MinC anuncia R$ 100 milhões em linhas de crédito para o setor musical

    Autor Mensagem
    jorget
    Membro Novato
    # mai/16


    ESTADÃO: será que sai o financiamento a músicos?

    "Serão assinadas duas Instruções Normativas (INs) sobre direitos autorais, o que acelera sua aplicação prática. Uma trata da gestão coletiva nos direitos ligados à reprodução, distribuição e execução pública no ainda obscuro ambiente da internet. A outra exige a informação das músicas usadas em projetos audiovisuais. Além das TVs abertas, que já fazem isso, as produções para cinema e canais por assinatura que usarem música nacional deverão informar em detalhes ao MinC sobre as obras e seus respectivos autores para que eles passem a ser ressarcidos.

    O maior anúncio está ligado ao Ministério do Trabalho. O governo vai injetar na economia da música R$ 100 milhões em linhas de crédito pelo que está chamando de FAT-Cultura, o Fundo de Amparo ao Trabalhador voltado pela primeira vez para a área musical. O Banco do Brasil vai administrar três linhas de empréstimos que terão juros facilitados de 12,5% ao ano (contra números de mercado de 17% a 25%). O alvo são micro e pequenas empresas (com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões), cooperativas, redes e associações de músicos e empreendedores individuais, pessoa física – o músico que, fora das leis de incentivo e da indústria fonográfica, não consegue concretizar o lançamento de um disco, por exemplo.

    Os que tiverem um faturamento bruto anual de até R$ 120 mil terão acesso ao empréstimo. “Será uma fase de experimentação. Pode ser que haja demanda muito maior, ou que não seja totalmente usada”, diz o secretário de fomento, Guilherme Varella.

    Essa coisa de começar do zero sempre que ocorre algo é péssimo”, diz o ministro Juca Ferreira. Francisco Bosco, presidente da Funarte. O MinC acredita que, depois do anúncio, a linha de crédito esteja disponível em até 30 dias.

    Estudos da própria pasta mostram que a música é um dos potenciais econômicos mais desperdiçados pela inexistência de políticas públicas. O negócio de música gravada em 2015 colocou R$ 580 milhões em circulação (números da Associação Brasileira de Produtores de Discos), com um crescimento de 22,4% no meio digital. Mas a concentração de ganhos segue nas mãos das gravadoras (que possuem 85% do disco físico e 81% do digital). Mesmo abandonada a uma espécie de subinformalidade, a música acumulou nos últimos 10 anos um aumento de mais de 60% dos empregos."

    mais:

    http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,minc-anuncia-r-100-milho es-em-linhas-de-credito-para-o-setor-musical,10000048508

    jorget
    Membro Novato
    # mai/16
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    Apenas um comentário:
    no que diz: que terão juros facilitados de 12,5% ao ano (contra números de mercado de 17% a 25%). , nesses pequenos juros de 1% ao mês, será que compensará o alto valor do dolar? A juros zero já sai caro os instrumentos importados.

    LeandroP
    Moderador
    # mai/16
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    jorget
    A juros zero já sai caro os instrumentos importados.

    Pois é...

    Lelo Mig
    Membro
    # mai/16 · Editado por: Lelo Mig
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    jorget

    "será que compensará o alto valor do dolar? A juros zero já sai caro os instrumentos importados."

    É empréstimo para investimento em produções musicais, shows, gravação de CDs e etc.

    Ninguém vai emprestar dinheiro prá comprar instrumento.

    Era só o que faltava, governo financiar instrumentos em país de gente que passa fome e não têm onde morar.

    makumbator
    Veterano
    # mai/16
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    Lelo Mig

    Isso aí está no pacote de bondades da Dilma pra tentar se salvar frente a opinião pública. Vem no mesmo conjunto da correção da tabela de imposto de renda e aumento do bolsa família.

    megiddo
    Membro
    # mai/16
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    makumbator
    Isso aí está no pacote de bondades da Dilma pra tentar se salvar frente a opinião pública.

    Funciona assim, mas também como estratégia da terra arrasada.

    Del-Rei
    Veterano
    # mai/16
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    makumbator
    É, ela está tentando algo...
    Mas a notícia do aumento do IOF pra 1,1% foi triste....

    Foda...

    Um aceno de longe!!!

    jorget
    Membro Novato
    # mai/16 · Editado por: jorget
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    Lelo Mig
    Ninguém vai emprestar dinheiro prá comprar instrumento.

    ".. Banco do Brasil vai administrar três linhas de empréstimos ......e empreendedores individuais, pessoa física.."

    Apenas para lembrar, sobre cultura e artes, Hollywood e a musica americana faturam grande parte do PIB em trilhões e geram milhões de empregos e lucros mundiais, com imensos financiamentos (não existe filme sem financiamento), hoje sem industrias, virou a maior exportação americana: filmes e música (ou artes). Sem falar na TV (cabo e séries). Somos o que perto disso? O país da pirataria? Ou devemos mudar e faturar?

    Ismah
    Veterano
    # mai/16
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    Soa interessante essa notícia, pra quem tem um projeto bem encaminhado os QI's certos...

    Lelo Mig
    Membro
    # mai/16 · Editado por: Lelo Mig
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    jorget

    "com imensos financiamentos (não existe filme sem financiamento)"

    Cara, a realidade estaduniense é totalmente diferente da nossa. Historicamente o que mais tem é gigantes cinematográficas que quebraram, faliram, foram vendidas e/ou incorporada por outras... e sabe porquê?

    Porque lá quem deve têm de pagar... Ninguém alivia, subsidia... é a regra capitalista do "quem não têm competência não se estabelece".

    Hollywood, Broadway, Super Bowl e etc, não é coisa para amador... o risco de fazer fortuna é enorme e o de quebrar maior ainda.

    Governo americano não banca Um Dólar de prejuízo de empresa privada, nem administra... só empresta e quer de volta, no prazo combinado, com juros.

    O Brasil, não possui a miníma capacidade de lidar com esse nível de profissionalismo. Aqui, eventos culturais no geral são amadores, que se sustentam com esmola pública, que por sua vez é moeda de troca eleitoral e que no fundo quem banca sou eu e você!

    fernando tecladista
    Veterano
    # mai/16
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    O alvo são micro e pequenas empresas (com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões), cooperativas, redes e associações de músicos e empreendedores individuais, pessoa física – o músico que, fora das leis de incentivo e da indústria fonográfica, não consegue concretizar o lançamento de um disco,
    Os que tiverem um faturamento bruto anual de até R$ 120 mil terão acesso ao empréstimo

    Lelo Mig
    É empréstimo para investimento em produções musicais, shows, gravação de CDs e etc.

    Ninguém vai emprestar dinheiro prá comprar instrumento.

    Isso mesmo

    Mas tem uma galera por aqui e no face que tá achando isso

    Lembrando que emprestimo se compra o treco e vai pagando aos poucos
    Tem gente que nem consegue bancar uma pedaleira 12X no cartão
    Então não adianta sonhar, primeira coisa quando se pegar dinheiro e comprovar capacidade de pagamento

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