O futuro da música no brasil

    Autor Mensagem
    Vini_deba
    Membro Novato
    # 09/jan/19 18:09


    Olá galera.

    Isso não é um tópico para encher de lixo a música atual nem nada do gênero.
    Tenho uma dúvida que pode gerar um debate interessante.

    Tenho um conhecido que vai gravar um som que parece algo entre Vitor Kley e Projota, puxando um lance meio mpb, com beat de trap (leve) e uns rap em cima, e como eu faço uns EDM e uns trap talvez eu produza uma das músicas dele.

    Mas ai eu fiquei pensando, po, o cara tem visual de modelo (tipo, sério mesmo), e tem uns contatos bem forte pra alavancar o cara, será que vale a pena ele investir num negócio que só dois três maluco estouraram no mercado?
    Eu fico vendo as tendências musicais mudando nos EUA, o trap vindo forte, o EDM mudando bastante, mas aqui no Brasil, por mais que uma galera venha tentando implementar esse tipo de som, ainda me parece muito difícil conseguir alguma coisa, porque vai ser sufocado pelo Sertanejo e afins que, por mais que eu não seja fã, admito que é o estilo perfeito para a massa, os produtores vão fazer de tudo para que o sertanejo perdure o máximo possível.

    Dai vem as dúvidas:
    Vocês acham que o sertanejo poderá enfraquecer em um futuro próximo?
    Se sim, vocês acham que isso abriria espaço pra que tendências musicais no mercado?

    Não sei se me expressei direito mas a dúvida é genuína, então espero não ver metaleiro que mora no porão da vó falando bobagem aqui, e nem zueira pra mais de metro (mas um pouquinho pode ter, pra honrar o fórum).

    Nossa que longo que ficou isso, desculpe pelo textão de gorda de cabelo roxo.

    victorhugorleite
    Membro Novato
    # 09/jan/19 18:19
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    desculpe pelo textão de gorda de cabelo roxo.

    Qual a necessidade disso? Coisa de moleque que mora no porão da vó.

    entamoeba
    Membro Novato
    # 09/jan/19 18:22
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    metaleiro que mora no porão da vó
    textão de gorda de cabelo roxo

    Você parece ser bem otário.

    Vini_deba
    Membro Novato
    # 09/jan/19 18:26
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    entamoeba
    não digo bem otário, mas um pouco eu sou hehe
    mais um adendo então: apesar de aparentemente eu ser um otário, a dúvida ainda é válida

    victorhugorleite
    Membro Novato
    # 09/jan/19 18:28
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    porque vai ser sufocado pelo Sertanejo e afins que, por mais que eu não seja fã, admito que é o estilo perfeito para a massa

    Estilo perfeito para a massa? De bolo? De pão.
    Meu amigo, não seja determinista. A cultura popular é muito mais do que você pensa...

    entamoeba
    Membro Novato
    # 09/jan/19 18:34
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    Vini_deba
    a dúvida ainda é válida

    É valida.

    Não estou muito conectado com esse mercado, mas parece que o sertanejo reluta em morrer e as tentativas de emplacar o funk não têm obtido respostas consistentes. Parece haver uma lacuna no mercado, que não vê uma nova moda emergir faz algum tempo.

    O problema é que se esse camarada surgir sozinho, não será capaz de sustentar uma mudança no consumo de música. É preciso que tenha mais gente surgindo ao mesmo tempo, com propostas semelhantes.

    ejames
    Membro Novato
    # 09/jan/19 19:15
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    puxando um lance meio mpb, com beat de trap (leve) e uns rap em cima, e como eu faço uns EDM e uns trap talvez eu produza uma das músicas dele.
    Não sei exatamente o que é isso, mas pelo que entendi é algo com um violãozinho, uma batida eletrônica e alguém fazendo rimas em cima? Se sim, não sei de onde você tirou que esse mercado é fraco. Esse estilo é o que mais tá alastrando agora. Se você que tá nesse meio musical e se diz produtor não consegue perceber essa tendência, o cara do porão da vó parece ser você mesmo.

    porque vai ser sufocado pelo Sertanejo e afins
    Os lugares que tocam esse estilo não são os mesmos que tocam sertanejo (ao menos não nos mesmos dias/eventos). Você tá tendo uma visão boba demais das coisas.

    vocês acham que isso abriria espaço pra que tendências musicais no mercado?
    Você diz que produz e que o cara tem contatos, então isso é conversa entre vocês. Corre atrás, vê como é a cena local, vê quais são esses tais contatos.

    Tua pergunta é totalmente genérica, boa parte dessas dúvidas seriam respondidas se você simplesmente conhecesse melhor a cena em que quer atuar. Além disso, você falou um monte de coisa, mas esqueceu do mais importante - esse cara que você quer produzir é bom?

    fernando tecladista
    Veterano
    # 09/jan/19 20:05
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    Vocês acham que o sertanejo poderá enfraquecer em um futuro próximo?
    Não o tal sertanejo de hoje ou "popzinho farofa de baladinha de playboy nutella"
    Não enfraquece ele se renova veja que o sertanejo de chitao e xororó, zeze de camargo e leonardo é diferente do sertanejo de vitor e leo que é diferente de um gustavo lima... na hora que começa ficar cansativo, vem parcerias com samba, funk com anitta, safadao, axé... e tudo uma maquina de ganhar dinheiro


    vocês acham que isso abriria espaço pra que tendências musicais no mercado?
    Só se jogarem com a mesma moeda uma pancada de empresário torrando dinheiro por 10 anos pra ter uma nova geração de consumidores, investindo em outro estilo como mpb ou rock mais raiz,
    quem quer aplicar em algo que talvez possa dar dinheiro daqui 10 anos? Ninguem


    Brasiil vai ficar nesse vbnda- lelê eternamente

    Agora o que você precisa e achar seu lugar que tem publico, mas tem pouca gente curtindo, mas também tem pouca gente fazendo então fecha a conta

    Parece que sertanejo tem trocentos lugar pra tocar, tem mas tb tem trocentas duplas se matando por um lugar, monte uma dupla sertaneja e tente vender, vai ver como é difícil achar um lugar pra começar

    vbsilveira
    Membro Novato
    # 16/jan/19 15:55
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    Vocês acham que o sertanejo poderá enfraquecer em um futuro próximo?
    Se sim, vocês acham que isso abriria espaço pra que tendências musicais no mercado?


    a julgar pelo senso cultural e qualidade da educação do brasileiro, o sertanejo só acaba se vier algo pior msm

    Sandoval Quaresma
    Membro Novato
    # 16/jan/19 19:26
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    Vocês acham que o sertanejo poderá enfraquecer em um futuro próximo?
    Infelizmente acho que não, o que e mais irritante e que essa porcaria que chamam de sertanejo tem muito espaço enquanto o verdadeiro sertanejo ( Ze mulato e Cassiano, João mulato e doradinho) não tem espaço na mídia.

    The Man Who Sold The World
    Veterano
    # 16/jan/19 19:58
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    o futuro da musica no brasil é ASMR escutem o que eu to falando

    makumbator
    Veterano
    # 16/jan/19 20:08
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    The Man Who Sold The World
    escutem o que eu to falando

    Mas escutem bem baixinho, e com muita leveza! Hahahah!

    The Man Who Sold The World
    Veterano
    # 16/jan/19 20:09
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    makumbator
    pssss frrrrrrr hmmmmmmmmm zzzzzzzzzzz

    makumbator
    Veterano
    # 16/jan/19 20:30
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    The Man Who Sold The World

    E não vai ser apenas no sertanejo universitário, mas também na música pop em geral. Aqui um ASMR feito pela cantora do Paramore:

    https://www.youtube.com/watch?v=lB7rfL4NovM

    Casper
    Veterano
    # 18/jan/19 08:37
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    O futuro da música no Brasil é claro.
    Nos bastidores está sendo preparada
    a invasão da música feita com sintetizadores
    analógicos modulares, que vão esmagar todos
    os sertanejos e funks atuais.



    Assim falou Caspardamus.

    Ismah
    Veterano
    # 19/jan/19 04:22
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    fernando tecladista
    Não enfraquece ele se renova veja que o sertanejo de chitao e xororó, zeze de camargo e leonardo é diferente do sertanejo de vitor e leo que é diferente de um gustavo lima... na hora que começa ficar cansativo, vem parcerias com samba, funk com anitta, safadao, axé... e tudo uma maquina de ganhar dinheiro

    Dado que uma grande fatia do mercado, pertence ao escritório da F&S Produções - e esse F&S, vem de Fernando & Sorocaba. O chefe é o segundo, pois pro primeiro já tiveram vários.
    E com o lucro de tantos artistas com músicas no topo, eles hoje fazem o que as gravadoras sempre fizeram. E também virou uma máquina de fazer dinheiro.
    A diferença, é que a gravadora tinha um apelo por levar uma música boa, com informação. Hoje, a própria circunstância de mercado, e perfil do consumo e do consumidor, as coisas precisam ser quase baseadas em bordões.

    É difícil dizer o futuro da música, mas tenho notado que tem surgido grupos aqui, como na gringa a uns 5-10 anos... Dali vieram L.E.J., Ed Sheeran, Sungha Shung, Estas Tonne, Justin Jhonson e alguns outros, usando sempre muito recurso digital, em cima de instrumentos acústicos. Literalmente, unindo os extremos.

    Note-se que não há um resultado apenas, mas tudo gira sobre EDM, House, Jazz, Folk, e pop...

    Julia Hardy
    Veterano
    # 19/jan/19 17:42
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    Dali vieram L.E.J., Ed Sheeran, Sungha Shung, Estas Tonne, Justin Jhonson e alguns outros, usando sempre muito recurso digital, em cima de instrumentos acústicos. Literalmente, unindo os extremos.

    Pois é. Mas, não é possível que haja uma reação a isso do tipo artistas com um som mais orgânico, de banda mesmo, em algum ponto?

    Casper
    Veterano
    # 19/jan/19 17:54
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    Cara Julia Hardy:

    Tipo isso?



    entamoeba
    Membro Novato
    # 20/jan/19 09:41
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    Casper

    Slavoj Žižek nos vocais?

    Ismah
    Veterano
    # 20/jan/19 15:44
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    Julia Hardy

    Blue Man Group? Toda a cena industrial?

    Esse do vídeo abaixo, tem um trabalho legal nesse sentido... Eu o conheço desde que tocava numa banda fundo de quintal em Erechim/RS. Assim como seu irmão, o Thiago " III ", que faz dupla com a Thaeme. O Leko, era sideman do seu irmão, e essa relação é que deve ter mantido ele na banda e dado tanta liberdade, porque ele exagera até pra respirar.

    Música autoral



    Hoje ele leva um projeto chamado Dazdama, onde ele toca batera, canta algumas e segura o violão às vezes, junto com a Dj Dazdama, que tocam música eletrônica, pop, funk... Quase uma releitura do Phill Collins solo, e modernizado... rsrs
    Ainda há efeitos especiais, dançarinas, luz, e blá blá blá... É um show completo, e bem feito.

    O cara é um monstro tocando e compondo. Um verdadeiro showman, que acho horrível como sideman - e isso é fácil de notar. rs

    Mas sabe Julia, o problema não é criar algo mais orgânico, mas é fazer disso um modelo sustentável.
    Eu não faço ideia, mas se ele largou um trabalho que muita gente sonha ter, é porque de alguma forma ele tem largas vantagens nesse projeto solo...
    Chutando por baixo, o valor desse show, deve ser uns 5 mil pra mais... Ele tem estrada, tem contatos, tem fama, é criativo, e o irmão pode ser um easter egg em muitos shows... Se muito, eles tem milão em gastos com logística, técnicos, etc... O resto é lucro limpo!

    Isso é um modelo muito sustentável, que não cabe muito bem na música orgânica.
    Ainda assim pessoas como a Sammliz (ex-Madame Satã), tem um projeto solo bacana. Hoje viajam ela, um guitarrista, batera, teclado e sample... No Estúdio Show Livre a pergunta foi cadê o baixista, e muita gente reclamando disso...
    Não sei se da cena rock/metal isso teria público - ainda que na gringa seja mais comum, não tenha nenhuma banda grande que toque sem (Slayer talvez), e tá tudo bem...

    A forma de consumir música mudou, e hoje se tornou algo sem tanta mágica como tinha ainda a 30 anos atrás. Eu não sou tão velho assim, e ainda sei muito bem quantos álbuns tenho no porta CD, sei até quais são sem consultar. E foi assim, até ter acesso a internet.
    Nessas a galera não está afim de pagar. E pra um power trio, um cachê honesto já é insustentável, imagina pro Demônios da Garoa em começo de carreira hoje...

    O fator dinheiro, esse talvez é o que mais importa...
    O Sorocaba, como o nome diz, é de Sorocaba/SP e se chama Fernando, assim como o Fernando IV que se chama Fernando também...
    Rezam as lendas que ele tinha muita grana, tanto que foi enviado para Londrina/PR estudar.
    Este é oficialmente declaro rockeiro, e fã fervoroso de Guns... Deduzo que tocou moda de viola, porque era o que ele mais sabia, por força do convívio... Ou o que eles pediam onde ele tocava...
    O que é fato, é que ele em algum momento notou que seria um negócio promissor... E se fosse na Noruega, provável que ele estaria tocando alguma variante de heavy metal... Se fosse no Panamá, seria reggaeton...

    Hoje, bastaria alguém com grana suficiente, decidir investir em qualquer gênero da mesma maneira, compor algo dentro daquele gênero que fosse não tão diferente a ponto de causar estranhamento, mas não tão parecido a ponto de ser o Greta Van Fleet. Entra no que eu já postei a bons tempos, sobre o "porque gostamos do que gostamos"...

    Se aliar a pessoas conhecidas, como vemos entre o mainstream nacional, tem todo sentido... Assisti ano passado o documentário do Twisted Sister, todo mundo que conhece sabe que o Dee Snider se vestia como traveco e traveco chacota...
    Eles já estavam fazendo shows semanais com milhares de pessoas, mas por causa do visu, ninguém contratava eles nos USA. Não lembro bem, mas parece que foram a primeira banda americana contratada por uma gravadora "inglesa" (na verdade a Atlatic Records, mas na divisão UK), ou coisa assim. Só assistindo pra lembrar direito...
    Enfim... Eles acabaram indo pra Europa, fazer shows e mídia. Aí a produção não queria que o Dee Snider fosse dar entrevista "à caráter", mas ele relutou e parece que foi vaiado... Meio que arruinando eles por lá, antes de começar de fato...
    Não sei onde ou como, o Lemmy tinha ouvido eles já em algum lugar, e gostado. Eis que num show, eles iam tocar no mesmo palco, e o Lemmy apresentou eles como amigos, e aí todo mundo largou aquele " aeeeeeee" e aplaudiu...

    Estava revendo alguns vídeos do Nerdologia, pra postar os que tangem o assunto, e encontrei essa pérola sobre a abertura da 5ª Sinfonia de Beethowen:
    " Segundo Beethowen teria contado para seu assistente, esse tema representa o destino batendo na porta. E abrindo a sinfonia heroica. "
    Continua dizendo que na segunda repetição do tema, há um tempo maior - uma fermata - que serve para dar ênfase de finalismo das duas batidas (na porta).
    Fazer uma letra cabeça já é complicado, uma música nem se fala. Eu estou longe de ser um analfabeto musical, e tampouco tenho um certa capacidade de analisar, mas 'morrer ia', sem fazer essa associação por conta própria.
    Agora tu pega um ser da favela, semi-analfabeto, que cresceu vendo tráfico, violência, etc... Manda ele analisar o "Parabéns pra você"... Saca o ponto? E se puser algo mais raso que o erudito, a pessoa tende a achar chato porque é incapaz de compreender...

    Fazer uma música bem feita, com letra cabeça, é uma. Fazer o cavalo beber água é outra.
    Só que se o teu cavalo, aka ouvinte, não beber da tua água, aka consumir tua música, ela se torna insustentável.
    E sim, o problema é mais fundo do que parece, e já vem de longo prazo. Roda gigante, não é tão mais inocente que Malandramente, mas tem muito mais marketing em cima da segunda. :)

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