Escrevendo Trilhas de bateria em MIDI - Piano Roll ou controlador?

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    janick
    Veterano
    # fev/13


    Estou querendo acabar as trilhas de bateria de uma música que estou fazendo! Porém, ta difícil criar as viradas no Piano Roll, o Beat Designer do Cubase também. Além disso, os "fills" do EZD e do AD não encaixam nas minhas idéias.

    Gostaria de saber, pra fazer viradas algo mais elaborado... da pra fazer no Piano Roll e cia ou seria melhor comprar um micro controlador tipo aquele Pad Nano da Korg?

    Raphael F. Silva
    Veterano
    # fev/13
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    janick
    Dá pra fazer no piano roll tranquilamente, basta 'pensar' como um baterista.
    Literalmente, vale ate um 'Air Drums' pra você imaginar como o batera faria essa virada!

    Não sei opinar quanto áos controladores :( , nunca tive oportunidade de testar!
    Abração!

    janick
    Veterano
    # fev/13
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    Raphael F. Silva
    Ai que ta o problema... eu até ouço muito música prestando atenção a trilha de bateria para entender melhor o que eu preciso fazer para acertar as viradas... mas as vezes tento fazer as viradas, ou sobra prato, ou falta prato, ou tem peça fora do tempo, etc... por isso pensei que um controlador desses tipo Pad fosse facilitar pelo menos na "fluência" das idéias, entende?

    Raphael F. Silva
    Veterano
    # fev/13
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    janick
    O grande lance das viradas seja talvez a dinâmica das peças..
    por exemplo, na caixa o cara manda um ' ta ta ta Ta TA ta TA ', sendo os maiúsculos batidas mais fortes, e os minusculos mais fracas..

    isso acompanhado de uns bumbos duplos, batidas nos pratos de leve..
    O controlador talvez ajudaria bastante no quesito criatividade.. Mas pra montar o midi, axo que o piano roll se torna mais simples!

    Nas Daws costumam existir um teclado virtual..
    No reaper, você ativa o teclado virtual, e toca a batera nas teclas do seu teclado mesmo. Ajuda bastante! =)

    janick
    Veterano
    # fev/13
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    Raphael F. Silva
    Então!
    Eu até tenho um teclado midi aqui mas acho que pra bateria é meio embassado, visto que o tempo de volta da tecla, costuma atrapalhar na execução. O bom do PAD é que não tem essa volta e tu pode ter uma velocidade maior na batida das peças!

    E sobre a dinamica, isso ai é de boa no beat designer e no piano roll, só mexer no velocity!
    Mas o negócio é encaixar tudo no tempo certo, botar pratos aonde deve, não exagerar... meio que essa sensibilidade de programar isso, não é meu forte.

    Tu tem material sobre como se criar trilhas de bateria, fora o "feijão com arroz"? ehehe

    Valeu!

    makumbator
    Veterano
    # fev/13
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    janick

    No Cubase eu gosto de usar o beat designer em conjunto com outros editores midi (o de partitura, o de lista, o de bateria e o de teclas).

    No de teclas eu utilizo as funções de vst expression, que são muito intuitivas e funcionais para humanizar as linhas. No de bateria eu costumo usar as funções do editor lógico, para alterar velocities, timming, etc...

    Mas o mais importante é mesmo tentar pensar como um baterista.

    Outra boa idéia é importar uma virada de um banco de midis já pronto (como os que vem nos samplers de bateria) e alterar a virada a seu gosto. Com isso você já tem um ponto de partida mais realista e humanizado para começar a trabalhar até deixá-lo personalizado e dentro de sua intenção final.

    Raphael F. Silva
    Veterano
    # fev/13
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    janick
    Então! não tenho um material dedicado á isso! =/
    Mas o makumbator tá certo, o mais importante mesmo é pensar como um batera, e com bom senso!

    kiki
    Moderador
    # fev/13
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    janick
    vai depender se voce vai conseguir ter desenvoltura com o controlador...

    eu ainda nao me meti nessas, mas acho que se eu tentar fazer uma virada de bateria nas teclas de um piano vai ser mais desastroso do que usando o pianoroll!
    editar o midi no pianoroll é mais "frio", mas é mais preciso.

    uma sugestão que eu pensei mas nunca executei (se for o caso, teste e me conte depois se deu certo):
    - voce tá lá com a base da bateria montada, falta acertar viradas e contratempos.
    - voce já ta gravando umas bases de guitarars ou similares. na hora das viradas, grave com a guitarra mesmo o ritmo que voce gostaria (abafando, ou batendo uma palhetada bem percussiva).
    - pelos peaks do som da guitarra, tente identificar onde cairão as batidas do midi da bateria.
    (seria bom se abrisse o pianoroll na propria track, nao sei se algum daw faz isso, o reaper nao faz).

    Jube
    Veterano
    # fev/13
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    Cara eu uso controlador para todo tipo de instrumento, mas bateria é um que não consigo de maneira nenhuma ser natural, eu costumo montar ela direto no editor midi no piano roll ou escrever num guitar pro da vida.

    Adler3x3
    Veterano
    # fev/13 · Editado por: Adler3x3
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    Janick

    Os três métodos são válidos. (edição no piano roll, copiar e colar de outros midis e editar, e tocar e gravar por um controlador e editar
    Na maioria dos casos a edição no piano roll vai estar presente.
    Mas se não somos bateristas de ofício sempre vamos ter dificuldades.
    Eu tento primeiro fazer tudo via midi pelo mouse mesmo.
    Quando não consigo um resultado satisfatório tento fazer usando um teclado controlador, mas isto requer uma certa coordenação motora que só um baterista ou ritmista de verdade tem.
    E assim tem que gravar pelo método de tentativa e erro até conseguir o resultado almejado, e no final acaba sendo um misto de gravar pelo controlador e editar pelo mouse.
    Eu faço assim:
    01- Gravação usando teclado
    Uso um teclado arranjador, e assim gravo e quantizo dentro dele mesmo.
    Sempre tenho que fazer diversas gravações até acertar a batida, requer um certo período de ensaio e múltiplas tentativas.
    O ideal é gravar escutando junto por exemplo a batida de um violão ou base de guitarra numa track já humanizada.
    Um truque é reduzir as bpm (batidas por minuto) e assim podemos tocar devagar e acertar mais fácil (mesmo usando o próprio teclado do computador, só que não tem sensibilidade), depois basta alterar as bpm para o valor original da música.
    A quantização serve para encaixar as notas dentro do compasso e corrigir os erros que cometemos quando tocamos.
    A quantização deve ser usada quando não tocamos bem, seja tracks de bateria ou até outras trilhas de instrumentos.
    Mas a quantização também pode gerar resultados totalmente inesperados e até com mais erros, e aí o único jeito é acertar pelo piano roll.
    E no caso de teclado ou outras máquinas para funcionar bem e poder salvar o estilo tem que quantizar.
    Mas deve ser utilizada com cuidado, sempre utilizando duas tracks, uma com a gravação original (com os defeitos) e outra com a quantização, para facilitar o processo de humanização que é a criação de uma terceira track, que vai ser a final com a combinação das duas mais o que for necessário.
    Os teclados de hoje tem muitos recursos.
    Mas tem que humanizar o processo.
    Pois não tem coisa mais irritante do que acompanhamento automático de teclado, sempre soa robótico, por melhor que seja o estilo/qualidade.
    Da mesma forma também soa robótico os midis criados automaticamente por softwares. (e um ou dois compassos pode parecer que soa legal, mas numa música com dezenas ou centenas de compassos, fica horrível.)
    Por mais que uma Daw ou software tenha um recurso chamado de humanização ou com outro título, sempre vai soar robótico, ou até desconexo com a música, e o resultado na maioria das vezes não é bom.
    É bom lembrar que muito dos recursos que existem nos softwares ou teclados foi desenvolvido para a música puramente eletrônica e seus estilos (Techno, Trance etc...), mas que para uma música mais tradicional não são os ideais, ajudam no processo mas requerem sutis ajustes.
    Todos os compassos não podem ficar iguais, e assim além das diferentes velocidades, tem que existir pequenas diferenças de tempo.
    Podem pegar uma gravação de um músico de verdade e abrir num editor de áudio e verificar as variações.
    Mas não adianta nada pegar uma gravação de uma músico de verdade que foi alterada no estudio e os compassos continuam a soar sempre iguais.
    É bom lembrar também, que muitos técnicos de estúdio tem conhecimento de toda a parafernália de hardware e de softwares, mas como músicos não são lá grande coisa, e também não estão entrosados com o estilo e modo de tocar da banda ou do músico, e não interpretam corretamente a música em si, e assim a tendência destes técnicos é de robotizar e de muitas vezes de destruir a música, retirando a humanidade ou aplicando efeitos em demasia que prejudicam a dinâmica da peça musical.
    E infelizmente os músicos estão sujeitos e até reféns dos técnicos nesta questão.
    02- Salvo o arquivo midi.
    03- Abro o arquivo midi na Daw, e faço edições pelo piano roll, tentando humanizar o que a quantização automatizou (robotizou em demasia), lembrando em sempre preservar (salvar) a gravação original mesmo com os erros, mas que pode servir de referência para os ajustes.

    Jube
    Veterano
    # fev/13
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    Adler3x3
    Boas dicas, faço igualzinho e acabo mexendo em peça por peça porque usar um humanize nativo do daw não resolve e tira todo o ritmo da música.

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