Ferramentas de inteligência artificial na música

Autor Mensagem
Buja
Veterano
# 28/mai/26 08:38
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Ismah
EU pessoalmente não acho que o Moises tenha acertado no que faz hoje. Ele é muito bom em outras coisas, que não são geracionais.

Voce disse tudo aqui!

O moises é excelente em separação de stems. Mas nao geração de audio.
O suno.ai é bem melhor nesse quesito, apesar de que, até agroa, nao vi ia gerar nada criativo.
Gera coisas legais, sim, mas sempre é bem dentro do esperado e muitas vezes monotono, sem ousadia nenhuma.

PguitarMaxx
Veterano
# 28/mai/26 16:16
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Acho que teve um momento que essas ferramentas (tipo suno) impressionaram de fato. Em outro momento, até assustaram.

Mas hoje, no que diz respeito a músicas criadas com IA, eu sinto que tá saturando. O "som de suno" já tá causando enjôo em bastante gente.

E é louco porque nos anos 80 e 90, gravar um disco exigia alugar um estúdio que custava milhões de dólares em equipamentos. O Rick Beato tem um vídeo exatamente sobre isso. Quando os pcs ganharam poder de processamento para rodar o pro tools, qualquer músico com um PC e uma interface de áudio no quarto passou a ter um estúdio em casa. Os grandes estúdios, presos aos custos de manutenção altíssimos, sofreram a porrada.
Essas empresas de IA (tipo Suno, Udio e a própria OpenAI) estão gastando bilhões em data centers colossais. Se amanhã os PCs forem capazes de rodar essas IAs localmente (e serão), manter esses servidores gigantescos deixará de ser um modelo de negócio lucrativo, e essas empresas sofrerão o mesmo destino dos estúdios antigos. Se você parar pra pensar, a comunidade de código aberto avança muito rápido. Hoje, se você tiver um PC parrudo, já consegue gerar música sem depender da nuvem.

Ismah
Veterano
# 05/jun/26 21:12
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Buja
Gera coisas legais, sim, mas sempre é bem dentro do esperado e muitas vezes monotono, sem ousadia nenhuma.

A proposta é quase integrar a onda sonora, fazer um a regressão dela, e gerar uma semelhante... Se parar para ouvir, soa genérico como qualquer hard rock farofa dos anos 80... Como qualquer trap anos 90... Como qualquer pop anos 2000...

O que funcionou extremamente bem para mim, foi mandar arranjos prontos, e ele "gravar" as linhas. Não é perfeito, mas funcionou melhor que mandar o cantor imaginar a melodia...

PguitarMaxx
forem capazes de rodar essas IAs localmente (e serão)

Seria entregar a mina de diamante... Pode até ter o código, mas não a base de dados...

Hoje, se você tiver um PC parrudo, já consegue gerar música sem depender da nuvem.

Voltamos ao fato, sem a base de dados... E se alguém achava legal deixar pontas soltas... Sina de Ofélia tá aí...

Wild Bill Hickok
Membro Novato
# 08/jun/26 09:20
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acabei de usar o gemini para responder um tópico no fórum de baixo

PguitarMaxx
Veterano
# 10/jun/26 04:09
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Ismah
Cara, eu entendo perfeitamente o seu ponto. Faz todo o sentido pensar que quem tem o controle das grandes bibliotecas de áudio e os bilhões de dólares para processar tudo sai na frente, mas quando a gente olha de perto para como a tecnologia de código aberto e os modelos locais funcionam na prática, a realidade muda bastante de figura e essa "mina de diamantes" não fica tão protegida assim.

O principal ponto aqui é separar o treinamento inicial da execução. Para criar o cérebro de uma IA musical do zero, as empresas realmente gastam fortunas em data centers, mas depois que esse cérebro aprendeu o que é música, o arquivo consolidado com os pesos do modelo fica incrivelmente otimizado. É exatamente o que acontece com as IAs de imagem e texto que a gente roda localmente hoje, você não precisa ter os bilhões de arquivos originais no seu HD, você só baixa o cérebro matemático pronto que já sabe as equações. Eu acho que com música vai ser a mesma coisa, você vai baixar um modelo base que já entende de estrutura, baterias e frequências para rodar direto na sua máquina.

E mesmo que esse modelo base não venha perfeito de fábrica, o código aberto permite o ajuste fino. Se um produtor quiser gerar uma música inédita no estilo exato do Nirvana, por exemplo, ele não precisa de um supercomputador. Ele pode pegar esse modelo livre e alimentar em casa, na própria GPU e de forma totalmente offline, com a discografia da banda em MP3, as faixas isoladas que estão espalhadas pela internet e os trabalhos dos produtores que moldaram aquele som. A internet inteira é a base de dados e não tem processo judicial ou firewall corporativo que impeça alguém de arrastar arquivos para dentro de um software no próprio quarto.

Você citou "A Sina de Ofélia", e esse caso é perfeito, mas se você reparar, ele joga justamente a favor desse avanço descentralizado. Quem criou aquelilo não tinha acesso aos HDs trancados e protegidos da Universal music (é da Universal, né?), o criador usou áudios que já estavam na rede e ferramentas acessíveis. Caíram matando juridicamente, mas o público cagou, a música bateu milhões de plays e o negócio estourou organicamente. Isso mostra que o controle dos dados perde a força quando o público abraça. A verdade é que a indústria tenta trancar o mp3 e controlar a distribuição há mais de 20 anos, e tentar impedir que as IAs locais aprendam com o que já está na rede é repetir o mesmo erro dos anos 90. No fim, cobrar assinatura para gerar música na nuvem vai ser só commodity, e as pessoas vão ""criar"" direto na própria máquina

SpectrosGuitarman
Veterano
# 24/jun/26 23:12 · Editado por: SpectrosGuitarman
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cara, o suno esta evoluindo numa velocidade impressionante, é bizarro e assutador. É divertido brincar com o suno, e se usado como FERRAMENTA, acho que pode ser um catalisador de ideias, assim como todas outras IAs conversacionais. Eu uso bastante no trabalho, mas pra geração de codigo, ja que nao sou programador.

MAAAAAAAS existe toda uma camada terrível que é sufocada pelo algorítimo, isso sem contar em consumo de agua, energia, datacenters monstruosos etc...

Outro dia minha esposa me mandou isso aqui e eu fiquei bem assustado

https://vinylculture.substack.com/p/they-cloned-her-voice-then-claimed

https://www.instagram.com/reel/DWwNAiRijaQ/

JJJ
Veterano
# 25/jun/26 09:50
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A Waves tá dando um separador de stems novo, de graça, pra quem atualizar o Waves Central para a V17.

Sim, eu sei, tem um monte de separador gratuito por aí (indico muito o UVR, que tem uma interface gráfica horrível, mas concentra 3 ou 4 separadores num programa só, com possibilidade de manter atualizado e tal), mas o grande lance da Waves é o que pode vir de IA embutida nesse plugin no futuro, se as atualizações forem gratuitas (acho que são, não tenho certeza).

Ismah
Veterano
# 31/jul/26 17:02
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PguitarMaxx
o negócio estourou organicamente

Isso pode ser discutível. Temos hoje agência especializada em criar assunto - vide a Anitta, que lançou dia 24 deste mês de Julho, a parte 2 do seu álbum, e contratou o Felipe Vassão - conhecido pelas críticas ao mercado, à música, etc...
No caso de " Síndrome de Ofélia ", certamente boa parte do sucesso veio com o xilique da Taylor Swift.

E quando me refiro a data base, é justamente a viabilidade logística de acessar e processar os dados. Por que fazer com algumas amostras, se posso fazer com todas? Inclusive, tivemos uma série de reviradas nessa questão, justamente pelo aspecto dos direitos autorais.

Caíram matando juridicamente

Meio que é impossível de barrar, e até segunda ordem, Sonza e Dilsinho saíram no lucro gratuitamente. Difícil de ancorar eles ao projeto. A Sonza até que acabou divulgando, mas é equivalente processar alguém por publicar uma caricatura. A nível global, é uma discussão que surgiu muito às pressas.

Eu acho que com música vai ser a mesma coisa, você vai baixar um modelo base que já entende de estrutura, baterias e frequências para rodar direto na sua máquina.

Possível é, mas isso torna o algoritmo muito específico. Ele precisa da dinamicidade nos pesos. Esse ainda não é possível rodar localmente de uma maneira fácil. O que temos viabilidade, é o caso das novas consoles Midas (que já nem são tão novas), que integram IA para ler, nomear, e gerar presets personalizados para o que está entrando naquele canal. Mas sim, é hipoteticamente possível.

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