Não Consigo Gostar de Música Eletrônica

Autor Mensagem
makumbator
Veterano
# fev/17
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Insufferable Bear

Confesso que não conhecia esse artista (Kamasi Washington). Achei muito bom. Valeu pela dica!

waltercruz
Veterano
# fev/17
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Kamasi Washington é da Brainfeeder, selo do absurdo Flying Lotus. As coisas do label dele em geral são muito boas e valem a pena conhecer: Lapalux, Thundercat e Flying Lotus são do caralho!

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Kamasi Washington

O cara vem ao Brasil: 05 Abril, Quarta - 20:00 Hs

RIO DE JANEIRO - Theatro Municipal

Parte da Série Jazz All Nights


INGRESSOS
R$ 50/ 80 / 150 / 250

https://www.dellarte.com.br/programacao-e-ingressos/rio-de-janeiro/the atro-municipal/kamasi-washington

Ismah
Veterano
# fev/17
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Crianças, a música nenhuma se extingue de alguma forma, mas ela está restrita a um nicho muito, muito específico de ouvintes. Nós não somos peso de medida, como músicos valorizamos coisas que alguns ouvintes, sequer imaginam.

O metal ainda tem uma voz na Europa, Escandinávia, e Alemanha praticamente são o ritmo nacional... Fora disso, está remando do jeito que dá. Aceitar isso é encarar a realidade.

Mas não percamos o foco...

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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Insufferable Bear

Equivocou-se na interpretação, quando eu disse Isso que você chama de equaçãozinha mequetrefe apenas deu origem a obras primas significa que mesmo você considerando essa estrutura limitada, ela deu origem a inúmeras obras primas, mesmo referindo-se a ela apenas como uma "equaçãozinha".

Às vezes a intenção do compositor é justamente excluir o elemento humano da execução

Sim, as vezes é intencional, mas na maioria das vezes o "compositor" não é capaz de produzir nada então opta por apertar um botão e esperar a máquina fazer tudo sozinha. Particularmente eu não gosto do resultado em nenhum dos dois casos, acho aquele Frank Zappa com o Synclavier uma porcaria.

Lelo Mig
Membro
# fev/17
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Ismah

Eu havia dito, em um outro tópico, que sob meu ponto de vista a música é uma arte morta. Pode parecer um contra senso o que disse agora, mas não é.... explico:

Eu acho (sim é opinião pessoal, é subjetivo, não é dado científico) que a música é uma arte morta, não pela incompetência dos artistas, mas por uma questão matemática. As possibilidades estão esgotadas. Não há mais nada novo a ser feito...Há muito ouvimos apenas reciclagem de formatações antigas e reestruturações e misturas.

No entanto, os gêneros não morrem, porque se um músico gosta de Blues tradicional, ou Jazz de Big Band, ou Polka e etc, nada impede de que ele o faça.

Particularmente, não tenho problema algum, com músicos que curtem determinado estilo e o queiram faze-lo. Pelo contrário, de certa forma, estes caras mantém a chama, mantém a cultura e o legado de um determinado período.

E neste campo, têm sim, muito músico bom fazendo boa música.

"Metal da Escandinávia", por exemplo, é muito mais fechado em um nicho do que o Jazz, que é universal, e ainda que seja de elite, é feito no mundo todo. Até porque, quando a gente passa dos 16 anos, o metal começa a ficar meio ridículo, ele têm um apelo deveras adolescente.

entamoeba
Membro Novato
# fev/17
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Lelo Mig
Mas veja que foi necessário colocar um batera ali para que o palco tivesse mais movimento. Ainda assim, na hora que rola um backing vocal feminino, a câmera não teve onde ir...

Ismah
Veterano
# fev/17 · Editado por: Ismah
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E o que se tem feito até hoje se não misturas de outros gêneros, para criar novos? rsrs

Não entendi onde quis chegar com todo o enunciado, mas não discordo uma vírgula.

"Metal da Escandinávia", por exemplo, é muito mais fechado em um nicho do que o Jazz, que é universal, e ainda que seja de elite, é feito no mundo todo.

É um tanto contraditório com o fato de tu dizia anteriormente sobre mídia... rs
O lance de metal vs jazz, eu encaro de maneira bem simples: jazz tem até alguns festivais, mas cada menos leva menos público consumidor, e mais estudantes.
O rock/metal, na Europa (com público consumidor) tem certa força, movimenta altas granas em vários festivais de verão. Talvez porque se tenha mais gente por área, mais e melhores condições de deslocamento, e poder aquisitivo...

Dá uma olhada nessa lista do link, o menor, espera movimentar 30mil pessoas.

https://www.festicket.com/magazine/top-13-best-rock-and-metal-festival s-europe/

Quando falo do metal na Escandinávia e Alemanha, quero dizer que lá tem público consumidor, não a origem das bandas. Mesmo assim na última década, várias bandas de lá fizeram sucesso. E não estou falando de Mayhem não !

SkyHawk
Membro
# fev/17 · Editado por: SkyHawk
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Música eletrônica é mais um movimento geracional do que qualquer outra coisa. Estudei na universidade de Bristol na Inglaterra em 1994/95, essa universidade foi o berço do tecno inglês justamente nesse biênio, estava presente na fonte da coisa toda, demorou uma década para massificar no Brasil.

Lá, naquela época, até tinha um contexto como movimento cultural experimental. Mas dai para chamar isso de música é outra história. Acho muito ruim, desestimulo meus seguidores mais jovens (filhos, amigos deles, enteado) a ouvirem, e nada que digam me convence.

Se vende é porque a massa é ignara e está atrás de barato, tem muita coisa no mundo que vende e é um lixo. Consumo de massa é coisa de classe média com pouca informação e baixa qualidade.

Essa crítica serve para tudo, música, bens de consumo, literatura, movimentos religiosos, serviços, produção cultural. Meu pai uma vez me perguntou quantas pessoas cabiam em um camarote VIP de uma festa, eu chutei na minha época umas 700 (hoje mlhares), o comentário dele foi que qualquer coisa que tenha mais do que umas 30 pessoas nunca será VIP.

entamoeba
Membro Novato
# fev/17 · Editado por: entamoeba
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Grande parte dos filmes de Hollywood tem rock na trilha. Como esse gênero pode estar morrendo, se ele está vivo em uma das maiores indústrias de cultura??

O jazz esfriou porque tem regras muito rígidas. Acaba significando sempre a mesma coisa. A vantagem do rock é que ele tem regras frouxas. Pode se "dizer" quase tudo com o rock.

Samba tem regras muito rígidas, blues, nem se fala. O gênero acaba "falando" mais do que a música.

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Insufferable Bear
Membro
# fev/17
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As possibilidades estão esgotadas. Não há mais nada novo a ser feito...
Discordo completamente. As regras foram destroçadas e as possibilidades são infinitas, agora sim estamos pronto pra uma revolução, o difícil é sair da caixinha "melodia+harmonia+ritmo" e começar a pensar na espectromorfologia do som, microtons, escalas não-oitavadas, música não-determinística... tudo com ajuda do PC.
Colocar um acorde de sétima no lugar errado era a revolução que tínhamos há 400 anos, isso não é nada perto de hoje. O que acontece é que também nos acostumamos ao movimento e transformação constante, é um problema que está mais relacionado a como percebemos o objeto do que o objeto em si.

O jazz esfriou porque tem regras muito rígidas.


Julia Hardy
Veterano
# fev/17 · Editado por: Julia Hardy
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Demorou pra aparecer um coxinha falando sobre superioridade x inferioridade na música, tomando estilos musicais vigentes nos dias atuais.

Sobre baixaria na música, acho que algumas pessoas não conhecem Carmina Burana, só pra citar um exemplo.

Ismah
Veterano
# fev/17
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entamoeba

E por se estar cagando regra pro rock que ele está indo ladeira abaixo.

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Insufferable Bear

"Discordo completamente. As regras foram destroçadas e as possibilidades são infinitas, agora sim estamos pronto pra uma revolução..."

Ok, discordar é um direito e inclusive você deve ter convicções e argumentos para tal convicção. Até porque, deixo bem claro que minha opinião é pessoal e sem base "científica"...

Mas, a pergunta, e juro, adoraria me surpreender.....Me mostre algo novo? A tal revolução?

Julia Hardy

"Sobre baixaria na música, acho que algumas pessoas não conhecem Carmina Burana, só pra citar um exemplo."

Muita calma nessa hora guria.... Seria difícil comparar uma música, por exemplo, feita em cima de uma obra como o Decamerão ou um poema de Sade, e "boquinha da garrafa".... são contextos muito distintos.

Carmina Burana é uma obra escrita sobre os Códices de Benediktbeuern, que são textos dramáticos dos século XI e XII, alguns de conteúdo erótico, picantes, etc.

É bem diferente de uma apologia ao estupro, como no caso de "Malandramente", que rola na TV e premiação de "melhores da música", e as pessoas, por falta de cultura, nem se ligam ao que se refere essa letra.

entamoeba

"A vantagem do rock é que ele tem regras frouxas. Pode se "dizer" quase tudo com o rock".

Não acho. O rock é mais popular, porque é mais jovem. É menos sério e menos compromissado. É música de adolescente feita para adolescentes.

A gente gosta quando é jovem e continua gostando... mas, em muitos aspectos, chega a ser infantil. E talvez este "espírito jovem" dê um pouco mais de fôlego.

Antes ainda era espírito jovem + rebeldia.......agora não têm nada mais de rebelde, pelo contrário... esse metal de "espadas, dragões, guerreiros", é bem caretinha e meio ridículo.

entamoeba
Membro Novato
# fev/17
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Insufferable Bear
Olha como esse exemplo que você deu soa relativamente parecido com a maioria dos jazz instrumentais! Para mim, por mais que essa execução esteja no melhor estilo "cada um está tocando uma música", a sonoridade é clássica - o jeito que os metais soam, o jeito que a bateria é microfonada... jazz tem sempre essa mesma cara. Se começa a mudar muito, deixa de ser jazz.

No blues, fica mais fácil de visualizar. Mexe um pouquinho e ele vira rock. Se não tiver aqueles arranjos bem característicos, aquela pegada arrastada, não é blues.

Ismah
E por se estar cagando regra pro rock que ele está indo ladeira abaixo.

Regras sempre vão causar discussões! Até certa inflexibilidade, certo purismo, faz parte da postura do rock! Você lança seu jogo e defende suas regras! Acho que sempre foi assim... não só no rock, não só na música, mas em todas as artes.

O que deve estar levando o rock ladeira abaixo é o nível das regras que vem sendo cagadas, os motivos pelos quais elas são cagadas, as pessoas que as estão cagando etc.

Lelo Mig
Sinto falta de um rock de velho angustiado feito para velho angustiado. Porque a cabeça pode amadurecer, mas as vísceras continuam respondendo aos mesmos estímulos.

Antes ainda era espírito jovem + rebeldia.......agora não têm nada mais de rebelde, pelo contrário... esse metal de "espadas, dragões, guerreiros", é bem caretinha e meio ridículo.

Que bosta, né? E foi o Iron Maiden que começou com essa viadagem. Naquele tempo, não parecia tão ruim.

Luiz_RibeiroSP
Veterano
# fev/17 · Editado por: Luiz_RibeiroSP
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Lelo Mig

Musica ser arte morta por esgotamento acho que não. Porque a própria revisão da musica já renova e inova. Aqui no Brasil aconteceu com a nova MPB, o rock americano dos anos 50 foi revisado pelo punk em 77, e assim vai. O vídeo clip foi uma invenção acrescentada na musica, pois passou a contar uma estoria baseada em uma canção. E agora com o potencial da informatica e internet podem aparecer inovações.
Eu me sinto deslocado no tempo, eu não vejo inovações importantes agora, mas acho que o problema esta em mim, o bonde do tempo ja me atropelou.

Lelo Mig
Membro
# fev/17
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Luiz_RibeiroSP

"Eu me sinto deslocado no tempo, eu não vejo inovações importantes agora, mas acho que o problema esta em mim, o bonde do tempo ja me atropelou."

Aqui vou ter que concordar com você... Talvez seja isto! Estou velho e a música perdeu o poder de me impactar como fazia antes.

Too Old to Rock´n´Roll, too Young to Die!

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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Começo a entender porque chegamos nesse ponto.



Ismah
Veterano
# fev/17
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entamoeba
foi o Iron Maiden que começou com essa viadagem

Saxon, Venon são da mesma época, acho que principalmente o Saxon pode ter mais culpa no cartório que o Iron...

Mas nessa vibe, o Black Sabbath e o Judas Priest já tinham dado suas pinceladas...

Não vou ser juíz nessa...

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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entamoeba
Ismah

"foi o Iron Maiden que começou com essa viadagem"

"Saxon, Venon são da mesma época, acho que principalmente o Saxon pode ter mais culpa no cartório que o Iron...
Mas nessa vibe, o Black Sabbath e o Judas Priest já tinham dado suas pinceladas..."


Muita calma nessa hora...!!!!

Vocês não podem analisar "fora do contexto".....

O Sabbath nunca falou de "dragões, espadas, guerreiros patriotas salvando donzelas".........nem o Judas, muito menos o Venon!

A temática do Sabbath (ainda que não fossem grandes poetas e as letras serem simples e algumas até bem ruinzinhas)...é o "anti flower power"...

O Sabbath nasceu em Birmingham cidade bombardeada em agosto de 1940 na segunda guerra mundial. Os membros do Sabbath nasceram de 5 a 8 anos após o bombardeio... como acham que era a cidade na infância deles?

Eles tinham dificuldade de entender o "sonho hippie de paz e amor" o chamado flower power... sua música é uma antítese ao som "de São Francisco"... música e letra!

O Judas nasceu em 1969, em Birminghan também... é contemporâneo do Sabbath, igualmente pobres e brincavam nos mesmos escombros. Só se tornaram famosos no New Wave Of British Heavy Metal, com o Iron Maiden e o Saxon, porque passaram anos no underground. Seu som era diferente para os padrões 70 e eles não emplacaram. Falam muito de violência urbana, problemas do jovem suburbano, estudantes marginalizados e revoltados, pobres e periferia das grandes cidades inglesas. Não conheço música do Judas sobre "Dungeons e Dragons".

Venon é o "pai do Black Metal".......satanistas, para chocar a sociedade e a igreja cristã.

O Iron...até tem uma temática "épica"... Mas fala de diversos assuntos. De aviadores, soldados, Egito antigo, Europa medieval, poetas ingleses... mas de uma forma mais adulta, documental e menos "heroica".

Bruce é formado em história.... não é um fanfarrão feito o Joey DeMaio, com aquele discurso babaca, que toma 50 cervejas e come 10 mulheres por dia, prá impressionar adolescente espinhento e sebento.

Adler3x3
Veterano
# fev/17 · Editado por: Adler3x3
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O outro lado, o lado do ouvinte.

O que importa é o som final reverberando no ar com qualidade para os ouvintes.

Ou seja não importa os meios adotados, a partir do momento que o som sai nas caixas, deixa de ser virtual é passa a ser real.

A diferença vai estar na qualidade do processo de gravação e dos efeitos bem usados, assim como a qualidade da música e da interpretação.


A pura música é a acústica sendo tocada por instrumentos de verdade, e isto só pode ser levado a efeito num ambiente pequeno, sem eletricidade e em consequência sem nenhuma eletrônica.
Ou em teatros com uma acústica bem projetada e tratada, mesmo nos teatros antigos, para poder comportar uma orquestra e um público numeroso.

O que importa é o resultado final, a maioria das músicas que escutamos sem discriminação de estilos é gravada por meios eletrônicos.

Raramente escutamos a verdadeira música tocada por um bom grupo de músicos.

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Teclista

Nos final dos anos 60, parte do pessoal da MPB, principalmente Caetano Veloso e Gilberto Gil, pregavam que a MPB deveria deixar de ser feita por intelectuais e feita realmente pelo povo... o "popular".

Eu, sinceramente, não acredito que eles tinham ideia da merda que isso ia dar. E tenho certeza que no fundo se arrependem....mas não tem coragem de assumir a cagada.

De qualquer forma, a "idiotização" da música, não é uma exclusividade de brasileiros. Em maior ou menor grau, é mundial, e têm haver com o estado catastrófico da educação.

JJJ
Veterano
# fev/17 · Editado por: JJJ
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Ismah
Certo, agora tenho loops prontos, que foram compostos por uma pessoa de verdade, tocados e gravados realmente, por músicos de verdade com instrumentos de verdade, numa sala de verdade. E se distribuo-os em um PAD desses que mostrei, eu seria músico ou não? rsrs

Se você compôs e/ou tocou alguma parte, EU te considero músico. Agora, se só "colou" pedaços grandes prontos, EU te considero um artista, músico não.

Por analogia: o cara que fotografa a Mona Lisa, depois fotografa Guernica e junta tudo numa obra de arte é um artista, mas nunca um pintor.

Chorus [...] delay [...] Harmonizers
Tá exagerando um pouco, mas vá lá... por isso que eu curto guitarra direto no ampli. o/

Desculpe Jota, mas tu estás MUITO, MUITO a parte de como se produz musica atualmente.

Deve ser por isso que eu não gosto de nada que se produz atualmente! kkkkkkkkkkk

Agora, sério... não tô não, cara. Só não gosto (que espero ser meu direito, ainda! rs). Aliás, não estou sozinho nessa! Tenho certeza de que você sabe tão bem quanto eu o tanto de gente boa que vive atrás de coisas "vintage"... Pra quê seria? OK, alguns é só pra dar uma de "poser", mas muitos é pra USAR MESMO. Em boa medida pra se distanciar de toda a merdalhada tecnológica atual (da qual, ironicamente, eu faço parte e uso...).

Ismah
Veterano
# fev/17
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JJJ

E se eu só colei pedaços prontos que eu mesmo compus? Sou músico então?

E não, não estou exagerando quanto aos efeitos. Mary Ford já tocava as dobras e o delay pro Les Paul nos anos 50!

Lelo Mig
Sabbath nunca falou de "dragões, espadas, guerreiros patriotas salvando donzelas".........nem o Judas, muito menos o Venon!

Eu não levei ao pé da letra, mas a forma figurada, talvez erro de interpretação meu... Desculpe!

Sabbath fala muito bem figuradamente, por exemplo a letra de War Pigs

"Generais reunidos em suas massas, como bruxas em missas negras
Mentes malignas que tramam destruição, feiticeiros da construção da morte".

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Ismah

War Pigs é uma letra política. Contra a guerra do Vietnã, que rolava na época.

Ismah
Veterano
# fev/17
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Eu sei disso, mas usa uma figura de linguagem abertamente fantasiosa.

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Ismah

Mas é diferente amigo...kkkk.

É temática. O Sabbath foi uma banda politizada. Ainda que não cantassem a "paz e o amor" dos hippies, era uma banda anti bélica.

Pelo menos 50% das letras do Sabbath são sobre guerra e a paranóia de chover bomba atômica na cabeça (que quem viveu naquela época tinha). O Sabbath usa a fantasia do terror e do mal, principalmente, para simbolizar o horror da guerra real! e Não de Elfos contra Dragões!


É bem diferente de músicas do tipo:

Mestre! Aprendiz! Elbereth! Lorien! Uma donzela Elfa...e etc... tipo Nightwish!

Ismah
Veterano
# fev/17
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Sim meu caro, mas eu não levei pra esse sentido, e sim como exemplo de sentido figurado.

locostras
Membro Novato
# fev/17
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Your anger is a gift

JJJ
Veterano
# fev/17 · Editado por: JJJ
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Ismah
E se eu só colei pedaços prontos que eu mesmo compus? Sou músico então?

Foi o que eu disse: pra mim, é.

E não, não estou exagerando quanto aos efeitos.

Tá... tá sim... hehehe

Veja bem: eu não sou tão radical assim como você pode ter pensado pelo andar da carruagem.

Tem gente muito mais radical que eu! Gente que acha errado - por exemplo - que uma música seja gravada em partes (tipo: grava batera e baixo, depois vem alguém e bota uma guitarra, etc). Tem muito purista que acha que a gravação tem que ser tudo junto (como se estivesse ao vivo) e, de preferência, no primeiro take!

Eu não tenho nada contra efeitos; nada contra autotunes da vida; nada contra "milagres" de edição, mix, master, consertos, edições, cortes.

A única coisa que eu não abro mão é o seguinte: pra eu considerar que alguém é músico, esse alguém tem que saber cantar e/ou tocar e/ou compor e entender um mínimo que seja das bases da coisa. Agora, um cara que não sabe cantar, que não sabe tocar nenhum instrumento, que não compõe picas, só "cola" pedaços prontos? OK, pode até considerá-lo um "artista" (e pode até ser bom!), mas EU não considero músico... Só minha opinião.

*****************

*** A TODOS ***

Apesar de algumas pequenas arestas sem importância, termos conseguido levar esse tópico tão propenso a polêmicas de uma forma tão civilizada assim, prova uma coisa: o fórum pode ter diminuído de tamanho (fato), porém aumentou MUITO em qualidade.

Estava olhando nos "tópicos relacionados" aqui embaixo e achei um muito semelhante, mas sobre "rock paulera" (SIC) de 2005. Vale a pena dar uma olhada na "qualidade" das respostas!!!

Pra vocês terem uma ideia, à questão (feita no mais puro MSNês) "Por que será q eu naum consigo gostar de rock paulera?", seguiu a primeira resposta:

"Foda-se."

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