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      Uso de softwares para a aprendizagem

      Autor Mensagem
      caeliphera
      Membro Novato
      # 04/fev/18 17:47 · Editado por: caeliphera


      Estou estudando música sozinha em casa. Essa semana descobri um software chamado MuseScore 2, onde posso transcrever partituras e ouvi-las com o andamento que eu quiser, e com o instrumento que eu quiser.

      Até então, eu tava tocando o que tá na pauta e descobrindo como são as músicas (porque não sei prever as notas), e colocando toda uma dedicação pra transcrever as partituras dos estudos do método pro meu caderno, usando lapiseira, régua, e aí tocando com o metrônomo bem lento, depois aumentando alguns bpm, e sentindo os andamentos e tal...

      Usar esse software como apoio vai reduzir muito do meu esforço, sendo um caminho mais fácil... minha dúvida é: esse atalho pode deixar meu aprendizado menos intenso, ou facilitar as coisas pro ouvido é bom?

      (Na minha opinião, quase todo aprendizado é intensificado quando se tem menos recursos pra facilitar... mas, 1- minha opinião pode estar errada, 2- música lida com o ouvido, o que deve fazer uma diferença enorme, e 3- quase todo não é todo...)

      LeandroP
      Moderador
      # 05/fev/18 00:28
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      caeliphera

      Você está certa em explorar os recursos que possui para o aprendizado.

      Ismah
      Veterano
      # 05/fev/18 13:34
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      Seu aprendizado em que? Piano? Leitura de partitura a primeira vista?

      renatocaster
      Moderador
      # 05/fev/18 14:44
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      caeliphera

      Usar esse software como apoio vai reduzir muito do meu esforço, sendo um caminho mais fácil... minha dúvida é: esse atalho pode deixar meu aprendizado menos intenso, ou facilitar as coisas pro ouvido é bom?

      Eu acho que com o tempo vc mesmo vai descobrir se precisa de mais intensidade ou não nos estudos, independente do método ou ferramenta que esteja utilizando. Pode chegar um momento que essa ferramenta não mais seja suficiente, e que vc precise buscar outros recursos.

      Mas eu acho que é hora de desencanar com isso, vai acontecer de forma natural. Se esse software está ajudando, continue usando. Às vezes a gente tem a impressão de que um método mais "ortodoxo" ou mais "rudimentar" vai ajudar mais pq eles não geram tanta facilidade e isso acaba te "forçando" a aprender mais.

      Beto Guitar Player
      Veterano
      # 05/fev/18 16:11
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      Na minha opinião, quase todo aprendizado é intensificado quando se tem menos recursos pra facilitar...
      caeliphera


      Olha, sou da opinião que se você tem recursos facilitadores, então deve usar.
      Eu uso o Guitar Pro até pra compôr, acho muito válido e útil.
      Sem contar que se um determinado assunto se tornar massante demais, vai desestimular sua busca por conhecimento.

      caeliphera
      Membro Novato
      # 06/fev/18 22:43
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      Ismah

      Sim. Leitura, escalas... estudo cavaquinho.

      renatocaster

      Às vezes a gente tem a impressão de que um método mais "ortodoxo" ou mais "rudimentar" vai ajudar mais pq eles não geram tanta facilidade e isso acaba te "forçando" a aprender mais.

      Tenho essa impressão mesmo. Tipo calculadora vs. matemática: pode até agilizar o resultado, mas torna o estudante meio dependente da calculadora.

      Ismah
      Veterano
      # 07/fev/18 00:37
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      Acho que a analogia não vale. Mesmo que seja sabido que há uma dependência da calculadora, que implica muitas vezes em não conseguir compreender a conta em questão... No mundo real, ninguém usa lápis e papel, e pra quase nada...

      Regressão? Talvez. Mas veja bem, se a tecnologia está criando uma ferramenta facilitadora para as contas, porque NÃO usar?
      Meio que somos dependentes do machado pra cortar árvores, de martelos para várias coisas, já a séculos, e destas coisas ninguém, reclamam de ser refém... rs
      O problema não é a ferramenta, o problema é o uso. Se a calculadora te serve, e não é impeditivo para compreender o que está fazendo - um exemplo bobo: compreender a origem de logaritmos - não há problema no seu uso.

      Já na música... Bem, dependendo de teus objetivos, pode sim haver empecilhos. Mesmo que tu saiba toda a teoria, tenha leitura em primeira vista, o cavaco é um instrumento popular, onde se pega "de ouvido", e quase tudo. Raramente há conhecimento teórico, do que se está a fazer, o que pode tornar a partitura um empecilho.

      Falando da ótica de um pianista, já existiam tempos que eu tocava algumas peças que hoje eu não faço nem ideia, apenas lendo. De cabeça não sai nem a pau, são muitos detalhes.
      Porém, estamos falando de piano erudito, que é um contexto diferente do cavaco popular. No piano popular, não importa tanto a fidelidade a execução original e nem são obras tão complexas, logo não preciso da partitura, e sei boa parte dos "Memphis-woogies" de cor. .

      Penso que se a ferramenta está te ajudando de alguma maneira, ótimo. Mas ela não deve trazer um ônus de ficares dependente dela. Ou seja, tu precisa realmente LER a partitura, e SABER as escalas. Minha sugestão é ir alternando dias de estudo com e sem o MuseScore.

      Adler3x3
      Veterano
      # 07/fev/18 11:28 · Editado por: Adler3x3
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      caeliphera

      Bem já comentei sobre isto em outro post.

      O que se tem que compreender é que existem inúmeras ferramentas auxiliares para o aprendizado da música.
      Harmonia, arranjos, detectar tom e ouvir notas com exercícios de identificar o que se ouve e muito mais.
      E como já foi dito hoje em dia quase tudo (quase) passa pelo computador.

      Os antigos métodos em papel são válidos também.

      Uma coisa não exclui a outra, na verdade se complementam.
      Não é uma questão de dependência, é música, não importa.
      O que importa é aprender e tocar melhor, e até gravar bem o que toca.
      Isto é o que importa.
      Mas claro tem que ir aos poucos, muitas vezes o excesso de informação e ferramentas podem atrapalhar, e nos fazem perder o foco.
      O importante é ter o foco e objetivos a alcançar bem definidos.

      De cavaquinho tem métodos com boa teoria musical e partituras, um bom exemplo é um que tenho:

      Escola Moderna do Cavaquinho
      Henrique Cazes
      Lumiar Editora
      - afinações;
      - todos os acordes incluindo os dissonantes;
      - como tocar os vários ritmos no cavaquinho;
      - solo e acompanhamento;
      - músicas cifradas;
      - partituras;
      - teoria;

      Buja
      Veterano
      # 07/fev/18 11:48
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      Acho que o estudo deve ser focado em algum objetivo, nao importando os meios os as ferramentas pra se chegar la...com um certo senso, claro.

      Se quero estudar leitura de partitura a primeira vista, posso fazer isso preso numa sala vazia apenas com um lapis e papel, ou posso fazer isso sentado de frente a toneladas de gadgets e apps. Tanto faz.

      Acho que devemos usar o que facilita e alivia a sofrencia.

      Os caras do Quenia treinam corrida pra participar das olimpiadas e longas, e fazem isso as vezes até descalsos ou com tenis terriveis de tao velhos.
      Mas nao fazem isso por que sofrendo mais, ficam melhores. Fazem isso porque nao tem condicoes mesmo.
      Se tivessem condicoes de comprar um nike top por mes, comprariam.
      Nao tem porque sofrer sem motivo. Pode até atrapalhar o aprendizado.

      Ha de se usar o que tem a disposicao pra facilitar o aprendizado.

      LuLuCa94
      Membro Novato
      # 07/fev/18 12:02
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      Acho que vale muito para o treinamento do ouvido mas ler a partitura e treinar os movimentos para tocar a música é indispensável.

      Ismah
      Veterano
      # 07/fev/18 21:58
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      Buja
      posso fazer isso sentado de frente a toneladas de gadgets e apps. Tanto faz.


      Acho que a questão da pergunta é mais "se estar ouvindo a partitura" não seria prejudicial para a leitura, o que evidentemente é, já que se está educando o ouvido e não lendo propriamente dito.

      Da mesma maneira, que ler uma partitura no papel, melhora só tua capacidade de leitura, e não educa teu ouvido...

      Sacas?

      rhoadsvsvai
      Veterano
      # 07/fev/18 22:08
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      Não consigo me ver estudando musica sem um computador.

      Quer aprender um solo? pega o guitar pro. Não consegue a velocidade de uma frase? coloca em loop de velocidade progressiva e vai treinando. Quer tirar uma musica pra treinar o ouvido? diminui a velocidade sem mudar a afinação. Quer aprender blues? coloca no youtube e tenta criar frases de resposta pros improvisos ao vivo do bb king. Quer treinar rudimentos? só colocar o metronomo. Quer aprender a bateria de uma musica com tablatura ao mesmo tempo que uma pessoal real ta tocando? só ver as aulas do cifras club. Quer estudar cadencias? basta criar uma trilha de semibreves em teclado através de uma daw e ir mudando os acordes pra observar o efeito.Treinar sobre backing tracks sem fazer um barulho infernal? ligar a guitarra no pc pelo amplitube e rodar as bts. Aprender um lick novo, digitar o gênero no youtube.

      e mais mil exemplos que não consigo lembrar

      makumbator
      Veterano
      # 07/fev/18 22:14 · Editado por: makumbator
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      rhoadsvsvai
      Não consigo me ver estudando musica sem um computador.

      Como eu comecei a estudar música antes de usar computador pra atividade musical (eu até tinha TK2000 e CP400, mas não usava pra música), acho natural estudar sem ele.

      Inclusive comecei a trabalhar de copista ainda fazendo transcrições no papel (fazia muito o trabalho de subir 1 tom parte de piano pra poder ser usado com contrabaixo acústico em afinação solo. Paguei muitas aulas no instrumento fazendo essa permuta no Rio)

      Apesar que eu também estudo usando computador (e afins). Hoje em dia adoro improvisar sobre bases do Ireal pro, tocar músicas usando jammit e faz muitos anos que só trabalho de copista com computador (Sibelius e Dorico). Acho válido usar de tudo.

      LeandroP
      Moderador
      # 07/fev/18 22:20 · Editado por: LeandroP
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      makumbator
      fazia muito o trabalho de subir 1 tom parte de piano pra poder ser usado com contrabaixo acústico em afinação solo

      Legal o trampo, manolo!

      Ismah
      Veterano
      # 07/fev/18 23:03
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      rhoadsvsvai

      Acredito que eu tu e o makumbator, somos de nichos bastante diferentes, e isso pesa bastante.
      Eu fui saber o que era MEU computador, lá por 2008/9... Logo, tem mais alguns anos sem ele...
      Também venho da partitura, que até hoje me parece mais óbvia e fácil que o GuitarPro, ou ver alguém tocando.
      E venho da música regional: NÃO TEM transcrição praticamente - hoje das que tem, se não fui eu, sei quase todo mundo que fez/faz.

      Claro que são apenas métodos diferentes, mas eu me sinto mais confortável programando os loops que eu quero - ChordPulse...

      rhoadsvsvai
      Veterano
      # 07/fev/18 23:26
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      Ismah
      você citou uma coisa importante, vai muito do tipo de musica que a pessoa gosta também. Eu gosto em geral de hits de rock, então achar musicas do meu interesse transcritas na internet é bem facil... agora achar certas coisas, até de rock nacional é complicado.

      Ismah
      Veterano
      # 07/fev/18 23:44
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      Presumo que o autor do tópico não queira aprender cavaco para tocar fado, nem esteja transcrevendo Segóvia para o cavaco.

      Então, caímos no choro e no samba - acho que principalmente o carioca - que é quase que puramente regional, e passado oralmente. Evidente que devem ter transcrito alguma coisa, mas penso que quanto mais popular for o gênero - e isso toca o rock mais raíz, o metal tem aquele toque de música erudita - mais dispensável é a leitura, e mais importante o ouvido.

      Note-se, que falo de leitura (em partitura), não de uma base teórica.

      Meio que resumindo o que disse acima, a moda de viola dispensa leitura de partitura, e grandes teorias. Se souber, é um algo a mais apenas.
      Para um músico de orquestra, praticamente se dispensa o "saber de ouvido". Se souber, é um algo a mais apenas.

      Lelo Mig
      Membro
      # 08/fev/18 00:24
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      caeliphera

      Acho que a galera já falou o mais importante...

      Apenas vou dizer uma coisa, para que você desmistifique certos conceitos.

      A comparação com a calculadora não faz sentido, ok?

      Um matemático de verdade, sabe fazer a conta. E é isso que importa.

      Ele não precisa levar 3 dias para multiplicar alguns números com 20 dígitos se ele pode fazer em 5 minutos. Se o objetivo é chegar a um resultado.

      Isso não o desqualifica. A calculadora não faz raciocínio. Ela faz, basicamente, as operações que nós aprendemos entre o ensino fundamental e o médio.

      Dê uma calculadora para uma criança de 5 anos e uma equação de 1 grau anotada num papel e peça para ela resolver? A menos que seja um gênio precoce, ela não saberá o que fazer.

      Na música não e diferente. A parte racional (saber música) e a prática (tocar o instrumento) são separadas. Voce pode saber tudo de música e não tocar. Como pode tocar pra caralho e não saber nem onde fica um nota Dó no instrumento.

      Saber os dois é o ideal. Mas voce tem de aprender. E o que facilitar neste aprendizado, é bem vindo.

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