Porque pessoas que não entendem de música hoje em dia conseguem fazer sucesso?

Autor Mensagem
rcorts
Veterano
# jul/15
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Ismah

Quero dizer, em função da globalização hoje um peida do outro lado do país, dá pra sentir o cheiro aqui no sul.

Mas e que isso tem a ver com o falar? Tudo.


Concordo, hoje aqui no Goiás, pra se ter ideia, na UFG há professores e alunos de todos os 5 cantos do país (sem falar na presença de pessoas de outros países, que são muito mais do que há 7 anos, quando me formei). Antes essa era provavelmente uma realidade maior em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Mas hoje está se espalhando por todo o país.

Bom, e esse quadro que eu pintei não é exclusivo do meio acadêmico. Moro em um condomínio de prédios e tem gente aqui da Paraíba, Maranhão, Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e por aí vai. E no centro da cidade, um grande bolo dos comerciantes são chineses e se vê rotineiramente pelas ruas uma grande quantidade de haítianos e outros estrangeiros de países africanos.

Ismah
Veterano
# jul/15
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rcorts

Humanidades não pelo amor de Zeus, Odim, Thor, meu gato ahuahauahh

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Wuju Wu Yi
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Ismah
Bem interessante cara. kkk Eu tava pensando em alguma hipótese de a educação ser mais valorizada e as educadoras serem mais rigidas ou algo assim, mas tua explicação tem sentido.

rcorts
Só devemos lembrar que o pop é muito amplo para ser colocado no mesmo balaio. E a própria literatura às vezes é muito pop para ser sempre eruditizada, o que também exige balaios diferentes, concorda?

Concordo sim.

eu quis separar a idéia de que a princípio leitura é Igual a desenvolvimento cultural Em Geral, e mais específicamente musical. rs

Segundo, não afirmei que SOMENTE pessoas com o hábito de ler tenham a capacidade para apreciar obras com conteúdo estético mais bem elaborado, ou capacidade de fazer uma avaliação crítica de um estilo musical ou mesmo uma peça isolada. Acho bom nem tocar em estilos, pois isso sim seria generalizar, e não gosto de fazer isto. Inclusive, não afirmo com veemência que todo funk ou todo sertanejo universitário seja a mesma coisa e fadado ao lixo. Não sou deste tipo de posicionamento. Prefiro analisar obra por obra, banda por banda, álbum por álbum, em vez de jogar essa carga sobre qualquer estilo que pode ter todo tipo de artista, de charlatões a românticos, do lixo ao luxo.

Cara, muito bom. Ótima visão.

Ah, para ficar mais claro ainda, o conceito de leitura não deve se resumir apenas à leitura de livros, mas deve ser extendido também a outras formas de leitura, como por exemplo a leitura que uma pessoa faz do mundo ao seu redor, do seu círculo social e dos fatos a que se expõe. São as pessoas letradas pela vida, e isso também é uma forma de leitura, a qual não desprezo de modo algum. Mas até isso parece que está empobrecido no mundo de hoje.

Também muito bom. O ato de "Ler" as coisas e até mesmo pessoas é algo que faz a percepção de realidade saltar em outro nível. Uma pena que poucas pessoas colocam este tipo de conceito em prática.

Então, esclarecida a importância que eu atribuí à leitura, continuo achando que sim, o mundo hoje lê menos que há poucas décadas e a criatividade artística meio que ficou condicionada a uma ordem de processos mais superficiais e efêmeros. Bagagem é importante. Não se faz um omelete sem ovos!

Olha, vou falar uma coisa, acho a leitura de uma forma geral Muito importante, mas tenho minhas dúvidas se os grandes astros musicais, especialmente os de rock/metal, eram grandes leitores. rs

Ismah
Veterano
# jul/15
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Wuju Wu Yi
tava pensando em alguma hipótese de a educação ser mais valorizada e as educadoras serem mais rigidas ou algo assim

Ambas são hipóteses. Considerando a época de 80, que não se podia importar nada com custo viável, e haviam grandes incentivos para a indústria interna, era plausível que a educação também era mais valorizada (pelo estado, e pelo mercado de trabalho, ao menos). A rigidez é vero, estava lá presente. Mas ainda valia a regra de quem não quer, não tem o que obriga.

rcorts
Veterano
# jul/15
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Wuju Wu Yi
Olha, vou falar uma coisa, acho a leitura de uma forma geral Muito importante, mas tenho minhas dúvidas se os grandes astros musicais, especialmente os de rock/metal, eram grandes leitores. rs

Tenho certeza de que muitos deles não eram grandes leitores, he he! mas afinal, já que a discussão prosseguiu, quem disse que rock é superior só por ser rock? Tem muito rock que escuto só pelo instrumental, outros também pela letra. Mas em muita letra de rock se encontra uma leitura interessante (de mundo) feita pelo artista. Um exemplo, Confortably Numb, outro: Another Brick in the Wall. Como eu disse na última postagem, é uma leitura de mundo, mas que seja.

Agora, tenho certeza de que outras bandas pelo menos algum tipo de leitura (de livro mesmo) tinham. Por exemplo, me lembro de ver uma entrevista do Robert Plant em que ele falava que gostava muito de ler textos celtas, e que o Jimmy Page tinha o seu jeito peculiar de tocar rock n' roll e que o Led Zeppelin meio que combinou esses dois elementos para formar a sua identidade.

Em outras bandas pode-se facilmente notar algum nível de leitura. Veja em Jethro Tull Cold, Wind to Valhala. Sequer uma vez que seja os caras devem ter lido nem que fosse algumas páginas para ter um mínimo de conhecimento sobre o que eram as Walquírias.

O que talvez tenha ficado confuso é que pode ter parecido que eu liguei a leitura como requisito para fazer música (leia-se: músicas com letras). Na verdade, só quis levar a reflexão de que antigamente, mesmo na escola, o nível de leitura exigida era um pouco maior que atualmente. O valor que a leitura tinha nas sociedades era de certa forma maior que hoje em dia. Este é apenas um exemplo. Não há a necessidade de que um rock star em plena carreira fosse um leitor assíduo. Não é essa a ideia. Mas as pessoas de gerações anteriores certamente liam mais. Nem que fosse para atender o currículo escolar, e eu não tenho a mínima dúvida de que isso ajudava na hora de escrever letras mais interessantes.

Agora, vamos fugir de rock, pois chega a ser maçante ficar citando rock pra tudo. Peguem um Chico Buarque da Vida, peguem um Djavan, vejam as letras destes caras. Agora pegue um moleque que quase nada lê, ou que leu muito pouco e pior, muito pouco interpretou do que leu. O que um indivíduo desse poderá escrever que agregue uma visão de mundo ou que tenha algum valor poético?

A tecnologia, o entretenimento fácil, a velocidade com que as informações circulam e com que os fatos se tornam passado tornaram o hábito de ler de certa forma obsoleto, isso é fato. Agora reflita, você já deve ter visto algum filme baseado em obra literária que também já leu. A sensação, a forma de apreciação e de assimilação da obra lida e assistida foram as mesmas? óbvio que não.

A ideia central é bem básica, não tem o que complicar.

Abç.

rcorts
Veterano
# jul/15
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Ismah

Entendo, há há! A mesma coisa que meu primo sempre dizia, até abandonar o curso de Farmácia e se formar em Direito.

Ismah
Veterano
# jul/15
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rcorts

Não captei (talvez seja a hora);

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Wuju Wu Yi
Ismah
rcorts

Muito bom seus posts.


rcorts

O melhor parágrafo de seu discurso foi esse:

Ah, para ficar mais claro ainda, o conceito de leitura não deve se resumir apenas à leitura de livros, mas deve ser extendido também a outras formas de leitura, como por exemplo a leitura que uma pessoa faz do mundo ao seu redor, do seu círculo social e dos fatos a que se expõe. São as pessoas letradas pela vida, e isso também é uma forma de leitura, a qual não desprezo de modo algum. Mas até isso parece que está empobrecido no mundo de hoje.

Isso faz com que entremos em um consenso, pois quando eu disse "leitura" estava me referindo semanticamente a algo bem abrangente, como você disse no parágrafo acima. O problema de muitas pessoas é que elas não fazem nenhum tipo de "leitura" (seja a leitura tradicional ou a leitura a que você se referiu acima). Ok, há causas das mais diversas ordens para isso, como reiteramente já disse, mas não vamos entrar por essa temática, senão o tópico entrará num círculo vicioso).

Sobre a leitura ainda preciso falar algumas coisa.

Há esses 2 tipos de "leitura" e vamos, então, caracterizá-las bem:

1) Leitura tradicional (livros, jornais, revistas, até mesmo alguns posts desse forum):

Esse tipo de leitura que sempre fez parte de meus hábitos (principalmente livros e Internet) sem dúvida aumenta muito diversas competências cognitivas. Nossos neurônios não estão aqui de enfeite!
Obs: Esse tipo de leitura 1 nos deixa "cultos".

2) Leitura das coisas que estão ao nosso redor (fatos, idéias, percepções da realidade de um modo geral):

A palavra mais próxima para esse tipo de leitura que me vem à mente agora é "discernimento". A leitura do "tipo 1" contribui e contribui muito para o indivíduo ter mais "discernimento" das coisas, "desde que" (minha vontade era colocar esse "desde que" em maiúsculo, mas o forum não permite) o indivíduo deixe sua mentalidade flexível para mudanças, caso contrário, ele irá ler milhares de livros (leitura do tipo 1), ter milhares de vivências (leitura do tipo 2) e continuar um "ignorante". Aqui novamente poderíamos entrar na questão das causas das coisas (nesse caso, para mim, seria de ordem neurobiológica), mas vamos deixar esse foco para lá, pois viraria outro tópico.
Só para terminar, esse segundo tipo de leitura pode ser desenvolvida quando alguém desenvolve uma certa virtude. Ex: Dedicar-se seriamente a algum instrumento musical. Isso explica músicos que não liam tanto ou nada liam praticamente, mas tinha essa segunda forma de leitura bem aguçada, pois viam a realidade com uma leitura bem próxima do que ela realmente é.
Obs: Esse tipo de leitura 2 nos deixa "sábios".

Vocês podem pensar:

Mas há super instrumentistas, então eles têm esse 2º tipo de leitura, mas no final da vida eles se acabam com as drogas.

Mas mesmo assim, eles podem ser considerados sábios na arte de verem o mundo. O que os levaram a tragédias são coisas das mais diversas ordens. E sabemos que, apesar de tudo, somos feitos de carne e osso. "Ação tal, reação tal" num corpo biológico e diferente de uma ""Ação tal, reação tal" num aço, por exemplo.

Enfim, o segredo é:

Tente dedicar-se a algum tipo de virtude, seja ela qual for!

A Madre Tereza de Calcutá resolveu desenvolver a virtude da ajuda ao próximo e isso com certeza fez com que ela tivesse esse segundo tipo de leitura bem desenvolvido.
Esse tipo de virtude de ajudar, naquilo que podemos, o próximo seria uma virtude que deveria ser fixa. Já as outras a gente escolheria (artes, estudos ...)

Já que citei "discernimento", acho importante deixar bem claro algumas coisas:

Não podemos colocar no mesmo balaio (utilizando o termo do colega) coisas claramente discerníveis, vejamos:

- Será que todo mundo consegue diferenciar musicalmente e culturalmente o funk ostentação de hoje em dia com o funk melody que coloquei alguns vídeos no meu último tópico ? Infelizmente não. Vejam tudo com o mesmo ar de preconceito.

- Quando surgiu o "passinho do romano" as pessoas ficaram sabendo que a origem era dos funkeiros. Pronto! Isso já bastou para chuvas e mais chuvas de críticas.

É isso que eu fico "ferrado". O que tem a ver uma dança diferente, criativa, como muitas no mundo, sendo comparada com letras "sebosas" que vemos em muito funk por aí ? Nada. Olhando apenas pelo aspecto da dança, não há nada demais.

Se olharmos para o aspecto sociológico da coisa e sabermos que a maioria daqueles jovens leem muito pouco (considerando ambas as leitura sobre que debatemos hehe) ou não se interessam por várias virtudes humanas (refletir sobre os problemas sociais, dedicar-se a algo intelectual ou artístico, ex: xadrez, tentar aprender algum instrumento musical, pintura, estudar para uma faculdade, concurso, escultura, informática, etc ...), daí sim temos um problema de verdade.

Por que não ter o preconceito com o balé, por exemplo ? Simples.
Os bailarinos geralmente são de classes mais favorecidas e estão engajados em várias das virtudes a que me referi acima.

Mas e quanto à dança em si ? É ou não é algo a se refletir em nossa sociedade ?

O problema do Brasil é não estimular "virtudes". Isso desde os tempos da escola.

Quem era o aluno mais admirado ?

O que sempre tirava 10 ou aquele que era burro pra car...lho, mas era bem popular ?

Os tempos passaram e estes "populares" são subordinados em empresas tendo como chefes aqueles nerds sobre quem eles zombavam.

Vi uma palestra uma vez na TV Cultura sobre um filósofo (especialista em cultura grega, o cara era extremamente culto, falava grego e tal) dizendo que na sociedade poderíamos dividir tudo em 2 grupos de atividades:

As dionisíacas (Dionísio era o deus do vinho, da farra, das orgias, festas, da bagunça, do sarcásmo, etc ...) e apolínios (Apolo era o deus da perfeição, da virtude, do "politicamente correto", das altas habilidades, das artes, da supremacia das coisas, etc ...).

O legal dessa palestra é que ele ia dando vários exemplos na nossa sociedade de atitudes dionisíacas e apolíneas ...

Ex: O carnaval é altamente dionisíaco (isso não signifique que pessoas com virtudes apolíneas não gostem dele)

Ex: O indivíduo praticando um instrumento musical e percebendo a beleza nos sons que ele houve é uma tarefa altamente apolínea (este exemplo sou eu que estou dando, mas é só assistir a palestra e ver que está condizente com tudo o que o Prof. Medina disse)

Vou ser provocador agora (assim como nosso saudoso Abujamra) e perguntar ?

Todos nós aqui do forum e do mundo estamos sabendo separar (discernir) o que é apolíneo e o que é dionisíaco ?

Obs: Vejam o vídeo e percebam que o professor não está associando "coisas dionisíacas" como "erradas" e "coisas apolíneas" como sempre certas.




O importante é o flow de saber usar, identificar, discernir uma coisa e outra em momentos certos.

Exemplos:

Quando uma atividade apolínea pode ser prejudicial ?

- Um pianista (atividade apolínea) dedicando-se em excesso e tendo problemas com as articulações e impossibilitado de tocar pela vida toda (Maestro João Carlos Martins)

- Qualquer atividade que leve à abstração mental (coisas apolíneas), se houver exagero e busca compulsiva por algo inatingível pode gerar loucura e em alguns casos suicídio. A história está repleta disso. Pode ser nas ciências exatas, músicas complexas, jogos de raciocínio, etc ...

Quando uma atividade dionisíaca pode ser benéfica ?

- Ouvir uma boa piada ou ver um belo vídeo de pegadinha no YouTube, por exemplo, (Há vários, inclusive com aspectos mistos, pois há muitos com muita criatividade no humor, logo são dionisíacos (bobagem das brincadeiras hehehe), mas também apolíneos (criatividade)).

- Jogar conversa fora com os amigos.

- Ir para a praia relaxar.

etc ...

Então quando falarmos de música, sempre devemos discernir o que é apolíneo e o que dionisíaco, ainda que não façamos menção a esses termos. Sempre lembrando que Apolo não significa que é o "certinho" da história" e "Dionísio" é a "pá-virada" hehehe. São apenas elementos mitológicos presentes em tudo o que vemos ao nosso redor. cada um tem a sua importância em momentos adequados e, em muitas das vezes, juntos.

pianoid
Veterano
# jul/15 · Editado por: pianoid
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fui assistir um dos vídeos postados de funk e pagode brega e não aguentei 1 minuto antes de contrair câncer. Não recomendo

gozado que a discussão era sobre música e agora rapidamente já descambou para leitura, até leitura de analfabetos. Inevitável, já que toda discussão sobre música não instrumental - verdadeira música- inevitavelmente se concentra nas letras, já que o resto é tai pobre que não há muito a se falar.

pois bem, estamos progressivamente vivendo numa era não-verbal. o minimalismo vocabular do fanqui não é só coisa de pobre, é um reflexo geral de uma era e cultura pós-literária. O homem das cavernas pintava seu mundo com traços toscos numa forma de deixar registrada sua cultura e esperanças. Há uns cinco mil anos aqueles traços foram estilizados e passaram a representar idéias abstratas inscritas em pedra ou tabletes de argila. O verbo passou a ser sagrado, registro de ações de reis, heróis e deuses. Durante os próximos milênios, mais e mais pessoas se educaram na civilização lendo os clássicos e notícias de sua época. Mas em fins dos século XIX surgiu o registro áudio e visual direto e hoje todo mundo tem um registrador e difusor de bolso. O verbo deixou de ser sagrado e foi até esquecido - livros hoje só servem como script para o próximo blockbuster, geralmente cheio de explosões vazias e diálogos insossos. Não se registram feitos de heróis, registra-se o que há de mais sórdido em nós, videocassetadas de outros se foldendo ou outros foldendo.

com sorte todos esses registros magnéticos vão se perder com algum grande EMP natural ou artificial e no futuro vão lembrar desta como uma grande era das trevas não-verbal...

falemos mais de música e notas, dessa grande arte abstrata e não-verbal

entamoeba
Membro Novato
# jul/15
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pianoid
dessa grande arte abstrata e não-verbal

Apesar de concordar com grande parte do que você escreveu em teu post, acho que você deveria ter mais cautela para afirmar isso! se esforce mais, retome o que disse na nossa última discussão e veja se você pode bater o martelo e afirmar que a música (sem letra) é mesmo abstrata.

pianoid
Veterano
# jul/15
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ainda sobre leitura e música: acredito que a maioria dos músicos são bem ignorantes mesmo

esses rockeiros eram tudo um bando de ze dorguinha, se leram alguma coisa era só gibi ou seu manifesto satânico ou pagão favorito

funk não precisa nem falar nada, tudo pobre analfabeto xinxeiro com vocabulário limitado a intervenções policiais, cachorras e o desejo por tênis e eletrônicos caros

axé é feito pra puxar povo atrás de carros de som e incitar a fazer mais povo

sertanejo é só sobre rancho fundo ou viola ou dor de corvo ou tudo junto

MPB foi diferente pq reunia uma pequena nata de intelectuais em torno de um violão apossado de um samba-choro de frases melódicas longas e de versos de Vincius de Morais

não pensem que estou sendo elitista: Beethoven também era um ignorantão em geral, assim como a maioria dos compositores de sua época, só sabiam mesmo ler e escrever música. Sim, ele lia Goethe e Schiller e até conhecia Kant, mas era leitura rasa, normalmente dominada pela emoção dionísica. Foi péssimo aluno na escola também

pianoid
Veterano
# jul/15
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entamoeba
retome o que disse na nossa última discussão e veja se você pode bater o martelo e afirmar que a música (sem letra) é mesmo abstrata.

assim que você traduzir pra mim a seguinte frase:

http://i1373.photobucket.com/albums/ag373/fotograma/Mobile%20Uploads/S creenshot_2015-07-19-10-43-27_zpspypw9teb.png

pianoid
Veterano
# jul/15 · Editado por: pianoid
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Wuju Wu Yi
Eu sou "eclético" como você (não gosto desse termo kk), vejo qualidades em Quase tudo, e sou aquele cara que tem dr.sin, michael teló, liszt, twista e bill evans na mesma playlist.

kkkk

como só li isso agora?

a única forma de ser eclético é gostando de tudo de forma rasa

pra muitos, música é só pano de fundo mesmo

rcorts
Veterano
# jul/15
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Tecfrente

Quanto ao seu último post, não vou citar para não ficar extenso, mas concordo plenamente com cada palavra. A única parte que eu ia comentar a respeito das atividades apolínias/dionísicas, você mesmo comentou no trecho:

Ouvir uma boa piada ou ver um belo vídeo de pegadinha no YouTube, por exemplo, (Há vários, inclusive com aspectos mistos, pois há muitos com muita criatividade no humor, logo são dionisíacos (bobagem das brincadeiras hehehe), mas também apolíneos (criatividade)).

Respondendo à sua provocação:

Não, nós aqui do FCC não sabemos sempre discernir uma coisa da outra. Naturalmente não somos perfeitos ou donos da verdade. No máximo temos uma visão um pouco mais aprofundada sobre o que é apolínio ou dionisíaco (fazendo referência ao seu texto). E temos uma certa tendência a valorizar o que é apolínico.

Extritamente em relação ao funk, creio que o preconceito (ou pode se dizer conceito formado mesmo) é em relação às letras e posturas criminosas ou de ostentação, o que revela um problema não apenas cultural, mas de desigualdade social que leva muitos meninos dessas comunidades a proferir o lema: "melhor viver 5 anos no luxo do que 50 na miséria".

Então, é um problema muito maior do que simplesmente musical ou cultural. Quanto a gostar, não entro nesta discussão pois acho que isso é um direito de cada um.

Abç.

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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rcorts

Perfeito rcorts.

Há algumas pessoas aqui no forum com ótima capacidade intelectiva e de discernimento, assim como você. Fico feliz por isso. Quando discordarmos de algo, assim como já falei com o Wuju Wu Yi, não haverá problema algum, pois argumentar com pessoas desse nível é outra coisa. Por outro lado, argumentar com pessoas hostis, com mente muito fechada e inflexíveis à mudança de opiniões, eu prefiro não perder meu tempo. Posso até concordar com 1 milhão de coisas que essas pessoas dizem, mas no momento em que houver 1 única divergência de pensamento, tudo virará uma guerra de ofensas, então prefiro evitar esse tipo de coisa.

Quem quiser saber mais sobre divergência de opiniões e manutenção do alto nível argumentativo é só ler um pouco sobre "dialética":

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# jul/15
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Ismah
creio que deve ser uma mistura de ambas hipóteses então. rs

rcorts
Entendo plenamente. na realidade eu concordo com você. eu penso que para fazer boas letras o mínimo que se pode ter é uma boa criatividade em linguagem, que geralmente vem atrelada a leitura. Aprecio um poema bem estruturado, e isto unido a uma bela música.

Alguns rockeiros realmente tem uma bagagem literária (normalmente esotérica) que transcrevem em suas canções.

O que talvez tenha ficado confuso é que pode ter parecido que eu liguei a leitura como requisito para fazer música (leia-se: músicas com letras). Na verdade, só quis levar a reflexão de que antigamente, mesmo na escola, o nível de leitura exigida era um pouco maior que atualmente. O valor que a leitura tinha nas sociedades era de certa forma maior que hoje em dia.
Mas as pessoas de gerações anteriores certamente liam mais. Nem que fosse para atender o currículo escolar, e eu não tenho a mínima dúvida de que isso ajudava na hora de escrever letras mais interessantes.


Ai nisso eu concordo quase que sem dúvidas. Isso também refletia em todos os estilos e na arte em geral. As coisas hoje estão passando por um processo de "mudanças tecnológicas". As informações estão mais rápidas e picotadas. rs

Agora, vamos fugir de rock, pois chega a ser maçante ficar citando rock pra tudo. Peguem um Chico Buarque da Vida, peguem um Djavan, vejam as letras destes caras. Agora pegue um moleque que quase nada lê, ou que leu muito pouco e pior, muito pouco interpretou do que leu. O que um indivíduo desse poderá escrever que agregue uma visão de mundo ou que tenha algum valor poético?

Eu concordo contigo que a capacidade dos craques em literatura é bem maior para poetizar as letras, sem dúvidas. Mas pessoalmente, penso que a fonética e estrutura silábica é muito mais relevante musicalmente do que o conteúdo. tem belas poesias que quando musicadas se tornam músicas chatas e sem atrativos, e também letras "simples" com baixo teor ideológico (apolíneo), de caráter cotidiano, que soam muito interessantes por sua sinergia com a música. O pessoal que diga o que quiser, mas acho que os produtores de sertanejo universitários são craques nisso. Djavan é craque também. Rappers, etc..

Exemplificando uma música que faz isso muito bem ao meu gosto:


Eu sinto Muita empatia (como disse o Tecfrente) por essa música, conquistada apenas pela forma simpática como as palavras e suas silabas estão em sinergia com o contexto da música. E mal sei compreender a letra. Só entendo algumas partes e sei que ele está ironizando o sonho americado. rs

O que quero dizer é que o conteúdo da letra é importante, mas musicalmente, não tanto quanto o pensamento "sonoro" da coisa toda.

É mais ou menos o que penso também sobre poesia, literatura e música. A letra precisa ter um contexto musical coerente. A letra por si só é apenas uma poesia a ser trabalhada musicalmente.

Mas saquei teu ponto. E concordo com ele, com esse complemento que fiz ai.

Tecfrente

Cara, Muito interessante esse conceito que vc apresentou, de apolíneo e dionisíaco. Acho que até explica um tanto razoável das coisas. Os "apolíneos" não consideram válidas as coisas de natureza dionisiaca.

Penso que a saúde vem de saber dozar as coisas. 50% apolíneo e 50% dionisíaco, não deixando de considerar nem um e nem outro.

pianoid

Beethoven também era um ignorantão em geral, assim como a maioria dos compositores de sua época, só sabiam mesmo ler e escrever música. Sim, ele lia Goethe e Schiller e até conhecia Kant, mas era leitura rasa, normalmente dominada pela emoção dionísica. Foi péssimo aluno na escola também

se for verdade, e eu não dúvido muito. não entendi o que tu conclui com o raciocínio então.

kkkk

como só li isso agora?

a única forma de ser eclético é gostando de tudo de forma rasa

pra muitos, música é só pano de fundo mesmo


Tua interpretação representa o que falei lá em cima sobre a maneira ortodoxa de interpretar o ecleticismo. Exatamente por isso não gosto do termo. mas enfim, eu penso que tua afirmação não procede.

uma maior flexilidade mental e positivismo para com a vida em geral é um caminho natural para se apreciar diversas coisas, inclusive musicalmente. uma pessoa que se submete a um único gênero musical para apreciação, em geral, é uma pessoa limitada, pois é incapaz de enxergar padrões de qualidade em outra coisa se não nos padrões daquilo que se acostumou. digo que é até uma certa forma de acomodação e alienação, pois a pessoa não tem "coragem" para quebrar barreiras e se aventurar por lugares e caminhos novos além dos que ela já assimilou. Pode até mesmo ser considerado como preguiça.

Ver positividade em coisas diversas exige bastante da mente. Críticar é muito fácil.

rcorts
Veterano
# jul/15
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Wuju Wu Yi

Concordo, rima é tão importante quanto o conteúdo em músicas com letra, isso é indiscutível.

rcorts
Veterano
# jul/15
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Ismah
Não captei (talvez seja a hora);

É simples, pra ele humanidades (ou humanas) era nada mais que viajar na maionese ou ficar só de lenga lenga. Porém, ao iniciar o curso de Direito ele percebeu que não há como simplesmente pegar qualquer código júridico e encontrar uma resposta pronta para qualquer caso similar. Cada caso é único e deve ser avaliado tanto mediante a existência de crime (pois crime é o que foi legislado, e não o que nós simplesmente consideramos assim perante nossos costumes e moral), condicionantes (sócioeconômicas, psicológicas, culturais entre outras) e um tanto de outras variáveis para fazer um julgamento o mais justo e razoável possível.

Não poderia ser diferente, visto que o ser humano não é uma máquina, que sempre irá responder às mesmas situações com ações programadas e invariáveis, mas sim um ser altamente complexo que pode reagir a uma mesma situação de inúmeras maneiras possíveis, dependendo do contexto e de outros fatores ambientais ou internos.

Ismah
Veterano
# jul/15
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rcorts

Só acho cacofônico falar/escrever/ler "humanidades"... Nenhuma relação com essa questão complexa aí kkk

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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A abrangência da concepção de atitudes apolíneas e dionisíacas realmente é de longo alcance em tudo o que vemos ao nosso redor, dá mesma maneira como o conceito da teoria psicológica do "Flow"a que já fiz um longo discurso aqui mesmo no forum.

Embora essa última teoria é muito, mas muito mais profunda que a teoria do dueto Dionísio vs Apolo. Quanto à teoria do flow, uns vão demorar anos para entender, outros quase que a vida toda, outros nunca vão entender. No meu caso, eu compreendi profundamente o alcance dessa teoria do flow e só depois eu fui saber que existia até um professor universitário americano de Psicologia (Mihály Csíkszentmihályi) que ficou famoso por essa teoria. Eu nunca tinha lido nada a respeito.


Wuju Wu Yi

Eu concordo contigo que a capacidade dos craques em literatura é bem maior para poetizar as letras, sem dúvidas. Mas pessoalmente, penso que a fonética e estrutura silábica é muito mais relevante musicalmente do que o conteúdo. tem belas poesias que quando musicadas se tornam músicas chatas e sem atrativos, e também letras "simples" com baixo teor ideológico (apolíneo), de caráter cotidiano, que soam muito interessantes por sua sinergia com a música. O pessoal que diga o que quiser, mas acho que os produtores de sertanejo universitários são craques nisso. Djavan é craque também. Rappers, etc..

É isso mesmo, Wuju. Temos que saber discernir as coisas. Eu, você e quase todo mundo aqui do forum acha que vai se identificar com o que vou falar agora:

Vocês já pararam para ouvir uma música e adoraram a música, mas detestaram a letra ou alguns trechos dela ?

Provavelmente sim, não é ?!

Exemplos:

- Acho o baixo na música Lithium do Nirvana fantástico e a música como um todo muito boa, mas em relação À letra há trechos que eu pensei: - "Puts, o compositor não poderia trocar isso daqui por outra coisa ... ?!"

- No caso do samba, pagode e sertanejo, há muitas músicas que eu gosto muito, mas prefiro nem prestar muita atenção na letra, pois em muitos casos não gostei da escolha do roteiro ou algumas palavras. Mas eu me abstraio de tudo isso e me atenho apenas à qualidade da música com todos os seus elementos envolvidos.

- A banda de rock Tears for Fears (uma das minhas preferidas na vertente rock pop) usou esse nome devido a uma teoria psicanalítica chamada "grito primal", por isso esse nome "Tears for Fears", que seria algo como "não guarde e prenda os seus "medos", mas ao invés disso "chore". Não se ressinta, expresse os seus sentimentos). A teoria do grito primal diz mais ou menos isso: Provocar uma expressão primitiva (por isso o nome primal), um desabafo no paciente, para que ele consiga resolver diversos de seus conflitos.

Alguns famosos que fizeram essa terapia:

John Lennon e Steve Jobs.

http://www1.folha.uol.com.br/serafina/2013/01/1220051-nunca-vi-tanta-d or-em-minha-vida-diz-psicologo-sobre-john-lennon.shtml

Ok. Aonde quero chegar com tudo isso ?

Vocês conseguem estabelecer uma relação dessa teoria do "grito primal" com aquelas batidas envolventes do Funk e do Rap ? Gêneros oriundos de pessoas que passaram por situações na vida em que tudo o que elas mais precisavam era um "grito primal" (grosso modo, desabafo).

E como elas fizeram esse grito primal próprio delas ?

Infelizmente uns foram para a a criminalidade;

Outros foram para o funk e rap e deram a esses estilos aquelas batidas rítmicas que tanto caracterizam esses estilos e são formas terapêuticas traduzindo-se nesse "grito primal" ao modo como elas conseguiram fazer através da arte.

Logo, especificamente no caso do funk e rap ...

O "grito primal" pode se dar de forma apolínea: ritmo, dança, criatividade na composição de letras engajadas ou não politicamente, flow de improvisação, etc ...

O "grito primal" pode se dar de forma dionisíaca: letras com apologia ao crime, sexualidade infantil, apologia a estilos de vida que causarão sofrimento em um futuro não tão distante daquelas pessoas, os próprios "palavrões" sendo o mote principal da letra da música também refletem "o grito primal".

Enfim, Política, produtores musicais, capitalismo avassalador, ou selvagem como já diziam os Titãs, eu ia citar também a culpa da sociedade e a falta de educação e cultura do povo em saber discernir elementos artísticos, mas não vou citar isso, pois acredito que tudo isso se origina da Política. Sim! Sou esse tipo de sujeito que chegou ao nível de abstração que a origem de todos os males (sejam eles quais forem) tem como origem a Política.

Alguém pode discordar e dizer: Mas nem todos os males tem origem na Política!

Exceto hecatombes naturais, todo o resto tem uma origem política.

Você estava andando e tropeçou e caiu na rua ? Existe uma causa política para isso.

Você brigou com sua namorada por ciúmes ? Existe uma causa política para isso.

Se alguém quiser cometer um suicídio (mesmo gostando da política de seu país), também é culpa da política ? Sem dúvida.

Uma pessoa morrer de câncer é culpa da política ? Sem dúvida.

Vou justificar apenas este último exemplo e deixar que o poder de abstração de vocês entendam o restante ...

Política engajada com a "consciência ética" e para o desenvolvimento da "educação" ==> indivíduos intelectualmente dotados e éticos comandando o país ==> tecnologia futura ==> descobertas científicas ==> cura do câncer.

Ah ... Mas existem indivíduos que já nasceram só para atrapalhar o desenvolvimento utópico do sistema e para estes não há solução!

Lógico que há! As células-tronco estão aí para quê ? No futuro psicopatas e corruptos que estão cheios aqui no Brasil transformar-se-ão em assistencialistas de hospitais, mendigos e donatários kkkk Por quê ? Pois seus cérebros serão modificados, ou melhor, seus genes serão modificados e eles produzirão, devido a isso, proteínas diferentes das que eles produzem e não terão o mesmo tipo de comportamento.

E quanto à Música ?

As origens neurobiológicas que fazem Sungha Jung (um dos melhores violonistas "juvenis" do mundo, segundo algumas fontes) tocar violão como ele toca serão descobertas e tocar assim será o normal.



... ou como eu citei Tears for Fears no início do post , vamos ver ele tocando uma deles ...



Jogar como Messi ou Falcão, tocar piano como Liszt, etc ... tudo isso no futuro vai virar "vídeos" de como nossas habilidades eram primitivas kkkkk.

Mas tudo isso partindo da Política, como eu repetidamente falei. Com a omissão da política, veremos apenas "ilhas de talentos".

rcorts
Veterano
# jul/15
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Tecfrente

Cara, muito bom seu post. Eu queria comentar detalhadamente alguns pontos mas não vou fazer isso pois ficou muito extenso e estou com muito pouco tempo agora. Mas vou fazer um breve comentário a respeito apenas do Sungha Jung. Você citou neurobiologia e tal, e não tenho muito como discutir a respeito disso propriamente, já que biologia nunca foi o meu forte.

Agora, não entendo essa hype que se criou em torno do Sunga Jung. Julgando apenas esse video da November Rain, por exemplo, isso aí é chord melody. Tem coisas no violão clássico muito mais canseira de compreender/executar do que isso aí. Um cara que realmente valeria a pena ser estudado neurobiologicamente seria Paco de Lucia. Aquilo sim era algo sobre humano, na minha opinião.

Para tocar November Rain como Sunga Jung basta treino de chord melody correto. Agora se a hype se justificar pela percepção musical avançada que o moleque tem (digamos, ele seja o próprio arranjador destas músicas que toca), aí sim eu acho válida.

Bom, sinceramente, se tem alguma informação que eu desconheço fico grato se alguém me explicar.

Agora, isso sim é algo fora dos padrões em termos de chord melody:







Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Fiquei curioso para ver esses três vídeos que você postou. Estou meio que na correria também aqui e daqui a pouco eu vejo. Vou almoçar.

Como violão não é meu instrumento principal (teclado/piano), mas estou gostando mais e mais desse popular instrumento, sempre vejo um termo aqui e outro acolá e sempre vou pesquisando para ir aumentando o conhecimento. Você citou "chord melody". Vi na internet esses dias essa expressão e que até existe um software que trabalha em cima disso. Essa expressão significa tocar os acordes como qualquer um faz, mas dedilhar as notas desses acordes (arpejos) para que a melodia fique bem bonita. Seria isso ?
Depois eu pesquiso na net isso, é que o ensejo me fez perguntar.

Quanto ao Sungha Jung, veja bem que citei "violonista juvenil". Violonistas mais velhos do que ele há vários no mundo com técnica mais apurada. Sei também que o pai dele era músico e isso influenciou de certa forma o desenrolar das coisas. Tipo aquilo que acontece muitas vezes: "talento + oportunidade = só coisas boas hehheh"

Quanto ao aspecto técnico dele, vamos deixar outros colegas opinarem.

Gostaria de ouvir opiniões técnicas e não aquelas subjetivas do tipo: "Eu acho fulano melhor do que ele", "Ele não faz nada demais".
Gostaria de ouvir algo, como você mesmo citou sobre "percepção", se alguém tem informações sobre o modo como ele se desenvolveu para tocar todas essas canções, seu método de aprendizado, sua velocidade de aprendizado de certas etapas e essa comparação com a média da população, etc ... Essas coisas que gostaria de saber. É claro que são informações que não vão nos levar a lugar nenhum (é só ler meu post anterior, fazer um cotejo e saber o porquê), mas para entretenimento é bom conversar sobre assuntos que a gente gosta hehehe.

f14gomes
Membro
# jul/15
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Pois seus cérebros serão modificados, ou melhor, seus genes serão modificados e eles produzirão, devido a isso, proteínas diferentes das que eles produzem e não terão o mesmo tipo de comportamento.


Esse trecho me lembrou o filme que assisti ontem:

"The Giver" (O doador de memórias).

"onde uma comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras..."

E não vou falar mais nada sobre o filme para não fazer spoiler do mesmo.

The Giver é um filme de ficção científica e drama, dirigido por Phillip Noyce e produzido pela Walden Media. O filme é estrelado por Jeff Bridges, Meryl Streep, Brenton Thwaites, Alexander Skarsgård, Katie Holmes e Taylor Swift.

pianoid
Veterano
# jul/15
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Tecfrente
"chord melody". Vi na internet esses dias essa expressão e que até existe um software que trabalha em cima disso. Essa expressão significa tocar os acordes como qualquer um faz, mas dedilhar as notas desses acordes (arpejos) para que a melodia fique bem bonita. Seria isso ?

violão, como quase todo instrumento de corda, usa as duas mãos para fazer soar um só som: ou acorde ou melodia. Às vezes, quebrando acordes e com um ritmo gingado, pode dar a sensação de ter melodia e acompanhamento. Mas basicamente, uma mão se ocupa de segurar as cordas pra selecionar notas e a outra mão é que realmente vai fazer soar.

chord melody é uma tentativa de incorporar a melodia ao próprio acorde, fazer soar os 2 ao mesmo tempo...

em instrumentos de teclado todos os dedos fazem notas soar

claro que tem uns malucos que tentam usar guitarra/violão como um teclado, geralmente com o instrumento deitado sobre uma superfície e as mãos deslizando ao longo do braço loucamente... tinha um cara de jazz ou blues que era famoso por isso

makumbator
Veterano
# jul/15
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pianoid
tinha um cara de jazz ou blues que era famoso por isso

É o Stanley Jordan. Apesar que muitos outros também tocam dessa maneira.

pianoid
Veterano
# jul/15
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isso

aliás, era a forma como chineses e japoneses tocavam seus instrumentos tradicionais rs

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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f14gomes

Há um filme bem mais antigo chamado "Inteligência Artificial" (o protagonista é aquele mesmo garoto que fez Sexto Sentido). Nesse filme há uma visão meio que visionária, porém altamente provável, do caminho para onde a humanidade está indo.
No momento não estou assistindo a filmes, mas valeu pela indicação, deve ser um bom filme.

pianoid

Valeu. O conceito era mais ou menos o que eu imaginei mesmo.

makumbator

(...) Apesar que muitos outros também tocam dessa maneira. (...)

Inclusive o pessoal do sertanejo que tanta gente critica faz umas coisas meio que diferentes ... Eduardo Costa:



rcorts

Olha só o Tommy tocando junto ao Sungha:



ou então esse daqui ...

Nesse segundo vídeo é interessante ver que em alguns momentos a musicalidade deles extrapolam o violão e eles vão para o lado da percussão. Veja em 2:08 a 2:30 as batidas que Sungha dá no violão fazendo com que o trio tenha um "Cajon" também heheee ...



Wuju Wu Yi
Membro Novato
# jul/15
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Tecfrente
Post bem interessante cara. Esse lance de grito primal. conceito interessante. eu também creio que o funk ostentação por exemplo é uma forma de valvula de escape para o pessoal que o faz. Uma espécie de ilusão para fugir da realidade. Não que eu ache saudável, mas como eu disse algumas vezes, chega até mesmo a possuir uma coerência cruelmente cômica dada pelo contexto.

O ritmo que soa de forma meio Tribal foi uma coisa que des de sempre me chamou a atenção e penso que representa bem algo que eles sentem internamente. Sempre penso naquele video do Edu Krieger quando penso em crítica a ostentação. Especialmente no contexto do funk.

Essa idéia que vc tem da origem política dos problemas é bem interessante, pois realmente a esmagadora maioria dos problemas sociais se da pela falta de empenho do governo, uma vez que ele que "dita as regras" e detem quase todo o poder pra realizar mudanças na sociedade.

Essa idéia de humanos e suas capacidades/limites a nível neurológico, e a possibilidade de manipulação dentro desse contexto, é bem interessante, porém para nossa realidade ainda é coisa de ficção científica. Eu esperaria por esse tipo de coisa deitado... na cova. rs

Chord melody é mais ou menos o que o colega ai em cima disse mesmo. É tu tentar fazer soar acordes e a melodia de forma simultanea.
Como nem sempre é possivel fazer Exatamente isso, é pelo menos fazer uma aproximação.

Sungha Jung pela idade é um prodígio. Porém posso estar sendo sendo injusto ou até mesmo estar enganado, mas venho notando que ele não está progredindo muito técnicamente (ele mantém o mesmo padrão faz um tempo já).

Penso que ele apenas aprendeu música cedo. Não tem tanto segredo. Se uma criança começar aprender música des dos 3 anos por exemplo, é de se esperar que aos 7, 8, 9 anos, eles estejam craques.

Tipo esses muleques aqui:


Penso que Sunga apenas começou bem cedo, com um suporte do pai que já era músico, por isso progrediu tão rapidamente. Talvez supor que ele tinha um QI maior, talento intrinseco e etc sejá um pouco exageirado. Os asiáticos conquistam muitas coisas por sua dedicação e disciplina. Mas pode ser que ele tenha uma tendência ser bom também, é uma possibilidade. E uma coisa pode estar correlacionada com a outra, pois estudar música tende a melhorar a capacidade de abstração. rs

Nessa vibe de stanley jordan, andy mckee, veja marcinho eiras, o cara é fera, era o guitarrista do faustão: rs



Enfim, ótimo post cara.

rcorts
Veterano
# jul/15
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Wuju Wu Yi

Bluegrass é foda mesmo. Olha esse video (um clássico de rock ao estilo bluegrass):



Ah, os moleques do video que você postou são bons mesmo cara.

Tecfrente

Chord Melody é o que a galera falou aí mesmo. E o Sunga Jung faz isso muito bem mesmo, isso tenho que reconhecer, só não sei se é exatamente um modelo para ser estudado neurobiologicamente. Mas ele é novo e tem muito chão pela frente, só o tempo dirá a que patamar irá chegar tecnicamente.

Quanto à essa teoria do grito primal, confesso que é a primeira vez que ouço a respeito. Acredito que o próprio fato da molecada ver no funk um modo de ascenção social e entrar na onda (independente de questionarem ou não a onda) é uma forma de grito primal, mais mesmo do que o conteúdo expresso nas músicas. A ostentação pode até ser vista como um manifesto de rejeição à condições de extrema pobreza e quase nenhum acesso à educação e cultura considerada "de qualidade". Porém, a ostentação ao mesmo tempo é uma filosofia muito individualista, e talvez este seja o maior motivo de sofrer tanta crítica.

Ainda me lembro de "eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci... e poder me orgulhar de ter a consciência que o pobre tem seu lugar". Confesso que escutava essa canção e me fazia refletir bastante sobre a terrível desigualdade social que mancha o Rio de Janeiro (e que está em maior ou menor grau por todo o Brasil). Sem demagogias eu quase chegava a sentir na pele o que um jovem que vivia num lugar assim sentia todo dia de sua vida. Mas o funk atual, independente de ser ou não fruto desse suposto grito primal, pra mim não cumpre seu objetivo. Músicas com versos como "eu dou o meu c* de cabeça pra baixo" e "contando os plaquê de 100" sinceramente não me causam empatia e até mesmo me fazem sentir como o Bertola já disse outrora, que estamos vivendo uma era de trevas.

Mas veja, nisso estou me referindo apenas ao conteúdo verbal. Quanto à musicalidade, não faço maiores objeções, até poderia ouvir só pelo som, mas acho funk (ostentação e proibidão, para ser mais específico) extremamente simplório. Bom, essa é minha opinião pessoal, pelo pouco que já ouvi. E pra alterá-la eu precisaria de fazer um esforço de audição envolvendo mais exemplares, de diferentes artistas.

O que eu só faria mesmo se fosse em prol de um trabalho acadêmico, por exemplo, uma vez que a amostragem do que já vi e ouvi só me afasta do estilo e seria uma plena tortura ouvir 2 músicas inteiras num mesmo dia. O conteúdo verbal e a postura dos artistas representam uma verdadeira barreira para que eu pudesse conhecer mais profundamente o estilo.

Quanto à essa abtração de que todos os males (exceto os naturais) se originam na política, confesso que já cheguei a pensar assim. Neste sentido, o maior corrupção mata mais que câncer, pois a quantidade de pessoas que não tem uma vida digna, ou que morrem à mingua dentro de hospitais públicos são efeitos cotidianos de nossa política extremamente embebida em corrupção.

Ampliando sua ideia, já cheguei a pensar mesmo que os impactos causados por eventos naturais poderiam ser minimizados através de ações de ordem política. Por exemplo, se as políticas públicas de geração de energia limpa e ampliação da infraestrutura de distribuição da já tradicional energia hidroelétrica estivessem sendo aplicadas regularmente no Brasil nas últimas duas décadas a seca não estaria sendo usada como desculpa para o aumento do custo de produção energética e consequente inflacionamento da conta de luz do brasileiro. Somente em alguns casos muito específicos desastres naturais, não tendo como ser previstos (como terremotos de alta escala) não se justificariam politicamente.


As células-tronco estão aí para quê ? No futuro psicopatas e corruptos que estão cheios aqui no Brasil transformar-se-ão em assistencialistas de hospitais, mendigos e donatários kkkk Por quê ? Pois seus cérebros serão modificados, ou melhor, seus genes serão modificados e eles produzirão, devido a isso, proteínas diferentes das que eles produzem e não terão o mesmo tipo de comportamento.

Quanto a esse ponto o avanço tecnológico em si nem representa o maior obstáculo, pois os questionamentos éticos facilmente serão um entrave muito maior. Eu mesmo não tenho posicionamento formado a respeito de uma questão complicada como essa. Mas serviu para explicar melhor sua abstração sobre política.

pianoid
Veterano
# jul/15
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só agora viu esses vídeos do Tommy Emanuel

insano, o cara traz a banda inteira - guitarra, baixo, bateria e vocalista - dentro do violão

e ainda ri o fedape, como fosse a coisa mais fácil do mundo rs

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