempre há competição, se o governo não interferir.

Fortalecendo a democracia! Em uma democracia forte, o Estado é de todos.

Que democracia onde os produtos são caros, regulamentados, com baixa eficiencia e qualidade. O Estado governa pelo Estado, para manter a máquina funcionando, com burocratas mamando no governo. Sempre foi assim e sempre será, em maior ou menor grau.

Abs,

Filippo14
Veterano
# 16/out/18 20:09
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Mauricio Luiz Bertola

Melhor que eu certamente é... Agora, reduzir a realidade do mercado de futebol sem levar em conta a especulação financeira e a valorização artificial de um "produto" ou serviço só porque ACHAM ou te convencem de que ele é "diferenciado" é absurdo. A Teoria da Utilidade Marginal do Trabalho, em que pese ser um avanço, parte de um pressuposto equivocado: De que não há manipulação do mercado (e é o que mais existe...).

Pera, o que você quer dizer com manipulação de mercado? Muitos produtos e ativos são precificados baseado na expectativa de retornos que eles tem, por exemplo uma ação de uma empresa. A manipulação de ativos financeiros ou jogadores de futebol acontece quando pessoas não fazem uma análise criteriosa de seus fundamentos. Todo mundo ve o Neymar jogando, há cobertura diária no centro de treinamento do time, qualquer pessoa do meio do futebol consegue precificar o Neymar baseado nisso, pois fica muito claro que ele poderá gerar ou não determinada situação futura. Lembrando que qualquer situação que envolve retornos, além da variável expectativa tem tambem a variavel risco, pode ou não ocorrer. Não vejo isso como manipulação de mercado.

Extrapolando isso, uma competição no mercado de Bolsas de Valores (setor monopolizado no país) traria uma regulação autonoma das entiades participantes, pois eu como investidor iria preferir investir em uma bolsa que passa mais confiança, tem transparencia, empresas melhores, e isso só seria possivel com algumas regras que essas bolsas iriam adotar. Assim, minha análise de potenciais investimentos seria facilitada e estariamos todos em um cenario de informação igual e competição justa.Discordo totalmente dessa manipulação de mercado via capitalismo ou liberalismo

Essa afirmação parte de uma análise parcial da Realidade, como se os preços fossem só determinados pelo impostos ou pela Oferta/Procura. Isso não é verdade absoluta, pois há vários componentes no preço, inclusive a "utilidade marginal" (acho que vc se contradisse aqui).

Na verdade eu não me contradisse. Utilidade marginal significa que algo se torna menos valioso conforme o consumo do mesmo se eleva (de uma forma geral). Exemplificando, eu pagaria 10 reais por uma garrafa de água após uma corrida de 5km, mas pagaria somente 5 reais pela quinta garrafa de água, ou até mesmo não pagaria nada pela 30ª garrafa.

A questão é que isso, se extrapolando, se torna a demanda no equilibrio com a oferta, então nada mais é do que a lei da oferta x demanda trabalhando incessantemente. Talvez não tenha deixado claro que os preços não são estáticos, mas na verdade eles variam constantemente baseado o interesse de consumo da população naquele instante e a oferta (com subvariaveis de custos, impostos...) desses mesmos produtos e serviços.

Típica afirmação altamente equivocada, de quem nada sabe da História do desenvolvimento econômico brasileiro e da evolução do Estado. Nem serviços público tiram "imaginação de ninguém" (se fosse assim os país europeus seriam cheios de gente "sem imaginação"!), nem tampouco gera "ineficiencia", até porque tudo isso que vc citou JÁ SÃO ineficientes, e foram feitos para assim serem, pois atendem à demandas de classe e não à demandas gerais.


Não concordo, pois países liberais são muito mais empreendedores que outros, principalmente pela facilidade e costume de empreender e inovar. Quando há uma regulação grande e poucas oportunidades, não tem espaço para empreendedorismo e causa de certa forma "falta de imaginação". Aposto muito que países como Cuba tem menos inovação, causada pela organização social, do que países como Japão.

Exato, eu concordo, o Estado e seus serviços/produtos são ineficientes por natureza, por isso que uma economia de mercado, ou ao menos um sistema de vouchers seria muito mais produtivo e traria melhores resultados para a população. É melhor a população ter um serviço competitivo de saúde privado do que usar o SUS, estudar em faculdade publica cheia de greve (causada pelos baixos salários, que geram baixos incentivos, outro exemplo, mais uma vez)

Falácia. Se fosse assim a Realidade econômica mundial (e no Brasil em particular) seria uma ampla margem de renda mais igualmente distribuída. Observa-se justamente ao contrários...

Pera, você está confundindo alguns pontos. Liberalismo não defende IGUALDADE, defende MERITOCRACIA. A questão é que em uma economia de mercado as oportunidades seriam mais próximas e o mais pobre seria infinitamente mais rico do que hoje, mas claro que ninguem acredita que todos teriam Les Pauls 59 (trazendo para a nossa realidade). O ponto é que atualmente, em países com estados mais inchados a população tende a ser mais pobre, independente da desigualdade.

O problema do Brasil não é a desigualdade e sim a injustiça e pobreza.

Exemplo: Jeff Bezos hoje tem 100 bilhões de dólares e é o homem mais rico do mundo. Ele criou a Amazon. Quem aqui já usou esse aplicativo? Com dois ou tres cliques voce consegue realizar uma compra, ele atinge diversas pessoas e países, alta variedade de produtos, rápido, eficiente. Qual o problema desse cara ser bilionario? Olha o "problema" que ele resolveu, olha a facilidade que ele trouxe para as compras digitais. Eu quero mais é que todos tenham incentivos de criarem coisas assim e que quem crie seja em remunerado. Claramente, criar coisas seguindo os principios de liberdade individual, propriedade privada...

Portanto, porque esses "empreendedores" não aplicam tais tecnologias aos serviços públicos? Seria porque eles querem beneficiar à quem? Ademais, se o Estado não "inova" (estou usando o termo no sentido que você deu), porque isso se dá? A resposta aqui não está no Estado em sí, mas sim à quem ele representa, a quem ele interessa...

O problema é que a não inovação gera uma ineficiencia que acaba por prejudicar SEMPRE o mais pobre e que depende desses serviços. Todos os serviços publicos no país não funcionam, os 3 poderes são custosos demais, sistema previdenciário foi feito de forma equivocada, segurança, educação, saúde.... e continuarão a ser ineficientes, custosos e mal feitos, a não ser que o setor privado se torne mais relevante no país.

Abs,

Filippo14
Veterano
# 16/out/18 20:10
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Mauricio Luiz Bertola

https://www.youtube.com/watch?v=z2_h7o9y0w0

Quanto ao vídeo, liberalismo é o OPOSTO de facismo, que se assemelha muito mais a sistemas autoritários e centralizadores, como o socialismo, mesmo eles sendo diferentes.

Abs,

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# 16/out/18 21:44
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Filippo14
liberalismo é o OPOSTO de facismo
Vai nessa...
Kkkkkkkkkk...
Respondo o resto depois... Estou esperando minha filha chegar...
Abraços

Lelo Mig
Membro
# 16/out/18 21:44 · Editado por: Lelo Mig
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Vocês precisam voltar ao planeta Terra. Olhar o real...

Mesmo que o problema do Estado, do mau funcionamento da máquina pública não seja a "máquina em si" sejam seus condutores, em mais de 100 anos de Republica, nunca funcionou.

Será o caso de se iludir que alguém conduzirá direito e continuar engordando a máquina ou diminuir essa porteira de corrupção e favores?

Vejam nossos representantes de esquerda? Guilherme Boullos? Manuela D'avila? Vera Lucia? Isso é uma piada... Essa gente não tem capacidade de tocar um carrinho de algodão doce defronte uma escola. Essa esquerda é ridícula.

Não sou um homem de direita, pelo contrário, mas não posso defender esta aberração. Qual os planos? Estatizar a Havan? O McDonalds? Ensinar Tupi Guarani nas escolas? Essa gente é doente.

E, por último. Ainda que eu anule meu voto, Bolsonaro já ganhou... Haddad é fraco, não consegue virar o jogo. Certo ou errado a população não quer o PT, por culpa do próprio partido.

Agora é se reestruturar, se reorganizar, se livrar de figuras insonsas como Gleise Hoffman e figuras inúteis como Manuela D'avilla. E, principalmente, parar de endeusar, mitificar, martirizar um sujeito como Lulla.

E, principalmente calar a boca do Bolchevique Ze Dirceu, que anda falando em "retomar o poder a força" por aí. Apesar de ter uma mansão (que inclusive conheço) aqui em minha cidade.

Abraços

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# 16/out/18 21:44
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Filippo14
liberalismo é o OPOSTO de facismo
Vai nessa...
Kkkkkkkkkk...
Respondo o resto depois... Estou esperando minha filha chegar...
Abraços

entamoeba
Membro Novato
# 16/out/18 22:11
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Filippo14
A grande questão é que as pessoas tem interesses, metas e vidas diferentes, cada ser é único. Dessa forma, existem as pessoas proativas, peguiçosas, más, boas, inteligentes, esforçados....

Assumindo um estado de bem estar social ou até mesmo socialista, eventualmente pessoas preguiçosas, egoistas ou más terão poucos incentivos para desempenhar bem tarefas que agreguem a sociedade. Elas terão direito a renda mínimas, saude, educação, segurança, serviços juridicos da mesma forma que alguem que trabalha e produz.


Estava respondendo outras questões, mas preferi focar nessa parte, que considero (de longe) a mais problemática.

Há aqui a pressuposição de superioridade de um grupo sobre o outro. De um lado, os proativos, bons, inteligentes e esforçados; do outro, os apáticos, maus, burros e preguiçosos. Na prática, de um lado, os bem adaptados, do outro, os mal adaptados. Pergunto:

As pessoas podem escolher se vão ser proativas ou apáticas?

Elas escolhem se serão boas ou más?

Escolhem ser inteligentes ou burras?

Escolhem ser esforçadas ou preguiçosas?

O quanto disso é escolhido? O quanto é inato? O quanto é modelado pelas contingências da vida sob as quais não tivemos controle? A economia pode assumir um papel moralizador, premiando as pessoas do primeiro grupo e punindo as do segundo, mesmo sem ter as respostas para as questões colocadas anteriormente?

Filippo14
Veterano
# 16/out/18 22:49
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Mauricio Luiz Bertola

Pera ai, fascismo defende uma falta de liberdade social absurda e uma falta de liberdade economica bem forte tambem. Liberalismo defende justamente o contrario, a pessoa pode fazer o que quiser, ser o que quiser, vestir o que quiser, ouvir, comer, estudar o que quiser, claro, desde que tudo isso nao afete de forma negativa e diretamente a liberdade de ninguem (questoes sociais) e defende tambem que a pessoa possa trabalhar, desenvolver, empreender, criar, produzir e vender qualquer coisa que quiser, desde que, de novo, nao afete a liberdade individual e propriedade privada dos outros. No nazismo e no fascimo judeus, negros, gays, ciganos, entre outros foram assassinados, liberalismo é o oposto TOTAL disso.

entamoeba

Cara, primeiro que QI nao é sinal de sucesso. Nós mesmos, trazendo pro universo da guitarra sabemos que vale muito mais seu esforço e força de vontade em dominar o instrumento e aprender música do que o seu talento natural. Todo mundo aqui sempre reafirma a frase "1% talento, 99% de esforço". Isso vale para tudo, duvido que o Bill Gates, Jezz Bezos, Elon Musk, Henry Ford, Steve Jobs, Warren Buffet, Jorge Paulo Lemman, entre outros, sejam mais inteligentes que o resto, ou ainda, se pegarmos o 1% mais rico da população, eu duvido que eles sejam mais inteligentes que o resto da sociedade.

Segundo, a pessoa tem que gerar algo para a sociedade se quiser viver, consumir e prosperar, ou voce espera que o resto da populaçao sustente essas pessoas? Como que fecha essa conta assim? Eu acordo um dia, afirmo a mim mesmo que sou vagabundo ou preguiçoso, ou ate que nao levo jeito para ajudar ninguem a resolver absolutamente NADA e com isso um Estado tem que me sustentar? Qual o incentivo de quem é pro ativo e afins de trabalhar se todos chegam no mesmo lugar? Fiquei curioso de saber como voce resolveria isso

Voces estao justificando problemas do liberalismo baseados em uma sociedade altamente regulamentada, controlada, pouco justa e meritocratica. Voces usam argumentos de uma sociedade de bem estar social, sociedade essa que existe na grande maioria dos paises e que vem dando errado. E mais uma vez, os paises mais livres do mundo, como mostrei baseado naquele indice, mesmo que nao sejam um liberalismo puro, sao mais ricos do que os demais e isso é um forte indicio de como um liberalismo seria interessante para o Brasil.

Nao acreditar que o liberalismo é a solução eu ate entendo, sem problemas, mas nao enxergar que atualmente o Brasil precisa de mais liberdade é dificil de entender. Exercito privado, judiciario privado via camaras de arbitragem pode ser demais e brusco atualmente, mas acho que esta muito claro que privatizacoes num geral, reforma da previdencia, independencia do banco central, reducao da maquina estatal, reforma fiscal e reducao de impostos no consumo e de importação são questoes de urgencia no pais

Por fim, voces estao criticando diversos pontos, mas eu nao vejo nenhum argumento de voces que resolva a situação. Qualquer outro modelo de sociedade proposto e conhecido tem problemas muito maiores que esse, e esses ja foram muitas vezes tentados (socialismo, welfare state, autoritarismo, fascimo).

Abraço

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# 17/out/18 00:04 · Editado por: Mauricio Luiz Bertola
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Filippo14
Esqueceste que o Imperialismo foi uma "criatura" do dito "Liberalismo"?
E mais, defende também que a pessoa possa trabalhar, desenvolver, empreender, criar, produzir e vender qualquer coisa que quiser, desde que, de novo, não afete a liberdade individual e propriedade privada dos outros.... Você tem certeza disso?
Cuidado com as "verdades"... Elas podem não ser tão "verdadeiras" assim...
Abç

SteveRayMorse
Veterano
# 17/out/18 05:21
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entamoeba

Duvido que alguém que ache que votar no Bolsonaro é uma escolha racional contra a corrupção tenha interesse real de compreender o que está em jogo.
Nessa racionalização há um fundo de "adoro as atrocidades que ele diz, mas tenho vergonha de admitir publicamente". As vezes, dá vergonha até de admitir para si mesmo. Compreensível racionalizar, ignorando as evidências. Mas o que ele diz não é pouco grave. Não são "só palavras". Premiar um lixo humano como o Bozo com a presidência da república é a coisa mais estúpida que faremos nos poucos anos que tivemos de democracia. Aqueles 52 pedaços de estrume que foram eleitos deputados pelo PSL foram só o aperitivo


Aff...que raciocínio raso. Então quer dizer que quase 50 milhões de brasileiros (baseado no primeiro turno) são "fascistas, homofóbicos e misóginos" segundo os "companheiros". Usando essa lógica então quem vota no PT é bandido, vagabundo, corrupto e cúmplice. E esses não só pelo que disseram mas pelo que fizeram (ou também é perseguição do agente da CIA Moro?). Até parece que Lula e essa laia são melhores que Bolsonaro e cia kkkk.

Neste turno voto no Bolsonaro sim, não por ele mas pelo mantra que tenho de não votar no PT isso já faz uns 10 anos. Podem ter medo do Bolsonaro, mas o PT me dá muito mais medo. Sou casado com 3 filhos e essa bosta dessa CLT assinada já faz uns 18 anos (na soma). Não tenho nome sujo na praça e faço o que posso pra manter meus filhos e esposa da melhor forma possível, daí vem um fera e diz que sou homofóbico baseado em voto? pqp

JJJ
Veterano
# 17/out/18 07:27
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Lelo Mig
Qual os planos? Estatizar a Havan?

Não, esse era o plano do Daciolo.

Singles
Membro Novato
# 17/out/18 07:47
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Eu consigo entender votarem no bolsonaro no segundo turno.. na vdd a maioria do país agora esta votando nele.. ultrapassou os 50% de votos totais.. mas pq vcs votaram nele no primeiro? Pra quem defende o liberalismo o amoedo tinha mto mais propriedade q ele.. pra quem eh contra a corrupçao tb tinha a marina.. o ciro nao tem processo na justiça acho.. sera q as pessoas gostaram da ditadura militar? Nao da pra entender..

ferraz bass
Veterano
# 17/out/18 08:35
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Não me interessa o posicionamento do Roger Waters. Porra eu quero ver o Show, não quero ver o kra politizando e falando merda no Show, afinal de contas eu paguei o olho da kra na merda do ingresso e quero ouvir musica, se for pra ouvir Roger Waters fazendo discurso politico fico em casa ouvindo Pink Floyd no meu Fone de Ouvido.

entamoeba
Membro Novato
# 17/out/18 09:11 · Editado por: entamoeba
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SteveRayMorse
Não gosta nem um pouquinho das coisas que ele diz? Que tal "militarização das escolas"? Ou a polícia com licença para matar? Já sei: quer ter arma em casa! Não gosta de nenhuma proposta dele e vai votar mesmo assim? Só por causa do PT?

Filippo14
se pegarmos o 1% mais rico da população, eu duvido que eles sejam mais inteligentes que o resto da sociedade.

Também duvido, até porque já vi muitos deles falando e não me impressionei nem um pouquinho.

Por fim, voces estao criticando diversos pontos, mas eu nao vejo nenhum argumento de voces que resolva a situação.

Para mim, em primeiro lugar, precisaríamos de formar as pessoas de outra maneira. Quando o marketing baseado em fake news funciona, é porque falhamos na educação do nosso povo. Eu já digo isso faz anos, mas nessas eleições as coisas ficaram muito mais evidentes! Uma das tarefas essenciais da escola é formar para a democracia, e sem combater o comportamento supersticioso isso não é possível.

Para resolver o problema das instituições públicas, é preciso investir em inovação no setor. É preciso ter, nas universidades públicas, núcleos de pesquisa e desenvolvimento multidisciplinares bem amparados que possam fazer experimentos de gestão da coisa pública, desenvolvendo modelos que previnam as fraudes e aumentem a eficiência da administração pública.

Também acho que as relações trabalhistas precisam ser estudadas a fundo, de maneira multidisciplinar, para que trabalhar (para a maioria das pessoas) não seja a merda que é. A justiça do trabalho é uma bosta, mas, ao mesmo tempo, temos abusos de poder patronal inadmissíveis (aquele vídeo com os funcionários Havan, por exemplo, deveria ser motivo de prisão para o Hang).

E um último P&D desse grupo seria em relações socioeconômicas, para repensar de quem é o mérito pelo quê, e reestruturar a distribuição de riquezas. Precisamos fazer o trabalho que a mão invisível não faz, em nome de um mundo mais justo.

Lelo Mig
Membro
# 17/out/18 09:24 · Editado por: Lelo Mig
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Singles

" sera q as pessoas gostaram da ditadura militar? Nao da pra entender.."

Eu não votei Bolsoanal, mas é possível compreender o "fenômeno".

1- Existe uma tendência ao conservadorismo no mundo todo. Trump nos EUA... A direita venceu em vários países da Europa; na Áustria elegeram nazistas... Etc.

2- Parte da população adquiriu um ódio mortal ao PT e o Bolso representa o oposto.

3- O problema que mais assusta a população hoje é a violência urbana. O povo acha que o Bolsonaro vai resolver isso.

4- O povo ta cansado desse mimimi de minorias e o bombardeio diário desse assunto via Rede Globo. Por isso a "simpatia" pelo discurso racista e homofobico.

5- Existem alguns idiotas formadores de opinião, com o discurso de que a ditadura militar não foi ditadura e foi boa, e um monte de jovens mais idiotas ainda, comprando esse discurso.

E muitos outros motivos para o Bolsoanal ser a bola da vez, mesmo sendo um imbecil que tem por plano de governo um frase:

"Eu vou mudar isso daí!"

entamoeba
Membro Novato
# 17/out/18 09:30
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Lelo Mig
E o catalisador é Steve Bannon.

Filippo14
Veterano
# 17/out/18 09:31
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entamoeba
E um último P&D desse grupo seria em relações socioeconômicas, para repensar de quem é o mérito pelo quê, e reestruturar a distribuição de riquezas. Precisamos fazer o trabalho que a mão invisível não faz, em nome de um mundo mais justo.

Você consegue entender que na sociedade atual não existe mão invisível? Da mesma forma que a meritocracia foi jogada no buraco? A regulação estatal não permite à mão invisivel seu pleno funcionamento e isso além de atrapalhar imensamente a meritocracia gera distorções absurdas (JBS, Odebrecht, Petrobras, Camargo Correa...)

Você falou de justiça, mas qual a justiça no seu argumento anterior? A pessoa sustentar o preguiçoso, o apático.... Justiça não é equidade, é igualdade de deveres e meritocracia, isso e justo, o problema é que nesse mundo keynesiano que vivemos isso não existe.

Para resolver o problema das instituições públicas, é preciso investir em inovação no setor. É preciso ter, nas universidades públicas, núcleos de pesquisa e desenvolvimento multidisciplinares bem amparados que possam fazer experimentos de gestão da coisa pública, desenvolvendo modelos que previnam as fraudes e aumentem a eficiência da administração pública.

E quem investe? O governo ineficiente e cheio de corruptos, que ganham, e muito, dessa ineficiencia via corrupção vão investir no que no setor público? Isso não é do interesse da máquina. Racionalmente nunca será do interesse de quem está no governo gerar inovação na boa vontade, pois eles perdem dinheiro assim, e dinheiro significa poder e liberdade de fazer o que bem entender, fora que o sistema público não gera nada, apenas toma de forma coercitiva da população riqueza para se sustentar.

Além disso, investe no que? Como um poder central consegue determinar de forma ótima no que, quanto, como, quando e porque investir em determinadas coisas?

Para mim, em primeiro lugar, precisaríamos de formar as pessoas de outra maneira. Quando o marketing baseado em fake news funciona, é porque falhamos na educação do nosso povo. Eu já digo isso faz anos, mas nessas eleições as coisas ficaram muito mais evidentes! Uma das tarefas essenciais da escola é formar para a democracia, e sem combater o comportamento supersticioso isso não é possível.

Mesma coisa do argumento anterior, qual o interesse em criar pessoas para combater os privilégios dos burocratas? Qual a razão que o cara faria isso? Além disso, repito, ensina o que, de que forma, como, porque, quando, onde.... Todas as pessoas são iguais e aprendem da mesma forma? Se não, quais os métodos diferentes de ensino, quais as grades e estrutura de cada um deles? Por que o governo tem que ensinar o que é importante? O que ele (estado) entende dos individuos e de suas diferenças para determinar o que é importante? Quem é o MEC para escolher essa grade horaria. Porque as matérias de biologia do 3º colegial são mais importantes que economia do lar, ou culinaria, ceramica, ou mesmo Derivadas e Integrais de Cálculo I-IV de faculdade? Por que aula de manhâ e não de madrugada?

O que eu quero dizer é que não da para esperar isso do governo, ainda mais quando é do interesse do próprio estado e de seus burocratas manter as pessoas "dominadas". Por isso a restrição e alta regulação brasileira e de outros estados de bem estar social (que por sinal gera e tras medidas populistas).

Não existe esse mundo da fantasia, os recursos são escassos (não tem um dumble, um iate, uma strato 61 sunburst, um boss ds-1 original, um sitio em campos de jordão, um apartamento no 23º andar de um prédio no leblon para todos), e isso faz com que as pessoas precisem conquistar e desenvolver esses recursos para agregar valor e sobreviver.

Abs,

sandroguiraldo
Veterano
# 17/out/18 09:47 · Editado por: sandroguiraldo
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Lelo Mig
É isso aí!

Singles
mas pq vcs votaram nele no primeiro?
Porque o brasileiro médio ou se identifica ou vê nele um messias.

edit:
o discurso de votar nele pra tirar o PT é muitas vezes um disfarce da real motivação.

entamoeba
Membro Novato
# 17/out/18 09:48
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Filippo14
Você falou de justiça, mas qual a justiça no seu argumento anterior? A pessoa sustentar o preguiçoso, o apático.... Justiça não é equidade, é igualdade de deveres e meritocracia, isso e justo, o problema é que nesse mundo keynesiano que vivemos isso não existe.

Você está pressupondo que sustentar o preguiçoso e o apático é injusto sem sequer saber porque eles são preguiçosos e apáticos. Quer uma sociedade que premie virtuosos sem conhecer sequer o que constitui uma virtude.

Essa visão é ingênua, perigosa e cruel com as pessoas, não nota? Não respeita as diferenças e cria pseudovalores que segregam e marginalizam. Outrora, um deprimido era um pária, hoje, sabemos que é um doente. Não há nada de virtuoso em ser bem adaptado! Nada!

E quem investe? O governo ineficiente e cheio de corruptos, que ganham, e muito, dessa ineficiencia via corrupção vão investir no que no setor público? [...] Além disso, investe no que? Como um poder central consegue determinar de forma ótima no que, quanto, como, quando e porque investir em determinadas coisas?

O governo investe, como tem investido em tantas outras coisas. A diferença é que isso é investimento de verdade e o o valor do retorno é inestimável. Basta que haja um projeto que seja bom o suficiente para ser colocado em prática, sem distorções. Até você pode escrever esse projeto e arrumar um deputado para submeter a votação.

O resto fica na mão dos pesquisadores. Temos muitos pesquisadores bons no Brasil, e estão fazendo pesquisa porque gostam. Ao contrário do que a maioria pensa, nem todo funcionário público é um encostado.

Filippo14
Veterano
# 17/out/18 09:50 · Editado por: Filippo14
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Lelo Mig

Concordo com você em todos os pontos, mas queria afirmar que o bolsonaro não é liberal, é uma direita completamente diferente e sem relação com liberalismo.

Para quem se interessar, a forma que pode melhor definir a opinião das pessoas atualmente é essa aqui:

https://www.politicalcompass.org/crowdchart

https://pt.wikipedia.org/wiki/Political_Compass


Já que o tópico ja foi desvirtuado (muito por minha causa). Para quem se interessar e quiser ver o que defender...

https://www.idrlabs.com/pt/coordenadas-politicas/teste.php

Mauricio Luiz Bertola

https://www.infoescola.com/historia/imperialismo/

Se você caracteriza isso como um processo "liberal", desculpe, mas não posso concordar.

1- Países (Estados) negociavam ou conquistavam via ataques outros países, que se tornavam colonias. Isso vai contra qualquer prática liberal, é o total oposto. Estado inchado, grande e poderoso tirando a liberdade individual e o direito a propriedade privada e escolha de pessoas via agressão. Não tem NADA de liberal aí.

2- Questões raciais e redução do transito de pessoas entre regiões. Um sistema liberal defende todas as pessoas como individuos iguais e igualmente importantes, sem determinar classes, trabalho e outras tarefas baseado em questões raciais, religiosas, economicas... Todos são iguais perante os seus demais, devendo apenas cada um conquistar e trabalhar pelas suas próprias conquistas, em intensidades e maneiras diferentes, desde que não haja agressão entre sí.

https://www.todamateria.com.br/imperialismo/

Essa fonte mesmo descreve a grande diferença entre as duas sociedades:

"Ademais, o capitalismo é pacifista em essência se considerar os preceitos do Liberalismo, enquanto a política imperialista subverte aqueles valores ao mesmo tempo que é confundida com o próprio capitalismo.

Desse modo, o expansionismo se deve as em estruturas remanescentes do período pré-capitalista, baseadas numa política de guerras e conquistas.

Não obstante, a capitalização das nações imperialistas gradativamente se amplia, assim como a "absorção" dos países dominados pelos monopólios, levando ao ciclo de colonialismo, o qual é produto da expansão do imperialismo."

Acredito que a sua afirmação está completamente incorreta.

Abs,

entamoeba
Membro Novato
# 17/out/18 09:51
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Mesma coisa do argumento anterior, qual o interesse em criar pessoas para combater os privilégios dos burocratas? Qual a razão que o cara faria isso? Além disso, repito, ensina o que, de que forma, como, porque, quando, onde.... Todas as pessoas são iguais e aprendem da mesma forma? Se não, quais os métodos diferentes de ensino, quais as grades e estrutura de cada um deles? Por que o governo tem que ensinar o que é importante? O que ele (estado) entende dos individuos e de suas diferenças para determinar o que é importante? Quem é o MEC para escolher essa grade horaria. Porque as matérias de biologia do 3º colegial são mais importantes que economia do lar, ou culinaria, ceramica, ou mesmo Derivadas e Integrais de Cálculo I-IV de faculdade? Por que aula de manhâ e não de madrugada?

Não entendo esses questionamentos, então, te devolvo a pergunta. Como você responderia a todos esses problemas que você levantou? Qual a solução, na sua visão?

Filippo14
Veterano
# 17/out/18 10:00
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entamoeba

Liberalismo.

Os participantes de determinado mercado (saúde, educação, infraestrutra, energia) tem acesso em maior quantidade e maior qualidade de informações sobre o seu respectivo setor (ex: algum diretor de hospital entende muito mais que outras pessoas sobre o setor hospitalar, ou algum que trabalha no ramo de distribuição de energia...) e essas pessoas saberão com maior propriedade e razão quais os investimentos corretos a serem feitos visando as necessidades da população. Exemplificando, um trabalhador de uma escola em Rio Branco no Acre que segue uma linha x percebe que há uma demanda da população por aulas para crianças até 5 anos de idade no método y, dessa forma, ele pega suas economias, encontra outras pessoas que acreditem na ideia, investidores e cria uma escola no método de ensino y. Pode ser que ele tenha errado, mas nesse caso, ele tera perdido o dinheiro dele, dinheiro esse que não se perde na verdade, e sim, troca de mãos de forma meritocratica. Contudo, se ele acerta, e provavelmente ele tem muito mais chances disso do que qualquer outro, como o governo federal que fica em Brasilia, a população será beneficiada por ter agora uma opção no método y, que é preferível. Para não ficar para trás, o antigo dono da escola de método x passa a inovar algumas coisas na sua escola para não ficar para trás, e parte para o método y, só que mais barato que a segunda escola, e assim por diante. Essa competição é benéfica para a população. No liberalismo, os empreendedores no equilíbrio tem lucros infinitamente menores do que os lucros em um sistema de monopólios e oligopolios, nos quais são necessárias diversas regulações estupidas, caras e burocraticas, que acabam por tirar empreendedores, inovações e preços baixos da sociedade.

Lembre-se, para se abrir uma empresa no Brasil leva-se entre 75-100 dias, enquanto que em países mais livres esse número cai drasticamente, chegando a 1, ou até mesmo, 0 dias.

Abs,

Filippo14
Veterano
# 17/out/18 10:10
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entamoeba
Desculpe, não tinha visto que eram duas mensagens, senão teria respondido em uma só.

Você está pressupondo que sustentar o preguiçoso e o apático é injusto sem sequer saber porque eles são preguiçosos e apáticos. Quer uma sociedade que premie virtuosos sem conhecer sequer o que constitui uma virtude.

Essa visão é ingênua, perigosa e cruel com as pessoas, não nota? Não respeita as diferenças e cria pseudovalores que segregam e marginalizam. Outrora, um deprimido era um pária, hoje, sabemos que é um doente. Não há nada de virtuoso em ser bem adaptado! Nada!


Cara, em uma economia de mercado as coisas não são rígidas. Você pode empreender, criar e ir atras do que você quiser, mas você tem que se sustentar também. Não da para, inclusive hoje, os que você chamou de virtuosos sustentarem os preguiçosos, isso é completamente injusto. Dificilmente alguém é preguiçoso com tudo, e não é possível que essa pessoa, no geral claramente, não possa fazer qualquer coisa que produza e gere renda e consequentemente benefícios para a sociedade.

Outro ponto mais pratico, como determinar então quem é preguiçoso e apático por natureza (genética) ou por interesse próprio? E na sua visão, só pode ser preguiçoso quem tem constatado alguma coisa clínica/genética ou fica aberto(livre) para todos?

Na minha quem quiser ser preguiçoso pode, só não pode mamar nos outros de forma coercitiva (estado). Se alguém quiser bancar ele por livre escolha o mercado não ta nem ai.

O governo investe, como tem investido em tantas outras coisas. A diferença é que isso é investimento de verdade e o o valor do retorno é inestimável. Basta que haja um projeto que seja bom o suficiente para ser colocado em prática, sem distorções. Até você pode escrever esse projeto e arrumar um deputado para submeter a votação.

O resto fica na mão dos pesquisadores. Temos muitos pesquisadores bons no Brasil, e estão fazendo pesquisa porque gostam. Ao contrário do que a maioria pensa, nem todo funcionário público é um encostado.


Então eu preciso de um deputado? E se eu não molhar a mão dele para fazer o projeto, e ai? Quem tem dinheiro para "convencer" a câmara a passar projeto, a pessoa mais simples, trabalhadora, empreendedora (vendedor informal, trabalhador liberal) ou os grandes monopolistas?

E o pesquisador dentro do governo ele tem incentivo para pesquisar o que a população precisa ou para pesquisar o que ele gosta? Claro que nem todo funcionário público é encostado, claro que não, mas os incentivos dentro de um sistema que não premia os mais engajados e melhores naquela função não pode dar certo. Essas pesquisas poderiam muito bem ser direcionadas, via iniciativa privada, para temas e assuntos que de fato são importantes para a população e não via estado, que se torna apenas mais um peso que toda a sociedade precisa carregar.

Abs,

Filippo14
Veterano
# 17/out/18 10:26
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Mauricio Luiz Bertola
Desculpa, fiquei sem responder la em cima.

Repare numa questões sobre os dados que vc citou:
A Noruega, 1º IDH do mundo (índice constituído pela ONU), não está nem sequer na lista do tal ILE (desculpe, mas não conheço esse índice, nem quem o fez). A Suíça, o 2º colocado, não é uma economia tradicional, muito pelo contrário, assim como Luxemburgo, 1º em PIB per capita (e novamente a Suiça em 2º), o 3º então, Catar... E por aí vai... Índices, em sí, não representam nada, até porque ele é apenas uma "radiografia" de um dado momento. Para que eles façam sentido, há que se explicar, não apenas as metodologias usadas, como também COMO (historicamente falando) se atingiu esse ou aquele patamar, bem como QUEM e PORQUE os fez.


Não tinha colocado a Noruega porque ela estava mais "distante" da ponta do índice (ILE). Ela está em 23º desse índice, com 75% de liberdade economica, 25% acima do Brasil e apenas 3% do Reino Unido, que está lá em cima.

Concordo, o Catar é um país bem diferente, de fato um outlier, mas Austrália, Reino Unido, Suíca, Suécia, Hong Kong, Singapura, são países que bem heterogêneos, estando em continentes diferentes, tendo historias e contextos diferentes, inclusive alguns tem características bem similares com o Brasil (terem sido colonias)

Negativo filho. O autoritarismo, venha de onde ele vier, de que forma ele existe e se exerça, é um "produto" da História de cada país, e ele inside diretamente sobre as questões políticas e econômicas; eu diria até de forma decisiva...

Mas então porque você aparentemente continua a defender um autoritarismo economico. Então que seja tudo liberal, sem ter essa regulação autoritária estatal que acaba por prejudicar a vida principalmente dos mais pobres.

Como, para quem? Essas perguntas tem que ser respondidas em 1º lugar, pois o termo "liberdade econômica e social", nada significa...

Eu escrevi isso em algum lugar

"Não acreditar que o liberalismo é a solução eu ate entendo, sem problemas, mas não enxergar que atualmente o Brasil precisa de mais liberdade é difícil de entender. Exercito privado, judiciário privado via câmaras de arbitragem pode ser demais e brusco atualmente, mas acho que esta muito claro que privatizações num geral, reforma da previdência, independência do banco central, redução da maquina estatal, reforma fiscal e redução de impostos no consumo e de importação são questões de urgência no pais"

Mais um equívoco profundo de sua parte, e que não corresponde sequer à Realidade brasileira. Todos os dias, nas grandes cidades brasileiras, milhões de pessoas "empreendem" através de inúmeras atividades econômicas a sua subsistência, mormente no mercado informal. Essas pessoas são enormemente "empreendedoras" e lutam com dificuldade sem fim, inclusive delas próprias, e vivem em uma sociedade muito autoritária como a nossa (e posso citar inúmeras outras). Aqui você demonstra claramente que sua idéia, sua visão de "empreendedorismo" está ligada à uma visão e posição de classe.

Nem um pouco, considero essas pessoas os reais empreendedores brasileiros, que os comunistas (Manuela D'Avila, Boulos e afins) criticam e querem "taxar". Essas pessoas estão na informalidade muito pela burocracia, dificuldade e custos de serem empreendedores formais, mais uma vez por culpa do estado.

A questão que eu mencionei acima é que um estado autoritário mingua e dificulta inovações e empreendedorismo, e isso está correto. Essas pessoas são exemplos da dificuldade de empreender no Brasil e da falta de inovação e tecnologia que o país possui, e que não serão dadas pelo governo.

Então isso não passa de uma ideologia, de uma utopia. O futuro não existe ainda... Falar sobre ele, querer alguma coisa dele, é querer o que não existe... Utopia.
Não há nada de mal nisso. As utopias são fontes... Se boas ou más... ninguém sabe...


Médio, pois mesmo em estados de welfare state (Keynes), existem situações em que é possível ter uma maior liberdade para desenvolver e trabalhar, e são justamente nelas que vemos as melhores mudanças. A partir disso e baseado em um método racional que se percebe que de fato o grande empecilho da sociedade, deforma histórica, é o autoritarismo, muito representado hoje pelo estado.

Ele nem sequer foi totalmente implantado... Ademais, deu errado para quem? Para os apoiadores de Trump (os grandes grupos financeiros )?
Pergunte a qualquer norte americano que tenha uma formação se eles acham que o sistema de saúde norte americano é bom...


Ainda bem que ele não foi totalmente implementado, a m**** que deu só uma parte já foi suficiente para eleger o Trump.

Veja, o Trump ganhou uma eleição, eleição essa que ele ganhou com muitos votos da classe trabalhadora/média dos EUA. O sistema de saúde pos Obamacare piorou muito. Mais filas, custo infinitamente maior, onde que foi benéfica essa regulação?

Abs,

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