Sobre mixagens incríveis

Autor Mensagem
Del-Rei
Veterano
# 23/jul/19 17:00 · Editado por: Del-Rei
· votar


The Man Who Sold The World
mas estamos ai pra ajudar, qualquer coisa manda sua duvida que com certeza te ajudaremos

Opa, valeu cara.
Na real, acho que tem um fator primordial, que é o ouvido. Tenho a impressão de que meu ouvido é meio ogro. Não consigo distinguir com sensibilidade determinadas sonoridades.

Aí quando falo de compressor, tenho até depressão, rs. Vejo vídeos, leio artigos e 'entendo' o funcionamento, mas na aplicação prática pro que eu quero (poder aumentar um pouco mais o volume final da música), acaba não servindo. Vejo vídeos em que os caras mudam os parâmetros e falam "agora sente o punch" e pra mim, soa a mesma coisa.

Acho que talvez um limiter funcione melhor do que um compressor. Talvez eu tenha melhores resultados pro que quero. Quando uso compressor com o objetivo de poder aumentar o volume, podem acontecer duas coisas: 1) Consigo aumentar o volume sem clipar, mas muda o timbre dos instrumentos, ou seja, inútil. Ou: 2) Se for aplicar de forma que não mude o timbre, não consigo aumentar nada em volume.

MMI
LinnDrum

Cara, nunca ouvi falar disso, rs.
Mas certamente Legião Urbana teria melhores resultados com isso aí, rs.

Um aceno de longe!!!

MMI
Veterano
# 23/jul/19 18:31
· votar


T-Rodman

Queen é de uma época que se usava vários canais, nos gravadores de rolo de 4 pistas. Eles são de uma época que as grandes bandas trabalhavam com orçamentos ilimitados. Tanto que na realidade, não eram ratinhos de estúdio, eles tinham um estúdio num dos lugares mais bonitos que já vi na vida.

Del-Rei

Usa um bom limiter...

O LinnDrum foi um dos precursores, pouca gente viu mesmo. Quem viu foram os caras das grandes bandas, nos maiores estúdios, no ínicio dos anos 80. Era bem caro... O mais impressionante é que este aparelho foi usado em músicas famosas, mas hoje um EZDrummer da vida faz melhor. Muitas vezes foi usado para soar "moderno", soar bem, mesmo tendo bons bateristas sentados do lado. Te conto essa história qualquer hora... kkkkkk

Del-Rei
Veterano
# 23/jul/19 19:29
· votar


MMI
Usa um bom limiter...

Farei isso.
Você já tinha dado a dica!


mas hoje um EZDrummer da vida faz melhor

Acho que uma das minhas melhores aquisições pras minhas diversões caseiras, rs. Tentei algum do mesmo nível pra baixo, mas não rolou. Sempre soava quadradão. Acabei comprando um baixo mesmo, hehe.

Um aceno de longe!!!

MMI
Veterano
# 23/jul/19 20:15
· votar


Del-Rei

Baixo não, como guitarra, não curto simular. É bom ter um baixo! O meu está no luthier, já estou com saudade. Eu aconselho todo guitarrista ter um para estudar um pouco, para quem grava mais ainda. Treinar a faixa de frequências dele é engrandecedor, acaba sendo a faixa crítica.

The Man Who Sold The World
Veterano
# 23/jul/19 20:32
· votar


Del-Rei
Vejo vídeos em que os caras mudam os parâmetros e falam "agora sente o punch" e pra mim, soa a mesma coisa.
cara, isso querendo ou não é uma questão de treinar o ouvido, fora que o youtube já comprime muito o audio
pra se ter uma ideia, de quando eu comecei até hoje, já consigo até notar as diferenças de quando um plugin está ligado mesmo no Factory reset ou quando está no bypass, mas é ouvindo muito mesmo e prestando atenção
e claro, depende tbm do seu sistema, bons conversores e bons monitores vao te entregar maior fidelidade, além de um ambiente tratado

mas na aplicação prática pro que eu quero (poder aumentar um pouco mais o volume final da música)
geralmente no meu master bus, eu coloco um compressor pra "juntar todo mundo" mas sem muita atuação na compressão, gosto do fairchild pra isso
e uso um limiter, geralmente o L2 da waves pra levantar o volume, as vezes faço isso pra entregar uma amostra pro cliente de como a musica soará masterizada, obvio que isso não é masterizar, mas uma musica com spl mais alto deixa o cliente mais feliz hahahaha
tem quem critica esse processo de "mixar masterizando", mas pra mim é mais facil pra saber aonde estou e aonde posso chegar
e mais uma dica que te dou, eu não costumo trabalhar volume com compressor nem com equalizador
por exemplo, se voce acentua a frequencia fundamental do bumbo por exemplo (70Hz) num equalizador, o pode ser que clipe na saída do Eq, então o interessante é sempre equilibrar a equalização com o output level do equalizador
e mais, quando se equaliza antes de mandar pro compressor, já pense como o compressor vai receber esse sinal, é uma otima maneira de se trabalhar, pensando no fluxo de sinal, como cada um vai atuar e receber informação
no mais, eu geralmente comprimo tentando não alterar o volume, e só reduzir os picos, pra mim ir muito além disso soa "overcompressed"

resumindo a bagaça, o equalizador e compressor podem ser seus aliados ou inimigos, basta compreende-los e trabalhar junto com eles
sempre lembre que uma frequencia exacerbada pode clipar a saída do teu canal e uma equalização bem feita pode arrumar o teu som pro compressor
e um compressor bem utilizado pode criar efeitos ou fazer voce trazer aquele elemento pra cima sem comprometer os outros sons

The Man Who Sold The World
Veterano
# 23/jul/19 20:41
· votar


desculpa o textão, mas pensa comigo
se voce manda um violão pro compressor, cheio de medio, sem muito grave nem agudo
hora que o compressor receber esse som cheio de medios, ele vai ser sempre acionado por esses medios, ai voce vai olhar no meter do compressor, e achar que tem algo de errado, o compressor ta atenuando 8 db, as vezes até 20db e voce ja fica estranhando que não ta tao alto o violão e que muitas vezes nem parece que o compressor está atuando no violão
por isso eu gosto de polir o som antes de ser comprimido, pro compressor conseguir trabalhar onde eu quero que ele trabalhe

MMI
Veterano
# 23/jul/19 23:12 · Editado por: MMI
· votar


The Man Who Sold The World

Continuar um pouco para você então, estou sem muito o que fazer mesmo... kkkkk

Parei no LinnDrum que deu certa curiosidade no amigo Del Rei... Foi um aparelho que concorria com o famoso Roland TR-808, que neste artigo mesmo da wiki chamam de Fender Stratocaster das drum machines. Outra maquininha poderosa dessas era o Oberheim DMX, usada em discos do Dr Dre, New Order, Chemical Brothers (putz, conheci esses caras! kkkkk). Basicamente, uma estética da época. Tanto que bandas de sucesso usavam essas máquinas para a bateria até em turnês mundiais, fica o exemplo do Depeche Mode também. Eu reclamei de baixo sintetizado, mas também foi bem comum, como o Moog, Roland, especialmente os pedais foram bem populares e usados até pelo Sting no Police, John Paul Jones no Led... Deixo aqui ilustrando o Stevie Wonder sintetizando tudo. Ainda bem que essa moda de sintetizadores acabou (ou se limitou a nichos), né? kkkkkkk

Na década de 80 foi desenvolvido o Compact Disk. A primeira banda a vender um milhão de CDs foi o Dire Straits, com o excelente Brothers in Arms. O David Bowie foi o primeiro a converter toda discografia para CD e em 87 lançaram pela primeira vez em CD os discos dos Beatles em mono! Então fazia sentido nos LPs, K7s e CDs o SPARS Code, basicamente 3 letras A ou D que indicava sequencialmente a gravação, mixagem e masterização, se era analógico ou digital. O chique era digital, claro. O disco Radio Pirata do RPM de 86 causou sensação, não sei se foi o primeiro ou um dos primeiros nacionais que estampava DDD.

Essa foi uma época que as bandas principais do Brasil fizeram muito sucesso e ganharam muito dinheiro. Dinheiro que não davam conta de gastar mesmo. Vale deixar um registro da grande aventura que foi o Rock in Rio de 85... Mas a primeira super produção, das super bandas mundiais, foi quando o Queen veio tocar em 1981, que chegou a reunir 100 mil pessoas no estádio do Morumbi. Bons tempos para o nosso rock, né?

A década de 90 chegou com a tecnologia chegando finalmente na gravação. Apareceu a incrível ADAT que gravava 8 pistas cada, mas que se podia sincronizar até 16 máquinas que totalizava 128 pistas. Em 89 lançaram o Sound Tools que em 93 virou o Pro Tools. Era limitado, até porque só em 97 chegou a 48 trilhas possíveis. Aí entra o Rick Martin que com o Livin` La Vida Loca que foi o primeiro grande sucesso totalmente feito em Pro Tools (pode não ser meu gosto, mas é uma super mix). Daí perdeu o sentido o SPARS Code...

Valeu

Del-Rei

Para você, um LinnDrum no Brasil. (Queria outra música mas não achei, essa serve, kkkk)



The Man Who Sold The World
Veterano
# 23/jul/19 23:42
· votar


MMI
sensacional, a historia do Brothers in arms eu conhecia, sou um grande fã do Knopfler
é engraçado ver esse documentario que citei, o pessoal na decada de 80 apanhava feio dos computadores e os computadores apanhavam feio das DAWs, eles dizem que apareceu um tecnico com o Sound Tools no estudio, ele levava 2 horas pra começar a reproduzir o som depois de dar o play, chamavam ele na época de Slow Tools kkkkkkk
acho que ninguem na época se sentiu seguro em dar uma chance pro brinquedo novo, quem iria imaginar que 20 anos depois teriamos super computadores processando plugins dos mais variados e poderiamos mixar em qualquer lugar ou gravar usando uma interface menor que um teclado?

vou deixar o documentario aqui, é sensacional, falam sobre a mesa do estudio, que se não me engano é uma neve 8078, falam sobre como era o estudio, sobre os altos e baixos do estudio, pra quem gosta é um prato cheio, tudo isso com grandes entrevistados e imagens da época


MMI
Veterano
# 24/jul/19 11:15
· votar


The Man Who Sold The World

Eu assisti faz anos esse documentário, até porque foi dirigido pelo Dave Grohl (que não sou dos maiores fãs não, talvez por isso e por ter sentido um lado comercial muito grande, supervalorizado, até por me sentir contrariado ao ler que "é considerado o mais importante da história em termos de gravação analógica nos EUA", só rindo...). Pior que não me chamou muito a atenção... Se sua idade não estiver errada, você não estava neste mundo nos 80`s, né? Então te conto uma historinha de velho: na década de 80 apareceram os primeiros computadores pessoais. Em 82 virou febre o incrível TK82-C da Microdigital (tinha reserva de mercado no Brasil), tinha incríveis 2 Kbytes de RAM e uma expansão que dava 16 Kb (não dava uma foto de baixa resolução de hoje), carregava arquivos por fita K7. Só na década de 90 que vieram os modem 300 de linha discada (0.3 kbit/s ). Por estes modems que criaram o MP3, que demoravam horas para baixar uma música. Mexer com gravação de música requeria computadores muito fora do normal, "supercomputadores". Mas quem viveu viu a capacidade dos computadores dobrando a cada ano num determinado ponto...

Eu tive a sorte de conhecer alguns estúdios legais, além de conversar com muita gente que viveu isso, dentro e fora daqui do nosso país. Se um dia puder, entra (nem que seja em sites) nos Capitol Records, Sun Studios, Stax, Chess Records, Abbey Road, Mountain Studios no Casino Barrière de Montreux... Os olhos ficam suando miseravelmente. kkkkkk

The Man Who Sold The World
Veterano
# 24/jul/19 11:56
· votar


MMI
Se sua idade não estiver errada, você não estava neste mundo nos 80`s, né?
Tá certa, eu nasci em 95, meu primeiro cpu foi um Pentium 2 de cartucho, por mais que eu tenha pego o "salto tecnológico", não peguei do começo, já existiam processadores e internet, só eram precários
Também não sou um grande fã do Grohl, nem do Nirvana (me julguem) mas me interessei pelo aspecto histórico que o documentário trouxe, o pessoal que passou pelo estúdio, as histórias
Acho que pra quem gosta, conhecer estúdios consagrados é o mesmo que conhecer templos e pontos turísticos históricos, eu sonho em conhecer o Hansa Tonstudio, cara, que história!!
E definitivamente, é muito diferente pegar "viventes" do mercado antes dos anos 90, quer dizer, sem uma boa mesa, bons compressores, reverbs e uma acústica legal, o estúdio não fazia nada
Estamos falando de estúdios que precisavam de uma estrutura monstra pra funcionar, em contraponto, hoje é possível ganhar um Grammy usando instrumentos virtuais, um sm57 e uma apollo

Ismah
Veterano
# 24/jul/19 13:17
· votar


The Man Who Sold The World
a comunidade do audio é muito unida, é possivel encontrar centenas de aulas, palestras, conversas e Q&A pela internet

Tem os idiotas também, falando groselha - principalmente na parte de engenharia...
É encarada como uma forma de dar dinheiro, com os cursos (mais aqui) e com marketing. Lá fora, existem cursos sérios, em instituições sérias... Aqui nem as escolas de áudio são exatamente sérias...

não de iniciantes, mas dos grandes da industria

Isso é bom, pois eles estão cientes de quem são, e não é qualquer Zé Ruela que terá a oportunidade de trabalhar com os artistas... Elaborar um CV de Rick Rubin, não é só querer, existe um fator sorte... Só existe espaço para uma pessoa no lugar mais alto do pódio...

tenho ouvido muita coisa independente no rock e sinto que a sonoridade tem me agradado bem mais que no "mainstream"

O que é esperado... O rock mainstream anda bem bunda, não gosto das coisas polidas que andam em alta hoje...

The Man Who Sold The World
Veterano
# 24/jul/19 13:47
· votar


Ismah
É encarada como uma forma de dar dinheiro, com os cursos (mais aqui) e com marketing. Lá fora, existem cursos sérios, em instituições sérias... Aqui nem as escolas de áudio são exatamente sérias...
concordo, ainda mais com essa onda de "Djs"... aqui na minha cidade tem varias escolas de dj, nunca vi uma aula, mas não sinto como se fosse ensinado o importante pro audio e sim como usar os cdj's e samples, é como se alguém aprendesse a fazer uma cirugia sem saber o nome dos orgãos, e nem suas funções
acho que esse nicho de musica eletronica é ainda pior na industria fonografica, estamos falando de uma avalanche de jovens que não entendem nem estrutura de ganho, muito menos o conceito basico de frequencias fazendo musicas no fruitloops e tocando seus pen drives nas baladas por ai
lembrando que não sou contra musica eletronica, pelo contrario tem varios artistas que gosto, mas o mercado inundou com porcaria


Elaborar um CV de Rick Rubin, não é só querer, existe um fator sorte...
sorte pra mim é estar preparado na hora e lugar certo, quer dizer, quantos de nós conseguiria segurar o rojão de produzir o Raising hell?

O rock mainstream anda bem bunda, não gosto das coisas polidas que andam em alta hoje...
a referencia que trago é o album This house is not for sale, do Bon Jovi, do ano passado, o engenheiro foi o Michael H. Brauer, sinceramente parece uma musica pop com guitarras, tudo extremamente comprimido e limpo demais, o volume explodindo e pouca dinamica, os timbres de guitarra salvam pra mim, mas....

_JCM_
Veterano
# 24/jul/19 15:41
· votar


Não sei se cabe aqui a minha opinião... Estou acompanhando o tópico e tenho notado várias histórias interessantes.

E me lembrei de algo que comentava com um amigo meu, produtor...

Como ouço muita musica cristã, tenho notado um certo padrão nas mixagens de uns anos pra cá... me parece que as musicas estão todas muito parecidas neste meio. Pra quem ouve o meio gospel, talvez concorde comigo: é Telecaster, com pouco drive, muito reverb shimmer e delay.

Não sei a opinião de vocês, mas me parece que a maioria do pessoal que produz gospel não quer fugir da onda do momento. Ou seria uma vertente, que pode mudar a qualquer momento?

MMI
Veterano
# 24/jul/19 16:36
· votar


The Man Who Sold The World

Acho que pra quem gosta, conhecer estúdios consagrados é o mesmo que conhecer templos e pontos turísticos históricos, eu sonho em conhecer o Hansa Tonstudio, cara, que história!!

Para mim são templos e pontos turísticos históricos sim.

O Hansa posso entender mais. Deve ser muito legal, mas não conheço Berlim, um dia quero ir. Não é um competição, não dá para falar no melhor e mais importante como pretensamente falaram do Sound City. Assim como também não coloco o Rick Rubin "no lugar mais alto do pódio", é só um ponto de vista, sem desmerecer.

Aqui no Brasil tivemos um atraso bem grande em produtores, apesar que tivemos uma época de vacas gordas. A música deu muita grana por aqui, rendeu muito, gravaram muita coisa boa, nem sempre bem gravada. Mas tivemos grandes estúdios e temos sim grandes produtores - a grande maioria longe da badalação e autopromoção youtubística e mesmo acadêmica. Tem, de fato, faculdade de produção musical que dá vergonha alheia - até porque hoje em todas as áreas hoje tem os diplomas "pagou-levou", o que dirá na área musical.

Lembrei aqui de uma produção que participei... Com o pessoal do estúdio da Dolby Atmos. Já contei aqui, faz um tempo, mas gravar guitarras em 5.1 (mantiveram a coisa simples) foi algo estarrecedor, incrível. Tá aí uma evolução das mixagens das últimas décadas... Eu mesmo acho que já é difícil mixar estéreo, piora se for 2 canais mais um subwoofer. Raríssimas vezes acompanhei 5.1 e vi que ultrapassava em muito para o meu bico. Só que a coisa vai para coisa como 9.1.2... De qualquer forma, foi bem legal conhecer as salas onde se faz e certificam o Atmos. Mas sei lá, tenho a sensação que isso ficou ultrapassado. Meu pessimismo me leva a pensar que áudio hoje se faz para tocar em celulares. Chegamos ao ponto que você tem a Filarmônica de Berlim com o coral, 100 pessoas do mais alto gabarito tocando e cantando a 9a Sinfonia de Beethoven para ser ouvido enquanto se caga no banheiro...

Voltando ao tópico, lembrei de um álbum... O Decca Studios, que um dia deu um não para os Beatles, em 64 gravou John Mayall com produção de um tal de Jimmy Page. Deu certo, então deram liberdade para que junto com Eric Clapton gravassem John Mayall Blues Breakers with Eric Clapton, o famoso "Beano Album". Foi Mayall no piano, Hammond, harmonica e maioria dos vocais, baixista John McVie, baterista Hughie Flint e Clapton de Les Paul e Marshall, além de uns metais aqui e ali. Isso tudo em 4 canais disponíveis. Assim revolucionaram o rock da época.

MMI
Veterano
# 24/jul/19 16:40
· votar


_JCM_

Ou seria uma vertente, que pode mudar a qualquer momento?

Conheço pouco o meio gospel, mas acho que é só momento. Se bem que também é um momento um pouco "tanto faz"...

The Man Who Sold The World
Veterano
# 24/jul/19 20:15
· votar


_JCM_
Não sei a opinião de vocês, mas me parece que a maioria do pessoal que produz gospel não quer fugir da onda do momento.
me parece que o pessoal que produz (insira qualquer gênero musical aqui) não quer fugir da onda do momento...
passou a onda de inovações, não temos mais um Miranda pra juntar Lenine com Marcelo D2, Fresno com Chitãozinho e Xororó, Charlie Brown JR com Vanessa da Mata
e nem entro no merito se é bom ou não, eu particularmente gosto, mas o cara tem que ser foda pra fazer issodar certo, podia dar uma merda grande com os artistas, com a patrocinadora e com os fãs
hoje o pessoal joga na segurança, quem não tá no funk e no sertanejo, ta produzindo essa "nova MPB" (voces sabem de quem eu to falando kk)
ninguem arriscando, ninguém tentando algo novo, muito menos sonoridades novas

The Man Who Sold The World
Veterano
# 24/jul/19 20:38
· votar


MMI
concordo que tivemos um atraso por aqui, mas acho que fora os polos globais USA e UK, os países num geral demoraram mesmo pra desenrolar na musica, isso não impediu a gente de ter verdadeiras lendas do audio por aqui

Chegamos ao ponto que você tem a Filarmônica de Berlim com o coral, 100 pessoas do mais alto gabarito tocando e cantando a 9a Sinfonia de Beethoven para ser ouvido enquanto se caga no banheiro...

existem duas discussões que o pessoal sempre traz pra mim
primeiro: o investimento que é feito em equipamentos e em uma produção pra galera ouvir em fones de celular
segundo: essa "banalização" da musica
acho engraçada essa visão, não é de todo errada mas acho que esse fato acaba trazendo mais benefícios do que malefícios
vamos a um exemplo, pega ai musica Donna do Ritchie Vallens, foi lançada na década de 50, 40 anos antes de eu sequer pensar em nascer hahhaha
como eu conheço a musica? tenho acesso a milhares de musicas em qualquer lugar e até mesmo no computador
podemos até dizer que banaliza a musica, mas também faz ela sobreviver as areias do tempo, não é mais necessário juntar dinheiro pra comprar discos, a loja ter estoque e não precisa ficar produzindo milhares de cds
seria praticamente impossível ter os discos que quer e que hoje voce tem no seu ipod, falo por mim, eu gosto de musica e hoje ainda invisto em equipamento para ouvir musica e tal, eu não teria grana pra substituir meu ipod pelos albuns fisicos, e também eu com certeza não acharia facilmente um cd do Ritchie Vallens em uma loja de cd qualquer, pode ter banalizado a musica, mas tbm democratizou

Ismah
Veterano
# 24/jul/19 21:08
· votar


sinto como se fosse ensinado o importante pro audio e sim como usar os cdj's e samples

O assunto é complexo e controverso. A função do Dj essencialmente é tRocar discos, e dar play em músicas.
Do reggae, veio o dub, onde se misturavam as faixas, e sobrepunha efeitos. As técnicas foram melhorando, e muito Dj de fato produz música ao vivo, a partir de músicas já existentes, sampleando partes, e coisas assim...

E, em algum momento nos anos 90/00, Dj's e produtores de música eletrônica se confundiram. Veja que os ícones da música eletrônica, do começo nos anos 60/70, até hoje são como artistas de qualquer gênero. E faz sentido, algumas versões novas são melhores que as originais (dentro do que se propõe).
Dj's em geral, quando muito, produzem. Veja o Alok por exemplo, mal sabe abrir a boca pra dar entrevista, quem dera cantar. E é bem mais conhecido que qualquer parceria que fez. Não dá para saber, quanto que ele de fato fez, mas faz total sentido assinar a música...
Do lado do Miles Medina, Lady Style e outros do rap/hip hop, o Alok não sabe bosta nenhuma como DJ... Em estúdio, é outra novela... Enfim...

Como parece bem mais fácil dar play e ter uma playlist, do que aprender um instrumento. Não precisa nem contar tempo, apesar que tem muita diferença ao colocar lado a lado ambos...

quantos de nós conseguiria segurar o rojão de produzir o Raising hell?

Capaz dele dizer que foi mais um trabalho, e só kkkk
A perna treme, mas a gente vai acostumando... Partindo de mim já...

Ismah
Veterano
# 24/jul/19 22:13
· votar


_JCM_
Pra quem ouve o meio gospel, talvez concorde comigo: é Telecaster, com pouco drive, muito reverb shimmer e delay.

Entre outras coisas, é o que me fez comentar "o worship vai dominar o mundo"... Não só ali, mas como concluído na sequência, todos querem tentar o caminho que deu certo...
Difícil de quantificar, mas olhar para trás e juntar 20 bandas que inovaram na sonoridade, é fácil... O que não calculamos é que o primórdio da música é um "fartime"...
Veja bem, Beatles, surgiu em 1960. São 60 anos de história desde então... Numa média, uma banda inovadora, surgiu a cada 3 anos... Não espere que vai surgir diariamente uma banda assim.
No meu tempo de vida, só consigo dizer uma ou duas linhas, que considero inovadoras... Projetos como o Ed Sheeran, Gleison Túlio, L.E.J. e demais... E os harpguitars/tapping, que reinventam a forma de tocar - e morre aí também.

_JCM_
Veterano
# 25/jul/19 09:04
· votar


The Man Who Sold The World

ninguem arriscando, ninguém tentando algo novo, muito menos sonoridades novas


Pois então... seria um medo de gastar tempo, produzir e não ter o retorno desejado? Claro, é muito dificil reinventar a roda, mas, na minha humilde opinião, não acho tão legal tudo soar tão parecido.
Fazer aquela mistura que você descreveu não é para qualquer um não!



Ismah

Entendo o seu ponto de vista.

Entre outras coisas, é o que me fez comentar "o worship vai dominar o mundo"... Não só ali, mas como concluído na sequência, todos querem tentar o caminho que deu certo...

Era o que eu comentava com o meu amigo produtor. Vamos na onda, porque muitas vezes a musica pede este estilo.

MMI
Veterano
# 25/jul/19 23:14 · Editado por: MMI
· votar


The Man Who Sold The World

Veja bem... Talvez passou batido, mas ressaltei que um lado pessimista julga que geralmente as pessoas vão ouvir no celular, eventualmente em aparelhos diversos e radios online, usando fones de ouvido bem questionáveis. Mas é só um pensamento pessimista, tem o otimista...

O otimista diz que não sou de Marte, apenas um pouco "old school", que tenho um aparelho valvulado com boas caixas na sala ainda, não como os antigos 3 em 1, racks etc., mas ainda tem aparelho de som e boas caixas na minha sala. Alguns amigos também tem. Na minha TV tem um sistema 5.1 bem razoável. Poxa tenho 2 conhecidos que tem sistemas McIntosh valvulados lindos em casa. Se eu e outras pessoas também ainda ouvimos música em sistemas bacanas em casa, outros também podem fazer e perceber cada detalhe de uma gravação, em alta fidelidade, como se falava.

Eu ressaltei que tem caras muito bons aqui no Brasil. Excelentes mesmo. Um dos maiores engenheiros de som e produtores que conheci me foi apresentado como o "Quincy Jones brasileiro", só não era tão famoso por falar português brasileiro aqui na nossa terrinha. Eu achei que era sacanagem, exagero, algo assim. Não era! Só que é tranquilão, trabalha ali na dele, não dá muita aula (ás vezes ele faz uns cursos) nem faz auto promoção especialmente na internet. O currículo fala por ele, já gravou tanta coisa boa e famosa, brasileira e gringa... Ver um cara desse trabalhando, microfonando, gravando, processando o áudio, resolvendo harmonias que complicavam, mixando... Aprendi muito, vi o que é ser profissional de estúdio de verdade. Sem falar nuns nomes óbvios que chegam a ser indiscutíveis. A questão não é essa...

O país teve seus tempos de vacas gordas. As grandes bandas, grandes músicos, ganharam muito com as gravadoras e estúdios juntos. Mesmo assim não nos colocou no mapa dos grandes estúdios, grandes produtores, grandes gravações, em certo aspecto. Muitos desses foram para fora. É só ouvir várias gravações, pelo menos até a metade dos anos 80, só pegando o som de guitarra... Geralmente é ruim.

Não acho seu argumento muito válido. Você conhece a música dos anos 50 porque foi gravada, simples assim, especialmente o que era bom e via de regra por isso resistiu aos tempos. Assim como conhecemos Bach, Mozart, Beethoven etc. porque deixaram um registro, não porque hoje existe MP3, celular e fones de ouvido. Antes de existir o que você chamou de banalização da música com essa onda digital, a música sobreviveu por séculos. Arrisco ir até mais longe, o blues praticamente morreu, acabou, foi quase que resgatado por Alan Lomax em 1941-42 que resgatou o gênero e achou Muddy Waters para gravar para a Library of Congress. Acho que sua geração entende música como ter milhares de arquivos em aparelhos, o que não é ruim. Também entendo que hoje é difícil imaginar como se vivia sem computadores, celulares, internet. É uma meia verdade que o MP3 do Napster para frente democratizou a música - é sim, de lá em diante, a produção musical do mundo passou a ser gratuita e hoje basta um google (na época precisava de uma noite, um computador caro, uma linha telefônica cara, para 2 ou 3 musicas). Pode soar estranho, mas você não precisa "ter" Ritchie Vallens para curtir e conhecer. Muita gente tem milhares de arquivos onde algumas músicas nunca foram ouvidas ou foram só uma vez. Nos streamings também é assim.

Um dos pontos fundamentais do início da Bossa Nova foi quando um cara que trabalhava em voos para os EUA apareceu com um disco do Barney Kessel no Rio e mostrou para o pessoal que viria a criar a Bossa Nova. Cada um recebeu a incumbência de tirar uma música. Assim como a British Invasion nos EUA foi feita por ingleses que de alguma forma ouviam blues americano que chegavam nos portos, um ou outro disco, mas na maioria ninguém tinha os discos de fato. Teve o papel do radio também, numa época que se ouvia e eventualmente mais tarde se engatilhava um K7 para pegar a música e inventar uma maneira de tocar aquilo (quem era músico, quem não era também fazia para curtir). Enfim, quem curtia música fazia acontecer antes de existir o MP3. O pior de tudo, para se refletir, é que muitos dos grandes artista nacionais não tem sua discografia na internet - sumiu, quebrou o link, não tem mais.

T-Rodman
Veterano
# 25/jul/19 23:29
· votar


eu acho engraçado o hi-fi no meio das mixagens que escutamos no dia a dia.
lendo os posts aqui eu fui colocar meu fone de ouvido hi fi e comecei a achar um monte de defeito em musicas do spotify. depois de melhorar o bitrate pro máximo, algumas mixagens melhoraram.
Mas é só voltar pro radio do carro ou pra um fone mais 'normal' que dá pra escutar a mixagem 'low' novamente - e é isso que a maioria faz com um fonezinho comum, ou mesmo um fone desses 'coloridos' (tipo os monster beats da vida).

no mais é bem legal ler seus comentários MMI. Tem a historinha no meio.
Vc falou de guitarras mal gravadas. Veio na hora o barulinho das guitarras do Beto Guedes na cabeça (do disco Clube da esquina) lol.

amplexos

T.

MMI
Veterano
# 26/jul/19 11:30
· votar


T-Rodman

Eita... E tem quem leia esse contador de causos, é? hahaahahahahaha

eu acho engraçado o hi-fi no meio das mixagens que escutamos no dia a dia.
Mixagens não são feitas para isso mais. A ideia é ouvir em aparelhos simples e baratos mesmo. Mas ás vezes trombo com produções, gringas sempre, que num aparelho desse revela muita grandeza e segredos.

Vc falou de guitarras mal gravadas. Veio na hora o barulinho das guitarras do Beto Guedes na cabeça (do disco Clube da esquina) lol.

Eu evito dar nomes aos bois aqui, até para elogiar, kkkkk.

De toda forma, é incrível como um montão de discos saíram com som ruim. Até hoje tem excelentes guitarristas encanados com isso, um outro ficou até meio que marcado como excelente guitarrista, mas com timbre ruim, o que é uma pena e chega até a me deixar chateado no que diz respeito a um ou outro. Mas foi só um exemplo, se você pegar o som de baixo, vai ver que também acontece, salvo exceções. É difícil compreender que hoje tem moleque postando vídeo no quarto com som melhor...

_JCM_
Veterano
# 26/jul/19 11:38
· votar


MMI
T-Rodman

Sem querer fugir muito do tópico.. fiquei na curiosidade de saber quais seriam os fones e caixas que vocês usam, de acordo com o que relataram, que conseguem ouvir mais detalhes?

T-Rodman
Veterano
# 26/jul/19 11:42 · Editado por: T-Rodman
· votar


ah, tem os tópicos aqui do povo falando de tremendão, de guitarras nacionais anos 70... essa nostalgia... me vem justamente esse tipo de guitarra gravada nos albums dos membros do Clube da Esquina. E são músicos ruins? pelo contrário. São os melhores daquela geração (eu acho). Mas não dá pra esconder que muita coisa era feita com instrumento ruim, aparelho ruim, que era o disponível.

A música que veio na cabeça foi essa, rs. Se pá é remasterizada essa versão, mas não tem jeito, rs.
https://www.youtube.com/watch?v=uvx5Ea8CuQo
E já que é pra ser democrático, AC/DC, Black Sabbath também não são exemplos de boas mixagens, rs.
Led Zeppelin já foi esperto. Logo quando lançaram o CD eles já lançaram remasterizado. Daí acho que não fica essa má impressão, rs.

_JCM_
os que uso são o Sennheiser 505HD e o B&W P5. Nem são nada antigos, mas o P5 é vendido como 'hi-fi' e essa diferença na mixagem e/ou na amostragem de arquivo digital, dá pra se notar no spotify com celular mesmo. Mas melhora consideravelmente se baixar o álbum na melhor qualidade possível dentro das configurações dele. Já no carro e tal, na qualidade 'média', já não dá pra sentir nada de ruim não. Nem em caixinhas bluetooth, rs.

amplexos

T.

MMI
Veterano
# 26/jul/19 12:16
· votar


_JCM_

No valvulado (da sala, coisa de velho), as caixas são Paradigm. Meu melhor fone é um Grado PS1000e. Na TV, os Bose me satisfazem.

T-Rodman

Verdade... Mas muita gente fez coisas que devem se arrepender, como a tal marcha contra a guitarra elétrica.

acabaramosnicks
Membro Novato
# 26/jul/19 12:59
· votar


MMI


Eita... E tem quem leia esse contador de causos, é? hahaahahahahaha

faz um tempo aí que eu não psoto nada, vim aqui só pra dizer que, apesar de raramente me manifestar, eu também sou dos que lêem com grande interesse os causos. Não só seus, mas de todos os "velhos" por aqui e afora. Vale também para o Lelo, Del rei e qualquer outro que a carapuça servir.

_JCM_
Veterano
# 26/jul/19 13:56
· votar


T-Rodman
MMI

obrigado!

The Man Who Sold The World
Veterano
# 26/jul/19 14:37 · Editado por: The Man Who Sold The World
· votar


_JCM_
fiquei na curiosidade de saber quais seriam os fones e caixas que vocês usam
eu entro no balaio tbm? hauehauehauehuaeh
no estudio eu uso monitores Yamaha hs8 e um Sennheiser hd598
e em casa gosto do ATH m50, pra jogar e ouvir um som no Spotify
não são um set "Hi-Fi" mas no estudio é um set mais profissional mesmo e o fone pra casa é pra ouvir um som sem muita pretensão, com uma assinatura mais colorida, visto que o Audio Technica é mais divertido nos graves

EDIT: vez ou outra eu uso o m50 no estudio ou até um AKG k404, até pq só uso eles pra checar ruídos
e pra ouvir musica o Sennheiser é legal tbm por ser aberto, o m50 tem um som mais na cara por ser fechado, os dois são similares, custam na faixa dos 230 dolares

T-Rodman
Veterano
# 26/jul/19 14:51
· votar


MMI
belo 'causo'. desconhecia esse fato, mas putz, violão não veio de fora? guitarra elétrica não veio copiada da 'guitarra espanhola'?
povo europeu achava caro Fenders e Gibsons, não usavam Hofner e Hagstrom? Aqui mesmo não teve os Gianinni? (nessa parte não vou falar de qualidade, só acessividade, rs).

_JCM_
verdade, tem os monitores de estúdio. Aqui é Yamaha HS-50. tem uns outros tipo Alesis e Prodipe também mas nem contam, rs.

amplexos

T.

Enviar sua resposta para este assunto
        Tablatura   
Responder tópico na versão original
 

Tópicos relacionados a Sobre mixagens incríveis