Cenário Musical Brasileiro atual

Autor Mensagem
T-Rodman
Veterano
# 06/mai/19 11:49
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eu curto um pouco de rap, mas com ressalvas. A parte que mais valorizo nesse estilo são os que conseguem ter boa dicção, que eu consigo entender o que estão falando.
alguns exemplos nacionais
https://www.youtube.com/watch?v=Mu4FMnvgoYE
https://www.youtube.com/watch?v=f456yqSKm-0
https://www.youtube.com/watch?v=aUKaBc_8UX8
- aí vem o funk atual, putz. parei aqui, lol

boas épocas que tinha aquelas revistas que vinham com CDs de artistas independentes. Acho que todos ai comecei a escutar desses CDs, lol.

amplexos

T.

lambdadude
Membro Novato
# 06/mai/19 11:58 · Editado por: lambdadude
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Casper
O Vinheteiro, falando nele, me parece uma vítima
das circunstâncias. Como ele passava a infância
em salas de concerto na Áustria e seus amiguinhos
eram do coro de Viena, ele é incapaz de enxergar
outras possibilidades.

Cara, então. É muito triste ver gente assim, na real. Sem um espectro muito amplo, preso na própria realidade e na própria bolha do mundinho musical. É por essas e outras que eu não acredito no famoso argumento da "apropriação cultural" que a esquerda pós-moderna tem. Música é cultura, e cultura deve ser compartilhada, independente de qual for.

Assim, eu não sou lá um grande fã de funk. Quando começa a tocar funk, eu sou o carinha que fica no canto do role cantando música de banda alternativa brasileira e fumando um cigarrinho, mas não vejo problema com quem gosta também. Gosto de coisas que me fazem sentir algo, e funk não me faz sentir nada. Pra mim funk é sempre muito depressivo, mesmo que as pessoas achem extremamente upbeat.

E SIM: existem muitas coisas intressantes,
em todos os lugares do mundo, musicalmente
acontecendo.

Concordo plenamente contigo, cara.

Inclusive, há uns dias atrás eu deixei uma mensagem na tua página de recados referente à produção musical eletrônica. Vi o festival do minuto e gostei muito das tracks que tu disponibilizou pra galera. Queria uma guidance tua, se possível.


T-Rodman
eu curto um pouco de rap, mas com ressalvas. A parte que mais valorizo nesse estilo são os que conseguem ter boa dicção, que eu consigo entender o que estão falando.
O cenário de rap brasileiro já teve muito potencial, cara. Hoje em dia a gente tem meio que uma superlotação de rappers que meio que fazem um mumblerap, e a gente simplesmente aceita isso pois é swag e a nova maneira de fazer dinheiro. Eu pessoalmente gosto do cenário trap que tá se infiltrando no Brasil agora, não das músicas e muito menos da ideologia, mas sim pelo fato de estar tornando a música eletrônica e a produção de melodias mais acessível ainda às comunidades pobres e tal. Pra mim o problema é não ter música. Tem que ter música em qualquer lugar, independente da forma como seja feita ou cantada.

Buja
Veterano
# 06/mai/19 12:06 · Editado por: Buja
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Na minha forma de viver, musica é uma forma de arte. Qualquer que seja.
Ja viu grupos intra-africanos fazendo musica? Bicho, aquilo é pior do que funk.
Mas o povo dança, se diverte e se libera uma ceratonina louca.

O mesmo vale pra quem ouve heavy metal. Pra muita gente é um bando de bicha louca com gritinhos histéricos invocando o sathanas. Mas quem curte, simplesmente, sai de si. Esquece tudo, os problemas e no fim diz: Poooowta que musica excelente.

A minha mulher quando ouve funk cura da sinusite na hora....pula, grita, dança, rebola...bate tum tum, sacode cabelo, lembra muito um ser invertebrado. Pra ela, isso é musica das boas..
Nao consegue com outro estilo um grau de satisfação tao grande.

No resumo gosto não se discute. Nao é todo escocês que usa saia, nao é todo espanhol que gosta de tourada, nem todo brasileiro gosta de futebol.
E tem gente que gosta de rock, reggae e funk. E daí?

Esses esteriótipos são a mega burrice. E quando o cara caga pela boca no youtube, é de dar pena, nao importa a velocidade com que toca flight of bumblebee.

T-Rodman
Veterano
# 06/mai/19 12:07
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em todo lugar do mundo pelo menos o que chega por aqui é algo relativo a 'folk' - cada respectivo país trazendo alguma coisa pro mundo 'pop'.
meio que 'música temática pra jogar RPG' lembrando de GoT, Vikings, etc.







aqui na região onde moro mesmo, sempre tem essa banda nacional que navega por esse estilo


Ismah
Veterano
# 06/mai/19 18:35
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Buja
Esses esteriótipos são a mega burrice. E quando o cara caga pela boca no youtube, é de dar pena, nao importa a velocidade com que toca flight of bumblebee.

Não necessariamente é burrice, para quem comeu sopa de polvo a vida inteira, pode e é normal isso, eu não passo nem perto... Isso se chama choque cultural...

Nós, temos em algumas regiões, os franceses como afeminados... Os portugueses como atrapalhados... Argentinos como egocêntricos...
Em outro país, se tem outros estereótipos...

fernando tecladista
Veterano
# 07/mai/19 00:34
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lambdadude
Música não é só o que você considera como música não, amiguinho. Abre a tua mente. Não é porque ele não canta cover de Tool que ele deixa de ser um cantor, etc etc etc.

por que perguntou?:

Qual a opinião de vocês sobre o que está sendo disseminado como "música" propriamente dita na mídia nos dias de hoje? O que eu vejo é que até tem alguns talentos lá e cá, porém raras exceções alcançam a fama de fato. Tem um MC brasileiro que de tempos pra cá, comecei a até gostar devido ao fato de o cara ter realmente talento (na minha opinião)

perguntou... deu sua opinião.... e falei a minha
ou abriu um tópico só pra ter resposta baba ovo

Abre a tua mente
pra isso escuto Bach

Ismah
Veterano
# 07/mai/19 03:07
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Falando no Vinheteiro... Ele deu uma abertura bastante boa, de quem é ele...

www.youtube.com/watch?v=DZKE3vqXk5s


De fato, é difícil saber o que é sério, e o que é encenado ou sensacionalismo atrás de marketing... Pois, apesar de falar em tom sério, alguns vídeos são de música eletrônica, e ele tem um vasto conhecimento de música em geral.
Achei interessante a posição dele, mas ainda notadamente restrita, como bastante pessoas do meio. Um fato que talvez ele tenha deixado passar, é que RAP é um acrônimo de Rythm And Poetry, logo é auto-explicativo a forma de "cantar" e a ausência de harmonia...

Casper
Veterano
# 07/mai/19 20:10
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Caro Ismah:

O Vinheteiro toca piano muito, muito bem, e
isso é inquestionável. Mas nesse vídeo abaixo
ele mostra uma total incapacidade de transitar em
outros gêneros e expõe sua visão limitada
de música eletrônica de 1989. Na verdade não,
porque em 1989 já tinha coisa muito melhor.

https://www.youtube.com/watch?v=R_dhSxl6xRs

Triste ouvir tanta bobagem em tão pouco tempo.

lambdadude
Membro Novato
# 08/mai/19 08:14
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por que perguntou?:
perguntou... deu sua opinião.... e falei a minha
ou abriu um tópico só pra ter resposta baba ovo

Permaneça na tua cegueira, se tu achas que é o correto.

Felipe Stathopoulos
Membro Novato
# 08/mai/19 10:35
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lambdadude

"É característico do gênero musical que a banda toca, shoegaze com meio que um emo revival. Shoegaze é assim mesmo, instrumentos no máximo, voz mesclada e inaudível praticamente. Parece que faz parte da instrumentação."

Sei lá mano, então acho que eu é que estou velho e chato pra caralho, porque fico breaco quando tenho que ficar forçando o ouvido pra adivinhar o que o cabra tá cantando...

De qualquer maneira também não achei o instrumental em questão lá aquelas coisas. Tipo: "nada de novo no front ocidental"...

"Tá tendo uma grande onda de jovem alternativo curtindo"

Fico feliz em saber disso, como legítimo saudosista do rock nacional dos 80. Porém como vivi os 80 acho que o estilo nunca mais vai ter a mesma influência que um dia teve; meu comentário foi mais nesse sentido.

Abç

lambdadude
Membro Novato
# 08/mai/19 11:44
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Felipe Stathopoulos
Fico feliz em saber disso, como legítimo saudosista do rock nacional dos 80. Porém como vivi os 80 acho que o estilo nunca mais vai ter a mesma influência que um dia teve; meu comentário foi mais nesse sentido.
A influência de agora é a influência dos anos 80. A influência dos anos 80 era a influência dos anos 70. Enfim.

Se o que tu quis dizer é que o movimento era muito maior, de fato vou concordar contigo. Esse show do Terno Rei que vai rolar amanhã, acho que tinha 75 ingressos disponíveis, esgotaram todos em uma semana. (claro, 75 pessoas é bem pouco pra uma cena alternativa e tal, mas ao menos podemos ter fé que ainda jaz algo do antigo mundo oitentista.)

T-Rodman
Veterano
# 08/mai/19 13:38
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Não acho que estou certo, mas o que noto, não só aqui, mas EUA, Argentina, em qualquer lugar, que existe muita influência dos anos 80 e adjacências no meio musical até hoje, e, enquanto elas existirem, parece que o 'movimento' não se renova.
o movimento 'anti' isso, parece hoje na politica em geral, que o povo tem demonstrado certo descontento com 'baby boomers', porque a grande fatia de influência está ainda com eles, e 'ninguém larga o osso'.
Junto com mainstream se reclama também de produção de música via autotune e algorítimos que tornam as músicas artificiais.

Sobrou o povo que focou na cultura local de cada lugar. É dai que folk-pop/rock/etc tem sua vertente - mas também é nicho, nada mainstream total, mas que é adequável ao atual cenário 'multicultural' que o mundo vem aceitando hoje em dia.

amplexos

T.

Julia Hardy
Veterano
# 11/mai/19 17:01 · Editado por: Julia Hardy
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Amem ou odeiem, o "emocore" foi o último segmento do rock que teve adesão popular. Não só no Brasil, mas, no mundo. O problema é que esse estilo teve tantos desdobramentos que deu no que deu. Bandas infantilóides e um público idem.

Ainda assim, era rock. Uns podem não gostar ou não terem tido a sorte de serem populares como aquele pessoal foi, mas, HOJE eu vejo que era um tremendo exagero o hate que rolava naquele tempo.

Não sei traçar exatamente a origem, mas, no Brasil, acredito que o Dance Of Days praticamente começou com esse negócio. Só que eles vieram da cena straight edge, hardcore melódico, bem politizada, essas coisas. Não tem absolutamente nada a ver com Nx0, Fresno e afins.



Outra coisa: o DoD nunca esteve numa grande gravadora e, mesmo assim, fizeram um sucesso enorme na época e ainda possuem um público razoavelmente grande.

BrotherCrow
Membro Novato
# 11/mai/19 19:13
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Julia Hardy
Emo é incompreendido pra caramba. Tem bandas como American Football e Sunny Day Real Estate que eu ouço direto ainda hoje.

Ismah
Veterano
# 11/mai/19 22:10 · Editado por: Ismah
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Julia Hardy
HOJE eu vejo que era um tremendo exagero o hate que rolava naquele tempo.

Bom, antes tarde do que nunca... Mas isso é algo bastante óbvio... Não sei dizer como que começou, sei dizer que em algum momento, a brincadeira virou coisa séria e o trem descarrilou...

A Fresno é minha conterrânea, e conheci dois deles... De verdade, as grande do rock nacional, são bandas de garagem do lado dos caras...
Eles só não queriam se exibir, não queriam ser reconhecidos pela técnica - ainda que a tivessem de sobra... Faziam o que tinha que fazer, música para pessoas comuns - ROCK para pessoas comuns...
Ali foi o auge do que deu errado pro rock! Os fãs se fecharam ao novo, começaram a entrar no loop de décadas passadas, começaram a ser violentos - jogue no Google "agressão+emo"... Tudo isso, coincidiu com o boom da internet, logo pareceu que rockqueiro sempre foi violento, e acabou respingando e manchando a cena inteira, com o rock foi se afastando da cultura pop... Fez todo sentido o rumo que as coisas tomaram...

Felizmente o rock ainda tem voltado pontualmente... A Fresno é a ÚNICA banda de rock que consegue espaço diário na Atlântida, principal rádio adolescente/jovem aqui do sul... E essa mesma rádio, decidiu tocar sertanejo, por falta de audiência - alegaram falta de bandas, mas as bandas tem, só que elas não tem público...

Julia Hardy
Veterano
# 12/mai/19 15:19
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BrotherCrow
Emo é incompreendido pra caramba. Tem bandas como American Football e Sunny Day Real Estate que eu ouço direto ainda hoje.

O que chegou no público foi o pessoal de olhos rabiscado e franjinha. Essas bandas que você citou não tem nada a ver com isso. Aí, todo mundo pagou o pato.

Ismah
Bom, antes tarde do que nunca... Mas isso é algo bastante óbvio... Não sei dizer como que começou, sei dizer que em algum momento, a brincadeira virou coisa séria e o trem descarrilou...

Pra mim, descarrilou com Cine, Restart, a banda do filho do Fábio Jr., etc. Ninguém queria mais ser associado com isso e deu no que deu. Mas, o Dance of Days ainda está por aí. O Hateen tb. Essas bandas são anteriores a isso tudo e ainda estão aí. Fora outras que eu, pessoalmente, curto bastante. Good Intentions, Sight For Sore Eyes, Personal Choice, Rethink, o próprio Hateen quando cantava em inglês, etc.

Quanto ao Fresno, eu não gosto, mas, acho legal que estejam fazendo o som deles independente do mercado.

Ismah
Veterano
# 12/mai/19 17:18
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Aí, todo mundo pagou o pato.

O CPM22 é enquadrado como ponto de partida... Pagou o pato junto, e tá remando, tentando se alavancar... O Badauí toca todo o repertório da banda, e tá rodando por aí...
O Raimundos, é anterior, e já tinha todos os elementos do emocore, que misturaram com o forró - eles chamam de "forrocore"... Também viajaram um bom tempo com o show acústico
Isso é indiretamente, uma forma barata de divulgar e tentar abrir portas. Funciona para as duas bandas que trabalho também!

Pra mim, descarrilou com

Se com isso quer dizer que foi aí que o rock começou a queimar seu filme, sim... Mas não deu errado, aliás deu é certo - e muito...
Ainda que não gostamos, foi a última onda rock que popularizou entre adolescentes...
Hoje, temos algo que está se aproximando disso, mas é pontual... Vitão, tem uma certa influência do rock, de maneira implícita e explícita... Mesmo assim, é longe do tradicional. Lembra mais o boom dos coloridos, com seus discos acústicos...

lambdadude
Membro Novato
# 13/mai/19 13:27
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Como sou um zoomer, não peguei nada dessas bandas que vocês estão falando, e se peguei, foi na minha infância ouvindo nas rádios e na malhação. Hoje em dia eu percebo uma grande abominação minha em certa parte por bandas antigas de rock brasileiro, pois parecem que todas tocam o mesmo som e nenhuma delas apazigua a sede de ouvir música que tenho dentro de mim.

No máximo o que consigo gostar é algumas bandas bem antigas mesmo, mas que foram bem "inovadoras" no gênero dentro do Brasil. Semana passada descobri essa banda aqui ó

E gostei pra caramba.

Na mesma semana, também descobri Cabine C por conta desse tópico. As bandas brasileiras entre 2000-2010 não me clicam por algum motivo que não sei explicar.

TendTudo
Membro Novato
# 13/mai/19 14:43
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Mtv na rua sux

TendTudo
Membro Novato
# 13/mai/19 14:55
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Sobra boca falta maconha

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