Por que brasileiro não usa pedaleiras/efeitos em rack invés dos em "floor foots"?

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Ismah
Veterano
# abr/16
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Pessoas vocês não entenderam minha colocação. A questão é porque uma pedaleira como a POD HD500 é escolhida, invés da POD HD Pro, que é absolutamente a mesma coisa, mas em formatos diferentes. Isto é

"MultiFX Floor" vs MultiFX rack + ground control

"Não usa porque o rack não tem como programar na hora" Putz, mas e as GT100, GT10, G7, G5, POD... Tem? Não não tem, então voltamos a estaca zero rs

Edson Caetano
E para fechar, guitarrista não é acostumado a carregar muita coisa, eu como tecladista, levar dois cases de 30 kilos cada é rotina kkk

Talvez por "nascer" tecladista, que eu não me incomodaria em carregar 2 leslies Yamaha, por aí...

EduJazz
Lelo Mig
Mauricio Luiz Bertola

Eu entendo o ponto de vista de vocês. E também entendo, que não dependem da música para viver, e mais vale a diversão de tocar, que o cachê no bolso.

Fica um hiato do porque disso... Se é devido a oferta maior de bandas (não, não é), ou por falta de administração de cada banda para tocar em lugares melhores... E claro, o fato que guitarrista é preuiçoso pra carregar equipamento pode entrar na conta...

Poxa, as casas mais ruinzinhas aqui racham a porta em 3, com média de 500 pessoas a 10 reais (15 masc, 5 fem) dá milão e meio pra cada banda de barbada... Casas mais caras, cobram consumação de 60~80 reais dos quais 10-20 é ingresso/couvert com média de 300 pessoas na casa para uma banda só tocar 3 blocos de 1h (mas geralmente é cachê fixo, lançando a sorte pro alto)...

Fico mega chateado ao saber que tem gente tocando pela cerveja e um petisco... Nem mendigo faz isso...

makumbator
Veterano
# abr/16
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Ismah
Pessoas vocês não entenderam minha colocação. A questão é porque uma pedaleira como a POD HD500 é escolhida, invés da POD HD Pro, que é absolutamente a mesma coisa, mas em formatos diferentes. Isto é

A resposta mais simples é:

A POD de chão já tem o controlador integrado (ou seja, é uma pedaleira), enquanto que na versão em rack o cara precisa ter um controlador separado pra operar ao vivo. Pra mim isso é a razão mais comum nesse caso.

Ismah
Veterano
# abr/16
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Claro, é um pouco mais compacto (nem tanto) que o rack.

Ao meu ver, tira vários dos problemas corriqueiros...
Derramar bebida em cima, e o prejuízo máximo cai para 500 reais, pois o rack tá lá no fundo do palco protegido... E dentro do case do rack, pode-se deixar um lugar para o foot controler.

Ligar em linha num PA, ou num amp, bem fuleira é complicado... Penso que o problema é o mesmo, e nenhum deles é legal. Mas entre os males o menor... Mais fácil mandar um timbre processado* para um amp/PA, em FLAT que qualquer coisa.

Por exemplo a Boss GT-PRO, (1500~2000) + FCB1010 (500 reais) sai por 2k5~3k... Uma GT100 sai por 2k6~4k...


*[OFF] MAS TEM-SE QUE ENTENDER QUE TIMBRE DE GUITARRA NÃO TEM 50Hz, NÃO TEM 15KHz... Guitarra é médio, atenuar médios é impensável... Cerca de 140Hz até 4~5KHz, na hora de solos 8KHz...

Buja
Veterano
# abr/16
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Ismah
Fico mega chateado ao saber que tem gente tocando pela cerveja e um petisco... Nem mendigo faz isso...

Infelizmente ainda tem. E muito. Eu nao toco mais, mas ta toquei sim. Na epoca era mais por diversao. Mas hoje tem gente seria tocando assim, vendendo o almoco pra comprar o jantar, so pra ser conhecido na região e se manter ativo.
É sempre aquele papo de prostituir a profissão. Po ninguem quer fazer isso.
Mas tem 300 duplinhas sertanocas na região. Se voce nao toca por uns merreiszinhos, e ainda leva a sua familia pra encher a casa, os outros 299 vao fazer isso. Seja por ganhar reconhecimento. Divulgar o nome da banda. Ficar amigo do dono da casa. Varios motivos.

Mas infelizmente pra esse cara, ele tem que tocar muito, e muito, mas muito mesmo, pra comprar um misero takamine que preste, ou mesmo aquela pedaleirazinha la no chao, que nem é POD HD nada nao. Tocar com rack, cabecote valvulado de 50w, gibson standard? Dificil.

Ismah
Veterano
# abr/16
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Buja

Eu te entendo, omo bem disse, não é necessidade, é diversão. E aí os profissionais da área que levam no rabo... Já vi muita coisa desandar porque o meu era caro, e o mais barato fuuuuuuu...

Claro, às vezes tocar numa casa é vantagem pelo marketing. Por exemplo o Opinião em Porto Alegre, é tradicional bar de rock da cidade. Tocar lá significa sair nos jornais locais, se tiver QI (Quem Indica), na rede globo local na hora do almoço etc... Não sei valores de cachê, mas com certeza a notícia vale mais que o cachê, independente de valores...

Pode ser uma impressão minha, já que o sertanejo ainda não entrou com tanta força no estado (tá mais difícil ser banda sertaneja que rock), mas eu não encaro como competição. Se pra casa tanto faz o que ou quem toca, pro público não, quem é do rock geralmente NÃO VAI a casas onde tocam outros estilos. Além, isso é sinal de uma má administração e se esse comportamento procede, logo A não vai porque supõe que toca B, B não vai e porque supõe que toca C etc...

Acima disso, casa que depende DE BANDA pra trazer público está fadada a falência. E tu pode anotar, que são essas casas que cada vez que tu chega pra tocar é outro dono/contratante...

Vou ver se acho uma reportagem chamada "N motivos para sua banda não dar certo", o último deles é "Aprenda a dizer não."

EduJazz
Veterano
# abr/16
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Buja
Ismah

Não é a verve da discussão do tópico, mas o ponto é importante: eu não sou profissional, longe disso. E, justamente por isso, parei de tocar por cerveja ou por qualquer cachê, até porque, se me submeto a isso (por mais divertido que seja), eu vilipendio a remuneração de quem de fato vive disso, e tem que pagar as contas de casa com o suor no braço da guitarra.

É claro que isso não faz com que eu receba cachês astronômicos, mas tocar por 50tão não faço mais.

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