Existe algum filtro "inteligente" de Frequências? (Masterização)

    Autor Mensagem
    dibass
    Veterano
    # jul/14


    Desculpe, não sei se foi claro no título. De todo modo, segue minha dúvida:

    Existe alguma forma de filtrar de modo inteligente as frequências que serão reproduzidas previamente e de forma versátil e compatível com várias mídias?

    Exemplificando
    O Fone A reproduz as músicas numa taxa de frequência que vão de 15 Hz a 25 kHz

    Já o Fone B reproduz as músicas numa taxa de frequência que vão de 20 Hz a 28 kHz

    O Sistema de Som C reproduz as músicas numa reproduz as músicas numa taxa de frequência que vão de 14 Hz a 28 kHz

    E o Sistema de Som D reproduz as músicas numa reproduz as músicas numa taxa de frequência que vão de Hz a 28 kHz.

    Certo disso, se conclui que as mídias simplesmente não reproduzem frequências que não são capazes (obviamente).
    No entanto, tenho a impressão de que algumas músicas tem sido feitas/produzida/masterizadas para que tenham uma maior qualidade quando reproduzida em fones (Destes populares e não profissionais que até vem nos smartphones quando comprados). Com o baixo trabalhando mais nas frequências médio/graves, etc.

    Imagino que isso seja uma tendência, considerando que o maior público que ouve música já não tem aqueles sistemas Micro System com caixas gigantescas e 2 bilhões de "watts RMS".

    Enfim, existe alguma forma de masterização em que a música se adapte melhor à mídia de forma automática? Existe esta tecnologia? Ou só falei besteira, ou é algo tão óbvio que eu simplesmente não sei? hehe

    De todo modo, desculpem ter 'falado' demais e ter sido possivelmente confuso kk
    Abraço!

    JJJ
    Veterano
    # jul/14
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    dibass

    Isso seria o "santo graal" para os engenheiros de áudio! hehehe

    Não tem como a música se adaptar automaticamente ao meio onde está sendo tocada. Pelo menos não hoje em dia.

    O que seria possível é ter, na mídia de reprodução, um firmware em chip, que se comunicasse com o aparelho de reprodução e ajustasse uma curva de eq, de acordo com a "conversa". Isso seria uma ideia futurista e bem interessante. Podemos patentear juntos e ficar milionários, que tal?

    Obs: se alguém passar por aqui, roubar nossa ideia, patentear e ficar trilionário, saiba que podemos provar a autoria através de uma simples cópia desta página!!!

    dibass
    Veterano
    # jul/14
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    JJJ
    Isso seria uma ideia futurista e bem interessante. Podemos patentear juntos e ficar milionários, que tal?
    haha gostei da ideia!
    Podemos inclusive expandir. Considerando todas as midias conectadas em nuvem. O arquivo .mp3 ou .wma ou .wav etc. com uma dll que faria o mesmo kkkk

    T. Forge
    Membro Novato
    # jul/14
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    Seria melhor padronizar a faixa de frequência que aparelhos de som tem que reproduzir. Só é fabricado atendendo a esse padrão. Nem mais e nem menos.

    Daí masterizar uma música (parte mais chata de todas, mais até que gravar) seria dois tapas. Coloca as frequências padrão é babau, tá pronta.

    shoyoninja
    Veterano
    # jul/14
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    Na verdade, o problema é muito maior do que a reprodução de uma faixa de frequências.

    A grande maioria dos aparelhos domésticos são ruins, resposta não linear, salas com acústica ruim, notebooks que tem uma faixa de resposta ainda pior e mais torta, fones de ouvido igualmente ruins, e pouco headroom (o que pode ser visto tanto como causa e efeito do uso de compressão excessiva).


    Então a master é feita para tentar atender tudo isso. O que alguns fazem é soltar uma versão para audiófilos.

    Se o problema fosse só faixa de frequência disponível nem precisaria mudar, bastaria fazer a mix equilibrada e o seu sistema iria reproduzir aquilo que pode.

    MMI
    Veterano
    # jul/14
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    dibass

    Existe alguma forma de filtrar de modo inteligente as frequências que serão reproduzidas previamente e de forma versátil e compatível com várias mídias?

    Na verdade isso existe. É mais ou menos o que fazem plugins como o IK Multimedia ARC System 2, ou aparelhos como o Focusrite VRM Box, JBL MSC1 e o KRK ERGO Room Correction System, entre outros.

    Na verdade não se faz música pensando em fones, o correto seria dizer que hoje se pensa nesse tipo de reprodução também. Inclusive, muitos dos grandes produtores usam fones nas suas mix/masters. Mas eles estão fazendo as músicas da melhor maneira possível, se seu sistema não reproduz fielmente o azar é seu... É uma média, tem que soar bem num fone, no carro, num hi-fi em casa, sendo que o "soar bem" é algo relativo, depende do quanto seu sistema consegue.

    O grande problema é que os fones mais populares, em especial os "in ear", são péssimos de modo geral, muito pouco fiéis e confiáveis. A reprodução muda conforme a posição do fone na orelha, a fidelidade é baixa. Quem tem alguma experiência com sistemas de "room correction" que citei vai saber que o ponto crítico é captar o som corretamente com um microfone omnidirecional para daí o sistema fazer os cálculos e equalizar para compensar. Aliás, vale um adendo, a questão não é apenas a faixa de frequências dos diferentes sistemas, mas também a curva de equalização. Captar o som para esses cálculos é bastante complicado para fones, especialmente in ear, até existem sistemas como o Neumann KU 100 dummy head, mas a anatomia dele não é exatamente como a do usuário, complicando tudo.

    dibass
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: dibass
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    MMI
    Hummm interessante.

    Fiz este tópico porque minha banda está começando o projeto de um novo CD. E isto me preocupou: como fazer com quem adquire o CD (Seja a mídia CD ou o arquivo por iTunes ou similar) tenha um som de qualidade, que respeite a "obra criada" sem que o reprodutor prejudique o som original.

    Aí o cara vai lá grava uma música com um grave poderoso mas o sujeito usa um fonezinho da sansug pra ouvir. Entende?

    Então queria desde já na captação, principalmente de Baixo, Bumbo, Surdo aí os agudos como os pratos da batera, synth, etc..
    Me atentar a esses detalhes.

    O que sugeriria??
    Será que a captação através de um Neumann KU 100 dummy head seja algo a ser considerado?

    Ou "taca-lhe Pau" e deixe que seja feito à moda tradicional? kk

    MMI
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: MMI
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    dibass

    Aí o cara vai lá grava uma música com um grave poderoso mas o sujeito usa um fonezinho da sansug pra ouvir. Entende?

    Daí o cara nem vai perceber que tem algum grave, não tem jeito.

    Minha sugestão? Não considere nenhum gasto em equipamento nesse sentido. O lance é procurar um cara bom de masterização, se é essa sua preocupação. (gaste em serviço, não em equipamento)

    dibass
    Veterano
    # jul/14
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    MMI
    Mas me diz uma coisa,
    estas situações devem ser consideradas?
    É válida a ideia de trabalhar com duas versões de masterização: uma para mídia CD, outra para mídia download?
    Algo a considerar para que se tenha um som final mais "versátil"?

    dibass
    Veterano
    # jul/14
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    shoyoninja
    Na verdade, o problema é muito maior do que a reprodução de uma faixa de frequências.

    Aí o que faz? Confie no "masterizador", segura na mão de Deus e vai??
    kkk

    O que alguns fazem é soltar uma versão para audiófilos.
    E o que muda nessa versão?
    Teria algum exemplo pra eu ter ideia?

    Ismah
    Veterano
    # jul/14
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    dibass

    É e não é. Paul McCartney lançou um vinil a uns anos... É óbvio que precisou fazer uma master paralela da do CD. O maior problema da mídia download é que salvo audiófilos, prezam pela baixa amostragem...

    Quero dizer, até mesmo rádios utilizam música a 128Kbps, enquanto um padrão que eu, e a maioria dos Dj's considera o mínimo aceitável é 320Kbps.

    O usuário final vai querer um arquivo compacto - e sacrifica a qualidade por isso. Com a baixa qualidade sofremos um problema chamado compressão digital, que é o achatamento/"aquadradamento" da onda pela baixa resolução...

    Pode fazer o teste, de escutar uma música do CD original, e da versão baixada, principalmente num PA (onde em teoria todas as freq aparecerão), a diferença gritante... Para um músico ao menos...

    MMI
    Veterano
    # jul/14
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    dibass

    estas situações devem ser consideradas?

    Não. Desde que bem feita, essa situação não é relevante. Vai soar o melhor possível em qualquer situação.


    É válida a ideia de trabalhar com duas versões de masterização: uma para mídia CD, outra para mídia download?

    Também não. São casos muito excepcionais, a maioria das bandas não fazem isso. Só faça se você for milionário e não sabe o que fazer com uma boa grana.



    Algo a considerar para que se tenha um som final mais "versátil"?

    Sim, masterização feita por um bom profissional.

    Aí o que faz? Confie no "masterizador", segura na mão de Deus e vai??

    Exato!

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/14
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    E no caso de Upload para a Apple Store.

    Parece que usa um software especial que modifica a master?

    dibass
    Veterano
    # jul/14
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    Algo a considerar para que se tenha um som final mais "versátil"?
    Sim, masterização feita por um bom profissional.


    MMI
    Ismah
    shoyoninja
    T. Forge
    Este é a última produção que fizemos, um single:

    http://www.youtube.com/watch?v=K4SLYFrvI30

    Provavelmente este álbum que faremos terão os mesmos padrões. Posso considerar como "feito por um bom profissional" e com uma qualidade boa? Ou precisaremos exigir um pouco mais quanto a isso?

    MMI
    Veterano
    # jul/14
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    dibass

    Eu achei legal, uma bela produção de vídeo, o áudio é dificil de avaliar assim no youtube, mas parece bacana. Interessa muito mais a opinião de vocês, da grana que vocês estão dispostos a botar etc. Se vocês acham que faltou algo, tem que exigir mais. Mas talvez tenham que gastar mais também se for o caso...

    waltercruz
    Veterano
    # jul/14
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    Adler3x3
    Mastered for iTunes. Não sei os detalhes, mas é uma palavra chave boa para você começar a procurar :D

    Ismah
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: Ismah
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    dibass

    Cara uma boa mix é onde todos os instrumentos aparecem. Em volume normal, não escutei o som da percussão na parte linear da música (onde a bateria entra como marcação), só quando soquei volume...

    Talvez seja minha impressão devido aos maxixes daqui (Eh Expresso, Bochincho, Banda Vaneira...) socarem volume na percussão.

    Outra coisa que aparece bem pouco são as cordas guitarra base e violão, eu diria que o violão pode ir pro pan junto com a guitarra solo.

    Salvo se vcs gravaram como no ao vivo - o que é possível numa banda desse tamanho - e a guitarra se alterna entre base e solo...

    Evidentemente ela dá suas flertadas (tem um stereo maravilhoso no ping pong tremolo da intro)...

    Eu considero uma boa mix (o que falo acima é GOSTO pessoal).

    Essa soa melhor pra mim...

    Balançar com Tchê Cristão

    ----------------------------

    Teu guita tá mal de pedal... ashausuashaus Sabe qual o cubo que ele usa no vídeo?

    inExperienced
    Veterano
    # jul/14
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    Existe alguma forma de filtrar de modo inteligente as frequências que serão reproduzidas previamente e de forma versátil e compatível com várias mídias?

    Na verdade isso existe. É mais ou menos o que fazem plugins como o IK Multimedia ARC System 2, ou aparelhos como o Focusrite VRM Box, JBL MSC1 e o KRK ERGO Room Correction System, entre outros.


    Este plugin da Beyerdynamic tem este próposito?
    http://www.beyerdynamic.de/virtual-studio.html
    O que vocês acham?

    makumbator
    Veterano
    # jul/14
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    inExperienced

    Eu fiz um tópico sobre ele na época do lançamento:

    http://forum.cifraclub.com.br/forum/16/303348/

    Teve quem gostou, e quem odiou!

    dibass
    Veterano
    # jul/14
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    MMI
    Hummm entendo. Thanks!!

    Ismah
    Talvez seja minha impressão devido aos maxixes daqui (Eh Expresso, Bochincho, Banda Vaneira...) socarem volume na percussão.
    acho que conta também um pouco da vibe da música nesse caso, que não era a intensão ser "quebradeira" como estas que tu citou..

    Outra coisa que aparece bem pouco são as cordas guitarra base e violão, eu diria que o violão pode ir pro pan junto com a guitarra solo.
    bem pensado

    Teu guita tá mal de pedal... ashausuashaus Sabe qual o cubo que ele usa no vídeo?
    kkk o set dele tá um pouco maior agora kkkk
    O amp é um Laney. Tube. Não sei a série/modelo. Mas agora o guitarrista (meu irmão) está com um Pedrone 50w somado a uma Randall

    dibass
    Veterano
    # jul/14
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    Salve galera!

    Alguém de vocês conhece ou já ouviu falar do Alexandre Gaiotto?
    Ele é engenheiro de áudio.
    Aos que conhecem, como vocês avaliam o trabalho dele em se tratando de Mixagem e Masterização?

    El_Cabong
    Veterano
    # jul/14 · Editado por: El_Cabong
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    No entanto, tenho a impressão de que algumas músicas tem sido feitas/produzida/masterizadas para que tenham uma maior qualidade quando reproduzida em fones (Destes populares e não profissionais que até vem nos smartphones quando comprados). Com o baixo trabalhando mais nas frequências médio/graves, etc.

    Não sei se tu estás falando de fones que não cobrem toda a faixa audível, mas se for isso, acho que seria uma perda de tempo, pois se encontra hoje em dia fones relativamente bons, e que cobrem toda a faixa audível de 20Hz à 20000Hz. e que custam menos de R$100.

    Por exemplo: Existe aí no mercado o fonezinho da Sony: ZX100 que cobre de 12Hz à 22000Hz, e que custa uns R$80 (e existem até outras opções mais baratas), ou seja, os fones de qualidade estão totalmente acessíveis !!

    Aí não faz sentido ter o trabalho de alterar o contrabaixo de uma música, por exemplo, só para "melhorar" o som de quem quer ouvir música em fonezinhos de R$ 20 com resposta de frequência de 70Hz à 17000Hz. Mesmo porque, esse cara não está nenhum pouco preocupado com a qualidade do que ele ouve.

    Ismah
    Veterano
    # ago/14
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    El_Cabong

    Aí entra a questão de atenuação de freq,,, por exemplo tirar os médios do baixo pra guita base aparecer...

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