Mainstream no brasil, porque se resume a voz e violão basicamente?

    Autor Mensagem
    Ismah
    Veterano
    # 26/mai/17 13:03


    Recebi um vídeo do Lisciel (link abaixo) e ficou martelando essa pergunta quando ele cita Legião Urbana...

    Por que diabos as bandas que se destacaram no país, a maioria dá pra dizer que soa como um acústico de voz e violão com outros instrumentos em volta?

    Seria influência de nossa música raíz o samba / bossa que majoritariamente são voz e violão?

    O que fez com que nenhuma banda emplacasse uma música agressiva, com bateria martelando na mix, nem mesmo as com som pesado na onda HC do fim de 90, começo de 2000?

    Vídeo citado https://www.youtube.com/watch?v=AhFpj6LU1B0

    Synth-Men
    Veterano
    # 26/mai/17 15:06
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    Eu vi o vídeo.

    Me chamou atenção por que eu gosto de produções independentes. Putzs! A diferença é muito perceptível em relação ao que esta na moda, que soa muito semelhante ou totalmente parecido.

    Creio que isto é antigo. Mudar as características de nascença da banda, para caber no mercado das 100 mais, de acordo com a moda do momento.

    O ruim é que soa tudo muito parecido. A exemplo das damas do sertanejo atual. Parece que são as mesmas pessoas que estão cantando e tocando.

    A banda quer gravar algo diferente, destacar algo, mas quem produz, vai lá e lapida até ficar parecido com o que já está emplacado. Deve ser uma decepção do c#%$@!&. É o famoso "assim que deve ser", mas será que isto mesmo?


    Imagino que já tenha visto este vídeo, mas segue como exemplo:



    Pleonasmo
    Membro Novato
    # 26/mai/17 15:17
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    Voz e violão é a coisa mais barata que podemos fazer nesse país de impostos.

    Buja
    Veterano
    # 26/mai/17 15:47
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    Ismah
    Acho que voce ja sabe a resposta. Voce tem muito conhecimento e intelecto pra saber sim.

    Mas nao vou responder, e sim dialogar, dissertar mais sobre o assunto porque é interessante.

    Muita gente poderia recorrer a historia e dizer que em Londres, Reino Unido, Ingraterra, aquelas terras la, vieram de uma cultura mais medieval, saxonica, barbarie, etc etc etc, e como tal, a musica mais agressiva pega-se com mais facilidade.

    O Brasil veio de uma cultura sobretudo indigena, miscigenada com portugueses e africanos. A religiao ditou o que hoje veio a ser o samba, o pouco do blues mais abrasileirado (que veio a ser bossa nova), e o voz e violão, para uma cultura um pouquinho mais elitizada.

    Bem, sou pessimo, muito sem modos e plenamente ignorante pra dizer isso.

    Mas o que eu sei é que algo vai muito alem do que a cultura e a historia.

    O povo brasileiro (e me incluo, in time: desculpem a todos) È BURRA!.

    BURRA MESMO.

    Aqui sempre pegou e sempre pega o que fez sucesso, que fala de bobagens, cultua o sexo, inclui palavroes, girias, porcarias e xingamentos ao governo.

    Quantas bandas na america xingam declaradamente e fazer sucesso absoluto? Pouquissimas que da pra contar no dedo.

    Quantas bandas na europa fizeram sucesso absoluto e imortal falando sobre sexo explicito, drogas e bandidagem? Poucas.


    No brasil é so falar disso que é sucesso da ponta do Acre a ponta do RS.
    Nisso veio todos os estilos musicais que falam disso, desde 1960 até hoje, piorando a cada ano que passa.

    Raul seixas e seus comteporaneos fizeram sucesso falando mal do governo e da sociedade.
    A equipe do Legiao, Rita Lee, Ultraje a Rigor (o nome ja diz), e companhia fizeram sucesso com xingamentos e rock n roll parecidos, disfarçados de banquinho, voz e violão. Mas a letra nao tinha nada de muito romantico, lirico nem elitizado como algo europeu.

    O samba (digo sampa, rj e salvador) simplesmente juntou o tan-tan, som de bambores africanos á dança que, a cada ano tem menos roupa pra nao cair no esquecimento que são os carnavais regionais do bumba meu-boi e etc.

    O brasil sempre foi ridiculamente burro, de mente fraca, facilmente domavel e
    que engole qualquer porcaria.

    O que fez com que nenhuma banda emplacasse uma música agressiva, com bateria martelando na mix, nem mesmo as com som pesado na onda HC do fim de 90, começo de 2000?

    Poderia ter emplacado sim. Se falassem mais de sexo, drogas e rock n roll no puro portugues, com muita sacanagem, palavrao e merdice.
    Só nao emplacou geral mesmo, porque o avião caiu a 1 km do aeroporto de guarulhos matando os donos do robocop gay vira-vira e pelados em santos.

    O outro que nao emplacou foi porque misturou muito englêis com brasileiro, e jogou hits no hermes e renato (que apresentavam na mtv e nao na globo, 1º erro) e no mesmo horario onde outro programa com muitas mulheres peladas fazia mais sucesso na rede tv (claro, brasileiro prefere piadas, pegadinhas e mulheres peladas contra a piadas, pegadinhas e homens fazendo metal zoacao).

    E por isso que aqui no brasil as coisas nao emplacam.

    Afinal de contas, um garoto que escuta um pop-rock internacional ja é um nerd da escola, 4 olhos e sofre bullying por saber letras de musicas em ingles mais do que os outros.

    O brasil É BURRO SIM, e aqui so emplaca quem é menos burro. Sim, quem agrada burro é menos burro que o burro que está sendo agradado.

    Ismah
    Veterano
    # 26/mai/17 23:51
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    Não estou levando tanto para o teor senhores, mas a pegada da banda e da mixagem... Já havia reparado que isso rola no sertanejo no show de Fernando e Sorocaba, quase dois anos atrás. Mas se estende a outras vertentes...

    Legião Urbana ao vivo em 1990, voz e guitarra lá em cima um baixo recatado lá num canto...

    https://www.youtube.com/watch?v=33D4y1upoBk


    Agora pra comparar The Cranberries (porque é mais ou menos a mesma vibe do Legião) ao vivo em 1994

    https://www.youtube.com/watch?v=pqrg6CiGr-s


    Sonoramente o Cranberries, tem tudo mais na cara, e é uma formação mais acústica que o Legião... Na segunda faixa Zombie, a batera tá muito na cara, o baixo alto pra caramba e a guitarra no seu lugar. O vocal está alto e claro, mas dentro do limite.

    Buja
    Rock das aranhas rsrsrs

    Synth-Men
    Veterano
    # 27/mai/17 00:25
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    Ismah

    Tu não acha, que os podamentos dos produtores acabam moldando os músicos ou algum músico de um grupo com o tempo? O cara começou quebrando tudo e no meio do inicio, fica moderado. Isso também pode refletir nos shows ao vivo?

    Realmente faz tempo que não ouço uma música e exclamo: Putz! Essa batera é de lascar! Ou baixo ou base de guitarra ou solo. Eu sei que tem por ai, mas... Independente da vertente ou estilo musical.

    Por exemplo, no vídeo do Legião. O mais marcante era a voz do Renato, até ai tudo beleza, mas os produtores, não poderiam colocar por exemplo o baixo para frente também?

    O legião cai muito bem no exemplo por que era uma banda tido como modelo.

    Eu prefiro os Engenheiros do Hawaii, apesar de ter tido muitos Cds do Legião. No E.H. é tudo pra frente, tudo pancada, até nas músicas de pegada leve.

    E.H sonoramente é superior ao L.U, mas a segunda era a banda da moda.

    Ismah
    Veterano
    # 27/mai/17 04:30
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    Não acho, tenho certeza que é o podamento dos produtores no estúdio que reflete no som ao vivo.
    Aí vem a pergunta: por que eles podam e deixam só voz e violão? Seria isso resultado da popularidade do formato voz+violão que temos nas nossas raízes de música portuguesa, samba, bossa? Que a surf music copiou, e depois o rock copiou, apenas para melhorar a aceitação?

    Falando de rock gaúcho, a gente aqui, tem uma tendência a ser um tanto diferente do resto do país em várias coisas, então não coloquei na mesa, pois não é o cerne da discussão, e acabaríamos na briga RS vs BR.

    Também não estou pensando em preferências, mas sim no "por que é assim?"...

    Podemos citar vários expoentes, citei os dois, por ter material abundante na rede acerca. Mas tem exemplos no sertanejo anos 90 vs country, reggae BR vs Americano/Jamaicano, pop... Internacionalmente o pop sempre foi calmo. Como exemplo, temos o Ed Sheeran, com som bem conceitual, comprimido e alto pra c... E ainda soa mais agressivo que Tiago Iorc...
    O próprio funk carioca que tem sua base na percussão, tomou um ar mais pop e perdeu a... Não sei nem como descrever, a melhor palavra é agressividade, a música pulsando, o tapa na orelha que o ritmo dá...

    Põe bem alto pra tocar S.O.J.A. - Rest of my life, e contra Planta e raíz - Com certeza... Temos no underground Nós na aldeia - Reggae na casa amarela, um pouco melhor. E até tem banda de sucesso, como O Rappa (mixado por um gaúcho kkk), com pegada diferente. E o gênero reggae passa longe de ser mainstream por aqui, tem apenas umas flertadas...

    Los Hermanos emplacou com uma que eles mesmos dizem não representar a banda... Raimundos se salva, mas o que estourou eles... rsrsrs

    Lelo Mig
    Membro
    # 28/mai/17 19:13 · Editado por: Lelo Mig
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    Covardia?

    Opção pela mesmice?

    sandroguiraldo
    Veterano
    # 31/mai/17 08:58
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    Eu prefiro os Engenheiros do Hawaii, apesar de ter tido muitos Cds do Legião. No E.H. é tudo pra frente, tudo pancada, até nas músicas de pegada leve.
    E ao vivo o EH é porrada... o domínio que o HG tem sobre sua música é fantástico, coisa linda de se ver!

    Covardia?

    Opção pela mesmice?

    Um pouco de tudo... Talvez seja aquele velho lance de "preciso pagar as contas no fim do mês e assim tá bom"...

    entamoeba
    Membro Novato
    # 31/mai/17 21:03
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    Eu ia falar que brasileiro é bundão! (a palavra é antiga, mas não achei nada mais adequado)

    Mas o Buja foi impiedoso! Então, vou engrossar o coro: ô povinho merda que adora consumir lixo pasteurizado!

    Wade
    Membro Novato
    # 01/jun/17 01:16
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    Usar Legião como o bode da coisa é chutar cachorro morto. Eu sou fã de morrer. É de MUITO LONGE minha banda favorita e sempre vai ser.

    Mas eu não sou idiota de não reconhecer que 80% da banda era Renato Russo.
    Quem é fã doente conhece os lados B, C, D... Mas pro grande público, Legião Urbana sempre foi a voz grave do Renato declamando as letras "geniais". E pra isso, basta um violão pra dar a harmonia. O resto? Segundo plano.

    Como já citaram aí, um ótimo exemplo de honestidade musical em relação ao cuidado e atenção dados a cada instrumento é o Engenheiros. Até nas fases sórdidas de Gessinger e Banda, tava tudo ali e tudo fazia parte da música. Na época GL&M então, não devia nada pra neguinho nenhum de fora.

    Em defesa do Legião, no primeiro disco o trabalho de baixo foi incrível. Até porque o Renato Rocha era o único músico de verdade na banda naquela época.


    https://www.youtube.com/watch?v=afVT-GRkl1U

    Até o disco Dois (obra prima), a banda ainda aparecia. Depois que o mito começou a se criar em cima do Renato.


    https://www.youtube.com/watch?v=YWPmU3dEncc

    Enghaw no disco Surfando Karmas e DNA começou a adotar uma estética mais "pesada", que se consolidou de vez no Dançando no Campo Minado. Tudo bem mais socado do que o de costume, principalmente a bateria.


    https://www.youtube.com/watch?v=vfEuYUcZ6x8

    Uma do Surfando Karmas.


    https://www.youtube.com/watch?v=enzZ0epSi-s

    Mas de qualquer forma, comparar Enghaw com Legião é totalmente pointless. Uma é cria de Prog e a outra cria de Punk. Filhos de opostos.

    fernando tecladista
    Veterano
    # 01/jun/17 05:00
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    Eu estava falando isso esses dias, aqui na região pega no radio a "nova fm" que antigamente era a nova brasil
    Além de nacional agora ela toca música internacional e vai misturando tudo durante a programação
    Nessa eu estava comentando, repara que as nacionais sempre começa nessa onda de de violãozinho e as internacionais com piano, sax, a banda toda, violinos...cada um tem uma cara, enquanto as nacionais tem a mesma fuça

    locostras
    Membro Novato
    # 01/jun/17 11:42
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    Cio da terra não é a mesma coisa que Pussy cat dolls?
    Acredito que uma boa forma de rock em português de sufixos e prefixos gregos e latinos é um beco sem saída.
    Por exemplo a Inglaterra não tem uma constituição superior de leis escrita são leis pétreas e tacitas.
    Salva o rock brasileiro o cala a boca o cale se a vinagrechen o jornal o domingo a contestação.

    Lelo Mig
    Membro
    # 01/jun/17 16:37
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    O fornecedor do locostras é o Mochileiro da Galáxia, não é possível!

    locostras
    Membro Novato
    # 01/jun/17 18:00
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    Lelo Mig
    é da terra do Ismah heheehe

    LeandroP
    Moderador
    # 01/jun/17 18:05
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    Wade

    Todos os álbuns do Legião Urbana que foram produzidos pelo Mayrton Bahia são ótimos! A coisa começou a ficar chata quando mudou a produção e com a saída do Renato Rocha. Legião pra mim passou a ser um saco de ouvir, melancólico e deprimente. Ao menos no álbum Dois você ouve por exemplo "Daniel na cova dos leões" e segura o baque.

    locostras
    Membro Novato
    # 01/jun/17 18:20
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    LeandroP
    Com a morte deste deus não devemos ser grandes para legitimar e honrar este deus morto?
    O apolinio e o dionisiaco está na base da filosofia de epícuro de prazer pelo belo e tragédia pelas emoções.
    sei que pode parecer um airpartarde porque as emoções conectadas é o pão dos eleitos, mas todos tempos emoções e só alguns fazem poemas, embora a poesia de todos seres humanos da terra é única assim como o céu é formado por estrelas únicas, que são independentes mas há uma hierarquia a ser respeitada pois na vida existe felicidade e melancolia, o certo e o errado, o belo e o deprimente.

    Ismah
    Veterano
    # 01/jun/17 21:48
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    Wade

    Talvez por eu ser técnico, e vocês músicos, que a coisa desanda. Minha questão não é com o Legião, ou com banda A, B ou C, é completamente com a produção, mixagem e master tanto ao vivo, como em estúdio. Porque tem sempre aquela mesma sonoridade feita pelos hippies fumadores de maconha, tocando um Tonante de 1200 reais, debaixo de algum lugar cult como o Masp em SP, ou a Cidade Baixa em Porto Alegre...

    Quer um exemplo? Ramones e Sex Pistols. Os dois no começo eram MUITO RUINS, e não melhoraram ao longo da carreira...! A música continuou quadrada, continuou simples, mas alguém lapidou muito bem! As passagens de bateria, bateria e baixo, guitarra etc... Ainda que igual, cada música é diferente, o arpeggio em Pet Sematery é mais óbvio possível, mas encaixa muito bem...

    Uma banda nacional, que eu gosto muito é o Blitz... Mas mesmo hoje, que eles tão afim de tocar e ainda fazer um cachê, ainda é bem voz e violão...

    Golpe de Estado é hard rock raíz,
    Em estúdio...
    https://www.youtube.com/watch?v=7DCJcxz4nX0

    Tocando na Globo...
    https://www.youtube.com/watch?v=bkAK457Q6yE

    Synth-Men
    Veterano
    # 01/jun/17 23:40
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    Wade

    Boa noite meu amigo!

    A questão é o padrão de produção e o produto final. Apesar de ter falado de preferências, na verdade eu citei mais para comparar duas bandas da mesma época, do qual uma delas foge bem do padrão modelo de mercado, que atua um bom tempo nacionalmente falando.

    Quando também disse da superioridade sonora em relação às duas bandas, me referia a mixagem final. Não falo nem do estilo, só da mix mesmo.

    Outro exemplo é o Capital Inicial que tem uma pegada parecida, mas a mixagem destaca os outros instrumentos também. Ao vivo ou estúdio.

    O RPM neste contexto é de outra galáxia.

    Mas só quando se para para pensar, é que realmente vê-se um desenho, um modelo, um padrão, que remete-se ao destaque da voz e violão, do qual pode ser por vários motivos ou mais citados no primeiro post.

    Lelo Mig
    Membro
    # 02/jun/17 08:25 · Editado por: Lelo Mig
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    Ismah

    A galera não captou muito a sua questão...rs. Alguns estão confundindo um pouco a "leveza" e mesmo "pobreza técnica" de um artista ou banda, com a questão da gravação/mix/master, que é o ponto que você tá cutucando, pelo menos, que eu tenha entendido.

    Vou entrar na "polêmica" dando minha porcentagem de pitaco...

    Acho que existem duas questões essenciais com relação ao mainstream... e como o Rock Nacional dos 80 foi mainstream, vemos pouca ousadia técnica, e não serve de exemplo...

    A questão primeira é que o artista quando entrava em studio pelas primeiras vezes, principalmente até a década de 90, não sabia nada. Ficava deslumbrado, qualquer merda que um produtor falasse o cara encarava como lei universal...

    A questão segunda é que, também principalmente até a década de 90, os equipamentos (mesmo em grandes studios) eram muito inferiores aos gringos.

    Junte equipos inadequados, sub utilizados, e técnicos despreparados à pouca ousadia, pouca vontade... gente ganhando muito pouco para trabalhar muito e sem motivação alguma para "fazer a diferença" e temos a receita com a mesma cor e o mesmo sabor de sempre.

    Tim Maia, ainda que com sua fama de inimigo implicante e chato dos técnicos de som deste Brasil, deveria ser revisto.

    Ele vivia reclamando que os studios brasileiros eram uma bosta, que a negada não sabia equalizar graves, não sabiam gravar baixo e caixa com o peso necessário. Xingou, humilhou, saiu na porrada com vários "técnicos de renome" no País, chutou portas, cagou e andou por aí... isso desde o início dos anos 70.

    Infelizmente, prá categoria, quando Tim resolveu ele mesmo pilotar a técnica, fez melhor que muito produtor...

    E não era o Tim que era um gênio, eram os caras que eram ruins mesmo... Tim, tinha mesmo, era razão!



    JJJ
    Veterano
    # 02/jun/17 14:10 · Editado por: JJJ
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    Só pitaqueando e apimentando...

    Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, The Police... tudo isso já foi "mainstream"...

    Lelo Mig
    Membro
    # 02/jun/17 15:58 · Editado por: Lelo Mig
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    JJJ

    "... tudo isso já foi "mainstream"..."

    Mas, até o início dos 70 era diferente. Músicos, técnicos, groupies, fornecedores de erva e etc, eram todos oriundos das mesmas feiras universitárias ou clubes.

    O produtor, fazia o trâmite entre o Sr. de Terno e os Cabeludos de Bata. Apenas cuidava de enrolar o dono da gravadora e manter o estoque de drogas e bebidas.

    De resto, os caras entravam no studio e faziam o que bem entendiam... músicos e técnicos.

    Um castelo no interior da Inglaterra, bons equipamentos e novidades tecnológicas, um bando de putas, e um estoque da mais fina erva Tailandesa embalada em potes de barro e fechados com cera foi a fórmula responsável por pelo menos 90% dos grandes álbuns da história do rock.

    De resto, bastava o produtor convencer o Boss, que aqueles cabeludos iam vender 300 mil cópias e que ele não iria se arrepender.

    .... os caras vendiam Um milhão.......e infelizmente essa fórmula foi o que criou e matou o que chamamos de "mainstream".

    Ismah
    Veterano
    # 02/jun/17 19:07 · Editado por: Ismah
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    Lelo Mig

    Não posso cobrar demais da turma aqui, como já disse, ainda somos majoritariamente músicos amadores, e apreciadores de música...

    Mas sim, minha questão é a produção, não a banda - quem sou eu pra julgar o outro? Ainda que eu vire a fuça pro cara cagando tinta numa tela, e chamando de arte, não estou no nível dele...

    Talvez tu e o Synth-Men sejam quem mais acompanhou meu raciocínio... E talvez sejam os mais engajados em produção.

    Quanto aos técnicos, realmente. Quem foi estudar lá fora - cof cof Bona cof dio - virou rei! Mesmo não sabendo muito! Hoje, realmente os novatos da década de 80/90 são já macacos BEM velhos,

    JJJ

    Ok, mas qual dessas bandas citadas é brasileira...? rsrs
    Minha questão é porque as bandas do mainstream brasileiro, ad aeternum parecem se resumir em voz e violão, e como citado, as bandas mais extremas... Sepultura, Angra, Korzus e Nervosa, são alguns que quebraram todos os paradigmas, e até vendem muito - lá fora!

    Vide o exemplo do Golpe de Estado, que na TV tem um som bosta, e no disco um som bom...

    JJJ
    Veterano
    # 02/jun/17 19:21 · Editado por: JJJ
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    Lelo Mig

    Então o problema é o gosto, não o mainstream.

    Ismah
    Ok, mas qual dessas bandas citadas é brasileira...?

    Ah, sim, o seu ponto, né?... Bom... da mesma forma, pode-se aplicar o mesmo argumento... Coisas muito boas já foram mainstream por aqui (muita merda também, claro... rs). De novo, o problema é o gosto (com relação à música, de modo geral). Quanto ao fato de ser violão e voz, aí eu não vejo problema, sinceramente... sei lá... é cultural...

    Ismah
    Veterano
    # 02/jun/17 19:40
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    Jojo, mas não é a qualidade, e sim a forma!

    O show do Fernando e Sorocaba é incrível! Eu iria aguentar aquilo 10vezes pior, só pela performance... Mas sonoramente no PA o que realmente se ouve é voz e violão... E isso se repete desde Raul, talvez até de antes, mas é dali que consegui registros disso... Até Thiago Iorc...

    Se é cultural, tudo bem! Mas e qual a origem? Por que o rock, com expoente de contra-cultura não conseguiu vez e voz assim? Por que a resistência ao diferente? Seríamos massivamente tão bem bitolados?

    entamoeba
    Membro Novato
    # 02/jun/17 20:45
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    Ismah
    Se é cultural, tudo bem! Mas e qual a origem? Por que o rock, com expoente de contra-cultura não conseguiu vez e voz assim? Por que a resistência ao diferente? Seríamos massivamente tão bem bitolados?

    Sim. Bitolados, inseguros, reprimidos, ignorantes, crédulos, covardes...

    Não dá para resumir o Brasil ao seu círculo de amizades. Quem tem condição de ter uma conversa como essa não representa o brasileiro médio. Nesse País, quase não tem quem ligue para música, não tem quem goste de música como forma de expressão.

    Para que o rock tivesse escala, ele teve que se tornar algo além de contra-cultura, ele precisou fazer a mesma função de "músicas feitas para quem não gosta de música".

    Ismah
    Veterano
    # 03/jun/17 13:30
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    Minha frase acima está errada... o correto seria Por que o rock, como expoente de contra-cultura não conseguiu vez e voz sem ser mais do mesmo?

    locostras
    Membro Novato
    # 03/jun/17 14:21
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    O problema está no comportamento humano.
    Estamos consciente da nossa pequenez depois que nossos professores primários pegaram pesado no estudo de Freud.
    Vivemos numa sociedade visual em que o bonito e o pra encher o saco pixam o nosso inconsciente.
    Talvez o violão é capaz de subverter o mundo dominante e pra voltar ao Freud é impossível alguém com uma inteligência mediana fazer dois trocadilhos sem cair no lugar comum dentro de um contexto aceitável pela globalização.
    É minha opinião.

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