o que é MIDI!

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Adler3x3
Veterano
# jul/15
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LeandroP

Nem tanto.
Não é dos mais exigentes, mas é bom testar antes de comprar.
Mas o diferencial são as Real Tracks, que agora possibilitam a criação até de users tracks, ou seja você guitarrista pode criar uma base seguindo as instruções.
E daí você coloca um certa progressão de acordes qualquer, e o sistema toca a sua base, o seu baixo e muito mais.
E também solos de guitarra, rifs etc..
O original pode ser no tom de Dó, mas daí você faz uma música em Ab e o sistema automaticamente reproduz os seus riffs, ou melhor ainda numa combinação de riffs, e monta um solo exclusivo para a sua nova música.
E os outros instrumentos te acompanham, por isto o nome do produto "Band in a Box".
Na parte superior do programa aparece uma típica banda: Bateria, Baixo, Piano , Guitarra, Strings, Solo, Melodia.
Mas isto é só nas aparências uma mera referência as origens do programa, mas por exemplo numa track de piano, você pode incluir um violão, e hoje na última versão isto evoluiu mais um pouco.
Agora para ter tudo completo vão centenas de gigabytes.

LeandroP
Moderador
# jul/15
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Adler3x3

Eu conheço o Band in a Box. Não conheço a última versão (nem sei qual o número). Tá muito diferente da 12 (foi a última que utilizei, de um amigo ainda)?

Adler3x3
Veterano
# jul/15 · Editado por: Adler3x3
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LeandroP

Agora não sei dizer.
Já faz alguns anos que a identificação é por ano.
Por exemplo a versão 2015 se não me falha a memória foi lançada no final de novembro e começo de dezembro de 2.014.
O mesmo deve acontecer este ano, tem sido assim já faz algum tempo.
E sempre vem com novas melhorias e novas Real Tracks, e o upgrade anual tem um preço competitivo.

E a DAW Real Band que vem junto também sofre atualizações.
Mas ainda tem arquivos antigos do sistema DOS, e de outras versões, e tem hora que faço a reinstalação tudo de novo para evitar arquivos duplos e outras confusões.
A minha versão atual instalada mais enxuta esta com 119 GB, e se contar com o Real Band e outros arquivos deve passar de 120 GB fácil no caso de ter tudo completo.

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Adler3x3

Obrigado, Adler. Esse site que você indicou é bem útil para estudar progressões, ainda mais pra mim que gosta de músicas antigas (lá tem um monte).

Uma outra coisa de que gostei muito foi a forma como eles executam os acordes ...

Isso por que o mais básico que os tecladistas ensinam por aí, quando qualquer tecladista está começando, é fazer as cifras assim:

M.E: tônica + 5ª + tônica (ou seja, baixo oitavado com 5ª)
M.D: Fazer o acorde completo (seja tríade, tétrade ...)

Já vi ensinando dessa forma há alguns anos e sempre toco as cifras dessa forma. E tocando assim, há sempre 6 ou mais dedos no teclado (3 na ME e 3 ou mais na MD).

Nesse site hooktheory que você indicou, eu percebi que eles fazem de uma maneira diferente e eu achei mais "limpa" e deixa a música mais suave.
Eles tocam no máximo 4 notas no teclado (1 na ME e 3 na MD).

Deu para perceber que eles fazem assim:

Tríades:
M.E: tônica
M.D: acorde completo (3 notas).

Tétrades:
M.E: tônica
M.D: acorde completo, exceto a tônica (3 notas também).

Ou seja, independente de tríade ou tétrade, eles tocam nesse padrão de 4 notas (1 no baixo e 3 na mão direita).

A pergunta que te faço é:

E quanto aqueles acordes de 5 notas, exemplo C6/9 ?

http://www.musica-e-acordes.com/acorde_piano.php?ch=C6%2F9

Não vi músicas lá com acordes assim de 5 notas e como já está tarde achei mais prático te perguntar como eles iriam executar no teclado ?

O padrão de 4 notas (1ME + 3MD) mudaria para o padrão 5 notas (1ME + 4MD) ?

Pois nesse exemplo que eu dei, eu penso que o site faria assim:

O exemplo é C 6/9 ...

M.E: tônica (dó) (1 nota)
M.D: ré, mi, sol e lá (4 notas)

Por isso disse que o padrão mudaria para 5 notas (1ME + 4MD).

Seria assim mesmo ? Tem alguma música lá que tem essa característica de um acorde assim de 5 notas ?

Ou nesses casos de acordes de 5 notas como "C 6/9" eles excluem uma das notas na M.D e o padrão continua sendo 4 notas (1ME + 3MD) ?

Esse negócio de excluir notas de alguns acordes eu já vi no site a que me referi acima, está certo isso ?

Ex: "C13"

Vejam só o comentário que eles dão para esse acorde:

"Acorde dominante de 7ª (acorde de 7ª normal) acrescentando a 13ª (6ª). Normalmente a 5ª é ignorada na execução (3ª nota). A 13ª é usada para representar acordes de 7ª onde se acrescenta a 6ª. Os acordes de 6ª não são de 7ª, os de 13ª são acordes de 7ª + 6ª"

O link é:

http://www.musica-e-acordes.com/acorde_piano.php?ch=C13

Adler3x3
Veterano
# jul/15 · Editado por: Adler3x3
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Tecfrente
Depende das suas intenções musicais.
Eu não sigo regras absolutas.
Conforme o arranjo uso os acordes com 4 notas.
Nas minhas músicas atuais faço os acordes num conjunto de instrumentos.
Violinos I e II, Violas , Violoncelo e Contrabaixo, órgão, crava, piano etc..
Fora que muitos órgãos tem a parte da harmonia que além da mão esquerda e direita, tem os registros dos pedais.
Dependendo da sequência de acordes e de como queremos que a música soe, pode se alternar acordes, seja com inversões, seja com duas notas somente, seja com 3 e 4 e até 5.notas.
Tudo depende de como vai soar.
Em pads de teclados por exemplo, conforme o caso pode se usar uma nota só, pois os pads muitas vezes trazem dentro de si uma harmonia, e quando geram o som, criam acordes sozinhos, o pad sempre é polifônico, e quanto mais notas tiver o acorde tocado no teclado mais sofisticado fica o som.
Mas se abusar demais, o som também pode ficar meio embolado.
Da mesma forma com os metais e sopros de orquestra, de órgãos de rock etc...
Eu não penso na harmonia somente de piano, penso no conjunto, pois muitas peças que produzo tem até dezenas de tracks.
Então o que vale é o conjunto.

Agora no caso específico do software acredito que segue um certo padrão., e normalmente se usa 4 notas, sem esquecer da complexidade da melodia, que é executada na mão direita, e os acordes mais na mão esquerda.
Contudo conforme a música, podem existir solos (mais graves)
alternados feitos na mão esquerda.
Exemplos: órgãos de igreja, e uso de sintetizadores para diferentes estilos, sem contar com os dedilhados.
Pode-se ter uma harmonia com dedilhados e acordes tocados de uma só vez, com diferenças de dinâmicas.
Assim muitas vezes no piano pode-se usar duas notas somente, mas nos outros instrumentos se usa mais duas notas, então no final o acorde geral é de 4 notas ou mais, com variações de oitavas.
Ao meu ver não existe uma regra geral, depende também do grau de dificuldade e da capacidade musical de cada um em tocar acordes e melodias mais complexas.
Outro dia estava montando uma partitura de piano, que ainda não terminei, super complexa, e conforme a música evolui tem acordes com mais ou menos notas, não tem uma uniformidade ao longo do tempo.
Num mesmo acorde as notas tocadas pelos dedos tem diferentes durações, imagine o grau de dificuldade para tocar, a sincronia que tem que se ter? cada dedo tocando de um jeito diferente.
A partitura é bem complexa e até difícil de montar no editor de partituras.
E não penso tanto como um pianista, no piano solo, pois não sou um pianista de verdade, tenho teclados eletrônicos.
No geral tem várias formas de fazer harmonia quando se usa muitos instrumentos.
Agora outros membros aqui do fórum sabem explicar melhor.
Não sou o mais indicado para responder estas tuas dúvidas.

LeandroP
Moderador
# jul/15
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Valeu, Adler3x3!

No meu caso eu preciso aumentar a "Box" deste programa porque a Band é grande (que trocadilho mais infeliz rsrsrs).

Preciso de um computador melhor, essa é a verdade :/

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Obrigado, Adler3x3.

Estas minhas dúvidas na forma de executar acordes elas sempre existiram, pois desde que eu comprei meu teclado eu sempre procuro tocar como se meu teclado fosse um piano, pois não utilizo quaisquer dos recursos que ele me disponibiliza. Então é como se eu estivesse um piano.
Sempre preferi estudar assim, pois caso contrário, quando precisasse tocar em um piano, não sairia nada. Há muitos tecladistas por aí, ex: tecladistas na área do Forró, que fazem exatamente o contrário. Eles utilizam o máximo dos recursos que o teclado disponibiliza para eles (harmonia, ritmo musical de fundo ...) e compete a eles fazerem apenas o dedilhado de algumas frases melódicas, daí quem vê e não sabe dessas coisas, olha para o cara e diz: "Nossa, esse daí toca pra caramba, hein?!" Não estou julgando, pois dependendo do propósito musical de cada um, como no exemplo que dei, o uso dos recursos do teclado é o que convém para determinados contextos. No meu caso, sempre usei meu teclado como se estivesse com um piano na minha frente.
Certa vez, toquei para familiares, através de cifras mesmo, e minha prima disse para mim: "Ah, você aperta os botõezinhos aí e a gente acha que você está tocando de verdade". Achei engraçado e expliquei para ela que nunca usei as funções do teclado. Inclusive nem mesmo o timbre eu costumo trocar. Uso sempre o "Grand Piano", que é padrão aqui no meu Yamaha. Sempre agi assim pelo fato de estar mais preocupado em aprender as técnicas mesmo (formas de acordes, tocar cifras, fazer melodias ...). Quando estiver num nível técnico mais avançado, a única função que posso ficar alternando são os tipos de instrumentos mesmo (ouvir vários tipos de timbres de instrumentos diferentes para músicas adequadas a esses timbres). Fazendo isso não sairei da técnica de tocar como pianista.
Tudo isso não significa que não pretendo usar DAWs, por exemplo, pois muitos pianistas usam também essas tecnologias, mas para objetivos diferentes de muitos tecladistas.
Em princípio, quero apenas tocar em um nível razoavelmente bem teclado e violão para fins de entretenimento, pois gosto muito de música. O restante (surgir oportunidade para tocar em casamentos, barzinhos, restaurantes ...) pode ser apenas consequência, mas não meu objetivo atual.

Adler3x3
Veterano
# jul/15 · Editado por: Adler3x3
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Tecfrente
Entendi.

Mas olhe por outro lado.
Hoje em dia queira ou não queira tudo passa pelo computador e por teclados eletrônico.
Na questão de piano também dou preferência ao Grande Piano, normalmente é um dos melhores timbres dos instrumentos dos PSR.
E tocar violão ou outro instrumento envolve uma outra técnica de montar os acordes.
Agora um teclado eletrônico não é tão fácil com o pessoal externamente pensa, envolve também muita criação e programação em fazer estilos próprios e personalizados por música, envolve um amplo conhecimento.
E se usar o teclado eletrônico conectado ao micro como uma espécie de teclado controlador, você ganha mais timbres tem Vstis de piano que são de tirar o fôlego, tocando no teclado mesmo.
Mas lembrando que hoje tudo passa pelo computador, seria importante você se iniciar na área de home studio, a linha do aprendizado geral aumenta consideravelmente.
E fazer isto também por pura diversão.
Tem alguns softwares que são simplesmente incríveis, no Fruyt Loops tem até bonequinhos que dançam no ritmo da música.
E tem o universo dos loops, não somente de partituras e midis.
E tem também uma outra área de fazer vídeos junto com música.
E até books eletrônicos tipo romance e contos onde certas passagens do texto, tem efeitos especiais e várias músicas incidentais e de fundo, enfim um campo de trabalho que não para de crescer.

As vezes tem hora que não to afim de nada, de praticar e estudar e uso o teclado e os softwares por pura diversão mesmo explorando outros campos, sem nenhuma responsabilidade disto ou daquilo, bem despreocupado no meio de improvisos e outras experiências.
E no meio destas brincadeiras pode surgir uma ideia boa para um novo projeto.
Sempre é bom reservar um certo tempo para puro improviso, para uma liberdade total de fazer o que dá na telha.

As vezes tem que sonhar também, ficar um pouco fora da realidade.

E você poder fazer isto aos poucos.

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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Adler3x3

Sem dúvida, Adler. Esse "universo" do Home Studio sem dúvida é bem interessante. Eu não descarto a possibilidade de me enveredar por esse caminho futuramente, mas atualmente tenho outras prioridades.
Essa questão de ter de lidar com várias coisas e saber priorizar algumas, ordenando a importância que cada uma delas tem na vida da pessoa em determinado momento, escolher a ordem em que essas coisas serão feitas ... me fez lembrar de mais uma teoria (não disse que eu era bem teórico em outro post hehe ?!)

Hierarquia de necessidades de Maslow

Veja:

https://www.google.com.br/search?q=piramide+das+necessidades+de+maslow &num=100&newwindow=1&safe=off&es_sm=93&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=4R KcVbOaHoWmwgTZwq7IAQ&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1280&bih=923

Adler3x3
Veterano
# jul/15
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Tecfrente

Sim concordo.
Mas tem que ter uma boa disciplina e saber ordenar as prioridades.
E fazer um acompanhamento também, isto é uma avaliação de tempos em tempos.

Muitas vezes eu sou indisciplinado.

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Olá a todos.

Eu tenho um programinha aqui chamado de Midi Sheet Music.

Se você inserir nele qualquer midi, ele diz a tonalidade (apenas as maiores e a menor natural).

Só que agora há pouco vendo minhas midis, me deparei com uma midi de música clássica que no próprio nome já fala qual a escala, que é ...

A. V. STANCHINSKY - Prelude in Lydian Mode

Daí, eu pensei: "Modo lídio ? E agora ? O programa não reconhece modos gregos.

Fiz um teste só por curiosidade e coloquei essa midi lá nesse programinha ele deu na clave 2 bemóis, daí só pode ser, pelo ciclo de quintas, Bb ou Gm. Ou seja, o programa não reconhece escalas nos modos gregos.

Esse programa também reconhece a tonalidade, mas não diz se é maior ou menor (ex: C ou Am).

Perguntas:

1) Qual o melhor programa freeware que reconhece a escala de qualquer midi, não apenas as tonalidades "naturais", mas também as menores melódicas, harmônicas, gregas e as exóticas ?

2) Eu tenho interesse de colocar os "dedos certos" em cada nota das composições (da mesma forma que vocês fazem quando estão transcrevendo uma partitura). Quanto a escala maior natural e as menores (natural, melódica e harmônica), tudo bem, pois sei o dedilhado correto delas. O único problema para o caso das menores melódica e harmônica é que o programa que utilizo não reconhece (daí voltamos na dúvida da pergunta 1).
Muita gente pode estar pensando: "Vai de teoria mesmo e analise os acidentes e tal, daí fica fácil descobrir que escala que a música está". Acontece que fazer isso com centenas de midis se torna mais difícil, concordam ? Ainda mais quando a maioria é de música clássica.
Então, a pergunta seria: Vocês tem alguma tabelinha com os dedilhados corretos das escalas gregas ou os dedilhados corretos de alguma outra escala que vocês acham importante saber, pois também está presente em muitas músicas ? Se em vez de essas informações estarem em tabela(s), estiverem em algum freeware, melhor ainda ?

Quem toca beeeem piano (ou dedilhado beeem violão) sabe o quão importante é saber usar sempre os mesmos dedos para as mesmas sequências e não ficar escolhendo os dedos de forma aleatória. Saber esses padrões é o que diferencia um instrumentista que toca rápido e aprende rápido a dedilhar de outro que se enrola todo na escolha dos dedos e que futuramente pode até mesmo ter problemas com os tendões devido a essa falta de conhecimento de padrões certos de dedos respectivos para notas respectivas. Da mesma forma que existem padrões para as tonalidades naturais (131234) e para a menor melódica e menor harmônica, também deve haver padrões "recomendados" (após análise de anos por grandes pianistas) para quaisquer escalas, logo é algo técnico e científico e responder algo do tipo "vai tocando com os dedos que você achar melhor pra você" pode até ser certo na teoria, mas na prática (fazer isso com centenas de midis, analisando cada nota e seu respectivo dedo adequado) seria um trabalho hercúleo e o custo-benefício certamente não valeria a pena. Tenho certeza que vocês não fazem assim quando estão colocando os dedos nas partituras que criam.
Imagino que essas indicações de dedos nas notas das partituras são feitas por 3 formas:
Ou algum programa (software); ou o músico que está fazendo tenha conhecimentos práticos (know-how) de anos de práticas e mesmo sem saber qual a escala ele já vê mentalmente quais os dedos a tocarem naqueles pequenos trechos em que vai analisando uma partitura.
A terceira forma é o uso de tabelas (na verdade regrinhas como aquela do 1231234) e o músico tem essas regrinhas (em tabelas ou em livros) sobre todas as escalas, ou pelo menos as principais.

Obs: Eu até tenho um programa que mostra todas as escalas, mas toda essa minha mensagem é se existe algum programa que reconheça a escala (tom) de arquivos MIDI e também mostra se é maior ou menor.

Em relação ao dedilhado, acredito que não haja programas mostrando os dedilhados corretos de todas as escalas (mesmo as gregas, exóticas ...). Existem ?

Ismah
Veterano
# jul/15
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Tecfrente
Esse programa também reconhece a tonalidade, mas não diz se é maior ou menor (ex: C ou Am)

Porque são escalas relativas... Uma música que é em CM (ou só C), pode se dizer que é em Am também...

Modos gregos são nada mais que a nota de arrancada... Derivam da escala maior natural, que é a escala de C, se começar por cada nota da escala, terei um modo...

C terei o Jônio
D terei o Dórico (escala maior natural)
E terei o Frígio
F terei o Lídio
G terei o Mixolídio
A terei o Eólio (escala menor natural)
B terei o Lócrio

Supondo que fosse uma música popular, e for composta no modo lídio, significa que caso teremos a música em C, teremos como primeiro acorde, um F, ao invés de C como seria o esperado.

Tem tópicos mais esclarecedores sobre o assunto, use a busca.

Ismah
Veterano
# jul/15
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Qual o melhor programa freeware que reconhece a escala de qualquer midi, não apenas as tonalidades "naturais", mas também as menores melódicas, harmônicas, gregas e as exóticas ?

As exóticas nenhum... Já que elas podem receber nomes diferentes, conforme o lugar, e cultura... E quando entrarmos em escalas temperadas (comuns no oriente) qualquer sabedoria de escalas cai por terra...

Eu tenho interesse de colocar os "dedos certos" em cada nota das composições (da mesma forma que vocês fazem quando estão transcrevendo uma partitura).

Não se faz isso em partitura. É colocado algumas referências apenas.

Acontece que fazer isso com centenas de midis se torna mais difícil, concordam ? Ainda mais quando a maioria é de música clássica.

Partitura tem por isso a armadura. O MIDI é composto na escala cromática, logo não existe tom.

escalas gregas

Não são apenas escalas, mas modos de pensar... Por exemplo uma progressão de I VI V IV

Em C fica C, Am, G, F. No C Frígio terei Em, C, Bº, Am

Quem toca beeeem piano (ou dedilhado beeem violão) sabe o quão importante é saber usar sempre os mesmos dedos para as mesmas sequências e não ficar escolhendo os dedos de forma aleatória. Saber esses padrões é o que diferencia um instrumentista que toca rápido e aprende rápido a dedilhar de outro que se enrola todo na escolha dos dedos e que futuramente pode até mesmo ter problemas com os tendões devido a essa falta de conhecimento de padrões certos de dedos respectivos para notas respectivas.

Cara, isso é paranóia.

Música não é uma coisa mecânica, é articulável. A execução é completamente livre. Da erudita até a mais popular. E isso não vai machucar seus tendões.

Não existe padrão para tocar nenhuma música nenhuma que eu conheça. Apenas a convenção que dedo X, na tecla Y, facilita a execução de tal trecho. A escolha não é aleatória, mas sim baseada no passo seguinte.

O que existem são os padrões de escalas, e de exercícios. Só que isso é outro assunto.

Um conselho: escute Jerry Lee Lewis. Ele jogou toda essa teoria de escalas, modos, e tudo mais na lata do lixo. "Criou" (leia-se no sentido de "divulgou entre os brancos", já que os negros faziam isso a muito tempo), coisas que não se imaginava...
Criou até sons percussivos, como notas vizinhas sendo tocadas juntas, o efeito de carrilhão (glissando) etc.

Acho como colega de fórum, que vc está deixando de tocar, e se preocupando com coisas desnecessárias...

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Ismah

Até agradeço por responder, obrigado.

Eu sei o conceito de escalas relativas. Isso é o básico.

Quanto a essa minha busca por dedilhados corretos para cada escala eu não vejo como "paranóia" não. Eu, por ser mais velho que você, aprendi que se a gente faz as coisas bem "corretas" no início da aprendizagem, tudo se torna mais eficiente no futuro e não há perda de tempo por correções de ordem técnica. Há muitas coisas que eu aprendi, que não tem nada a ver com a música, que eu disse pra mim mesmo: "Ok. Eu aprendi bem isso, mas poderia ter seguido um caminho que iria me levar ao mesmo resultado de uma maneira mais rápida se tivesse feito isso e aquilo desde o início."

Como meu objetivo é a música agora, então estou passando essa experiência para essa nova empreitada de aprendizagem.

Mas falando de software, tom e dedilhados ...

(...) MIDI é composto na escala cromática, logo não existe tom. (...)

O programinha freeware que eu citei chamado de "Midi Sheet Music" abre uma MIDI (midis de qualidade, para piano solo, com apenas 2 tracks para dizer o que tocar na mão direita e esquerda) e já mostra a partitura dela. Daí nessa partitura, aí sim é só olhar a armadura dela e ver qual o tom dela (fazendo um cotejo entre a existência e quantidade de sustenidos e bemóis e o ciclo de quintas).
Mas como descobrir, pelas armaduras de partituras, se o acorde é maior ou menor ? Isso que eu quis dizer quando citei o "C e Am", pois sabia que são relativas e quis dar esse mesmo exemplo de tons relativos.
Até sei que há "regrinhas" para descobrir se é maior ou menor através de análise de cadência, primeiras e últimas notas de frases e talvez outras regrinhas a mais ... Há também a possibilidade de dizer apenas pelo ouvido relativo se é maior ou menor, mas quero algo mais certeiro e sem possibilidades de erros. Depois que começar a treinar pra valer, acho que diferenciar um tom maior de um menor poderá ser mais fácil. Mas, por enquanto, gostaria de um software que mostrasse isso automaticamente a partir de uma MIDI e dissesse se é maior ou menor e não apenas a armadura como faz o "Midi Sheet Music", pois se ele mostra 4 bemóis na armadura, há a possibilidade de ser Ab ou Fm. Daí ficar analisando notas iniciais, finais, cadência em centenas de MIDIS ? Isso é impraticável para quem quer logo começar a tocar (e do jeito certo!).

Agora o assunto dos dedos certos para determinadas notas de determinadas escalas ...

Isso está totalmente relacionado com tudo o que escrevi até então nessa mensagem e na mensagem anterior. Por quê ?

A escala de C e Am são relativas, mas, apesar de terem as mesmas notas, você acha que o dedilhado é o mesmo ?

Não é. Um música em Am (eólio) vai ter a nota lá tocada com o dedo 1 ou 5 (para efeitos didáticos vamos sempre nos referir na mão direita, ok ?).
Já se a música estiver no tom de C (jônio), a nota lá será tocada geralmente com o dedo 3.

Esses dedilhados para a escala maior, menor (natural), menor (melódica) e menor (harmônica) eu até tenho aqui em tabelas. Mas em relação aos modos gregos, por exemplo ... (não vou nem me refeirir a outras escalas, como blues, Pelog, Prometheus ... aí sim a preocupação seria paranóia hehe) ... Sim, sei que os modos gregos não são escalas, mas na verdade diferentes "arranjos" para as escalas maiores seguindo a mesma sequência de notas da escala respectiva, ok.

Vamos imaginar o tom de "C" e o "F Lídio". Você dedilharia o "F Lídio" da mesma forma que o tom de "C" ? Só porque o "F Lídio", por exemplo, é a própria escala de "C" sendo "deslocada" integralmente para a direita do teclado ? Acredito que você não iria dedilhar da mesma forma, não é ? Pois apesar de aparentar apenas um "deslocamento à direta", as notas pretas ficaram em referências no modo "F Lídio" de maneira diferente que ficam na escala "C" (ok, jônio). O raciocínio é idêntico ao caso do C e Am. Se todos os materiais teóricos dizem que o dedilhado de C e Am são diferentes (o motivo eu já disse o por que, que é a relação das teclas brancas com as pretas que mudam nesses tons relativos), então por isso o dedilhado de "C" e "F lídio", entre outros exemplos dentro dos modos gregos mesmo logicamente, também seria diferente.

E onde quero chegar com tudo isso ?

As MIDIS as quais eu estou me referindo não são quaiquer MIDIS, mas midis para piano solo (o colega de forum Adler me ajudou a encontrar bastante na net, indicando sites e outros eu mesmo encontrei).
Na maioria são composições clássicas ... Mas tem outro site só de música popular e vou baixar depois também e tudo o que estou dizendo sobre dedilhado não vai mudar em nada pelo fato de ser música popular ou clássica.

Logo, mesmo que eu encontre um programa que diz que a música está em G, por exemplo. O ideal era saber em qual modo grego está aquela música, pois assim o dedilhado ficaria "ótimo" para aquela composição.

Eu poderia até analisar nota por nota e toda a sequência melódica da MIDI, através do Synthesia, e descobrir o modo desse tom de G. Mas volto a dizer: o que quero mesmo é tocar logo e treinar e até eu acabar de fazer isso com a quantidade de MIDIS que eu tenho aqui seria uma perda de tempo muito grande. Tenho outras coisas pra fazer.

Por isso solicitei algum software que, a partir de uma MIDI de piano solo (elas tem apenas uma track para a mão direita e outra para a esquerda), o software já dissesse qual tom, se maior ou menor, e em qual modo grego.

Há muitos especialistas de software aqui no forum, alguém deve saber ...

Caso isso exista, qual seria meu próximo passo ?

Saber se existe um software que diz os dedilhados desse tom e em qual modo grego que está.
Se não existir software para isso, deve haver tabelas (talvez no Google Imagens) ou livros na web mesmo com esses dedilhados respectivos.

Por hipótese, se conseguisse tudo isso, qual seria meu próximo passo ?

Colocar os dedos corretos em cada um dos arquivos MIDIS que tenho. Não precisaria, obviamente fazer isso tudo de uma vez, posso colocar em umas 3 músicas e ficar tocando elas, depois coloco em mais três e por aí em diante ...

Para quem não sabe, há essa função no Synthesia de inserir em cada nota o dedo que você irá tocar (dedo 1, 2, 3, 4, 5 em cima de cada nota ... é super fácil de fazer isso no programa), daí já fica registrado lá e sempre você vai tocar do mesmo jeito. Vai até memorizar as músicas sem Synthesia, partitura e nada, pois os movimentos físicos serão exatamente os mesmos (da mesma forma que atletas olímpicos da ginástica rítmica, ou senão aqueles movimentos chamados de "katas" por quem pratica karatê, por exemplo ...).

Não pensem que eu quero ficar fazendo as coisas de maneira repetitiva e não dar vazão a criatividade! Muito pelo contrário! Acredito que o domínio nesse aspecto físico e motor inicial de fazer "sempre do mesmo jeito" vai dar depois liberdade de criar tudo o que é forma de improviso, da mesma forma que você disse que Jerry Lewis fazia. Não tenho pretensão de tocar assim, mas apenas fazer as coisas "certas" no início para que depois eu não necessite ficar corrigindo posicionamento correto de dedos.

Estudando dessa forma "correta" que estou falando, depois de um tempo nem software será necessário. É só olhar uma sequência melódica (na partitura ou Synthesia) e dizer:

"Está música está em "A mixolídio", logo já sei quais dedos irei utilizá-las para tocá !!!"

Alguém de vocês podem até dizer: "Também sei heheeh 123 12345 para, respectivamente, lá,si, dó#, ré, mi, fá#, sol e lá.

Ok. E bater o olho na partitura e dizer o modo grego já estão craque em fazer isso ?

No meu estágio atual, um software seria mais eficiente.

Conseguiria fazer sem eles também, mas o processo seria mais lento.

A tecnologia está aí para nos ajudar, não é ? Aumentar a qualidade de certos hábitos, sistemas, ações que desde a época Pre-Revolução Industrial custou o sofrimento de muita gente.

Ismah
Veterano
# jul/15
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Tecfrente

Achei que eu não sabia nada de síntese rsrsrs
Sobre ser mais velho, não significa muito... Tem nego que toca a menos tempo que eu e faz muito mais...

como descobrir, pelas armaduras de partituras, se o acorde é maior ou menor ?

Bom, pelo padrão que a escala apresenta... Não preciso analisar cadência (até preciso, mas aí é mais embaixo o buraco), pra sabem que eu tenho o padrão abaixo, pra tríades na escala natural.

IM - IIm - IIm - IVM - VM - VIm - VIIº

Acho que deveria passa a estudar graus, e não acordes.

Isso é impraticável para quem quer logo começar a tocar (e do jeito certo!).

Cara vc não toca, esse pode ser seu mal.

apesar de terem as mesmas notas, você acha que o dedilhado é o mesmo ?

Praticamente sim. Mas isso não serve de muita coisa... Eu posso ter a passagem em G e pensar nela como uma inversão (D G B), passando a tocar G/D... Todo o padrão pra dedilhar desceu pelo ralo.

Isso server pra vc tocar a escala, mas de resto, vai ter que ser na raça.

4 bemóis na armadura, há a possibilidade de ser Ab ou Fm

To mexendo no fundo do baú, tem tanta coisa aí que fazem uns 7 anos que não escuto mais...

Tenho uma leve suspeita que por convenção, se forem bemóis o tom é menor, e sustenidos, se for maior. Não sei se é via de regra, mas pode ser uma concordância.

Se todos os materiais teóricos dizem que o dedilhado de C e Am são diferentes (o motivo eu já disse o por que, que é a relação das teclas brancas com as pretas que mudam nesses tons relativos), então por isso o dedilhado de "C" e "F lídio", entre outros exemplos dentro dos modos gregos mesmo logicamente, também seria diferente.

Dar o exemplo em C foi sua infelicidade rsrs
Nesse caso o dedilhado permanece, o que muda é a nota de referência.

No caso de um tom com acidentes, o caldo realmente engrossa um pouco, mas talvez por eu tocar que eu ache isso fácil, simples e lógico.

mesmo que eu encontre um programa que diz que a música está em G, por exemplo. O ideal era saber em qual modo grego está aquela música, pois assim o dedilhado ficaria "ótimo" para aquela composição.

Voltamos as inversões, que jogam teu dedilhado por terra...

Läss uns leben (Shananana - sim é o nome) - Brunner und Brunner (acho que vai gostar do artista)... Dá uma busca no MIDI, e analisa a trilha de voz solada.

Por isso solicitei algum software que, a partir de uma MIDI de piano solo (elas tem apenas uma track para a mão direita e outra para a esquerda), o software já dissesse qual tom, se maior ou menor, e em qual modo grego.

Há muitos especialistas de software aqui no forum, alguém deve saber ...


Entendo sua pergunta, mas é meio difícil saber isso. Não está no projeto do MIDI informar isso - lembra que ele está na cromárica? Até por ser irrelevante pro propósito dele, isso fica difícil.

Especialistas só sei de um, nós demais somos apenas conhecedores.
Eu sou um dos mais tolos com a causa, gosto das coisas mecânicas.

pois os movimentos físicos serão exatamente os mesmos

Se chama memória muscular, isso é comum a bateristas e percussionistas - suponho que a vocalistas também. Mas NUNCA ouvi falar de um outro instrumentista, que faça isso.

Tem a questão dos shapes na guitarra que vc "enxerga a estrada" no meio do nada... Mas nada que se compare...

fazer as coisas "certas" no início para que depois eu não necessite ficar corrigindo posicionamento correto de dedos.

Tá pra nascer esse professor ainda - ao menos pra piano. Vc toca como alcança... Eu tenho uma mão com 25cm de palmo, um acorde com XI sem inversão e sem suprimir notas. Não sei quantos mais conseguem.

No meu estágio atual, um software seria mais eficiente.

No seu estágio atual, vc precisa de um instrumento, e um professor. O resto se ajeitará com o tempo.

Para te dar como exemplo... Um bom pianista, começa aos 3 anos, para aos 23 estar "formado". Mas isso não significa na além de que vc vai precisar tempo praticado. Isso é algo pessoal, e nada vai mudar isso.

Infelizmente, sendo vc já adulto, precisará se ocupar com outros afazeres. E por ser adulto, tens maior dificuldade de aprendizado. Logo, vai aprender a tocar, mas pra ficar bom mesmo, a estrada é longa.

Muito cuidado pra não fazer a mesma cagada que eu fiz de estudar 18hs/dia e causar uma LER.

bater o olho na partitura e dizer o modo grego já estão craque em fazer isso ?

Ainda busco entender... E isso me serviria de que?

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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Ismah

(...) Tenho uma leve suspeita que por convenção, se forem bemóis o tom é menor, e sustenidos, se for maior. Não sei se é via de regra, mas pode ser uma concordância. (...)

Não é nada disso. Veja uma tabelinha boa de Ciclo de Quintas e verá o porquê.

(...) bater o olho na partitura e dizer o modo grego já estão craque em fazer isso ?
Ainda busco entender... E isso me serviria de que? (...)

Um cara que bate o olho numa partitura que não tenha indicação de dedilhado e sabe, pelas sequência melódica, progressões, etc ... não só o tom da música, mas em que modo grego está é importante, pois ele já vai saber qual dedilhado ele irá usar, caso ele saiba os dedilhados corretos para cada tom (isso todo mundo sabe), mas também para cada modo grego dentro desses tons (aí alguns sabem). Sendo assim, ele não iria ficar nem treinando aquela partitura, iria tocá-la de primeira e com velocidade.

Você pode estar pensando: "Conheço alguns músicos que não estão nem aí para padrões de dedilhados em escalas e modos gregos e são capazes de fazer a mesma coisa se derem a ele uma partitura! e, também, eles tocarem imediatamente"

Ok. Mas conheço também muito gente que não se ateve a esses detalhes que fizeram toda uma diferença no futuro do instrumentista, levando-os a, conformem você mesmo citou, ter sérios problemas com LER e alguns ficaram até incapacitados de tocar.
Não estou dizendo que fazer o dedilhado errado levará certamente a uma LER, mas se o cara ficar, como você mesmo disse, estudando durante muuuito tempo por dia, isso poderá ser um fator mais decisivo para a LER.
A muitas coisas envolvidas para a LER além disso tudo, como por exemplo, a questão genética dos tendões e músculos dos dedos e mãos. Cada um tem uma. Já percebeu que alguns músicos tocam freneticamente durante toda a vida e não tem esses problemas, enquanto outros, ainda jovens, já falam de LER. Não passa pela sua cabeça que a técnica errada de fazer dedilhados não pode ser uma dessas causas ?

Mas, enfim, cada um toca do jeito que quiser e tem a visão que quiser para fazer as coisas ...

Quem tiver boa vontade de me ajudar indicando esses software de que falei, agradeceria.

Quem for contra defender padrões de dedilhado para piano ou teclado, não percam tempo respondendo (geralmente são as pessoas que não tem o teclado (ou piano) como instrumentos "principais", mas sim tocam prioritariamente instrumentos de cordas ou sopro. E olha que estou aprendendo violão autodidaticamente também e estou gostando do meu progresso, apesar que sempre tive facilidade de aprender tudo que se relacionasse ao cognitivo (*) (no caso do violão quero apenas ser capaz de trocar as cifras de que eu gosto e fazer isso bem. Nada de procurar virtuosismo no violão, pois o objetivo mesmo é o hobby e curtir as músicas no instrumento).
(*) É bom deixar claro que aprender instrumento musical não é uma tarefa estritamente "cognitiva", pois envolve inicialmente "desenvolvimento mortor" e "construção de memórias musculares". Quando essas etapas estiverem bem desenvolvidas, daí sim o sujeito começa a usar a porção do cérebro mais à frente, que é o córtex cerebral (que nos diferencia de muitos outros animais e nos aproxima, guardadas as devidas proporções, a alguns primatas). Quando o músico domina essa parte motora, daí sim é um prazer tocar o instrumento, pois o que sobra ao músico é usar as faculdades cerebrais do córtex pré-frontal, como criatividade, improvisações e se o instrumentista não parar por aí, "pode" chegar ao virtuosismo.

Se nem com o virtuosismo ele quiser parar, ele "pode" desenvolver, não apenas LER, mas sérios problemas com seus dedos e mãos.

O maior intérprete brasileiro de Bach e um dos maiores do mundo, o pianista e maestro João Carlos Martins deu ma entrevista no final do mês passado no Canal Livre da Bandeirantes e foi perguntado se o problema que ele teve com seus dedos foram em decorrência de suas performances. Ele disse que provavelmente sim, pois ele queria ir além do virtuosismo, mas alcançar a perfeição absoluta no instrumento e estudava 10 horas por dia apenas para alcançar a perfeição nas obras de Bach e hoje ele disse que, por ser mais velho, aprendeu que "querer alcançar a perfeição" não é um bom objetivo. Temos que nos contentar ao alcançar determinados níveis de performances, pois nossa "mente" pede a "perfeição", mas nós, por sermos de "carne e osso", não conseguimos dar conta desses desejos inconscientes dentro de nós.

Achei muito legal essa reflexão, mas ela não é dirigida a você não, mas a muita gente por aí que dá muito valor ao "virtuosismo" e esquece de outras virtudes também que é tocar um instrumento de maneira mais simples, porém sentindo a música, a poesia dela e dando o valor ao contexto, que é principalmente a música e não o instrumento, ou a mensagem da música, ou a alegria em curtir aquele, ou reflexão filosófica que a música, etc ...

Ficou meio off-topic, mas tudo bem. Vou trabalhar esse meu lado "prolixo" e procurar a ser mais "objetivo" nas respostas e em tudo o que faço kkk. É difícil, pois parece que há uma torrente psíquica de pensamentos e idéias quando vou falar sobre qualquer coisa.

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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Boa noite a todos.

Alguém aqui tem MIDIs feitas "especificamente" para tocar em escaletas ? Ou seja, MIDIs apenas com a track da melodia da música.

Essas MIDIs por aí na Internet tem dezenas de tracks e, às vezes, fica muito trabalhoso ficar separando a track desejada quando esta está toda embolada com um monte de tracks.

Ismah
Veterano
# jul/15
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caso ele saiba os dedilhados corretos para cada tom (isso todo mundo sabe), mas também para cada modo grego dentro desses tons (aí alguns sabem). Sendo assim, ele não iria ficar nem treinando aquela partitura, iria tocá-la de primeira e com velocidade

Amigo, vc está preso a essa ideia... Como se eu conseguisse tocar sempre uma música em C, com o dedo 1E, a nota C, 2E a nota D etc...

A minha LER veio de equipamento inadequado: teclas macias!!!
Enquanto o piano absorvia o impacto na tecla por ser bem mais pesada, que meu teclado, no teclado, quem absorvia o impacto eram as juntas. Foi o estágio bem inicial, e por isso, acabei me "curando".

Alguém aqui tem MIDIs feitas "especificamente" para tocar em escaletas ? Ou seja, MIDIs apenas com a track da melodia da música.

Essas MIDIs por aí na Internet tem dezenas de tracks e, às vezes, fica muito trabalhoso ficar separando a track desejada quando esta está toda embolada com um monte de tracks.


Tu tá ligado que no Synthesia dá pra desarmar tracks né?

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Ismah

Tu tá ligado que no Synthesia dá pra desarmar tracks né?

Sim. É o que mais fiz anteontem e por isso criei a pergunta acima. Tem algumas MIDIS tão "bagunçadas" nas tracks que até pra separar o joio do trigo com o objetivo de tocar em escaletas fica inconveniente.

Esse negócio de criarem MIDIs é uma coisa interessante. Pois há MIDIs na internet feitas da maneira correta, ou seja, um bom tecladista ou pianista digital toca no piano ou teclado usando um cabo MIDI e faz a MIDI no computador. Quando é feito dessa forma, a MIDI fica sensacional, pois o autor deixa a música numa tonalidade diatônica (tanto que o próprio Synthesia reconhece a tonalidade) e fica muito gostoso de tocar.

Já esses 90% de MIDIS que encontramos na Internet com dezenas de tracks dá a impressão que o processo de criação foi outro: talvez a conversão de um MP3 em WAV e depois em MIDI. Devido a essa "psedo-banda" dentro da MIDI, o Synthesia, é até engraçado, só reconhece no tom de C (dó maior) essas MIDIS.

Quando pego uma MIDI bem feita musicalmente composta por Bach, Chopin, Mozart e no título dessas peças está o tom da música, por exemplo Fm, daí eu vou no Synthesia só para testar se ele acerta sempre o tom original da peça. Sempre! Sempre ele acerta nesses casos de peças clássicas feitas por pianistas profissionais.

No caso dessas MIDIS feitas por processos de conversão eletrônica em software o Synthesia só reconhece como C (dó maior). E olha que a MIDI tem, às vezes, vários acidentes hahahaha ... Daí, pensei: Será que esse C que o Synthesia está se referindo é o C, mas em algum outro modo grego a não ser o Jônio, ou seja, o eólio ou o lócrio que tem vários acidentes hahahaah ?

Pensei em algumas outras idéias de encontrar essas MIDIS "de qualidade" para tocar na escaleta ...

1) Pegar esses sites de músicas clássicas bem compostas em MIDI e escolher aquelas feitas sob apenas 1 track. Daí, seria legal. O único problema é que ficar tocando só música clássica, não dá né ?! Imagina eu num lugar chegando com uma escaleta e alguém perguntando: "Toca uma coisa aí pra gente ouvir!". Daí, eu digo: Ok, vou tocar Wiegenlie Op. 49, No. 4 de J. Brahms, é um sucesso galera! Saiam do chão!" kkkkkkkkkkkkkkk

2) Outra ideia e fuçar mesmo no Google em páginas em inglês procurando por "midis for melodica", por exemplo. (Para quem não sabe Melodica é Escaleta em inglês)

3) Ontem até que consegui, em alguns casos, separar bem a track melódica de alguns dessas MIDIS "multi-trackeadas". Algumas vezes até que dava, outras vezes a melodia estava muito mal feita (não era nem com empréstimo modal, era atonal mesmo hehehehe).

4) Outro coisa importante, é que tudo o que eu toco eu quero saber a escala em que estou tocando. Como já comentei, em MIDIS feitas por pianistas ou tecladistas que sabem o que estão fazendo o próprio Synthesia reconhece com fidedignidade o tom. Em outros casos por mais que façamos análise de ciclo de quintas, número de acidentes, teoria pra cá e pra lá, não tem jeito ... o tom dá música é o tom M (M de misto kkk). É um misto de várias escalas e para classificar em alguma escala não dá, então dizemos que está no tom M. É um tom parecido com algumas músicas que vemos por aí kkkkkkkkk. No futuro, livros de Harmonia Funcional, lá ele estará presente, um capítulo todo dedicado ao tom M kkk.

Mas até que eu estou me desencanando com esse negócio de querer saber a escala de qualquer MIDI, pois de tanto ver músicas "atonais", o que me preocupo é saber se o arranjo ficou "bom de se ouvir". De resto, é prática e prática. Se alguém me perguntar o tom da MIDI que estou tocando, eu vou dizer: "Tom M" kkkk

Adler3x3
Veterano
# jul/15 · Editado por: Adler3x3
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Tecfrente

Escreveu
É prática e prática...

E isto aí, tem que distribuir o tempo "x%" para a teoria e "y"+% para a prática.
A teoria orienta, mas é a prática que faz acontecer.

Na música é necessário: Um certo conhecimento de teoria, mas não só isto, até analfabetos fazem música (mesmo assim ele tem uma certa sabedoria), "saber o que quer fazer", "colocar em prática" ou seja tocar, e adornar ou embelezar o que esta sendo feito, buscando inspiração e fazer bem feito.
Música vem de musas, cada musa influência em certa arte.

E o que importa é o resultado final.

Quanto aos tons, é normal o que você escreveu, uma DAW pode abrir um arquivo midi, e apresentar o Tom, quando o mesmo arquivo midi é aberto em outra DAW diferente, pode apresentar resultado diferente.
Mas isto só acontece em midis mal feitos.
Ainda mais se o arquivo midi, conter várias tracks, mas tudo depende de quem fez o arquivo, e numa mesma música podem coexistir diferentes melodias que tocam ao mesmo tempo, muito embora devam estar no mesmo tom, mas tudo isto confunde a inteligência artificial do programa.
Eu sempre indico o tom quando faço um arquivo midi, e depois se abro em qualquer outro software dá tudo certo.
E como você já deve ter percebido, a maioria dos arquivos midi que se pega na Internet são incompletos.
E o Tom faz parte das instruções.
Tem muita gente que começa fazendo a música num sequenciador e nem se preocupa no tom, e nem estou me referindo a músicas atonais.
Midi são instruções, a indicação dos modos gregos ou escalas não faz parte das instruções.
E conforme a DAW quando se esta fazendo um midi,pode na parte do sequenciador se selecionar a escala que se vai usar.
Só uma DAW ou um editor top é que poderia fazer esta análise e indicar as escalas, mas não tenho visto isto.
E muito menos indicar quais os dedos se deve usar para tocar.
Isto só consta em partituras de bom nível, para ensino.
Outros partituras até de bom nível não consta sobre quais dedos usar, pois já parte do princípio que o músico deve saber intuitivamente.
E tem sequenciadores que não pedem esta informação quando se começa um projeto. o Tom.
E alguns misturam muito, importam partes que depois juntam, até com bpm diferentes e diferentes forma de compasso, e aí não pode soar bem de jeito nenhum.
E no Mixcraft que uso, é a primeira coisa que tem fazer, e numa mesma música pode-se ter mudanças de tom na linha do tempo, faço isto e em todos os outros sequenciadores do bom nível que abro o arquivo, reconhecem os tons, assim como outras instruções.
Então isto quer dizer, que para fazer bons arquivos midi, tem que ter bons softwares.
O ideal é produzir o próprio arquivo midi, cuja humanização depende dos instrumentos que você usa, conforme se usa diferentes instrumentos, diferentes humanizações são necessárias, pode até fazer uma humanização genérica, mas depois vai ter que adaptar aos diferentes softwares e teclados.
E outro ponto importante na qualidade de um mid, na questão de performance é a variação do tempo, pois nenhum músico de verdade toca exatamente igual o tempo todo, tem que ter pequenas variações nas bpms, para não soar robótico.
Se você analisar um arquivo de áudio, vai observar que existem estas variações de tempo.

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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Adler3x3

Obrigado.

Ismah
Veterano
# jul/15
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Tecfrente
processo de criação foi outro: talvez a conversão de um MP3 em WAV e depois em MIDI

Cara, não... Isso nem o mais chulé faria... O que muda é apenas a quantidade de informação que é armazenada. Já vi tanta coisa que pode ser armazenada num MIDI. A única coisa que muda é o teclado, e o que "ele armazanena", quando se toca...

Alguns gravam PAN, Ataque/intensidade, pitch, modulação, delay (faz soar outras notas depois da primeira), harmonia (faz soar outras notas, em função da primeira), volume (que pode incluir um fade in para efeito de slow atack, ou tremolo)... E claro, a nota tocada. Já outros, armazenam só a nota tocada - e olhe lá a intensidade...

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15 · Editado por: Tecfrente
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Boa tarde.

Vocês sabem onde posso encontrar na net gratuitamente (ou se vocês tiverem no PC de vocês) milhares de MIDIs especificamente para "piano solo" ?

A MIDI tem que ser assim: ter 2 tracks, ou seja, uma para a mão esquerda e outra para a direita. (MIDIs com várias tracks parecem praga na internet, estando em tudo o que é lugar. Essas eu não quero)

O colega aqui do fórum Adler já me indicou um site com algumas MIDIs (com essas características a que me referi) de músicas populares e já ajudou bastante.

Eu também descobri outro site tendo essas MIDIs, mas só de música clássica.

Se puderem ajudar, agradeceria.

Seja qual for o estilo musical, mas só MIDIs com as características que eu citei.

Ismah
Veterano
# jul/15
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Não entendi... Vc vai repetir quantas vezes a mesma pergunta?

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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Ismah

Não entendi... Vc vai repetir quantas vezes a mesma pergunta?

Então quer dizer se você for em um leilão e o leiloeiro disser:

"- Vendo esta joia por 100.000,00, alguém quer comprar ? Daí um sujeito diz que pretende comprar. O Leiloeiro diz novamente:

"- Alguém mais quer comprar ?"

Daí, um sujeito apelidado "Ismah" diz:

"- Pô cara, vai fazer a mesma pergunta quantas vezes ?"

Ismah
Veterano
# jul/15
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Acontece que não estamos num leilão :)

Tecfrente
Membro Novato
# jul/15
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Ismah

Acontece que não estamos num leilão :)

Que pena, senão eu iria te colocar a venda :)

arpeje0202
Membro Novato
# jul/15
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Sou iniciante e tenho um teclado Yamaha PSR-E443. Gostaria de saber se existe limitação na quantidade de arquivos midi que posso executar de um computador para o meu teclado (ou seja, quantos arquivos midi existentes no meu PC posso executar no meu teclado em uma apresentação ao vivo).

Adler3x3
Veterano
# jul/15 · Editado por: Adler3x3
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arpeje0202

Depende isto é muito relativo.
Você pode usar ao mesmo tempo tanto timbres de VSTs como os timbres do teclado.
Para uma apresentação ao vivo o arquivo midi tem que ser bem configurado, para tocar nos canais certos, e tem que ser um arquivo de qualidade, não qualquer arquivo midi pego na Internet.
Tem que trabalhar mais detalhadamente no arquivo.
Na verdade tem que saber fazem um arranjo para poder utilizar todo o potencial do teclado mais os recursos do computador.
Arquivos midis não tem som, contém apenas instruções, assim os arquivos são pequenos, e tudo vai depender do tamanho da memória do teclado e do pendrive que pode ficar alocado nele, como também do tamanho do HD do Note.
Mas a princípio isto não é um problema, se você for usar somente os timbres do teclado sem conectar no computador pode parecer limitado, mas dá para numa apresentação ao vivo fazer muita coisa, já se vai usar timbres de VSTs, o problema é que os instrumentos virtuais de qualidade são pesados, isto é requerem muito espaço no hd.
E sempre quando se carrega um arquivo midi, muito embora sendo leve perde-se uma pequena fração de tempo para tocar com os timbres do teclado.
Já com os timbres do VST no computador pode demorar mais tempo para carregar.
Você tem que ir testando e fazendo experiências, mas a princípio o tamanho dos arquivos midi não é o problema.

arpeje0202
Membro Novato
# jul/15
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Prezado Adler,

Muito obrigado pelos esclarecimentos. Tenho um PC com Windows 8. Segundo o manual do PSR e433 para reprodução de musicas em um computador por meio de sons do instrumento, é necessário que no software de reprodução (instalei o winamp 5.666 em português) seja selecionado o instrumento conectado como destino de saída MIDI.
Estou apanhando para fazer isso. Você tem como me ajudar? Se for complicado fazer no winamp, qual outro software de reprodução você me aconselha, no qual se possa fazer essa escolha mais facilmente?

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