ES-335: inacessibilidade do hardware

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nichendrix
Veterano
# jan/16
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Mauricio Luiz Bertola
Bertola minha experiência vai totalmente de encontro a isso em alguns sentidos. Realmente regulagem de Gibson não é algo que dá pra fazer sem atenção, mas uma vez reguladas, elas se mantém reguladas por bem mais tempo e uma gama mais diversa de situações, no meu caso as ES semi-sólidas tendem a se manter mais estáveis que todas as outras guitarras.

As Teles dá pra regular em 5min, mas ao menos aqui, onde há variações bem grandes de temperatura e umidade entre ambiente externo e interno, elas não são tão confiáveis assim (embora sejam bem mais confiáveis que stratos e super stratos).

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# jan/16 · Editado por: Mauricio Luiz Bertola
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nichendrix
Cara, tudo é uma questão de cuidado de manutenção e do próprio projeto em sí.
Mas, não concordo que as Gibsons sejam em sí mais "estáveis" não. Tudo se resume à qualidade do "hardware" e dos cuidados dispensados ao instrumento.
Acho que as Fenders (mormente as telecasters) serem guitarras mais "rudes" e mais baratas, faz com que seus donos lhes dispensem menos cuidados.
Em todas as bandas que toquei os guitarristas possuíam tanto umas quanto à outras (ou suas variações), sempre reguladas com muito carinho por mim mesmo e geralmente muito bem tratadas por seus donos (óbviamente sob minha orientação), e eu nunca notei essa disparidade...
Já instrumentos tipo Ibanez (como as JS ou JEM), são bem mais vítimas de variações climáticas e uso por conta dos braços com pouca massa (finos) e pontes tipo FR...
Abç

nichendrix
Veterano
# jan/16
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Mauricio Luiz Bertola

Cara, pois eu noto sim uma diferença especialmente na estabilidade do braço das semi-sólidas pras demais, não sei se por serem mais largos e mais grossos, logo terem mais massa eles respondem menos ou mais lentamente ou se é porque há uma mudança na disposição dos veios do braço em relação ao bloco central. Enfim, você é luthier pode responder isso melhor que eu, mas a diferença está lá, isso eu garanto, o quão grande ela é, vai depender de quem toca, eu uso cordas muito baixas, logo qualquer besteira, já estraga tudo.

Concordo que no caso de Super Stratos o buraco é bem mais embaixo e elas são mais responsivas a mudanças, mas mesmo nelas notei diferenças significativas no tempo que tinha uma Jackson Soloist e uma Ibanez JEM, a Soloist era com braço neck-through e era bem mais estável que a JEM.

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# jan/16
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nichendrix
Essa diferença que vc nota está relacionada à forma de construção (braço colado) e a qualidade da madeira de uma Gibson.
Esses dias mesmo eu trabalhei com uma Gibson Les Paul Traditional (Excepcional!) e uma Sheltar Nashville...
A Gibson (óbvio), além de "zero bala", exigiu apenas uma regulagem de tensor e entonação para obter uma ação bem baixa sem qualquer trastejamento. Já a Shelter, além de uma regulagem de tensor mais trabalhosa, exigiu "rebatimento" de trastes, etc... O braço é menos estável...
Já tive em mãos Stratos e Teles dos anos 70 ou modelos Standard ou Custom Shop, cujos braços eram de estabilidade absoluta também...
Abç

Velvete
Veterano
# jan/16
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Mestres das semi!!

Como estão os pots de volumes de vcs? Treble bleed ? 50' wiring?

Abaixar o volume pra ter dinâmica e matar os agudos é dureza...

Pior é se atrever na ligação dos potenciometros já que eles estão escondidos lá nas cavidades.

Mauricio Luiz Bertola
Veterano
# jan/16
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Velvete
Cara, "treble bleeder" é lance polêmico. Tem gente que adora e outros não dão a mínima. E em algumas guitarras ele faz pouca diferença (eu noto mais atuação em Fenders...).
Uma coisa é certa: Mexer com semis (sejam com ou sem o bloco central), não é coisa para amador...
Abç

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