Fórum Cifra Club - maior fórum de m&uacite;sica do Brasil

【FIXO】 Informações Gerais Sobre Música Erudita

Autor Mensagem
Andrei89
Veterano
# ago/09
· votar


Excelente tópico!!!

Cara tem muita coisa boa aqui... super proveitoso...


Abração

El Musicista
Veterano
# nov/09 · Editado por: El Musicista
· votar


Surgiu uma dúvida (um tanto quanto neurótica), vou tentar explicá-la em 03 passos. Se alguém puder me ajudar =)

1. Por muito tempo o intervalo de trítono (denominado por alguns musicistas religiosos católicos diabolus in musica) foi proibido, por ser considerado um intervalo diabólico em função da tensão que causa ao seu ouvinte. Por tal efeito psíquico o trítono é proibido no canto gregoriano como o símbolo da dissonância, do desacordo, da discordância e rebelião, sendo censurado, calado, evitado, omitido, esquecido a força, negado, reprimido, ausente. (Adaptado de http://www.duplipensar.net/artigos/2007s2/tritono-verdadeiro-diabo-na- musica-e-outros-subliminares.html);

2. O intervalo de trítono é característico da harmonia tonal justamente por essa tensão, que sugere, pede um repouso, geralmente na tônica da música em questão (ex.: G7 => C; A7 => D), dando a idéia de que a música está em um "tom", possui um "centro tonal" para o qual ela tende a convergir;

3. A harmonia tonal (não modal, tonal) começou a desenvolver-se, pelo pouco que eu sei, na época do Renascimento (+-1450-1600), que foi uma época em que os homens buscavam se desvencilhar de certa forma dos dogmas da Igreja. É nessa época que o racionalismo, o humanismo o antropocentrismo começam a ganhar espaço, em oposição ao teocentrismo da Idade Média;

A minha dúvida é: se não fôsse a Igreja, é possível que o amplo desenvolvimento da Harmonia Tonal tivesse se dado na própria Idade Média (ou talvez antes)? Poderia se dizer que o desenvolvimento "tardio" da Harmonia Tonal tem a ver com a proibição do trítono pela Igreja, uma vez que esse intervalo é característico desse tipo de Harmonia?

Espero que vocês tenham entendido. Muito obrigado!

Ken Himura
Veterano
# nov/09
· votar


é possível que o amplo desenvolvimento da Harmonia Tonal tivesse se dado na própria Idade Média (ou talvez antes)?
Não creio. Pelo que eu estudei, era mais fácil nosso sistema musical ser mais próximo dos sistemas orientais se não fosse essas imposições da Igreja, assim como era o sistema grego e o romano-bizantino. Você até percebe isso em estilos de transição do canto bizantino pro canto gregoriano.

Se isso acontecesse, toda a abordagem musical ocidental seria extremamente diferente.

Poderia se dizer que o desenvolvimento "tardio" da Harmonia Tonal tem a ver com a proibição do trítono pela Igreja, uma vez que esse intervalo é característico desse tipo de Harmonia?
Pode ter a ver sim, já que o trítono e outros intervalos dissonantes (neste contexto) geram muita tensão e acabam pedindo resolução - o que vai mais ou menos contra a cadência modal.

Mas o tonalismo também surgiu das formas polifônicas de música, que foram evoluindo até o contraponto, por exemplo. Acho que acabou saindo do estudo da harmonia, para a polifonia.

El Musicista
Veterano
# nov/09
· votar


Ken Himura

Obrigado pelos esclarecimentos colega!

heinrick
Veterano
# jan/10
· votar


É interessante observar que, de modo geral, o homem, não só na música como na arte, literatura, arquitetura, ciência, etc; sempre esteve voltado a um só tipo de tema/motivo. Por exemplo, Na Renascença se compôs musica renascentista, escreveu-se textos com características renascentistas, pensou o mundo de modo renascentista, construiu-se de modo renascentista, etc; O mesmo aconteceu nos períodos subsequentes: Barroco, (Rococó), Classicismo e Romantismo. O mais interessante é que as artes sempre tiveram ligação característica entre si. O Barroco, por exemplo, na musica, é repleto de enfeites e rebuscamentos, trinados, apogiaturas, cadencias, etc. Isso se repete fielmente na arte (enfeites, linhas curvas, rebuscamentos, etc); na literatura (literatura enfeitada, figuras de linguagens, exageros, excessos de metonímias e hipérboles) e assim vai.
Outra coisa interessante é que o sentido da música sempre foi do mais fechado ao mais claro, do mais escuro ao mais luminoso, da prisão à liberdade. Vamos ilustrar. Eu acho que a musica foi ficando mais aberta em relação a liberdade. Cada padrão (período) musical se revelou um pouco mais livre, até chegar-mos no modernismo, onde, na maioria das vezes, não precisamos seguir padrão algum. Se eu quiser abrir o Encore e ficar clicando na pauta, enchendo de notas e disser que é uma composição, todos concordam e passam a tocá-la. Hoje não existe um órgão propriamente dito que regule o eruditismo musical. Todos compõem do jeito que acham dever, e isso não é mal, mas é o que chamamos de modernismo, estilo que todas as artes chegaram, e com a mesma característica: falta de regras. Seria o fim das artes? Ou o ultimo grau de aperfeiçoamento e excelência nas artes alcançado pelo homem em toda a sua existência? O que vira depois do Modernismo? Está ai...Respondam o que acharem...

guygo
Veterano
# set/10
· votar


OI

debussy222
Membro
# jul/11
· votar


existe alguma diferença entre a fuga e o canon?

Ken Himura
Veterano
# ago/11
· votar


debussy222
Muitas. Fuga é fuga, e cânone é cânone. São formas de escrita polifônica bem diferentes, apesar do cânone ser uma das formas que "incentivou" a criação da fuga.

Um cânone é a repetição exata duma melodia de uma voz por outra(s) voz(es) que entra(m) ao longo da composição.

A fuga, por sua vez, é uma melodia (sujeito) duma voz que é, primeiramente imitada pelas demais nas entradas (imitada, não copiada - isto é, as notas dificilmente são iguais em altura e/ou duração) e depois há todo um desenvolvimento sobre este material, aí vem uma coda e o fim. Geralmente funciona num esquema de pergunta-resposta da harmonia. É considerada a forma mais complexa de escrita polifônica. Parece que o sujeito tá sempre fugindo de uma voz pra outra durante a música, daí o nome fuga.

Dá uma olhada nesse arquivo pra sacar mais ou menos o funcionamento duma fuga.

Fora essas duas, como formas polifônicas ainda tem o ricercare, moteto, organo, invenção etc.

will_drummer
Veterano
# set/11
· votar


ai pessoal alguem poderia mostrar algumas operas gosto muito mais sei pouco então toda ajuda será bem vinda ^^

Die Kunst der Fuge
Membro
# nov/11
· votar


will_drummer

Procure uma coletânea composta de 6 cds chamada "101 Essential Opera".
Ele é uma seleção de árias de óperas famosa. Dali tu vai ter um bom ponto de partida e depois poderá pesquisar por mais óperas dos compositores que você mais gostar.

debussy222
Membro
# dez/11
· votar


alguém pode me explicar o que é uma chacona?

Bárbara K.
Membro
# jan/12
· votar


oi
Não tive tempo de ler o tópico inteiro ainda e peço que me perdoem se eu pedir algo que já tem aí: num compasso 4/4 uma semínima vale 1 tempo. Já num 3/4 ela vale 1 e um pouquinho e num 2/4 vale 2. Isso tá certo?

vou manter a pergunta ai de cima para que ela não seja perdida:alguém pode me explicar o que é uma chacona?

cuma
Veterano
# fev/12
· votar


Bárbara K.

É uma forma de composição, onde a harmônia se repete com algumas variações durante a peça.

Bárbara K.
Membro
# fev/12
· votar


cuma

Valeu aí! era minha curiosidade saber isso tmb (por isso mantive a pergunta), mas quero saber isso tmb num compasso 4/4 uma semínima vale 1 tempo. Já num 3/4 ela vale 1 e um pouquinho e num 2/4 vale 2. Isso tá certo? se algum puder responder, vlw!

zengo
Membro
# fev/12
· votar


Dicionário do Músico -

A ——————————————————–

A- lá (acorde maior).

Acelerando – Acelarar, aumentar tempo.

Acento – Dar ênfase.

Acidentes – São alterações cromáticas. Os acidentes são Sustenido, bemol e bequadro.

Acordeom – Instrumento que tem um teclado semelhante ao piano para as notas melódicas e botões para os acordes do baixo.

Acústica – A ciência do som.

Adágio – Andamento vagaroso.

A Deux Mains – A duas mãos.

Ad Libitum – À vontade.

Affretando – Apressado.

Air – Ária, melodia.

Allargando – Retardando.

Allegreto – Não muito depressa.

Allegro – Depressa.

A Mezza voce – A meia Voz.

Andante – Andamento vagaroso.

Andantino – Mais lento que o andante.

A piacere – À vontade.

Appoggiatura – Ornamento musical.

Ária – Melodia.

Arioso – Melodioso.

Armadura – Conjunto de acidentes junto à clave que indicam a tonalidade.

Arpejo – Acorde quebrado em que se ouve uma nota de cada vez do acorde, começando pelas mais graves.

A tempo – No andamento anterior.

B ——————————————————–-

Baixo – Voz masculina mais grave.

Barcarola – Composição que imita o canto dos gondoleiros venezianos.

Barítono – Voz masculina entre tenor e baixo.

Barra – Linha divisória dos compassos.

C ——————————————————–

Cadência – Acordes que finalizam uma frase ou uma peça musical.

Câmera – Música instrumental na qual cada executante tem uma parte diferente.

Cantabile – Melodia de andamento vagaroso. Melodioso.

Capo – Começo Da Capo. – Do ínicio com abreviação D.C.

Chant – Canto.

Claves – Sinais colocados no início da pauta.

Clef – Clave.

Coda – Final.

Coll'8.ª – Com oitava.

Colcheia – Metade da semínima. Dobro da semicolchia.

Condutor – Dirigente da Orquestra.

Contralto – Voz feminina mais grave.

Contraponto – Combinação de duas ou mais partes melódicas.

Coro – Conjunto de vozes.

Crescendo – Aumentando o som.

Cromática – Escala, que precede os semitons.

D ——————————————————–

D. C – Da capo , ínicio, do princípio.

Dal Segno – Desde o sinal, repetir desde o sinal.

Decrescendo – Diminuindo o som.

Dedilhado – Número junto às notas indicando o dedo mais apropriado a cada nota.

Demi – Meio.

Destra – Direita.

Diatônica – Indica uma sucessão de sons que procede por tons e semitons.

Digitazione – Dedilhação ou dedilhado.

Dim – Diminuta.

Dissonância – Som que produz sensação agradável.

Doigt – Dedo.

E ——————————————————–

End – Fim.

Escala - Série de oito sons conjuntos e cuja oitava é repetição do primeira som em uma altura maior.

Étude – Estudo.

Expr – Expressivo.

F ——————————————————–

Figura – Sinal indica a duração do som. As figuras ou valores são: Semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.

Fine – Fim.

Finger – Dedo.

Flat – Bemol.

Forte – f – ff ou fff.

Fuga – Composição sobre tema único em reprodução sucessiva em duas ou mais vozes diversas.

Fuoco – Fogo, ardor.

Fusa – Nota que é a metade da semicolcheia e dobro da semifusa.

G ——————————————————–

Gauche – Esquerda.

Glissando – Efeito obtido no piano fazendo correr os dedos ou a unha do polegar sobre o teclado.

Grupeto – Ornamento construído de grupo de notas.

H ——————————————————–

Hand – Mão.

Harmonia – Combinação de sons ouvidos juntos.

I ——————————————————–

Impromptu – Improviso.

Incalzando – Apressado, acelerado.

Intensidade – Pode ser : Fortíssimo, forte, meio forte, meio piano, piano, pianíssimo. simo.

Intervalo – Diferença em alturas entre duas notas. Distância entre duas notas.

J ——————————————————–

Jouer – Tocar.

K ——————————————————–

Key – Nota, tom.

Klavier – Piano.

L ——————————————————–

Largo – vagaroso, largo.

Largueto – Menos largo.

L.H. -Mão esquerda (Left Hand).

Legato – Ligado.

Liead – Canção.

Ligadura – Linha curvada que indica que as notas devem ser tocadas ligadas.

M ——————————————————–

M. D – Mão direita.

M. G – Mão esquerda.

Maestoso – Majestoso.

Maggiore – Maior (Major, Majeur).

Maior – Modo maior, intervalo maior.

Ma Non Troppo – Mas não muito.

Marcato – Acentuado.

Marcha – Peça musical bem rítmica.

Mazurka – Dança polonesa.

Measure – Compasso.

Mediante – Terceira nota da escala.

Meio Soprano – Voz feminina entre soprano e contralto.

Melodia – Conjunto de sons sucessivos.

Metrônomo – Instrumento para regular os movimentos da música.

Mezza Voce – Meia voz.

Mineur – Menor.

Mínima – Nota que vale metade da semibreve e dobro de semínima.

Mod – Moderado.

Modo – A música é constituída dos modos: maior e menor.

Modulação – Passar de um tom para outro numa composição.

Moins – Menos.

Morceau – Peça.

Morendo – Morrendo.

Mosso – Animado.

Motivo – Tema ideia musical.

Movimento – Variam os movimentos do mais lento ao mais rápido.

Música – Arte de combinar sons de maneira agradável ao ouvido.

N ——————————————————–

Non legato – Solto.

Notação – Reprodução gráfica dos sons.

Nuances – Graus de doçura ou força que se dá aos sons.

O ——————————————————–

Oeuvre – Obra.

Oitava – Intervalo de oito notas. (Espaço compreendido entre elas).

Ópera – Obra, ópera.

Opus – Designa composição musical em ordem cronológica.

P ——————————————————–

Partitura – Livro de música com as partes que constituem cada voz ou instrumento.

Pausa – Indica a duração do silêncio. (suspensão do som).

Ped – Abreviatura de pedal.

Pentagrama – Conjunto de cinco linhas horizontais e paralelas onde se escrevem as notas musicais.

PF – Abreviatura de piano-forte.

Pianíssimo – Tocar levíssimo; (pp).

Piano – Instrumento musical de cordas, composto por 88 teclas.

Pianola – Dispositivo que pode ser usado no piano e constituído de cilindros e rolo de papel acionado pelo pedal de maneira a reproduzir automaticamente a composição escrita no rolo.

Pièce – Peça.

Piú – Mais (plus).

Ponto de aumento ou ponto – Um ponto depois de uma nota aumenta-a metade do seu valor.

Pot-Pourri – Composição formada de inicial de uma obra musical.

Presto – Veloz.

Q ——————————————————–

Quadrilha – Dança.

Quarteto – Composição para 4 vozes ou 4 instrumentos.

Quialteras – Grupo de três notas de igual valor que devem ser executadas no lugar de duas e, por conseguinte, com mais rapidez.

R ——————————————————–

R. H ( Right Hand) – Mão direita.

Rallentando – Retardando.

Rapsódia – Composição musical muito melodiosa.

Recital – Concerto de solista.

Recitativo – Declamação musical.

Relativo – Uma tonalidade relativa é quando tem a mesma armadura. Exemplo : Dó e lá menor são relativos.

Repetição – Sinal usado para repetir um trecho musical. São dois pontos juntos à barra dupla, indicando que se deve reperir a parte até então tocada.

Ritardando – Atrasando.

Ritmo – Efeito obtido pela sucessão regular de tempos fortes e fracos.

Ritornelo – Repetição.

S ——————————————————–

Semibreve – Nota de maior valor. Vale duas mínimas.

Semicolcheia – Metade da colcheia e dobro da fusa.

Semifusa – Nota de menor valor. Metade da fusa.

Semínima – Metade da mínima e dobro da colcheia.

Semitom – Metade de um tom. Entre mi e fá e entre si e dó, há meio tom: não há nota intercalada entre elas.

Senza – Sem.

Sforzando – Reforçando.

Simile – Igual.

Smorzando – Retardando.

Solfejo – Exercícios de leitura musical.

Solo – Parte tocada por um só instrumento.

Song – Canção.

Soprano – A voz feminina mínima mais aguda.

Sotto voce – Em voz baixa.

Stacatto – Destacado.

Stesso – Mesmo.

Suite – Série de danças ou peças musicais.

Sustenido – Sinais que eleva de um semitom o som diante do qual se ache. O dobrado sustenido eleva de dois semitons.

T ——————————————————–

Tema – Ideia musical, motivo.

Tenor – Voz masculina mais aguda.

Terça – Intervalo, Entre dó e mi há uma terça.

Terceto – Trio. Conjunto de três vozes ou intrumentos.

Tessitura – Extensão da voz.

Timbre – Qualidade do dom.

Tom – Tem dois significados: Como intervalo (de dó a ré há um tom).

Tônica – Nota fundamental de uma tonalidade, tom de dó a tônica é dó.

Transcrição – Arranjo de uma composição para instrumento diferente daquele para o qual foi escrita.

Transposição – Executar uma música em tonalidade diversa daquele em que está escrita.

Tremolo – Tremer.

Trinado – Rápida execução de duas notas vizinhas, alternadamente.

V ——————————————————–

Virtuoso – Instrumentista de grande técnica.

Vocalização – Exercício vocal.

Voz – Voce (Ital.).

Vozes – As vozes masculinas (baixo, barítono e tenor), as femininas (contralto, meio soprano e soprano).

Enviar sua resposta para este assunto
        Tablatura   
 

Tópicos relacionados a 【FIXO】 Informações Gerais Sobre Música Erudita

286.539 tópicos 7.484.137 posts
Fórum Cifra Club © 2001-2014 Studio Sol Comunicação Digital