Autenticidade x Bom gosto. (Título em haver)

Autor Mensagem
cafe_com_leite
Veterano
# mai/14


Pra modo de explicação:

No tópico do John mayer, o user Ancient_CTHULU acabou sem quer levantando uma discussão interessante:
http://forum.cifraclub.com.br/forum/3/158205/#8908339

E pra parar de desvituar o tópico citado, resolvi reabrir a discussão aqui que creio ser muito interessante:

O que é mais importante, buscar autenticidade com inovação e quebra de padrões ou perseguir e realizar o "belo" e o que é considerado de bom gosto?


Creio que a pergunta ficou meio vaga e sem sentido, mas com um pouco de esforço podemos realizar um bom debate aqui, que tá fazendo muita falta neste fórum, por sinal.

Go!

Funkadelics
Membro Novato
# mai/14
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Bom, vamos lá.

Eu defendo a ideia de que tem que haver criatividade sim. Não é legal ver uma chuva de bandas tudo iguais as outras, uma hora cansa. Mas os gêneros em si, tem que continuaram. Por exemplo, ultimamente eu tenho ouvido bastante Rainbow, pois curto muito hard rock. Eu imagino como seria bom uma banda no estilo dos caras, e não uma cópia. Com influências.

Mas também, acredito que deve haver super inovações, que seria pra mim o caso de bandas de prog (rock,metal). Como amante do prog também, como é bom ver novas bandas com experimentalismos, virtuosismo (eu curto), acho muito massa a criatividade dessas pessoas.

Não sei se é essa a proposta do tópico, mas foi oque eu entendi. Obrigado!

cafe_com_leite
Veterano
# mai/14 · Editado por: cafe_com_leite
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Funkadelics
É bem isso. E que no seu caso pelo que eu entendi, tu tanto admira o tradicional quanto aprecia as inovações, que também é o meu caso. Boa parte das músicas que ouço é de bandas dos anos 70. Mas também adoro coisas novas, que me faça enchegar coisas diferentes, um exemplo é que to pirando ouvindo dubstep ultimamente, que nem guitarra tem.

Eu to esperando chegar os extremistas, porque são eles que levantam o conflito, ponto onde aprendemos muita coisa.

PGilbert
Veterano
# mai/14
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Olha, eu acho que não tem um "mais importante". Creio que cada músico deve buscar o que lhe agradar mais.

Se você olhar da forma comercial, também acho que depende. Fazer algo totalmente inovador e diferente pode não agradar, por ser realmente ruim, ou por ser algo fora de época... um exemplo: Imagino que se o Eddie Van Halen tivesse aparecido em 1930 fazendo aquelas coisas, ninguém ia curtir e ele não teria revolucionado da forma que fez...

É bem o que acontece no filme De Volta Para o Futuro, quando o Marty faz aquele puta solo de guitarra nos anos 50 e fica todo mundo com cara de WTF.

MMI
Veterano
# mai/14
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cafe_com_leite

O que é mais importante, buscar autenticidade com inovação e quebra de padrões ou perseguir e realizar o "belo" e o que é considerado de bom gosto?

tanto faz, desde que seja bem feito. Aliás, inovação... Que inovação? Algo realmente inovador, na guitarra, tem o Hendrix, depois talvez o Van Halen... Que mais?

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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pow até o enduro do atari pode ser um instrumento. aquela fase do breu antes da chegada no enduro é arrepiante.

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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MMI
kurt cobain

Ancient_CTHULU
Veterano
# mai/14 · Editado por: Ancient_CTHULU
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tanto faz, desde que seja bem feito. Aliás, inovação... Que inovação? Algo realmente inovador, na guitarra, tem o Hendrix, depois talvez o Van Halen... Que mais?



Teve o Holdsworth, antes destes citados...

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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vai dizer que a música jhonny be good nao foi revolução?

Filippo14
Veterano
# mai/14
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Eu gosto de das duas ideias, inovação e tradição. Acho que cada músico tem seu espaço, inovação é algo realmente legal, analisar a música e enxergar como ela caminhou pela história, as mudanças que ocorreram até chegar em um Tosin Abassi é animal, ele realmente mudou muitas coisas, até na própria formação da banda, nunca curti bandas que não tivessem baixista, mas eles com as 8 cordas resolvem muito as coisas no AAL. Agora eu acredito que para solidificar um estilo são preciso pessoas que façam mais do mesmo só que cada uma do seu jeito, como é o caso do Mayer, que toca um blues em pleno século XXI e atingi milhares de pessoas, em especial as mais novas, o que é ótimo. Cada um tem sua função, gostos e vontades e no fim tem espaços para todos.

cafe_com_leite
Veterano
# mai/14
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A inovação é mais importante, pois o que foi feito no passado tá gravado pra toda a eternidade. Por isso creio que a inovação é mais importante, mas também devemos lembrar as tradições.

Funkadelics
Membro Novato
# mai/14
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cafe_com_leite

um exemplo é que to pirando ouvindo dubstep ultimamente, que nem guitarra tem.

Esse Dubstep seria tipo Skrillex?


Filippo14
Veterano
# mai/14
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cafe_com_leite
É complicado, inovação é importante, mas chega um ponto que se perde o controle e tem o perigo de deixar de ser "ouvível". Na área "erudita", muitos músicos colocam sons como aviões, trovões, simplesmente não tocam deixando o silencio e isso é considerado inovação, contudo para mim perde o ponto, inovação é bom até o ponto que faz sentido, o que é totalmente subjetivo, concordo, mas para mim chega um ponto que a inovação perde a graça, o sentido e a música.

Lelo Mig
Membro
# mai/14
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cafe_com_leite

Prá mim, e defendo isso há tempos, a música é uma fonte esgotada.

O que sobrou para as últimas gerações é misturar. Forró com Jazz, Música Japonesa com Tarantela, Rock com Rap, mas nada disso é inventar algo novo. Usar uma furadeira como percussão, tubo de PVC como sax, bacia com cordas, até queimar uma bufa em si bemol, são artifícios, por vezes interessante, mas não fazem a música ser estruturalmente inédita.

Não é culpa de ninguém... Mas Hum Milhão e Quinhentas Mil (número aproximado) de rádios, tocando música 24 hs por dia, durante décadas, esgotaram tudo que podia ser inventado.

Desta feita, acredito que nada de novo possa ser mais criado.

Então, resta fazer música agradável........o que é absolutamente subjetivo.

Há décadas, a música apenas se resume a "gosto vs não gosto".

d.u.n.h.a.
Veterano
# mai/14
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Música é arte.

Quem teoriza sobre arte precisa transar e parar de encher o saco dos outros.

Ancient_CTHULU
Veterano
# mai/14
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Prá mim, e defendo isso há tempos, a música é uma fonte esgotada.


Isso é uma grande verdade.

Lembrando que existem formas e formas de ser inusitado. Ser diferente não é a mesma coisa que inovar. Quando o Malmsteen apareceu nos anos 80 ele era diferente, não era nada novo, as estruturas que ele tocava já haviam sido utilizadas à exaustão a mais de 200 anos, mas o contexto que ele tocou é que era novidade pra época...

Ancient_CTHULU
Veterano
# mai/14 · Editado por: Ancient_CTHULU
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É complicado, inovação é importante, mas chega um ponto que se perde o controle e tem o perigo de deixar de ser "ouvível". Na área "erudita", muitos músicos colocam sons como aviões, trovões, simplesmente não tocam deixando o silencio e isso é considerado inovação, contudo para mim perde o ponto, inovação é bom até o ponto que faz sentido, o que é totalmente subjetivo, concordo, mas para mim chega um ponto que a inovação perde a graça, o sentido e a música.

[2]

Pra quem conhece metal extremo, eu considero uma banda como Disgorge altamente original, agora, pra dizer que aquilo é música, aí é outra história. Pela própria definição do conceito de música: "É a arte de expressar os nossos sentimentos através da combinação de sons, (notas)". E composta de três elementos de igual importância: harmonia, melodia e ritmo.

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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música = ouvidos insatisfeitos

makumbator
Veterano
# mai/14
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Ancient_CTHULU
É a arte de expressar os nossos sentimentos através da combinação de sons, (notas)"

Eu eliminaria o termo "notas" da definição, deixando apenas como a arte de se combinar sons e silêncio. Nota é algo muito fechado, que pressupõe um sistema de afinação (e por si só já elimina uma série de ruídos, sons não tonais e sistemas diferentes de organização de oitava).

E composta de três elementos de igual importância: harmonia, melodia e ritmo.

Eu vejo esses 3 elementos como definidores apenas em um conceito ocidental de música (e mesmo assim com ressalvas, levando-se em conta que no período da Grécia antiga (berço da civilização ocidental) nem havia a noção de harmonia como se desenvolveu depois). Talvez só mesmo o ritmo seja algo realmente presente em quase todas as civilizações e períodos históricos.

Pra mim música é algo como: "linguagem que busca a organização e expressão de sons e silêncio ao longo do tempo". Mais que isso eu já vejo problemas na definição...hehehe!

Luis A.
Membro Novato
# mai/14
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Sem duvida é mais difícil inovar do q fazer o belo.....

JC_Junior
Veterano
# mai/14
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Algo realmente inovador, na guitarra, tem o Hendrix, depois talvez o Van Halen... Que mais?




kurt cobain



AUHAUHAUHAUHAHUAUHAUHA
Essa piada foi ótima!

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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JC_Junior
ouça o cara ao vivo tocando school, negative creep, love buzz, floy the barber...e outras menos conhecidas que ele tocava com carinho. pra mim, foi o maior gênio da humanidade.

Luis A.
Membro Novato
# mai/14
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2 quadros do msm artista...

Qual estilo o tornou um gênio?

Quadro 1

quadro 2

Lelo Mig
Membro
# mai/14 · Editado por: Lelo Mig
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Luis A.

"2 quadros do msm artista...
Qual estilo o tornou um gênio?"


Cara, você mexeu num ramo que eu sou apaixonado.....hehehe.

E esse seu feliz exemplo, demonstra uma coisa, que é muito difícil explicar em música...

- Saber fazer para poder inventar!

Estes grandes pintores do passado, SABIAM desenhar e pintar prá kacilda!

Depois eles podiam inventar, fazer o que queriam, porque dominavam os fundamentos do desenho e técnicas de pintura.

Hoje em dia, "enganador" não sabe desenhar uma casinha com proporção e perspectiva e expõe em bienal, um monte de tinta espalhada na tela e quer ser artista!

O mesmo vejo em música. Neguinho não faz nem um Lá maior "limpo" e quer posar de "inovador".

Não precisa ser nenhum Paganinni, mas sem dominar o básico, fica complicado posar de "inovador revolucionário e o escambal".

Sei lá.......acho que sou chato demais!


Obs: Em tempo, os quadros são de Pablo Picasso, o que o consagrou foi o Cubismo, segundo exemplo.

Mas prá chegar no Cubismo, ele dominou (e com perfeição) as luzes, sombras e perspectivas do realismo, primeiro exemplo.

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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Lelo Mig
mas como o cara pode fazer um la limpo se o cara só toca cover ou fazer algo que nao gosta como que o cara vai fazer um la limpo?

Luis A.
Membro Novato
# mai/14
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Lelo Mig

É a velha frase "antes de desconstruir é preciso saber construir"

Concordo com vc q para alguém inovar tem q estudar muito, conhecer vários estilos e técnicas, assim como estar antenado à realidade contemporânea...

Essa discussão tmb pode ser levada para a velha disputa entre oq é mais complexo, erudito ou jazz? Na minha humilde opinião criar exige mais do artista do q decorar...

Se alguém quer ser bom, basta entrar para um conservatório e ficar la por durante 8 anos.... Agora se vc quer ser otimo e inovador, vai ter q estudar toda escola tradicional e ir um pouco alem...

Abç.

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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Lelo Mig
realismo nao, impressionismo.

Lelo Mig
Membro
# mai/14 · Editado por: Lelo Mig
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INNARELLI

Você entendeu o que eu quis dizer com "fazer um Lá maior limpo"?

É fazer um acorde simples, de forma correta, porque aprendeu, treinou até soar direito, prestou à devida atenção a sonoridade, até seus dedos se colocarem com leveza e precisão, sem trastejar, soar todas as notas de forma cristalina, sem abafar outras cordas, etc.

Não têm nada a ver com fazer cover, trabalho autoral, rock ou pagode........Nothing Else Matters começa com Mi menor, Beijinho no Ombro começa com um acorde de Mi menor....não importa o que o cara goste ou deixe de gostar........um Mi menor é um Mi menor!


"realismo não, impressionismo"

Este quadro "Primeira Comunhão" do Picasso é um quadro Realista, é um retrato, com todos os detalhes o mais próximo do real possível.

Impressionismo não retratava de forma "realista"......impressionismo apenas "dá a impressão", principalmente de uma certa distância.

Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia.

Um exemplo clássico de impressionismo:

Claude Monet - The Japanese Bridge

Ancient_CTHULU
Veterano
# mai/14 · Editado por: Ancient_CTHULU
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Hoje em dia, "enganador" não sabe desenhar uma casinha com proporção e perspectiva e expõe em bienal, um monte de tinta espalhada na tela e quer ser artista!

O mesmo vejo em música. Neguinho não faz nem um Lá maior "limpo" e quer posar de "inovador".



Pode fechar o tópico!!! Tá aí tudo o que eu tava querendo dizer...

A "genialidade" só existe na cabeça dele...

INNARELLI
Membro Novato
# mai/14
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blz. concordo com vc, cada um na sua. e se o cara nunca fez um cover redondo na vida quer dizer que ele nao pode ser artista? acho que pode...mas eu acredito em Deus, em cavalo alado e em fênix. não necessariamente nessa ordem.

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