Ministério de Louvor

Autor Mensagem
Semprelevita
Veterano
# dez/11
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Tecladista

Geralmente os instrumentos harmônicos, numa banda, como os teclados, violões e guitarras, entram em choque. Procure definir no arranjo e no ensaio o papel de cada um ritmico-harmônico.
Para os tecladistas, seria bom que estudassem técnica em um piano, isto melhora a "pegada".
O tecladista tem duas mãos, seria bom saber usá-las! Na maioria dos casos a mão esquerda limita-se a dobrar o baixo, atrapalhando, por vezes, o contrabaixista. Por isso, a técnica pianística é insubstituível!
Apesar de ser um instrumento versátil, não toque o teclado sempre da mesma forma e com os mesmos sons. Ouça! Cada estilo tem uma maneira de tocar e timbres mais coerentes a serem usados.
Estude bem o uso dos pedais. Não estrague com o pé o que você faz com as mãos.
Durante a execução de uma música não é necessário tocar muitas notas. Esteja sensível ao ritmo e ao tipo de música.
Quando estiver fazendo um fundo musical, fique atento a dinâmica do dirigente para que haja harmonia (ligação) ao que está sendo falado. Ex: ênfase na alegria - usar acordes maiores, etc.

Semprelevita
Veterano
# dez/11
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Backing Vocal

O "back vocal" apesar de ser um grupo de pessoas, é um instrumento só, e como tal, é necessário estar no contexto do arranjo geral. Não pode ser um instrumento solto.
Procure atingir nos ensaios, o equilíbrio de voz entre todos. É necessário timbrar as vozes e estar atento à afinação.
Procure cantar dentro da sua tessitura (extensão vocal). Faça divisão de vozes, pois isso enriquecerá a música.
Fique atento aos sinais do dirigente de louvor para não cantar outra parte da música atrapalhando assim, o fluir do cântico.
Desenvolva expressão quando estiver cantando.
Cuidado com os improvisos, pois em excesso podem se tornar cansativo e ao mesmo tempo atrapalhar o dirigente.

Semprelevita
Veterano
# dez/11
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Dirigente de Louvor

Conheça bem os arranjos e os cânticos ensaiados.
Estabeleça alguns sinais para mostrar a parte do cântico que você quer cantar, subida de tom, entre outras coisas.
Dirija a igreja, mas também os músicos. Muitos grupos musicais ficam perdidos com a falta de direção de alguns dirigentes; não sabem se voltam à 1ª estrófe, se entram no côro, etc.
Procurem falar somente o necessário. Não se esqueça que, de repente, já foi escalado um pregador para a reunião. O ministério é de música e a linguagem principal é a cantada e não a falada. Alguns dirigentes falam demais e se esqueçem de ministrar cantando.
Estude música, principalmente o canto. Muitas vezes a congregação "suporta" em amor a falta de técnica e afinação mínima de alguns dirigentes de louvor.
Seja livre e não formal. Quando errar, encare com naturalidade, porque apesar de estar na frente da congregação, você está ministrando diante de Deus e para Ele. Ele sabe como e quem somos.
Estude e viva a Palavra continuamente, para que Ela esteja sempre nos seus lábios. A boca fala do que está cheio o coração.
Permita que os músicos instrumentistas profetizem também. Dê espaço para que isso ocorra, seja sensível ao Espírito Santo.
Antes de exigir que a congregação tenha uma postura de adoração no louvor, veja se sua vida é referencial nessa adoração, queira ou não, você como dirigente é um referencial. A adoração é contagiada e não somente ensinada.
O fluir deve começar primeiramente quando você estiver a sós com Deus (no seu quarto), não espere fluir só no púlpito. Você fluirá lá em cima (púlpito) a medida que fluir em baixo (no quarto).

Semprelevita
Veterano
# dez/11
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É um pouco extenso, mas são informações muito úteis para membros de Ministérios de Louvor.

Abraço.

Pemel Louvor
Membro Novato
# 18/abr/20 13:28
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Somos um projeto de capacitação musical para ministérios de Louvor no Brasil desenvolvido na Universidade do Sul de Minas para esse foco. E aplicamos um discipulado para quem deseja ser instruído para esse objetivo.

[url=www.projetopemel.com] Capacitação Musical para grupos de Louvor. [/url]

Casper
Veterano
# 18/abr/20 18:17
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Caro Pemel Louvor:

Perguntas (não estou sacaneando):

1) O curso é para músicos já capacitados aprenderem a se comportarem decentemente como banda?

2) Qualquer um é aceito em uma "banda" com essa finalidade? Mesmo que seja um desastre como músico?

3) Eu sou curioso e já entrei em várias igrejas para conferir o som. Tirando os aspectos acústicos (a igreja realmente quase sempre é um pesadelo nesse quesito), percebo que a qualidade musical é sempre muito abaixo do mínimo aceitável.

3a) Se eu estou certo, é pela aceitação de músicos medíocres?

3b) Se eu estou errado e minhas, digamos, 20 incursões em igrejas foram um desastre estatístico, poderia me indicar uma igreja em SP onde encontro qualidade técnica + qualidade musical no mesmo local?

Lelo Mig
Membro
# 18/abr/20 19:19
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Casper

Herege detected

Ismah
Veterano
# 19/abr/20 02:54
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Casper

Posso responder algumas...

(2) Depende a disponibilidade. Geralmente há uma hierarquia, todos são aceitos, mas precisam de alguma forma ascender nela.
Algumas congregações incentivam mais a arte, principalmente música. Esse é um ponto forte de congregações como a Assembléia de Deus - um ramo bastante complexo, aliás...
Não posso responder por todas, mas uma grande parte faz trabalhos e ensaios "semi-abertos". Onde um membro ou outro é adicionado, e rolam oportunidades pra pessoa mostrar. Aí acabam te encaixando, como acontecia com as bandas no passado... Um ficava na volta moscando, quando o outro abria uma brecha, ele assumia o lugar...

A primeira vez que toquei em banda, eu fui pro ensaio... E bom, de cara questionei justamente o ponto que não fazia sentido ter dois teclados numa banda. Mesmo sabendo que o nível técnico meu era intermediário, e o cara estava ainda no acorde pé de galinha, precisei saber me posicionar.
Como era um arranjo colaborativo, fiz o que cabia no contexto, umas camas de pad, mas já flertava com as enarmonias, e me incomodavam os acorde simplificados - ainda me incomoda, pois soa "errado" pro meu ouvido.

Até que despontou a Agnus Dei (David Quilan). Cogitaram tocar ela eu disse que sabia. Pediram pra fazer e eu atropelei a banda inteira, com a versão de piano completa do Michel W. Smith - a versão inédita - e que inspirado por November Rain, fiz virar uma balada de hard rock na segunda volta.
Fiz meio que sem pensar, jamais devia ter feito isso. Todos estavam travados quando parei, e vi que o tecladista não gostou nem um pouco. kkkk
Ele meio que se doeu - o que é um absurdo, pois não é pessoal - e o filme estava queimado. Peguei fama de estrelinha... Quando a ficha caiu, eu pulei fora... É compreensível, imagina largar um protótipo de filho do John Lord, no meio do cover dos Ramones... É óbvio que não daria certo...
Agora, os músicos que vinham de fora, aí era outro papo... Como eram todos músicos ao menos do meu nível, ou acima...

Agora por exemplo, a mulher do pastor-chefe... Ela só estava na banda por ser a líder, e uma outra mulher por ser muito amiga da primeira. Não tinha sentido NENHUM delas estarem ali. Nunca entenderam o que é arranjo vocal...

Como dizia o Miranda... Deus é bom, aceita tudo... O Diabo não! Ele quer as coisas bem feitas...

(3b) Geralmente, grandes catedrais como o Templo de Salomão, tem um projeto arquitetônico e acústico de fazer inveja em teatros. E a banda é de patamar profissional.
Em geral, são músicos "contratados" mesmo, pois vivem de donativos. É uma questão logística, já que uma " Catedral " como a da IURD do centro de PoA, tem cultos a cada 2~3 horas. São 7 na segunda, 6 nos outros dias, 5 no sábado, e 4 no domingo... Não tem tempo hábil pra virada de palco. Algumas vezes troca um músico ou outro, mas aí eles compartilham do equipamento.

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