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      【FIXO】 Contraponto (TÓPICO IMENSO)

      Autor Mensagem
      LmA
      Veterano
      # jun/04 · Editado por: Moderador


      CONTRAPONTO: TÉCNICAS CONTEMPORÂNEAS

      O contraponto têm sido suporte da composição por séculos e é ainda atual estudá-lo. Esta técnica, iniciado no século IX com a sobreposição doTenor sobre o Canto Firmus, teve o seu apogeu oitocentos anos depois nos séculos XVII e XVIII onde Bach foi um dos seus maiores expoentes. O tratado de J.J. FUX chamado de Gradus ad Parnassun datado de 1725, é uma das primeiras referências de compêndio teórico sobre este assunto. No processo de preparação desta aula, alguns pontos importantes vieram a tona: Qual seria a finalidade do ensino do contraponto? Sob que aspectos esta técnica pode fomentar o espírito inventivo de um jovem compositor? O que existe no seu estudo que o torna atual? O que tem se mantido por séculos? Seriam as regras de condução de voz, conssonância ou dissonância? Seriam as regras do contraponto vocal, as espécies ou o chamado contraponto livre ou florido? Sem dúvida todos estes aspectos tem sua relevância, mas esta aula apresenta uma visão processual deste assunto, abordando-o dentro da diversidade técnica deste século. SCHOENBERG, menciona que a composição consiste de estruturas funcionando de modo similar a um organismo vivo. O estudo do contraponto induz o estudante a convivência com métodos de estruturação sonora, noções de simetria, equilíbrio e organização de texturas e pode levá-lo à superposição ostensiva de camadas sonoras como na micropolifônia concebida por LIGETI. Estes conceitos são essenciais para composição musical, até mesmo para o aluno que queira se dedicar a criação eletroacústica. Dentro do estúdio há uma convivência constante com procedimentos de sobreposição de canais de áudio, camadas sonoras que poderiam ser descritas como vozes sobrepostas; o equilíbrio entre estes várias testuras sonoras é essencial no processo de coloração timbrística.

      SEARLE aponta três grandes épocas no desenvolvimento do contraponto. Segundo ele, o primeiro período inicia-se no século XV e termina no século XVIII em 1750 com a morte de Bach. A segunda fase compreende os clássicos vienenses e os compositores românticos terminando em torno de 1910. O terceiro período compreende o século XX, que segundo este autor, é uma época de revitalização do contraponto. O primeiro período, que se caracterizou pela polifônia, teve em Bach o compositor que alcançou o equilíbrio entre contraponto e harmonia. Segundo este autor, os compositores, mesmo utilizando técnicas contrapontísticas, concentraram-se mais em aspectos harmônicos. Podemos notar que o período anterior a Bach ensejou a dissolução gradual dos sete modos eclesiásticos nos quais a música se alicerçava até então. Da mesma forma, no começo deste século, vê-se novamente a dissolução de outro sistema, a tonalidade. De relativamente similar, as técnicas contemporâneas voltam-se ao estabelecimento de novos processos de organização como: o Cromatismo, a Poliritmia, a Politonalidade, a Micropolifonia entre outros que são aspectos múltiplos deste transição. Faces da mesma moeda num momento de transgressão, transformação e renovação.

      SCHOENBERG, ao abordar os princípios da composição musical, aponta paro o uso reiterado de um motivo como procedimento criativo, mas diz que se o mesmo aparecer sem transformação, tal procedimento leva à monotonia. Ou seja, ele enfatiza que a escrita motívica requer a aplicação de variação. Em contrapartida, afirma que a mudança de todos os aspectos sonoros de um motivo, produz estranheza, incoerência e ilógica, destruindo a estrutura básica do mesmo. Para ele o compositor deve preservar elementos essenciais para dar unidade a obra. O estudo do contraponto tem a mesma necessidade de estruturação e variação. Transgredir postulados é uma forma de invenção musical. Conhecê-los, em alguns momentos reiterá-los e em outros reinventá-los, também o é. GRIFFITHS menciona que Debussy, ao transgredir posturas harmônicas e formais, abriu o caminho da música moderna. Abandonou a tonalidade tradicional, desenvolveu nova complexidade rítmica, reconheceu a cor sonora como essencial, criou quase uma nova forma para cada composição e explorou processos mentais profundos. Esta aula pretende discutir alguns dos processos composicionais contemporâneos, que Debussy, apesar de não ser um compositor contrapontista, deu início através da sua invenção. Pretende-se dar uma visão geral das técnicas contrapontísticas sob a ótica do século XX. Não abordaremos o contraponto vocal e instrumental dentro do seu enfoque tradicional, mas é importante que o aluno o faça. Referências como ATKISSON, DUBOIS, PISTON eTRAGTENBERG podem ajudá-lo nesta tarefa.

      Em CONCEITOS GERAIS o contraponto é decomposto em Estruturas Gerativas e Processos Construtivos. Desta forma, é apresentado como uma ferramenta sistêmica que está presente na bagagem técnica dos compositores de várias épocas e especialmente do século XX. Elementos micro-estruturais estão nos mais diferentes processos contrapontísticos. O elemento primordial é o Intervalo Musical que organizada em Modos, Escalas e Séries, forma um substrato para a construção de um Motivo, Cantus Firmus e Tema, através de Saltos, Graus Conjunto e Cromático e Microtons. Dois temas são usados como Sujeito e Contra-Sujeito na composição musical estruturada como uma Fuga. Esta visão micro-estrutural pode ser expandida na direção da microtonalidade onde surge a contraposição de massas sonoras e aspectos como densidade, variabilidade e randomicidade passam a ser parâmetros criativos. A junção de estruturas gerativas leva a construção de Processos Construtivos e as mesmas diversas são aplicadas conjuntamente, num procedimento em paralelo. Por exemplo, na criação de um Cânone, estruturas como a Repetição e a Imitação estão presentes como processos primordiais, mas podem haver outros elementos como MILHAUD, que no final da sua IV Sinfonia, faz uso da Politonalidade num cânone para dez cordas solistas. Outro exemplo importante é a presença do Cromatismo no desenvolvimento harmônico de Fugas. Este procedimento, que foi um dos fatores de desagregação da tonalidade, já estava presente no Cravo Bem Temperado, pois Bach fazia o uso do cromatismo como uma forma de desenvolvimento e expansão harmônica. Se retrocedermos mais no tempo, encontraremos Gesualdo que, para dar mais autonomia as partes do contraponto, fazia uso de material cromático como no madrigal "Moro Lasso" publicado em 1611.

      Após apresentar os elementos estruturantes do contraponto, passamos para algumas TÉCNICAS CONTEMPORÂNEAS, numa compilação de diversos métodos de compositores deste século. A interação entre Processos Construtivos e a composição musical, pode desvendar algumas técnicas contrapontísticas dentro da diversidade que fertiliza a música do século XX.

      Denominamos o primeiro ponto de tangência de Herança Cromática que refere-se ao uso ostensivo do cromatismo, no contexto do contraponto, como fator de interação tonal/modal e aumento de complexidade harmônica. Esta exploração do cromatismo no século XX, tem suas origens em LIZT que revigorou, em sua música, os procedimentos cromáticos herdados de Bach. A Harmonia e o Contraponto, apesar de apresentarem funções estruturais diferentes, estão interligados e é marcante a síntese que HINDEMITH faz da convivência do Contraponto com a Harmonia utilizando o Cromatismo como elemento de ligação. BARTOK expande o domínio modal fazendo uso livre da dissonância. Seu trabalho de coleta e classificação de música folclórica húngara levou a afirmar que "o estudo desta música peasant foi para mim de importância decisiva, pela fato de ter revelado para mim a possibilidade de emancipação da hegemonia do sistema maior-menor... a parte mais valiosa desta casa de tesouros de melodias esta nos antigos modos eclesiástico, no Grego antigo e ainda mais primitiva escalas (notadamente pentatonicas)". Bartok também cria um sistema tonal próprio, onde as funções de Tônica, Subdominante e Dominante estão relacionados com a justaposição de acordes diminutos.

      No fluxo de dissolução tonal do começo do século surgue o Serialismo, esta técnica composicional criada por SCHOENBERG, marcou diversas décadas da produção musical contemporânea. Segundo SEARLE, "nenhum outro procedimento de escrita parece ter levantado tanta discussão neste século". Em "Style and Idea", o criador discute sua técnica da seguinte forma: a forma, nas artes, e especialmente na música, se propõe, em primeiro lugar, a intelegibilidade. Ele enfatiza que é este, e não outro, o objetivo da composição dodecafônica, por mais surpreendente que pareça. Analisando esta afirmação sob o ponto de vista da matemática combinatória, percebe-se que há menos possibilidades de combinação numa série de 12 sons e nas outras 47 séries derivadas, do que nas possibilidades de modulação da tonalidade. Portanto, conteúdo informacional Como ressaltado pelo próprio SCHOENBERG, no domínio da tonalidade há mais redundância e dubiedade do que no Dodecafonismo. Todavia à luz da Teoria da Informação como apresentado por SHANNON, a redundância num canal serve como fator de reforço ou reiteração da mensagem. Desta forma, o receptor poderá descomplexar o conteúdo do código informacional mais facilmente. Daí talvez porque o Serialismo Integral tenha dado margem a abordagens menos restritivas, dando margem assim, ao aparecimento de novos processos construtivos. Neste encadeamento seguem WEBERN, MESSIAN que trouxe à luz da composição deste século Mode de valeurs et d´intensités (Modos de Duração e Intensidade) para Piano Solo e os Modos de Transposição Limitada. Segundo GRIFFITHS, a experimentação de Messian de serializar outros parâmetros musicais além da altura, levou BOULEZ em 1944 a compor sua Segunda Sonata para Piano baseada na serialização do ritmo e dinâmica. Em 1951, STOCKHAUSEN também compõe Kreyzspiel para Oboe, Clarone, Piano e Percussão adrindo a técnica do Serialismo Integral. Posteriormente em Gruppen para 03 Orquestra abre a exploração serial de Stockhausen na direção do espaço que é extendido no domínio eletroacústico com Gesang der Junglinge. Por outra vertente, através de uma visão matemática e sistêmica, BABBITT da continuidade

      LmA
      Veterano
      # jun/04
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      Esse texto foi retirado de http://www.nics.unicamp.br . Postei esse tópico pois achei que seria útil para muita gente. Caso alguém tenha algo a adicionar, exemplos em partitura, tablatura(caso de violão e outros) ou até exemplos gravados, postem aí, tornará o tópico mais útil ainda! Abraços.

      Leandro.

      Al Majíd
      Veterano
      # jun/04
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      LmA

      Ótimo tópico. Merece um UP!!!

      LmA
      Veterano
      # jun/04
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      Al Majíd
      =)

      Pô, pensava que mais gente se interessava pelo estudo do Contraponto e de outras técnicas contemporâneas... enfim, mais um UP, seria interessante que esse tópico não ficasse no esquecimento.

      evitaerc
      Veterano
      # jun/04
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      LmA


      O negocio é que muita gente tem preguiça de ler textos grandes ehehehe...

      Crash
      Veterano
      # jun/04
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      pow bem legal! podia fica stickado =]

      Reinken_o Organista
      Veterano
      # jun/04
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      muito interessante esse texto! Ainda vou precisar de umas leituras pra absorver tudo !

      Al Majíd
      Veterano
      # jun/04
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      LmA


      Isso aí...

      vinm
      Veterano
      # jun/04
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      Legal! Estudo contraponto já há algum tempo (de uma forma meio informal)... estava precisando de uma base teórica pros meus experimentos!

      maclowen
      Veterano
      # jun/04
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      excelente, contraponto é básico...

      Barbara Jolie
      Veterano
      # jul/04
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      puxa....achei isso aqui do nada...
      e justo tava precisando...

      Valew ae!

      Juliano de Oliveira
      Veterano
      # fev/05
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      Vale a pena reviver mais esse texto!

      somactivo
      Veterano
      # dez/05
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      Já que se menciona por aí Wim Mertens, um texto de um concerto dele:
      http://som-activo.blogspot.com/2005/06/reportagem-wim-mertens.html

      bilico
      Veterano
      # ago/08 · Editado por: bilico
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      onde eu posso encontrar material (site ou livro)sobre os itens do seu texto :

      métodos de estruturação sonora, noções de simetria, equilíbrio e organização de texturas ,micropolifônia,técnicas contrapontísticas, Cromatismo, a Poliritmia, a Politonalidade, a Micropolifonia ,estruturação e variação,complexidade rítmica, cor sonora ,Estruturas Gerativas e Processos Construtivos,Microtons,Harmonia e o Contraponto,

      onde eu posso encontrar site ou livro que ensina composição para orquestra ?


      muito obrigado

      Ken Himura
      Veterano
      # set/08
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      onde eu posso encontrar site ou livro que ensina composição para orquestra ?
      Fazendo aula de composição. Você vai achar livros de instrumentação e orquestração, mas como compor pra orquestra eu duvido muito.

      El Musicista
      Veterano
      # set/08
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      Ken Himura

      Cara. Procura pelo autor Roy Bennett.

      Ele tem alguns livros interessantes, dos quais eu destaco (eu tenho esses três abaixo).

      - Uma breve história da Música;
      - Instrumentos da orquestra;
      - Como ler uma partitura;

      Mas existem outros que talvez possam lhe ajudar:

      - Forma e estrutura na Música;
      - Instrumentos do teclado;
      - Elementos Básicos da Música;
      - Aprendendo a compôr.

      Espero ter lhe ajudado.

      Ken Himura
      Veterano
      # set/08
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      El Musicista
      Eu conheço. Mas nunca vi um "Aprenda a compor para orquestra" dele.

      El Musicista
      Veterano
      # set/08
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      Ken Himura

      Eu também não... Imagina o tamanho do Livro?

      Teria que se uma Enciclopédia... Maior que Britannica...

      _music_4_ever_
      Veterano
      # set/08
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      Ken Himura
      Fazendo aula de composição. Você vai achar livros de instrumentação e orquestração, mas como compor pra orquestra eu duvido muito.

      A propósito: encontrei um site muito útil na aprendizagem de orquestração:

      http://www.northernsounds.com/forum/forumdisplay.php?f=77

      cuma
      Veterano
      # nov/08 · Editado por: cuma
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      excelente topico, me ajudou mto, sempre quiz conhecermais sobre contraponto, acho fantastico oque bach e pachelbel faziam com esta tecnica.

      Ken Himura
      Veterano
      # nov/08
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      Contraponto existe até hoje, Stravinsky é cheio, por exemplo.

      heinrick
      Veterano
      # nov/08
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      Da pra resumir o q é contraponto?
      Tudo que é resumido entra mais facil na cabeça, rsrsrs.

      Jabijirous
      Veterano
      # nov/08
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      heinrick

      melodia contra melodia!! é isso

      escute essa peça de bach, é um contra ponto a 2 vozes, é a invenção n°1



      heinrick
      Veterano
      # dez/08
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      Quer dizer que contra ponto é apenas a harmonizaçao de vozes??

      heinrick
      Veterano
      # dez/08
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      é
      ja estudei essa peça quando começei a fazer piano, mas parei no 2º ano pra começar no violino

      Jabijirous
      Veterano
      # dez/08
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      Quer dizer que contra ponto é apenas a harmonizaçao de vozes??

      não, no contraponto você deve preocupar-se primeiro em melodia, depois harmonia, mas a harmonia ja tem que estar pre estabelecida!! senão como você vai fazer sua melodia sem uma base harmônica???

      A textura polifonica é complicada, pois melódicamente tem que soar perfeito o número X de melodias, se você tem 5 melodias, as 5 tem que soar bonitas, mas as regras de harmonia tb são válidas, é ai que começa a dificuldade hehehehe

      makumbator
      Veterano
      # dez/08 · Editado por: makumbator
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      heinrick

      E as melodias tem que ser independentes, mas ao mesmo tempo, uma completar a outra na trama harmônica. Mas como frisado pelo Jabijirous, a ênfase é na relação entre as melodias, e não uma harmonia de base, com uma melodia principal e outros floreios melódicos dependentes da primeira melodia(isso é ótimo, mas não é música verdadeiramente polifônica e contrapontística).

      Cada melodia deve ser tratada como uma entidade única e separada(com boa condução, desenho melódico interessante, e identidade própria,etc...), ao mesmo tempo em que elas juntas(sejam 2, 3, 4, 5, etc...), formem uma personalidade melódica no conjunto. Essa é a dificuldade, balancear o todo(o conjunto), e cada linha.

      Para um estudo moderno do contraponto, sugiro o livro: Contraponto, de Lívio Tragtenberg, da editora Edusp. É um belo tratado(extenso) e bem detalhado no assunto, sem parecer datado.

      Para ouvir, procure fugas do cravo bem temperado, invenções e sinfonias para cravo, a Arte da Fuga, e Oferenda Musical, tudo isso de Bach.
      As grandes peças dele também apresentam grandes exemplos de contraponto(Missa, Cantatas, Suítes para orquestra, concertos de Bradenburgo), além de música de câmara(sonatas para flauta e cravo, violino e cravo, viola da gamba e cravo, concertos para cravo e cordas, violino e cordas, oboé e cordas, 4 cravos, etc...).

      Para a aplicação mais moderna. Procure Stravinsky, a primeira fase(tonal) de Schoenberg, entre outros...

      heinrick
      Veterano
      # jan/09
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      certo. valew

      Andrei89
      Veterano
      # ago/09
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      Tópico nota 10!!!

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      Powerslave158
      Veterano
      # ago/09
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      LmA
      muito bom, estudo isso na faculdade, até pegar a manha das regras é foda, mas depois vai embora!

      é muito interessante fazer isto, tanto o modal quanto o tonal!
      agora estou quebrando a cabeça com invenções à duas vozes e depois fuga!

      valeu abraço!

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