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      Executar MIDI no Reaper

      Autor Mensagem
      MenatoMaria
      Membro Novato
      # 09/ago/18 09:04


      Amigos, Bom dia

      Sou iniciantíssimo no reaper e devo estar com um problema muito nada haver pq não consigo na net nenhum instrução para isso.

      Baixo um musica em MIDI. Aperto play e nada de som.
      Saída e entrada configurada tudo certo.

      alguém poderia me ajudar?

      Adler3x3
      Veterano
      # 09/ago/18 09:49 · Editado por: Adler3x3
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      Cada track tem que ter o instrumento virtual (VSTi) indicado no mesmo canal em que o midi foi gravado.
      Tem que inserir os instrumentos virtuais na track.
      Depois que se instala o Reaper tem que fazer uma varredura para encontrar os instrumentos VSTs que você tem instalado no seu computador.
      Então primeiro antes de mais nada tem que instalar as bibliotecas de instrumentos virtuais (VSTis)

      O Reaper vem com poucos sintetizadores e instrumentos virtuais de fábrica.
      No Reaper pode-se indicar as pastas em que os instrumentos estão instalados.
      Então se a música tem por exemplo tracks de piano, baixo, violão e strings tem que ter estes instrumentos para poder tocar cada um numa track com o canais certos (se não sabe o canal, pode deixar omni nas configurações do VST).

      Quais instrumentos VST que você tem?

      MenatoMaria
      Membro Novato
      # 09/ago/18 09:54
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      Adler,

      Primeiramente grato pela resposta.
      Eu comprei também o Tracks e ele instalou algumas dll com vários instrumentos .
      Eu não sei atribui estes instrumentos nas trilhas. Existem alguma maneira de fazer isso para todas elas ?

      MenatoMaria
      Membro Novato
      # 09/ago/18 10:02
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      Como faço para atribuir o VST para as trilhas?

      Adler3x3
      Veterano
      # 09/ago/18 10:18 · Editado por: Adler3x3
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      Bem primeiro cada DAW tem que ser configurada na parte de VST.
      Tem que indicar em quais pastas os instrumentos estão instalados, muitas vezes a DAW tem uma função de fazer um escaneamento automáticos.
      Segundo você tem que dar uma lida nos manuais.
      Os vsts podem estar instalados em pastas diferentes.
      Então sempre que for instalar algo, anotar em quais pastas foi feita a instalação, cada biblioteca (dll) conforme a marca do software pode se instalar por padrão numa pasta diferente.
      Mas que padrão? o padrão da marca.
      Eu costumo criar no meu computador uma pasta VST, e quando o software permite instalar na pasta de sua preferência é melhor fazer isto.
      Por exemplo: c:\VST\kontakt\
      E vai criando subpastas conforme os instrumentos.
      Depois na DAW é só indicar a pasta.
      O mesmo é válido para os VSTs de efeito.

      Normalmente muitas bibliotecas são instaladas em pastas parecidas, mas que podem variar conforme o fabricante, e só para citar alguns:

      C:\Program Files\VST
      C:\Program Files\VST2
      C:\Program Files\VSTPlugins
      C:\Program Files\Steinberg\VSTPlugins

      E muito mais variações, e até configurações especiais do próprio VSTs em outras pastas do computador, como pasta de documentos, pastas common e por aí vai.
      E depende também do sistema operacional 32 ou 64 bits, e podem variar mais ainda, e muitos podem ficar bem escondidos e outras pastas com o nome do fabricante, e pior ainda totalmente escondidas.
      E o computador pode ter outros drives: C, D, E etc...

      Sempre que posso e o software permite tento instalar na minha pasta principal como já citei antes, basta mover o arquivo dll. (as vezes não funciona o software não aceita mover).
      Por isto a importância de observar e anotar em que pastas os softwares se instalam, pois caso contrário fica uma bagunça.
      E conforme o VST que pode ter um player,onde se faz a verdadeira seleção do instrumento.

      Existem muitas bibliotecas free que você pode instalar a vontade.
      Existem bibliotecas genéricas que contém vários instrumentos, digamos uma linha completa na configuração de midi, onde os instrumentos podem ser selecionados de 0 a 127, ou de 1 a 128, e até outras formas desenvolvidas pela própria DAW, numa outra forma de midi modificada e adaptada.
      Conforme a DAW ao se carregar um arquivo midi automaticamente seleciona os instrumentos genéricos instalados e adapta de acordo com o midi original.
      Outras vezes o midi é incompleto e em todas as tracks é colocada o piano somente, e aí tem que acertar manualmente.
      Mas no geral estas bibliotecas mais genéricas não são tão boas na questão de qualidade.
      Por outro lado tem as bibliotecas mais especializadas, como por exemplo para piano, violão, guitarra, sintetizadores dos mais diversos tipos.
      Tem instrumentos baseados em samplers e tem baseados em síntese que usam o processador para gerar sons, e também os híbridos.
      No caso dos samplers, quanto maior de gigbytes a biblioteca melhor o som, no caso dos synths o que vale é a programação e o tamanho do arquivo nem tanto.
      No caso de samplers com arquivos pequenos normalmente não produz um som bom.

      Outro ponto importante é usar loops de áudio para ter uma melhor integração ,mas não tem nada a haver com midi, é uma track de áudio.
      A DAW que vem com mais loops de áudio é o Mixcraft, a que vem com mais sintetizadores é a Reason.
      E também existe a tecnologia rewire que possibilita integrar diferentes softwares.
      Sequencer da DAW->track->na track tem um botão para selecionar o VST->no vst pode ter um player para selecionar o instrumento e canal, se não sabe o canal coloque omni ou all.
      Uma advertência se faz necessária a maioria dos arquivos midi que se baixa na internet é de má qualidade, 99,99 % não prestam, tem só o básico, faltam muitas instruções.

      Segue um link para quem esta começando:

      http://forum.cifraclub.com.br/forum/16/332557/

      MenatoMaria
      Membro Novato
      # 09/ago/18 11:36
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      meu!!! você é cara.

      Vou estudar todas esta dicas e começar a me inteirar do programa.
      Realmente é algo bem especifico.
      Pensei que era igual ao Sonar... puxava a musica midi e ativa um painel máster e pronto

      Vou entrar no link que você me enviou.

      Muito Grato mesmo pela ajuda

      Pleonasmo
      Membro Novato
      # 09/ago/18 11:41
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      MenatoMaria
      Veja se o canal do midi importado é o mesmo canal que está a saída do midi no reaper, quando importo do guitar pro da vida, sempre vem diferente.

      Adler3x3
      Veterano
      # 09/ago/18 12:17
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      MenatoMaria
      escrevei:
      Pensei que era igual ao Sonar... puxava a musica midi e ativa um painel máster e pronto.

      O Reaper de fábrica não vem com uma biblioteca de instrumentos genéricos.

      Já o Sonar e outras tem algum tipo de biblioteca para isto.
      Mas o som delas em geral não é de muita qualidade, é mais para fazer um teste de audição do midi.
      E depois conforme a biblioteca que se tem ir alocando instrumentos melhores, e também trabalhar com automação utilizando melhor os recursos do instrumento e efeitos, e tentar humanizar o midi adicionando outras instruções, como variações de velocidades, níveis de volume, expressão, mudança de tempos, atrasos, modulação etc..., o que vai fazer toda a diferença.

      LeandroP
      Moderador
      # 09/ago/18 17:08
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      Eu creio que a música midi deve ter separado em um arquivo midi cada instrumento. Por exemplo, um arquivo midi só do baixo, outro só do piano, outro da bateria, etc. Aí no software de gravação você faz a associação de cada trilha midi ao seu respectivo instrumento. Antes chamávamos os aquivos de instrumentos reais de soundfonts, e agora chamam de VST.

      JJJ
      Veterano
      # 09/ago/18 17:46
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      LeandroP
      Eu creio que a música midi deve ter separado em um arquivo midi cada instrumento.

      É que existem os General Midi, que tem todos os instrumentos padrão. Mesmo na época dos Sound Fonts existiam. Aliás, esse era o normal, no início. Só depois é que os Sound Fonts e, mais tarde, os DXi e VSTi passaram a focar em um instrumento só.

      Adler3x3
      Veterano
      # 09/ago/18 18:53 · Editado por: Adler3x3
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      Muitas vezes quando o midi file é incompleto eu faço o seguinte.

      Importo o midi file no MuseScore (editor de partituras), normalmente reconhece todos os instrumentos pista por pista (track), faço algumas leves edições quando necessário e reexporto o arquivo midi, que abro novamente na DAW.
      Ou exporto em xml para abrir em outro editor que aceita este formato como o Finale e o Notion.
      O MuseScore é free, mas poderoso em certos aspectos tem recursos que até os editores pagos não tem, como por exemplo o uso de xmls compactados.

      As vezes um arquivo xmls de determinada música pode ser de melhor utilidade do que um arquivo midi comum, usando o processo de transformação.
      Pois não sei porque o pessoal em geral não capricha na edição de midi, mal salvam as notas e os acordes, ou muitos deste midis são gerados por teclados automaticamente e fica ruim, não capricham na edição do teclado também.
      Ou usam outros recursos de uma DAW, modulos ou teclados, cujas instruções não fazem parte do midi, e aí fica tudo muito cru, e vai exigir uma trabalheira danada na edição de midi.

      makumbator
      Veterano
      # 09/ago/18 19:10
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      LeandroP
      JJJ

      A questão de ter os instrumentos separados ou não em um arquivo midi é feito através do tipo (0 ou 1), e não tem relação com ser general midi ou não.

      https://www.sweetwater.com/sweetcare/articles/what-difference-between- midi-type-0-midi-type-1/

      LeandroP
      Moderador
      # 09/ago/18 19:22
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      Adler3x3
      makumbator
      JJJ

      Cara, eu escrevo a midi nota por nota, cada detalhe. Faço as divisões quadradona inicialmente, e depois adiciono ornamentos, dinâmicas. Só que eu salvo cada instrumento separadamente, deixando mudo os demais. Depois na midi ele é interpretado como um instrumento só.

      Quando eu fazia minhas backtrack, eu escrevia midi e depois abria no Fruity Loops pra adicionar as respectivas soundfonts. Era muito trabalhoso!

      Adler3x3
      Veterano
      # 09/ago/18 19:47 · Editado por: Adler3x3
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      LeandroP

      Era e ainda é muito trabalhoso.
      Se bem que os instrumentos virtuais de hoje tem mais recursos que os soundfonts, e assim dá mais trabalho ainda pois tem mais outros efeitos e recursos a explorar e adornar mais ainda, os detalhes aumentaram exponencialmente.
      Um bom sintetizador hoje tem centenas de botões, faders etc...
      Juntando tudo numa música com 10 tracks vai ter milhares de configurações diferentes, infinitas possibilidades e combinações inimagináveis a tempos atrás.
      Então tem as instruções básica de midi, as instruções do instrumento virtual em si, dos plugins de efeitos e da DAW com os seus recursos especiais.
      Um dos maiores problemas é deixar o instrumento com um volume ideal, e isto pode ser feito de diferentes maneiras conforme a técnica que se usa.

      E uma nova versão das instruções midi esta para ser lançada, ainda não se sabe quando, e parece que vai ter mais camadas e camadas de edição, e aí vão desenvolver mais ferramentas para atender algo mais complexo que pode fugir do controle do entendimento puramente humano, e isto já acontece nos dias de hoje, um sintetizador ultra complexo tem milhares de botões.

      JJJ
      Veterano
      # 09/ago/18 21:59
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      makumbator
      A questão de ter os instrumentos separados ou não em um arquivo midi é feito através do tipo (0 ou 1), e não tem relação com ser general midi ou não.

      Estamos falando de coisas diferentes. Eu pensei que o LeandroP se referia aos instrumentos virtuais, não ao formato de MIDI. Aliás, parece que vem um terceiro formato por aí ou coisa que o valha.

      LeandroP
      Moderador
      # 09/ago/18 23:47
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      JJJ
      E uma nova versão das instruções midi esta para ser lançada

      Legal! Dá até uma animada :)

      Eu pretendo comprar um Guitar Link. Agora tá bem em conta. Achei genérico por R$ 30,00. Dá mais ânimo agora, porque meu maior problema era a captação da guitarra. Eu ligava em linha e um ruído digital alto acabava com o brilho da minha guitarra. Quando eu gravei algumas coisas em casa eu usava um PC-586 com tudo onboard. Imagino que hoje as plataformas estão melhores.

      JJJ
      Veterano
      # 10/ago/18 10:22
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      LeandroP
      Imagino que hoje as plataformas estão melhores.

      De fato. Mas... as demandas crescem também... então as coisas não são tão rápidas quanto poderia parecer. Só se você usar o mesmo software de antigamente numa máquina atual. Aí, sim, a coisa voa (se não houver incompatibilidades, claro).

      Rochaff
      Membro Novato
      # 10/ago/18 12:12 · Editado por: Rochaff
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      Eu costumava usar a guitarra plugada no amp e usava o send do loop fx pra mandar o sinal pra interface...aí lá eu emulava o power e os falantes. O timbre era 10, curtia demais isso e mesmo com a possibilidade e praticidade de plugar direto na interface e emular diferentes prés, preferia dessa forma pq, além de gostar do timbre do amp, o sinal em linha direto tinha um ruido chato. Agora tive q guardar o amp na casa da minha sogra pq nao tem mais espaço em casa, então tenho q usar direto na interface. Mesmo a interface sendo boa e tendo um bom préamp (focusrite scarlet 2i2), to tendo que conviver com o tal ruído chato, especialmente quando tem um drivezinho maior (hi gain então, vishh)...pode ser q o problema seja o VST do cabeçote, ou algo q eu nao esteja me acertando (famoso BIOS kkkk), mas cara, isso ta me irritando muito...Imagino que numa placa onborad seja pior ainda!

      LeandroP
      Moderador
      # 10/ago/18 13:41
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      JJJ
      se você usar o mesmo software de antigamente numa máquina atual. Aí, sim, a coisa voa (se não houver incompatibilidades, claro)

      É verdade... Talvez eu vá por este caminho em algumas partes do processo.

      JJJ
      Veterano
      # 10/ago/18 15:06
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      LeandroP

      Taí uma coisa que eu tinha curiosidade em fazer... Meter um Windows XP com umas tralhas velhas aqui numa máquina recente. Se funcionar, vai ser um foguetinho.

      Adler3x3
      Veterano
      # 10/ago/18 16:51 · Editado por: Adler3x3
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      Bem acho que falando de tralhas mais velhas pode até funcionar bem utilizando virtualização no computador mais moderno, que normalmente tem mais memória e a versão free da Sun não tão velha pode até dar certo.
      Esta combinação de tralhas velhas com qualidade pode ficar um foguetinho, não custa tentar.

      mgustavo72
      Membro Novato
      # 11/ago/18 18:48
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      Pessoal, gostaria de compartilhar que o ano passado ouvi umas músicas midi na internet, de um site de estúdio no RJ. Achei bem feitas quando executadas no Windows Media.

      Por isso abri o Sonar e salvei um projeto recente no formato midi, e quando ouvi, uma decepção, estava horrível! Acredito que esta versão estava sem os instrumentos virtuais, efeitos de áudio, etc.
      Consegui melhorar um pouco abrindo o arquivo midi no Sonar e ajustando os volumes na mixagem, mas mesmo assim, bem aquém do que o estúdio do site postou,

      Pesquisei um pouco mas não cheguei a uma conclusão, pois os sons midi que tocam são os da placa onboard do notebook. Acredito que o produtor conhece bem os parâmetros midi, por isso, só com o tempo para chegar lá!

      mgustavo72
      Membro Novato
      # 12/ago/18 22:28 · Editado por: mgustavo72
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      Só para complementar meu post anterior, me chamou a atenção nos MIDIs que ouvi na internet, a qualidade do som, timbres e mixagem.

      Quando salvei um projeto do Sonar em midi perdeu bastante a qualidade, e imaginei que pudesse ter a ver com SysEx, porém acredito que não é o caso pois não enviariam mensagens para a placa de som do PC.

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