Comprei: Mesa Boogie Mark V head !

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Vinícius Iron
Veterano
# mar/12 · Editado por: Vinícius Iron
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nichendrix

Bah já tive alguns pedais da TC, mas comparado com os racks, não são a mesma coisa não, o lance dos pedais da TC pra mim, são os analógicos, os digitais, os racks ganham em qualidade por conta da capacidade de processamento.

Olha os Tone Print. Duvido muito que tu não goste do Corona Chorus. Aquilo é simplesmente o Chorus perfeito!

Engraçado que todo mundo diz isso, mas todo mundo esquece que tocar em valvulado com distorção é basicamente tocar com um compressor ligado o tempo inteiro.

Sim, eu sei! Mas depende da quantidade de compressão o amp tem. Além do mais, a maneira como tu regula o amp pode te dar mais compressão ou menos. Uma das requisições do Satriani foi que tirassem um pouco da compressão do JVM. Compressão é bom, mas não demais! O Mark V, por exemplo, tem muita compressão no modo mark IV. Por outro lado, o modo mark IIC+ tem muito menos, por isso ele é o preferido para solar.

Todo mundo diz que o valvulado tem mais dinâmica e que o compressor tira dinâmica, como pode se dizer isso, quando o mecanismo que supostamente dá mais dinâmica ao valvulado é o mesmo do compressor?

Esse é o tipo de argumento que as pessoas usam pra encher linguiça em discussão. Mas, na verdade, um valvulado pode ter sim muita dinâmica, mas sempre existirá compressão. Como eu disse antes, compressão é bom, principalmente pra tocar metal, mas tem de ter uma quantidade certa, principalmente na forma como tu regula o amp.

koister
Veterano
# mar/12 · Editado por: koister
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edalko
vlw, mas é meu motor nao é um CG125, é um Fuldrive , que custou uns 900 reais e agora e TENHO que usar ahusaushahsauhau
fora o timbre dele, por isso só
EDIT: mas nao tenho duvidas que o drive de um ampli com a marca MESA BOOGIE escrito nele é animal

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
Mas isso é estranho... então por que a Suhr faria um pedal que transforma todo loop em série para paralelo? É o Suhr MiniMix II (postei o link no post para o edalko).

Porque também existem vantagens em usar amps em paralelo, nem um dos dois é só vantagem ou só desvantagem. Ligar efeitos em paralelo tem a vantagem de tu ter um som, que em um momento se divide pra ter processamentos diferentes antes de se religar ou no caso do amp, de tu ter um caminho onde o sinal segue não processado e outro que vai ser processado. Nas duas situações tu tem a opção de decidir qual caminho tu quer ouvir mais. Por exemplo se eu quero um chorus e um delay, mas não quero eles muito na cara, quero que sejam uma fração do resultado final, isso só é possível com loop em paralelo. A queda de volume se dá justamente por tu dividir o sinal e mesmo juntando em geral os processamentos terminam tendo níveis de saída diferente, por isso na hora que "soma" novamente, não fica igual antes.

No loop em série é basicamente como ligar um set de pedais, se tu quiser fazer esse "mix" entre os sinais dos efeitos, é impossível, em compensação o nível do sinal se mantém constante dentro da cadeia (claro em cadeias normais e não cadeias enormes de pedais).

E como se faz para usar efeitos com os amps da Mesa, que possuem loop em paralelo? Eu gostaria de saber como o Petrucci faz, já que ele tem uma porrada de racks...

Usa em paralelo, no caso dele que usa muitos racks melhor aínda, já que ele tem a opção de controlar o sinal e a relação entre os sinais processados e secos, mas isso dá uma trabalheira danada pra configurar em cadeias muito grandes.

Então paralelo é bom pra rack, e série bom pra pedal?

Não existe essa distinção em termos de bom ou ruim, paralelo exige certas características que em geral a maioria dos pedais não tem, quando tem, eles ficam tão bons quanto os racks.

Se tu me perguntar qual dá menos trabalho pra configurar tudo, eu digo na hora que é em série.

nichendrix
Veterano
# mar/12 · Editado por: nichendrix
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Vinícius Iron
Olha os Tone Print. Duvido muito que tu não goste do Corona Chorus. Aquilo é simplesmente o Chorus perfeito

Cara o Corona não chega nem perto do Stereo Chorus+Flanger+Pitch Modulator. Pra mim é o melhor chorus em pedal que já toquei, nem os Diamond conseguiram tirar essa impressão de mim.

Sim, eu sei! Mas depende da quantidade de compressão o amp tem. Além do mais, a maneira como tu regula o amp pode te dar mais compressão ou menos.

Mas o pedal ou rack tu também controla se quer mais ou menos compressão, e um controle muito mais "controlável" e fino do que num valvulado.

Como eu disse antes, compressão é bom, principalmente pra tocar metal, mas tem de ter uma quantidade certa, principalmente na forma como tu regula o amp.

Isso vale pra qualquer efeito, mas não muda o fato de todo amp valvulado ter um compressor ligado o tempo todo.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12
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nichendrix

No loop em série é basicamente como ligar um set de pedais, se tu quiser fazer esse "mix" entre os sinais dos efeitos, é impossível, em compensação o nível do sinal se mantém constante dentro da cadeia (claro em cadeias normais e não cadeias enormes de pedais).

Enfim, no frigir dos ovos, se eu quero uma cadeia de pedais, que eu possa usar efeitos em tempos diferentes ou juntos com facilidade, loop em série seria melhor?

Cara o Corona não chega nem perto do Stereo Chorus+Flanger+Pitch Modulator. Pra mim é o melhor chorus em pedal que já toquei, nem os Diamond conseguiram tirar essa impressão de mim.

Eu acho que vou discordar nessa... o Stereo pode ter mais de um efeito juntos, mas a qualidade sonora do Corona eu diria que é superior.

Mas o pedal ou rack tu também controla se quer mais ou menos compressão, e um controle muito mais "controlável" e fino do que num valvulado.

Tranquilo. Só que o efeito de compressor vai ser usado para momentos mais especiais, como cleans ou tappings. Eu realmente não me incomodo com o fato de um valvulado ser como um compressor ligado o tempo todo. Eu acho até legal, mas, É CLARO, que vai depender da quantidade de compressão que esse amp vai ter. Um Diezel VH4 tem TANTA TANTA TANTA TANTA TANTA compressão, que é quase inutilizável pra solos. Não sei como tem quem goste desse amp. Pode ser até bom pra tocar sozinho, mas em um mix de banda é uma perfeita porcaria.

Isso vale pra qualquer efeito, mas não muda o fato de todo amp valvulado ter um compressor ligado o tempo todo.

Sim, mesma coisa que eu disse antes. A compressão natural do valvulado é legal, mas depende do quanto tem.

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
Enfim, no frigir dos ovos, se eu quero uma cadeia de pedais, que eu possa usar efeitos em tempos diferentes ou juntos com facilidade, loop em série seria melhor?

EU não entendi direito a pergunta, explica melhor?

Eu acho que vou discordar nessa... o Stereo pode ter mais de um efeito juntos, mas a qualidade sonora do Corona eu diria que é superior.

Cara, o Corona é uma variação do SC+F+PM, ele é basicamente o mesmo circuito de chorus e por ter só uma função, tem algumas novas opções. Essas novas opções pra mim não são interessantes, e o som que ele tenta "emular" do original não é tão bom quanto o original.

Enfim, existe um motivo porque o original é considerado um dos melhores chorus que o dinheiro pode comprar há quase 20 anos.


Tranquilo. Só que o efeito de compressor vai ser usado para momentos mais especiais, como cleans ou tappings. Eu realmente não me incomodo com o fato de um valvulado ser como um compressor ligado o tempo todo. Eu acho até legal, mas, É CLARO, que vai depender da quantidade de compressão que esse amp vai ter. Um Diezel VH4 tem TANTA TANTA TANTA TANTA TANTA compressão, que é quase inutilizável pra solos. Não sei como tem quem goste desse amp. Pode ser até bom pra tocar sozinho, mas em um mix de banda é uma perfeita porcaria.

Na verdade a quantidade de compressão é dada pelo tipo de válvula mais a quantidade de sinal/ganho que se aplica nelas. Se você colocar valvulas com que comprimem menos, ele dará menos compressão.

Sim, mesma coisa que eu disse antes. A compressão natural do valvulado é legal, mas depende do quanto tem.

Eu já tive um monte discussões aqui sobre distorção e compressão não serem naturais em nenhum circuito, muito menos nos valvulados... mas deixa pra lá

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12 · Editado por: Vinícius Iron
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nichendrix

EU não entendi direito a pergunta, explica melhor?

Digo, se eu quiser usar pedais de delay, chorus, reverb etc, usando seus efeitos todos ao mesmo tempo ou individualmente.

Cara, o Corona é uma variação do SC+F+PM, ele é basicamente o mesmo circuito de chorus e por ter só uma função, tem algumas novas opções. Essas novas opções pra mim não são interessantes, e o som que ele tenta "emular" do original não é tão bom quanto o original.

Eu não diria que é uma emulação, mas sim um chorus independente da TC. As novas opções dele são só para dar mais maneiras de criar uma melhor ambiência de chorus, mais variações do efeito etc.

Na verdade a quantidade de compressão é dada pelo tipo de válvula mais a quantidade de sinal/ganho que se aplica nelas. Se você colocar valvulas com que comprimem menos, ele dará menos compressão.

Existe o papel das válvulas para dar maior compressão, mas o maior fator é o circuito do amp. Caso contrário, um Diezel não teria tanta compressão, o Joe Satriani não pediria para fazerem ajustes no amp para tirar a compressão, ou seja, está em parte ligado às valvulas, mas o fator principal está em como o amp foi projetado.

Eu já tive um monte discussões aqui sobre distorção e compressão não serem naturais em nenhum circuito, muito menos nos valvulados... mas deixa pra lá

Bom, então nem vou abrir essa discussão. Mas vou apenas dizer que eu concordo que distorção e compressão não são elementos naturais de um som. No entanto, da maneira como é projetada a distorção de um amplificador, a sua compressão virá naturalmente. A própria distorção fará isso, porém há caras que gostam de fazer mais algumas modificações em seus amps para que eles gerem ainda mais compressão. Quando eu disse ''natural'', eu não quis dizer que é algo natural do som, mas que é algo que existe por consequência da criação da distorção. Espero não ter sido muito confuso...

edalko
Veterano
# mar/12
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nichendrix
Tentando convencer a ficar com os Jeeps???
Na falta de alguem EU QUERO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Meu sonho de consumo eh um jeep

troca num mk3??? hahah

MMI
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron

Cara esse papo de série e paralelo é um terreno meio árido para guitarristas que não tem conhecimento ou hábito de mexer com essas diferenças.

Os efeitos em rack são bem diferentes, de modo geral, dos efeitos em pedais (não estou falando daqueles multi-efeitos em rack para guitarra). São bem mais complexos e sofisticados, tem controles diferentes e qualidades diferentes, por isso o preço também chega a ser absurdamente diferente. Eu citei um compressor exatamente pela questão da diferença que um opto compressor sofisticado tem para um pedal e pela questão da compressão paralela que é comum em estúdios. Veja se você entende isso usando VST, mas o quente é usar em aparelhos reais... Voltando para o assunto de guitarras propriamente, a questão é que em racks de guitarras tipo o Triaxis ou os outros o sinal já é naturalmente dividido e vai para 2 powers independentes. Isso torna muito simples e fácil mexer com efeitos paralelos ou em série, se usa as 2 concepções direto.

Sobre o papo de compressor, tocando guitarra eu acho que compressor não serve para muita coisa, só me atrapalha esses mais simples, tipo de pedais, faz tempo que desisti deles. Um pouco de técnica e a compressão das válvulas são suficientes. Os compressores maiores, de estúdio, especialmente os opto acho que casam bem com som de guitarra e especialmente de violão ou som limpo de verdade.

Concordo com o nichendrix a respeito de chorus... Não quero um Corona não, mesmo sem nunca ter tocado em um, nem tenho muito interesse.

Cara, você tá vidrado nesse Marshall do Satriani, hein? É questão de gosto, mas eu não ponho muitas fichas nesse amp não, apesar de achar que vai sair um bom Marshall hi-gain. Mas é outro que a princípio não quero nem faço questão, vamos ver se vai me surpreender. Da mesma forma, o amp anterior dele fez muito barulho no lançamento, o Satriani também teve todas as chances de modelar do jeito que queria, o amp prometia mundos e fundos mas quando experimentei achei mais um hi-gain. Idem para o Legacy do Vai.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12
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MMI

É bem como eu falei pro nichendrix... eu vou ter que comprar um livro e estudar todas essas questões de ligações, loops etc, porque vocês começam a falar disso e eu começo a boiar completamente, como se eu estivesse ouvindo a conversa de dois estudantes de engenharia sobre cadeira de cálculo - não se entende nada.

Sobre o papo de compressor, tocando guitarra eu acho que compressor não serve para muita coisa, só me atrapalha esses mais simples, tipo de pedais, faz tempo que desisti deles. Um pouco de técnica e a compressão das válvulas são suficientes. Os compressores maiores, de estúdio, especialmente os opto acho que casam bem com som de guitarra e especialmente de violão ou som limpo de verdade.

Na real, pra guitarra o compressor, na minha opinião, é bom mesmo para dar aquela encorpada no som limpo, deixar mais bonito, mais brilhante...

Cara, você tá vidrado nesse Marshall do Satriani, hein? É questão de gosto, mas eu não ponho muitas fichas nesse amp não, apesar de achar que vai sair um bom Marshall hi-gain. Mas é outro que a princípio não quero nem faço questão, vamos ver se vai me surpreender.

Eu tô bem interessado no amp, mas é uma coincidência eu estar falando tanto porque ele simplesmente tá servindo bem de exemplo pras discussões.

Da mesma forma, o amp anterior dele fez muito barulho no lançamento, o Satriani também teve todas as chances de modelar do jeito que queria, o amp prometia mundos e fundos mas quando experimentei achei mais um hi-gain. Idem para o Legacy do Vai.

Ah, mas aí tu tá comparando um Peavey com Marshall... não tem nem comparação, falando por mim. O Satriani, como fã do 6100LM, pediu para esse signature dele ter um voicing bem idêntico ao desse amp. Eu já digo de saída que eu não toquei nesse 6100LM porque, na época, eu mal sabia o que era guitarra. Aliás, o Satriani largou o endorsamento da Peavey porque, segundo fontes, ela não estava atendendo exatamente as requisições dele por timbre. Tem um site que mostra todas as modificações requisitadas pelo Satriani, além de novos implementos. Não tenho dúvida de que esse Marshall vai se tornar uma lenda de amplificador.

MMI
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron

É bem como eu falei pro nichendrix... eu vou ter que comprar um livro e estudar todas essas questões de ligações, loops etc, porque vocês começam a falar disso e eu começo a boiar completamente, como se eu estivesse ouvindo a conversa de dois estudantes de engenharia sobre cadeira de cálculo - não se entende nada.

Longo é o caminho para a ilmuninação (ou sonorização), pequeno gafanhoto. hahahahaha

Falando sério, não compra o livro não. A informação está na net e em testes que você pode fazer em sua casa. Ou seja, a informação está na net, a opinião não, está em você.


Ah, mas aí tu tá comparando um Peavey com Marshall..

Que é isso... Tá de preconceito? hehehehe

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
Eu não diria que é uma emulação, mas sim um chorus independente da TC. As novas opções dele são só para dar mais maneiras de criar uma melhor ambiência de chorus, mais variações do efeito etc.

A TC diz que o modo classic dele é uma emulação do modo Stereo Chorus do TC Stereo Chorus+Flanger+Pitch Modulator, quem sou eu pra discordar?

O outro modo dele é um som de chorus que não me atrai e o terceiro modo, que dá pra copiar chorus de famosos também não me interessa porque eu raramente procuro o som de alguém.

Então pra mim ele é meio inútil, não traz nada de novo e o que traz que me interessa, não fica no mesmo nível do original.

É só se perguntar porque o original custa praticamente 3x mais que o Corona. Alguma coisa ele tem que ter de melhor, não?

Digo, se eu quiser usar pedais de delay, chorus, reverb etc, usando seus efeitos todos ao mesmo tempo ou individualmente.

Não faz diferença, dá pra usar nos dois, mas o resultado é diferente.

Existe o papel das válvulas para dar maior compressão, mas o maior fator é o circuito do amp. Caso contrário, um Diezel não teria tanta compressão, o Joe Satriani não pediria para fazerem ajustes no amp para tirar a compressão, ou seja, está em parte ligado às valvulas, mas o fator principal está em como o amp foi projetado.

Mais ou menos, a quantidade de sinal/voltagem que tu envia pras válvulas influência na compressão, isso muda de amp pra amp, mas muda de valvula pra valvula, já que o que é muita voltagem pruma 6L6 ou EL34, não faz nem cocegas numas 6550 ou KT66 ou KT88, que são válvulas que aguentam muito mais voltagem antes de distorcer.

Isso é até uma maneira de criar amps com muito som limpo, tu pegar um par de 6L6 que juntas aguentam 50W-60W, mas se tu bota num am de 25W-30W (essa potência dá pra conseguir com uma só dessas válvulas), tu vai ter um amp com som limpo na maior parte do curso do volume, que vai distorcer lá no finalzinho, bem menos que um amp de 50W com as mesmas válvulas.

Não tenho dúvida de que esse Marshall vai se tornar uma lenda de amplificador.

Eu tenho certeza que não vai ser muita coisa, na boa nenhum signature da Marshall foi muito longe ou interessante, quem chegou perto disso foi o do Randy Rhoads.

edalko
Tentando convencer a ficar com os Jeeps???
Na falta de alguem EU QUERO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Meu sonho de consumo eh um jeep

troca num mk3??? hahah


O Jeep do meu avô, 100% original, todo restaurado, ano 1944, o menor valor que ofereceram nele nos ultimos 2 anos foi uns 40 paus... ehehehhehehehehe

MauricioBahia
Moderador
# mar/12 · Editado por: MauricioBahia
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Valvulado de macho não bota no loop não, só vai de input! ui...

hehe

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12
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MMI

Falando sério, não compra o livro não. A informação está na net e em testes que você pode fazer em sua casa. Ou seja, a informação está na net, a opinião não, está em você.

Pois é, mas é que na internet eu vou pegar muita informação solta, e eu queria o B A BA mesmo. Desde o mais básico até o mais complexo.

Que é isso... Tá de preconceito? hehehehe

Eu? Que nada, hehe.

nichendrix

A TC diz que o modo classic dele é uma emulação do modo Stereo Chorus do TC Stereo Chorus+Flanger+Pitch Modulator, quem sou eu pra discordar?

O outro modo dele é um som de chorus que não me atrai e o terceiro modo, que dá pra copiar chorus de famosos também não me interessa porque eu raramente procuro o som de alguém.

Então pra mim ele é meio inútil, não traz nada de novo e o que traz que me interessa, não fica no mesmo nível do original.


Tá certo. Se eles disseram que é emulação, então concordo. Eu também não gosto de copiar timbre dos outros, mas eu tava na do pedal mais pelo seu próprio som.

Mais ou menos, a quantidade de sinal/voltagem que tu envia pras válvulas influência na compressão, isso muda de amp pra amp, mas muda de valvula pra valvula, já que o que é muita voltagem pruma 6L6 ou EL34, não faz nem cocegas numas 6550 ou KT66 ou KT88, que são válvulas que aguentam muito mais voltagem antes de distorcer.

Também. Mas eu digo que não é só a questão das válvulas. Muita gente reclama muito da compressão excessiva de alguns amps, mas eles não resolverão o problema apenas trocando de válvulas. Esse Diezel que eu te falei, o dono dele tem até mods para tirar o excesso de compressão de seus próprios amps.

Eu tenho certeza que não vai ser muita coisa, na boa nenhum signature da Marshall foi muito longe ou interessante, quem chegou perto disso foi o do Randy Rhoads.

Eu tenho que vai. Eu confio muito na habilidade do Satriani em criar bom timbre. Se a Marshall é o que é, e o Satriani está junto dos criadores para fazer um novo amp superior em tudo ao original, eu não duvido que vá ser um amp fenomenal. Vai chegar no mesmo nível do Randy Rhoads, pode escrever. O 1959RR se tornou uma lenda porque foi muito estudado até conseguirem recriá-lo. O mesmo está acontecendo com o do Satriani, que está desde início de 2010 nos papeis. Eu realmente não entendo porquê tu não acha que vai ser grande coisa... tem tudo para ser uma amplificador fantástico.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12 · Editado por: Vinícius Iron
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Esqueci de mais um quote...

nichendrix

É só se perguntar porque o original custa praticamente 3x mais que o Corona. Alguma coisa ele tem que ter de melhor, não?

Bom, mas aí nós voltamos a uma conversa muito similar que nós tivemos antes, mas sobre o Soldano SLO - Como é que tu disse que um Jet City, que custa 500 dólares, soa quase idêntico a um amplificador de 4 mil dólares? Hehehe. É por isso que eu continuo dizendo que eles não soam parecidos, mesmo não tendo tocado neles. O pessoal na internet que tem ampla experiência neles diz isso. O timbre BÁSICO deles tu pode ter em um Jet City, mas têm muitas outras questões na equação desse amp que faz com que ele soe único.

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
Pois é, mas é que na internet eu vou pegar muita informação solta, e eu queria o B A BA mesmo. Desde o mais básico até o mais complexo.

É muito simples cara, compra um par de AB/Box ou um Boss LS-2 Line Selector, e testa os feitos em paralelo, é muito mais fácil. Ou se tiver uma pedaleira que aceite mudança de série pra paralelo nos efeitos (a maioria da melhorzinhas aceita), ou mesmo pega um VST como Guitar Rig ou Amplitube e testa. Já dá pra ter a noção da diferença entre feitos em série e paralelo.

O 1959RR se tornou uma lenda porque foi muito estudado até conseguirem recriá-lo.

Nem teve muito estudo, a modificação original foi feita pelo próprio Jim Marchall e consistia em ligar um canal no outr, ao invés de jumpear com cabos, ele fez isso internamente. Mesmo assim, não foi um amp de muito sucesso, mas foi o único signature que realmente se destacaou na linha da marca.

Eu realmente não entendo porquê tu não acha que vai ser grande coisa... tem tudo para ser uma amplificador fantástico.

Porque até hoje ela só fez um signature que presta, em uns 20 anos tentando fazer um signature que prestasse?

Bom, mas aí nós voltamos a uma conversa muito similar que nós tivemos antes, mas sobre o Soldano SLO - Como é que tu disse que um Jet City, que custa 500 dólares, soa quase idêntico a um amplificador de 4 mil dólares?

Aqui esse argumento pouco vale, a TC admite que são basicamente o mesmo pedal, só que ao invés de usar 2 modos pra efeitos diferentes (mas que seguem o mesmo padrão de modulação), eles fizeram 3 tipos de chorus. Só que por algum motivo o original ainda soa melhor, tanto que custa bem mais caro.

É por isso que eu continuo dizendo que eles não soam parecidos, mesmo não tendo tocado neles. O pessoal na internet que tem ampla experiência neles diz isso. O timbre BÁSICO deles tu pode ter em um Jet City, mas têm muitas outras questões na equação desse amp que faz com que ele soe único.

Cara, eu não sei onde tu anda lendo isso, a maioria dos caras que tem os dois amps que li e o único que conheço, são unanimes em afirmar que a diferença é muito pequena, tanto que a maioria dos donos de SLO tem comprado os Jet City como backup ou para usar na estrada e não arriscar os SLO.

Como eu disse, tu pode morrer afirmando que são muito diferentes, mas testando os dois lado a lado, não vi essa diferença toda não e entre o que alguém disse na internet e o que eu ouvi e testei, confio 1000x no que eu ouvi e testei.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12
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nichendrix

É muito simples cara, compra um par de AB/Box ou um Boss LS-2 Line Selector, e testa os feitos em paralelo, é muito mais fácil. Ou se tiver uma pedaleira que aceite mudança de série pra paralelo nos efeitos (a maioria da melhorzinhas aceita), ou mesmo pega um VST como Guitar Rig ou Amplitube e testa. Já dá pra ter a noção da diferença entre feitos em série e paralelo.

Pois é, só que a minhas dúvidas vão além das ligações em paralelo e série. Eu realmente tenho que aprender a usar loop, o que vem na frente na cadeia de efeitos, etc. Também têm aquelas questões de ''Level'' pra corrigir a perda de sinal/volume, causados pelo efeito e tudo mais...

Porque até hoje ela só fez um signature que presta, em uns 20 anos tentando fazer um signature que prestasse?

E o que impede de ela acertar nesse? Aliás, não é só o Randy Rhoads não... estão falando as mil maravilhas do YJM 100. Tá certo que tem aqueles signatures de Kerry King da vida, mas agora estamos falando de Satriani, né. Não me entenda mal, eu não quero soar chato. É só a minha opinião.

Cara, eu não sei onde tu anda lendo isso, a maioria dos caras que tem os dois amps que li e o único que conheço, são unanimes em afirmar que a diferença é muito pequena, tanto que a maioria dos donos de SLO tem comprado os Jet City como backup ou para usar na estrada e não arriscar os SLO.

Como eu disse, tu pode morrer afirmando que são muito diferentes, mas testando os dois lado a lado, não vi essa diferença toda não e entre o que alguém disse na internet e o que eu ouvi e testei, confio 1000x no que eu ouvi e testei.


O que eu posso te dar certeza é que eu já pesquisei muito em fórum por comparações entre o SLO e o Hot Rod Plus. Tem MUITA gente que afirma, após ter ambos lado à lado, que eles soam BEM diferentes, entretanto não necessariamente que um soe melhor ou pior. Alguns dizem que o som do SLO é superior, mas principalmente que são amps distintos. Te dou o nome de todos os fóruns: Gear Page, Rig Talk, Harmony Central, Seven Strings, Gear Slutz e o próprio fórum da Soldano. Até porque, de onde vem aquela diferença de 2 mil dólares? Não estou dizendo que tu tá errado, mas essas são as afirmações que ouvi não de uma, mas de várias pessoas.

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
Pois é, só que a minhas dúvidas vão além das ligações em paralelo e série. Eu realmente tenho que aprender a usar loop, o que vem na frente na cadeia de efeitos, etc. Também têm aquelas questões de ''Level'' pra corrigir a perda de sinal/volume, causados pelo efeito e tudo mais...

Na boa, não existe livro pra te ensinar isso, não existe formula secreta a ser repetida, aí é realmente tentativa e erro + gosto.

Tem gente que gosta do chorus antes do delay, tem gente que gosta do delay antes do chorus, tem gente que gosta de flanger + chorus, tem gente que gosta de chorus + flanger... e por aí vai. Tudo isso é muito mais tentativa e erro do que algo técnico.

E o que impede de ela acertar nesse? Aliás, não é só o Randy Rhoads não... estão falando as mil maravilhas do YJM 100. Tá certo que tem aqueles signatures de Kerry King da vida, mas agora estamos falando de Satriani, né. Não me entenda mal, eu não quero soar chato. É só a minha opinião.

O Kerry King é um puta amp, eu gostei muito dele, não vejo utilidade nele pra outros sons, mas não tira os méritos do amp. O YJM eu não conheço, mas não adianta ficar especulando, a verdade é que os Marshall Signature nem de longe tem o mesmo "sucesso" dos signatures de outras marcas, até porque a maioria desses Marshalls signature não vão muito além em sonoridade que os originais.

O RR por exemplo, se tu pegar um 1959 e jumpear tem o mesmo som, se tu pegar um 2203 e adicionar um noise gate no sinal, tu tem um Kerry King, e por aí vai, o som é tão próximo do padrão que fora o caso em que tu é fã do cara, não faz sentido comprar.

Tem MUITA gente que afirma, após ter ambos lado à lado, que eles soam BEM diferentes, entretanto não necessariamente que um soe melhor ou pior. Alguns dizem que o som do SLO é superior, mas principalmente que são amps distintos. Te dou o nome de todos os fóruns: Gear Page, Rig Talk, Harmony Central, Seven Strings, Gear Slutz e o próprio fórum da Soldano.

O Hot Rod Plus e o SLO100 não são o mesmo amp, embora o HRP seja uma modificação ao SLO.

Então ficar discutindo que são amps diferentes, não faz diferença, já que desde o começo, eles são amps diferentes.

Já se tu pegar o JCA100H é basicamente a versão "OEM" do SLO100, o circuito dos dois é basicamente o mesmo, não muda nada no projeto e o som também é parecido a ponto de nos mesmos foruns que tu citou tu vai vai ver que uma porcentagem significativas de donos de SLO 100 também tem o JCA100H como backup ou pelo menos considera ter um para backup.

O som dos dois é próximo o suficiente pra serem considerados equivalentes em som na maioria dos usos dele. Tem diferenças, tem mas são minimas. Pra tu ter noção um Dual Recto Revision C prum Revision G, pra mim tem mais diferença do que um SLO 100 pra um JCA100H.

Se tu pensar na qualidade e confiabilidade do produto final o SLO100 ganha de lavada, mas isso é intencional, se não tivesse diferença de qualidade, não haveria justificativa pra diferença de preço além da marca.

Até porque, de onde vem aquela diferença de 2 mil dólares

Cara essa diferença é muito fácil de explicar. Se tu compra dois capacitores com as mesmas especificações, mas um feito pra durar 100 e outro pra durar 1000 horas, o que dura 1000 vai ser mais caro.

Da mesma forma, se tu pegar e comprar 100 unidades de um deles e depois comprar 10000 unidades do mesmo capacitor, o preço de cada capacitor no lote de 10mil é muito menor que o preço da unidade no lote de 100.

Se tu pega uma Ferrari e uma Maserati, são basicamente o mesmo carro, ambas do mesmo fabricante (Fiat) e tem a mesma equipe de desenvolvimento e basicamente os mesmos processos produtivos, mas a Maserati é metade do preço da Ferrari equivalente.

Porque? Olha o histórico das duas em corridas, em tradição automobilística, isso vale mais pro comprador dos dois carros do que o fato de que são basicamente iguais.

Então pensa numa diferença simples, pra cada Soldano que sai da fábrica saem uns 100 Jet CIty (se não mais), os componentes são fabricados com as mesma especificações, mas não necessariamente com a mesma durabilidade.

Os componentes são OEM e não de uma marca específica, mesmo que tenham a mesma especificação. E obvio não levam a marca Soldano, que tem seu valor de mercado a ser protegido.

Nisso tu consegue fácil 2000 dólares de diferença

O Mike Soldano foi um que já passou um bom tempo explicando essas coisas, justamente pra mostrar que existe um motivo pra pra ter a diferença de preço, mesmo que no som a diferença seja "minima".

Não estou dizendo que tu tá errado, mas essas são as afirmações que ouvi não de uma, mas de várias pessoas.

Novamente é onde eu tento te mostrar o absurdo que eu sempre vejo nessa discussão toda.

Eu estive com esses amps na minha frente ambos lado a lado, toquei neles por umas boas 5-6 horas, e isso me deu uma percepção X do tema. O que é corroborado não só pelo dono dos amps, mas por diversos outros donos de SLO que usam os dois no dia a dia.

Tu quer que eu descarte o que eu percebi em horas de uso e que também é confirmado por um amigo próximo, que tem o SLO 100 há mais de 10 anos e o JCA100H a mais de um ano. Enfim tu quer que eu descarte isso pra acreditar no que alguém que tu disse que leu num fórum que disse que testou os dois.

Isso é basicamente como como pedir pra alguém que presenciou um fato pra descartar o que viu, pra acreditar no que tu diz porque fulano, que conhece beltrando que namora com a prima de sincrano que é amigo de zé bolinha que diz que viu outra coisa.

Entendeu meu questionamento?

Eu nem refuto a idéia de que outra pessoa possa ter uma percepção diferente da mesma coisa, percepção é individual e é influenciada por infinitos fatores, a maioria subjetivos, e muito influenciados por fatores psicológicos.

Imagina alguém que passou anos sonhando com um SLO 100, que juntou por um ano ou mais pra comprar um, e finalmente compra, tu acha mesmo que a percepção dele do som do SLO 100 é a mesma de um colecionador de guitarras milionário que tem 50 amps em casa e pra quem o SLO 100 é só mais um amp?

Qual dos dois tu acha que é mais fácil de admitir que um amp que custa metade do preço possa ter o mesmo som? O cara que passou anos atrás desse amp ou o cara pra quem ele é só mais um amp?

Eu não sou o segundo cara, mas tenho 5 valvulados em casa, e meus sonhos de consumo, a maioria são amplificadores solid state. O que é considerado uma heresia pra maioria dos usuários do fórum (maioria que por sinal nunca tocou num valvulado).

Eu adoro valvulados, mas pra mim, eles não são o suprasumo do timbre, são ótimos pra algumas coisas que eu adoro tocar, mas são apenas medianos pra outras coisas que eu adoro tocar.
Só que quem tu acha que tem mais facilidade de admitir isso, eu tive meu primeiro valvulado com 14 anos de idade, que já tive pelo menos 15 outros valvulados ao longo da vida, ou cara que ralou uma vida pra comprar o primeiro amp valvulado?

O mesmo vale pra Gibsons e Fenders, minha primeira Fender Americana eu tinha 15 anos, a primeira Gibson 16, pra mim é a coisa mais normal ver defeito nessas guitarras, achar que elas são ótimas guitarras, mas nada do outro mundo, mas pra maioria do fórum Gibson é algo que eles só conhecem pelo youtube e clipes de músicos famosos, quando muito, o mais perto que a maioria chegou dessas guitarras foi indo pra show. Quem tu acha que vai ter mais facilidade em ver defeitos nelas?

Agora imagina a diferneça de percepção entre eu e o MMI, tem coisa que eu acho ótima e que pra ele é apenas razoável, nessa estrada eu tenho muito menos tempo e experiência que ele (apesar de ter uma experiência razoável).

Entendeu como percepções podem ser muito relativas?

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12
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nichendrix

O Kerry King é um puta amp, eu gostei muito dele, não vejo utilidade nele pra outros sons, mas não tira os méritos do amp. O YJM eu não conheço, mas não adianta ficar especulando, a verdade é que os Marshall Signature nem de longe tem o mesmo "sucesso" dos signatures de outras marcas, até porque a maioria desses Marshalls signature não vão muito além em sonoridade que os originais.

O RR por exemplo, se tu pegar um 1959 e jumpear tem o mesmo som, se tu pegar um 2203 e adicionar um noise gate no sinal, tu tem um Kerry King, e por aí vai, o som é tão próximo do padrão que fora o caso em que tu é fã do cara, não faz sentido comprar.


Bom, tudo bem que eles são os mesmos amps, mas com algumas alterações. Essas alterações podem vir a ser para bem.

Aliás, aqui está algumas das modificações que aparecerão no JVM do Satriani. Parece que realmente é um JVM elevado a um OUTRO nível. Não são pequenas diferenças/melhoras, são GRANDES. Ah, detalhe que, além das simulações citadas, há também a do Plexi, que não poderia faltar, óbvio. (se bem que eu acho que a simulação do AFD [Slash] é um Plexi modificado, não?)

Já se tu pegar o JCA100H é basicamente a versão "OEM" do SLO100, o circuito dos dois é basicamente o mesmo, não muda nada no projeto e o som também é parecido a ponto de nos mesmos foruns que tu citou tu vai vai ver que uma porcentagem significativas de donos de SLO 100 também tem o JCA100H como backup ou pelo menos considera ter um para backup.

O som dos dois é próximo o suficiente pra serem considerados equivalentes em som na maioria dos usos dele. Tem diferenças, tem mas são minimas. Pra tu ter noção um Dual Recto Revision C prum Revision G, pra mim tem mais diferença do que um SLO 100 pra um JCA100H.

Se tu pensar na qualidade e confiabilidade do produto final o SLO100 ganha de lavada, mas isso é intencional, se não tivesse diferença de qualidade, não haveria justificativa pra diferença de preço além da marca.


Sim, é o que eu disse: o som básico deles é o mesmo. Mas há diferenças dos componentes usados pelo SLO, que tornarão ele um amp superior. Não será um timbre diferente do Jet City, mas terá mais dinâmica, melhor definição, melhor reação a palhetada, som mais refinado, mais claro, mais ''puro'', com mais punch etc... no final das contas, é o mesmo timbre básico, mas com características sonoras audivelmente superiores.

Entendeu como percepções podem ser muito relativas?

Não vou fazer quote de tudo porque é muita coisa, mas eu concordo com tudo isso que tu disse. Faz todo sentido mesmo. Existe todo o fator psicológico, mas até mesmo o da ''mentira''. Tem gente que quer justificar a todo custo a sua aquisição. Na questão de descartar o que tu experenciou, acho que foi erro de comunicação meu. Eu quis dizer o que eu escrevi no meu último parágrafo. Eu acredito na tua palavra que o timbre é o mesmo, mas os componentes podem trazer nuances distintas para o som do SLO (aquelas citadas ali).

Gostei do teu texto. Bem esclarecedor.

nichendrix
Veterano
# mar/12 · Editado por: nichendrix
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Vinícius Iron
Aliás, aqui está algumas das modificações que aparecerão no JVM do Satriani. Parece que realmente é um JVM elevado a um OUTRO nível. Não são pequenas diferenças/melhoras, são GRANDES. Ah, detalhe que, além das simulações citadas, há também a do Plexi, que não poderia faltar, óbvio. (se bem que eu acho que a simulação do AFD [Slash] é um Plexi modificado, não?)

Na boa, q maioria dessas modificações tende a zero na maioria das situações.

O ouvido humano não nota por exemplo a diferença de 50ms pra 10ms (nós estamos falando de uma escala de milésimos de segundo).

As pequenas diferenças de ganho que ele fala, na maioria das vezes só vão ser percebidas com o drive perto do máximo, o que a maioria não vai usar, porque embola pra caralho. Por isso em geral tu bota o ganho no máximo na metade (ou pouco mais que isso) e empurra com pedais pra dar uma distorção mais pesada.

O que creio que não seja o caso do Satriani pra esse amp, ele parece querer usar ele como o Kerry King usa, com o drive no talo, logo pra ele provavelmente faça diferença, pra maioria que for comprar não vai fazer.

Entendeu porque eu acho que ele também não vai pegar?

Sim, é o que eu disse: o som básico deles é o mesmo. Mas há diferenças dos componentes usados pelo SLO, que tornarão ele um amp superior.

Aqui que entra a noção de argumento falacioso, vou até apelar pra lógica nesse sentido, já que em lógica um argumento falacioso é algo que aparentemente é verdadeiro, que se você não considerar todos os fatores implicados no problema, será verdadeiro, mas em pelo menos uma das premissas, das condições básicas iniciais, não é verdadeira, por isso, embora a conclusão seja lógica, ela não é necessariamente verdadeira.

Sim os Soldano são amplificadores superiores aos Jet City, porque tem componentes superiores, porque a execução da montagem é superior, portanto a qualidade geral é superior.

A falácia geral está bem aqui : Não será um timbre diferente do Jet City, mas terá mais dinâmica, melhor definição, melhor reação a palhetada, som mais refinado, mais claro, mais ''puro'', com mais punch etc... no final das contas, é o mesmo timbre básico, mas com características sonoras audivelmente superiores.

O fato de ele ser um produto superior, não implica que o som seja equivalentemente melhor ou diferente ou que essa diferença seja muito perceptível. Na boa se eu vendar esse fórum inteiro e botar uma Les Paul da Condor, toda original de fábrica e uma Gibson Custom Shop toda original de fábrica, poucas pessoas notariam a diferença, e mesmo as que notariam não diriam que são quase 5mil dólares de diferença.

Uma coisa que a maioria aqui ainda não percebeu é isso, que a diferença entre uma gear de 2000 dólares pra um de 10000 dólares é minima, a maioria não notaria sem passar uns 1 ou 2 anos testando os dois instrumentos, até porque muitas vezes essa diferença nem é realmente audível, é apenas técnica. De qualidade, durabilidade, exclusividade, etc.

É como um Audi e um Volkswagen, são fabricados pelo mesmo fabricante, muitas vezes são basicamente o mesmo carro e usam basicamente os mesmos componentes, como é o caso do Golf e do Audi A3 e do A4 e do Passat, que praticamente muda só a carroceria e o fato de que o que é de série em um é o opcional de outro. O que muda é o rigor na inspeção do produto final, uma costura torna que é aceitável nos bancos do Golf, nunca seria aceitável no A3 e por aí vai.

Essa é a diferença entre muita coisa top e não top, e quanto mais alto você vai nessa escala, menor é a diferença entre o nível superior e o atual. A diferença entre uma Gibson e uma Benedetto é infinitamente menor que uma Epiphone pruma Gibson.

Quer um outro exemplo mais gritante ainda, a diferença duma Gibson L5CE de 10000 dólares pruma Epiphone Joe Pass de 800 dólares ou de uma Les Paul Custom 1968, vintage, toda original que custa 40-50mil dólares pra uma Epiphone Les Paul Custom de 600 dólares, pra muita gente que eu conheço, é nenhuma, já tive amigos que tocam mais que eu, há mais tempo que eu, mas que nunca tinham tido acesso a esses gears top de linha, tinham suas Epiphones, Condor e Tagimas da vida.

Eu já pude botar com instrumentos com a diferença dessa magnitude e que depois disseram que não notaram a diferença ou quando muito notaram muito pouca diferença. Já eu acho a diferença gritante, mas grande parte dessa diferença gritante que eu percebo é por ter anos de contato com esse tipo de instrumento.

Quando eu comecei a tocar a pior guitarra que meu professor da época tinha era uma Ibanez George Benson que custava 1/3 do preço de um Gol 1.0 na época que ele comprou, ele tinha desde uma Gibson e uma Gretsch dos anos 60, tinha algumas guitarras dos anos 70 e várias tops de linha dos anos 90 e 80, inclusive algumas custom shops como Suhr e Tom Anderson. Nesses primeiros anos eu vivia com discrepâncias do tipo, tocar numa Squier em casa e treinar com uma Gibson vintage ou com uma Suhr.

Por ter contato com os dois mundos ao mesmo tempo, por vários anos com ele, depois em viagens e nas vendas que fazia pra alguns clientes da minha loja, isso faz com que eu perceba uma grande diferença, não o fato que tem algo ali que alguém que não está tão habituado perceberia de primeira.

Voltando pros carros, eu dirijo e minha irmã dirige, ambos em algum momento trabalhamos com carros na empresa do meu avô, mas pra ela, não tem muita diferença entre um Citroen C4 e um BMW série 5. Dirigindo ela não percebe, pra mim a diferença é enorme. Agora ela não está acostumada a olhar detalhes que eu olho e muitas vezes eu me pergunto se essas coisas realmente fazem diferença.

A verdade é que no fundo nem fazem, não para o que eles se propõe, que é ser meios de transporte, pra isso uma costura torna ou a empunhadura do volante ser de couro, madeira ou plastico, faz basicamente nenhuma diferença a menos que tu saiba onde procurar.

Enfim, pra guitarra é a mesma coisa, se tu não sabe onde procurar a diferença de um Soldano pra um Jet City ou de uma Benedetto pra uma Epiphone, tu simplesmente não vai ver.

Por isso eu digo que o Jet City e o Soldano tem o mesmo som, porque eu mesmo só noto a diferença porque sei onde procurar, mesmo antes de tocar nos dois, já sabia que se tu olhar a extensão dos controles e duma pequena diferença de compressão no final do curso do Ganho do canal Overdrive, há alguma diferença, ela é significativa?

Se tu não tem anos com um Soldano em casa pra conhecer todas as nuances dele, a resposta é não. Na boa, as diferenças aparecem mesmo em situações em que raramente tu vai usar no dia a dia. Tu nunca vai tocar com o ganho no talo ou os pots do EQ no talo ou no mínimo.

Então se a diferença aparece só em situações em que ninguém vai usar no dia a dia, não dá realmente pra dizer que existe essa diferença enorme que tu acha que tem.

A menos que tu esteja testando um Soldano com válvulas tops ou NOS com um Jet City com valvula xing ling meia boca, mas aí apareceria a diferenças enormes em qualquer amp, mesmo em 2 Soldano SLO feitos no mesmo dia.

Leomju
Veterano
# mar/12
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nichendrix
Vinícius Iron
Sobre esse Assunto do JVM, não queria me enter, mas deixo uma opinião aqui... não acho legal essa série Vintage Modern. Creio que tenha sido uma estratégia de marketing esse uso pelo Satriani, mesmo com as MODS acho que é um amp facilmente superado por outro da mesma faixa de preço!

O Bahia matou a pau lá em cima, com essa estória de que em valvulado de macho não se usa loop... hahaha!

Valeu a todos!

MMI
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron

Olha, ainda olho com certa incredulidade esse amp Marshall. Tomara que eu quebre a cara, junto com o Nichendrix, e apareça um amp dos deuses. Mas escrever maravilhas, dizer que as diferenças são gritantes, isso qualquer um diz. A julgar pelos amps signature da Marshall e pelo histórico do próprio guitarrista não dá para esperar grande coisa. Não estou dizendo que o Satriani é incapaz ou algo assim, só que vejo que ele tem grande técnica, acho que tem uma pegada única, bacana e tira muito som da mão (nunca o vi com uma linha de equipamento incrível), mas é um dos maiores marqueteiros do mundo das seis cordas. Basta dizer que aqueles rabiscos que dizem que são os desenhos dele viraram algo "lindo" e vende muito. Ele nunca vai ser visto com uma, mas adora as Gibson... Respeitaria muito mais se EVH estivesse num projeto desses, se bem que este já participou de muita coisa bacana em guitarras, mas seus amps nunca foram um desbunde para mim, mesmo assim o nome pesa muito mais para mim.

Espero que não leve a mal, mas vou te alertar algumas coisas. Como eu disse, informação está cheio, mas a opinião não vem de fóruns, vídeos do youtube, nem de mim ou do Nichendrix. Cara, isso de qualidade tem muita coisa subjetiva e pessoal, além do momento que a pessoa usou, o que influencia etc. Vou dar um exemplo bem recente... Saiu um artigo sobre amps na Premier Guitar de um cara que poxa, merece algum respeito e credibilidade, com certeza não é um artigo pago. Diz assim:

Mesa/Boogie TA-15

Most amps do one particular sound extremely well and the rest of the tones are usually just okay or downright bad. I think it's a big part of the reason that many guitarists own a bunch of different amps. The TransAtlantic TA-15 from Mesa Engineering is the screaming exception to this idea. In the same way a champion triathlete is effective on wheels, on foot, or in the water, the TA-15 is a workhorse in just about any musical context. Between the amp's two channels, I can obtain a lot of classic tones.

For a '65 Deluxe Reverb kind of sound, I'll set the TA-15's green channel to 15-watt mode and switch to the "normal" setting. I then move the volume and treble to 1 o'clock, and set the bass and master to 2 o'clock. To get a Vox AC-15 vibe happening, I'll use the same settings just mentioned, except I switch to the "top boost" setting and knock the treble back to 10 o'clock.

When I need high-gain tones, I simply flip over to the red channel. I can get to a tone resembling a late '60s, 50-watt Plexi on the red channel with the 15-watt setting and dimming the master and bass. From there, I set the treble to 2 o'clock and the gain to 10 o'clock. If I need something more modern sounding, I'll utilize the 25-watt mode and switch the red channel into the "HI 2" setting. I also boost the gain to 3 o'clock and add a little more treble than I use for the Plexi-type tone.

(se quiser ler o artigo todo, tá aqui)

Isso quer dizer que o Mesa TA-15 é uma das maiores maravilhas do mundo, porque é "Mesa Boogie", tem som de Vox AC15, Fender '65 Deluxe Reverb e Marshall Plexi de brinde? Para ele sim. Para o que ele quer de Mesa, Voz, Fender e Marshall o amp dá conta, assim como para mim a PRS 513 e a Gibson Dark Fire dá conta para o que eu quero de som de strato e eu não ter que tirar minha Fender do case. Eu testei esse amp, eu compraria fácil, mas no tempo que mexi nele não vi isso tudo não. Será que ao ler isso o Nichendrix diria que achou o Santo Graal do timbre? Não acredito. A minha conclusão ao ler um artigo desses é só que talvez um dia eu devesse experimentar de novo, tentar mexer mais, buscar essas regulagens que ele citou. Mas só isso, nem desperta a tal GAS. E respeito muito o cara que escreveu o artigo, ele deve conhecer de amps e equipamentos bem mais que eu provavelmente.

O que quero te dizer é que sua leitura e informação está um pouco carente de uma visão mais crítica e baseada em experiência pessoal. Desculpe, não quero me colocar como superior nem chamar sua atenção, o propósito não é lhe aborrecer. Mas não acredite em tudo que seus olhos veem, principalmente na net. Soldano SLO é incrível e incomparável porque tem um trasformador abduzido de Júpiter? Olha, é um excelente amp, mas excelente como outros também são. O Mashall Satriani é a oitava maravilha do mundo que vai revolucionar o mundo das seis cordas? Não acredito, quem viver verá (visão meio pessimista, mas dizem que "o otimista é apenas o pessimista mal informado", hehehehe).

Tem muita coisa, em termos de qualidade de equipamentos de guitarra que são altamente variáveis. O Nichendrix falou em comparar Gibson x Condor, eu não tenho medo de afirmar que dependendo da configuração e situação a Condor dá um banho na Gibson. Especialmente agora que a Gibson anda pecando mais e soltando umas guitarras meio zoadas. Quer comparar um Soldano SLO com um Merdeoro? Se for para tocar num bar onde as pessoas foram lá para conversar e não para te ouvir, talvez o Meteoro seja melhor. A mesma coisa vale para gravação, antes um Meteoro bem gravado que um Soldano SLO mal gravado, juro que tem mais som.

Falando nisso, alguns equipamentos de qualidade só vão conseguir mostrar o diferencial em situações extremas, num estúdio legal, com variáveis controladas. A qualidade vem em detalhes, nem sempre a percepção endossa a diferença. Vou te contar uma que aconteceu faz bem pouco tempo:

Uma pessoa comprou um violão chinês (melhor não falar a marca porque depois aparece alguém dizendo que tem um que é bom) e pediu para eu regular e acertar, para tocar profissionalmente, servindo mais de backup, mas tocando eventualmente. Cara, eu não estou acostumado com essa qualidade de instrumento, mas baixei a ponte, dei uma acertada nos trastes, regulei o tensor, baixei a ação... Mas aquilo estava com o braço muito torto, trastes mal colocados, para mim seriam problemas grosseiros, mas a pessoa acha razoável e leva para apresentações profissionalmente e toca. A pessoa não vê problemas nele e garanto que até você diria que sai som bom daquilo lá.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12 · Editado por: Vinícius Iron
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nichendrix

Eu tenho medo que eu tenha gerado uma conversa muita séria. Na verdade, as vezes muito do que eu posto é baseado em pesquisa, mas não necessariamente só em fórum. Peço desculpas por qualquer aborrecimento com tudo isso, mas vamos lá, em partes:

Na boa, q maioria dessas modificações tende a zero na maioria das situações.

Tá, eu devo dizer que são detalhes que não transformarão um amp X em algo totalmente diferente. Mas eu acho que modificações, ainda que mínimas, farão uma diferença no resultado final. Além da inclusão dos clones do AFD e do 6100LM e mudança no voicing, entende? Se tiver diferenças como essas que tornarão o amp superior no final das contas, beleza. Não posso dizer que será um amp perfeito (visto que nenhum amp é, sempre terá pessoas pra achar defeito), mas será um produto muito bom entregado pela Marshall, que andava meio quebrada das pernas ultimamente. Talvez um dos melhores dos últimos tempos dela.

Uma coisa que a maioria aqui ainda não percebeu é isso, que a diferença entre uma gear de 2000 dólares pra um de 10000 dólares é minima, a maioria não notaria sem passar uns 1 ou 2 anos testando os dois instrumentos, até porque muitas vezes essa diferença nem é realmente audível, é apenas técnica. De qualidade, durabilidade, exclusividade, etc.

É sério? Bom, então eu, que nunca toquei numa Benedetto, se eu pegasse uma de 9 mil e uma de 30 mil, eu não veria muita diferença? Digo, a diferença existe, mas pode ser até que ela não valha a diferença de preço que se paga?

Se tu não tem anos com um Soldano em casa pra conhecer todas as nuances dele, a resposta é não. Na boa, as diferenças aparecem mesmo em situações em que raramente tu vai usar no dia a dia. Tu nunca vai tocar com o ganho no talo ou os pots do EQ no talo ou no mínimo.

Sim, é verdade. Mas o que postei na real foi apenas um consenso geral. Pela tua lógica, que é correta, eu provavelmente também não veria muita diferença nos dois tocando lado a lado. Talvez se eu ficasse tocando nota por nota e me concentrando no som e ficasse trocando os dois amps, eu veria a diferença. Acho que é algo mais para quem toca e se ouve, do que para um público.

MMI

Tipo, eu não vou dizer que será um amp dos deuses, seria errado pra qualquer amp. Mas que seria um JVM (que já é um excelente amplificador) elevado a um nível maior ainda. Algo realmente mais refinado, mais bem acabado em termos de som em relação ao amp original. Eu tenho medo de ter cometido um erro de comunicação (geralmente acontece quando eu começo a ''tec tec tec'' digitar sem pensar muito, mandando aquilo que vem direto na minha cabeça).

Tem muita coisa, em termos de qualidade de equipamentos de guitarra que são altamente variáveis. O Nichendrix falou em comparar Gibson x Condor, eu não tenho medo de afirmar que dependendo da configuração e situação a Condor dá um banho na Gibson. Especialmente agora que a Gibson anda pecando mais e soltando umas guitarras meio zoadas. Quer comparar um Soldano SLO com um Merdeoro? Se for para tocar num bar onde as pessoas foram lá para conversar e não para te ouvir, talvez o Meteoro seja melhor. A mesma coisa vale para gravação, antes um Meteoro bem gravado que um Soldano SLO mal gravado, juro que tem mais som.

Eu acho que aí entra numa questão porque eu não pagaria mais de 6 mil por instrumento musical. Pagaria na faixa em torno dos 4 mil à 5500 dólares. Isso eu digo porque eu tenho duas guitarras (não vou dizer as marcas porque de repente chega alguém nesse tópico com um monte de mimimi pra cima de mim) que estão COMPLETAMENTE desreguladas. Aqui no RS isso é um grande problema, porque as amplitudes térmicas aqui são gigantes. Os verões são um inferno, chegando a 40ºC, ou seja, a madeira e todas as partes metálicas da guitarra dilatam muito. No inverno, é totalmente o oposto, porque as temperaturas chegam a -15ºC, contraindo muito todas essas partes da guitarra. Ou seja, todo esse movimento de extrema dilatação e contração desregulam completamente a guitarra, as cordas vão pro saco mais rapidamente, o braço e os trastes ficam muito inconsistentes. Bom, onde eu quero chegar com isso é que as minhas guitarras não veem luthier desde 2007 ou 2008 e desde então não têm suas cordas trocadas (podem atirar as pedras, já preparei o escudo, hehehe). As guitarras estão completamente capengas e durante muito tempo eu tive muita dificuldade em tocar nelas devido a esses problemas. O negócio é que, como eu não tinha escolha, eu fui obrigado educar a minha técnica e crescer nesse sentido a fim de conseguir tocar tudo quanto fosse possível nessas guitarras. Acontece que hoje eu já adquiri outro nível de técnica e consigo tirar e tocar o que eu quiser dessas guitarras, o que me levou a conclusão de que talvez não exista guitarra ruim (ou se existe, existe pouco), mas guitarrista ruim. Talvez se pegasse um Gibson LP Custom Shop (que é a que eu estou querendo) de 6 mil, eu não veria diferença alguma para uma de mais de 10 mil. No máximo, veria algumas ''frescurinhas'' de diferença que nem fossem relevantes para mim. Eu provavelmente tiraria leite, vinho, água e tudo mais quanto possível dessa guitarra, já que seria algo inédito pra mim, que tenho guitarras completamente fora de forma.

A pessoa não vê problemas nele e garanto que até você diria que sai som bom daquilo lá.

É bom do tipo que eu disse agora a pouco. Depende mais do que o músico é capaz de tirar. O Van Halen tocou nos primeiros anos de sua carreira com uma guitarra que ele mesmo chamou de ''uma bela porcaria''. O Paul Gilbert gravou o primeiro álbum do Racer X com um Squier. O Mark Knoplfer nem precisa de comentários, hehe.

MMI
nichendrix

Estou dando razão para vocês agora. Mas ainda sim eu compraria um SLO... sei lá, é uma questão de ego. Digo, a diferença com certeza deve existir, mas necessita-se certa experiência para detectá-la. A única coisa que eu realmente não extravasaria no preço é em guitarra. Com uma Gibson LP Custom de 6 mil eu já teria algo perfeito que eu não poderia pensar em fazer qualquer tipo de upgrade. Pra mim, seria a guitarra definitiva. Mais caro que isso as guitarras só terão diferenças que, para mim, são insignificantes.

Leomju

O JVM não é Vintage Modern. Eu postei ali o link das mudanças no signature. É claro que eu não toquei no amp, mas o que está no papel eu já considero significativo. Pra mim, essa série é uma dos melhores amps que a Marshall oferece atualmente.

nichendrix
Veterano
# mar/12 · Editado por: nichendrix
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Vinícius Iron
Se tiver diferenças como essas que tornarão o amp superior no final das contas, beleza. Não posso dizer que será um amp perfeito (visto que nenhum amp é, sempre terá pessoas pra achar defeito), mas será um produto muito bom entregado pela Marshall, que andava meio quebrada das pernas ultimamente. Talvez um dos melhores dos últimos tempos dela.

Aqui que vem o questionamento, superior em que? Eu por exemplo não acho que os Vintage Modern sejam muita coisa, mas também tive 15min com um, não posso dizer muito, mas a impressão que tive tocando com um na Teodoro é que é mais um Marshall de alto ganho, e as modificações pro signature do Satriani, não me parecem que vão fazer ele ficar muito melhor que isso.

É sério? Bom, então eu, que nunca toquei numa Benedetto, se eu pegasse uma de 9 mil e uma de 30 mil, eu não veria muita diferença? Digo, a diferença existe, mas pode ser até que ela não valha a diferença de preço que se paga?

Já falei em lógica, vamos falar agora em matemática e controle estatístico de processos.

Você lembra de funções do segundo grau? Especialmente aquelas que tem a concavidade pra cima, em que a curva sobe até um ponto e depois começa a descer?

Bom, qualidade é uma função desse tipo que para no ponto máximo, que seria o de 0 defeito de máxima qualidade, esse ponto máximo é impossível de atingir, mas alguns podem chegar bem perto.

Sabendo disso, digamos que nessa curva, a medida que você chega perto do ponto máximo, pra cada incremento de qualidade, o custo e a expertise técnica necessária pra chegar lá, são exponencialmente maiores.

Então pra tu sair de uma Epiphone pruma Gibson, a diferença é grande, é mais perceptível e o esforço é relativamente pequeno, já que só o fato de usar materiais melhores faz uma enorme diferença. Quando tu vai sair de uma Gibson ou Fender, pras Custom Shops das marcas, a diferença vai ser bem menor, mas vão exigir um esforço maior, porque vai haver a necessidade de um luthier com bem mais experiência, só aí estamos falando de anos de treinamento pra conseguir uma fração de melhoria. Quando tu sai disso pra uma guitarra de boutique como uma Suhr ou Tom Anderson ou Grosh e afins, novamente é um esforço muito maior pra uma diferença de qualidade bem menor, daí pra uma realmente top como uma Manzer ou Collings ou Monteleone, vai um esforço ainda maior, mas a diferença é ainda menor, daí pro Benedetto, novamente, um esforço insanamente maior, pra um Benefício ainda menor.

Ou seja, a relação preço vs. diferença pelo que tu paga no nível anterior, vai ser sempre inversamente proporcional. Uma Benedetto de 30mil dólares não vai ser 6x melhor que uma de 5 mil dólares, só que a habilidade pra fazer a pequena (mas significativa) diferença que ela tem pra de 5mil dólares é insanamente grande.

Um exemplo é a Il Teredo, que custa nessa faixa de 30mil dólares, é algo que a maioria dos pares, dos caras tão bons quanto ele, admitem que só ele tem habilidade pra fazer e ficar bom, isso é fruto de 40 anos de treinamento, é fruto duma expertise que provavelmente nenhum luthier vivo tem, mas ela não vai ser muito melhor que qualquer outra guitarra dele que custa 1/4 a 1/3 disso. Só que pra fazer a guitarra que custa 1/4 disso, existem N pessoas que fazem, mesmo na equipe dele, pra fazer a Il Teredo, só tem ele.

Enfim seleção natural pura, quanto mais em cima na cadeia alimentar estamos, mais esforço você vai ter pra ser um predador melhor. O homem não dominou o mundo por ser muito melhor que um chimpanzé, na prática a diferença genética do homem pro chimpanzé é pouco mais de 1% do nosso código genético, e olha o tamanho dessa diferença de 1% no resultado final.

Enfim, no fim, a guitarra de 30mil vale o que cobram por ela, se você entender que a habilidade pra chegar naquele nível, vale isso.Se você pensa só no som, não nos mínimos detalhes, a diferença não justificaria, mas a maioria entende o custo e a habilidade que gera essa diferença.

Isso vale pra amps e pra virtualmente todo produto que tu imaginar.

Sim, é verdade. Mas o que postei na real foi apenas um consenso geral. Pela tua lógica, que é correta, eu provavelmente também não veria muita diferença nos dois tocando lado a lado. Talvez se eu ficasse tocando nota por nota e me concentrando no som e ficasse trocando os dois amps, eu veria a diferença. Acho que é algo mais para quem toca e se ouve, do que para um público.

O que eu sempre questionei é o viés do consenso, se tu quiser achar diferença em gêmeos idênticos, em guitarras idênticas, em carros idênticos, em amps identicos, se procurar muito, tu acha.

Se tu pegar dois amps da mesma marca e modelo, com a mesma marca e modelo de válvulas e testar, vai ver que não são iguais. Dito isso, é natural esperar que pra quem está atrás de diferenças entre dois amps diferentes com o mesmo projeto, a pessoa irá achar.

Em alguns casos, a diferença vai ser enorme, em outros minima, no caso dos amps citados, tende a minima, só que, da mesma forma que lá em cima, quando falei que pra dar uma diferença minima em algo muito bom pra algo ainda melhor, exige muito mais esforço.

A percepção também tem o mesmo viés, se eu tenho anos e mais anos com um Soldano e o que eu procuro é aquele som, sem tirar nem por, eu não vou achar ele nem em outro Soldano igual, pra mim qualquer diferença mínima, vai ser muito mais importante do que seria na população normal.

Um exemplo é eu e as SGs, eu já tive uma SG '61 Standard da Gibson Custom, pra mim ela é a A SG, a perfeita, eu não nego que a diferença dela pra uma Epiphone com bons captadores, na prática não é nada do outro mundo, tanto que vendi ela e mantive a Epipoca, mas no fim, essa diferença, por menor que seja, pra mim é um mundo inteiro de diferença.

Pra mim é um mundo inteiro porque tive alguns anos pra perceber as diferenças entre as duas, tive alguns anos pra achar essas diferenças e me acostumar com elas e poder criar um gosto por uma ou pela outra.

Estou dando razão para vocês agora. Mas ainda sim eu compraria um SLO... sei lá, é uma questão de ego. Digo, a diferença com certeza deve existir, mas necessita-se certa experiência para detectá-la. A única coisa que eu realmente não extravasaria no preço é em guitarra. Com uma Gibson LP Custom de 6 mil eu já teria algo perfeito que eu não poderia pensar em fazer qualquer tipo de upgrade. Pra mim, seria a guitarra definitiva. Mais caro que isso as guitarras só terão diferenças que, para mim, são insignificantes.

E ninguém está falando que tu não deveria comprar ou pra quem tem vender e ficar com o Jet City porque é mais barato, eu compraria um SLO de boa (embora prefira o HRPLus). Só estou afirmando se tu pegar os dois e não tiver a devida grana pro SLO, tu não precisa se sacrificar pra ter o mesmo som, basta comprar o JCA100H.

Agora se tu tem dinheiro, pra que ficar com o JCA?

Eu tenho só vendi a SG, porque na época minha empresa tinha falido e eu precisava de grana rápido, e me ofereceram um bom preço nela, se não eu teria mantido ela e vendido a Epiphone.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12
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nichendrix

Aqui que vem o questionamento, superior em que? Eu por exemplo não acho que os Vintage Modern sejam muita coisa, mas também tive 15min com um, não posso dizer muito, mas a impressão que tive tocando com um na Teodoro é que é mais um Marshall de alto ganho, e as modificações pro signature do Satriani, não me parecem que vão fazer ele ficar muito melhor que isso.

Superior ao JVM original. As modificações são consideráveis, na minha opinião. Esse amp vai ter clones do 6100LM e do AFD (Plexi modificado), que não apareceram no modelo original. Também vai ser implementado um tal de 'CHOKE' no circuito. Vai no google e dá uma procurada por ''Marshall JVM choke mod''. Muita gente com o JVM coloca esse componente do circuito, pois diz que melhora a definição e ''pureza'' do som, fica mais claro, mais bonito. Há também uma leve modificação no voicing do amp e um botão de ''shifting'' de médios. O amp, no geral, tem menos compressão e um pouquinho menos de ganho em quantidade. Os Noise Gate são para tirar a barulheira do amp nos modos OD, ou até mesmo em modos com menos ganho, caso exista o barulho. Depois disso tudo, como é que tu diz que não vai se nada tão diferente do original? É um verdadeiro upgrade, na minha opinião.

Já falei em lógica, vamos falar agora em matética e controle estatístico de processos.

Enfim, no fim, a guitarra de 30mil vale o que cobram por ela, se você entender que a habilidade pra chegar naquele nível, vale isso.Se você pensa só no som, não nos mínimos detalhes, a diferença não justificaria, mas a maioria entende o custo e a habilidade que gera essa diferença.

O quote vai do primeiro parágrafo até esse último.

Pra mim, eu compro a guitarra até onde eu penso que valha a pena. Eu posso ter duas semelhantes, mas uma custando 5 mil e outra 10 mil. Mesmo eu tendo dinheiro para comprar a de 10 mil, eu não necessariamente o farei. Eu tocarei nas duas para descobrir se as diferenças da de 10 mil valem o preço, ou se são muito insignificantes. O tipo da ''frescurinha'' que eu citei antes. Então, indo para o assunto do Benedetto, eu te digo que dinheiro eu teria pra comprar uma Sinfonietta de 40 mil dólares, mas eu jamais faria isso, porque uma Americana já me daria tudo o que eu preciso e até o que eu não preciso. É um instrumento que está muito além da habilidade de muitos músicos. Digo, se existisse uma lei que só permitisse ao cara ter um instrumento musical que estivesse exatamente à sua altura (independentemente do preço), POUQUÍSSIMAS pessoas teriam uma Americana. Na minha opinião, por mais difícil que tenha sido para o Benedetto chegar no nível da Sinfonietta, para ele o preço de 40 mil valeu todo o esforço e estudo durantes seus anos de vida. Mas para um músico como eu, não vale pelo benefício que ele me trará. É uma diferença de 30 mil dólares, mas, que ao tocar nos instrumentos, como músico eu digo que não vale essa diferença. Vou suscitar o texto: para o Benedetto, o instrumento vale 40 mil porque é fruto de toda a sua vida de experiência. Por outro lado, para mim, como músico, não vale pelo benefício que ele me traz, em relação ao seu preço, sendo que com uma Americana eu poderia chegar a 95% da qualidade de uma Sinfonietta e jamais reclamar por qualquer coisa. Eu tô acostumado a tocar em duas guitarras totalmente desreguladas com cordas de 4 anos de idade, então eu sei bem até onde seria um bom benefício para mim.

A percepção também tem o mesmo viés, se eu tenho anos e mais anos com um Soldano e o que eu procuro é aquele som, sem tirar nem por, eu não vou achar ele nem em outro Soldano igual, pra mim qualquer diferença mínima, vai ser muito mais importante do que seria na população normal.

Talvez seja por isso que quem tenha o som do Mark IV na cabeça não se contenta com o V, mesmo sendo bem perto a simulação. Pra mim, não faria diferença, já que eu nunca toquei no IV, então um V que m desse sons similares ou apenas que soasse como um Mark deve soar já é o suficiente.

E ninguém está falando que tu não deveria comprar ou pra quem tem vender e ficar com o Jet City porque é mais barato, eu compraria um SLO de boa (embora prefira o HRPLus). Só estou afirmando se tu pegar os dois e não tiver a devida grana pro SLO, tu não precisa se sacrificar pra ter o mesmo som, basta comprar o JCA100H.

Eu não pouparia gastos para amplificador, já que é o centro principal do timbre. Já guitarras eu gostaria de ter várias, de estilo diferentes (LP, Strato, Superstrato, semi etc). E acho que eu não preciso ir tão longe para conseguir o maior benefício possível em som e principalmente em tocabilidade, na minha opinião.

MMI
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron

Mas.. Aí fomos surpreendidos novamente!

Cara, ninguém precisa de luthier para ajustes simples e troca de cordas. A Strings by Mail manda cordas mais baratas que compradas aqui, desde que sua localidade seja servida pelos correios ou tenha uma caixa postal. E faz muitos anos que não levo minhas guitarras para luthier, faz tempo mesmo que eu que regulo meus instrumentos. Até coisas um pouco mais complexas, como retificar trastes, baixar ponte de violão, reparo em captação de violão, troca de captadores e pots de guitarra, essas coisas faço eu e fica muito bom. Tenho amigos que hoje em dia trazem seus instrumentos para eu revisar e fazer um controle fino depois de ir ao luthier.

Não é difícil, basta ter cuidado e paciência. Algumas coisas tem que ser com os caras mesmo, mas o que esses garotos funcionários de luthiers fazem, eu faço e até melhor, modéstia a parte.

Guitarra e violão são instrumentos muito dinâmicos e cada pessoa tem sua pegada. O luthier, por melhor que seja, vai fazer uma regulagem padrão baseada na pegada dele e numa média geral. Acertar detalhes para o seu jeito de tocar e sua dinâmica eles não vão fazer. Então é bom saber mexer, mesmo porque o permite comprar instrumentos usados com segurança.

Você devia então usar suas horas de internet para aprender essas coisas... ;-)

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
Também vai ser implementado um tal de 'CHOKE' no circuito.

Cara o "choke" mod é basicamente um estabilizador de voltagem, a diferença prum estabilizador comum, é que ele estabiliza a voltagem DC e não AC (a meu ver não teria muita diferença de ter a voltagem AC estabilizada, retificador solid state e um transformador bem linear como os Mercury ou o DeYoung).

Isso dá diferença no som, pra mim que sempre toquei com amplificador estabilizado, não faria muita diferença.

se existisse uma lei que só permitisse ao cara ter um instrumento musical que estivesse exatamente à sua altura (independentemente do preço), POUQUÍSSIMAS pessoas teriam uma Americana.

Bobagem, 9mil dólares no mercado de archtops é a mesma coisa que 2800 dólares por uma Les Paul no mercado de sólidas. Tu te concentra no preço e numa ideia de que esse tipo de instrumento é algo que muita gente compra ou sequer, quer comprar.

Já te passou pela cabeça que quem vai atrás de um instrumento tão específico, não só já "toca" o suficiente pra fazer uso e tem experiência o suficiente pra ver as diferenças dele em relação aos demais?

Tu conhece alguém que tenha uma Benedetto e que não tenha em casa pelo menos mais 2 ou 3 Gibsons, Gretsches e afins?

Na boa, o cara que conheço, dono de Benedetto com menos guitarra em casa é o MMI, os outros que conheci tem coisa de 30-40 guitarras em casa. Deles o que tem mais instrumentos, é um amigo meu americano, dono de um estúdio em Omaha e professor da University of Nebraska, o cara tem coisa de 160 guitarras, sendo pouco mais de 50 archtops que vão de 1938 aos até os hoje.

Esses são os instrumentos de trabalho dele, a maioria desses instrumentos é usado diariamente no estúdio dele ou em apresentações por metade do mundo. Ou nos projetos do cara, que é missionário da igreja dele então passa uma parte do ano dando aulas de músicas em países pobres. Aliás quando eu conheci ele, até falei pra ele que era um dos contrastes mais gritantes que já vi, o cara com um instrumento vintage de quase 100mil dólares dando aula pra criança cuja a família vive com pouco mais de 100 dólares por mês.

É uma diferença de 30 mil dólares, mas, que ao tocar nos instrumentos, como músico eu digo que não vale essa diferença. Vou suscitar o texto: para o Benedetto, o instrumento vale 40 mil porque é fruto de toda a sua vida de experiência.

Bom, os principais clientes deles são músicos e eles acham que valem, tanto que usam como cavalo de batalha, então, acho que isso fala tudo.

Porque tu acha que esses caras raramente produzem muito mais de 20-30 guitarras por ano?? Na boa, mesmo a linha de archtops carved da Gibson, não acredito que cheguem a ir em muito além de 1000 unidades por ano. Até nas séries limitadas tu nota a diferença das tiragens, a Série limitada da Lee Ritenour L-5 foram só 25 instrumentos, a das Les Pauls sempre giram entre 250 e 1000 instrumentos.

As tiragens são tão pequenas orque não existe clientela pra muito mais que isso, essa é a quantidade de pessoa por ano que chega no ponto de poder apreciar a arte dos caras, que chega no ponto onde essa diferença é perceptível e significativa o suficiente pra pessoa achar que precisa ter uma.

A diferença existe, e a meu ver ela vale sim se não os 30mil dólares, algo perto disso, mas eu, mesmo ainda não chegando no ponto de técnica em que essas diferenças fazem uma enorme diferença, já estou longe o suficiente pra perceber que elas estão lá.

Eu não pouparia gastos para amplificador, já que é o centro principal do timbre. Já guitarras eu gostaria de ter várias, de estilo diferentes (LP, Strato, Superstrato, semi etc). E acho que eu não preciso ir tão longe para conseguir o maior benefício possível em som e principalmente em tocabilidade, na minha opinião.

Com certeza ninguém precisa ir tão longe, até o dia em que tu começar a tocar Wes Montgomery com ficar se peidando todo de dificuldade pra tocar, não faz nem sentido pensar numa guitarra dessas.

Agora um exemplo, eu nunca toquei na velocidade da luz, mesmo tocando rápido, não é algo do tipo Malmsteen ou Steve Vai (embora até consiga tocar algumas coisas desses cara), logo pra mim, o que nunca teve muita utilidade foi braço ultra-fino de Superstrato, pra mim o maior gasto a toa de dinheiro que fiz na vida foi uma Ibanez Jem.

nichendrix
Veterano
# mar/12
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MMI
Cara, ninguém precisa de luthier para ajustes simples e troca de cordas. A Strings by Mail manda cordas mais baratas que compradas aqui, desde que sua localidade seja servida pelos correios ou tenha uma caixa postal.

Nem me fale, antigamente eu tinha uma pena de cada caixa de cordas que comprava, agora eu uso sem dó nem piedade... hehehehhehe

Hoje eu nem tenho trocado tanto, porque depois das nossas conversas, comecei a usar as Elixir, como tenho tocado pouco por uma relativa falta de tempo e de ter com quem tocar, agora, quase 1 ano depois é que elas começaram a dar uma diferença significativa de som.

E faz muitos anos que não levo minhas guitarras para luthier, faz tempo mesmo que eu que regulo meus instrumentos. Até coisas um pouco mais complexas, como retificar trastes, baixar ponte de violão, reparo em captação de violão, troca de captadores e pots de guitarra, essas coisas faço eu e fica muito bom.

Nem me fale, eu preciso fazer a regulagem do verão, que vai ficar pro outono, porque já está acabando.

Agora uma coisa eu acho um saco regular, oitavas, dá muito trabalho sem aqueles afinadores como o TU-50 que já vem com a função de verificar oitavas.

Não é difícil, basta ter cuidado e paciência. Algumas coisas tem que ser com os caras mesmo, mas o que esses garotos funcionários de luthiers fazem, eu faço e até melhor, modéstia a parte.

Tem um livrinho do Edmar Luighi, que vende em bancas de jornal que é um barato pra isso, ensina tudo passo a passo, com fotos de alta qualidade, as paginas e a impressão são feitas em papel couchê, e tem dicas que mesmo pra mim que já sabia a maior parte disso, eram novas.

Vinícius Iron
Veterano
# mar/12 · Editado por: Vinícius Iron
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MMI

O problema é que eu não sei nada de regulagem e não confio muito nas minhas habilidades para aprender e começar a mexer. Vá que eu faça alguma besteira, podendo ficar pior que antes. As minhas guitarras precisam, sobretudo, de regulagem de alma, além de outros tipos de regulagens que forem necessários. Um luthier daqui, recomendado pelo meu ex-professor, faz um trabalho excelente de regulagens, isso eu digo porque toquei nas guitarras do ex-professor antes e depois. Eu prefiro não me aventurar nisso...

nichendrix

Isso dá diferença no som, pra mim que sempre toquei com amplificador estabilizado, não faria muita diferença.

O JVM original não possui, então certamente o implemento deste faz a diferença.

Tu conhece alguém que tenha uma Benedetto e que não tenha em casa pelo menos mais 2 ou 3 Gibsons, Gretsches e afins?

Tudo bem, em Benedetto eu concordo. Mas pra Gibson LP, aí o furo é mais embaixo... tem cada zé ruela (perdoe o termo) na internet com Gibson caríssimas, montes de cabeçotes valvulados e não tocam nem 5% do que vale o equipamento deles. São aqueles tipos de caras que eu já te falei que se orgulham em escrever na assinatura deles coisas do tipo: ''Too much gear, too little talent'', ''More gear than talent''. Parece que é bonito ser assim... eu teria vergonha de ter um equipamento desses e não tocar droga nenhuma.

Na boa, o cara que conheço, dono de Benedetto com menos guitarra em casa é o MMI, os outros que conheci tem coisa de 30-40 guitarras em casa. Deles o que tem mais instrumentos, é um amigo meu americano, dono de um estúdio em Omaha e professor da University of Nebraska, o cara tem coisa de 160 guitarras, sendo pouco mais de 50 archtops que vão de 1938 aos até os hoje.

Bom, cada um, cada um... eu respeito as opiniões, mas pra mim eu não veria utilidade em ter 30-40 guitarras. É a mesma ideia que tu abordou no início do tópico de não gostar de amplificadores com muita versatilidade, porque tu não usaria tudo. Amp com versatilidade eu gosto, mas ter 40 guitarras eu acho loucura (na minha opinião). Nunca que eu vou conseguir usar tudo isso, tem muita coisa até que vai acabar ficando parada, entende...

As tiragens são tão pequenas orque não existe clientela pra muito mais que isso, essa é a quantidade de pessoa por ano que chega no ponto de poder apreciar a arte dos caras, que chega no ponto onde essa diferença é perceptível e significativa o suficiente pra pessoa achar que precisa ter uma.

É o que eu disse antes. EU não acho que vale a pena pagar 30 mil dólares por detalhezinhos a mais, mesmo que eu vivesse só de música. Eu sou hobbista, mas gosto de ter bastante equipamento, mas existe um limite pra mim... um amigo meu, um tempo atrás, me questionou de porque eu ter duas guitarras. ''Guitarra é guitarra, uma já basta, tu já consegue tocar o que tu gosta, vende a outra.'', ele disse. Eu tentei explicar pra ele como a coisa funciona pra quem é músico, mas ele não fez muito caso disso. Pra mim, 30 mil dólares vale muito mais do que meros detalhes, mesmo que para o Benedetto isto significa uma vida de experiência em luthieria. São 30 mil dólares que eu poderia investir em extensões da faculdade de medicina, livros, concursos. Também investir em projetos, pesquisas e trabalhos, aparelhos caros que eu precise como futuro médico. Inclusive, em um bom carro, apesar de que eles desvalorizem com o tempo (mas ainda é um carro!), me entende? Pagar 30 mil dólares a mais por detalhezinhos é jogar dinheiro fora, na minha opinião. Eu provavelmente seria deserdado pelos meus pais (tá, tô exagerando) e ouviria uma frase que eu escuto desde bem pequeno e até os dias de hoje: ''Tu não tem noção do valor do dinheiro''.

Agora um exemplo, eu nunca toquei na velocidade da luz, mesmo tocando rápido, não é algo do tipo Malmsteen ou Steve Vai (embora até consiga tocar algumas coisas desses cara), logo pra mim, o que nunca teve muita utilidade foi braço ultra-fino de Superstrato, pra mim o maior gasto a toa de dinheiro que fiz na vida foi uma Ibanez Jem.

Bom, como eu me considero shredder, braço finos são excelentes pra mim, mas não é só o que eu toco. Caso contrário, não gostaria de LP ou de Stratos.

nichendrix
Veterano
# mar/12
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Vinícius Iron
O problema é que eu não sei nada de regulagem e não confio muito nas minhas habilidades para aprender e começar a mexer.

E quem disse que tu tem que confiar na tua habilidade? Tem que confiar é na régua e não em ti... hehehehhehehehe

Tudo bem, em Benedetto eu concordo. Mas pra Gibson LP, aí o furo é mais embaixo... tem cada zé ruela (perdoe o termo) na internet com Gibson caríssimas, montes de cabeçotes valvulados e não tocam nem 5% do que vale o equipamento deles.

No mundo desenvolvido, o valor de uma Les Paul, dentro do padrão de vida de cada um não é nada do outro mundo. Pra um americano médio comprar uma Les Paul é como um Brasileiro comprar uma Squier Standard ou Condor dessas mais caras. Se muito, equivale a comprar uma Epiphone aqui, em termos de peso percentual do valor no orçamento mensal d apessoa. Não é barato, como disse vale um carro popular bem usado, só que pra eles o valor de um carro popular usado não é muita coisa.

O que define tocar o tanto que o equipamento vale?

Entendeu o que eu me encafifo com esse tipo de comentário?

Afinal o que é tocar muito? Se tu me perguntar quem toca muito, o Malmsteen ou MMI, sou 100x mais o MMI, se vacilar é capaz de eu ver mais mérito nas harmonias do Zeca Baleiro do que na Velocidade do Malmsteen.

Então pra mim essa coisa de não toca 5% do que vale o gear é muito sem noção, tu acha que um cara que é um mestre do ritmo como o Peter Tosh (guitarrista do Bob Marley) ou o Chimbinha ou Nile Rodgers (guitrarrista do James Brown) tocam menos do que vale o gear deles porque são incapazes de solar em semi-fusas a 300bpm?

Ou que bandas como Beatles e Stones, que não só fizeram história, mas foram motores de várias revoluções musicais, precursores e inspiradores inclusive de estilos raramente associados a eles, como o Metal (sim, se você olhar a discografia das duas bandas você vai ver onde nasceu o metal). Tu acha que alguém que tirou a vida pra aprender a música desses caras e nada mais toca pouco?

Pra mim tocar muito ou pouco depende de que limites tu considera na hora de tocar. Se tu perguntar pra qualquer professor de universidade mais tradicional se metal é um estilo rico ou técnico, eles vão dizer que caras como Steve Vai e Satriani carecem de técnica e de riqueza de vocabulário musical.

Isso não é nem mentira e nem exagero. O Satriani faz a maioria das músicas dele em modo lidio, com as mesmas estruturas harmonicas simples, estruturas ritmicas simples, e mesmo os solos são deveras repetitivos. O cara tem destreza mecânica e aí, isso é tocar muito?

Para alguns é, para outros não, pra mim a tendência seria achar que não. Só que eu gosto desse tipo de musica e se tu pegar dentro das limitações que o estilo de propõe, é sim um grande guitarrista nesse contexto, que trouxe muitas inovações. Mas se tu colocar em outro contexto e colocar ele pra tocar numa banda de Fusion ou de Jazz, ele vai ser só mais um guitarrista mediano e com técnica e conhecimentos medianos.

Entendeu porque eu não acho que exista muita gente capaz de julgar o que é tocar muito ou pouco?

Pra mim tocar pouco é tocar Restart, é só ver que com os mesmos 3 acordes o Sex Pistols invetou o Punk nos anos 70 e a Legião Urbana fez maravilhas nos anos 80.

São aqueles tipos de caras que eu já te falei que se orgulham em escrever na assinatura deles coisas do tipo: ''Too much gear, too little talent'', ''More gear than talent''. Parece que é bonito ser assim... eu teria vergonha de ter um equipamento desses e não tocar droga nenhuma.

Como falei antes, pra mim, a maioria desses caras toca com bastante desenvoltura dentro do habitat, das limitações que eles se propuseram a tocar, e o que faz eles escreverem esse tipo de coisa, é o bullying de um bando de idiotas pseudo-metaleiros que acham que sabem tocar porque sabem fazer blublu.

E falo sem dó nem piedade mesmo, a maioria dos "tocadores" de metal é um bando de pau no cu que não sabe tocar porra nenhuma, mas acha que sabe porque tem destreza mecânica (algo que até um macaco desenvolve se botar pra treinar).

Eu adoro metal, se olhar meu curriculo de shows de metal e muito supera os shows pras outras coisas, só que desde cedo fui além disso em termos de gosto.

E o fato de não ter começado a tocar metal ou rock ou o que for, ter começado a tocar um instrumento que provavelmente eu não teria escolhido por mim (embora hoje eu veja que em algum momento aprenderia a tocar). Enfim, o fato de que eu comecei a tocar desprendido do meu gosto musical, me permite ver a música pelo que ela é, e não pelo que eu gosto.

É a mesma ideia que tu abordou no início do tópico de não gostar de amplificadores com muita versatilidade, porque tu não usaria tudo.

Eu disse justamente o contrário, que gosto de amplificadores versáteis, a única coisa que discordei foi que o amplificador ou amplificadores que tu considerava versátil, eu não considerava. Eu vejo eles como amps ótimos pra uma coisa, mas muito "marromenos" pra outras.

Bom, cada um, cada um... eu respeito as opiniões, mas pra mim eu não veria utilidade em ter 30-40 guitarras. EU não acho que vale a pena pagar 30 mil dólares por detalhezinhos a mais, mesmo que eu vivesse só de música.

Aí é que está, tu não toca o sulfiente nem pra ver essas diferenças, imagina pra apreciá-las, quando tu chegar lá, esses detalhes vão fazer diferença, antes disso, ficar especulando é bobagem.

É como uma amiga minha que diz que não gostava de chá com torradas e nem de lagosta. Que só poderia ser ruim, que nunca gastaria dinheiro nessas coisas, etc.

Eu venho de um estado que é um dos maiores exportadores de lagosta e camarão do Brasil, e tem um forte histórico de presença inglesa no estado. Então eu acostumei a vida toda comer lagosta e camarão e comprar por 10 reais o quilo e não por 50-100 reais o quilo. E tomar chá com quitutes todo dia a tarde pra ajudar a matar o calor ou espantar o frio (dependendo do tipo e preparo do chá) é a coisa mais normal do mundo.

Bom, no começo ela estranhava lá quando começou a conviver, não deu um ano, esse habito estava tão arraigado que mesmo depois que ela mudou de volta pra BH, todo dia toma o chá dela e adora cozinhas diversos pratos com camarões, lagostas e frutos do mar.

O que estou dizendo é que esse tipo de coisa, esse tipo de mentalidade ou esse tipo de capacidade de lidar com esses detalhes, não é algo que tu nasce tendo, é algo que tu vai aprendendo ao longo da vida.

Meu primeiro carro foi um Uno usado todo acabado que eu achava o máximo, hoje eu prefiro ficar sem carro e usar o metrô a ter um carro que não tenha direção hidráulica, ar-condicionado, vidros verdes e cambio automático. Enfim, a medida que tu vai experimentando coisas novas ou coisas melhores, teus gostos e opiniões mudam.

São 30 mil dólares que eu poderia investir em extensões da faculdade de medicina, livros, concursos. Também investir em projetos, pesquisas e trabalhos, aparelhos caros que eu precise como futuro médico Inclusive, em um bom carro, apesar de que eles desvalorizem com o tempo (mas ainda é um carro!), me entende?

Tu acha que quando uma pessoa chega ao ponto de ter grana pra ter instrumento de 30mil dólares, ela não já fez tudo isso, não já tem carro, casa, empregada, empresa, mestrado/doutorado, etc?

Entendeu a diferença? Eu nunca conheci alguém que tenha esse tipo de instrumento que tenha menos de 35 anos e não seja muito bem de vida e com uma carreira muito bem encaminhada na sua profissão.

E mesmo os de menos de 35 que tem esse tipo de instrumento top de linha, como o Morphine, são muito bem encaminhados na profissão e já tem dinheiro a dar no meio da canela.

O cara não compra esse tipo de coisa pra botar num quitinete de estudante, ele compra isso quando tá com grana pra ter apartamento em bairro nobre ou casa em condomínio de luxo.

Por isso essas preocupações são irrelevantes pra eles.

Pagar 30 mil dólares a mais por detalhezinhos é jogar dinheiro fora, na minha opinião. Eu provavelmente seria deserdado pelos meus pais (tá, tô exagerando) e ouviria uma frase que eu escuto desde bem pequeno e até os dias de hoje: ''Tu não tem noção do valor do dinheiro''.

Pois o dia que meu filho disser, pai eu vou investir minha grana em instrumentos que vão valorizar acima de todos os fundos de renda fixa e só ficar atrás de fundos de ações alavancados... eu vou dizer, graças a Deus meu filho tem noção do valor do dinheiro.

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