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      Diferenças evidentes de timbre - Nitro X PU;

      Autor Mensagem
      ogner
      Veterano
      # mar/10
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      emaniox

      Desvirtuando. Como vc faz pra positivar os próprios posts!??!

      Hehe

      Overdriver
      Veterano
      # mar/10
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      O acabamento em nitrocelulose, além de ser mais bonito, pois não dá aquela impressão de guitarra de plástico, é menos resistente a riscos e vai ficando mais opaco ainda durante os anos. Mas isso é uma vantagem. Quanto mais os anos passam mais ele adere à madeira deixando que a mesma ressoe com mais facilidade mostrando suas nuances. Assim, guitarras com madeiras diferentes vão soar diferentes, ao contrário das lacradas em PU. Em geral guitarras top usam Nitro, e não é à toa. Sem contar que colobora para a secagem na madeira. Sim, a madeira não para nunca de secar e ela tem duração, não é eterna. Imaginen um Stradivarius em nitro? Hoje ele não valeria 1/10 do que vale...

      ogaitnas
      Veterano
      # mar/10
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      ogner

      o tal fullerplast pode não se dizer plástico diretamente, mas convenhamos que a menos que o sujeito seja um químico ninja e tenha inventando um material alternativo e exótico, é só algum plástico com nome de boutique, alguma variação de plástico adequado a esse processo deles hehe

      e sim eu fui meio tendencioso, pessoalmente acho muitos desses mitos de guitarra bobeira total...

      Os único que já vi que realmente dão em alguma coisa foram braço colado x parafusado, colado realmente dá um sustain a mais, e valvulados rocks, até pedais soam melhor por eles, claro que com alguma eq e um trabalhinho mas melhoram o timbre... além de servir de aquecedor de quarto nos dias frios hauahaau

      janick
      Veterano
      # mar/10
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      Uai já que é assim então vo mandar tirarem as camadas de verniz da minha guitarra. Tem como fazer isso sem estragar a pintura?

      hahaha

      Overdriver
      Veterano
      # mar/10
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      janick
      Uai já que é assim então vo mandar tirarem as camadas de verniz da minha guitarra. Tem como fazer isso sem estragar a pintura?

      hahaha


      Tem sim, George Harrison gostava de fazer isso, segundo ele a guitarra respirava mais, soava melhor.

      Se tiver interesse, na Guitar Garage eles fazem refinish em nitrocelulose, é comum trocarem um verniz PU para outro de Nitro.

      ogner
      Veterano
      # mar/10
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      Overdriver
      Se tiver interesse, na Guitar Garage eles fazem refinish em nitrocelulose, é comum trocarem um verniz PU para outro de Nitro.

      Ia perguntar se alguem tem idéia do valor lá GG agora!!!

      Sabes?!?!

      janick
      Veterano
      # mar/10
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      Overdriver
      Ta, mas segundo essa lógica, se eu deixar as guitarras sem o finish vai ficar "vintage" com mais facilidade. É isso?

      emaniox
      Veterano
      # mar/10
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      ogner
      Desvirtuando. Como vc faz pra positivar os próprios posts!??!
      num intendi?

      Tem alguem em SP que faz acabamento em nitrocelulose?

      emaniox
      Veterano
      # mar/10
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      ogaitnas
      Os único que já vi que realmente dão em alguma coisa foram braço colado x parafusado, colado realmente dá um sustain a mais

      Eu nao sei de mais nada depois que eu vi isso:
      http://liutaiomottola.com/myth/neckJointSustain.htm

      Sobre os valvulados, eu achava que era tudo mentira, mas depois de construir uns valvulados, Im a believer.



      ogaitnas
      Veterano
      # mar/10
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      emaniox

      Eu já li esse texto, mas sei lá, minha shelter tem caps genéricos, minha strato tem dimarzio/stellfner, e o sustain da strato é pouco maior que o da shelter, para não dizer igual, não tem como medir exatamente, mas o som parece durar mais na shelter, apesar da captação chinfrim...

      sei lá.. pode ser só impressão pq a LP tem o som mais grave mas acho que isso vai mesmo...

      Agora sobre válvulas realmente não tem mitos, o som fica melhor mesmo... eu já tinha tocado antes em valvulado, mas só no ampli sem meus pedais e eq e afins, aí só achei legal o som, mas nada de mais, mas com efeitos junto e tudo mais dá para ver que chegar nos timbres satriani que curto é 100x mais fácil...

      Homem Cueca
      Veterano
      # mar/10
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      A questão do envelhecimento natural da madeira da guitarra é o ponto chave de nitro x PU.

      O finish em nitro permite um envelhecimento mais próximo do natural da madeira, já o PU praticamente lacra a madeira. O envelhecimento acontece, mas é muito mais lento que o natural.

      Nunca comparei se o timbre realmente muda drasticamente, mas acredito que mude e a guitarra fique mais estável em relação as mudanças de temperatura e umidade do ar.

      Abraço.

      Bigtransa
      Veterano
      # mar/10
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      Peguei raiva de nitro quando fui limpar minha guitarra com limpa-vidros e manchei o acabamento..... P.U. não acontece isso.....

      Overdriver
      Veterano
      # mar/10
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      ogner
      Overdriver
      Se tiver interesse, na Guitar Garage eles fazem refinish em nitrocelulose, é comum trocarem um verniz PU para outro de Nitro.

      Ia perguntar se alguem tem idéia do valor lá GG agora!!!

      Sabes?!?!


      Infelizmente não sei o valor, mas acabei mandar um e-mail pra eles. Estou pensando em trocar o PU de minha Strato por um acabamento em Nitro.

      janick

      Overdriver
      Ta, mas segundo essa lógica, se eu deixar as guitarras sem o finish vai ficar "vintage" com mais facilidade. É isso?


      A solução é tirar a camada protetora do PU, vc teria que remover todo o acabamento e depis aplicar a nitrocelulose para dar brilho. A nitro com o passar dos anos ( uns 20 ou 30) ela se mistura à madeira de tal forma que são quase uma coisa só. Guitarras verdadeiramente vintage já quase não tem brilho e soam como se não tivessem verniz, o que segundo dizem, fornece outro patamar sonoro.

      janick
      Veterano
      # mar/10
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      Overdriver
      Ah cara, sinceramente? Dou um pacote de bala pro caboco daqui que conseguir diferenciar o som de uma guitarra de PU e uma de Nitro, ambas com uns 20 anos. Tipo, beleza, envelhece, etc etc e tal. Mas e na prática mesmo? Será que realmente é algo relevante assim?

      Eu tenho minhas dúvidas.

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10
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      ogner
      Will Bejar
      ogaitnas

      "Fullerplast" é uma técnica de acabamento em de verniz que a Fender usa, aplica-se uma camada de verniz a base de poliester (um composto quimico natural que também pode ser sintetizado a partir de derivados de petróleo, assim como o poliuretano), e por cima usa-se o acabamento em nitro. Como poliester usado em verniz é sintético, ele tem propriedades semelhantes ao verniz PU, mas se eu não me engano a diferença é que ao contrário do PU, ele tem uma durabilidade bem menor, comparavel até certo ponto com a do Nitro.

      Com isso num instrumento com o acabamento em "Fullerplast" a medida que o Nitro vai se desgastando, o verniz aos poucos iria se desgastando também, a diferença pro acabamento 100% nitro é que enquanto a camada de poliester não se for, a madeira não respira.

      emaniox
      Isto quer dizer que a black strat do Gilmour, as stratocasters do Hendrix, Clapton, SRV e outros tem uma camada de poliuretano selando a guitarra.

      Desses eu só o Hendrix e o Gilmour usavam guitarra pós-CBS, e o Hendrix por motivos obvios, já que ele destruia a maioria das stratos dele. O Clapton usava guitarras dos anos 50 e o SRV guitarras dos anos 60, mas pré-CBS (anteriores ao Fullerplast), resumindo, Clapton e SRV usavam guitarras com acabamento em nitro. Mesmo o Hendrix, usava guitarras assim, já que os outros instrumentos que ele usava com frquência (SG, Les Paul, Jaguar, Jazzmaster, Flying V) todos tinham acabamento Nitrocelulose.

      Bigtransa
      Peguei raiva de nitro quando fui limpar minha guitarra com limpa-vidros e manchei o acabamento..... P.U. não acontece isso.....

      Cara eu não sei se é brincadeira ou verdade no teu caso. No na minha semi-sólida tem uma mancha feita por um gota de de alcool que caiu nela e a parte que encosta o braço e a barriga, está quase opaca já.

      Rodrigues
      Veterano
      # mar/10
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      Nitro ou pu, tanto faz, se a gente ficar se preocupando demais com essas coisas acaba que a gente nem toca a guitarra....

      Rodrigues
      Veterano
      # mar/10
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      Nitro ou pu, tanto faz, se a gente ficar se preocupando demais com essas coisas acaba que a gente nem toca a guitarra....

      Bigtransa
      Veterano
      # mar/10
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      nichendrix
      é verdade sim...... a minha tb manchou porque o produto continha alcool..... não atentei para o detalhe pois já tinha usado limpa-vidros em outras guitarras sem problemas....

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10 · Editado por: nichendrix
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      janick
      Sinceramente, alguém pode me dar evidências concretas da existência de uma diferença significativa ou perceptível realmente ao ouvido humano da diferença de qualidade no som de uma guitarra em relação à esse tipo de acabamento?

      Eu estava outro dia lendo um tópico sobre as Epiphones Elitist, e tinha gente falando que o som de uma guitarra com acabamento em Nitro é superior ao de uma com acabamento em PU. Porque? Qual a explicação plausível para isso? Algum de vocês realmente consegue perceber essa diferença caso comparassem duas guitarras com mesmas madeiras e especificações, porém com o acabamento diferente?

      Fica a questão ai para discussão dos colegas.


      A gente que estava falando isso era eu, todavia eu não disse que existe uma diferença perceptível ao ouvido de dois instrumentos novos com especificações exatamente iguais sendo feito com nitrocelulose e outro com PU.

      Afirmei sim um fato que é de conhecimento público e que eu pude constatar algumas vezes tocando com instrumentos vintage (especialmente Fenders com e sem Fullerplast). Instrumentos de Nitro vintage com acabamento 100% em nitro tem uma tendência a ter um som mais rico que os com Fullerplast. Embora eu não possa falar da diferença que para o PU da mesma idade, já que nunca vi e nem toquei numa guitarra dos anos 60 feita com verniz PU.

      Eu também duvido que alguém aqui possa dizer que percebe que um instrumento foi feito com um ou outro verniz apenas pelo ouvido. Dá pra dizer que o instrumento X tem um som mais rico, com um pouco a mais de sustain, apresentando cores sonoras mais sofisticas, e atribuir isso a N fatores, entre eles ao fato de a madeira ter envelhecido mais de forma próxima ao natural pelo fato de usar verniz nitrocelulose.

      Entretanto eu nunca disse que vc vai ouvir e saber a diferença entre os dois vernizes. Isso eu julgo como impossível, embora seja possível constatar o efeito do envelhecimento maior da madeira no som, mas dizer que daí a identificar na orelha qual verniz é qual, no way.

      Sobre o efeito do evelhecimento da madeira no som, eu vou deixar um video que o MMI postou uma vez, onde a DiMarzio fazia o comparativo entre uma Les Paul R9 e uma original de 1959, obviamente comparando com captadores DiMarzio com os lendários PAF.



      Creio que não tenha como negar a diferença no som das duas e que não há como contestar o fato que são duas guitarras que obedecem as mesmas especificações (inclusive o acabamento em nitro), sendo a diferença que uma é nova e a outra tem 50 anos.

      Mas voltando ao meu rap...

      TODAVIA, no referente ao tópico da Elitist, eu afirmei sim que existem diferenças entre instrumentos de verniz PU e Nitro e que é possível notar isso mesmo em instrumentos novos. Embora em momento algum eu tenha dito que essas diferenças seria perceptiveis ao ouvido em instrumentos novos.

      Quando eu falei que há diferenças perceptíveis, eu falei de diferenças que quem toca perceberia, mas que para quem houve seriam irrelevantes, por mais que quem ouça seja guitarrista, audiófico ou o escambau, não perceberia ouvindo, e mesmo quem toca leva algum tempo para perceber.

      Há sim diferença entre instrumento de Nitro e PU na hora que você toca, a vibração do instrumento na tua mão é menor no PU, por mais fina que seja a camada do mesmo, enquanto no Nitro o instrumento vibra mais.

      Há também uma certa tendência dos instrumentos em PU de terem um som um pouco mais abafado, não é algo que você note com facilidade, embora depois de um tempo com os dois intrumentos você consiga perceber isso. Todavia isso é uma tendência e não uma regra, uma vez que, acredito eu, seja uma variante mais relacionada a espessura do verniz do que ao tipo do verniz em sí.

      Outro fator é que instrumentos com verniz PU ao menos a priori são menos responsívos à variações de temperatura e humidade, isso tanto no bom sentido quanto no mal sentido, pois eles a princípio sofrem menos com as interpéries do tempo, ou seja se tu regulou num tempo quente, se tu entrar no ar condicionado a diferença na regulagem é irrisória. Já instrumentos em nitro tem uma responsividade muito maior, ou seja se tu regular perfeitamente, sem deixar um alívio, na hora que a temperatura mudar tua regulagem muda junto. Não foi uma e nem duas vezes que os instrumentos que tive em Nitro, mesmo estando perfeitamente regulados na temperatura ambiente, quando botava no ar-condicionado começavam a trastejar. Algo que raramente acontece com os instrumentos com acabmento em PU, que precisam de uma diferença de temperatura muito maior para isso acontecer.

      Isso a priori é uma vantagem pro PU, mas tem um lado ruim também, pelo menos pra mim, que gosto de sentir a resposta do braço a medida que eu vou tocando, ao menos da maneira que eu deixo meus instrumentos regulados, quanto mais eles absorvem o calor das mãos, mais macia fica a pegada do braço, porém isso demora bem mais a acontecer com braços em verniz PU do que nos braços dos instrumentos em Nitro.

      Uma vez que por ter várias guitarras eu preferi aprender a regular as minhas do que pagar 300 reais a cada 30 dias para um luthier regular elas, pra mim o fato que eu ter que regular elas a cada mudança mais significativa de temperatura é irrisório comparado ao benefício da maciez da pegada. Eu também gosto de sentir o instrumento vibrando quando eu toco, pois isso me dá uma percepção maior do que estou tocando, afinal tato+audição é um estimulo muito maior do que só tato ou só audição. Da mesma forma eu também prefiro que meus instrumentos tenham um som mais rico e definido do que arriscar um instrumento com o som mais abafado e duro, por isso em geral, mesmo comprei instrumentos em PU, eu testo eles exaustivamente para escolher o que apresenta o timbre mais agradável, mesmo que a primeira vista pareçam iguais, e pode ter certeza, eu sou o cliente chato que passa uma semana indo na loja testar os mesmos intrumentos antes de pagar por um deles.

      Logo, eu posso até não perceber a diferença entre um instrumento em Nitro e PU apenas ouvindo, mas garanto que se você puder ter dois instrumentos iguais, um com Nitro e outro com PU e tiver tempo suficiente para conhecer os dois de forma mais aprofundada, você conseguirá notar as diferenças na tocabilidade.

      Agora se for pra discutir os efeitos disso depois de 20, 30, 40 anos. Nisso não há duvida que o Nitro ganha do PU de lavada. MAS EUDIGO E REPITO, você não vai saber qual é qual no ouvido, mas vai notar que embora teoricamente iguais os sons depois desse tempo estão diferentes.

      Enfim, eu recomendaria que da próxima vez, você tentasse entender o que está sendo dito antes de tirar conclusões precipitadas a respeito das palavras dos outros. É algo que economiza muita confusão na vida das pessoas.

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10
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      Bigtransa
      é verdade sim...... a minha tb manchou porque o produto continha alcool..... não atentei para o detalhe pois já tinha usado limpa-vidros em outras guitarras sem problemas....

      É eu também aprendi da pior forma que produto a base de alcool e verniz em nitro é uma combinação que não dá certo

      The Root Of All Evil
      Veterano
      # mar/10 · Editado por: The Root Of All Evil
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      nichendrix
      e que não há como contestar o fato que são duas guitarras que obedecem as mesmas especificações

      Há sim.
      50 anos de diferença de fabricação você considera que elas foram confeccionadas nas mesmas condições? Nem foi a mesma pessoa que fez, sabe-se lá se as madeiras são da mesma origem, se estavam nas mesmas condições quando as guitarras foram feitas.

      E além do mais, pelo que eu entendi ele não está usando os mesmos captadores nas duas não. Está usando os originais na Gibson velha e usando a versão de aniversário na Gibson dele, de 2002.

      O ideal seria comparar 2 guitarras de mesma idade (uns 50 anos, no caso), feitas com as madeiras mais semelhantes possíveis, diferindo apenas entre um dos dois acabamentos em questão.

      A diferença sonora deste vídeo pode ter sido originada justamente por estes fatores, portanto, não achei este vídeo de muita valia para a comparação proposta no tópico.

      Sem contar que foi tocado por mão humana, totalmente tendencioso e impreciso, mesmo que inconscientemente.

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10 · Editado por: nichendrix
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      The Root Of All Evil

      O video não ilustra a diferença entre dois acabamentos diferentes, mas de dois instrumentos que atendem as mesmas especificações, com 50 anos de diferença na idade, tanto que ambas usam o mesmo tipo de acabamento, no caso Nitrocelulose. O mesmo poderia ser feito com dois instrumentos de Poliuretano, e você encontraria diferença entre os dois instrumentos em relação a idade. O que dá pra ser percebido até quando ele toca as duas guitarras desplugadas.

      O que é praticamente um consenso em Luthieria é que essa diferença é maior em instrumentos com acamento em Nitro do que em PU, já que um sela a madeira e outro não.

      A idéia do video não é a de mostrar diferenças em acabamentos, mas demonstrar algo que é incontestável, instrumentos de madeira tendem a se tornar melhores com o tempo. Ou há algum questionamento quanto a isso?

      Sobre analise de produtos, ao menos do ponto de vista de engenharia de produção, nesse tipo de ensaio você compara as especificações dos mesmos, até porque você sempte tem que ser capaz determinar os possíveis substitutos com base em critérios de similaridade de desempenho, quem determina qual o desempenho que deve ser atingido são as especificações. Portanto do ponto de vista comparativo da produção, dois produtos de origem diferentes ou feitos por unidades produtivas diferentes, podem ser rotulados como iguais, se atenderem às mesmas especificações e conseqüentemente apresentarem o mesmo desempenho, levando-se em conta as margens de erro aceitáveis.

      PS: corrigi o post original.

      Bigtransa
      Veterano
      # mar/10
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      nichendrix
      Concordo com o que vc disse até porque não teria como discordar uma vez que vc relatou conclusões pessoais comprovadas empiricamente. Quando vc fala sobre a diferença na vibração da madeira entre instrumentos em nitro e em P.U, o fato de guitarras em nitro vibrarem mais não pode ser fruto do processo de aplicação do verniz ter sido mais cuidadoso? Grandes nomes da luthieria como o Tessarin utilizam P.U. nos tampos de seus violões e a sonoridade dos instrumentos é maravilhosa (sendo considerada por muitos superior a de violões de outros autores famosos com tampos em goma ou nitro). Dada a natureza dos instrumentos, a vibração da madeira é muito mais importante em um violão do que em uma guitarra elétrica sólida. Desconheço o processo que o Tesssarin utiliza mas acredito que seja bem diferente do utilizado pela indústria na fabricação de guitarras em série. Outra coisa que me intriga é que mesmo que o acabamento em nitro apresente vantagens sonoras (o que é discutível), a função do verniz é proteger a pintura.... Qual a vantagem de se utilizar um verniz mais caro, de aplicação bem mais complicada e que não protege? Se a idéia é deixar a madeira respirar e secar mesmo que em detrimento do aspecto do instrumento, por que não deixar a madeira exposta de uma vez? É compreensível que fosse utilizado na década de 60 por falta de opção, mas pra que utilizar hoje em dia um verniz que seja ineficiente na função de verniz?

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10 · Editado por: nichendrix
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      Bigtransa
      Quando vc fala sobre a diferença na vibração da madeira entre instrumentos em nitro e em P.U, o fato de guitarras em nitro vibrarem mais não pode ser fruto do processo de aplicação do verniz ter sido mais cuidadoso?

      É possível sim, embora eu acredite que seja menos provável, porque tive a mesma conclusão inclusive em instrumentos que são produzidos com o mesmo cuidado e pela mesma equipe, já que pude perceber a mesma diferença tocando nas Fender American Deluxe (PU) e Eric Johnson (que não usa Fullerplast pq é Thinskin) e em guitarras feitas pelo Zaganin com os dois tipos de vernizes.

      Nos ultimos 15 anos, seja aqui, seja nos EUA, eu já toquei com guitarras de todos os tipos, preços e marcas, a conclusão é quase sempre a mesma.

      Só que eu não acho que isso transforma um produto em ruim e outro em bom, eu mesmo tenho em casa 5 guitarras, até pouco tempo eram 3 em PU e 2 em Nitro. Se for voltar no tempo nesses mesmos 15 anos tive 16 instrumentos, e somente 6 eram em Nitro e não considero nenhum dos instrumentos que tive e tenho ruins, embora eu tenha aprendido a apreciar certas características de um ou de outro que me atraem mais.

      No fim, o instrumento é o conjunto, não é o verniz, ou a madeira ou o captador como partes separadas. Já toque vários instrumetos onde todas as partes eram de alta qualidade, mas o resultado final deixava a desejar, inclusive de marcas famosas, como já toquei instrumentos com partes medianas que tinham um resultado muito acima das expectativas.

      Acho que a escolha do verniz tem muito de uma equação, é fato que os dois vernizes protegem por um bom tempo, mas que num prazo de mais de 20 ou 30 anos, em termos de proteção PU leva a vantagem sobre nitro. Todavia eu desconheço quem fabrique produtos pensando que o consumidor irá ficar esse tempo todo com esses produtos. Até porque se eu fabrico guitarras pra durar 50 anos e todo mundo ficar satisfeito, dificilmente eu terei demanda depois da fase inicial, já que a tendência seria declinar a demanda, já que nasce cada vez menos gente no mundo.

      Ao mesmo tempo não dá pra ignorar que após passados 5 ou 6 decadas, foi possível perceber que o nitro apresentou algumas vantagens justamente por ser menos resistentes. Fica a cargo de quem vai comprar escolher o que é mais importante para ele. Ter o verniz cumprindo a função de verniz por mais tempo ou ter um instrumento que possa assumir outras características desejáveis com o tempo.

      Por exemplo eu sou muito resistente com a idéia de me desfazer dos meus instrumentos, tenho instrumentos aqui que com 15 anos de uso, é tão bem cuidado que ainda está em "mint condition", mesmo os instrumentos que eu tenho que já apresentam algum desgaste, o tem ou porque eu já os comprei assim ou porque é inevitável que haja tal desgaste (como as capas douradas de captadores desbotarem). Então pra mim a durabilidade do verniz é menos importante do que outros fatores relacionados ao mesmo.

      Todavia na minha lista de fatores a se prestar atenção, o tipo verniz está longe de ser um fator primordial, ele entra mais como critério de desempate, pois se eu tiver 2 instrumentos que me agradam em mesma medida e só possa levar um, não havendo outros fatores mais relevantes, coisas como o verniz e afins entram como fatores de peso.

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10
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      Bigtransa
      Grandes nomes da luthieria como o Tessarin utilizam P.U. nos tampos de seus violões e a sonoridade dos instrumentos é maravilhosa (sendo considerada por muitos superior a de violões de outros autores famosos com tampos em goma ou nitro). Dada a natureza dos instrumentos, a vibração da madeira é muito mais importante em um violão do que em uma guitarra elétrica sólida. Desconheço o processo que o Tesssarin utiliza mas acredito que seja bem diferente do utilizado pela indústria na fabricação de guitarras em série.

      Existem N fatores a se considerar, por exemplo a idade dos instrumentos, a espessura do tampo. Por exemplo se o Tessarin fizer um tampo mais fino, o Verniz PU seria quase necessário para protegê-lo, mesmo que Nitro ou Goma deixassem o tampo mais livre para vibrar, a proteção ao mesmo seria deficitária e uma camada fina de verniz PU ao menos por alguns anos não teria um efeito tão diferente que botar uma camada espessa de goma ou nitro para dar a mesma proteção que o PU daria, outro fator que em violões o verniz é aplicado apenas na camada externa, o que permite que a madeira respire pela camada interna da mesma, portanto tendo os mesmos benefícios, porém de forma um pouco mais lenta, mas muito mais rápido do que seria em um instrumento sólido.

      Outra é que você terá que comparar novamente daqui a 20 ou 30 anos para ver se ele ainda manteria a superioridade em relação aos outros instrumentos.

      Bigtransa
      Veterano
      # mar/10
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      nichendrix
      Boas observações como sempre. Só citei o exemplo do Tessarin pra ilustrar a extensão dessa polêmica. Mesmo sendo um cara consagrado ainda tem muita gente (principalmente em fóruns pela net) que mete o pau nos violões dele justamente por causa dos tampos de PU. Como vc mesmo falou um instrumento é formado por um conjunto muito grande de fatores, essa dicussão em torno do verniz me parece mais um preciosismo do que algo significativo....

      nichendrix
      Veterano
      # mar/10 · Editado por: nichendrix
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      Bigtransa
      Boas observações como sempre. Só citei o exemplo do Tessarin pra ilustrar a extensão dessa polêmica. Mesmo sendo um cara consagrado ainda tem muita gente (principalmente em fóruns pela net) que mete o pau nos violões dele justamente por causa dos tampos de PU.

      Eu não posso falar muito sobre os Tessarin, já que só conheço de nome, mas sempre comparam eles a violões nacionais que eu conheço que são tops de linha de classe internacional, então pouca coisa não são.

      Cara a internet é uma praga nesse ponto. Mesmo eu fazendo parte da primeira geração de usuários de internet no Brasil, eu ainda sou do tempo que a principal fonte de informação eram livros. Boa parte do que aprendi sobre instrumentos aprendi em livros como o The Complete Guitarrist ou o Guitar Handbook (lançado no Brasil nos anos 80 com o nome Toque). Talvez por isso eu raramente entre nessa de ficar achando isso ou achando assado. Deixo para falar ou de algo que eu li e posso citar a fonte ou de algo que eu pude experimentar empiricamente.

      Então se os autores disserem que nitro deixa a madeira respirar e isso é um dos motivos pela qual instrumentos nesse tipo de acabamento são tão bons, eu não vou discutir, afinal eu não sou quimico, nem biologo, embora a formação de arquiteto me dê alguma noção de como essas coisas funcionam. Eu sei que os instrumentos antigos que testei em nitro tinham um som mais nítido e com mais projeção seja plugado ou desplugado, que eu deduzo seja pela madeira envelhecer e ficar mais seca, se eles teriam envelhecido de outra forma ou não usando verniz PU, eu deixo pros autores apresentarem seus argumentos.

      Indo por outro lado, eu vejo muito a meninada hoje querendo aprender a tocar como instrumentistas de alto nível e queimando etapas do estudo. Eu estou ensinando um primo meu a tocar, e ele parou de vir aqui para tocar comigo por uns 3 meses porque eu falei que ele estava muito verde pra tocar Metallica, já que ele não tinha o minimo de fundamentos de técnica para tocar aquilo. Daí ele entrou na pegou a tab pro GuitarPro e tirou a musica, mas ele tinha a empunhadura errada no instrumento, daí 3 meses depois, a mão começou a doer, e o médico disse que era de tocar e de digitar. Aí ele voltou pra pedir pra eu explicar para ele como era a posição correta das mãos pra tocar aquilo.

      Enfim, internet é uma mão na roda, mas pode ser um inferno também.

      Como vc mesmo falou um instrumento é formado por um conjunto muito grande de fatores, essa dicussão em torno do verniz me parece mais um preciosismo do que algo significativo....

      Eu concordo, embora não ache tão insignificante, mesmo que também não ache que seja um ponto primordial.

      Como disse não é um fator principal, mas eu tenho 3 instrumentos que já são bem antigos, 1 deles feito sob encomenda e 2 de série, sendo um de primeira linha e o outro de linha intermediária, o mais novo deles tem 13 anos de idade, o mais velho 26 anos de idade. Um usa PU, outro um processo similar ao Fullerplast e o outro é em Nitro. Eu noto que embora o que use PU seja mais antigo que os outros 2 por uma larga margem, o som e a pegada dele nos ultimos 15 anos (tempo que eu o tenho) mudaram menos que nos outros 2, que usam Poliester+Nitro e o outro todo em Nitro que foi o que o som mais deu um up nesse periodo. Não vou dizer que é só o verniz fazendo a diferença, já que há uma diferença bem grande de qualidade entre os componentes usados neles (embora nenhum possa ser considerado ruim), mas isso me leva a crer que tem alguma influência nesse processo, embora não possa precisar qual.

      Overdriver
      Veterano
      # mar/10 · Editado por: Overdriver
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      Bigtransa
      Como vc mesmo falou um instrumento é formado por um conjunto muito grande de fatores, essa dicussão em torno do verniz me parece mais um preciosismo do que algo significativo....

      Mas um instrumento bom é feito de preciosismos mesmo, são detalhes perceptíveis por usuários mais exigentes que somados fazem a diferença. Se o nitro é 5% melhor que o PU depois de 30 anos, pra mim já é muito relevante.

      ogaitnas
      Veterano
      # mar/10
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      De qq forma, isso de acabamento que fica velho e afins, é para quem gosta de guitarra com cara de guita velha, eu espero que as minhas mantenham o brilho e a cor do jeito como estão até que eu enjoe das mesmas heheh

      MMI
      Veterano
      # mar/10
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      Overdriver

      Mas um instrumento bom é feito de preciosismos mesmo, são detalhes perceptíveis por usuários mais exigentes que somados fazem a diferença. Se o nitro é 5% melhor que o PU depois de 30 anos, pra mim já é muito relevante.

      Exatamente... A excelência está no conjunto, não em um detalhe individual. Isso não sou eu nem o nichendrix que inventamos, tem muito texto e pesquisa a respeito. Algumas citações...

      "Conhecido pelo nome latinizado de Stradivarius, foi um inventor instrumentista italiano nascido em Cremona (onde viveu durante toda sua vida), ducado de Milão, famoso por seus instrumentos de sons perfeitos e célebre fabricante de violinos. Trabalhou na oficina de Nicolo Amati, um renomado construtor de instrumentos de corda com caixa de ressonância, até que resolveu trbalhar por conta própria (1666) e começou a elaborar um novo modelo de violino, maior e mais estreito, características que acentuou gradualmente (1685). Com a ajuda de seus filhos Francesco e Omobono começou a fabricar (1700) a série de célebres instrumentos, cerca de 1.100 violinos e violoncelos Stradivarius. A acústica perfeita desses modelos foi durante muito tempo creditada ao tipo de verniz usado por ele, cuja fórmula até hoje não se conhece com exatidão. Mais tarde, porém, comprovou-se que a sonoridade dos violinos é influenciada por diversos fatores, como a espessura das lâminas de madeira usadas para fabricar o instrumento, o estado dos poros microscópicos da madeira, o tipo de verniz etc. Sendo assim, o segredo de seu sucesso como fabricante de violinos foi justamente saber harmonizar todos os fatores que influenciavam na qualidade do som emitido por vários instrumentos musicais de sons perfeitos e, ainda hoje, os especialistas pesquisam e procuram descobrir o seu segredo.

      Há diversas teorias sobre a sonoridade de seus violinos. Uma delas diz que o segredo da sonoridade de seus instrumentos estava no verniz utilizado por ele, que acreditavam conter cinzas vulcânicas, o que tornava o instrumento mais duro e assim melhorando a sonoridade. Essa teoria ainda não foi comprovada por pesquisas. Uns dizem que Stradivarius envernizava os violinos com um verniz feito a partir de uma resina vermelha, que "parecia sangue" e era proveniente da dracaena-draco, uma árvore "bastante estranha" nativa das ilhas Canárias e da Madeira e de Marrocos.

      Outra lenda para o fato de seus violinos terem uma sonoridade superior, era porque ele selecionava madeiras de navios naufragados há anos. Com isso, a madeira ficava muitos anos em água salgada, o que fazia com que fosse mais dura. Também não há nenhuma prova científica sobre esse fato.

      Um outro fato (talvez o mais aceitável entre os cientistas), é que durante o período em que viveu o luthier, a Terra, e especialmente a Europa, estava passando por um período onde foram registradas temperaturas muito baixas. Por isso, as madeiras das árvores ficaram mais duras durante esse período."

      Assim, dá para entender que o verniz faz diferença sim. Mas é óbvio que se sairem 3 guitarras da linha de produção, uma em PU, outra em nitro, outra sem verniz nenhum, ninguém vai notar diferença sonora de imediato.

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