Lisciel Franco: quem conhece?

Autor Mensagem
Lelo Mig
Membro
# 04/jul/26 00:07 · Editado por: Lelo Mig
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Wild Bill Hickok

"Não é só a parte elétrica, tem sinais de rádio na jogada"

Amigo, este é o tipo de discussão que não leva à nada e não passa de especulação se você só quer refutar sem contextualizar o que escrevi.

Mostre um estudo, com relatório de dados, amostras e números, da eficácia e relação custo x benefício de uma gaiola envolvendo um studio e uma blindagem caseira numa guitarra e me convença que vale à pena ou se é apenas um fetiche. Interferências eletromagnéticas (sinais de rádio e etc.) nunca foram o maior problema dentro de um studio (em palco sim). O problema é sujeira na rede elétrica, porque essa não dá prá blindar com "papel alumínio".

Wild Bill Hickok
Membro Novato
# 04/jul/26 05:41
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Lelo Mig

É mais fácil meter papel alumínio em cada dispositivo ou meter uma gaiola de faraday em tudo? Vc vai meter papel alumínio numa guitarra do seu cliente?

nunca foram o maior problema

Ok, é um problema secundário. Ainda sim impacta no resultado final

Lelo Mig
Membro
# 04/jul/26 11:10 · Editado por: Lelo Mig
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Wild Bill Hickok

Talvez, no caso do Lisciel, que é 100% analógico (muita válvula, e por conta disso muitos transformadores) o nível de interferência eletromagnética deve ser bem alto. Não tenho certeza, estou chutando, por conta de que transformadores grandes, com núcleos de ferro, produzem um campo magnético alternado na frequência da rede (50 ou 60 Hz). Esse campo pode induzir tensões em circuitos próximos. Além de que, transformadores geram e válvulas, circuitos de alta impedância, são propensos a captar esse tipo de interferência. Ou seja, além de interferências externas, tipo rádio, você acaba gerando e captando o próprio hum de 60Hz.

Em equipamento digital não temos esse problema.

Mas, tô só especulando... não manjo à ponto de bancar opinião.

Ismah
Veterano
# 04/jul/26 17:54 · Editado por: Ismah
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Wild Bill Hickok
Jogou fora junto uma pá de harmônico

Harmônicos que não são necessários. Nem faz sentido na maioria dos casos uma guitarra que soe muito além do 4-5 kHz... Mesmo muito distorcida, onde há essa frequência, soa estridente. E se o som na fonte não tem amplitude significativa, não é o LPF que vai matar isso. Esse fetiche é ilógico. A sonoridade de uma guitarra está na faixa de 100 a 6 000 Hz, e ainda depende do contexto. Tenho casos onde há um LPF comendo acima de 2 kHz, porque o músico tem péssimo gosto pra timbre.

Não é só a parte elétrica, tem sinais de rádio na jogada

Isso também é algo muito pontual. Hoje, 20 anos no mercado, nos quais 15 são dedicados quase que exclusivamente a isso, tive se muito 3 vezes problemas com isso. Duas vezes tenho certeza, a terceira estou dando de crédito.

Para que serve a gaiola de Faraday, com janelas, portas... Sendo que RF é na ordem de frações de milímetros? A física não costuma mudar...
Igualmente, para que então usar cabos blindados, sendo que há uma gaiola (supostamente) envolvendo todo estúdio? Por que todos os equipamentos tem um chassis metálico, caro, se poderiam ser de plástico reciclado?

Redundância nem cabe, dado ao tamanho das aberturas... Olhe pro micro-ondas... O furinho da porta, contempla o comprimento de onda... Ondas maiores que o furo não passam, enquanto as menores sim... E isso tu podes testar com um celular dentro do equipamento, ligando para ele... Se tocar, muito provavelmente há vazamento de radiação...

É o caso da suposta blindagem da guitarra, que na prática é um escudo parcial, mas resolve um problema de aterramento que implica no humming... Pode fazer, pode gostar, mas não consegue ancorar...

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