Sepultura e Angra no trio elétrico

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Calime
Veterano
# mai/16
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Xeper

Foi o que disse acima. Banda promissora, pela idade dos moleques, mas nada inovador

nichendrix
Veterano
# mai/16
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Por mal que pergunte, o que diabo o sepultura anda fazendo, ainda existe mesmo ou virou o kid abelha do metal, existe só no nome por preguiça de anunciar que acabou?

Ismah
Lelo Mig

Essa foi pra entrar na história do FCC, deviam fazer o meme pra ficar junto com o macaco do MauricioBahia... kkkkkkkkkk

Xeper

O problema que tem tanta coisa errada com o metal de hoje em dia, qualquer coisinha mais bem feitinha e que remonte ou ao novo ou aos tempos áureos, já vira mito pra geração youtube.

Julia Hardy

Tranquilo mocinha, eu não sou de briga.

Pra mim Angra é como Stratovarius, uma banda que o mundo pode perfeitamente viver sem e quem conheceu provavelmente viveria melhor se não tivesse conhecido... kkkkkkk

Ismah
Veterano
# mai/16
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nichendrix

Qual a do macaco do Bahia?
E eu gosto de rock europeu, não-inglês rs

nichendrix
Veterano
# mai/16 · Editado por: nichendrix
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Ismah
O que tem é isso aqui:

O Macaco

Eu sou louco por Rock inglês, não dá pra negar que a negada na terra da rainha manja de como fazer os paranauê, até mais que os americanos... kkkkkk

makumbator
Veterano
# mai/16
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nichendrix
Eu sou louco por Rock inglês, não dá pra negar que a negada na terra da rainha manja de como fazer os paranauê, até mais que os americanos... kkkkkk


Concordo totalmente e sempre achei isso hilário (dos britânicos com uma população bem menor serem consistentemente melhores por décadas a fio que os inventores da parada).

É como se os portugueses se tornassem os maiores sambistas do mundo.

Ismah
Veterano
# mai/16
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makumbator
nichendrix

Acredito que a resposta seja a proibição indireta, e marginalização do rock nos EUA dos anos 50. Acho que existiu uma lei na época. O Blues já havia migrado para a terra da rainha, e com o rock não foi muito diferente.

Nos EUA, o rock que ficou, se rendeu/escondeu por 20 anos no country, twist, surf music, soul e reggae (que levou a ganja da Jamaica para a terra do tio Sam)...

nichendrix
Veterano
# mai/16
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makumbator

Até a preferência nacional de Portugal a gente aperfeiçoou e fez melhor.

Ismah

Não creio que isso tenha muito a ver com os motivos do Rock Inglês ter se tornado tão superior ao americano. Houveram proibições que nunca duraram, houve uma comoção social sim, mas creio que o Paul Friedlander está certo no livro dele (Rock and Roll: Uma História Social).

Quando ele analisa as razões de porque não só o Rock Inglês de repente se tornou a referência mundial e mais duradoura para o que é Rock ele chega a conclusão que esse espírito contestador e altamente sexualizado do Rock and Roll não se adaptava ao estilo de vida de boa parte da sociedade americana da época e por isso encontrou uma grande resistência da de movimentos sociais religiosos, defensores da família tradicional e também da tendência puritana dos americanos.

Já no Reino Unido e na Europa em geral havia uma atmosfera favorável a esse espírito, é só ver a diferença de aceitação do Jazz na França e na Alemanha nos anos 40 e 50 e de como questões religiosas, sexuais e raciais tiveram pouca ou nenhuma influência na aceitação do estilo. Para ele o pós-guerra forçou a Europa a ter que lidar e superar rapidamente vários conflitos sociais existentes e isso criou um ambiente mais aberto sexualmente e onde a contestação e até a agressividade de estilos como Bebop e o Rock and Roll podiam florescer sem censuras. Até a questão sexual já era muito bem resolvida na Europa, visto que a guerra deixou uma legião de mães solteiras, seja porque ficaram viúvas, seja porque engravidaram de relações extraconjugais com os soldados estrangeiros (o próprio Clapton é fruto de uma relação assim).

Já nos EUA, ele acredita que até já existiam os movimentos sociais que iriam garantir uma legião de fãs para as bandas inglesas nos anos 60, mas que esses movimentos ainda estavam muito no começo e só se consolidaram em meados dos anos 60.

Outro fator que ele atribui que contribuiu para os próprios americanos comprarem mais a ideia do rock inglês do que o do americano foi uma certa característica da música deles que surgiu por acaso. Muitas bandas inglesas surgiram em cidades portuárias ou Se não surgiram aí, tiveram que ir para outras cidades portuárias por toda Europa, isso fazia com que tivessem contato com uma infinidade de estilos musicais que nos EUA eram coisas de guetos, mas que eles não sabiam, pra eles tudo isso fazia sucesso nos EUA, em algum ponto eles começaram a misturar esses sons, criando uma nova música que era familiar a um número muito maior de pessoas na terra do Tio Sam, do que os artistas originais que os inspiraram.

E sobre o Reggae, ele primeiro fez sucesso em praias Inglesas, até porque a Jamaica era colônia inglesa e era muito mais fácil para um Jamaicano ir para Londres do que entrar nos EUA. Tanto que o sucesso dele se deu por lá muito antes, enquanto ele só ficou realmente famoso nos EUA lá por idos de 75, em 68 ele já estava tocando com muita gente grande na terra da rainha. Ele até tentou entrar nos EUA nessa época, mas ninguém comprou a ideia, até tentaram mudar o estilo dele para algo mais americano, mas não rolou e ele voltou pra Londres pra construir a fama dele.

Kuro
Membro Novato
# mai/16
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Caraca, essa Julia quer se achar superior a qualquer custo, pqp.

Se tu não gosta, não ouve, whatever.
Teu gosto não é melhor do que de ninguém não hauha.

Ismah
Veterano
# mai/16
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nichendrix
grande resistência da de movimentos sociais religiosos, defensores da família tradicional e também da tendência puritana dos americanos.

Resumi isso com "a proibição indireta".

é só ver a diferença de aceitação do Jazz na França e na Alemanha nos anos 40 e 50 e de como questões religiosas, sexuais e raciais tiveram pouca ou nenhuma influência na aceitação do estilo

Disso posso falar, sou apaixonado pelo período das duas grandes guerras na Europa. Jazz foi acho um fenômeno maior no velho mundo que na sua origem... Mesmo na primeira já era bem difundida algo assemelhado ao jazz. Na França deu sentido aos Cabaret's.

nichendrix
Veterano
# mai/16
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Ismah
O problema é que isso não pode-se dizer que gerou uma proibição, acho até que exacerbou o desejo da juventude da época por Rock, isso teve um impacto maior na indústria musical, é quando botam o Elvis para parar de rebolar e ficar cantando baladas e fazer filmes água com açúcar. Isso em parte porque os grupos "fundamentalistas" tinham um peso enorme na venda de outros estilos, mesmo não tendo peso no Rock, nenhuma gravadora queria comprar briga com eles e sofrer um boicote.

Só que de qualquer forma o Rock e suas variantes terminou virando uma música prevalente em diferentes guetos, que somados deveriam até ser a maioria da população, mas como não se "falavam" entre si era um mercado bem fragmentado.

Do outro lado do Atlântico a coisa era diferente, essas vertentes do rock iam conversando entre si e se misturando e amalgamando numa coisa muito mais sólida e abrangente e que transcendia um grupo específico. Era essa mistura entre as várias vertentes que era impossível nos EUA, porque quem ouvia rock de branco não ouvia de negro, quem ouvia os salientes rebolativos não ouvia os comportados quase country, quem ouvia os com grupos vocais e big bands não ouvia os com guitarras frenéticas e distorcidas e vocais rasgados e por aí vai.

Ismah
Veterano
# mai/16
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Saquei, agradecido pela aula.

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