Que efeitos usar na masterização e mixagem...

    Autor Mensagem
    Warrel Dane
    Veterano
    # jul/06


    esse topico seria para o pessoal dar opiniões sobre o que usar (plugins , programas , e se possivel por o link para baixa-los) ou nao na masterização...

    e ja deixo uma pergunta:
    usar compressor na master na hora de mixar ou so limiter???

    Jabijirous
    Veterano
    # jul/06
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    eu costumo fazer o seguinte, na hora de mixar eu boto um limiter na saida da placa, diminuo 6db em todos os canais, e geralmente um compressor em alguns tracks e no final compressor na musica toda, eu falei bem reduzidamente hehehehe

    victor m3t4l
    Veterano
    # jul/06
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    você poe esse compressor na faixa toda com que caracteristicas? ouvi dizer que não é muito legal por compressor na mix inteira.

    Jabijirous
    Veterano
    # jul/06
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    depende da musica!! se for musica erudita nem pensa em por senao tu acabada com a dinamica!! agora se for um rock tasco compressor :P

    pernoca
    Veterano
    # ago/08
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    ola pessoal. toda e qualquer musica em mixagem precisa de gate comp. etc para uma boa mixag. pois mixagem é a base de tudo.
    pois se vc mixar errado quando for masterizar aquele erro vai realçar mais ainda. pois se vc quer ajuda pode me perguntar. msn studiobmaster@hotmail.com. temos conhecimento sobre
    produção
    mixagem e masterização. e outros no nuendo

    davide
    Veterano
    # jul/10
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    pernoca

    gostava muito que vc me desse umas dicas pois eu pretendo fazer uma mixagem e estou no 0

    Tulio Estevam
    Veterano
    # jul/10 · Editado por: Tulio Estevam
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    Masterização.
    utilizo primeiro um equalizador, depois o X-hum da waves pra tirar aquelas frequencias da mix (fica bem mais limpo), em seguida um compressor paramétrico bem de leve, só aí é que uso um limiter, dependendo de como a mix vai soar é que eu vou limando mais ou não, pra terminar um compressor multibanda.

    mas isso é o jeito 'padrão' digamos, dependendo de como tua mix esteja você vai ter que inovar alterando a ordem e quem sabe até colocando mais plugins no meio.. já cheguei a usar reverb na masterização (alguns usam) porque no caso a mix tava muito seca (gravação velha, não foi eu quem mixou), tem gente que usa stereo enhancer pra mix ficar mais aberta (não curto muito não), mas assim a ordem é mais ou menos essa - redutor de ruídos (se optar por utiliza-lo), EQ, stereo enhancer, compressor multibanda e por fim limiter.. eu uso compressor multibanda depois do limiter, mas aí vai de gosto..

    Mixagem.
    O mais importante é você se achar dentro da mix, ou seja, saber exatamente qual som você tá procurando, pois na produção não existem regras a serem seguidas, você deve ir procurando seu som, vai tentando, testando plugins, fazendo de tudo.. mas antes disso ainda aconselho aprender a utilizar cada plugin e saber suas funções, feito isso vai ficar bem mais fácil mixar e 'masterizar'.

    Beto Guitar Player
    Veterano
    # 14/nov/19 10:12 · Editado por: Beto Guitar Player
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    Revivendo esse tópico dasantiga, gostaria da opinião do pessoal que faz mixagens e masterização.

    Vocês costumam trabalhar esses dois processos separadamente (mixam, geram um arquivo em WAV e depois importam numa DAW para masterizar) ou na própria mixagem "queimam" um arquivo já masterizado?

    É possível fazer da segunda maneira citada? Existem "contras" em fazer desse jeito?

    Obrigado!

    acabaramosnicks
    Membro Novato
    # 14/nov/19 10:41
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    Beto Guitar Player
    Matheus Starling fez uma vez uma boa analogia.

    Pensa que vc vai pintar uma parede. Tem que tirar a tinta velha com espátula, depois tem que lixar a parede, depois tem que passar massa onde precisar, lixar a massa, forrar tudo antes de tudo o que foi dito, pintar, fazer o recorte, e dar outra demão.
    Pensa que em cada parte do processo, se vc faz bem feito, a próxima etapa fica mais fácil. Se vc passa massa com cuidado e capricho, fica mais fácil na hora de lixar.

    Da mesma maneira, equipos bons e técnicas boas facilitam uma boa gravação, uma trilha bem gravada facilita a mixagem, e uma boa mixagem facilita a master.
    Sim, é possível fazer a master junto com a mix, mas não é aconselhável. Na verdade, tem várias pessoas que taca uns plugins na saída da mix pra fazer meio que uma "pré-master".
    Uma das premissas da master, na minha visão de bosta, é que outra pessoa, com outros equipos, outras idéias, outra visão, outra sala, e outras referências, deveria fazer a master para deixar o som o mais finalizado de maneira "democratizada" possível.

    Lembre-se que hoje existem algoritmos baratos que fazem a master pra vc.

    Beto Guitar Player
    Veterano
    # 14/nov/19 11:08
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    acabaramosnicks

    Entendo. Sempre pensei que a master deveria ser feita separadamente também porque será outro momento e você poderá ter outra "visão" da música.

    Lembre-se que hoje existem algoritmos baratos que fazem a master pra vc.

    Você acha que compensa usar ferramentas como LANDR, por exemplo?

    The Man Who Sold The World
    Veterano
    # 14/nov/19 12:46
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    Beto Guitar Player
    as vezes quando eu trabalho com uma estética sonora que não me é muito familiar ou um estilo musical novo pra mim, coloco a referencia do lado do mix bus e nele ja coloco um limiter e um equalizador, puxando algumas coisas, só pra ter uma noção de como vai soar após a master e se de alguma forma se assemelha à referencia, depois eu tiro tudo e vou masterizar outro dia, tendo outras ideias, ainda com a referencia do lado

    em um trabalho mais "comum", eu coloco no mix bus apenas o que eu gostaria de manter no processo de mixagem, e sempre tendo a referencia ao lado, e ai mais uma vez, dou um bounce e masterizo em outro dia, outro projeto no pro tools, SEMPRE com a referencia do lado, dando aquele A B

    acabaramosnicks
    Membro Novato
    # 14/nov/19 13:03
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    Beto Guitar Player

    Você acha que compensa usar ferramentas como LANDR, por exemplo?

    Veja por si próprio. O plano gratuito deixa vc fazer duas masterizações por mês sem custo. Na pior das hipóteses, vc testa e vê que não ficou bom pra vc, é de graça mesmo... de qualquer forma, eu acho que o mais barato custa tipo 5 dólares por mês, o que dá uns 20 conto.

    Ismah
    Veterano
    # 14/nov/19 23:44
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    Beto Guitar Player
    Você acha que compensa usar ferramentas como LANDR, por exemplo?

    Se você não tiver muita ideia do que está fazendo, é melhor passar pra isso mesmo. O contra é que sai algo empacotado, tipo "Mc Donaldo"... Então toda música vai soar com uma master ligeiramente parecida.
    Às vezes é a intenção, mas às vezes não é. Depende onde se quer chegar, e o quanto podemos di$por para isso.

    Sempre pensei que a master deveria ser feita separadamente também porque será outro momento e você poderá ter outra "visão" da música.

    Mais por fadiga auditiva mesmo...

    Casper
    Veterano
    # 16/nov/19 20:16
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    Fiz uns testes com LANDR:

    https://forum.cifraclub.com.br/forum/16/330008/

    Ismah
    Veterano
    # 17/nov/19 02:44
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    Mas e aí... TU gostou do resultado?

    Casper
    Veterano
    # 17/nov/19 05:48
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    Caro Ismah:

    O LANDR não conseguiu resolver o problema
    do grave "sangrando" na mixagem, coisa que
    eu resolvi na minha masterização porca, portanto
    eu preferi meus próprios resultados.

    Continuo achando que a Masterização depende
    (ainda) do fator humano.

    Ismah
    Veterano
    # 17/nov/19 22:10
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    Não consigo pensar o que seriam graves sangrando, a menos que alguém deu uma facada no baixista... rs

    Brincadeira a parte... O grande ponto é uma coisa que quase me trucidaram quando falei: usem HPF! Sem medo, e até no bumbo, se facilitar.
    Acredito que quando se diz "cortar", as pessoas imaginem que seja realmente como cortar uma fatia de pão, onde se tira aquilo. Só que na real, existe uma atenuação, que vai aumentando em função da frequência - o quanto que vai diminuir o nível, é o roll-off do filtro...
    Eu gosto de 3 dB/oct, ou 6 dB/oct, que é mais que suficiente pra mixagem... Tem quem use 6 dB/oct, em função da diferente rotação de fase, mas eu não ligo muito pra isso. Finjo que no filtro ela não existe - apesar de que existe, e mexe com o timbre...

    E em geral, é subir os volumes, e quando se põe o HPF a linha que soa meio embolada, já fica muito mais limpa... E claro, se falta definição, o médio e o grave já estão "flat", é hora de puxar agudo... Ainda estou aprendendo a lidar, mas o shelf é muito massa pra isso... Bagunça pouco a fase, e trás uma região grade de frequências pra cima...

    Quanto mais baixa a frequência, maior o seu comprimento de onda. Duas ondas somam alguma coisa, se estiverem até ¼ de λ ou 90 º fora de fase.
    Isso significa que para 100 Hz, cada oscilação completa (180 º) é 1 s / 100 Hz, aka 0,01 s ou 10 ms... Qualquer coisa que estiver emitindo 100 Hz com 10 ms de diferença em relação a referência, vai acoplar...
    Ainda pior, vai causar algum tipo de comb filter acima, que cria uma perda... E não tem o que fazer, precisamos lidar com isso! Só que além de mais graves, temos menos médios e agudos... :(

    Quase todos os instrumentos, emitem 100 Hz, pois é uma nota bastante central... E de 100 Hz pra baixo, só vai aumentando a diferença de tempo pro acoplamento perfeito (0 º ou em fase), que dá +3 dBV... Se não for perfeito, de 0~90 º, vai dar algum ganho. De 90 a 180º, está fora de fase, e rende uma perda de -3 dBV, e é caso de inverter a polaridade pra colocar em fase o sinal.

    O fato é que HPF é o melhor amigo numa mix. Já cortava bem alto a maioria das coisas, e fui vendo que muitas vezes ainda é necessário mais alto. Varia com o timbre, mas em geral corto na segunda harmônica da nota mais grave...

    Guitarras de 6 cordas, afinada em std E, o HPF tá 160 Hz mais ou menos... Baixo 4 cordas, afinado em std E, o HPF tá em 80 Hz. 5c, em 60 Hz. E aqui ainda costumo inserir um eq dinâmico (se dispôr) com -6~10 dB na freq do bumbo, disparado pelo sinal do bumbo. E geralmente pelo sinal de uma ou duais oitavas acima - se for um som muito pesado, disparo pelo click do pedal. Ao vivo não vira, aí faço um buraco de seus -6 dB mesmo.
    Vozes varia do timbre, mas já teve casos que cortei em 132 dB, porque o cara cantava num Beta57, e casos que cortei em 200 Hz, porque era mic chinelão, que não tinha nada de agudos...
    Tambores, salvo o bumbo, corto uma oitava abaixo da fundamental...
    Teclado é o mais complicado, dado a extensão e possibilidades quase infinitas... Depende como é usado... Esse é um dos que mais mecho ao vivo, a menos que ele faça algum apoio bem basicão...

    Testa aí Casper, e faça um teste A/B depois...

    Beto Guitar Player
    Veterano
    # 18/nov/19 08:18
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    The Man Who Sold The World
    coloco a referencia do lado do mix bus e nele ja coloco um limiter e um equalizador, puxando algumas coisas, só pra ter uma noção de como vai soar após a master e se de alguma forma se assemelha à referencia, depois eu tiro tudo e vou masterizar outro dia, tendo outras ideias, ainda com a referencia do lado

    A referência é basicamente alguma música com sonoridade semelhante, correto?
    O ideal é trabalhar com wave ou um mp3 serve? É meio complicado encontrar músicas por aí com qualidade flat, a não ser tirando direto do CD.

    acabaramosnicks
    Veja por si próprio. O plano gratuito deixa vc fazer duas masterizações por mês sem custo. Na pior das hipóteses, vc testa e vê que não ficou bom pra vc, é de graça mesmo... de qualquer forma, eu acho que o mais barato custa tipo 5 dólares por mês, o que dá uns 20 conto.

    Eu testei essa versão gratuita, mas o resultado é um mp3 bem mais ou menos. Acredito que o resultado de qualidade melhor, só pagando um plano.

    Casper

    Eu li esse tópico e ouvi suas composições masterizadas pelo LANDR. Inclusive, foi por causa desse tópico que comecei a pensar em usar esse sistema.

    Ismah
    Se você não tiver muita ideia do que está fazendo, é melhor passar pra isso mesmo.

    Pois é, esse é justamente o ponto. Eu não tenho muita noção nem de mixagem, nem de masterização. Gostaria de usar esses sistemas automáticos para poder entender o que foi feito e daí poder usar isso como um caminho para eu aprender.



    Abrindo uma pergunta geral, o Ozone da iZotope tem um sistema de master automático. Seria algo semelhante ao da LANDR ou melhor/pior? Alguém já testou?

    Ningen
    Veterano
    # 18/nov/19 10:40 · Editado por: Ningen
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    Beto Guitar Player

    Depois do Ozone nunca mais usei o LANDR. A última versão permite que você antes da "master automática" personalize o tipo dos módulos (modern/vintage), loudness e EQ (inclusive carregando uma faixa como referência) e o destino (streaming/cd), e claro, mesmo depois da parte automática, que é só um ponto de partida, te permite fazer outros ajustes que você julgar necessário, coisa que, até onde eu sei, o LANDR não permite.

    Ismah
    Veterano
    # 18/nov/19 10:50
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    Não é questão de melhor ou pior, é questão de resultados diferentes.
    Quanto a ter noção, é questão de prática mesmo e não parar de estudar. É preciso testar cada ideia, e ver o que funciona e o que não funciona...
    Evidentemente, eu aqui, convivo com isso todos os dias, e tenho o tempo livre em função do ofício, pra conseguir me dedicar. Então é um tanto mais fácil e rápido pra mim, mas não serve... E ainda é lento, se pesar contra alguém que faz isso TODOS os dias, vivendo em ambiente de estúdio e/ou mix de PA, com mais frequência que euzito.
    Ainda assim, não é motivo para desistir, o Paulo Anhaia tem várias sequências de vídeos com dicas, e de maneira gratuita...

    Como exercício, mixo desde 2017 uma mesma música, gravada com o que tinha, e com uma execução bem mais ou menos... Está na versão 13.1, ainda que já achei bom quando comecei na época, hoje está absurdamente melhor...

    Casper
    Veterano
    # 20/nov/19 10:49
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    Caro Ismah:

    Filtro passa altas é uma ferramente fundamental,
    concordo que deve ser usada sempre. O foco
    da mixagem melhora, evita problemas de grave
    embolado...

    Caro Beto Guitar Player

    Ozone da iZotope é uma ferramenta muito boa.
    Se tiver uma interface decente e bons monitores
    de referência, se consegue fazer um trabalho
    bem correto.

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