A qualidade da arte musical é medida pela quantidade dos ouvintes fieis?

Autor Mensagem
Multivozes
Membro Novato
# ago/15 · Editado por: Multivozes


A história humana ensina que a música é arte e como toda arte precisa de plateia, precisa de aplausos, a qualidade da arte é medida pela maior plateia que ela consegue prender para si e pelo maior tempo possível, neste contexto podemos fazer uma reflexão para a arte musical dos dias de hoje, vemos muitos estudiosos da música criticando e difamando os artistas atuais, julgando eles como fúteis e ruins sendo que contrapondo-se a isto estes artistas conseguem juntar cada vez mais em seus shows grandes quantidades de espectadores, fãs e outros que lhes concedem ouvidos, que compram seus CD´s, DVD´s etc. Será que o que está faltando para estes estudiosos musicais não seria humildade em reconhecer seu fracasso? Enquanto um artista que eles consideram péssimo e ruim possuem uma plateia enorme do outro lado estes “mestres” da musicalidade conseguem no máximo alguns parentes para admirar sua arte, será que não está na hora destes “mestres” reconhecerem que a maior arte destes "artistas ruins" está no fato deles conseguirem realizar um trabalho em equipe que é formada por: empresários, produtores, estúdios, gravadoras, marketing, figurino, banda, engenheiros de som, patrocinadores, etc e realizam um trabalho artístico de grande qualidade justamente por conseguirem juntos reunir o maior número de pessoas possível para ouvir esta "arte ruim"?

entamoeba
Membro Novato
# ago/15 · Editado por: entamoeba
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(duplo)

entamoeba
Membro Novato
# ago/15
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Arte e entretenimento não são a mesma coisa. Coisas com capacidade de entreter podem não ter qualidade artística nenhuma!

Mu_Cephei
Veterano
# ago/15
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Veja bem, eu tentei manifestar minha opinião de umas 4 maneiras diferentes, mas acho que todas elas soaram "arrogantes" e "elitistas". Logo, vou utilizar um exemplo extremamente lúdico daquilo que eu quero demonstrar:



6Strings
Membro Novato
# ago/15
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Coisas com capacidade de entreter podem não ter qualidade artística nenhuma (2)

Fato!

6Strings
Membro Novato
# ago/15
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Mu_Cephei

KKKKK......agora posso ir numa boate de strep tease e dizer para patroa que estou indo ver arte!

Adler3x3
Veterano
# ago/15
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Ponto de atenção:

Música puramente comercial onde o artista é fabricado, é um produto, não um artista.
E isto esta acontecendo com mais frequência.
.

RafaelBernatto
Veterano
# ago/15
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Mu_Cephei

Acho que você "zerou" o tópico. rsrs

Lelo Mig
Membro
# ago/15 · Editado por: Lelo Mig
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Multivozes

"toda arte precisa de plateia, precisa de aplausos, a qualidade da arte é medida pela maior plateia que ela consegue prender para si e pelo maior tempo possível"

Há um equívoco aqui... isso não é definição de arte. Pode ser definição de sucesso, mas não de arte.

Arte do latin Ars, numa tradução literal significa Habilidade ou Técnica. Contudo engloba um conceito mais amplo onde esta "habilidade" é vinculada a um conceito estético e de comunicação.

Daí o dizermos "expressão artística"... ou seja a necessidade de alguém expressar-se, extenuar emoções, conceitos e etc.

Você pode gostar ou não da expressão de alguém com muita ou pouca habilidade... aqui é onde entra a subjetividade.

E após este conceito básico existem diversas correntes de pensamento que "conceituam a arte".

Eu, particularmente, (obs: Isso é pessoal, é como eu penso, não têm nada a ver com certo ou errado, é apenas a ótica que até então adotei como o melhor conceito... que fique claro) sou adepto de uma corrente que entende que se não faz parte de um movimento renovador, que provoque mudanças no comportamento e na forma de pensar humana, que não provoque o pensamento e conceitos sociais, não leve a reflexão e não marque na história, não é arte.

Dentro deste conceito, entretenimento pode até ser agradável.... mas não é arte!

É como eu penso.

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15
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entamoeba
Arte e entretenimento não são a mesma coisa. Coisas com capacidade de entreter podem não ter qualidade artística nenhuma!



Matou a pau. Nessa eu concordo contigo.

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15
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Lelo Mig
se não faz parte de um movimento renovador, que provoque mudanças no comportamento e na forma de pensar humana, que não provoque o pensamento e conceitos sociais, não leve a reflexão e não marque na história, não é arte.



E se a "arte" em questão é um manifesto de tradição?

Lelo Mig
Membro
# ago/15
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cafe_com_leite

"E se a "arte" em questão é um manifesto de tradição?"

Tradição se forma à partir de um conjunto de causas e um determinado período.

Se ela é um manifesto de tradição, ela reflete o acontecido a que me refiro, num ponto da história.

Por exemplo, a Era Romântica (literatura, música, poesia, filosofia, artes plásticas e etc..)aconteceu há 3 séculos atrás, é um "movimento artístico" do passado.

Considero arte...gostar ou não é outra coisa.

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15 · Editado por: cafe_com_leite
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Lelo Mig

E por exemplo um sertanejo de raiz que somente traduzia em música e poesia a tradição da roça? Se pensarmos segundo essa premissa por ti explanada o sertanejo universitário é arte pra caralho, porque na minha visão eles trouxeram um impacto imenso na cultura jovem, ruim mas teve.

Na minha visão sertanejo universitário é só um produto pra vender.

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15
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Um produto, uma invensão, uma nova descoberta. Tudo isso pode causar um impacto cultural e sociologico.

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# ago/15
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arte = expressividade abstrata ligada a alguma habilidade.

é o que eu penso.

quanto ao tópico. quantidade massiva de ouvintes = sucesso, como já falaram.

qualidade depende de critérios. eu por exemplo gosto de uma mixagem com graves e médios presentes e balanceados e não muitos agudos. há quem prefira agudos. enfim. isso ai é subjetivo.

algo com qualidade pra mim pode não ser o que é qualidade para fulano.

o máximo que se dá pra afirmar como aproximação de verdade, é que alguns grupos sociais tomam como valor de qualidade alguns critérios específicos.

tanto que um crítico sertanejo não vai ter a percepção de um crítico de metal para com metal e vice versa. cada um tem seus critérios específicos que inclusive podem enquadrar outros gêneros na categoria de porcaria. claro que tem músicos/pessoas que exercitam a percepção dos critérios de todos os gêneros, mas não é o foco do exemplo.

Como você tocou no assunto, eu diria que a música comercial está Muito Longe de não ter qualidade. pegue a música da Bunduda Minaj ai por exemplo e tenha uma aula de mixagem, noção rítmica e de flow como diz o colega Tecfrente

Pegue os sertanejos universitários e tenha uma aula de fonética aplicada musicalmente que da de 10 a 0 em muito rock meia boca que sai por ai. Fora o ritmo e etc...

Ao meu ver, o pessoal devia parar de criticar música comercial (cão que muito ladra não morde) e começar a aprender com os caras que estão lá atrás fazendo a produção.

O problema da música comercial como já falei uma outra vez, é a visibilidade que ela tira do músico jazzista por exemplo. do músico erudito, do músico bluseiro, do chorão, do rockeiro e todos os outros estilos que não tem visibilidade. Isso sim é injusto. E pra resolver esse problema, medidas políticas em proporções muito maiores do que reclamar pelo motivo errado de música comercia na internet devem ser tomadas.

Agora falar da qualidade? Pff

Só minha opinião.

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# ago/15
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Se tu quiser ser mais hardcore cara, você pode tomar como valor de verdade que a qualidade depende do nível de dificuldade envolvido na produção. (contando que esteja esteticamente aceitável, o que filosoficamente rende mais uma discussão)

Então um pianista que executa perfeitamente o terceiro movimento da "Moonlight" sonata do Beethoven é um pianista com mais qualidade do que o que só consegue executar perfeitamente apenas o primeiro movimento.

E logo música erudita - jazz - choro > todos os outros gêneros. sem mimimi

Claro que é apenas um ponto de vista.

Lelo Mig
Membro
# ago/15 · Editado por: Lelo Mig
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cafe_com_leite

"o sertanejo universitário é arte pra caralho, porque na minha visão eles trouxeram um impacto imenso na cultura jovem"

Respeito tua visão, mas não concordo com ela, acho simplista. Esse sertanejo universitário nem sertanejo é.

Abraço!

Mu_Cephei

Cara não conhecia essa música....caraca, isso é muito ruim!

Tecfrente
Membro Novato
# ago/15 · Editado por: Tecfrente
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Pessoal, não vamos confundir Arte com Ideologia.

Arte não tem o mínimo de obrigação (apesar que pode até ser um instrumento para tal) de mudar uma realidade social. Quem "deve" fazer isso é a Política. A decadência do movimento Punk se deu por causa disso, pois eles perceberam que eram incapazes de colocar em prática seus ideais pois a "máquina pública" e o "sistema" eram muito maiores do que eles. Não sou contra músicas de protesto (muito pelo contrário, pois não só o Punk, mas também o Rap se prestam muito bem a isso), mas os compositores devem perceber a importância exata delas para mudar uma realidade e não supervalorizá-las como se fossem uma panaceia para os males do mundo. Seriam sementes para mudanças ? Talvez sim.

Quando deixarem de querer fazer da música uma Ideologia e considerá-la apenas como Arte, 99% das discussões desse forum irão se acabar.

A Arte imita a Vida ou a Vida imita a Arte ?

Para mim a Vida imita a Arte. A Arte é abstrata e independe da existência de seres humanos, problemas sociais, políticos, etc ... Ex:

- Quando o planeta Terra deixar de existir, ainda vai existir Arte ?
Óbvio que sim. Logo é errado relacionar Arte a aspectos humanos apenas. Pois se o planeta deixar de existir lá se vão os seres humanos artistas, política, comportamentos sociais, etc rsrs.

Como exemplo, deixo esse vídeo (O Philippe já trabalhou no CifraClub vídeo-aulas) relacionando Música com Astronomia, Cores ... (vejam a parte relacionando nosso sistema tonal ao movimento dos planetas, as dissonâncias com corpos fora de órbita normal, etc ...). Bach e o matemático Pitágoras fizeram muitos estudos sobre isso.
Essa relação entre Música e Astronomia foi bem aprofundada por Bach. No caso de Pitágoras, não preciso nem falar, pois ele já dizia:

"Há 2 formas de se chegar a Deus: Através da Música ou da Matemática."

Muitos podem se perguntar: E onde ficam a "bondade", "boas ações", etc ... ? A resposta está no conceito psicológico de "flow". Não vou ficar explicando a relação entre Música, Matemática e o conceito de "flow", pois iria me alongar muito. Os assuntos acima relacionados ao "flow" são bem complexos e nem todos iriam entender. Logo, haveria intermináveis discussões. Não estou com muito saco para explicações e mais explicações.



Tecfrente
Membro Novato
# ago/15 · Editado por: Tecfrente
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Gostei no vídeo que eu postei quando ele citou o Hermeto Pascoal. Apesar de não conhecer muito sua obra, pelo pouco que conheço, acho ele, Hermeto Pascoal, o cara mais livre de preconceitos musicais que conheço e o cara com mais musicalidade (Ele vê a música pela música, livre de paradigmas socialmente impostos ... tem muita autonomia e singularidade em seu modo de perceber a Música).

Vejam essa pergunta e resposta:

RC- Muitas pessoas acreditam que as músicas compostas para o público infantil devem ser simples em relação à harmonia e ritmo. Existem aqueles que discordam de tal proposição. O que o senhor diz sobre esta questão principalmente no contexto das crianças dos dias atuais?

HP- Eu digo que as crianças são mais preparadas do que muita gente porque não têm preconceitos ainda. E o gosto e a alma não têm idade! Nos meus shows sempre há crianças e elas sentem a música cada uma à sua maneira. Portanto, não é preciso diferenciar a música do adulto e de uma criança. Não estou falando em letra, mas em música!


Meus Deus, que resposta genial!


Fonte:

http://www.informacaomusical.com/entrevistahermetopascoal.php]

Apesar de eu ter 30 "e uns" rsrs, procurei nesse tempo todo não deixar o "sistema" colocar preconceitos musicais em mim, assim eu posso ver a música apenas nos aspectos que meus sentidos possam percebem de maneira pura e não perceber os aspectos juntamente maculados de paradigmas impostos por grupo de pessoas, nichos de mentalidades específicas, etc ...

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# ago/15
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E logo música erudita - jazz - choro > todos os outros gêneros. sem mimimi

Mentira. Nicki Minaj >> All. Huahuae

Tecfrente

Concordo totalmente com a impotência da música como solucionadora de problemas sociais. kk

E realmente, uma penca de discussões bobas aqui do fórum não existiriam se separassem música de ideologia. mesmo que ela também seja bacana nesse sentido, como uma semente como tu disse. mas pelo menos no meu ponto de vista, é algo secundário.

foco da música deve ser os sons. ai entra a poesia no meio e ferrou, já descamba tudo. poesia é algo a parte, poesia e música devem trabalhar juntas, mas música arte = sons.

até entendo o ponto de vista que o lelo apresentou num sentido de evolução da arte, afinal a arte foi se alterando por movimentos sociais com ideologias diferentes que foram surgindo, mas se levar o que ele falou ao pé da letra, ai se eu pintasse um quadro dentro dos critérios impressionistas, apenas pela beleza do quadro, então não seria arte, porque não enquadraria em nada do que ele definiu ali na visão dele como arte.

A Arte imita a Vida ou a Vida imita a Arte ?

Para mim a Vida imita a Arte. A Arte é abstrata e independe da existência de seres humanos, problemas sociais, políticos, etc ... Ex:


Eu já acho o oposto cara. kk

Acho que tudo que representamos artisticamente vem de inspirações que tiramos da vida.

- Quando o planeta Terra deixar de existir, ainda vai existir Arte ?
Óbvio que sim. Logo é errado relacionar Arte a aspectos humanos apenas. Pois se o planeta deixar de existir lá se vão os seres humanos artistas, política, comportamentos sociais, etc rsrs.


Cara, ai não sei não. porque pra mim a arte foi criada por nós. se nós não existirmos mais a arte não teria significado. e se o planeta sumisse tudo o que produzimos também sumiria porque faria parte/estaria no planeta.

Sei lá.

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# ago/15
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Tecfrente

Nossa cara, realmente, a resposta do Hermeto foi uma das mais maduras que eu já vi. Concordo com ele sem por nem tirar. Especialmente com crianças com menos de 5 anos que não passaram por Nenhuma experiência ruim com Nenhum grupo social. Veja que elas realmente não tem preconceito.

Eu não conhecia o trabalho dele, e depois de ler isso vou até procurar conhecer.

A atitude que você escolheu adotar, acho a mais madura musicalmente também.

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15
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Lelo Mig
Respeito tua visão, mas não concordo com ela, acho simplista. Esse sertanejo universitário nem sertanejo é.

Abraço!


Vamos dar outro nome então. Vamos chamar de guarda roupa. O guarda roupa causou um grande impacto na cultura jovem brasileira.

fernando tecladista
Veterano
# ago/15
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é medida pela quantidade dos ouvintes fieis?
julgando eles como fúteis e ruins sendo que contrapondo-se a isto estes artistas conseguem juntar cada vez mais em seus shows grandes quantidades de espectadores,
Enquanto um artista que eles consideram péssimo e ruim possuem uma plateia enorme

ouvinte fiel é diferente de ouvinte fanático
levar grande quantidade não é sinônimo de fidelidade, muitas vezes sinônimo de fanatismo

eu estou sempre aqui ouvindo, rick wakeman, pink floyd, vangelis, jarre e mais uma pancada de caras, e entendo que sou fiel a eles, porque independente de lançarem coisa nova ou não estarem na midia eu estou sempre ouvindo por vontade própria

ou outros lotadores de festa de peão sempre precisam de alguma coisa, se não tem música chiclete nova tem algum barraco na TV, fulado disse isso, fulano brigou com beltrano, fulana pagou peitinho, ciclana foi vista sem calcinha, beltrano brigou no twitter, tal pessoa apareceu vestida com um decote enorme.... casa, separa, casa de novo, chifra, assume seu novo gênero
esse tipo de coisa:
http://ego.globo.com/famosos/tudo-sobre/lady-gaga.html
bad romance já é coisa de velho

isso mantem o nome deles na mídia porque se não tem isso ninguém lembra mais do artista daqui 3 meses

Mu_Cephei
Veterano
# ago/15
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Lelo Mig

Perdão! (rs) Tive que apelar para um exemplo meio "extremo" para simplificar minha tese.

Como você tocou no assunto, eu diria que a música comercial está Muito Longe de não ter qualidade. pegue a música da Bunduda Minaj ai por exemplo e tenha uma aula de mixagem, noção rítmica e de flow como diz o colega Tecfrente

Concordo, mas creio também que a obra como um todo só tem a fama que tem pelo apelo sexual da letra e do vídeo. E aí entra a questão abordada pelo OP: a fama às vezes vem da imoralidade, da put#ria, do apelo ao ridículo, da "melosidade", etc. E isso acaba sendo muito mais decisivo que a produção em si.

...E logo música erudita - jazz - choro > todos os outros gêneros. sem mimimi

Curiosamente eu concordo com essa afirmação, mesmo não gostando de música erudita - jazz - choro! (isso não tem nada a ver com o debate do tópico, é só uma curiosidade que eu quis falar mesmo)

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15
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Na verdade a sua tese é simplista. O que eu fiz foi encaixar um caso nos moldes da condição por você exposta. Mas eu creio que há pontos que precisam ser melhor explicados, melhor explanados.



Eu gostaria mesmo que você continuasse a explanação dessa ideia, porque me interessou.

cafe_com_leite
Veterano
# ago/15
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Mu_Cephei
Curiosamente eu concordo com essa afirmação, mesmo não gostando de música erudita - jazz - choro! (isso não tem nada a ver com o debate do tópico, é só uma curiosidade que eu quis falar mesmo)



Que pitoresco esse comentário.

Hawklord
Veterano
# ago/15
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Dá pra gente parar de discutir a metafísica da música e ir tocar alguma coisa?

Sério eu passei meses longe desse fórum é tá mesma coisa de quando eu sai: toda semana tem um tópico querendo discutir o que é música e o que não é, o que é objetivamente bom e o que é objetivamente ruim, será que tem objetivamente bom?, etc, etc etc etc.

Shut up'n play yer guitar!

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# ago/15
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entamoeba
O que chamamos de "arte" é conceituada de formas bem distintas conforme os períodos históricos e as sociedades.
O conceito de arte começou à ser definido à partir da Renascença, período aliás em que podemos identificar também o desenvolvimento de uma nova sociedade: A Capitalista.
Assim, definir como "arte" como pensamos hoje uma produção (artística, como dizemos hoje) do Egito faraônico ou da Grécia Clássica, é um anacronismo.
Em nosso mundo TUDO é mercadoria (inclusive os próprios seres humanos), por conseguinte, a definição "tradicional" de "arte" (desenvolvida a partir do Renascimento), deve levar em consideração tal realidade.
O que estou querendo dizer aqui é que concordo com a sua colocação ( Arte e entretenimento não são a mesma coisa. Coisas com capacidade de entreter podem não ter qualidade artística nenhuma! ), mas que também devemos entender o conceito de "Arte" e "entretenimento" historicamente falando.
Exemplo: A estatutária grega, vista por todos como hoje em dia como ápice da Arte, naquela sociedade era vista de outra forma... Os exemplos são muitos...
Outro exemplo: Uma peça de Sófocles ou Aristófanes são hoje vistas com exemplos supremos da Arte do tablado, eram, na época dos mesmos "entretenimento", com funções ideológicas, cívicas, religiosas ou meramente entretenimento mesmo (no caso do Aristófanes).
Técnica, seja ela de execução, seja de "apresentação" também nada tem à ver com Arte - Não é à toa que se distingue a obra original de uma cópia ou falsificação.
Abçs

Mu_Cephei
Veterano
# ago/15
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Na verdade a sua tese é simplista. O que eu fiz foi encaixar um caso nos moldes da condição por você exposta. Mas eu creio que há pontos que precisam ser melhor explicados, melhor explanados.



Eu gostaria mesmo que você continuasse a explanação dessa ideia, porque me interessou.


Se referiu à minha postagem o.O? Seus posts acima foram todos direcionados à outras pessoas. Estou meio confuso...

Wuju Wu Yi
Membro Novato
# ago/15
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Mu_Cephei
E aí entra a questão abordada pelo OP: a fama às vezes vem da imoralidade, da put#ria, do apelo ao ridículo, da "melosidade", etc. E isso acaba sendo muito mais decisivo que a produção em si.

Sim sim, sem dúvida. Penso que os caras fazem os artistas evaporarem junto com suas letras putanhescas até por motivos comerciais. Os caras querem ir pegando a galera, lucrando em cima, e jogando fora. Se o artista fica muito tempo em evidência o preço dele sobe. rsrs

Eu até fiz uma suposição num outro tópico. Eu falei que só vai surgir uma galera "lendária" novamente quando morrer tudo os "peixe grande" de hoje em dia. Porque enquanto tiver esses peixões vivos, eles vão ser referência, e os capitalistas podem deitar e rolar com os artistas que eles catam pra fazer dinheiro, porque afinal se do nada esses artistas evaporarem ninguém vai suspeitar afinal, ele é uma "merda" mesmo, pois eles mesclam vários pretextos para justificar a sumida dos caras, a putaria é um deles. já tava escrito. Porque referência são os peixões.. se é que me entende. kkk

Quando os peixões morrerem eles talvez aguentem um tempo por causa dos registros que o pessoal ainda vai consumir mas.. cedo ou tarde vão ter que lançar uma nova leva. kkk pra repetir o ciclo.

Mas é só uma ideia cara. suposição aqui.

Curiosamente eu concordo com essa afirmação, mesmo não gostando de música erudita - jazz - choro! (isso não tem nada a ver com o debate do tópico, é só uma curiosidade que eu quis falar mesmo)

sim. se for pra considerar complexidade, a regra é que isso é o top. talvez alguns rocks e metal mais bem bolados que são a minoria também se enquadrem.

ai se o peão já fala "ah, mas complexidade não é tudo".

ai a conversa embaça, ai a margem muda totalmente de figura. kkk

Mauricio Luiz Bertola

Nossa, achei teu post Ótimo em So Many Levels.

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