Não Consigo Gostar de Música Eletrônica

Autor Mensagem
waltercruz
Veterano
# fev/17
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o ritmo é inferior porque ele é o elemento material da música, colocando a melodia a serviço do ritmo você está colocando a alma a serviço do corpo, o espírito a serviço da matéria, música eletrônica é uma gênero meramente materialista.


Que beleza de argumento.

Ritmo é tão importante quanto qualquer outro dos elementos da música. Esse platonismo de elevar o espírito e rebaixar o corpo é sem sentido algum.

locostras
Membro Novato
# fev/17
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Quer dizer então que metamorfose ambulante faz parte do corpo?

waltercruz
Veterano
# fev/17
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Quer dizer então que metamorfose ambulante faz parte do corpo?

Obviamente faz. Espírito, se existir, lida com as experiências através do corpo.

Agora, se é pra falar de espiritualidade e música... Então me explica todos os rituais espirituais indígenas e tribais que são movidos a base de músicas puramente ou majoritariamente rítmicas? Canto gregoriano talvez? Ah sim, espiritualidade é aquela que eu aprovo né: melodia e harmonia. Ritmo não, é do corpo, é segunda classe, é carnal.

Enfim, entendo e aceito todos os argumentos de quem não gosta (é repetitivo, é pouco criativo). Eu e outras pessoas postamos uma diversidade de material de pesquisa que caso alguém se interesse fica aí de referência. Eu encerro minha participação nesse tópico, não há mais o que se fazer aqui.

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Enquanto a questão estava no gosto não gosto tudo bem... Quando começa com "música inferior" e "música superior".....aí ferrou!

Quanto a música eletrônica estar morta, alguém precisa avisar o Skrillex, o rapaz tá milionário, a trilha do Esquadrão Suicida vendeu mais de um milhão de cópias e o cara é um dos top list billboard e do spotify.

Obs: Eu não sou muito chegado em música eletrônica, mas procuro me manter informado.

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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waltercruz

Vamos lá, menos calor e mais luz!

É lógico que ritmo é importante, ninguém discorda disso, o problema é reduzir uma música apenas em ritmo e submeter os outros elementos a ele, algumas nem melodia possuem, entendeu agora ?

Qualquer tipo de música que precisa ter mulheres de bikini em seus clips como chamarisco visual é porque a música em si não é capaz de atrair ouvintes, se você digitar no youtube Electro, House Music ou Lounge pode confirmar o que eu disse.

É como eu disse no início, se olharmos para a situação sem paixão fica mais fácil compreender.

The Man Who Sold The World
Veterano
# fev/17
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Skrillex
nao curto kkkkkkk não vejo musicalidade naquilo que ele faz
acho isso da hora pra caramba:


Teclista
Membro Novato
# fev/17
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Lelo Mig

Então você coloca Valesca Popozuda no mesmo patamar de Bach, Haendel, Haydn, Mozart e Beethoven ? É óbvio, pelo menos pra mim, que existe um abismo de diferença ai.

Não se pode determinar a qualidade de algo pela quantidade de dinheiro que faz, você esta reduzindo arte a um mero produto comercial.

JJJ
Veterano
# fev/17 · Editado por: JJJ
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Lelo Mig
Enquanto a questão estava no gosto não gosto tudo bem... Quando começa com "música inferior" e "música superior".....aí ferrou!

Eu já imaginava que uma hora isso ia acontecer. Mas até que durou bastante... Minha intenção, acho que você concordará, foi discutir no alto nível. Se virar barraco, eu fecho. Mas ninguém chegou nesse ponto, pelo menos até agora.

Buja
Quando o pop/rap comecou a imperar nos final dos anos 00, e até a pouco tempo, o rock/metal morreu. E isso pra mim foi dificil de engolir. Pra te falar a verdade, so ouvi enimem e 50 cent agora em 2017 e nao mais que 5 musicas. Epoca triste da vida rsrsrs.

Cara, posso te garantir que aquela época foi MUITO mais barra pesada. A única mídia que existia era TV (só a aberta analógica, o que significa uns 3 canais que "pegavam"), rádios e revistas. Se você tira o suporte a um estilo de uma hora pra outra, ferrou... tudo que eu gostava de ouvir, de repente, sumiu do mapa.

Eu também gosto de Bee Gees, hoje (e antes da era disco, eu achava meio mela-cueca, mas tinha umas coisinhas mais ou menos...). E mesmo coisas altamente "disco" como Chic e KC & Sunshine Band, eu consigo ouvir e reconhecer o valor (ainda mais hoje em dia, com tudo o que apareceu de porcaria de lá pra cá... rs).

Agora, naquele momento, era "guerra". E guerra é guerra, né? rs

waltercruz
Veterano
# fev/17
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Então você coloca Valesca Popozuda no mesmo patamar de Bach, Haendel, Haydn, Mozart e Beethoven ?

bela falácia do espantalho aqui.

acabaramosnicks
Membro Novato
# fev/17
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Teclista
Então você coloca Valesca Popozuda no mesmo patamar de Bach, Haendel, Haydn, Mozart e Beethoven ?

Acho que vc está misturando as coisas ou não entendeu nada do que foi escrito:

Quanto a música eletrônica estar morta[...]

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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waltercruz

Não é falácia do espantalho, apenas peguei dois exemplos extremos, porém reais, pra ficar mais fácil visualizar a diferença de um para o outro.
Existe sim música ruim e música boa, e foi isso que eu quis demonstrar com esse exemplo, como resposta de quando o Lelo Mig disse:
Quando começa com "música inferior" e "música superior".....aí ferrou!


Enquanto você não enxergar o assunto objetivamente e deixar a paixão de lado, não vai entender.

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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Não me entendam mal, não se trata de preconceito ou birra, mas não tem como negar que nada do que tem sido feito se compara com as obras dos autores que eu citei antes, e na minha opinião tem a ver com a estrutura das músicas atuais que priorizam o ritmo e deixam de lado a melodia e a harmonia.

waltercruz
Veterano
# fev/17
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apenas peguei dois exemplos extremos, porém reais, pra ficar mais fácil visualizar a diferença de um para o outro.

reductio ad absurdum então. whatever.

makumbator
Veterano
# fev/17
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Teclista
problema é reduzir uma música apenas em ritmo e submeter os outros elementos a ele, algumas nem melodia possuem, entendeu agora ?

É impossível dissociar melodia de ritmo, uma vez que o ritmo faz parte da construção melódica. Afinal, melodia não é apenas um enfileiramento de frequências sonoras. Tem muito mais que isso, e muito mais até que a mera combinação de frequência (nota) com ritmo (figuras rítmicas usadas na melodia). Há a agógica, fraseado, a ideia de motivos, etc...

locostras
Membro Novato
# fev/17
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existe música superior e música inferior sim já que etnia e o conceito dela é abaixo do conceito de raça A B C.
na África se faz instrumentos com tripa de bode e no Brasil a corda Rouxinol é coisa de sertanejo.

Insufferable Bear
Membro
# fev/17
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O mais importante da música é o som, o resto é construção formal.

Eu acho que comentei no comecinho do tópico sobre a pobreza que é a música quando se considera apenas melodia, ritmo e hamonia. É por isso que não se consegue apreciar música eletrônica, porque ela vai além dessa equaçãozinha mequetrefe.

makumbator
Veterano
# fev/17
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Insufferable Bear
O mais importante da música é o som

E o silêncio (só pra complementar).

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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waltercruz
Vou te explicar mais uma vez, tente parar o que esta fazendo e focar aqui pra ver se compreende OK. Dei um exemplo real, não é uma hipótese, para ficar evidente que existem categorias de músicas, umas estão em níveis superiores e outra em inferiores. Das duas uma, ou você realmente tem dificuldades para compreender o raciocínio, ou é apenas desonesto.

makumbator
"É impossível dissociar melodia de ritmo"
Eu concordo, também reconheço a importância do ritmo, mas modificaria sua frase para: É impossível dissociar melodia de ritmo e continuar chamando de música.

Insufferable Bear
Isso que você chama de equaçãozinha mequetrefe apenas deu origem a obras primas, me avise quando algum Electro da vida chegar nesse patamar com ou sem essa equaçãozinha mequetrefe .

entamoeba
Membro Novato
# fev/17 · Editado por: entamoeba
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Cheguei a achar que um dia o Prodigy teria o status do Metallica... algo deu errado.

A música eletrônica fazia (e faz) muito sentido. Ela não é exatamente um gênero, mas um conjunto de recursos que amplia as possibilidades de composição. Como isso pode ser ruim?

Foda é que show de música eletrônica tem um ar de karaokê/playback...

entamoeba
Membro Novato
# fev/17
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Há algo de especial na execução ao vivo.

Lelo Mig
Membro
# fev/17
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entamoeba

"Foda é que show de música eletrônica tem um ar de karaokê/playback..."

O Prodigy tenta quebrar um pouco isso e costuma fazer umas apresentações bem viscerais...



makumbator
Veterano
# fev/17
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Teclista

O que eu quis dizer é que melodia é também ritmo. Não dá para achar que melodia são apenas notas enfileiradas.

Ismah
Veterano
# fev/17
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Ah céus... De novo pessoal nessa de superior e inferior...

Música é arte, arte é um produto. Um produto que não vende, sai de circulação. Por isso o jazz morreu, o blues praticamente, e o rock está indo pelo mesmo buraco. O metal ainda está se salvando, nos shows que vem rolando...

Quanto a mulheres de biquini, também existem homens, não de biquini, mas só fio dental. Recentemente recebi via "Uátis" um vídeo de uma banda, grind gore sueco, que coloca dois casais nus, transando no palco.

E vale lembrar que o que trás público, são mulheres - de biquini ainda mais, a conotação sexual sempre atrai público. Não sei o atrativo de mulheres que tem nos bailes funk, se alguém souber...

Ismah
Veterano
# fev/17 · Editado por: Ismah
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JJJ
Slash dançando e pedindo pra galera bater palmas, enquanto a guitarra faz tudo sozinha! Idem para o solo, idem para as demais partes das demais músicas. Um ótimo "animador de platéia", mandando o pessoal dançar, bater palma, pular... mas e musicalmente, como ficamos?

Jota o lance é que tu está partindo de um conceito muito corrompido da coisa. A intro de SCOH é um riff consagrado, e digamos que tem "dono", já que é impossível desassociar a música da banda. OK?

Agora, eu resolvi inovar!. Componho 5 tipos (1 a 5) de 6 loops (A até F) de 4 compassos:

1 - groove mais exímia blast beat
2 - três compassos normais, finalizando com uma virada
3 - bass bem fuzzy
4 - riff de guitarra base from hell de 7 cordas
5 - um solo riff de algum instrumento variado de 8 compassos

Certo, agora tenho loops prontos, que foram compostos por uma pessoa de verdade, tocados e gravados realmente, por músicos de verdade com instrumentos de verdade, numa sala de verdade.

E se distribuo-os em um PAD desses que mostrei, eu seria músico ou não? rsrs

Mas é bem semelhante ao que alguns "tecladistas" fazem em alguns shows por aí. Ou não?

Nessas, posso questionar porque guitarristas usam efeitos, e não deixam ela soar como uma guitarra de verdade.
"Ah mas o tecladistas apertam um botão que faz disparar uma sequência pré-determinada de notas."

Ok, está correto. Mas porque então se usa efeitos diversos em guitarra que buscam simular dobras, que não existem de verdade?

Chorus, busca imitar o som de duas guitarras juntas, invés de usar duas guitarras? Ou ao menos um 12c? "Ah mas é tocado". Sim, mas no meu exemplo anterior também é tocado, apenas foi gravado a mais tempo - o que o chip de delay, ou o cabeçotes no caso dos delay de fita, fazem, não deixa de ser gravação. Certo?

Harmonizers diversos criam harmonias a partir de notas soltas...

Em teclados o arpegiattor geralmente é tratado como um efeito adicionado. Ninguém aperta um botão e sai a música pronta.
Desculpe Jota, mas tu estás MUITO, MUITO a parte de como se produz musica atualmente.

Teclista
Membro Novato
# fev/17
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A música eletrônica amplia as possibilidades de composição. Como isso pode ser ruim?


Claro que amplia as possibilidades de composição, olha ai como da pra usar elementos da música eletrônica, como os loops e as repetições para criar expectativa, por exemplo. Tem uma backing track mas ainda assim o elemento humano prevalece.



Insufferable Bear
Membro
# fev/17
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Isso que você chama de equaçãozinha mequetrefe apenas deu origem a obras primas
Não, as obras primas foram criadas apesar da limitação imposta pela equaçãozinha. E muitas outras obras primas foram criadas que quebraram esse paradigma, isso é basicamente a razão de existência da música erudita do século XX.

Por isso o jazz morreu
Só que não, né...


Insufferable Bear
Membro
# fev/17
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uma backing track mas ainda assim o elemento humano prevalece.
Às vezes a intenção do compositor é justamente excluir o elemento humano da execução, por exemplo, Frank Zappa deixou isso bem claro quando começou a usar o Synclavier e John Cage usou aleatoriedade pelo mesmo motivo.

Ismah
Veterano
# fev/17
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Insufferable Bear

Foi em resposta a mim quanto a morte do jazz?

Se tu gosta excelente, eu também gosto um pouco, mas somos exceção de uma maioria massiva.

Insufferable Bear
Membro
# fev/17 · Editado por: Insufferable Bear
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Ismah
Isso não é o mesmo que a morte, tu tá simplificando demais as coisas igualando música a comércio, e não dá pra dizer que metal tá tão acima do jazz nesse quesito não, isso é viés cognitivo, prefiro minhas estatísticas bem feitas antes de aceitar afirmações categóricas a respeito da população.

E esse álbum do Kamasi Washington em particular é bem famoso, por isso é exemplo.

Lelo Mig
Membro
# fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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Ismah

Cara, acho que concordo com o Insufferable Bear...

Não morreu o Jazz.......não morreu o Rock, nem o Forró, nem o Metal, nem o Punk, nem o Maxixe...

Têm público cara... fora da massa? da grande mídia? Sim... a mídia é a mídia, sabemos como age, quais são seus interesses e blá, blá, blá...

Mas, ainda têm gente fora do padrão, buscando coisas menos óbvias, mais experimentais...

Aqui no FCC mesmo, tem muita gente com gosto diferente, mas igual conhecimento de coisas "underground" do estilo que se identifica.

É pouco... mas ainda mantém a chama acesa.......tenho uma pá de amigo que toca e ouve Jazz, como "prato principal" .

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