Jacob Collier e sua genialidade musical

Autor Mensagem
TendTudo
Membro Novato
# nov/17
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É gênio sim...parece que foi Wagner quem compôs.

xmarhunterx
Membro Novato
# nov/17
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Ken Himura
Existe curso de composição? Eles ensinam coisas como o 2-5-1. Porque eu acho meio complicado ensinar uma pessoa a ser criativa.

acabaramosnicks
Membro Novato
# nov/17
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Acho que já falaram quase tudo que é pertinente aí.

- O cara tá brincando com conceitos de música que existem há mil anos, isso não faz dele um gênio.
- O fato de o cara fazer uma coisa que meio que já existe há mil anos não quer dizer que ele não seja um gênio também.
- O cara tem um marketing fudido e fala a língua dos jovens, quer dizer, sabe pegar essas paradas de mil anos atrás e "atualizar", mostrar da maneira mais "adequada" ou mais fácil de consumir para o público mais novo. Isso não necessariamente faz dele um gênio ou um não-gênio.
- O cara é bom, isso é inegável.

makumbator
Veterano
# nov/17 · Editado por: makumbator
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xmarhunterx
Existe curso de composição?

Lógico que sim. De cursos livres a curso superior de composição e regência (que não é para iniciantes, obviamente).

Porque eu acho meio complicado ensinar uma pessoa a ser criativa.

São ensinados e lapidados os conceitos, as ferramentas, os processos, a história, etc... e o próprio curso cria a necessidade de trabalho constante de composição (ou seja, prazo te obriga a criar).

TendTudo
Membro Novato
# nov/17
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Sei lá o cara é autodidata e sem forçar no marketing.
Quando disse que o cara é um gênio me prendo ao senso comum i.e experiencied

tito lemos
Veterano
# nov/17
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Vi uns 3 vídeos do garoto, o impacto inicial da produção que ele faz é grande, o que pode levar a empolgação de falar que o cara é gênio. Não estou dizendo que não haja algo de genial no que ele faz, mas as vezes a beleza da embalagem impacta mais que o conteúdo.

Agora, uma questão que merece ser levantada: O que é ser genial, artisticamente falando? Vi por aqui muitos exemplos de música complexa, e complexidade é sinônimo de genialidade? Será que obras musicais que causam estranheza na grande maioria das pessoas devem ser consideradas geniais por fazerem a cabeça de alguns poucos abençoados? Ou seria genial aquilo que, independente de complexidade, consiga mexer com sentimentos, alcançar uma dimensão espiritual?

Eu considero David Gilmour, Mikael Akerfeldt, Steven Wilson, geniais na música que fazem. E nenhum deles fez nada de outro mundo em termos de complexidade. Mas ao meu ver, conseguem mexer profundamente com sentimentos através da música.

Outra coisa que acho bom observar é o fenômeno que permeia a arte contemporânea, de uma elite presunçosa rotular certas presepadas como obras geniais e uma massa que não quer ser considerada burra comprar a idéia. Lembram da história da roupa invisível do rei, que só os inteligentes podiam ver? De repente todo mundo a via, pq ninguém queria se passar por burro. Eu mesmo já sai falando pra amigos sobre a genialidade de Hermeto Pascoal, mas era mentira. Eu não conheço a obra dele. Como eu posso dizer que ele é um gênio? Só pq a maioria diz? Sem nunca ter ouvido e deixado esse som falar algo pra mim? Pra ser visto como culto? Acho que tem uma boa parcela da galera que diz apreciar arte enxergando a roupa invisível do rei.

Meus 2 cents.

Lelo Mig
Membro
# nov/17 · Editado por: Lelo Mig
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xmarhunterx

"Existe curso de composição? .... acho meio complicado ensinar uma pessoa a ser criativa."

Cara, músicos costumam ser muito românticos, até muito afetados, quando o assunto é música. Tratamos, muitas vezes, como se fosse uma espécie de divindade.

Imagine um pintor, um cara que já é um bom pintor. Ele poderá ir a um curso por dezenas de motivos: para aprimorar seu traço, desenvolver sua técnica, aprimorar uma técnica específica. Aprende, por exemplo, que se ele colocar um pingo de amarelo limão no laranja 517, esta ficará mais luminosa... Que é justamente a cor que ele imaginava em um detalhe de seu novo quadro mas não conseguia chegar...

Percebe?

Ninguém vai ensinar ele a ser criativo, mas dar ferramentas para que sua criatividade flua melhor ou mais facilmente.

Sempre tem um cara mais experiente. Sempre tem um que faz algo melhor. Um que faz algo perfeito. Um que pensa de forma totalmente diferente. Outro que faria o contrario de nós. Outro que domina uma materia que somos deficientes.

Acho que um curso serve pra nos conectar a estes outros e ampliar nosso leque de opções.

xmarhunterx
Membro Novato
# nov/17
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Lelo Mig
Mas e o Malmsteen, por exemplo, ele deve conhecer uma teoria duca*** mas na minha opinião não é criativo, pois pra mim muitos dos seus discos soam "bem parecidos".

Lelo Mig
Membro
# nov/17
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xmarhunterx

Então, mas é justamente o que eu dizia.

Ninguém aprende a ser criativo, criatividade alguns tem mais outros menos, mas se o cara se aprimora, ele melhora, potencializa o que tem.

Também não acho o Malmsteen criativo, mas também não posso dizer que ele não seja, porque não o conheço.

Talvez ele só goste disso, só queira compor isso, não queira se expressar de outra forma.

Uma coisa é fato, gostemos ou não, ele tem um ego gigante e se acha "o cara".

As vezes a aparente falta de criatividade é excesso de ego.

makumbator
Veterano
# nov/17
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xmarhunterx
Mas e o Malmsteen, por exemplo, ele deve conhecer uma teoria duca***

Tenho sérias dúvidas sobre o nível de conhecimento profundo que ele possa ter em música.

Lelo Mig
Membro
# nov/17
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makumbator

Ele é o tipo de cara que deve ser que nem burro movido a espiga de milho. Só vê o que interessa.

Deve saber pentatonica e escala menor, arpeggios e exercicio de digitação pra caramba.....E mais nada! Kkkkkkk

Ismah
Veterano
# nov/17
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Lelo Mig
Cara, músicos costumam ser muito românticos, até muito afetados, quando o assunto é música. Tratamos, muitas vezes, como se fosse uma espécie de divindade.

[2]

E isso é mais notável no meio popular... Vai das infinitas brigas por timbres, quando para os eruditos, existe som de violino... Das eternas brigas de fulano vs ciclano...

Talvez Choppenhauer estava totalmente certo:

Quão menos tolo for o homem, menos misteriosa lhe parece a vida.

makumbator
Veterano
# nov/17
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Lelo Mig
Deve saber pentatonica e escala menor, arpeggios e exercicio de digitação pra caramba....

E os arpejos diminutos também! Sem eles não existe Malmsteen!

Lelo Mig
Membro
# nov/17
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makumbator

Ainda que eu não seja muito chegado.... pra ser honesto, tenho até uma certa implicância com o sueco folgado, mas uma coisa é fato, aquela rapidez e destreza dele não caiu do céu....o gordinho ralou na escala.

makumbator
Veterano
# nov/17 · Editado por: makumbator
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Lelo Mig
uma coisa é fato, aquela rapidez e destreza dele não caiu do céu....o gordinho ralou na escala.


Ralou demais. Eu sou fã dele mas implico com o cara! Hahah! O que mais me impressiona nele é a beleza do vibrato. Pra mim é o vibrato mais bonito do metal e um dos mais bonitos da guitarra.

E quando ele quer até acompanha sem fazer guitarrice:

https://www.youtube.com/watch?v=cGhxD6OOAlg

Lelo Mig
Membro
# nov/17
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makumbator

Bonito!

É nessas horas que o cabra se revela. Ele é foda...eu vivo zoando...mas ele toca pacaraio.

Filippo14
Veterano
# nov/17
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makumbator

Ele usa muito a menor harmonica não? Acho que até ai ele sabe, depois eu duvido

xmarhunterx
Membro Novato
# nov/17
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Mesmo não gostando de muita fritação na guitarra tenho de admitir que ele é um bom guitarrista ("talvez" um dia ele chegue ao meu nível kkk).

Ken Himura
Veterano
# nov/17
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xmarhunterx
Existe curso de composição?
Os colegas já responderam bem, mas gostaria de dar meu pitaco também.

Eles ensinam coisas como o 2-5-1. Porque eu acho meio complicado ensinar uma pessoa a ser criativa.
Ensinam harmonia do zero (na verdade, revisam os conceitos básicos pra corrigir distorções que porventura tenham ocorrido no aprendizado das pessoas), mas você já deve entrar sabendo bem harmonia tonal triádica na maioria das faculdades.

Entenda: saber essas cadências (principalmente 2-5-1 ou 4-5-1), conduzi-las a quatro vozes e entender o básico das funções em harmonia é o equivalente a saber as quatro operações aritméticas básicas na matemática. Ou seja, assim como você não estuda cálculo se não tiver uma base matemática bem mais forte que só as quatro operações, você não vai estudar harmonia superior e contraponto se só souber 2-5-1 ou o básico do básico das leis tonais. Contraponto até dá, porque te força a começar do bem do início e cresce exponencialmente em complexidade. Mas fica difícil com harmonia tonal cromática, tonalismo expandido, harmonia do século XX (neo-modalismo, escalas sintéticas, eixos de inversão, pandiatonicismo, harmonia não-diatônica, clusters e harmonia secundal, harmonia quartal, serialismo, politonalismo, pós-tonalismo, coleções de tons inteiros, octatônicas e hexafônicas etc). Pra entender bem esse ferramental, você precisa ter uma base bem sólida. E isso, dificilmente alguém hoje vai aprender fora da faculdade (ou dos materiais usados na faculdade). E olha que só falei de harmonia; ainda tem os conteúdos de contraponto, forma/estruturação, orquestração/instrumentação... e, óbvio, de composição: quando tudo isso aí se mistura na criação de uma obra nova.

Quanto à criatividade, nenhum curso vai ensinar ninguém a ser mais ou menos criativo, não existe isso. O que se faz é ensinar ferramentas e técnicas de como trabalhar com elas. O que você fizer com isso vem da sua criatividade. Você pode usar um mesmo martelo para quebrar nozes, pregar um prego na parede ou para esculpir em pedra.

xmarhunterx
Membro Novato
# nov/17
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Ken Himura
E no caso essas faculdades de composição são de música erudita, estou certo?

Ken Himura
Veterano
# nov/17
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xmarhunterx
Não, são faculdades de composição. Nos lugares onde existem essa distinção entre popular e erudito para composição (quase não existem), você tem um ciclo básico antes da sua escolha (que nem nas engenharias), onde tem umas pinceladas na maioria dessas técnicas aí.

Afinal, você tá sendo formado como compositor, tem que aprender o ferramental à disposição compositor no século XXI. Ainda mais que dos anos 60 pra cá, a música popular começou a se utilizar de conceitos e materiais que anteriormente eram de domínio quase exclusivo da música de concerto (procedimentos seriais, tonalismo expandido, tentativas de atonalismo, escalas e modos sintéticos, modos de tons inteiros, modos octatônicos, eixos, minimalismo...); não tem como você construir com essas ferramentas sem entendê-las e saber do contexto de onde surgiram. Ou seja, não dá pra fugir da música erudita em cursos de composição, se era esta a intenção.

TendTudo
Membro Novato
# nov/17
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Ken Himura
Olá, esta é a primeira vez que conversamos...quem toca violão, e quer fazer bacharelado em instrumento, pode tocar guitarra também?
Ou uma coisa exclui outra?

Ken Himura
Veterano
# nov/17
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TendTudo
Olá!

quem toca violão, e quer fazer bacharelado em instrumento, pode tocar guitarra também? Ou uma coisa exclui outra
Ué, por que não poderia? Você encontra muita gente assim na faculdade de violão. No YouTube mesmo, tem um violonista famoso, que fez mestrado em performance de violão clássico na Royal Academy of Music, que toca guitarra e faz vídeos tocando os dois. Procure por ele: Fábio Lima (Guitar Gamer).

TendTudo
Membro Novato
# nov/17
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Ken Himura
valeu :)

xmarhunterx
Membro Novato
# nov/17
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Ken Himura
Tem gente que faz faculdade, rala por anos, pra aprender a tocar violão? Claro que dominar o violão exige muita dedicação, mas fazer faculdade pra isso já não é um baita exagero? ACHO que um bom professor de violão clássico já resolveria o problema.

Insufferable Bear
Membro
# nov/17
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TendTudo
Essa semana eu vi um doutor em música tocar uns noise na guitarra com Otomo Yoshihide.

A realidade é que quase ninguém que não cursa uma faculdade de música sabe o que rola lá dentro.

Ken Himura
Veterano
# nov/17
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xmarhunterx
Tem gente que faz faculdade, rala por anos, pra aprender a construir edifícios? Claro que dominar a engenharia civil exige muita dedicação, mas fazer faculdade pra isso já não é um baita exagero? ACHO que um bom professor de física já resolveria o problema.


Insufferable Bear
A realidade é que quase ninguém que não cursa uma faculdade de música sabe o que rola lá dentro.
Muitas vezes, nem quem tá lá dentro sabe!

Lelo Mig
Membro
# nov/17 · Editado por: Lelo Mig
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xmarhunterx
Ken Himura

Acho que se confunde o estudo teórico, a "ciência", com a execução.

Na minha experiência pessoal, em meu círculo de relacionamentos, os maiores violonistas que conheço (enquanto executores) não passaram nem na porta de uma faculdade de música. (Isso vale não só para violonistas, e sim todo instrumentista).

Tanto é que para ingressar numa Orquestra não se exige diploma.

Já, os amigos formados, a grande maioria, ainda que toque bem um ou uns instrumentos, não têm na execução (virtuosismo) sua maior preocupação. E sim, na maioria, questões mais acadêmicas. Suas ambições são mais voltadas a regência, composição, produção e pesquisa.

Ken Himura
Veterano
# nov/17
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Lelo Mig
Sim, uma das coisas boas da faculdade é isto: ela te abre outras portas que você nem enxergava antes dela.

Agora, hoje em dia, é muito difícil achar um instrumentista solo (pelo menos no âmbito das orquestras e da música clássica) sem uma sólida formação superior. E muitas vezes, pós-graduação nos grandes centros de performance, além de toda a "forja" em recitais e competições que passa, ao longo da vida estudantil.

Tanto é que para ingressar numa Orquestra não se exige diploma
Isso é verdade. Não precisa nem terminar o primeiro grau em muitas, por sinal. Aliás, não vou falar nomes porque é uma exposição desnecessária. Mas tem um músico clássico muito bom, famoso e que entende muito de música brasileiro que não estudou além da 5a série.

xmarhunterx
Membro Novato
# nov/17
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Na minha experiência pessoal, em meu círculo de relacionamentos, os maiores violonistas que conheço (enquanto executores) não passaram nem na porta de uma faculdade de música. (Isso vale não só para violonistas, e sim todo instrumentista).
Lelo Mig
É isso que eu estou falando, o cara fazer faculdade de música para se aprimorar musicalmente falando pode até ser uma boa, mas entrar só pra melhorar a técnica em um instrumento é perda de tempo e dinheiro.
Ken Himura
Acho sua comparação extremamente equivocada, pois construir prédios é uma coisa, tocar violão é outra, até porque qualquer moleque hoje em dia toca violão (mesmo que mal), agora manda o pirralho construir uma casa...
Entende oque eu estou falando?

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