Análise - Olha Maria - Tom Jobim

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    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17


    Fiz uma análise da introdução da música Olha Maria do Tom Jobim.

    Nesta análise você vai ver como Tom trabalhou com o modo frígio, escala alterada e tons inteiros.

    Espero que curtam!

    http://michaelmachado.com.br/analisando-tom-jobim/

    waltercruz
    Veterano
    # fev/17
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    Caraca, essa introdução é brutal. Aliás, essa música toda. Uma das minhas favoritas do Tom, nessa versão mesmo - Acalanto, sem letra.

    waltercruz
    Veterano
    # fev/17
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    Aliás, Amparo, Acalanto é outra.

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    waltercruz

    Tom é brutal, né? hehehehe

    Lelo Mig
    Membro
    # fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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    Jabijirous

    Deste mesmo álbum (que é inteiro bom)... uma composição que me chama a atenção, em especial, é "Chovendo na Roseira".

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    Lelo Mig

    Chovendo na Roseira é muito bom mesmo!

    Lelo Mig
    Membro
    # fev/17 · Editado por: Lelo Mig
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    Jabijirous

    Eu já vi/li algumas análises estruturais de "Chovendo na Roseira", algumas muito interessantes e algumas bem complexas.

    Mas, eu ainda acho, que acima da métrica, modos e escalas utilizadas, Jobim partiu, mesmo, da premissa de fazer seu piano soar como "gotas de chuva"....rs.

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    Lelo Mig

    Não duvido. O conhecimento é uma ferramenta para você se expressar da maneira que lhe for melhor!
    Tom Jobim estudou muito harmonia tradicional e soube fazer, com toda a maestria, a transição do erudito para o popular. Não é a toa que ele se intitula filho do Villa-Lobos e ainda diz que Edu Lobo é o neto do Villa hehehehe

    MMI
    Veterano
    # fev/17
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    Jabijirous

    Parabéns pela análise. Esse CD é uma obra prima, sensacional. Comprei o meu, atirado naquele sestão de CDs que vendem a preço de banana que fica cheio daquelas coisas inaudíveis e de gosto duvidoso, um achado na época. Todo respeito ao Maestro Tom Jobim...

    Obs.: essa versão de Chovendo na Roseira, deste CD, é absurdamente boa.

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    MMI

    Brigado, Mestre!

    Eu comprei um assim, só que foi do Hermeto Pascoal. Mundo Verde Esperança. Na época, em 2003 ou 2004, paguei 10 mirréis. O Cd tinha sido lançado em 2002!

    waltercruz
    Veterano
    # fev/17
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    Tom é brutal, né?

    Eu tenho algumas restrições com ele, mas quando ele dá os Hadouken dele, sai de perto.

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    waltercruz

    kkkkkkk

    Quais são as suas restrições?

    waltercruz
    Veterano
    # fev/17 · Editado por: waltercruz
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    Bom, isso ultrapassa o assunto da música em si, então tentando ser resumido sem ser muito polêmico..

    A bossa-nova tem aquele quê de blasê, de classe-média anos 50, estou tomando meu uísque e curtindo a vida. Sinto um pouco de falta de visceralidade nela saca? De pau comendo, de gente sofrida. E, incidentalmente, não creio que por culpa direta do Tom, mas acabou sendo assim, a bossa-nova dá uma escamoteada no negro para criar um samba jazzificado para exportação... Uma espécie de gentrificação do samba, saca?

    Enfim, não acho que isso seja exatamente culpa do Tom (assim como o Elvis, que era a versão branca e palatável do rock - som originalmente negro - nos Eua). Das coisas mais bossa nova dele eu tendo a gostar menos. Mas reconheço sua genialidade e gosto muito de algumas coisas dele, como a música que dá nome ao tópico, a já citada Chovendo na Roseira, Correnteza e uma chamada Ana Luiza, não a que ficou famosa na trilha de uma novela, mas uma outra, que tem umas modulações bem interessantes.

    makumbator
    Veterano
    # fev/17
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    waltercruz
    a bossa-nova dá uma escamoteada no negro para criar um samba jazzificado para exportação...

    Levando-se em conta que o jazz tem elementos de música negra então tá beleza.

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    waltercruz

    Mas a Bossa é exatamente o retrato de quem vive na zona sul do RJ. Praia, cidade maravilhosa, essas coisas!

    É só ver esse documentário!
    https://www.youtube.com/watch?v=qq6TsJkCDSc

    Lelo Mig
    Membro
    # fev/17
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    waltercruz

    Sua análise é pertinente sim... têm muito de verdade.

    A bossa nova é samba de intelectual classe média alta, branca, do asfalto... elite carioca.

    Minha maior restrição é João Gilberto... acho ele um "genial enganador".

    No entanto, não podemos esquecer os grandes músicos envolvidos com a bossa nova, e o quanto ela enriqueceu musicalmente, em termos de arranjos, texturas, complexidade harmônica, toda a música brasileira posterior.

    Ela teve um poder maior que o esperado. Influenciada pelo Jazz, acabou influenciando o próprio Jazz.

    JoeCruzGuitar
    Veterano
    # fev/17
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    Jabijirous

    Sou seu fan, seus posts são demais.

    Jabijirous
    Veterano
    # fev/17
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    JoeCruzGuitar

    Valeu!!! Brigadão!

    Lelo Mig


    Falou tudo!

    Julia Hardy
    Veterano
    # fev/17
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    Também concordo que bossa nova é samba/jazz pra branco. O que não tira o mérito e a qualidade. Mas, falta energia. Por isso, dificilmente, vemos jovens ouvindo esse tipo de música.

    Sobre Olha Maria, a interpretação do Milton Nascimento é de cortar a alma.

    waltercruz
    Veterano
    # fev/17
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    No entanto, não podemos esquecer os grandes músicos envolvidos com a bossa nova, e o quanto ela enriqueceu musicalmente, em termos de arranjos, texturas, complexidade harmônica, toda a música brasileira posterior.

    Esse ciclo antropofágico da música é tão bonito né?

    Acho essa música um espetáculo.



    soruji
    Veterano
    # fev/17
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    A bossa nova é samba de intelectual classe média alta, branca, do asfalto... elite carioca.

    Gostaria de entender melhor a visão da Bossa Nova apresentada por aqui, uma vez que um dos grandes precursores do movimento era negro e pobre, o saudoso Johnny Alf.

    Julia Hardy
    Veterano
    # fev/17
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    Johnny Alf é um dos precursores, mas, parece que sempre foi menosprezado(Alaide Costa também ) pela turminha do Rio. Além de elitistas, são bairristas. Racistas, até. Bossa Nova nunca foi música de povao. João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra, Sílvia Telles, etc., nunca venderam discos. Ainda mais depois de serem atropelados pela Jovem Guarda. Tanto que foram embora do Brasil. Nos EUA, a bossa nova teve uma aceitação maior pela estética similar ao cool jazz. Isso é o que parece.

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