Quando o fetiche progressista em se afeiçoar por bandidos vai longe demais

Autor Mensagem
Wild Bill Hickok
Membro Novato
# 09/mar/20 11:27 · Editado por: Wild Bill Hickok


A bola da vez é a detenta trans Suzy Oliveira, presa em Guarulhos há 8 anos sem nunca ter recebido uma visita. O caso chamou a atenção sob a narrativa de que a mesma havia sido abandonada em razão da sua identidade de gênero, o que gerou uma óbvia comoção em muita gente dentro e fora da bolha de esquerda. Eu mesmo, sem dar muita atenção, visualizando por cima a noticia em primeira instancia achei a causa super legítima, com a ressalva de que não tivesse sido um crime hediondo (no Brasil a maioria das pessoas são presas por crimes "leves" ou tráfico/contrabando, que são crimes sem vítima). Em poucos dias, Suzy recebeu centenas de cartas e presentes, alem da visita do Dr Drauzio Varella com direito a uma reportagem que foi ao ar no Fantástico no último domingo.

A polêmica se deu quando veio a tona o delito cometido por Suzy: presa por estuprar e estrangular uma criança. Após esse fato ganhar destaque alguns se indgnaram, e outros partiram pro típico comportamento bizarro de progressista idiotizado lacrador do twitter: negando os fatos e acusando de "transfobia" as mesmas pessoas que em primeira instância se solidarizaram com o caso. A grande ironia foi ver a esquerda progressista abraçando uma estupradora/pedófila em nome de uma ideologia forçada de inclusão. Agora eu te pergunto: como seria a reação destas pessoas em primeira instância caso o abandonado fosse alguem que nao se encontra na agenda idológica? Haveria comoçao a ponto de se solidarizar com o abandono dos familiares do indivíduo antes de checar os antecedentes criminais? Haveria gente tentando passar pano mesmo após os crimes cometidos virem a tona?

Dissertem, ou não.


fontes:
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/03/07/detenta-trans-suz y-ja-recebeu-234-cartas-apos-reportagem-do-fantastico-diz-secretaria-d e-sp.ghtml

https://noticias.r7.com/cidades/detenta-que-comoveu-drauzio-varella-es tuprou-e-matou-crianca-08032020

entamoeba
Membro Novato
# 09/mar/20 12:03
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Wild Bill Hickok

Complicado. Esses grupos mais exaltados da esquerda são quase tão moralistas quanto um direitista médio. Aí, é prato cheio para as contradições.

O Drauzio Varella não errou ao ser solidário com a Suzy, o erro dele foi permitir a exposição midiática da situação. Isso, porque nosso ralé intelectual, e incluo toda a direita nisso, é incapaz de separar as coisas.

Wild Bill Hickok
Membro Novato
# 09/mar/20 12:15
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entamoeba
Ao meu ver essa separação de pessoas por grupos leva a isso aí, onde o "quem" importa mais do que o "o que"

Isso, porque nosso ralé intelectual, e incluo toda a direita nisso, é incapaz de separar as coisas.


O que seria separa as coisas nesse caso específico?

Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 12:18 · Editado por: Lelo Mig
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Wild Bill Hickok

Eu prefiro separar as questões:

O Drauzio é um ícone do "médico de presídio". Seu trabalho com detentos é histórico e singular. E para um médico de presídio, para um cientista, se fulano é macho, fêmea, trans, ladrão, estuprador, assassino e etc, não deve (pelo menos não deveria) fazer diferença. Ele é médico e não juiz. Se sujeito foi condenado, condenado está.

Não me aprofundei no caso, não sei porque Drauzio acabou metido nessa. Ele é funcionário da Globo, não sei até que ponto não teve sua imagem explorada para aumentar a repercussão.

A outra questão é essa merda que a esquerda se tornou.
Essa agenda identitária têm feito a esquerda se dividir em causas cada vez menores e cada vez mais distantes do coletivo.

Ninguém esta preso e esquecido porque é trans, ainda que esta condição piore sua situação (negar o preconceito é impossível).

Mas, se a esquerda se concentrasse no pobre, como foi sua vocação passada, ela atenderia o preto, o trans, a mulher e todos mais, porque a pobreza é o alvo que realmente importa.

Outra coisa que essa gente não percebe e quem vêm crescendo no Brasil é essa propaganda do "sou morador de comunidade e tenho orgulho de morar num barraco fudido e tomar banho na água que os outros cagam e mijam"... esse culto à pobreza. Morador de comunidade tá virando sagui prá artista jogar amendoim e fazer cafuné... "aí que bUnitinho o póbrinho dançando fãnk".

Combater a miséria e investir na educação deveria ser realmente a única pauta a ser abraçada por todos.

JJJ
Veterano
# 09/mar/20 12:18 · Editado por: JJJ
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estuprar e estrangular uma criança

Eu defendo a legalização da pena de morte pra esse tipo de coisa. E independe do gênero do réu.

acabaramosnicks
Membro Novato
# 09/mar/20 12:42
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Antes de mais nada, ouvi dizer que não é verdade que a "Suzy" cometeu tais delitos, os documentos onde constam as acusações são de outra pessoa com nome parecido. Não tive interesse suficiente para aferir nada, então ainda estou sem saber se ela cometeu mesmo ou não tais atrocidades.

O Drauzio Varella não errou ao ser solidário com a Suzy, o erro dele foi permitir a exposição midiática da situação. Isso, porque nosso ralé intelectual, e incluo toda a direita nisso, é incapaz de separar as coisas.

Perfeito.

Ao meu ver essa separação de pessoas por grupos leva a isso aí, onde o "quem" importa mais do que o "o que"

Bem pontuado, isso é um problema grave.

Eu defendo a legalização da pena de morte pra esse tipo de coisa. E independe do gênero do réu.

Isso é polêmico... eu, particularmente acho que tem casos e casos. Eu acho que seria adequada a pena de morte a QUALQUER crime grave em caso de reincidência, "grave" também seria questão de debate, mas enfim... para réus primários, acho que poderia haver pena de morte em casos de crime hediondo quando o mesmo é premeditado e houver prova concreta (circunstancial não vale), e olhe lá.

JJJ
Veterano
# 09/mar/20 12:47 · Editado por: JJJ
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acabaramosnicks
em caso de reincidência

O que significa que mais um inocente deve morrer para que alguém (que já matou antes, de forma cruel e gratuita) seja finalmente banido do nosso convívio?

e houver prova concreta

Claro. Só defendo em casos óbvios e onde não haja atenuante de nenhum tipo. É só pra filho da puta de carteirinha.

acabaramosnicks
Membro Novato
# 09/mar/20 12:50
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Lelo Mig
para um cientista, se fulano é macho, fêmea, trans, ladrão, estuprador, assassino e etc, não deve (pelo menos não deveria) fazer diferença. Ele é médico e não juiz. Se sujeito foi condenado, condenado está.

Isso deveria ser verdade pra praticamente qualquer pessoa em qualquer contexto. Na maior parte dos casos, nem o gênero nem a orientação sex. da pessoa faz diferença alguma em porra nenhuma. Este tipo de preconceito é uma coisa que eu realmente não consigo entender!

Não me aprofundei no caso, não sei porque Drauzio acabou metido nessa. Ele é funcionário da Globo, não sei até que ponto não teve sua imagem explorada para aumentar a repercussão.

Provavelmente juntou a fome com a vontade de comer, mas veja, isso é só um palpite sem muito valor.

A outra questão é essa merda que a esquerda se tornou.
Essa agenda identitária têm feito a esquerda se dividir em causas cada vez menores e cada vez mais distantes do coletivo.

Mas, se a esquerda se concentrasse no pobre, como foi sua vocação passada, ela atenderia o preto, o trans, a mulher e todos mais, porque a pobreza é o alvo que realmente importa.

Concordo. Olha, eu não sou de gostar muito da esquerda de maneira geral, mas pra mim sua maior (e nobre) função era justamente representar a base da pirâmide como um todo ao invés de focar em pontos tão específicos assim.

esse culto à pobreza
Brasileiro parece que acha bonito ser feio, não dá pra entender. Nego na gringa sonega e esconde isso de Deus e o mundo, nem o filho e nem o companheiro sabe, justamente porque é feio. Aqui, parece que quanto mais zé droguinha, quanto mais andar de moto de havaiana sem camisa e sem capacete, quanto mais usar dinheiro "frio", mais daora é.
Eu acho que pode ter a ver com o fato de que enriquecer no br é muito difícil, daí ter dinheiro muitas vezes significa que provavelmente tu fez algo errado, sei lá...

Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 12:58 · Editado por: Lelo Mig
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JJJ

"Eu defendo a legalização da pena de morte pra esse tipo de coisa."

Não dá para idealizar a pena de morte num País como o Brasil, onde playboys tiram rachas com seus carrões importados, matam trabalhador no ponto de ônibus, e nem presos vão.

Por mais que um estuprador de crianças mereça uma pena extrema, não é possível admitir num País como o nosso.

A trans preta e pobrinha seria condenada facilmente a morte, e Roger Abdelmassih que estuprou 37 pacientes... você acha que ele seria condenado a morte?

Veja bem, não perguntei se você acha que ele merece, mas sim se a justiça o condenaria.

Se tiver dúvidas, é porque não dá prá ter pena de morte no Brasil.

acabaramosnicks
Membro Novato
# 09/mar/20 12:59
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JJJ
Há pessoas que são tão atrasadas e primitivas que mal tem noção da cagada que estão fazendo, por isso falei de reincidência e premeditação.
Se vc faz algo errado, por menor que seja, tipo assim: acelera e passa acima do limite de velocidade no finalzinho do sinal amarelo, vc sabe que está fazendo merda.
Eu não sei com que tipo de pessoas tu já teve convivência, mas posso lhe assegurar, tem gente por aí (no br inclusive) que ainda está na idade das pedras, mal sabe diferenciar sexo de estupro. palmada corretiva no filho de linchamento.
Sendo assim, num mundo cor de rosa onde na cadeia as pessoas aprender a ser um cidadão (e ser humano) melhor, o cara entenderia um pouco melhor a cagada que ele tá fazendo, daí ele tem uma nova chance de viver sua vida sem cometê-la de novo.
Normalmente, este tipo de gente primitiva não comete o crime por premeditação, por isso coloquei isso "na conta" também.

lamas92
Membro Novato
# 09/mar/20 13:02
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[i]Combater a miséria e investir na educação deveria ser realmente a única pauta a ser abraçada por todos.

É isso. Per-fei-to.

Entendo o ponto de vista médico de Varella, de não julgar, mas entendo muito mais o ponto de vista e a dor dos pais que perderam um ente querido pelas mãos de uma Suzi. Não tem desculpa pra isso e o pior, não tem reparação.

Então que a Globo não venha defender bandido pro meu lado. Essa não cola..

Wild Bill Hickok
Membro Novato
# 09/mar/20 13:16
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acabaramosnicks
ouvi dizer que não é verdade que a "Suzy" cometeu tais delitos

Balela de cirandeiro. A adm do presídio já confirmou que foram esses referidos delitos mesmo

Wild Bill Hickok
Membro Novato
# 09/mar/20 13:30 · Editado por: Wild Bill Hickok
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Lelo Mig
JJJ
Acho complicado falar em pena de morte num país como o nosso, por mais que eu seja a favor da ideia "humanos são ressocializados, animais são abatidos". Mas pro juridiquês não existe um criminoso "100%" culpado, existe a opinião do juiz. Acho no mínimo complicado aplicar uma pena impossível de ser restituída em caso de equívoco

entamoeba
Lelo Mig
Entendo a questão do código de ética do médico, mas vale ressaltar que neste episódio o Drauzio não estava no exercício de sua profissão, estava lá como um repórter. Não o julgo, mas falo por mim que seria completamente incapaz de demonstrar qualquer tipo de afeto/solidariedade pra uma pessoa que tenha cometido uma atrocidade dessas.

brunohardrocker
Veterano
# 09/mar/20 13:38
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Não digo nada em relação ao Dráuzio, mas pego no pé da redação, dos jornalistas, que não tiveram o cuidado de evitar um pandemônio ao editar uma matéria.

Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 14:03 · Editado por: Lelo Mig
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Wild Bill Hickok

A questão da pena de morte, prá mim é bem simples e definida:

Pena de morte é como aborto; é uma posição pessoal que envolve, além de lei e justiça, questões morais e éticas. E a minha posição pessoal, favorável ou não, não faz diferença prá ninguém.

Então, restaria, única e exclusivamente a "frieza" da lei. O que ela achasse correto numa decisão imparcial e democrática. Um plebiscito.

Contudo, independente de valores éticos e morais eu não confio na justiça brasileira. E se não confio na justiça, não posso colocar nas mãos de quem não é digno de confiança essa tarefa.

Por isso sou contra. Sou contra a pena de morte diante da justiça atual, assim como sou contra a liberação das drogas num Brasil sem estrutura para tal organização.

Sempre digo aqui, o Brasil é uma bosta de País de quarto mundo que acha que é "País em desenvolvimento" e quer discutir assuntos de primeiro mundo, quando não resolve suas questões básicas, como educação, saúde e emprego. Se um dia o País resolver isso, poderá começar a se preocupar com questões como estas.

Wild Bill Hickok
brunohardrocker

Com relação ao Drauzio, ele pode até ter errado ou induzido ao erro... é humano. Dou um desconto "pessoal" porque gosto dele, acho seu trabalho importante, respeito seu posicionamento diante de várias questões, é um cara que esta sempre preocupado em esclarecer um País tão acometido pela ignorância e obscurantismo.

Mas, repito, é funcionário da Globo, né?

brunohardrocker
Veterano
# 09/mar/20 14:10
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Lelo Mig

Uma simples averiguação a mais, por parte da produção do programa, tiraria o deles da reta:

-Por qual crime você foi condenada?

Joseph Conrad
Membro Novato
# 09/mar/20 14:31
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Lelo Mig

Você é uma ilha de bom senso num mar de extremismos poluído por bosta.

Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 14:36 · Editado por: Lelo Mig
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brunohardrocker

"-Por qual crime você foi condenada?"

O pior Bruno, é que eu acho que eles fazem a pergunta. A Globo é tudo, menos fuleira nesse aspecto, ela não é uma das maiores emissoras do mundo à toa. Mas, digo pior, porque eles omitem o que não interessa. Me parece que a coisa é tipo assim:

Quanto vamos "bombar" se omitirmos X? Então divulgue só Y. Aí eles assumem o risco, que geralmente, é vantajoso em prol deles.

Joseph Conrad

Obrigado. Mas acho que as coisas poderiam ser mais simples. Eu tenho um monte de opiniões radicais e até extremas, muitas vezes até brinco com elas aqui. Mas acredito mesmo, que o grande problema é as pessoas acharem que suas opiniões pessoais são importantes para o todo.

O problema não é se achar certo, porque temos que escolher um "norte" a seguir. O problema é achar que os outros estão todos errados e só você detém o caminho da verdade. É o que mais me irrita no ser humano, dificulta tanto a interação e torna a convivência social uma coisa tão dolorosa.

entamoeba
Membro Novato
# 09/mar/20 14:38
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Wild Bill Hickok
O que seria separa as coisas nesse caso específico?

A resposta é a mesma do Lelo Mig.


Entendo a questão do código de ética do médico, mas vale ressaltar que neste episódio o Drauzio não estava no exercício de sua profissão, estava lá como um repórter.

A resposta é a mesma do primeiro parágrafo que escreveu o acabaramosnicks.


JJJ
legalização da pena de morte

É muito mais difícil olhar com distanciamento para um crime contra crianças, mas, do ponto de vista ético, assassinato é assassinato; estupro é estupro. A interpretação de que a idade da vitima é agravante é emotivista.

Não faz tanto tempo, os estupros e a violência contra menores sequer eram punidos no mundo ocidental. O casamento infantil arranjado ainda existe em diversas partes do mundo e a violência contra os mais fracos segue ignorada.

Estupro é asqueroso, mas a nossa indignação também passa por acharmos o sexo um tema sensível. Já tive contato com vitimas que sofreram mais do que o necessário porque as lembranças da experiência são potencializadas pelo terror que a sociedade tem pelo ato.

Lógico que se acontecesse com alguma pessoa próxima, eu iria querer passar o desgraçado no fatiador de frios, mas não posso conceber que o assassinato seja uma política de Estado.

entamoeba
Membro Novato
# 09/mar/20 15:02 · Editado por: entamoeba
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https://twitter.com/AbrahamWeint/status/1236962454111952898

https://twitter.com/AbrahamWeint/status/1236793971810205701

Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 15:03
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entamoeba

"não posso conceber que o assassinato seja uma política de Estado."

Existe um dado tão óbvio, mas tão óbvio, que eu me recuso a acreditar que as pessoas não entendam:

Em todo País desenvolvido, sem problemas de emprego, segurança, moradia, saúde, educação e etc, este tipo de crime violento é exceção, praticado 99% das vezes por pessoas com comprovados problemas mentais, e por serem exceções, podem ser tratados como exceção.

Por coincidência li um artigo estes dias que mostrava o mapa da violência no mundo e na Finlandia, por exemplo, crimes violentos tem um índice baixíssimo, mas muito baixo mesmo.

Porque nasce mais gente "boazinha" na Finlândia?

Porque é tão difícil para a maioria associar a violência a condição sócio-econômica?

Viciado em Guarana
Veterano
# 09/mar/20 15:30
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Um dia eu vou consertar esse país, mas até lá vocês vão ter que aturar essas merda aí. Paciência!

JJJ
Veterano
# 09/mar/20 17:30
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Eu sei que no Brasil é complicado... só pobre seria "candidato" à pena máxima. Como de costume, respeito a opinião de todo mundo, mas me desculpem, eu sou bem radical nesse ponto. Tem certos limites que não podem ser ultrapassados.

Ah, e, pelamor!, não é questão de esquerda ou direita. Já disse aqui e repito: vai assassinar alguém na Coréia do Norte ou na China, pra ver o que acontece... A questão "humanista" me comove, sim. Sou altamente sensível a dramas pessoais.

Mas eu coloco na balança, de forma muito simples.

De um lado uma criança inocente a ser estuprada e morta. De outro, um estuprador assassino. Eu não tenho a mais remota dúvida de que lado eu fico. E não é em cima do muro.

Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 17:57 · Editado por: Lelo Mig
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JJJ

"E não é em cima do muro."

A questão não é estar em cima do muro ou discordar de você, a questão é o peso e medida que se dá as coisas.

Você acha que um bêbado tirando racha em seu Mustang matar uma família no ponto de ônibus é um crime menor?

Nós brasileiros ficamos indignados quando um moleque enfia um revólver na boca de alguém num cruzamento, mas não vemos problema num político que rouba e dependendo do motivo pela qual ele roubou até achamos correto.

Sendo que em termos gerais, coletivo, para a nação, o crime do político é muito mais sério e com muito mais consequências.

O "Tem certos limites que não podem ser ultrapassados" é um limite moral de indignação pessoal. Avaliamos o crime pela emoção e não pela razão. Uma criança morta, é lamentável, mas é uma criança. Uma corrupção, serão dezenas, até centenas de crianças que irão morrer amanhã... mas como não vemos, não sentimos.

Buja
Veterano
# 09/mar/20 17:58
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Ah, e, pelamor!, não é questão de esquerda ou direita.

Me perguntava isso agora. Que tem a ver a melancia com sabao em pó?
O que tem a ver posição politica com opinião emotiva por um assassino pedofilo?

entamoeba
Membro Novato
# 09/mar/20 18:00
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Buja
Que tem a ver a melancia com sabao em pó?



Lelo Mig
Membro
# 09/mar/20 18:02
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Buja

"O que tem a ver posição politica com opinião emotiva por um assassino pedofilo?"

Acho que ele quis se referir a tradição da esquerda de abraçar pautas de minorias e querer defender a tudo e a todos como vítimas da sociedade capitalista.

"Não existe gente má, existem os "capitalistas malvadões" e por causa deles e por necessidade as pessoas cometem atrocidades."

Para direita todo bandido é mal e para esquerda todo mundo é bonzinho.

brunohardrocker
Veterano
# 09/mar/20 18:17
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Viciado em Guarana
Um dia eu vou consertar esse país da Europa,

Buja
Veterano
# 09/mar/20 18:21
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entamoeba

O cara explicou bem

makumbator
Veterano
# 09/mar/20 18:21 · Editado por: makumbator
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Lelo Mig

Um exemplo interessante: li faz pouco tempo no uol uma matéria em que a autora tenta relativizar (aka passar pano) para os crimes da tal suzy. Em uma parte do texto há a comparação entre o crime dela e o do goleiro Bruno. No caso da Suzy há o cuidado de reafirmar que é uma pessoa homossexual, pobre e trans. Mas ao falar do goleiro ela omite da narrativa que ele é um mestiço (não branco) e também de origem pobre e baixa escolaridade, apenas reafirma que se tratava de um homem cis e famoso já na época do crime.

Tenho certeza que se intenção fosse lacrar usando o goleiro Bruno (se o crime cometido por ele fosse outro), haveria o uso das características raciais e de sua origem humilde para reafirmar o discurso. Provavelmente também diriam que ele nunca foi aceito no jet set por ser de origem pobre e não branca, e por isso deveríamos ter mais empatia por ele.

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