Aulas de Economia

    Autor Mensagem
    Kensei
    Veterano
    # nov/11


    Bom dia pessoal,

    Aqui no OT tem um bom pessoal que curte economia, existem vários tópicos por aí, mas cada um geralmente aborda um aspecto, criei esse para centralizarmos os textos, matérias, etc que saem na mídia, e que tenham um conteúdo "didático". Começo hoje com um do Delfim Neto.

    Kensei
    Veterano
    # nov/11 · Editado por: Kensei
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    ANTONIO DELFIM NETTO

    Moderação

    A dramática situação econômica da Eurolândia está produzindo efeitos políticos surpreendentes. De um lado, a queda em cascata dos poderes incumbentes. Todos são culpados por terem ficado inertes diante dos desarranjos fiscais que se praticavam. De outro, traz mais uma vez a demanda secular de "substituir o capitalismo", como se este não fosse sempre diferente devido ao seu dinamismo interno.

    A oposição "oportunista" e os "indignados" tentam trazer de volta sugestões de cérebros que "inventaram" outros mecanismos de organização social. Os mesmos que rechearam de tragédias o século 20.

    Para que o sistema de economia de mercado (que é compatível com a liberdade individual) funcione adequadamente, ele precisa de um Estado constitucionalmente limitado que:

    1º) seja fiscalmente responsável;
    2º) tenha poder para mitigar os seus defeitos (a flutuação que lhe é incitada e a redução das desigualdades que ele produz);
    3º) seja capaz de controlar o sistema financeiro. Deixado a si mesmo, este tem a tendência de servir-se do setor real e de controlar o poder incumbente, pondo em risco, ao mesmo tempo, o "mercado" e a "urna".

    É preciso reconhecer que o "mercado", como instrumento alocativo eficiente, não encontrou, ainda, nenhum substituto, como mostram o fracasso soviético e o sucesso chinês, e que o seu bom funcionamento não depende do irrestrito movimento internacional de capitais e, muito menos, de mistificações "científicas" de "inovações" financeiras.

    Pelo contrário, a história mostra que um de seus defeitos (a flutuação do emprego), produzido, em parte, pelo próprio comportamento humano, é ampliado quando o sistema financeiro não é submetido a um permanente controle.

    A tragédia da Eurolândia revela com clareza que o jogo dialético (apoiado no sufrágio universal) entre o "mercado" e a "urna" -que, no longo prazo, tem levado ao processo civilizatório que combina a liberdade de iniciativa com o aumento da eficiência produtiva e a construção de uma sociedade mais "justa"- não é uma linha reta: pode sofrer graves e custosos desvios.

    O fato, porém, é que não há sistema que resista à irresponsabilidade fiscal. Quando ela leva as lideranças políticas à completa predominância do curto prazo sobre o longo, para aproveitarem-se de passageiras situações econômicas favoráveis que lhes permitam permanecer no poder, o "mercado" (isto é, a realidade fática) acaba cobrando seu preço.

    O Brasil pagou esse preço no passado. É por isso que a presidente deve ser fortemente apoiada quando corta na carne do Executivo e pede moderação aos poderes Legislativo e Judiciário e aos sindicatos. Ela está certa: nunca a solidez fiscal foi tão necessária para proteger-nos da crise.

    ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.
    contatodelfimnetto@terra.com.br

    Konrad
    Veterano
    # nov/11
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    Kensei

    Bom tópico; eu já havia decidido abandonar esse chiqueiro, porém, há sempre luz no fim do tunel:

    De certa forma o texto abaixo é complementar ao do Delfim, no sentido de questionar efetivamente a o futuro de uma EU tão desequilibrada, vale a leitura, de qualquer forma:

    http://www.economist.com/node/21536872

    Black Fire
    Gato OT 2011
    # nov/11
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    De maneira geral, eu gosto dos artigos do Instituto Ludwing von Mises. Pra quem não conhece http://www.mises.org.br/.

    Konrad
    Veterano
    # nov/11
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    Achei o material interessante também:





    Também há um documentário produzido pela TV Senado, salvo engano, com a participação do Delfim Netto, em que ele fala sobre a economia brasileira nos tempos ditatoriais.

    Fala de forma mais histórica do que propriamente "economicista"; é bem interessante para quem quer ter uma visão mais "interna" do período, bem diferente do que me ensinaram na escola aqui no Brasil.

    Vou procurar e depois posto por aqui.

    Joseph de Maistre
    Veterano
    # nov/11
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    Aulas de Economia austríaca para adolescentes:



    Excelente iniciativa essa. Daqui a seis meses, a garotada aqui só vai falar sobre sistemas dinâmicos complexos e estruturas de capital.

    tambourine man
    Veterano
    # nov/11
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    Joseph de Maistre

    verei

    Simonhead
    Veterano
    # nov/11
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    ANTONIO DELFIM NETTO
    1º) seja fiscalmente responsável;
    2º) tenha poder para mitigar os seus defeitos (a flutuação que lhe é incitada e a redução das desigualdades que ele produz);
    3º) seja capaz de controlar o sistema financeiro. Deixado a si mesmo, este tem a tendência de servir-se do setor real e de controlar o poder incumbente, pondo em risco, ao mesmo tempo, o "mercado" e a "urna".


    Preciso ler mais desse cara.

    dibass
    Veterano
    # nov/11
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    Virei visitante deste site:

    http://dinheirama.com/

    Conteúdo de fácil entendimento e de ótima qualidade.

    tambourine man
    Veterano
    # nov/11
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    Joseph de Maistre

    avisa para essa mina do vídeo que a física também se apóia em dedução lógica. E fala para ela parar de usar as hard sciences como critério de verdade superior, porque hierarquia de saber é coisa do Séc XIX.

    O vídeo # 2 afirma que a praxiologia se funda em singularidades. Até onde eu sei a ciência lida com casos gerais, singularidades estão fora da teoria

    verei o #3 mais tarde

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