Com quantos anos voces foram morar sozinho?

Autor Mensagem
xmarhunterx
Membro Novato
# 28/dez/18 10:53


A saida da casa dos pais foi tranquila?

Lelo Mig
Membro
# 28/dez/18 11:10
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xmarhunterx

Fui morar sozinho, com uns 25 anos.

Morei só por uns 10 anos, depois casei e morei com esposa por 10 anos... me separei e moro sozinho, novamente, há 10 anos também.

Pleonasmo
Membro Novato
# 28/dez/18 11:29
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xmarhunterx
A saida da casa dos pais foi tranquila?

É uma desgraça morar sozinho, você fica sem tempo para tudo. Se você tiver condições de ter uma diarista, a vida é relativamente fácil.
Como não são todos que podem ter diarista, a coisa é complicada: mercado, fazer comida, limpar, lavar, consertar, lembrar de pagar conta e seus hobbies ficam para trás. A solidão também é chata até para quem é introvertido.

Dividir a residencia com uma companhia é bem melhor.

entamoeba
Membro Novato
# 28/dez/18 11:59
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xmarhunterx
A saida da casa dos pais foi tranquila?

Libertadora, até porque fui morar num flat bem bacana, as roupas sujas eram problema da lavanderia e só comia fora ou comprava pronta. Tinha 26, na época a grana tava fácil e tinha bastante tempo livre.

Também experimentei o outro lado, uns anos depois. Grana curta, faxineira uma vez por semana, fazendo o próprio almoço, trabalhando muito, passando muito tempo sozinho, comendo miojo no fim do mês. Aí foi uma bosta.

sallqantay
Veterano
# 28/dez/18 12:21
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Grana curta, faxineira uma vez por semana

20k or GTFO

Black Fire
Gato OT 2011
# 28/dez/18 12:57
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Com 18 eu saí pra estudar em outra cidade, fiquei morando com meu tio, a mulher dele viajava a tranalho uns 20 dias por mês e ele saia toda noite pra jogar baralho. Não sei se conta como morar sozinho.

Black Fire
Gato OT 2011
# 28/dez/18 12:58
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Grana curta, faxineira uma vez por semana
White people problems

Lelo Mig
Membro
# 28/dez/18 16:14
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xmarhunterx

"A saida da casa dos pais foi tranquila?"

Dos pais sim... solteiro, indo para um bom apartamento, com uma situação financeira estável...

Do casamento não... Falido, devendo, quebrado, sai da casa dos sonhos que construí num condomínio fechado, carros zeros na garagem, padrão alto, para ir morar num quarto sala, de fundos, apenas com um colchão no chão... daí para um quartinho, sem janelas, num galpão de fabrica, (porque não tinha como pagar aluguel) que cabia meu colchão e sobrava 30 cm de espaço até a parede. Cheguei a passar fome.

Viciado em Guarana
Veterano
# 28/dez/18 16:24
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Black Fire
Mó vacilo teu tio não te levar pra zona junto.

Lelo Mig
O loco! A mulher levou até o teu emprego?!

Lelo Mig
Membro
# 28/dez/18 16:33 · Editado por: Lelo Mig
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Viciado em Guarana

"O loco! A mulher levou até o teu emprego?!"

Não, pelo contrário.... devo muito a ela. É uma longa história; com a divisão dos bens paguei uma parte de minhas dívidas e ainda continuei devendo. À partir daí fiquei quase dois anos, tentando me re estruturar, quitando dividas com banco; fiquei sem pagar pensão e ela segurou a onda com meu filho, poderia ter me botado na cadeia... (o que talvez não fosse tão ruim perto das condições que eu estava vivendo...rs).

História longa e complexa, deixemos para trás.

Black Fire
Gato OT 2011
# 28/dez/18 16:41
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Viciado em Guarana
Sei lá, ele morreu esse ano. Só história louca. Farei um tópico um dia.

Simonhead
Veterano
# 03/jan/19 14:07
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Lelo Mig
Cheguei a passar fome.

Putz, véi .... I feel your pain! : (

A saída da casa dos pais foi tranquila?

Saí da casa dos pais quando casei aos 25 anos de idade. Filha de colo, aluguel com familiar, apto bem legal. Ganhava pouco, mas estava de boa. Com o tempo, construí casa e esses lances. Até acontecer o divórcio 05 anos e 1/2 atrás. Voltei a morar com a minha mama, tendo os filhos ao meu lado e sob a minha guarda. Esperei o lance da partilha, juntei 01 outra grana, tentei comprar 01 casa (deu errado e a questão está na Justiça). Acabei comprando 01 apto perto da casa da minha mama e moro com os filhos há alguns meses. Só que eu me endividei pra caramba com a reforma do imóvel e estou meio fucked up por agora.

Lelo Mig
Membro
# 03/jan/19 14:40 · Editado por: Lelo Mig
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Simonhead

"Putz, véi .... I feel your pain! : ("



Bom salientar que eu tenho família e amigos, não recorri a eles nesta época por orgulho e vergonha. O que evitaria algumas coisas que passei, de certa forma, desnecessariamente. Por outro lado me deu alguns aprendizados.

É uma sensação indescritível... uma experiência bastante incomum. Aprendi algumas coisas muito interessantes com a experiência:

Antes, quando eu via mendigos e moradores de rua, dormindo durante o dia, eu sempre julgava: "Por isso estão aí fodidos; eu acordando as 6 hs prá ir trampar e os vagabundos dormindo."

Acontece que após uns 4 ou 5 dias sem comer, você começa a ter um sono absurdo... incontrolável. Hoje eu sei que o sono (para proteger o corpo de gastos de energia) e a fraqueza, ocorrem muito rapidamente.

Depois de alguns dias aquela dor de estômago e a sensação de estar forçando o abdômen prá dentro, também diminuem. Por incrível que pareça a vontade de comer também. Mas um dia, em especial, sentei no banco da praça da cidade e uma mulher tomando um sorvete sentou-se perto e eu fiquei olhando aquele sorvete com uma vontade que nunca sentira antes.

Depois, pesquisando, descobri que a necessidade de açúcar é gritante, porque o corpo fica incapacitado de produzir glicose suficiente para alimentar o cérebro em muito pouco tempo.

Você tem uma sensação de "embriagues" constante e nada é muito claro.

E olha que eu não fiquei na rua, não passei frio, nem tinha problemas com bebida ou drogas... Imagino que nestas condições a coisa se potencializa perversamente.

Eu literalmente fui dormir rico e acordei pobre...rs. Cara dinheiro não trás felicidade, mas a falta dele só trás desgraça. É mais fácil ser feliz rico, acredite!

Pleonasmo
Membro Novato
# 03/jan/19 14:55
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Lelo Mig
Dos pais sim... solteiro, indo para um bom apartamento, com uma situação financeira estável...

Do casamento não... Falido, devendo, quebrado, sai da casa dos sonhos que construí num condomínio fechado, carros zeros na garagem, padrão alto, para ir morar num quarto sala, de fundos, apenas com um colchão no chão... daí para um quartinho, sem janelas, num galpão de fabrica, (porque não tinha como pagar aluguel) que cabia meu colchão e sobrava 30 cm de espaço até a parede. Cheguei a passar fome.


Cacete mano, você e o Simonhead me deixam com medo. Costruiram belas casas para depois ter que se desfazer delas no fim do casamento e eu aqui pensando em juntar os trapos.

Lelo Mig
Membro
# 03/jan/19 15:47 · Editado por: Lelo Mig
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Pleonasmo

"Cacete mano, você e o Simonhead me deixam com medo."

No meu caso, minha derrocada financeira, não têm nada a ver com o casamento... apenas agravou uma situação que vinha se sustentando. E minha ex, nada a ver com meu fracasso nos negócios e consequente endividamento.

Na pior das fases, se não tivesse filho, com certeza teria me suicidado... então, de certa forma o produto deste casamento, mesmo acabado, protegeu minha existência.

"eu aqui pensando em juntar os trapos."

Fiquei casado 10 anos e não me arrependo. Minha ex é boa mãe de meu filho, somos amigos até hoje, ela me ajudou muito, mesmo após o término. É uma relação sólida.

Meu problema não ocorreu por conta de mulher... foi um fracasso pessoal.

Se você ama e quer, viva com sua garota... e seja feliz!

Se tá na dúvida... acho que vai fazer merda...rs.

Boa sorte.

Simonhead
Veterano
# 03/jan/19 16:35 · Editado por: Simonhead
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Lelo Mig
Bom salientar que eu tenho família e amigos, não recorri a eles nesta época por orgulho e vergonha. O que evitaria algumas coisas que passei, de certa forma, desnecessariamente. Por outro lado me deu alguns aprendizados.

Véi ... Cê moveu montanhas para não recorrer a sua família e/ou amigos. Hats off to you, no doubt. Não sei se eu faria igual, não acredito que teria a mesma força que lhe moveu a essa escolha. A gente nunca sabe que tem esse poder todo até se deparar com a dificuldade e resolver encarar de frente. Parabéns; pelo aprendizado, pela superação e pela inspiração e eu falo isso de coração.

Depois, pesquisando, descobri que a necessidade de açúcar é gritante, porque o corpo fica incapacitado de produzir glicose suficiente para alimentar o cérebro em muito pouco tempo.

Sei qualé. Em 1993, eu conheci 01 amigo que veio morar em BSB na casa de 01 primo e com promessa de emprego e tudo o mais. Pensa num cara azarado em que tudo deu errado na vida dele. E pensa que o tal primo só fodeu com a vida desse amigo. Toquei com ele por umas breves semanas, mas a amizade se estende até hoje e eu vi esse lance ai da fome e da necessidade de açúcar. No caso dele, fumante, a pouca grana que ele guardou, ele usava para comprar cigarros e diminuir a vontade de comer. Lembro que a gente ensaiava mais vezes do que o normal só para levar o cara na casa de cada 01 dos band mates para o cara ter 01 prato de refeição decente, já que o primo trancava despensa e geladeira para o cara não comer em casa. A gente fazia umas vaquinhas e comprava o básico para ele não morrer de inanição e aconselhamos ele a voltar para casa, mesmo que abandonando o sonho de banda e tals.

Eu literalmente fui dormir rico e acordei pobre...rs. Cara dinheiro não trás felicidade, mas a falta dele só trás desgraça. É mais fácil ser feliz rico, acredite!

Dave Lee Roth assina embaixo esse lance do dinheiro e da felicidade.

Simonhead
Veterano
# 03/jan/19 16:46
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Pleonasmo

Cacete mano, você e o Simonhead me deixam com medo. Construíram belas casas para depois ter que se desfazer delas no fim do casamento e eu aqui pensando em juntar os trapos.

Assim, se você ama e ama de verdade, não tenha medo e nem pergunte demais. Vá e viva e seja feliz e não pense muito em futuro, em 10 anos daqui na frente. Pense no ano que vem, no máximo. Se houver a devida cumplicidade entre você e sua parceira para superar lances como o que o
Lelo Mig descreveu, então nem pense muito e junte as escovas de dente, mermão. E seja MUITO feliz.

Meu caso teve um pouco de tudo; de doença mental até pena e a questão do desapego para com a pessoa com quem eu fui casado - teve muito mais, mas não cabe aqui. Eu tenho a ex esposa com bons olhos e não a culpo por nada. Isso, além de fácil, seria covardia de minha parte. Tá certo que, num 1º momento, o seu fracasso pessoal, o fim de 01 casamento não soa bem e angustia 01 absurdo. Dói na alma, acredite. Dá vontade de apontar o dedo e achar que a culpa só cabe em quem lhe trás a mágoa sentida. Mas daí cê pensa que a vida tem que seguir, que dá para viver de boa e com dignidade e com todas as demais responsabilidades que vem com a nova forma de encarar o mundo (lembre-se que eu fiquei com os filhos), cê vai se encontrando e deixando de temer o dia seguinte, o mês seguinte e a rotina enfim lhe coloca nos trilhos.

Lelo Mig
Membro
# 03/jan/19 17:01 · Editado por: Lelo Mig
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Simonhead

"....não acredito que teria a mesma força que lhe moveu a essa escolha."

Cara, nem sei porque contei essa história aqui... agora já foi.

Mas, não veja como exemplo a ser seguido não meu amigo, muito pelo contrário... não tive força nenhuma e sim fraqueza.

Eu entrei num estado de letargia radical... foi um nocaute e eu não queria acordar mais.

Eu trabalhei muito, fiquei 10 anos sem férias, trabalhando das 8 as 22 hs... prá de repente perder tudo? A única coisa que eu queria era "não trabalhar mais"... trabalhar prá que? de que vale o trabalho? trabalho é coisa de otário, de escravo... esse era meu pensamento, na época, e confesso que a experiência mudou muito minha forma de enxergar o mercado de trabalho.

Diferente dos fortes, que "levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima"... eu fiquei estendido, não tentei e nem queria levantar.

Não há exemplo algum de força não meu irmão, pelo contrário, eu era mais fraco e covarde do que eu imaginava. Sempre fui muito cheio de si, nunca imaginei o fracasso na minha vida, nunca nem pensei nisso... prá mim tudo daria certo, sempre.

Quando deu errado, quando fracassei, me comportei feito uma criança assustada.

sallqantay
Veterano
# 08/jan/19 07:08
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Dá vontade de apontar o dedo e achar que a culpa só cabe em quem lhe trás a mágoa sentida. Mas daí cê pensa que a vida tem que seguir, que dá para viver de boa e com dignidade e com todas as demais responsabilidades que vem com a nova forma de encarar o mundo (lembre-se que eu fiquei com os filhos), cê vai se encontrando e deixando de temer o dia seguinte, o mês seguinte e a rotina enfim lhe coloca nos trilhos.

live
let live
let go

lamas92
Membro Novato
# 08/jan/19 09:23
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Saí de casa transferido a trabalho com 22. Fui morar em Barueri/SP.
Era longe de casa (RJ, mas também perto o suficiente para uma viagem de carro...
Primeiro morei no trabalho uns meses até conseguir um lugar. Um armário, uma cama, um som e fim. Nada de geladeira, comida fora de horário... Bem esquisito.

Daí achei um lugar e montei minha casa. Não sabia bem o que comprar de início, o quanto comprar. Me lembro que as primeiras compras eu comprei 6, 12 ou 10 de casa coisa. Sabão em pó? 6 caixas devem ser suficientes... Sabonete? 12! Arroz que eu gosto? 12! GZuis! kkkkkkkkkkk

A sensação é de liberdade incrível, mas também de solidão...
Botava o som alto e ninguém contestava, ninguém me obrigava a ouvir uma coisa diferente... a sair para algo, a conversar.

"Oba! Tenho o MEU canto, minhas coisas, do meu jeito!"
Tá, mas falta algo... Casa vazia, pra mim, era muito solitária.
Tempos depois noivei e casei.

O baque mesmo veio quando meu pai morreu, um ano depois. Fiquei com aquela sensação de não ter mais pra onde correr quando a coisa aperta... Mas é da vida, a gente aprende a lidar com isso com o tempo.

Hoje tenho esposa, filhas, cachorro, etc... E daí fudeu tudo.

Mas é bom, entende?

lamas92
Membro Novato
# 08/jan/19 10:02
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Lelo Mig

!Cara, nem sei porque contei essa história aqui... agora já foi.

Em primeiro lugar, gostaria de te agradecer por compartilhar sua história conosco. A vida de Facebook só tem vitórias, mas o mundo real é bem diferente e tenho certeza de que compartilhar a dor ajuda a relaxar, porque derrotas TODOS nós temos...

Pelas minhas contas, vc deve estar na casa dos 55~56 anos... É novo! Mas lendo o que vc escreveu parece que vc sente derrotado...
Mas não é isso. Não se ganha sempre. Perder faz parte! (apesar de ninguém gostar de contar suas falhas...)

Há um custo para o conhecimento, mas o importante é o aprendizado, porque mesmo nas derrotas vc aprende. As pessoas só veem o sucesso, mas não sabem quantas vezes falhamos para "chegar lá".
No seu caso, a derrota perece ser financeira (coisa que tem jeito), mas principalmente emocional.

Creio que o pior já se foi... Vc tem consciência disso.

Olhando aqui, diversos dos meus amigos casaram e separaram. Alguns arranjaram outras companhias (alguns mais de uma vez!), outros preferiram a si mesmos...
Os que se separaram e se fecharam (sim, porque de alguma forma essa é uma derrota) estão mais sofridos...

Já os mais abertos, que aceitaram e partiram pra outra, tipo uma maluca que entrou pra academia, pra equipe de triatlo amadora e pedala ás 5~6h como se não houvesse amanhã, continua solteira mas está cheia de amigos e agenda cheia. Entende?

Ocupar a mente é o principal, ter um objetivo, um foco, algo a alcançar.
Aliás, acho que essa é uma boa receita pra vida. Essa energia se reflete em outros campos, abrindo portas.

Eu mesmo acabei parando aqui porque sismei de aprender, agora, quase aos 50, a tocar um instrumento. Fico olhando aquela molecada dando um banho e eu ainda catando milho, mas foda-se, é no meu tempo! Antes tarde do que mais tarde! Sempre é hora! E acabei aqui, conversando com gente nova apenas porque estava interessado em violão/guitarra. É isso.

Se algo, a essa altura do campeonato, ainda te traz um "vazio", busque um objetivo, um novo desafio pra ocupar a mente. Malhar, caminhar e emagrecer, tocar algo, aprender algo, construir algo. Muito pode ser feito sem envolver dinheiro... Nada de solidão e sofrência, porque é pra frente que se anda! Como disse, sempre é hora!

Minhas saudações!

Hypado
Membro Novato
# 11/jan/19 11:04
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Continuo morando com a minha mãe. Mas seria interessante morar com outra pessoa algum dia. Aliás, outras pessoas, não precisa ser só eu e mais uma pessoa.

Pleonasmo
Membro Novato
# 11/jan/19 11:35
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Hypado
Continuo morando com a minha mãe. Mas seria interessante morar com outra pessoa algum dia. Aliás, outras pessoas, não precisa ser só eu e mais uma pessoa.


Uma dica: Não tenha pressa!

Buja
Veterano
# 11/jan/19 11:41
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Uma dica: Não tenha pressa!

Sábias palavras!!!!

---

Nunca morei sozinho. Morei com meus pais até os 26.

Depois, fui morar com outra pessoa, através de um contrato registrado em cartório, que se chama certidão de casamento que tem validade eterna enquanto dure.

entamoeba
Membro Novato
# 11/jan/19 12:32
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não precisa ser só eu e mais uma pessoa.

Poliamor

entamoeba
Membro Novato
# 11/jan/19 12:34
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A doença e o fracasso humanizam! Por isso que adolescentes são uns bostas!

Lelo Mig
Membro
# 11/jan/19 13:11 · Editado por: Lelo Mig
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entamoeba

"A doença e o fracasso humanizam! Por isso que adolescentes são uns bostas!"

Pois é... eu sinceramente não sei o que é melhor, o que é o certo, mas no tempo de meu pai, para trás, 18 anos tava na rua.

Tinha que se virar, construir sua própria família, virar homem na marra. Era igual passarinho, as asas estão formadas, os pais chutam prá fora do ninho ou voa ou vira comida de formiga.

Repito, não sei se isso era melhor. Como tudo, creio que há pontos positivos e negativos, mas que se amadurecia mais cedo isso é fato. Basta compararmos que, ainda num passado recente, grandes intelectuais, filósofos, cientistas, artistas e etc., estavam no auge de sua contribuição cultural ainda muito jovens.

Pleonasmo
Membro Novato
# 11/jan/19 14:42
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Repito, não sei se isso era melhor. Como tudo, creio que há pontos positivos e negativos, mas que se amadurecia mais cedo isso é fato. Basta compararmos que, ainda num passado recente, grandes intelectuais, filósofos, cientistas, artistas e etc., estavam no auge de sua contribuição cultural ainda muito jovens.

Exato e hoje em dia os jovens são veganos.

Buja
Veterano
# 11/jan/19 14:46
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mas que se amadurecia mais cedo isso é fato

Isso é fato. Meu pai aos 18 saiu da roça, aos 19 já tinha meio lote, aos 21 estava com um lote pago e casa feita, e outro lote pagando...aos 25 conheceu minha mãe, aos 28 se casou, e aos 30 exatamente eu nasci.

Eu comecei cedo tambem. Mas como nao fui "expulso" de casa, hoje, aos 32 nao fui metade do que meu pai tinha feito.

Porem, meu pai não soube o que era infancia nem adolescencia.
Nem estudo. Aos 6-7 anos já buscava gado. Aos 11 capinava roça pra sustentar a familia. Aprendeu matematica fazendo negocios. Aprendeu a escrever basicamente so o nome, porque precisava. Nao tinha poder de argumento em nada, nao tinha poder de escolha. Nem religião ele conhecia.
Aos 18 quando saiu de casa, deveria parecer um senhorzao acabado de 35 sem estrutura, sem formacao, sem futuro.

Nao foi so meu pai, acho que da geração de 50-60, foram todos assim. Rarissimas exceções. Sinceramente, foi um literalmente ou voa ou vira comida de formiga. Muita sorte eles nao terem virado comida de formiga.

Hoje, se voce joga pra fora um filho de 18 e manda ele se virar, antes de chegar no fim da rua ele já achou cocaina, sifilis, e juramentos de morte.
Emprego? So se for de pombo-correio. De uma forma ou de outra caba com um tiro na cabeça, ou do traficante ou da policia.
Antes nao era assim.

makumbator
Veterano
# 11/jan/19 16:30 · Editado por: makumbator
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Buja
contrato registrado em cartório, que se chama certidão de casamento que tem validade eterna enquanto dure.

Se ferrou manolo!!!

Lelo Mig
Buja

Realmente em gerações passadas essa coisa de ficar morando com os pais era incomum e vergonhoso (a não ser que o filho tivesse alguma deficiência).

Entretanto, se a gente voltar bem lá atrás, nos primeiros agrupamentos humanos indo até boa parte da história antiga, o normal era se manter junto a seu grupo familiar. Não tinha isso de sair de casa. A não ser que a pessoa fosse um verdadeiro aventureiro em busca de desbravar o mundo ou um fdp que foi banido pela tribo. A tradição primordial mesmo era ficar junto a seus familiares, cuidar deles na velhice e doença e assumir a atividade da família, repetindo o ciclo depois com seus próprios filhos.

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