Babymetal - De 1 Tudo! De Ros

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boblau
Veterano
# jun/16 · Editado por: boblau
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Lelo Mig

muito bom...

eu também sou o anti mimimi.... muito frescura e pouca ação, opinião e pau na mesa. Aí quem faz vira o polêmico....

Ser politicamente correto no Brasil deveria ser razão de vergonha, já que a política no Brasil tem padrão altamente baixo.....

JJJ
Veterano
# jun/16
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O tópico descambou lá pra casa do carvalho e o De Ros nem apareceu mais... hauhauhaua

Ismah
Veterano
# jun/16 · Editado por: Ismah
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JJJ
makumbator
Quanto ao pancadão, aí sim: nunca vi, nem ouvi, algo que tivesse alguma preocupação com harmonia, melodia ou seja lá o que for que me passe um mínimo de qualidade musical.

E tem... Os anos 90 foram o auge, o que aconteceu é que de alguns anos pra cá, ficou fácil gravar... Com mil reais, dá pra ter um home-studio honesto, em periferia isso significa fazer o que se fez no Sound City: gravar quem pudesse pagar...

Só que diferente dos anos 50/60, a cultura (ou falta dela depende o ponto de vista), é mais aberta, muitos tabus foram quebrados, promiscuidade, bacanais, orgias e demais temas já são fatos cotidianos, e ninguém tem problema de falar que trepou a noite passada, próprios pais (espera-se que) instrui a/o filha/filho quanto a sexo, bebida, drogas...

Na sociedade americana dos anos 50/60, isso era absolutamente intocável e socialmente condenável, e se acontecia, era varrido para baixo do tapete... Elvis era considerado o equivalente ao MrCatra hoje...!

Junte isso a pessoas de baixa instrução, com vocabulário chulo e limitado, nenhuma instrução da tríade (poesia-melodia-harmonia) que é conceituado música cantada, nenhuma técnica de uso de voz - alguns meramente tem noção rítmica...

Agora como somos majoritariamente homens, héteros, no fórum, quem não gosta de mulher, com curvas bem definidas, com roupa curta, e vai atrás de mulher na balada pra jogar vídeo-game?

Agora, a que ponto isso é sábio? Pra mim, o problema começa quando a quebra de tabus, os objetivos da festa e relações com sexo oposto, passam a ser coisas banais... De modo geral, se banalizou até amizades, meio que homem e mulher só podem estar juntos se for pra transar...
Ok se eu e minha amiga, quisermos transar de vez em quando, isso não é da conta de ninguém, mas dali para isso ser obrigação é outro lance...

O individualismo passou a ser algo presente na sociedade, todos tentando seu lugar ao sol a todo custo, mas ninguém pensa que com isso está afundando o outro... Ninguém quer se envolver...

As redes sociais, tornaram a comunicação e interação fria... Quem vai contar seus podres, e fazer marketing negativo de si? Ninguém! Antes da era internet, duas pessoas precisavam ser apresentadas (forma rápida de criar confiança), ou se apresentar (forma longa de criar confiança)...
Hoje se eu quero saber algo sobre alguém, eu acesso o alFace book, Twisti, GuguPlus... Em 10min, eu tenho a "ficha" da pessoa na mão, que caso contrário, precisaria de longas horas de conversação, meses de convívio...

O mundo está muito rápido, a cada dia surge um novo artista/banda, e as pessoas tem por referência seus ídolos... Banda X fez sucesso no primeiro álbum... Quase ninguém sabe de onde saiu a banda X, todo o contexto que isso teve, toda estrada... As pessoas comuns, querem trazer isso para sua realidade, e a maioria, não se toca que é dedicação, que precisa-se apostar no investimento (banda principalmente)... Novamente o individualismo presente, mas esse eu dou razão, já que no passado não foi assim...

Na verdade, se tem confundido estar em evidência, com fazer sucesso... A propaganda "enganosa" tem sua parcela de culpa... Artistas em evidência anunciando show nacional, esse conceito segundo um produtor muito antigo, se aplica a banda/artista que fizer show em todas as capitais de um país, como show internacional se aplicaria ao artista que fez show em todos os continentes...

Mas quem sabe disso? Quem sabe o que é preciso de um disco de prata, ouro, ouro-duplo, platina etc? Na época que as gravadoras investiam mufunfa no artista, fazia sentido dar o prêmio de "funcionário do mês" pro artista, hoje, isso só serve de marketing, e como impressiona, vende muito bem artista...

E essa sopa toda, apenas transpareceu nas letras, na melodia...!

Por exemplo, de 2009 pra cá, todas as músicas a nível nacional, que fizeram sucesso giraram sobre o tema "amor (geralmente como um sinônimo de sexo), bebida, riqueza... Melodias pobres, harmonias repetitivas... Resultado de

- imediatismo, quando um fez sucesso, outros tentaram pegar carona
- falta de instrução musical
- tiroteio de artistas surgindo e lançando coisas de tanto tentar, uma hora alguém acerta, nem que por ser tão ruim... Qualquer ideia é registrada...

Voltando ao odiado batidão, vulgo funk carioca...

Ele tem um contexto pra acontecer, como o rock e seus subgêneros tiveram... Nessas de que facilmente temos como registrar uma canção em casa, e com qualidade suficiente para apresentar, qualquer ideia é registrada e lançada no mercado, se vender ótimo...

Diferente de por exemplo o período que Beatles, Queen, Hendrix, Joplin etc gravaram... Onde gravar era caro, exigia talento (gravar incessantemente até fazer certo/ao agrado), e o recurso era limitado. Quantizar? Afinar? Não tinha, ou fazia de novo, ou passava assim!

No caso de um batidão, onde a base é um loop de percussão, é fácil, não há harmonia para se preocupar, temos o grid em maioria das DAW's... Grava-se a voz, quantiza, processa (quando não grava já processado), e o resto, gira em cima disso. Larga para 10 Dj's produzirem um overdub de samples e o que fica melhor é lançado como música oficial, fim...

Nessas, dá pra gravar 5~6 caras pro dia... O cara não precisa ser bom, e o encargo do produtor é fazer o áudio sair bom, o resto é resto... Por dinheiro, o cara faz uso de todos os recursos que tem a mão...

É mais ou menos isso que o Lelo tá tentando dizer, e que alguns não percebem... O senso crítico se perdeu, e isso é chato... Todos tem direito, mas nem todos tem capacidade, esse é o ponto...

Babymetal? Pra mim tem cara de uma ideia que nasceu original, e que algum esperto viu que venderia e financiou o lance... Podia ser o que fosse, o chamativo não é a letra, não é a banda, é que são mocinhas, com roupas fantasiosas, dançando, cantando uma melodia que se contrapõe a harmonia...

Quem foi ao circo ver o circo? Eu fui ver o palhaço, a bailarina, o equilibrista... No passado, se tinha a música como objetivo, ouvir música dá pra fazer em qualquer lugar já, assim hoje é o artista, e sua performance que se vai assistir...

Novamente, é esse o juízo que o Lelo faz - e sim é chato bater nessa tecla a cada tópico, mas acho que deve sim se bater nela...

Eu não gosto de A7X, mas tenho que reconhecer que os caras tem sons que podem colocar eles como um novo ídolo do trash/heavy... E me agrada ver os mais novos se fantasiando de rockeiro como se fosse ainda 1985, ou com excessos absurdos de maquiagem e trages, por algo assim do que ser mais um na multidão que ouve o safadão, cantando de "cachaça, dinheiro, pegar e comer mulher", achando qu'isso é a máxima musical do século...

Baby metal seria ruim pra esse contexto? Depende...

Como consumidor final, seria bom se a música fosse o alvo principal, mas não é e todos sabemos... Ou seja, quem vai ouvir, não está nem aí pra música...

Como músico, o DeRos está corretíssimo, a harmonia de fundo exige um grau diferenciado, e avançado de técncia. Pode inspirar muito rapaz a tocar, e que talvez veio a conhecer pelo diferencial da banda... Só novamente, isso é pano de fundo, raramente vamos ter casos de quem vá lá ouvir a música pela música, mas sim pelas mocinhas...

Vi o Marcio Guerra (u2ber, brasileiro, e professor de canto nos EUA), falando do David Draiman (Disturbed), tá aí outro caso onde a música ainda é o enfoque, e o cara vai deixar história como...

"Tá, mas eles se vendem..." E tem outra forma de ser conhecido musicalmente? No Queen, a música se fosse só mais ou menos, o destaque era o viado que tava no microfone, que cantava pra porra... Além disso, compunha muito bem, o guitarrista era bom, muito bom... É o que coloca a música deles também um nível acima, e nasceu uma lenda rsrs

Wade
Membro Novato
# jun/16
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Esse papo sobre o mundo perfeito onde "o que importa é só a música" é delicadíssimo pra fazer afirmações precisas e generalizadas.

Grandes clássicos e entidades consagradas do roque fizeram o sucesso que fizeram e entraram para a cultura pop para todo o sempre por causa do visual ou por causa de qualquer outro aspecto alheio à música.

Exemplos? Kiss, AC/DC, Iron Maiden, quase todas as bandas do "Glam" dos anos 80, o Black Metal inteiro, Slipknot, Nirvana...

Esse negócio de ir pra um show e curtir uma banda única e exclusivamente por causa do som que se ouve se encaixou em praticamente apenas uma cena, o Rock Progressivo. E olhe lá, porque um dos baratos de ser fã de Prog na época do seu auge era entupir o cu de droga e viajar.

Acho que dentro do Rock, nunca houve movimento algum onde o único caminho entre artista e público fosse somente a música, como ocorreu (e ocorre) sem muito esforço na música erudita.

Não adianta. Rock é fenômeno da indústria cultural e como tal está sob as rédeas do marketing agressivo. Não importa o quanto você tente "eruditar" sua banda preferida, Rock é populacho comparado ao que "veio antes".

O Babymetal tem uma preocupação EVIDENTE com a música que produzem. Não é SÓ um bando de menininhas fofinhas dançando. Não é SÓ a proposta de misturar pop fofinho com Metal do capeta. É fazer isso com qualidade. É por isso que eles não contrataram qualquer zé mané da esquina pra banda de apoio. Se as meninas e seu visual se sustentassem sozinhas como querem fazer parecer, nada disso seria necessário.

Tem um milhão de projetos iguais pelo mundo inteiro agora. Meninas fofinhas igual, fantasiadas igual, dançando igual, misturando pop fofinho com Metal igual. Só que a música é uma merda. A composição é ruim, a execução é terrível. Sabe por que? Porque vão nessa onda de que a música ali é o de menos. A fórmula do sucesso é menina fofinha + roque pesado + quem invista.

E a prova disso é a quantidade de marmanjo paladino do Metal que vai no show das meninas bater cabeça como se tivesse num show do Metallica. E músicos experientes se interessando pela banda justamente porque por trás do cartão de visita, tem uma banda foda fazendo música foda ali.

Agora se você gosta ou não gosta desse tipo de música, são outros quinhentos.

Ismah
Veterano
# jun/16 · Editado por: Ismah
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Wade

Considere que o teu colega, tem no mínimo 10 anos mais que tu (se teu perfil fala a verdade)... Acima disso, é uma opção, eu gosto da música como expressão, sem pretensão de ser arte, de ser comercial... Pra outros não faz sentido música não ser ligada à arte, e elaborada absurdamente bem... São choques de gerações e opiniões...

Esse negócio de ir pra um show e curtir uma banda única e exclusivamente por causa do som que se ouve se encaixou em praticamente apenas uma cena, o Rock Progressivo. E olhe lá, porque um dos baratos de ser fã de Prog na época do seu auge era entupir o cu de droga e viajar.

Cara, eu revirei muita coisa, mas muita coisa mesmo... Atrás de shows ao vivo, sistemas de PA antigo, etc etc etc... Praticamente até as viadagens dos anos 80 se tornarem fenômeno mundial, a ponto de lotar estádios onde quer que fossem, ninguém ia a shows pra ver músicos... Isso é algo bem recente, arrisco a dizer que culpa do farofa metal dos 80's...
O motivo é lógico: ver a banda por si mesma, alto preço das mídias (disco/fita) e seus reprodutores, além da festa é claro...
E ainda tem muita gente que vai ao show pra assistir a música, não o artista...

Rock é fenômeno da indústria cultural e como tal está sob as rédeas do marketing agressivo. Não importa o quanto você tente "eruditar" sua banda preferida, Rock é populacho comparado ao que "veio antes".

+1 por essa...

O Babymetal tem uma preocupação EVIDENTE com a música que produzem. Não é SÓ um bando de menininhas fofinhas dançando. Não é SÓ a proposta de misturar pop fofinho com Metal do capeta. É fazer isso com qualidade. É por isso que eles não contrataram qualquer zé mané da esquina pra banda de apoio. Se as meninas e seu visual se sustentassem sozinhas como querem fazer parecer, nada disso seria necessário.

Ôôôôh, tem muita... Compuseram um álbum todo... Leia os créditos rsrs
https://en.wikipedia.org/wiki/Babymetal_(album)#Track_listing

Pra mim as mocinhas são pau mandado, pra fazer dinheiro. Vão se fazer na vida antes dos 20, e isso já me dá motivo para invejar elas...

A diferença entre elas e um sertanejo nosso aqui, é o tipo de pano de fundo... Pagando, se contrata sempre os melhores músicos...

Wade
Membro Novato
# jun/16 · Editado por: Wade
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Ismah
Praticamente até as viadagens dos anos 80 se tornarem fenômeno mundial, a ponto de lotar estádios onde quer que fossem, ninguém ia a shows pra ver músicos... Isso é algo bem recente, arrisco a dizer que culpa do farofa metal dos 80's...

Tá louco?
Nos anos 50 os "roqueiros" vendiam seu sex appeal. Quantas pessoas iam ouvir Elvis (e tantos outros 'meninos de outro') cantar e quantas iam ver o astro do Rock requebrar o quadril?
Nos anos 60 os "roqueiros" vendiam seu visual de símbolo sexual, exemplares do garoto perfeito. Quantas daquelas meninas estavam no público dos Beatles pra ouvir música e quantas estavam pra desmaiar de tesão?
Nos anos 70 então a coisa foi pra outro nível com a popularização das bandas performáticas. Até então, Elvis e Beatles eram pessoas "comuns", vestindo roupas comuns da época, em cima de um palco tocando. A partir dos anos 70 show de Rock se misturou com circo, literalmente. O que estava acontecendo ao vivo no palco era tão ou mais importante agora que a música, que você ouvia em casa no LP. As roupas incomuns, as cores bizarras, cabelos estranhos, homens travestidos, maquiagem e tudo isso começou no final dos anos 60. Não é coisa dos anos 80 não, como parece ser. Eles só se apropriaram e colocaram isso na grande mídia. A grande estrela da década, o Kiss, até hoje não foi superada em relação a marketing e promoção através do visual.
Nos anos 80 precisa nem falar.

E outra: eu não me restringi apenas ao visual não. Existem outros elementos também alheios à música. Como por exemplo o caso do Nirvana e do Black Metal: polêmica. No Nirvana em relação às drogas e o estilo de vida desleixado. No BM em relação ao ódio e crimes de intolerância.

Cara, se vender através de elementos alheios à música não é coisa recente. Não é novidade. Não é exclusividade de "bandas ruins atuais". É jogo velho e mais manjado que andar pra frente. Só não vê quem não quer ver.

Sobre o Babymetal, sugiro ler novamente meu post. Não sei se percebeu, mas em momento algum eu disse que as composições eram delas. E serem delas ou não não tem absolutamente nada a ver com o ato de serem ou não composições bem feitas e polidas.

Dizer que elas são um grupo montado é chutar cachorro morto. Diz que fogo é quente também.

Só que ser montado ou não não implica em ser bem feito ou não. Montar um grupo e fazer música bem feita com esse grupo dá choque? lol

Sabe uma banda que foi montada, fez um sucesso imenso e se inseriu pra sempe no hall da fama do Rock (não a instituição)? E que se vendeu através de um aspecto alheio à música (no caso, política)? Sex Pistols.

Sabe qual a diferença entre eles e o Babymetal? Uma das duas se preocupava com a qualidade da música. E não eram os garotos podres de Londres rsrs.

Pagando, se contrata sempre os melhores músicos...

Óbvio. E quem quer pagar mais caro por algo desnecessário? Ainda mais senhores do marketing montadores de bandas como vocês dizem?
Eles pagam caro pra ter músicos, compositores, arranjadores e produtores excelentes por trás porque a música é importante. Óbvio.

JJJ
Veterano
# jun/16 · Editado por: JJJ
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makumbator
Mas não é esse o ponto? Pra ele, acostumado com a complexidade de um Wagner, uma música do Yes soa "falsa" (é o que ele dizia). Pra mim e pra você não ressoa da mesma forma. Eu me sentia um funkeiro ao conversar com ele esses assuntos, pois ele olhava essas músicas (tipo Yes, metal sinfônico, rock em geral, pop) com os mesmos olhos que olhamos estilos que consideramos não musicais.

Cara, rolou tanto texto que eu quase esqueci que ainda queria alongar o assunto mais um pouco. O tópico já desvirtuou mesmo e o autor sumiu, então foda-se... kkkkkkkkkkkkkk

Seguinte: entendo que, ao comparar Wagner com linhas de rock, mesmo do Yes, possamos nos sentir meio "funkeiros". Particularmente no Yes, a riqueza do arranjo mascara um pouco a simplicidade da harmonia - só pra exemplificar, boa parte do vocal de Close to the Edge é em cima de Am, G e Bm repetidos várias vezes. Bem simples realmente, embora o arranjo seja tão interessante (guitarras, teclados e mesmo o baixo sensacional do Squire), que a coisa acaba parecendo bem mais "rica" do que é realmente, na sua essência.

Dito isto... Ainda assim, acho exagerada a comparação. Proponho o seguinte desafio: um dia inteiro com um único CD e a obrigação de deixá-lo tocando, escolhendo livremente entre qualquer álbum de rock ou qualquer álbum de pancadão carioca. E aí? Vai encarar? Chuto que ele escolheria um Let it Be... kkkkkkk

Outra coisa que a gente pode discutir é: COMPLEXIDADE é valor de verdade? Eu, que sou um semi-analfabeto musical, posso compor uma cacofonia para 20 instrumentos, em partituras totalmente diferentes. Vai ficar complexo pra caralho! E uma grande merda, também... uhauhauhuahua

A propósito: qual seria o trecho clássico mais conhecido pela humanidade?

Bom... não sei se "o mais" conhecido, mas certamente UM dos mais: a entrada da 5a. de Beethoven. Concorda comigo? O que é aquilo senão praticamente um "riff" de rock pesado? 4 notas diferentes, com meia orquestra em uníssono (me corrija se eu estiver errado). É complexo? Não creio. Pelo contrário, me parece simples pra cacete (mas, de novo: me corrija se eu estiver errado e estiver desconsiderando alguma minúcia oculta que minha ignorância musical não me faça perceber).

Música boa não é complexa, nem simples. Nem do estilo A, nem do B. Na verdade, eu não sei nem conceituar o que seria música boa! Pra mim, é o que agrada ao meu ouvido (que, obviamente, pode ser diferente do que agrada ao ouvido de outra pessoa).

Calime
Veterano
# jun/16
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Putz, vcs tem muita paciência....

Ismah
Veterano
# jun/16
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Wade

Talvez não tenha me feito entender... Se teve e sempre terá as groupies, e disso não dá pra fugir... Mas não era uma média geral... Independente do que cada um foi ver no show, o show era a música, não o artista em boa parte do tempo ainda é assim (vide o show do Pantera onde o Anselmo, ... Se não me engano a projeção pra VER o show melhor é de 70 e poucos, hoje em dia se monta painel de LED imenso no próprio palco (vide Queen + Adam Lambert)...

Não lembro de numa média de bandas, alguém ter seu nome estampado, ou citado, ainda é assim, mas a banda já não é mais intocável. Se sabe muito sobre a vida de cada artista individual e não como um todo. Artistas solo obviamente, desde que surge o artista popular (Sinatra talvez?) não tem como escapar de dar a cara a tapa. Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis e essa turma aí não foram bandas, aí é complicado mesmo de passar batido.

Pouca gente sabe, mas de fato mesmo a ideia de que alguns artistas levavam tantas mulheres e moças a loucura, era a ideia que se quis vender já no passado, do rock...

Tem variáveis a se levar em conta, mas a questão do show ser o circo, onde se vai ver o palhaço, não a piada (essa é consequência), é dos idos de 80...

No BM em relação ao ódio e crimes de intolerância.

Só tome cuidado, BM não se restringe a ódio e intolerância, é um universo mais amplo, onde se enquadram algumas bandas que são apenas zombeteiras com aspectos religiosos, ou mesmo que tratam de política, sacrifícios, parafilias e são enquadradas como BM...

JJJ
Proponho o seguinte desafio: um dia inteiro com um único CD e a obrigação de deixá-lo tocando, escolhendo livremente entre qualquer álbum de rock ou qualquer álbum de pancadão carioca.

A questão é se estiver ouvindo, ou tendo a música como pano de fundo para outras atividades?

Talvez o maior incômodo dele seria o arranjo pobre, a falta de dinâmica, o ritmo quadrado e andamento linear...

makumbator
Veterano
# jun/16 · Editado por: makumbator
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JJJ
Proponho o seguinte desafio: um dia inteiro com um único CD e a obrigação de deixá-lo tocando, escolhendo livremente entre qualquer álbum de rock ou qualquer álbum de pancadão carioca. E aí? Vai encarar?

Lógico que eu fico com o rock nesse caso, mas não por ser mais complexo, e sim por eu gostar mesmo. Se colocar nas escolhas disponíveis uma boa interpretação de qualquer obra do Bach, Beethoven ou Dvórak o rock dança.

Outra coisa que a gente pode discutir é: COMPLEXIDADE é valor de verdade?

É um item a se considerar, apesar de não ser o mais importante. Entretanto, a questão da profundidade da música erudita não é sobre complexidade. Muito pelo contrário, é possível ser simples e profundo.

Bom... não sei se "o mais" conhecido, mas certamente UM dos mais: a entrada da 5a. de Beethoven. Concorda comigo? O que é aquilo senão praticamente um "riff" de rock pesado? 4 notas diferentes, com meia orquestra em uníssono (me corrija se eu estiver errado). É complexo? Não creio.

O tema do primeiro movimento da quinta sinfonia do Beethoven é simples, mas ele construiu uma catedral com aquelas poucas notas. Essa é a diferença. Uma banda ruim de rock iria ficar repetindo o tema mil vezes sem desenvolver e um progressivo burro iria encher de linguiça e nota, mas pensar e construir uma ideia musical, um discurso com instrumentos, é que é a diferença.

Tem milhares de outros exemplos parecidos. Essa era a crítica do meu maestro, o rock progressivo é na maioria das vezes masturbação (é o que em música erudita se chama de música ligeira, ou seja, música para consumo fácil). Ele dizia o mesmo pra boa parte do jazz. Mas ele gostava muito de Pixinguinha e todos aqueles compositores de choro do fim do século XIX e começo do XX. Pra ele (e pra mim também) o melhor compositor brasileiro foi o Radamés Gnatalli (que transitava entre o erudito e popular como ninguém jamais fez)

Ismah
Veterano
# jun/16
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Seria plausível dizer que na música erudita se pensa mais em detalhes, que no rock, e demais gêneros, meu caro makumba? Quero dizer, temos diversos compositores eruditos, e temos os populares (anônimos em maioria), sendo o trabalho de cada um para um contexto específico, e se provendo de ferramentas que dispunha...
Seria plausível afimar que o erudito (como o nome diz, "sábio", "estudado") faz uso extensivo de ferramentas diversas, sem pretensão ou pressa, para aprimorar a obra. Já o segundo compõe por intuição, e na ignorância e pressa tem se obras menos elaboradas?

-Dan
Veterano
# jun/16
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O cara que inventou a guitarra elétrica também deve ter ouvido tantas criticas...
Imagina, distorcer o som limpo de uma guitarra?

Quando gravaram em estudio pela primeira vez devem ter sido alvo de massivas críticas tambem. Imagina poder tocar em ambiente controlado, poder regravar, algumas vezes até acertar?

O cara que gravou multipista pela primeira vez deve ter sido executado por assassinar a música e sua performance conjunta.

Um monte de paus sobre a mesa. Um monte de opiniões super fortes.

Daqui ha alguns anos, quando a galerinha tiver gravando apenas com VSTs ultra reais utilizando apenas no touch do celular, a mesma discussão existirá.

Aceitem que música e todo o processo em torno dela é um processo totalmente dinâmico e elástico e todos os problemas que insistem em levantar nada mais são que parte de um processo cultural e contextual, que não tem a ver com a música em si.

Na minha visão, se alguem chora, se alguem grita, se alguem ri, não importa o som que esse alguem faz, não importa como soa a risada.. o que importa é o que esse alguem está sentindo. Assim se manifesta a arte.

Não me importo se foi quantizado no mouse, se foi gravado em fita. Me importo com o sentimento por tras de quem fez aquilo. Se é legitimo, é valoroso pra mim, mesmo que eu não coloque no meu mp3player.

Então, eu não consigo dizer absolutamente nada sobre os músicos por trás da Babymetal, se estão sendo honestos, se as meninas estão vivendo um sonho genuino ou se são obra dos iluminati.

Eu também não gosto de coisas que soam muito fabricadas, e nisso tendo a convergir com vocês. Agora, como saber o que é fabricado ou não? Simplesmente não tenho esse poder. O Wade disse bem sobre quantas bandas que muitos amam, provavelmente muitos só vieram a conhecer porque alguém botou dinheiro naquilo. E aí? Um Kiss, um Beatles, todos com um investimento grande em marketing por trás, assim como os babymetals de hoje.

No fim, acaba que a diferenciação vai pro gosto pessoal do mesmo jeito. O kiss pode ser produto, o Babymetal não, porque eu gosto e tive experencias hoje nostálgicas com o Kiss.

Essa pra mim é a discussão verde vs azul, que não importa o tamanho do pau que se coloque na mesa, vai sempre soar boba pra mim.

Ismah
Veterano
# jun/16
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-Dan
O cara que inventou a guitarra elétrica também deve ter ouvido tantas criticas...
Imagina, distorcer o som limpo de uma guitarra?


Isso foi consequência, ninguém fez primeiro... Simplesmente se tinha guitarra na banda, tinha de conviver com aquilo.

Quando gravaram em estudio pela primeira vez devem ter sido alvo de massivas críticas tambem. Imagina poder tocar em ambiente controlado, poder regravar, algumas vezes até acertar?

Na verdade não, pois teatros, câmaras e ademais, já eram locais projetados para ser ambiente controlado. E isso data da Grécia antiga já!

Sobre gravar até acertar, também acho que não teve uma resistência tão grande. Isso sempre foi algo comercial, ou seja, grava quem pode pagar, assim, a mentira de que era só gravado já não colava. Ensaios são tão antigos quanto as artes...
Na época, só gravava quem era muito bom, por precisar de muita grana investida, então não seria qualquer zé ruela que iria receber um investimento desses. Geralmente se era regravado, era por culpa de mixagem, depois no sistema multipista, e então entra o Ruppert Neve na jogada, com sua consoles, e passa a processar o áudio.

É claro, se é pra lucrar (nunca foi pra outra coisa a gravação), se planeja sempre o melhor produto final, logo mais um motivo para não ter resistência...

Da parte de ouvintes creio que sim, possa ter tido uma certa resistência, mas tudo que provém acessibilidade a algo antes restrito, não tem resistência. Exemplo, são os smart phones.

O cara que gravou multipista pela primeira vez deve ter sido executado por assassinar a música e sua performance conjunta.

Também não, porque multipista era algo já existente, podem ter assassinado o cara que pensou em overdub (que é o que tu fala), mas já se gravava em 2 canais ao menos desde a década de 20~30, e foi para melhorar a inteligibilidade, colocando harmonia e ritmo separado de melodia e voz - está se fazendo novamente isso em grandes shows, pelo mesmo motivo.

Daqui ha alguns anos, quando a galerinha tiver gravando apenas com VSTs ultra reais utilizando apenas no touch do celular, a mesma discussão existirá.

Considerando que tem gente gravando como se fosse 1960~70, serão muitos anos ainda...

-Dan
Veterano
# jun/16
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Ismah

Fico um pouco perplexo com esse seu conhecimento em saber que não houve criticas às evoluções tecnológicas no ramo musical. Eu acho que devem ter existido muitas críticas, mesmo não existindo forum de internet. Suas afirmações contrárias beiram a onisciência.

Isso foi consequência, ninguém fez primeiro... Simplesmente se tinha guitarra na banda, tinha de conviver com aquilo.

Que?? Então toda banda começou com overdrive, e a revolução foi o som clean? Guitarra eletrica veio antes do violão então, srsr. Vou voltar mais um pouco, o cara que inventou a guitarra elétrica deve ter sido perseguiod pelos maníacos do violão acustico, rssr

Também não, porque multipista era algo já existente

O primeiro cara que gravou multipista não foi criticado porque já existia multipista. tô confuso, ehehe.

Bom, a essência do que eu disse é: inovação traz resistência. Você se apegou a coisas bizarras no texto.

-Dan
Veterano
# jun/16
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Ismah

Sua resposta gerou um insight para um discussão interessante:

Sobre gravar até acertar, também acho que não teve uma resistência tão grande. Isso sempre foi algo comercial, ou seja, grava quem pode pagar, assim, a mentira de que era só gravado já não colava. Ensaios são tão antigos quanto as artes...
Na época, só gravava quem era muito bom, por precisar de muita grana investida, então não seria qualquer zé ruela que iria receber um investimento desses


Atualmente, acho muito mais provavel encontrar musica boa do que no passado, indo contrário ao que o pensamento de muitos aqui, creio eu.

Isso ocorre pela simples democratização da possibilidade de criação de musicas. Antes, só quem possuía acesso a muito investimento podia gravar. Quantos talentos incríveis nós nem ficamos sabendo da existência, pelo simples fato da falta de recursos?? Muito provavelmente só chegou até nós o que empresários enxergaram como potencialmente lucrativo.

Logo, a crítica que fazem quanto a música de hoje acaba por ser mais apropriada à música dos tempos áureos do rock, por incrivel que pareça.

Hoje qualquer zé mané pode gravar e isso é ótimo! É certo que empresários ainda ditam o que vai fazer sucesso, mas pra quem procura, e o Lelo fez um tópico interessante sobre isso , o mundo nunca foi tão propício.

Quantidade não é qualidade e isso é óbvio. Mas ainda é melhor que a escassez.

Lelo Mig
Membro
# jun/16 · Editado por: Lelo Mig
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-Dan

" inovação traz resistência..."

Concordo... tanto inovações tecnológicas (que são os exemplos que você citou), como inovações culturais (não citadas).

A questão é: Babymetal é inovação? Não vejo nada que seja inovação nelas. de qualquer forma.... alguns podem achar.

Contanto que ACHEM alguma coisa e saiam de cima do muro. (obs: não me refiro a você especificamente)

Como já disse, o que incomoda não é achar, nem sair na pohada, se for o caso, para defender a discussão do "verde e azul".....é justamente o politicamente correto "não acho nada, muito pelo contrário" que é um pé no saco!

O brasileiro, no geral, não é simpático, o brasileiro não é pacifico, o brasileiro não é social e amigável...

... o brasileiro é hipócrita e bunda mole.

-Dan
Veterano
# jun/16
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Lelo Mig
A questão é: Babymetal é inovação? Não vejo nada que seja inovação nelas. de qualquer forma.... alguns podem achar.

Eu acho que é, não? Colocar menininhas japonesinhas dançarinas cantando ao som de metal pesado bem tocado soou inovador pra mim. Mesmo que eu ache intragável.


Contanto que ACHEM alguma coisa e saiam de cima do muro. (obs: não me refiro a você especificamente)

Como já disse, o que incomoda não é achar, nem sair na pohada, se for o caso, para defender a discussão do "verde e azul".....é justamente o politicamente correto "não acho nada, muito pelo contrário" que é um pé no saco!

O brasileiro, no geral, não é simpático, o brasileiro não é pacifico, o brasileiro não é social e amigável...

... o brasileiro é hipócrita e bunda mole.


Entendo sua crítica sobre a bundamolice. Isso transcende a esfera musical. Acho mais adequada para outros assuntos, inclusive.

Lelo Mig
Membro
# jun/16
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-Dan

"Isso transcende a esfera musical."

Sem dúvida!

Por fim, dêem um desconto..........eu ando meio revoltado ultimamente... acho que vou mandar CV pro Estado Islâmico...kkk

makumbator
Veterano
# jun/16
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-Dan
Eu acho que devem ter existido muitas críticas, mesmo não existindo forum de internet. Suas afirmações contrárias beiram a onisciência.

Não só existiram como form pesadas e vindas principalmente dos próprios músicos. Basta ler material de história da música para observar que o surgimento das gravações alteraram bastante o panorama.

Os músicos eram em grande parte contrários às gravações por elas serem uma ameaça aos empregos (não se falava em música ao vivo, pois obviamente toda música era ao vivo).

Com as gravações não era mais estritamente necessário ter músicos pessoalmente tocando em cafés, restaurantes, cinemas (para tocar nos filmes de cinema mudo), festas, eventos, etc... E também havia críticas sobre a banalização, uma vez que a partir daquele ponto passou a ser possível ter uma orquestra em casa à qualquer hora (sem ser um milionário que tivesse músicos particulares a seu serviço).

Em geral os músicos não perceberam de imediato a possibilidade de novos empregos no ramo da gravação, e nem a incrível possibilidade de promoção que se abriu (afinal, um músico não pode ir a todos os lugares do mundo, e nem estar em todo o canto ao mesmo tempo).

Mas sim, ao contrário do que o Ismah sugeriu, as críticas foram fortes.

entamoeba
Membro Novato
# jun/16
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-Dan
acho muito mais provavel encontrar musica boa do que no passado, indo contrário ao que o pensamento de muitos aqui, creio eu.

Isso ocorre pela simples democratização da possibilidade de criação de musicas.


Mas o acesso irrestrito a algo não pode fazer com que esse algo deixe de ser especial?

Não será por isso que deixamos de ver música e passamos a ver competições de velocidade e precisão?

E será que um sujeito que usaria a música para se expressar não estará deixando de fazê-lo porque o meio tornou-se vulgar?

Felipe Stathopoulos
Membro Novato
# jun/16
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Respeito todos os entendimentos contrários. Entendo que traz alguma inovação.

Mas achei uma b. esse tal de Babymetal. Como em geral acho a música japonesa, aliás (não a tradicional, fique bem claro).

Na verdade achei mais que isso: achei que isso aí é tirar sarro do metal (tá certo que tem muita m. no gênero, mas tem muita coisa boa também). Um tapa na cara de quem curte metal.

Que nem aquele gringo-bobo babaca e sem-noção que faz vídeo no youtube mostrando "como ser blackmetal" ou "como tocar que nem o Kirk Hammet". Tirando onda de uma manifestação cultural que é absolutamente legítima (embora não seja minha praia), e com um cara que é tão fudido, mas tão fudido, que gerações de guitarristas se inspiraram e se inspiram nele até hoje: fácil pra caralho tirar sarro do cara em 2016... queria é ver aquele nerd da p. fazer igual ele fazia lá em 1983... é a velha história do "Ovo de Colombo"...

Isso aí (Babymetal) é dizer algo como "olha que lixo que é metal, desde que eu pague uns caras bons pra compor/tocar o som por detrás, pouco importa quem ou o que eu cante, se tem sentimento, se não tem etc."

Me deu cãibras nas tripas, pra ser honesto. Tem muita banda boa e honesta por aí que os caras ralam a vida inteira, sem equipamento, sem estúdio, sem patrocínio, sem apoio, sem p. nenhuma, pra emplacar às vezes um disco, uma única música, quando tem sorte. Por puro amor ao rock´n roll. Por puro amor à música. Por pura vontade de vencer, e de passar sua mensagem e sua experiência de vida pros demais viventes.

Aí vem um "ixperrrrto" endinheirado qualquer, contrata meia dúzia de baguás que tocam pra caralho, um produtor que manja horrores, dá todo o melhor equipamento que o dinheiro pode comprar, coloca tres japinhas bonitinhas pra ficar fazendo micagens na frente da câmera e... buuuuummmm! Suuuuuuuucessoooooooo, como diria aquele outro...

Que mensagem que isso aí passa? A de que o negócio é ser esnobe e otário, pegando carona na janelinha e tirando sarro do estilo que inúmeros outros criaram e trabalharam a vida inteira pra construir? Bonitinho e ordinário, como boa parte da cultura popular moderna japonesa?

Triste isso aí. Lamentável. Só isso que tenho a dizer.

Mas sei lá, gosto é gosto...

makumbator
Veterano
# jun/16 · Editado por: makumbator
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entamoeba
Mas o acesso irrestrito a algo não pode fazer com que esse algo deixe de ser especial?

Acredito que sim. E esse processo se intensificou justamente com o surgimento da gravação de música, pois foi possível ter música sem a presença de músicos, e em qualquer lugar e horário.

A música aos poucos foi perdendo o caráter quase religioso de ter que se ir até o local especial aonde ela era feita e apreciar essa arte na sua essência, que é a performance. Podia-se escutar apenas algumas vezes na vida uma peça que se gostasse, os mais pobres não tinham muito acesso, etc...

Claro que isso tem aspectos bons e ruins.

Mas é bem verdade que música já estava perdendo o caráter ritualístico que ela tinha muito forte na antiguidade (por antiguidade eu me refiro a antes do renascimento). Apesar de ser algo caro e exclusivo de mecenas e nobres mais ricos, desde antes do barroco era possível ter músicos tocando música no formato incidental e de ambiente que se faz hoje. Na época um nobre podia ter um grupo tocando enquanto ele fazia as refeições, enquanto participava de jogo com amigos, etc...


Felipe Stathopoulos
achei que isso aí é tirar sarro do metal (tá certo que tem muita m. no gênero, mas tem muita coisa boa também)

Tá brincando? O próprio metal se encarrega de ser suficientemente engraçado por si só.

-Dan
Veterano
# jun/16
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entamoeba
Felipe Stathopoulos
Que nem aquele gringo-bobo babaca e sem-noção que faz vídeo no youtube mostrando "como ser blackmetal" ou "como tocar que nem o Kirk Hammet". Tirando onda de uma manifestação cultural que é absolutamente legítima (embora não seja minha praia), e com um cara que é tão fudido, mas tão fudido, que gerações de guitarristas se inspiraram e se inspiram nele até hoje: fácil pra caralho tirar sarro do cara em 2016... queria é ver aquele nerd da p. fazer igual ele fazia lá em 1983... é a velha história do "Ovo de Colombo"...

Se vc tá falando dum nerd de óculos, Metallica é uma das bandas favoritas dele. Ele comentou isso.

-Dan
Veterano
# jun/16
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Felipe Stathopoulos
Que mensagem que isso aí passa? A de que o negócio é ser esnobe e otário, pegando carona na janelinha e tirando sarro do estilo que inúmeros outros criaram e trabalharam a vida inteira pra construir? Bonitinho e ordinário, como boa parte da cultura popular moderna japonesa?

Outra. Ninguém é dono de nada no quesito arte. Para de ser hater.

makumbator
Veterano
# jun/16
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Felipe Stathopoulos
Que mensagem que isso aí passa?

Que se alguém tiver recurso para investir, trabalhar com as pessoas certas, pensar e agir de maneira profissional, é possível produzir banda para ter algum sucesso e retorno financeiro. Acho ótimo.

-Dan
Veterano
# jun/16
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entamoeba
Mas o acesso irrestrito a algo não pode fazer com que esse algo deixe de ser especial?

Acho que pode. Problema do egoísmo do ouvinte.

Não será por isso que deixamos de ver música e passamos a ver competições de velocidade e precisão?

Tem quem aprecie técnica. Tem pra todos os gostos. Problema de quem procura as coisas no lugar errado.

E será que um sujeito que usaria a música para se expressar não estará deixando de fazê-lo porque o meio tornou-se vulgar?

Pode acontecer. Problema do ego dessa pessoa afetada que vai deixar de tocar porque outros estão fazendo X ou Y.

-Dan
Veterano
# jun/16
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makumbator

Bem legal pensar nessas revoluções tecnológicas disruptivas né.
Mais música sempre será melhor que menos música.


Lelo Mig
Por fim, dêem um desconto..........eu ando meio revoltado ultimamente... acho que vou mandar CV pro Estado Islâmico...kkk


Cuidado. A CIA monitora isso aqui kkkkkkk

Ismah
Veterano
# jun/16
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-Dan
Eu acho que devem ter existido muitas críticas, mesmo não existindo forum de internet. Suas afirmações contrárias beiram a onisciência.

Ou talvez elas tenham sido apenas gasolina na fogueira, para dar seguimento a conversação do tema rs

Como o makumbator e tu mesmo colocaram, houve enorme oposição a diversas coisas... Mas isso é apenas um lado do muro. Diversas coisas que citei aconteceram do lado dos que viram futuro na gravação. Esse é o ponto! Sempre teremos prós e contras... Em tudo.

Então toda banda começou com overdrive, e a revolução foi o som clean?

Na moral mesmo, creio que guitarra "clean" de fato, só veio depois... Nem querendo se consegue extrair som limpo, e com volume de um amp de 15W, a ponto de se equiparar a um naipe de metais... Então sim, eu creio que a distorção por overdrive tão indesejada, foi parte dos primórdios, e o clean foi a máxima.
A escolha ficava entre guitarra acústica, com som limpo, e baixo volume ou guitarra elétrica, som distorcido, e um volume mediano...Nem preciso falar qual foi escolhido... Um Bassman dos iniciais, tem um som limpo que de limpo tem muito pouco, e é um amp moderno, imagine um Gibson da década de 30~40...

Tem esse que dizem ser de 1923...

https://www.youtube.com/watch?v=af4C_llh84Q

Você se apegou a coisas bizarras no texto.

Apenas rebati com ideias opostas para dar continuidade, a um assunto que é de meu interesse.

Felipe Stathopoulos
Membro Novato
# jun/16
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-Dan

"Se vc tá falando dum nerd de óculos, Metallica é uma das bandas favoritas dele. Ele comentou isso."

O próprio.

Tem otário pra tudo, mas eu jamais faria uma sacanagem dessas com uma banda e um cara da qual eu fosse verdadeiramente fã.

Mas ressalto que é apenas minha opinião.

"Outra. Ninguém é dono de nada no quesito arte. Para de ser hater."

Não sou hater, nem disse que alguém seria dono de qualquer coisa. Apenas dei minha opinião. Não gostou, pule.

makumbator

"Que se alguém tiver recurso para investir, trabalhar com as pessoas certas, pensar e agir de maneira profissional, é possível produzir banda para ter algum sucesso e retorno financeiro. Acho ótimo."

Respeito profundamente seu entendimento, mas acho isso deprimente.

Se música é arte (como parece), e arte é isso aí, prefiro continuar a fazer o que faço (nada a ver com música).

Abçs.

makumbator
Veterano
# jun/16 · Editado por: makumbator
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Felipe Stathopoulos
Se música é arte (como parece), e arte é isso aí, prefiro continuar a fazer o que faço (nada a ver com música).

É, mas é preciso viver da arte. Não sei você, mas eu vivo profissionalmente de música (e apenas de música), e não tenho como ficar alimentando esses arroubos românticos (dos quais eu até simpatizo). Eu me considero um operário da música, um artesão, e tenho que exercer várias atividades dentro do campo musical para que eu posso realmente ter uma renda legal (inclusive coisas que eventualmente não me agradem tanto do ponto de vista artístico).

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