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      【FIXO】 Informações Gerais Sobre Música Erudita

      Autor Mensagem
      O pianista
      Veterano
      # abr/04


      Olá meus amigos.
      O objetivo desse tópico é esclarecer algumas dúvidas que sempre surgem àqueles que não tem contato direto com música erudita. Portanto, crei esse tópico para esclarecer a todos, na medida do possível.

      Todos que tiverem alguma informação útil, postem e completem cada vez mais esse tópico. Mas por favor, sem bagunças aqui, tentemos criar uma "apostila" feita por todos, com linha do tempo, biografias, características de épocas, instrumentos e etc.

      Vou começar com uma linha do tempo aqui em baixo e amanhã, se der, coloco briografia de Bach, Mozart e Beethoven.

      O pianista
      Veterano
      # abr/04 · Editado por: O pianista
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      Séc XIV
      IDADE MÉDIA
      Guillaume de Machaut - França (1330 - 77)
      Guillaume Dufay - Bélgica (1397 – 1474)


      Séc XV e Séc XVI
      RENASCIMENTO
      Josquin Deprez – França (1440 – 1521)
      Alexander Agrícola – Bélgica (?) (1446 – 1506)
      Giovanni Palestrina – Itália (1525 – 94)
      Cláudio Monteverdi – Itália (1567 – 1643)
      William Byrd – Inglaterra (1543 – 1623)

      Séc XVII
      BARROCO
      Henry Purcell – Inglaterra (1659 – 95)
      Antonio Vivaldi – Itália (1678 – 1741)
      Jean-Philippe Rameau – França (1683 – 1764)
      Johann Sebastian Bach – Alemanha (1685 – 1750)
      Domenico Scarlatti – Itália (1685 – 1757)
      Georg Friderich Händel – Alemanha (1685 – 1759)

      Séc XVIII
      CLASSICISMO
      Cristoph Willibald Gluck – Alemanha (1714 – 87)
      Joseph Haydn – Áustria (1732 – 1809)
      Wolfgang Amadeus Mozart – Áustria (1756 - 91)
      Ludwig Von Beethoven (*) – Alemanha (1770 – 1827)

      PRÉ - ROMANTISMO
      Ludwig Von Beethoven (**)
      Carl Maria Von Weber – Alemanha (1786 – 1826)
      Franz Schubert – Áustria (1797 – 1828)
      Gioacchino Rossini – Itália (1792 – 1868)

      Séc XIX
      ROMANTISMO
      Vicenzo Bellini – Itália (1801 – 1835)
      Hector Berlioz - França (1803-69)
      Johann Strauss I - Áustria (1804 - 1849)
      Mikhail Ivanovich Glinka - Rússia (1804 - 1857)
      Felix Mendelssohn - Alemanha (1809-47)
      Frederik Chopin - Polônia (1810-49)
      Robert Schumann - Alemanha (1810-56)
      Franz Liszt - Húngria (1811-86
      Richard Wagner - Alemanha (1813-83)
      Giuseppe Verdi (1813-1901)
      Charles François Gounod - Rússia (1818 - 1893)
      César Franck - Bélgica (1822-90)
      Bedrich Smetana – Boêmia( ***) (1824-84)
      Anton Bruckner - Áustria (1824-96)
      Johann Strauss Jr - Áustria (1825-99)

      Séc XIX
      ROMANTISMO TARDIO
      Johannes Brahms - Alemanha (1833-97)
      Camille Saint-Saëns – Franca (1835-1921)
      Max Bruch – Alemanha (1838 – 1920)
      Modest Mussorgsky - Rússia (1839-81)
      Peter Ilyich Tchaikovsky - Rússia (1840-93)
      Edvard Grieg - Noruega (1843-1907)

      PÓS - ROMANTISMO
      Antonin Dvorák – Boêmia (***) (1841-1904)
      Nikolai Rimsky-Korsakov - Rússia (1844-1908)
      Leos Janácek – Bohemia (***) (1854-1928)
      Edward Elgar - Inglaterra (1857-1934)
      Giacomo Puccini - Itália (1858-1924)
      Gustav Mahler - Áustria (1860-1911)

      ROMANTISMO MODERNO
      Richard Strauss – Alemanha (1864-1949)
      Carl Nielsen - Dinamarca (1865-1931)
      Jean Sibelius - Finlândia (1865-1957)
      Sergei V. Rachmaninoff - Rússia (1873-1943)

      IMPRESSIONISMO
      Claude Debussy - França (1862-1918)
      Maurice Ravel - França (1875-1937)

      MODERNISMO
      Arnold Schoenberg - Áustria (1874-1951)
      Béla Bartók - Húngria (1881-1945)
      Igor Stravinsky - Rússia (1882-1971)
      Anton Webern - Áustria (1883-1945)
      Edgar Varése - França (1883-1965)
      Alban Berg - Áustria (1885-1935)
      Sergei Prokofiev - Rússo (1891-1953)

      Séc XX
      CONTEMPORÂNEA
      Henry Cowell – EUA (1897 – 1965)
      George Gershwin - EUA (1898-1937)
      Dmitri Shostakovich - Rússia (1906-75)
      Olivier Messiaen - França (1908-92)
      Pierre Schaeffer – França (1910 - 1995)
      John Cage – EUA (1912 – 1992)
      Benjamin Britten - Inglaterra (1913-76)
      Iannis Xenakis – Romênia (1922 – 2001)
      Gÿorgy Ligeti – Hungria (1925 - )
      Luciano Bério – Itália (1925 – 2003)
      Karlheinz Stockhausen - Alemanha (1928- )
      Henri Pousseur – Bélgica (1929 - )

      Obs: * - 1ª e 2ª fase / ** - 3ª fase / *** - atual República Tcheca

      Comanche
      Veterano
      # abr/04
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      Bom trabalho cara!
      Parabens por coletar esses dados _o/

      CIRO
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      Villa-Lobos também faz parte do período contemporâneo, certo?

      paulao_jazz
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      Aeee, cara, parabens, vc é o cara!!! Esse topico vai me servir de ponto inicial de pesquisa, valeu!!! :)

      E vc citou uns compositores que deveriam ser mais conhecidos por aí...

      Giovanni Palestrina
      Hector Berlioz
      Anton Bruckner
      Edvard Grieg
      Edward Elgar
      Benjamin Britten

      cantei coisas desses caras que me arrepiaram!

      nukebass
      Veterano
      # abr/04
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      Pô cara... massa, mas você esqueçeu nomes IMPORTANTÍSSIMOS do século XX como Edgard Varése(importantíssimo para a música eletro-acústica), Arnold Shöenberg(Pai do Serialismo), e Gustav Mahler(esse do século 19, mas de enorme influência para o século que se seguiria)... entre outros.

      JediKnight
      Veterano
      # abr/04
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      É como ele disse, completem as informações

      maggie
      Veterana
      # abr/04
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      Opa, tenho um material aqui. Se der posto ainda hoje.

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      Olá meus amigos

      CIRO
      Villa Lobos é moderno mas não inclui seu nome nessa lista, aí é uma linha do tempo apenas de compositores Europeus, salvo algumas exceções norte-americanas. Em breve vou montar uma linha do tempo basileira.

      nukebass
      Meu caro, citei o nome de todos eles, vide pós-romantismo e modernismo. Schoenberg não é tido como contemporâneo pelos musicólogos mais atuais.
      Só faltou o Varése, esse sim foi erro meu, pode de fato ser considerado um nome de grande influência para a música eletro acústica. Daqui a pouco coloco o nome dele.

      nothing else matters
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      grande trabalho!!!!

      CIRO
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      ah...entendi...mas você fez um bom trabalho...parabéns!

      nukebass
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      Bom... na hora que eu li eu não vi... das duas uma:

      1. ou na hora que li eu não enxerguei os nomes...
      2. ou depois que você leu meu tópico você foi lá editar...

      De qualquer forma, um bom trabalho.

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      nukebass
      Apenas coloquei o nome do Varése. O resto já estava lá.

      LeandroDoria
      Veterano
      # abr/04
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      Primorosíssimo trabalho, O Pianista!!
      Parabéns!!

      LeandroDoria
      Veterano
      # abr/04
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      Vc conhece um pianista q toca na MecFM? Acho q é Nikita Magalhoff? (acho q já te perguntei isso! hehehe)

      Agente Smith
      Veterano
      # abr/04
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      FADASSO!
      VALEU PIANISTA!

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      Valeu pelos elogios pessoal. Vou ver se hoje a noite ou amanhã posto mais coisas aqui.

      LeandroDoria
      Isso mesmo, não tenho nenhum gravação nem nada com ele mas é um nome bastante conhecido.

      Casemiro
      Veterano
      # abr/04
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      Muito bom mesmo. Bom pra fazer pesquisas.

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      Instrumentos
      Partindo desde a época medieval até os mais modernos, falarei dos principais instrumentos solistas e de orquestra. Não vou me ater a explicação de detalhes que apenas técnicos dos instrumentos irão entender mas falar de forma geral, porém esclarecedora.

      Instrumentos de teclado

      Clavicórdio – Antecede a espineta e o cravo, é pequeno, com poucas corda, que eram feitas de latão e logo pouco som. Foi muito utilizado no séc XV, com composições ainda na renascença e barroco.

      Espineta – Antecede o cravo e o piano. A fim de produzir mais som, um músico do final do séc XV e começo XVI, faz um instrumento idêntico ao clavicórdio mas com dimensões maiores (de 1m a 1,70m) o que produzia um som mais alto.

      Cravo – Antecede o piano, passa a ser usado após a espineta na renascença. É muito utilizado nesse período e principalmente na música barroca, com grandes mestres como Bach, Händel e Purcell. Por ter um som mais alto que o da espineta, começa ser usado em concertos com orquestras de época. No período clássico, ainda será muito utilizado por Mozart e Haydn em sonatas. A partir daí, passa a ser substituído pelo piano. Terá nova importância (mas não tão influente) na música moderna do neo-barroco.

      Pianoforte – Criada por volta de 1700, seu primeiro nome foi “gravicembalo col piano” ou seja, cravo com som suave e forte. Foi considerado o pai do piano que conhecemos hoje, por passar a usar cordas percutidas e não pinçadas. Alguns compositores fizeram poucas músicas para ele, por ser considerado imperfeito. Dentre eles, cito Bach, Händel e Rameau.

      Piano de mesa – Ficou em uso durante muito tempo, principalmente nos EUA. Foi o sucessor do pianoforte e sua característica geral, é ter mais oitavas que seu antecessor, cordas mais longas e grossas, que permitem mais som, cordas cruzadas e pedais. Teve importantes composições, como as sonatas e concertos de Mozart, Haydn e Beethoven.

      Piano de armário – Por ocupar menor espaço que o piano de mesa, passou a ser usado em todo mundo, até hoje. Sua maior evolução, foi a grande precisão, que permitia que a mesma tecla fosse tocada várias vezes. Depois surgiram os pedais para esse piano também e 3 cordas sendo percutidas por um mesmo martelo. Apesar de alguns ainda possuir alguns problemas, esse piano evoluiu muito e é usado até hoje, desde o período romântico. Possui um repertório imensurável

      Piano de cauda – Surgiu junto com o pianoforte mas só passou a ser utilizado no romantismo, quando teve seus melhores aperfeiçoamentos. Uma tábua harmônica maior, com um sistema de martelos reforçado. A principal característica deste piano, é não precisar de molas e mecanismos para fazer a marteleira voltar ao seu lugar depois do toque, a grávidade já a puxa naturalmente. O som sai mais limpo, forte e brilhante.

      Órgão - Sendo também o instrumento com maior ligação à música sacra, teve grande importância no barroco e romantismo. Existem deiversos tipos órgãos e estes tem um funcionamento muito complexo para ser dito em poucos linha como um piano ou violino. Recomendo o seguinte site para entedimento de um órgao:
      http://www.brasounds.hpg.ig.com.br/funcionamento.html
      PS - O autor utiliza muitos termos técnicos e dúvidas podem surgir, nesse caso recomendo que as tire com alguém mais especializado. Posso tentar responder algo também, na medidade do possível. :)

      Instrumentos de Corda

      Violino – Sua descendência é muito remota, sendo considerados os seus pais a rabeca antiga, a rabeca e a viola. O violino é o instrumento soprano da família das cordas e seu sistema de construção não é tão complexo quanto um instrumento de teclado. Em geral, são 4 cordas afinadas sobre uma caixa oca, passadas pelo cavalete e presas às cravelhas. Óbvio que existe toda uma arte para fabricar um violino de qualidade como um Stradivari. O violino em especial, tem um sono agudo mas belo e redondo. Tem um repertório vastíssimo.

      Viola – É considerado o pai do violino, foi muito utilizada até o séc. XVI, quando passou a ser substituída pelo violino gradualmente. É um pouco maior que o violino, por isso produz sons mais graves. Normalmente sua partitura é escrita na clave de Dó de 3ª linha. Hoje em dia desempenha importante papel na orquestra e como solista mas mesmo assim a maioria dos concertos são escritos para violino ou Cello.

      Cello – Sucessor da viola também, considerado o tenor da família das cordas. O músico toca normalmente sentado este instrumento, com o mesmo entre as pernas. Tem um vasto repertório e possui a maior tessitura dos instrumentos de corda e também a maior variedade de dinâmicas (forte e pianos).

      Contrabaixo – Sendo o baixo da família das cordas, possui uma tessitura muito grave, o que não permite um trabalho solo com grande massa orquestral. São poucos os concertos e solos para esse instrumento na música erudita. No séc. XIX, fazia o mesmo som que o cello, só que oitava abaixo. Teve mais importância em obras pós-românticas e modernas e mais ainda no jazz.

      Sopros - madeiras

      Flauta – É também a soprano da família das madeiras. Existem dois tipos de flautas: doces e transversais. O primeiro tipo, foi muito utilizado até séc. XVII, quando foi substituída pelo segundo, que utiliza um sistema de chaves e tem maior dinâmica e volume para interagir com a massa orquestral. Possui um enorme repertório que inclui desde peças medievais, até modernas.

      Oboé – Apesar de não possuir um tessitura tão grande, esse instrumento se situa como o contralto das madeiras. Tem um belo som quando tocado na região mediana e um som fino e áspero no agudo. Utiliza o sistema de palheta dupla e começou a ser utilizado no barroco.

      Clarineta – Sucessor do chalumeau, é o tenor das madeiras. Tem um timbre muito característico. Até a nota dó central, um som mais encorpado e doce e acima disso mais agudo e fino. A habilidade do clarinetista está em não permitir que se perceba esses dois timbres diferentes. Existem ainda clarinetas baixo, contrabaixos e sub-contrabaixos, que soam uma, duas e três oitavas abaixo da norma respectivamente. Começou a ser mais tocada no séc XVIII.

      Fagote – Apesar uma tessitura vasta, é o baixo das madeiras. Possui uma construção parecida com a do oboé e esses podem ter um som parecido no agudo. Não foi muito utilizada no séc. XVII, sendo seu repertório escrito mais do séc. XVIII em diante. Existe ainda o contra-fagote, que soa uma oitava abaixo da fagote normal.

      Sopros - metais

      Trompete – Possui “parentes” muito antigos, do tempo do Egito e Grécia mas a versão mais recente só surgiu no séc. XV aproximadamente. Passou a ser utilizado no barroco e é até hoje o instrumento soprano dos metais. Possui um volume sonoro bem alto e um timbre muito fino e estridente no agudo.

      Trompa – A contralto dos metais tem um timbre mais aveludado que o trompete e um tubo muito maior, de aproximadamente 4m, fazendo sua tessitura ser também muito grande. Sua construção mudou muito ao longo dos anos e o instrumento que antes acompanhava uma soprano no barroco, hoje em dia é capaz de passar o volume de uma orquestra. Teve vital importância no romantismo, em especial com Wagner e Richard Strauss. É um instrumento de extrema dificuldade de execução.

      Trombone – Conhecido também por trombone de vara, por ter uma vara que amplia ou diminui o tubo, fazendo soar as notas. É o tenor dos metais e tem uma tessitura principalmente mediana. Tem uma tradição muito antiga, vinda das trombetas do Romanos e Egípcios. No romantismo incorporasse o trombone baixo a orquestra, que soa uma oitava abaixo do trombone tenor.

      Tuba – É o baixo dos metais e foi feito no séc XIX para se suprir a necessidade de um baixo nos metais (tal como o fagote era nas madeiras). Tem tessitura muito grave e é também muito utilizada em bandas marciais. Existem ainda a tuba Wagneriana, que é uma mistura de trompa e trombone, muito bem bolada e souzafone, ao qual o instrumentista literalmente encaixa o instrumento em seu corpo, não tendo que carregar tamanho peso.

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      Quando ao texto acima, possíveis erros principalmente de gramática podem ser encontrados. Me perdoem, meu corretor de Word está falhando. E quando aos outros instrumentos, como Harpa, percurssão e até um resumo do órgão, vou ver se faço para semana que vem.
      Abraços

      O pianista
      Veterano
      # abr/04 · Editado por: O pianista
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      Gêneros Musicais
      Afinal o que é suíte, prelúdio, noturno? Aqui vou explicar todos os principais gêneros, em ordem alfabética, dentro da música erudita.

      Abertura – Feita para orquestra, para anteceder uma suíte ou ópera. Pode apresentar temas, que depois voltarão a aparecer no decorrer da obra. A partir do classicismo, passou a ser escrita de forma avulsa e ter uma importância muito maior.

      Bagatela – É uma pequena peça musical, sempre de objetivo despretensioso e ligeiro, que é tocada ao piano.

      Balada – Vem do sentido de bailar do séc. XIII, quando os trovadores dançavam e cantavam acompanhados de seus instrumentos. A partir do romantismo, passou a denotar peça instrumental, de forma livre e extensa, sem divisões de movimentos.

      Balé – É a arte de colocar música em gestos e movimentos. O balé como o conhecemos atualmente, surgiu por volta do séc XVII. Normalmente é dividido em atos e cenas, embora existam diversos balés sem interrupções.

      Cantata - Música feita para ser cantada, em oposição a tocatta (música tocada). A partir do séc. XVII, passa a ter estrutura árias e coros, ligados por recitativos, sempre feitas para solistas, coro e orquestra. Normalmente fala de temas morais, ligados a religião.

      Cantochão – É o canto litúrgico da igreja Católica, também conhecido por canto gregoriano. Possui apenas intervalos consonantes, não apresentando melodias difíceis de serem cantadas. O motivo disso, era que devia-se prestar atenção ao texto que se cantava e não às dificuldades técnicas da música.

      Capricho – Peça de caráter virtuosístico, com efeitos surpreendentes e escrita em métodos originais.

      Estudo – Obra feita para aprimorar a técnica do instrumentista (virtuose). No romantismo, em especial com Chopin, passa a ter grande ligação com as qualidades artísticas e interpretativas do músico.

      Interlúdio – Pequeno trecho musical, tocado entre duas partes de efeito maior, feito para a ligação de ambas.

      Marcha – Peça musical destinada para acompanhar os movimentos naturais do andar humano, quase sempre ligado ao sentido militar. Tem um ritmo muito característico, muitas vezes marcados pela tuba.

      Missa - Um dos gêneros mais antigos conhecidos pelo homem, vem desde o séc. VI. De caráter litúrgico, é a cerimônia tradicional feita pelos católicos. Composta para solistas, coro e orquestra, possui a seguinte estrutura básica: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei.

      Noturno – Obra de caráter meditativo e tranqüilo e como o próprio nome diz, muitas vezes tocada de noite, por não possuir pontos de dinâmica muito fortes. Seu surgimento foi por volta do séc. XVIII, no pré-romantismo.

      Ópera – É considerado o gênero mais completo das artes em geral, por abranger a música, a escrita e a encenação. Teve sua origem por volta do séc. XVI e tem a seguinte estrutura: abertura, que pode apresentar temas que serão expostos depois e subdivisão em atos e cenas. Sempre é feita para solistas, coro, orquestra e as vezes um narrador. Dependendo do sucesso da ópera, pode-se escrever uma suíte da mesma, que descrevo abaixo.

      Oratório – Apesar de existirem oratórios sacros e profanos, esse segundo é mais raro. Pode ser dito como uma ópera não encenada, feita para solistas, coro e orquestra. Mas isso não é uma regra e existem oratório encenados. Sua principal diferença, é tratar de temas religiosos e litúrgicos e não temas heróicos, como na ópera. É estruturado em ária e coros, ligados por recitativos.

      Poema Sinfônico – É uma obra livre, baseada em um programa, num caso um poema. Esse poema, vai ditar o desenvolvimento da música e esta irá ilustrar tudo o que ocorre no poema. É muito livre e por isso não tem uma estrutura maior e rígida. Surgiu no começo do romantismo, descendente da música de programa do classicismo.

      Polonaise – Obra que representa toda a tradição polonesa, normalmente contendo trechos mais dançáveis. Teve seu surgimento no romantismo, com Chopin, inovador em tantos outros gêneros.

      Prelúdio – Até o início do barroco, introdução feita pelo instrumentista antes de tocar uma peça maior, se caracterizava por ser feita puramente de improviso. Passou a ser escrita no final do barroco e no romantismo, a ser uma peça avulsa.

      Rapsódia – É uma fantasia sobre um determinado estilo de escrita ou gênero musical. Feita para qualquer instrumento, pode apresentar diversos temas ao decorrer da obra.

      Réquiem – Também conhecida como a missa dos mortos, sempre de caráter fúnebre. Escrita para homenagear os mortos, tem a seguinte estrutura: Introitus, Sequentia, Offertorium, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei e Communio

      Rondó – É uma forma musical e não exatamente um gênero mas merece um destaqte especial. Se caracteriza por possuir um tema principal, que sempre volta após a exposição de temas secundários e contrastantes: A – B – A – C – A – D – A – E etc. O tema principal sempre se sobressai sobre os demais. Passou a ser utilizado como forma livre no classicismo mas muitas vezes finaliza sonatas e sinfonias.

      Serenata – Desenvolvida no classicismo, tem caráter leve e dançante mas não é formada apenas por danças como na suíte, apresenta mais trechos abstratos. É escrito para voz ou pequena orquestra.

      Sinfonia – Possui a estrutura da sonata, que explico abaixo mas feita para orquestra sinfônica e com quatro movimentos: allegro, adágio (mais lírico e meditativo), um scherzo ou minueto e um finalle, quase sempre mais majestoso e rápido que o Allegro inicial.

      Sonata – Gênero escrito para um ou mais instrumentos solos, que possui a seguinte estrutura: A – B – A (tema – desenvolvimento e reexposição). Sempre são apresentados por volta de três temas. No classicismo, passou a ter três movimento característicos: allegro – adágio –allegro, cada um dentro dessa estrutura. O último movimento muitas vezes apresentar a característica de um rondó.

      Suíte – Coleção de danças numa única peça. Surgiu por volta do séc. XVI e a partir do romantismo, passou a ser a reunião de trechos musicais de determinada obra, sempre uma ópera ou um bailado. No barroco, tinha a seguinte estrutura:abertura, allemande, sarabanda, polonaise, bourrée e minueto (todos esses, danças caraterísticas).

      Valsa – Surgiu no romantismo, por volta do séc. XIX e foi como uma evolução do antigo minueto. Se caracteriza por ter um compasso ternário e poder variar desde andamentos lentos até muito rápidos mas sempre de caráter dançante.

      AzUoS_nd_Keyboards
      Veterano
      # abr/04
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      Pianista, vc está de parabéns cara...
      Está me ajudando muito... Isso aí!!!

      Valeu

      crowley666
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      aproveita e tira uma duvida minha: qual a diferença de orquestra, orquestra sinfonica, sinfonia, etc....

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      Orquestra sinfônica é uma formação de vários músicos, precisamente nipes de cordas, sopros metais, madeiras e percurssão, podendo ter outros instrumentos.

      A diferença entre sinfônica e filarmônica, é que a primeira é mantida por fundo estatal e a segunda fundo privado.

      Sinfonia é um gênero musical e não tem nada a ver com formação de sinfônica ou filarmônica.

      Explicado ae?? Qualquer coisa pergunta.
      Abraço

      crowley666
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista
      ah tá, valeu!

      Gabriel_Bp
      Veterano
      # abr/04
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      Pianista. Tá de parabéns cara! eu tava fazendo umas pesquisas sobre esses assuntos aí nas enciclopédias do meu avô :) mas ainda bem que tu resolveu meus problemas. valeu cara!

      crowley666
      Veterano
      # abr/04 · Editado por: crowley666
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      O pianista
      me veio outra duvida, fuga eh um dos generos? assim como suite, bagatela....

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
      · votar


      crowley666

      Fuga é um gênero musical, só que é um dos mais complexos possíveis. Por mais que eu tente explicar com menos detalhes, ficaria algo extenso e cansativo. Por isso recomendo este site:

      http://www.allegrobr.com/biblioteca/artigo.php?id=27

      Este link leva para a bioblioteca, exatamente na parte em que o autor dá uma "introdução" do que é a fuga, como se forma.
      Aproveite e conheça o fórum de lá, é um dos melhores de música clássica no Brasil.
      Abraços

      O pianista
      Veterano
      # abr/04
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      Andamento
      Andamento é uma expressão que delimita a velocidade e o tom interepretativo que devem ser usados na obra. A velocidade varia muito do intérprete mas existe uma margem, digamos que um padrão (não obrigatório). Segue abaixo os andamentos e sua médias de semínimas por segundo:
      Largo - 30 a 50
      Larghetto - 50 a 60
      Lento - 60 a 70
      Adagio - 70 a 80
      Adagietto - 80 a 90
      Andante - 90 a 100
      Andantino - 100 a 110
      Moderato - 110 a 120
      Allegretto - 120 a 130
      Allegro - 130 a 140
      Vivace - 140 a 160
      Presto - 160 a 180
      Prestissimo - 180 a 200

      Andamento maiores e menores que a média, podem usar as seguintes expressões:
      Molto (Muito)
      Più (Mais)
      Ma non troppo (Mas não muito)
      Poco (Pouco)
      Assai (Bastante).

      Já essas outras expressões indicam a emoção que o intérprete deve usar: (mas também podem mudar a pulsação):
      Maestoso (Majestoso)
      Appassionato (Apaixonado)
      Con brio (Com ímpeto, brilho)
      Grazioso (Gracioso, leve)
      Cantabile (Cantável, melodioso)
      Scherzando (Brincando)
      Con fuoco (Com ardor, com paixão)
      Brillante (Brilhante)

      E esses usados após uma mudança de andamento no meio da música:
      L'istesso tempo (No mesmo tempo)
      Tempo I ou Tempo Primo (No andamento do início)

      É bom lembrar, que várias obras depois de Beethoven (que foi o primeiro a fazer tal prática, com a invenção do metrônomo, por um amigo seu), começaram a vir com a pulsação escrita e que deve ser seguida pelo intérprete à risca. Qualquer valor de pulsação, antes de Beethoven, foi colocado como média por um revisor e não pelo compositor.

      Al Majíd
      Veterano
      # abr/04
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      O pianista

      Muito bom o seu trabalho.

      Parabéns!!!!

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