Até onde vai o Imediatismo

    Autor Mensagem
    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 29/set/20 23:10


    Beleza galera?

    Nos estamos a cada dia com mais pressa, e rodeado de propagandas que dizem que tudo acontece rápido, cheio de notificações no celular. Acelerados ao máximo.

    E eu toco a um tempo e sei que esse imediatismo alem de tóxico não gera resultado, mesmo estudando métodos e técnicas as coisas não acontecem do dia pra noite.

    Minha sensação é que o felling vai morrer só por que as pessoas querem um resultado.

    O que vocês acham?

    Eu fiz um vídeo falando um pouco sobre o assunto para quem quiser ver.




    makumbator
    Veterano
    # 29/set/20 23:35
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    A cura para o imediatismo é a procrastinação. Procrastinem sempre que possível, e serão mais felizes.

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 30/set/20 00:19
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    makumbator
    Procrastinem sempre que possível, e serão mais felizes.

    Agora fiquei confuso, por que procrastinar também é ruim EUIAHEIUHIUEHE

    Na verdade acho que o ideal é achar um ponto de equilíbrio.

    Mauricio Luiz Bertola
    Veterano
    # 30/set/20 07:46
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    ErickDutraLemos
    Não existe "cura" para o imediatismo; simplesmente porque ele não é uma "doença". É uma característica gerada pela estrutura econômico-tecnológica da Sociedade em que vivemos, do Capitalismo do século XXI.
    Questões como as que você aborda no seu vídeo são inevitáveis nos dias de hoje.
    Mesmo o que você cita como "organização" e "método", é dica de difícil implementação - embora válida e fundamental.
    No meu meio, o acadêmico, esse processo também já existe à muito, com exigência de "produtividade" e "publicação" à "todo custo" e à "toque de caixa". Resultado: 80% do que é produzido hoje na "Academia" (no mundo todo) não passa de "requentamento" de uma mesma ideia ou pesquisa.
    Por isso que, de certa forma, entendi o que o makumbator quis dizer e concordo com ele.
    Abç

    Lelo Mig
    Membro
    # 30/set/20 12:26 · Editado por: Lelo Mig
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    ErickDutraLemos

    Não haverá mudanças, pelo menos em curto médio prazo, com relação à isso, é um reflexo dos tempos atuais.

    Sempre digo que não gosto muito de argumentações do tipo "no meu tempo era melhor" ou "antigamente"... as coisas apenas mudam, não necessariamente para pior ou para melhor, apenas mudam.

    Existe uma pressão muito forte nas últimas décadas (disfarçada de coisa boa), que prolifera a idéia de que temos de ser empreendedores, proativos, focados e etc... isso tudo é bobagem, apenas uma forma de convencer as pessoas a trabalharem feito uns burros 12 horas por dia e se acharem ricas porque compraram um apartamento e uma bosta de um carro popular zero.

    Quando a tecnologia começou a eclodir massivamente nos 80 em diante, ainda se tinha a ilusão de que ela beneficiaria o ser humano e ele trabalharia menos e teria mais tempo para se cuidar. O ser humano se fodeu... trabalha o triplo prá ganhar metade e sempre têm um "ambicioso, empreendedor proativo" para roubar seu emprego pela metade do seu salário.

    Música se tornou produto e como tal, entrou no mesmo pacote.

    Repito o que já disse em outro tópico, música é uma arte morta! Portanto os trabalhadores da música atual são empreendedores proativos e não artistas.

    Buja
    Veterano
    # 30/set/20 12:33
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    Ainda existem artistas, mesmo que bem pouco na moçoroca toda, e ainda continuaram a existir artistas.

    Mas concordo com o Lelo. O lado artístico está morrendo porque, na maioria dos casos, quem faz arte espera que outro aprecie.
    E apreciar arte gasta tempo, o que o imediatismo está tirando das pessoas (dar tempo para digerir as coisas)
    Logo, a arte perde o sentido de ser. Então, o artista, precisa deixar de lado a produção artisitica, para fazer produção comercial.
    Logico, ele precisa comer e pagar as contas. Então, a arte está morrendo, e concordo com o Lelo nisso.

    HortaRates
    Membro
    # 30/set/20 12:50
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    Eu acredito que há espaço para convivência do "artista" e o do "empreendedor proativos".
    O que é complicado é o "empreendedor proativo" querer que seu trabalho seja apreciado como arte, e o "artista" querer que seu trabalho lucre como um empreendimento.

    O lado artístico está morrendo? não sei... Hoje existem muitas pessoas no mundo, e uma minoria (mas mesmo assim um número considerável, muito maior que antigamente) vive em países onde não é necessário ralar de Sol a Sol pra sobreviver. Essas pessoas tem total liberdade pra fazer arte, e o número delas só aumenta a cada dia.
    Artistas consolidados que já ganharam sua fortuna com o lado comercial também têm liberdade pra experimentar e fazer arte, pois tudo o que lançarem ficará famoso e será ouvido. Nesse caso fica a critério deles.

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 30/set/20 23:43
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    Mauricio Luiz Bertola
    Por isso que, de certa forma, entendi o que o makumbator quis dizer e concordo com ele.

    Tem sentido sim, eu que não parei para pensar direito, ironicamente fui imediatista haha

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 30/set/20 23:44
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    Lelo Mig
    Repito o que já disse em outro tópico, música é uma arte morta! Portanto os trabalhadores da música atual são empreendedores proativos e não artistas.

    Eu concordo, realmente música é uma arte morta. Musica agora é tipo doce enlatado. euiaheuih

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 30/set/20 23:45
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    Buja
    E apreciar arte gasta tempo

    Acho que as pessoas não conseguem apreciar mais nada, a galera viaja pra tirar foto e guarda.

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 30/set/20 23:46
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    HortaRates
    Artistas consolidados que já ganharam sua fortuna com o lado comercial também têm liberdade pra experimentar e fazer arte, pois tudo o que lançarem ficará famoso e será ouvido. Nesse caso fica a critério deles.

    Essa possibilidade existe, problema e que a galera que ouve quer o produto de sempre.

    Exemplo Link Park antes do cheaster morrer, fizeram um CD um pouco diferente pessoal caiu matando em cima.

    Lelo Mig
    Membro
    # 30/set/20 23:54 · Editado por: Lelo Mig
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    ErickDutraLemos

    Obs: Só deixar registrado que quando eu escrevo aqui estas colocações, via de regra, eu generalizo para não perder tempo com detalhes (quando eles são irrelevantes) e ir direto ao ponto.

    Mas, é claro, que sempre haverá quem faça arte e quem aprecie arte e de certa forma, são estas pequenas sementes e ações isoladas que poderão, quem sabe um dia, germinar num futuro que retome algumas necessidades humanas desprezados hoje.

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 01/out/20 00:25
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    Lelo Mig
    Obs: Só deixar registrado que quando eu escrevo aqui estas colocações, via de regra, eu generalizo para não perder tempo com detalhes (quando eles são irrelevantes) e ir direto ao ponto.

    Sim eu entendi que era no geral.

    Buja
    Veterano
    # 01/out/20 08:34 · Editado por: Buja
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    Tambem entendi.

    Nao falamos discordando de voce, so acrescentando mesmo...


    Essa possibilidade existe, problema e que a galera que ouve quer o produto de sempre.

    Exemplo Link Park antes do cheaster morrer, fizeram um CD um pouco diferente pessoal caiu matando em cima.


    Isso ocorre em bandas consolidadas. Quem ouve metallica do inicio, nao aceita o load nem reload.
    Quem ouve megadeth no inicio, nao aceita united abominations.
    Quem ouve linkin park, acha dificil aceitar musicas do nivel de given ou no more sorrow.
    Quem ouve iron, nao aceita o virtual xi.

    Recentemente saiu o novo album do eric johnson, e por increça que parível, ele canta!
    Galera da descendo o malho, o cara fez uma carreira instrumental, e agora solta o gogo pra fazer arte, ninguem aceita.

    Eu ja gosto de quando da uma mudada, leve, e interessante.
    Nada drastico, mas arte é assim!

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 01/out/20 17:14
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    Buja
    Eu ja gosto de quando da uma mudada, leve, e interessante.
    Nada drastico, mas arte é assim!


    Eu curto mudanças tambem, é que eu me coloco no lugar do artista que quer mudar e tem que ficar fazendo formula. deve ser um saco.

    Lelo Mig
    Membro
    # 01/out/20 18:07
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    Buja
    ErickDutraLemos

    Eu acho que a gente tem de ser criterioso com esta coisa da mudança. Uma coisa é a liberdade do artista fazer o que bem quiser, outra de seu público gostar ou não, explico:

    Alguns artistas, como David Bowie, Pink Floyd, Caetano Veloso, entre tantos outros, têm um disco muito diferente do outro, a mudança faz parte de sua arte. Ainda que tenham um estilo pessoal, se permitem muitas fases. Seu público absorve isso.

    Já um AC/DC, por exemplo, se amanhã o Angus Young disser que ele gosta muito de Bob Marley (porque não? Max Cavaleira gosta tanto que têm uma tatoo do Bob) e resolver gravar um álbum de reggae, por mais que possa e tenha direito de fazê-lo, seu público não vai curtir. Quem ouve AC/DC quer ouvir só aquilo de sempre. Só o arroz com feijão (bem feito) mas igual.

    Buja
    Veterano
    # 02/out/20 12:10
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    É assim mesmo, infelizmente, (ou felizmente, ne rsrs)

    Eu por exemplo sempre curti muito rhcp. Muito.
    Mas de uns anos pra ca, tenho que ficar escutando o album varias vezes pra gostar.
    Antes isso era imediato. A receitinha do bolo vem mudando.
    Nao que ficou ruim, pleo contrario, ficou mais maduro, solido, bem gravado.
    So que ta pop demais. Aquele funky quase nao existe mais. Isso ficou dificil digerir.

    Entao, tem bandas que se mudam muito a receita, vai ficando dificil.
    Exemplo ai é o proprio metallica, que de quase thrash, vem ficando hard com o tempo.
    A gente ouve, ouve, mais sente falta demais do antigo.

    Toda mudança é bem vinda, mas eu ainda penso que tem que ser mudar de bolo de chocolate pra bolo de cenoura.
    Quando muda de bolo pra arroz doce, nossa, dificil de acostumar.

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 03/out/20 00:48
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    Buja
    Toda mudança é bem vinda, mas eu ainda penso que tem que ser mudar de bolo de chocolate pra bolo de cenoura.
    Quando muda de bolo pra arroz doce, nossa, dificil de acostumar.


    te entendo bem

    Mauricio Luiz Bertola
    Veterano
    # 03/out/20 18:42
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    Buja
    Toda mudança é bem vinda, mas eu ainda penso que tem que ser mudar de bolo de chocolate pra bolo de cenoura.
    Quando muda de bolo pra arroz doce, nossa, dificil de acostumar.

    Nem toda....
    Cuidado com isso...
    Abç

    Ken Himura
    Veterano
    # 16/out/20 23:17
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    Buja
    Ainda existem artistas
    Não faria afirmações tão fortes assim. Os artistas marciais de hoje, por exemplo, são mais artísticos que os "verdadeiros" artistas de nosso tempo.

    ErickDutraLemos
    Veterano
    # 17/out/20 03:00
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    Ken Himura
    Não faria afirmações tão fortes assim. Os artistas marciais de hoje, por exemplo, são mais artísticos que os "verdadeiros" artistas de nosso tempo.

    Ta ai um ponto de vista interessante. nunca tinha parado pra pensar

    Mauricio Luiz Bertola
    Veterano
    # 17/out/20 15:12
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    Ken Himura
    Interessante.
    Sou ignorante nesse assunto.
    Abç

    Buja
    Veterano
    # 19/out/20 10:20
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    O mundo é muito grande. Não posso afirmar com certeza que ainda existem artistas, nem o contrario.
    Mas tem tem uns que pode chamar a nasa pra eles, isso pode, hehehehe.

    Mas sobre a arte marcial, é de fato, parecem que se envolvem mais na arte do que no comérico, como a maioria dos que se denomimam mesmo "artistas da musica"

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