Gravei o meu segundo álbum. Quarentenem comigo!

    Autor Mensagem
    Filippo14
    Veterano
    # 01/mai/20 12:22


    Fala pessoal, tudo bem?

    Trabalhei quase 2 anos nesse novo álbum, mas finalmente ficou pronto. Ele está disponível em praticamente todas as plataformas.

    Se puderem, compartilhem, ouçam, comentem hahahah.

    Link do Spotify

    Para quem não ouviu o primeiro álbum, segue o tópico anterior:

    Link do post no fórum do primeiro álbum





    Se puderem, depois comentem e me falem o que vocês acham.

    Grande abraço,

    tito lemos
    Veterano
    # 01/mai/20 17:11
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    Como assim? Rock Progressivo? Irmãos Busic? Fábio Laguna? Que intro muito louca é essa?

    Impressões iniciais, ouvindo aqui algo que promete ser grande.

    Filippo14
    Veterano
    # 01/mai/20 18:47
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    tito lemos

    Hahahahahha é o pessoa que tocou junto comigo é excepcional. Pessoal toca demais. Não sei se eles tavam habituados a tocar esse tipo de som, mas acho que o resultado ficou muuuuito bom.

    Me fala depois o que você achou. Fiquei curioso, hehe.

    Abração

    Del-Rei
    Veterano
    # 01/mai/20 18:58
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    Filippo14
    Fala, cara!!
    Bem legal o trabalho! Me pareceu muito bem produzido (embora eu seja extremamente leigo nessa parte técnica).

    Particularmente, nunca fui muito fã de progressivo ou músicas instrumentais longas mas, independente de gosto, dá pra notar que foi gravado por bons músicos e o resultado ficou ótimo dentro do estilo que se propõe.

    Parabéns! \o/

    Um aceno de longe!!!

    Lelo Mig
    Membro
    # 01/mai/20 20:49
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    Filippo14

    Marcando prá ouvir com calma!

    Filippo14
    Veterano
    # 02/mai/20 11:09
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    Del-Rei

    Valeu cara! Realmente deu bastante trabalho para produzir e arranjar as coisas, não que eu tenha feito tudo, teve produtor e os músicos tiveram uma baita liberdade para colocarem a cara deles no som, mas ainda assim deu bastante trabalho.

    Muito obrigado mais uma vez.

    Abração

    Filippo14
    Veterano
    # 02/mai/20 11:10
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    Lelo Mig

    Po, pelo que eu já li sobre seus comentários de prog nesse fórum, fico lisonjeado que você ouça, pois manja demais, muito mais que eu para ser bem sincero.

    Grande abraço.

    makumbator
    Veterano
    # 02/mai/20 11:16
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    Filippo14

    Ficou bem legal! Parabéns!

    Lelo Mig
    Membro
    # 02/mai/20 11:59
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    Filippo14

    Com certeza vou ouvir e comentar... to meio ocupado esse final de semana (namorada fazendo mudança)... e não quero ouvir em foninho.

    Mas vi a ficha técnica lá no Youtube; irmãos Busic, Fabio Laguna... você tá esnobando a ralé FCC....kkkk

    Abraço

    LeandroP
    Moderador
    # 02/mai/20 13:53
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    Filippo14

    Sonzera, mano! Ouvindo e curtindo um por um!

    Casper
    Veterano
    # 02/mai/20 16:10
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    Caro Filippo14:

    Belo trabalho! Parabéns!

    Filippo14
    Veterano
    # 02/mai/20 17:37
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    makumbator

    Valeu cara, muito obrigado!!


    Lelo Mig

    Sem problemas, quando puder ouvir, será um imenso prazer!!!

    LeandroP

    Po, agradeço, que bom que gostou também. Fico feliz com esse pessoal das antigas aqui do fórum falando que gostou hahaha.


    Casper

    Idem cara, muitíssimo obrigado, fico imensamente feliz.


    Abração

    LeandroP
    Moderador
    # 04/mai/20 08:33
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    Filippo14

    Suas composições são muito bonitas, muito bem elaboradas e executadas.

    Filippo14
    Veterano
    # 04/mai/20 13:01
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    LeandroP

    Po cara, fico muito feliz que você tenha gostado. Muito obrigado.

    Abraço

    Filippo14
    Veterano
    # 05/mai/20 23:30
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    Dando aquele up e já aproveito para dizer que ta no soundcloud, caso alguém queira ouvir por la.

    Euforia dos Egos no Soundcloud

    Abração

    Lelo Mig
    Membro
    # 20/mai/20 00:07 · Editado por: Lelo Mig
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    Filippo14

    Bom, falei que ia ouvir com calma e atenção... e fiz.

    Baianna - Gostei bastante. Um prog com uma pegada brazuca/nordestina de bastante bom gosto. Têm uns clichês inevitáveis do prog clássico; não é uma crítica, minhas composições também têm... é que o "Yes" fez uns estragos, umas armadilhas que ninguém consegue escapar...rs, (se até o Dream Theater não se desvencilha delas, que dirá nós...rs). Mas tudo de muito bom gosto, solos agradáveis, eficientes sem firulagem desnecessária.

    Euforia dos Egos - Progzão clássudo. Na linha clássica de Prog Sinfônico, boa composição, bons arranjos e intervenção dos instrumentos. Muito bom.

    Considerações Gerais: Você seguiu com muita capacidade, no bom sentido, o manual do Prog... deve estar ouvindo muitas coisas hein, guri? É um gênero complexo, difícil manter a qualidade ao longo da música. Compor fora do formato padrão canção pop/rock tradicional é muito difícil, só nos damos conta quando metemos a mão na massa. O processo de composição é muito diferente, só quem mexe com prog sabe o quanto é doloroso e longo todo trabalho de composição e arranjos.

    Os timbres estão bons, equalização e mix bem legal, tudo bem gravado e com sonoridade boa e límpida.

    Parabéns, trabalho muito acima da média.


    Obs: Cara, o Brasil nunca teve mercado para Prog, mas na gringa têm. Não sei qual são suas ambições, mas caso ambicione, pelo menos tocar seu álbum nos círculos progs, com certeza você consegue. Os gringos adoram prog brazuca, principalmente quando há elementos regionais.

    Uma curiosidade:

    É notável que você segue uma linha de prog mais "delicada" muito comum de meados dos anos 70 a meados dos 80.

    Foi uma coincidência? Sem querer? Ou é uma predileção?

    Filippo14
    Veterano
    # 20/mai/20 13:10
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    Lelo Mig

    Fala Lelo, tudo certo? Que legal que você ouviu e gostou, fico muito feliz.

    Indo por partes:

    Baianna: Realmente essa do álbum inteiro é a que soa para mim a mais original, mas ainda assim mantem seus clichês, que na minha concepção são legais e hoje em dia, graças ao Yes (que sou fã demais) acabaram ficando meio estigmatizados. O legal é que em nenhum momento eu tentei soar como o Yes, por mais que eu quisesse muito, então talvez essa influencia tenha entrado meio por osmose dentro do som, o que para mim é fantástico.

    Euforia dos Egos: Você achou ela bem sinfônica? Que legal, eu, talvez por desconhecimento, não consigo colocar o álbum em nenhuma categoria de prog, para mim soa muito diferente de Genesis e Yes, mas de fato, ouvindo agora de forma mais critica, ela tem muitos pontos sinfônicos e o final para mim é quase uma homenagem descarada ao Division Bell, que não se encontra nessa categoria, mas mantem esse lado menos tenso/torto e segue uma linha mais suave

    Considerações Gerais: Realmente eu tenho ouvido bastante coisa hahahah. De prog o que eu mais me interesso é prog sinfônico mesmo. Atualmente eu tenho dado mais preferencia aos anos 60-70 do Genesis que a Yes, mas isso muda constantemente, é só que o "Trespass" e o "Selling England by the Pound" tem mexido mais comigo hoje em dia do que o "Fragile", "Rituals", "Close to the Edge", por exemplo. Mesmo assim, acho que a música "Close to the Edge", principalmente aquele meio totalmente imersivo foi o que eu mais almejei atingir no álbum, sem sucesso obviamente.

    Quanto a parte de composição, realmente foi um desafio para mim. Pegando o primeiro CD, ele soava muito mais jazz/fusion e batia na trave as vezes no prog, tem duas músicas somente que para mim poderiam entrar nesse cd, que é a "Ondas" e "Solitário". Para mudar de patamar e ficar prog, eu parei de pensar em ideias mais retas e comecei a experimentar coisas, pensar mais no "por que não?" e menos no "por que sim". Outra coisa que eu brinquei bastante também foi nas fórmulas de compasso. Muitos dos riffs intercalam formulas de compasso diferentes. Inclusive o início da "Euforia dos Egos" é uma polirritmia simples, mas acontece. Acho que isso da uma dinamica e variedade boas, ainda mais para um som totalmente instrumental.

    Uma coisa que eu fazia no processo de composição foi pegar trechos totalmente diferentes e compor algo que ligasse esses 2 trechos especificos, nem que fosse barulho, chiado, som de baleia (synths), som de sino na guitarra, varios delays combinados, enfim, testava as texturas e no fim sempre saia alguma coisa.

    Mais uma vez, muito obrigado por ter curtido o som, fico muito feliz. Já vi você falando de prog aqui no fórum e já saquei a milênios que você ouve e conhece muito do estilo.

    Quanto aos próximos passos, eu tava até pensando em fazer uns shows para tocar o álbum e alguns covers, mas a pandemia deu uma segurada nessa ideia, vamos ver nos próximos meses se da algum jogo.

    Aprofundando mais na linha de prog que eu segui, foi meio sem querer, mas eu de fato gostou muito do prog dos anos 70 e um pouco dos anos 80. Como falei antes, Yes e Genesis para mim são os pontos altos e inacessíveis do prog, de resto, dos 70-80, e gosto muito de PFM, Pink Floyd e ELP, mas obvio que ouço bastante King Crimson, Gentle Giant, etc. Em relação aos anos 80, acho que você sentiu isso por alguns pontos. Gosto muito de balada anos 80 (próprio Genesis tem aquela "Follow You, Follow Me" que eu acho fantástica) e smooth jazz (Larry Carlton), então acho que isso acaba entrando na sonoridade também. O timbre pode ter influenciado bastante também, pq usei um Marshall JMP-1 em boa parte das gravações, não sei se você conhece, mas era um pré em formato de rack que surgiu nos anos 80-90 se eu nao me engano, então talvez você tenha sentido isso.

    Acho que uma das influências mais relevantes que eu tentei colocar nas composições e que pode ser resposavel por essa delicadeza é o Milton. Para mim ele e o Tom Jobim são os maiores compoitores e músicos que já pisaram no Brasil. Tanto que a música "De Minas aos Mares de Netuno" é dedicada ao Milton. A cadência do início é praticamente "Tudo que Você Podia Ser" repaginada. Bebi muito dessa fonte em todas as brincadeiras com violão de nylon, tentativas de soar brazuca e loucuras timbristicas.

    Enfim, falei demais, mas fiquei muito feliz que você gostou.

    Abração

    Lelo Mig
    Membro
    # 20/mai/20 14:00
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    Filippo14

    Eu "percebi" a figura de Genesis, Yes e Pink Floyd, mas de forma alguma me incomodou ou é um problema, absolutamente. É o DNA do prog, é como ouvir rock pesado e não remeter ao Sabbath, não têm como. Mas, você se saiu bem, muito bem, porque não "parece com"... em alguns momentos "remete a", o que é bem diferente.

    Quando citei as "armadilhas Yes", vou explicar melhor: É difícil compor prog. Só nos damos conta, quando começamos a dar forma. Manter o nível numa canção que não é constante (como um hard rock), é trabalhoso. Precisamos fazer a coisa ondular, manter altos e baixos, mas os momentos "baixos" precisam ser bons, e isso complica tudo porque se é bom no momento baixo, precisa ser ótimo nos altos.

    Por conta dessa dificuldade, quase todo mundo que compõe prog (é meu caso, não sei se o seu), compões bons "pedaços de música" e depois vai costurando estes retalhos para formar uma só peça.

    E, é justamente essa costura, em que a melhor solução, ou pelo menos a que mais influenciou, foi dada pelo Yes. Aí, muitas vezes a gente usa uma costura "Yes", mesmo sem querer, pela eficiência. (acho que você captou minha "viajada"...rs).

    Mas, repito, não há problema, nem é demérito... pelo contrário, você se saiu bastante bem, onde a maioria se dá mal.

    Com relação a "delicadeza e sonoridade anos 80", na verdade me remeteu ao Marillion, Pallas, Illuvatar, Pendragon... estas bandas do movimento Prog 80. Mas, você citou o timbre, pode ser um pouco disso também.

    Quanto ao Milton, gosto bastante e a influência prog é muito forte no pessoal do Clube da Esquina. O primeiro álbum do Beto Guedes, A Página do Relâmpago Elétrico (álbum que gosto muito) é praticamente um álbum prog, e a delicadeza conseguida é sensacional.

    Mas, estas citações de influências e outros artistas é no sentido de referências, mapear o trabalho, não naquele argumento "parece com..."

    Seu trabalho é bastante autêntico. Gostei bastante.

    Filippo14
    Veterano
    # 20/mai/20 14:39
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    Lelo Mig

    Com certeza, fica tranquilo que em nenhum momento ofende dizer que remete a Yes ou que é identico, seria até um elogio. Eu mesmo não tentei copiar, mas ouvi e busquei bastante esse tipo de sonoridade.

    De fato, na hora de compor, eu penso da mesma forma. É justamente isso de costurar mesmo. Eu mesmo tinha alguns riffs e temas meio jazz e tentava costura-los para formar alguma coisa unica. E de fato esses momentos mais baixos, com texturas, barulhos, chiados e afins sao formas "simples' de costurar tudo. Abusei demais disso mesmo, como todo mundo.

    Essas bandas eu assumo que ouco muito pouco, ja ouvi falar de varias, mas ouvir efetivamente eu nao ouvi muito, inclusive anotei aqui para dar uma ouvida depois.

    O timbre em geral do album ficou muito "limpo". Gravei tudo praticamente sem MIDI (somente as duas Epifanias que são praticamente 100% MIDI), mas de resto, 100% instrumento, com amp de verdade, pedal de efeito (guitarras foram todas para a mix já com delay, reverb, chorus...). Contudo, não consegui mixar em nenhuma mesa analogica por que eram muitas tracks por musica, sendo que algumas musicas passaram de 100 tracks e isso gerou a necessidade de mixar in the box. Se tivesse dado para usar uma SSL que tinha no estudio que mixou, acho que daria para deixar o som mais podrao e manter a sonoridade mais setentista.

    Em geral para mim, Milton é bem progressivo, Clube da Esquina, Minas, Geraes, Milagre dos Peixes, todos são totalmente conceituais e tentei me basear bastante, aquelas musicas curtas no violão foi justamente para tentar pescar alguma coisa desse som.

    Mesmo a ideia de "Epifania pt 1" "Epifania pt 2" eu tirei de "Saidas e Bandeiras n1 e n2". Gosto muito disso do prog de pegar alguma coisa que aconteceu em algum outro momento distante do álbum e reapresentar s vezes com outra roupagem em outro momento. Sinto que isso eu não soube fazer tão bem, tentarei inclusive deixar o proximo álbum mais conceitual.

    Abração

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