Mix e Master - Obrigatoriamente no protools?

    Autor Mensagem
    lhblhb
    Membro Novato
    # jul/15


    Boa noite,

    Tenho um conhecido que é produtor. Gosto muito das músicas que ele produz, em questão de qualidade, então ao meu ver é uma pessoa que tem um conhecimento confiável.

    Ele usa o Ableton para gravar os instrumentos.

    Em seguida, ele passa tudo para o ProTools, para mixagem e masterização.

    Segundo ele (não sei o porquê), a mix e master TEM QUE SER FEITAS no protools.
    Disse que fica muito melhor.
    Dá pra obter um resultado melhor do que no Ableton.

    Alguém concorda? Sabe me dizer o porque?

    Não consigo compreender isso, afinal, o Ableton parece ter as ferramentas e compatibilidade com plugins necessarios para mix e master.

    O que acham?

    Obrigado

    marcelosz
    Membro Novato
    # jul/15
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    lhblhb
    Não existe regra... não tem essa de masterizar só no Protools não.
    Eu mesmo nunca nem mexi no ProTools e consegui "masterizar" (mesmo que amadoramente).
    Existem centenas de plugins pra fazer as etapas de masterização. Portanto se é plugin, pode ser em qualquer DAW.

    Iversonfr
    Veterano
    # jul/15 · Editado por: Iversonfr
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    lhblhb

    Nada a ver, é puro gosto caso faça questão de usar os plugins nativos do ProTools. Se for usar plugins de terceiros é tudo igual. O problema é que em estúdio, leigos fazem questão que você use o Protools. Já vi gente falando, "o studio do cara é top, ele usa ProTools". É Protools e Shure, duas palavras que estúdio que quer sobreviver TEM que falar que usa. Gente que não conhece nada acaba se agarrando no mínimo que ouviu dizer e toma como verdade absoluta.

    Outra coisa legal é ter o máximo de luzinhas piscando. Não importa se sua interface é uma Universal Audio, deixe sempre as luzinhas daquele preamp velho da Behringer todas piscando.

    Ismah
    Veterano
    # jul/15
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    Iversonfr
    Protools e Shure, duas palavras que estúdio que quer sobreviver TEM que falar que usa.

    Menos... Isso vale pra pequenos estúdios. Os medianos costumam oferecer variedade.

    lhblhb
    Segundo ele (não sei o porquê), a mix e master TEM QUE SER FEITAS no protools.
    Disse que fica muito melhor.
    Dá pra obter um resultado melhor do que no Ableton.

    Alguém concorda? Sabe me dizer o porque?


    Eu concordo por certos motivos, muitos deles só passam a fazer sentido quando vc usa o software. Principalmente, onde tem muitas tracks (acima de 24)

    Isso também não significa que é obrigação usar. Eu pra meu uso não tenho ProTools, e vivo bem assim.

    makumbator
    Veterano
    # jul/15
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    Ismah
    Principalmente, onde tem muitas tracks (acima de 24)

    Não mesmo. Inclusive basta pesquisar para descobrir que a DAW que provavelmente roda mais enxuta é uma das mais baratas, o Reaper. Não tem DAW mais leve e que aguente mais pistas ao mesmo tempo e projetos pesados que ele (e nem sou usuário do Reaper, por isso nem sou fanboy do produto).

    lhblhb

    Pode-se usar qualquer uma. Vai do gosto e costume de quem opera. No fundo todas fazem basicamente as mesmas coisas (mas com filosofias de trabalho diferentes). E em geral cada uma delas possui falhas, pontos fracos, pontos fortes e coisas interessantes.

    Mas é só uma ferramenta, e que precisa ser operada corretamente para fazer bem o trabalho. Essa aura do Pro tools é em muito fruto do marketing (apesar do programa ser realmente bom, mas é bom como muitos outros).

    Eu uso muito o Cubase, e de vez em quando o Pro Tools em estúdios. Já trabalhei em um estúdio que o cara tinha Pro Tools só pra mostrar pros clientes leigos, mas era só o cliente virar as costas que ele usava mesmo era o Sonar (pois é o que ele gosta e conhece)...tem muito disso por aí...

    Ismah
    Veterano
    # jul/15
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    makumbator

    Independente da máquina?

    Ismah
    Veterano
    # jul/15
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    Não tá aqui quem falou. Ainda não assimilo o ProTools no Ruindows.

    MMI
    Veterano
    # jul/15
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    lhblhb

    Na verdade, isso do Pro Tools ser o melhor nem é fruto de marketing ou um mito. Há uns anos atrás ele realmente era o melhor, era unanimidade isso. Virou padrão.

    Os grandes estúdios da época do analógico (praticamente nem existia pequenos, pelo menos não como hoje) obrigatoriamente migraram para o Pro Tools no início. Obviamente os produtores também. Esse pessoal viu o digital nascer e crescer, acabou crescendo junto com o Pro Tools. Mais ou menos como quem começou a mexer com os PC XT e hoje vê um i7, obrigatoriamente mexeu muito com Windows. É até natural que essas pessoas tenham muita familiaridade, automatizaram as teclas de atalho, os plugins etc.

    Se você for mexer com os grandes estúdios brasileiros e internacionais, tipo o Mosh ou maiores ainda lá fora, como o Abbey Road por exemplo, obrigatoriamente o padrão vai ser Pro Tools. Mas hoje é só um hábito, não que seja melhor. Talvez esses caras pelo hábito e plugins instalados mexam melhor, apenas isso.

    Lelo Mig
    Membro
    # jul/15
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    lhblhb

    "TEM QUE SER FEITAS no protools."

    Cara, é bem o que o MMI e o makumbator descreveram... hábito.

    Têm que ser feito nele, porque muito provavelmente é o soft que ele domina.
    O soft é bom, indiscutivelmente, mas não é o melhor, nem o pior, até porque a equivalência, neste segmento, é considerável.

    Por coincidência, estava lendo estes dias uma publicação sobre studio e equipamentos, e tinha uma lista de quais DAWs o pessoal de ponta da música eletrônica estava usando, e me surpreendi com a variedade, cada um usa uma diferente, inclusive alguns não muito populares.

    JJJ
    Veterano
    # jul/15
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    lhblhb
    Segundo ele (não sei o porquê), a mix e master TEM QUE SER FEITAS no protools.
    Disse que fica muito melhor.
    Dá pra obter um resultado melhor do que no Ableton.


    Seguramente, ELE tem mais familiaridade com as ferramentas de mix/master do PT, então, PRA ELE, fica melhor fazer no PT.

    É a única explicação que vejo.

    Mas se alguém me mostrar algum dado técnico que corrobore a opinião desse cara, sou todo ouvidos...

    MMI
    Veterano
    # jul/15 · Editado por: MMI
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    JJJ

    Mas se alguém me mostrar algum dado técnico que corrobore a opinião desse cara, sou todo ouvidos...

    O dado técnico, como disse acima...

    Há 20 anos atrás não existia Reaper nem a maioria dessas DAW. Os estúdios compravam sistemas complexos e dedicados, o que equivale ao Pro Tools HDX hoje. Eram sistemas feitos para rodar exclusivamente no Pro Tools, hardware e software. Isso levou os caras com anos de experiência a seguir com o PT até hoje.

    Ainda hoje em sistemas profissionais existe isso de hardware dedicado (veja, não estou falando de "profissional" tupiniquim, sistemas marromenos feitos no "custo-benefício"). O Pro Tools tem, a Universal Audio tem (e são para Mac), a Apogee faz alguns dos melhores hardwares que são exclusivos para Mac e assim vai, a lista é enorme.

    Dá para sair da dupla Mac + Pro Tools? Claro, existem alternativas. A este nível ainda são alternativas, não são ainda a escolha fácil e da maioria. É diferente do usuário doméstico ou mesmo dos estúdios nacionais que não são gigantes daqui. Quando você está falando de um estúdio que tem, por exemplo uma UA Apollo 8 de reserva, ou só para usar uns excelentes plugins da UA, fica difícil fugir da dupla Mac/PT.

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/15
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    Bem eu sou contra todo tipo de monopólio.
    Quem gosta de monopólio são os americanos, muito embora tenham leis contra isto, permitem a existência deles quando lhes convém.

    Quero mais que a Microsoft, Apple, Google, AVID e outros se explodam.

    Depois vou fazer uma postagem mais específica.
    Estou com a Internet lenta móvel, e não dá para escrever direito.

    lhblhb
    Membro Novato
    # jul/15
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    Valeu a opinião de todos!

    Talvez seja o que o Iversonfr falou.

    Pode ser que o cara faça questão de usar os efeitos nativos do ProTools para mixar.

    Talvez ele entenda que o Ableton não tem efeitos nativos da mesma qualidade que o ProTools.

    Mas pelo que entendi, se o efeito for de terceiros vai dar no mesmo. Questão de gosto.

    Estou perguntando pq eu gosto tanto do Ableton que não quero sair dele pra usar no ProTools.
    Principalmente pq as vezes no finalzinho do projeto eu desejo mudar um detalhezinho que era MIDI, ai eu precisaria voltar para o Ableton, depois exportar de novo, depois abrir no ProTools. Enfim..

    Quero continuar fazendo tudo no mesmo DAW.

    JJJ
    Veterano
    # jul/15
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    lhblhb
    q as vezes no finalzinho do projeto eu desejo mudar um detalhezinho que era MIDI, ai eu precisaria voltar para o Ableton, depois exportar de novo, depois abrir no ProTools. Enfim..

    O PT ainda é assim limitado com relação ao MIDI???

    shoyoninja
    Veterano
    # jul/15
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    Objetivamente, não. Mixar é somar. Um programa de computador que não faz soma direito não serve para nada. Há diferenças na forma como os programas tratam alguns detalhes por padrão, como o panning law, mas isso pode ser alterado a gosto.

    Mas na prática esses programas são muito complexos e fazem BEM mais do que apenas somar, alterando o áudio através de plugins e automação. Há muito o que aprender dentro de cada um, e, mesmo os princípios gerais sendo os mesmos, há diferenças na forma de organizar o trabalho.

    Para alguém que já tem experiência e habilidade no uso de um desses programas (que nada mais é que uma ferramenta), é bastante lógico usar aquela na qual você consegue o melhor resultado. E eu ainda diria que se você pretende aprender através desse seu conhecido, valeria a pena usar o Protools para pegar a forma de trabalho que ele usa da melhor maneira possível.

    Depois você decide se vale a pena transportar isso pro Ableton ou se vai ficar no Protools mesmo.

    Se você vai aprender sozinho, use o que você achar mais confortável.

    lhblhb
    Membro Novato
    # jul/15
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    JJJ
    Acho que vc entendeu errado.

    Disse isso pois eu exportaria em WAV para abrir no Pro Tools.
    Se eu fosse mexer, voltaria no Ableton pra mexer em MIDI.
    Por isso preferiria usar um programa só.

    lhblhb
    Membro Novato
    # jul/15
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    shoyoninja
    Entendido.
    Então estou mais tranquilo.
    Pois minha intenção mesmo é fazer tudo no Ableton.
    É o "mais confortável" pra mim.

    Me dei bem com o programa. Acho bem intuitivo.
    Queria saber se era realmente IMPRESCINDÌVEL eu mergulhar no aprendizado de outra daw.

    Mas pelo que voces estão falando, não é. Vai do gosto.
    Não é isso que fará o som ficar melhor ou pior.

    Ótimo saber isso.

    JJJ
    Veterano
    # jul/15
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    lhblhb

    Ah, tá... que susto... hehehehe

    Adler3x3
    Veterano
    # jul/15 · Editado por: Adler3x3
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    ihblhb

    Fica com o Ableton é muito melhor para midi e em certos em certos aspectos até em áudio.
    É muito mais avançado na questão de midi, que é um dos pontos fracos do Pro Tools.
    O Ableton tem muito mais ferramentas produzidas por terceiros que se encaixam bem no programa., tem centenas de aplicativos que ajudam a criar música, já o PT não tem muita coisa.

    Pro tools com já disse aqui no fórum e mais para os produtores do que para o músico.
    Não é o ideal para se criar músicas, outros softwares tem um melhor workflow.
    Agora a melhor DAW de todas , não é nenhuma, é sim aquela que melhor nos adaptamos.
    E existe o mito do Pro tools, nem tanto pelo seu passado, mas principalmente no Brasil que a rapaziada não cansa de repetir que pro tools é melhor para mixagem e masterização.
    Pro tools é mais indicado para as grandes produções, aquelas que usam hardware dedicado, incluindo aí os efeitos.
    A ilusão que é vendida, que não deixa de ser uma jogada de marketing, é que uma boa mixagem e masterização só pode ser feita no pro tools, o que é uma inverdade.
    Os plugins nativos do Pro Tools são bons, são de qualidade, isto é incontestável, mas existem outros de terceiros que são até melhores.
    Prova disto é que uma boa suíte de efeitos custa mais caro até que uma DAW top.
    Criam falsas expectativas para o músico de home estúdio, que é levado a pensar que somente poderá exportar arquivos para o pro tools se tiver o pro tools, criam na mente do usuário comum, que depois quando a sua banda fizer sucesso, quando enviar arquivos para os estúdios profissionais o pro tools vai fazer falta., quando na verdade o que importa é um bom arquivo de áudio bem gravado
    Fazem o músico de home estúdio pensar que logo logo vai fazer sucesso, e o uso do pro tools é inevitável, como se o músico fosse um fenômeno.
    E se a sorte do sucesso lhe sorrir, saiba que daí você vai ter que rever tudo, rever o seu processo de gravações, e não é só o software, muitas outras coisas vão ter que mudar.
    Claro um dia alguns músicos conseguem emplacar certo sucesso, aí é óbvio que o empresário, o produtor, a mídia de promoção envolvida, vai levar o músico para um outro patamar de gravações, e aí entram os estúdios.
    Agora já os estúdios de médio e grande porte estão dominados pelo pro-tools, pela sua melhor adaptação ao hardware pesado.
    Já para um usuário de home estúdio na minha opinião não é a melhor opção, mais cedo ou mais tarde o usuário vai experimentar problemas, principalmente na questão de compatibilidade de hardware., formatos de arquivos, é o que tenho percebido, vai ter dor de cabeça, e vai gastar mais do que o necessário.
    A AVID produtora do PT esta mal das pernas financeiramente falando, a qualquer momento pode ser comprada, e quando isto acontece muitos produtos caem na obsolescência e são descontinuados, conforme desejo dos novos proprietários.
    E assim atualmente é um risco, você gastar um dinheiro acima do necessário para um home estúdio e depois ficar no prejuízo.
    E as atualizações também custam caro, e cada nova versão do programa é uma dor de cabeça, de uma hora para outra determinados hardware vão parar de funcionar, e muitos outros programas, como plugins e principalmente instrumentos virtuais não vão mais funcionar, e fazer a manutenção de tudo isto custa mais caro ainda.

    Outra DAW

    Você até pode usar outras DAWs, e aproveitar o que cada uma tem de bom, instrumentos e efeitos nativos, e outras ferramentas exclusivas, e exportar e importar, e finalizar o trabalho em uma de sua preferência.
    Na essência as DAWs com tradição no mercado tem basicamente os mesmos recursos e ferramentas, o que muda é a "gui", interface visual, umas mais intuitivas outras nem tanto,algumas mais pesadas, outras mais leves.
    O Ableton é mais indicado para a pura música eletrônica e pop em geral, mas dá para fazer qualquer estilo.
    Já na música clássica o Cubase é imbatível, além de servir também para qualquer estilo, tem muitos recursos, camadas e camadas de edição, e também tem muitas ferramentas de terceiros que se agregam, que são extremamente úteis e facilitam o trabalho do músico, coisa que não acontece no pt (sigla) que pode ser muito útil e ter ferramentas para os produtores.

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