Pra Ser Sincero (Eng do Hawaii) e Metrônomo

    Autor Mensagem
    FernandoMineiro
    Membro Novato
    # 21/fev/19 22:00


    Prezados,

    Estou começando a estudar com metrônomo, mas não consigo achar o BPM da música Pra Ser Sincero dos Engenheiros do Hawaii.

    Parece que no começo da música tem um andamento e depois outro. Isso acontece mesmo ou eu que estou lerdo?

    No meio da música, 65BPM bate bem com a gravação original, mas na introdução e nas pausas, parece que não funciona.

    Alguém que toca essa música pode me ajudar?

    Obrigado

    viniciusjau
    Veterano
    # 05/mar/19 11:00
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    133bpm
    Mas se vc tiver ouvindo a versão ao vivo pode ser que mude o andamento

    Ismah
    Veterano
    # 05/mar/19 14:17
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    O Gessinger tem uma vibe viajada... Não duvido que tenha gravado SEM metrônomo, apenas no feeling... O que não é nada anormal...

    Lelo Mig
    Membro
    # 05/mar/19 15:04 · Editado por: Lelo Mig
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    Ismah

    "Não duvido que tenha gravado SEM metrônomo"

    Eu tenho certeza!

    Gravei e frequentei muito Studio nessa época.

    NUNCA vi uma banda (nem baterista) usando metrônomo em gravações. (Nessa época).

    JJJ
    Veterano
    # 06/mar/19 10:55 · Editado por: JJJ
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    Concordo com o Lelo Mig.
    Metrônomo era pouco usado no rock até os computadores dominarem a cena musical e arruinarem tudo.

    Detalhe: sou músico e profissional de informática. Lido com ambos, juntos, desde a década de 80. Mas fatos são fatos...

    Ismah
    Veterano
    # 07/mar/19 14:46
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    Não posso garantir, não estava lá...
    A gravadora era grande, e pegou uns malucos, que bebiam e usavam drogas pela capital gaúcha, pra gravar um disco... Isso não podia dar certo, mas deu...
    Baseado no primeiro show televisionado pela RBS... Não sei nem se eles conseguiam tocar no metrônomo... kkkk

    Lelo Mig
    Membro
    # 07/mar/19 15:15
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    Ismah

    "Isso não podia dar certo, mas deu..."

    Deu certo durante décadas...

    Justamente quando o Rock parou de ser feito por maconheiros e bebados, surgiram as aberrações do tipo "metaleiro vegano conservador de direita" ...ai fudeu!

    Beto Guitar Player
    Veterano
    # 07/mar/19 15:26
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    Parece que no começo da música tem um andamento e depois outro. Isso acontece mesmo ou eu que estou lerdo?


    Especificamente na música do Engenheiros eu não sei, mas não é totalmente incomum haver mudança de tempo em algumas músicas.
    De qualquer maneira, como disse o pessoal, provavelmente a música não foi gravada com metrônomo, então é perfeitamente possível haver uma pequena variação.

    JJJ
    Veterano
    # 07/mar/19 16:02
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    Se ficaram encrespados com isso, sugiro que ouçam Stairway to Heaven com atenção ao andamento...

    Beto Guitar Player
    Veterano
    # 07/mar/19 16:04
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    Se ficaram encrespados com isso, sugiro que ouçam Stairway to Heaven com atenção ao andamento...


    Nossa, aquele solo do final é tenso...

    Lelo Mig
    Membro
    # 07/mar/19 22:22 · Editado por: Lelo Mig
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    JJJ
    Beto Guitar Player

    Pra vocês terem uma idéia a banda que mantive por 15 anos durante os anos 80-90, temos umas 50 canções autorais, garanto que ninguém na banda sabe qual o bpm de NENHUMA delas e garanto que NENHUMA tem bpm constante do início ao fim.

    Isso nunca foi uma preocupação em minha geração. Bpm e metrônomo era somente pra estudo de destreza e técnica.

    Uma canção que não varia o Bpm? Segue reta do começo ao fim?

    Que merda!

    Ismah
    Veterano
    # 07/mar/19 22:58
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    Lelo Mig

    Não sei se APENAS as drogas é que fizeram isso... Uma parte, é que os caras dessa época, viraram ídolos e ficaram... Foram envelhecendo, e com isso precisaram de cuidado com a saúde... Virar natureba, foi questão de sobrevivência...
    A sociedade, também mudou. Minha mãe sempre pediu para "ficar longe das más influência" (ainda que ela sabia que eu era a má influência)... E a nova geração, foi criada realmente a base de leite Ninho, em apartamento, num espaço limitado a um carpete... Diferente das gerações que deram origens aos (hoje) clássicos do rock...

    A composição, pode ter sido afetada, mas é muito mais amplo! E se resume a falta de base... Não que os maluco beleza tenham sumido, mas é que em proporção diminuíram, e por consequência, os que viriam a ser artistas de destaque também...

    Entendo realmente que não está sendo literal, mas quem não tem história, não tem nada pra contar...

    fernando tecladista
    Veterano
    # 07/mar/19 23:13
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    trocentas músicas tem variações de andamento as vezes se nota em refrão X estrofe, fora os ralentandos, fermatas, paradinhas, convenções... se faz tudo isso em cima do metrônomo 100% vai soar um robô ou um teclado de churrascaria

    para estudar com metrônomo é interessante pra treinar a marcação de tempo, ou metrônomo ou bateria eletrônica, mas ao vivo o charme são essas variações de tempo

    Beto Guitar Player
    Veterano
    # 08/mar/19 08:04 · Editado por: Beto Guitar Player
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    Lelo Mig

    Uma canção que não varia o Bpm? Segue reta do começo ao fim?

    Que merda!


    A questão é que antigamente existia aquele negócio bacana de se tocar em banda. Até tem um tópico falando sobre o formato de banda que hoje em dia praticamente não existe mais.
    Hoje está todo mundo fazendo música sozinho e, para isso, usa de artifícios tecnológicos como baterias e outros instrumentos virtuais, deixando assim a música mais reta, sem muita variação de tempo, o que era comum quando se tocava na banda.
    Quantas vezes a gente (guitarrista) xingava o baterista por estar acelerando demais a música e ferrava a gente nos solos, kkkkkk.

    Lelo Mig
    Membro
    # 08/mar/19 09:11 · Editado por: Lelo Mig
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    Beto Guitar Player

    Em show....principalmente a primeira canção, o baterista "adrenado" pela emoção e ansiedade puxa o bpm nas alturas... o baixista tem que ficar freando o sujeito...kkkk

    JJJ
    Veterano
    # 08/mar/19 10:13 · Editado por: JJJ
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    Lelo Mig

    Minhas bandas também nunca usaram metrônomo (click). Uma única exceção foi nos anos 90, quando uma das músicas que estávamos gravando tinha uns lances em MIDI, daí precisou.

    Ismah
    Veterano
    # 08/mar/19 16:44
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    Beto Guitar Player

    É muito anterior a isso! Se buscava a perfeição, até que ela chegou nos meados de 80 - lá se vão 30~40 anos - e se descobriu que isso não soava musical... Apenas assim!
    Hoje, uma mixagem que não tem a bateria colada no grid, e ao menos a voz afinada digitalmente (não necessariamente de forma robótica), soa como uma gravação amadora e/ou velha... Não tem pra onde fugir, nos acostumamos a esse padrão, e a indústria pede isso...
    Blue and lonesome (Stones) é um disco fora da curva, gravado como em 1960 (ou quase), e muitos outros são feitos ainda assim, mas comercialmente, não funciona...
    Quem quer um disco, presumo que gostaria ao menos que ele se pague sozinho... Pois se for fazer "do jeito certo", gravar um disco, é um investimento que custa na faixa de 20 a 30 mil... A prensagem sai na faixa de 1,00 a 1,50 cada um, e depende mais do invólucro que do disco em si.

    Ningen
    Veterano
    # 08/mar/19 17:11 · Editado por: Ningen
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    Hoje, uma mixagem que não tem a bateria colada no grid, e ao menos a voz afinada digitalmente (não necessariamente de forma robótica), soa como uma gravação amadora e/ou velha...

    Já discutimos isso aqui e inclusive não quero falar mais nada sobre, apesar de discordar veementemente rsrs. Mas deixo essa música que me peguei ouvindo sem parar nos últimos dias que tem uma bateria bem longe de grid... e que a deixa com uma vibe bem particular.



    Ningen
    Veterano
    # 08/mar/19 17:33
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    O que penso do metrônomo é o seguinte... é uma ferramenta que serve principalmente pra você aprender a tocar exatamente quando quiser. Pra depois você ter a liberdade de tocar onde seu próprio ritmo te levar.

    Ismah
    Veterano
    # 08/mar/19 17:51
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    Ningen

    Apenas se tu não souber discutir, como já notei vindo de outros foristas.
    Estou falando com enfoque comercial, não é minha opinião pessoal, não é o que eu gosto, não é o que eu acho...
    É a conclusão, a partir das minhas experiências profissionais, em relação ao que o mercado apresenta...

    E isso não é uma verdade absoluta necessariamente, mas uma ótica

    Ningen
    Veterano
    # 08/mar/19 18:06
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    Ismah

    E isso não é uma verdade absoluta necessariamente, mas uma ótica

    Sendo assim, sim.

    FernandoMineiro
    Membro Novato
    # 17/mar/19 20:29
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    Obrigado a todos pelas opiniões!

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