Ed_Vedder Veterano |
# mar/05
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srahead
Sei que tu es fã, e sei bem como é isso... frequento o fórum a algum tempo já, então me sinto a vontade pra te dar uns conselhos:
- Os textos que tu colocaste, num estilo de review, são muito bons. Quem dera todos fizessem isso ao invés de ficar postando abobrinhas. Vc não precisa ficar defendendo uma banda como Radiohead, eu sei é chato quando pessoas que mal conhecem a banda que vc mais gosta emitem "opinões" do tipo que sabemos bem quais são... Mas paciencia.
Opinião pessoal agora, acho Radiohead muito bom, não sou fã, mas curto Radiohead desde que ouvi creep pela primeira vez...
Como o Yeld fez referencia ao The Bends... eu realmente não sei sei te dizer qual dos dois é melhor... Acho que os dois tem um clima diferente, o que mw faz escuta-los em estados de espirito tambem diferentes.
Mas é isso ai, toca o seu tópico na boa, procura postar mais informações do que opiniões pessoais, se te pedirem informações, divulgue... mas ficar tentando fazer com que as pessoas que não gostam mudem de idéia é só perda de tempo. Falo por experiencia própria.
Um Abraço
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Ed_Vedder Veterano |
# mar/05
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O Radiohead não é mais um revolucionário...
Com a chegada deste "Hail to the Thief", a banda inglesa Radiohead, a mais inovadora dos últimos anos, fecha um novo ciclo na música pop atual. O disco é exatamente o que se esperava que a banda faria após Kid A e Amnesiac. Um álbum mais audível, com momentos que grudam fácil na cabeça do ouvinte.
O Radiohead é um exemplo raro de banda que leva milhares de fãs a estádios, e, ao contrário do Oasis ou dos Rolling Stones, fãs que querem ouvir, principalmente, não os grandes hits, mas as novas incursões de sua banda preferida. E falando nas novas canções da banda, "Hail to the Thief" é talvez o melhor amontoado de músicas já lançado neste milênio.
O rock, visto como um amálgama de estilos, sempre apontou caminhos diferentes, sempre apostou em novas tendências e volta e meia acabou voltando ao seu estado mais básico, visto o sucesso de bandas como White Stripes e the Strokes.
"Hail to the Thief", sexto disco de estúdio da banda é, no mínimo, fenomenal, genial, anos luz à frente de 99% da safra atual. No entanto, somos forçados a concordar: o Radiohead chegou a um beco sem saída.
Estamos em um mundo de ponta cabeça em que, como diria um maluquinho, "um ator estrangeiro virou Governador da Califórnia, o maior rapper do mundo é branco e a Alemanha, quem diria, não quis ir à guerra."
Um mundo em que ser inovador virou coisa de canalhas, ser retrô significa falta de originalidade, fazer rock alternativo virou pop e o pop, perdeu o sentido. Ser politizado soa falso, por mais verdadeiro que possa ser. Admitir uma postura torta, inconseqüente, do tipo quebra-tudo é a coisa mais brega do mundo. E adivinhar o que a critica do New Musical Express vai elogiar é mais difícil que chegar a Austrália nadando de costas.
Somos, assim, obrigados a chamar gente como o The Strokes de "salvação para o rock", quando na verdade eles são, no máximo, uma banda divertida.
Não que os Radiohead estejam descendo a ladeira. A banda continua melhor do que nunca, mas está prestes a virar parodia de si mesmo. Podemos prever que, se algo não for feito por Thom Yorke e companhia, daqui a cinco anos, um novo disco do Radiohead vai ser hoje como um novo disco do U2, do R.E.M. ou do Oasis. "Sem alarmes e sem surpresas". U2, Oasis e R.E.M. têm milhões de fãs, que estão com a banda há anos, que compram qualquer disco que a banda lançar, lotam estádios. Fãs que amam de paixão suas músicas. São bandas que já cravaram seus nomes na historia do rock e que agora podem se dar ao luxo de lançar o que quiserem. Não precisam provar nada mais a ninguém.
Por isso, fãs da banda, esse será o Radiohead daqui pra frente. Uma banda que não tem que provar mais nada a ninguém. Thom Yorke passou por momentos difíceis, Thom Yorke não deu um tiro na cabeça, Thom Yorke destruiu a si mesmo antes que a mídia o destruísse.
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