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      Bloqueio na hora de compor

      Autor Mensagem
      Beto Guitar Player
      Veterano
      # 12/out/17 17:45
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      xmarhunterx

      Kkkkkkkkkk, confio em vc... Mas essas idéias ainda são muito pessoais... Quando estiverem dentro de músicas prontas, aí eu posto, kkkkkk

      Synth-Men
      Veterano
      # 12/out/17 23:16 · Editado por: Synth-Men
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      xmarhunterx

      Você tá com dificuldades de compor. Eu tenho um monte de ideias prontas e não consigo juntá-las. Kkkk!

      Eu faço da seguinte forma:

      - Escolha o tom e como será a sequência de acordes.
      - Escolha o andamento (use metrônomo da DAW ou portastudio, ajuda muito)
      - Determine quanto tempo a música terá. 1min; 2min...
      - Vá fazendo/inventando frases curtas em cima do primeiro acorde, com umas 4, 5, 6 notas. Faça o mesmo com o próximo acorde. Depois tenta colar a frase anterior na posterior. Conclua até o último acorde. A canção estará moldada.

      - Depois de ter essas direções, você começará a pensar no meio e no fim naturalmente. Não pense em efeitos, modulações, super técnicas. Assim, os moldes tomarão rumo.

      - Faça no grosso modo, grave e depois ouça. Aí, lá na frente você verá onde caberá bends, slides, hammer on e off, etc. Não pense nestas coisas ainda.
      Afinal você executará a música composta muitas vezes e isto não é problema. Desta forma a sua cabeça só estará ocupada com a melodia e harmonia.

      - Antes de empregar técnicas, veja o que quer modificar, eliminar ou acrescentar. Faça-o. Esta será a lapidação definitiva, a finalizadora. Aqui o rumo já está tomado.

      - Já sabendo o que quer, aqui você poderá registrar/gravar em 3 partes separadas (ou quantas quiser): Inicio-Meio-Fim, empregando as técnicas desejadas, (distorção ou saturação pode ser usadas nesta fase) sem efeitos espaciais ou moduladores. Pois você está compondo e não produzindo. Tudo já está seguindo o rumo.

      - Ouça novamente, se alguma parte ficou mal executada, grave novamente (por este motivo gravar por partes).

      Obs: Não componha já produzindo (inserindo delay, efeitos e outros), não sai nada ou fica cansativo e gera desistência. É só uma dica.


      Pronto! A música está composta. Deixe passar ao menos umas 24H. Assim a memória auditiva dá uma aliviada, e você nem enjoa ou acha que a música está super boa. Agora comece a produzir. Execute a música com as técnicas desejadas, efeitos, loop, modulações, simulações ou aplique-as depois, conforme preferências. Aqui é onde o rumo encontra o lugar desejado.

      Abraços!

      Lelo Mig
      Membro
      # 13/out/17 00:22 · Editado por: Lelo Mig
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      Synth-Men

      Interessante seu jeito de compor. Interessante como as pessoas pensam, agem, fazem coisas de diversas formas para chegar a um resultado. Interessante como existem centenas de caminhos para se chegar a um destino.

      Eu não faço absolutamente NADA do que voce faz....rs.

      Pensar em tom? Sequência de acordes? Andamento? Antes da criação?... Nossa! Em meu caso, com minhas deficiências seria incapaz de compor dessa forma. Minha musica sairia absolutamente pobre, engessada e previsivel. Não possuo esta capacidade não.

      Minha criação é absolutamente abstrata...é toda idéias em minha cabeça... criação em forma de pensamentos.

      Meu grande trabalho e desafio é "tirar" nos instrumentos o que estou ouvindo dentro de meu cérebro. Principalmente as que imagino mas não tenho tecnica suficiente para executar. Estas passagens, a principio gravo, fazendo os sons com a voz e/ou ditando instruções.

      Tom, andamento, harmonia, melodia, fórmula de compasso....ja esta tudo lá, no pensamento, só tenho que tirar no instrumento.

      xmarhunterx
      Membro Novato
      # 13/out/17 10:35
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      Synth-Men
      E eu achando que era só pegar um instrumento, "brincar" um pouco com ele e a música já começava a sair (foi assim que eu tirei umas ideias). Bom... pelo visto nunca vou ganhar o Grammy de melhor canção do ano hehe, :'(
      Mas só uma dúvida: se nós ficarmos usando só conhecimento teórico, a música não fica muito mecanizada e sem sentimento não?

      Synth-Men
      Veterano
      # 13/out/17 14:36
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      Lelo Mig
      xmarhunterx

      Interessante seu jeito de compor. Interessante como as pessoas pensam, agem, fazem coisas de diversas formas para chegar a um resultado. Interessante como existem centenas de caminhos para se chegar a um destino.


      E eu achando que era só pegar um instrumento, "brincar" um pouco com ele e a música já começava a sair (foi assim que eu tirei umas ideias)



      Sim nada impede isto. Realmente é assim do jeito que descreveram. Uma coisa é você querer compor. outra coisa é você ter que compor.

      Quando eu quero compor eu não penso em nada. Apenas transfiro o que tenho na cabeça para o instrumento. Na maioria das vezes, lentamente e com dificuldades de transmitir estes desenhos. As vezes fácil

      Quando eu tenho que compor é diferente. Alguém, faz algum pedido, com prazo, com motivo. Não tem como esperar muito a imaginação tomar iniciativa. Quem tem que tomar a iniciativa é quem compõe mesmo. Depois, rapidamente ou instataneamente a imaginação vai tomar o seu lugar.

      Pergunto a ambos, como criar sem imaginação? Impossível! O fato de criarem algum tipo de organização ou tomar iniciativa antes do BIMMMM!, estimulando a imaginação e capacidade de criar, não muda nada.

      Imagine um musico profissional, aguardando a imaginação dele criar algo. Um CD a cada 20 anos. kkkkkkk! No nosso caso, amador, tá tudo tranquilo, temos esse privilegio do descompromisso com outras pessoas (as vezes).



      xmarhunterx

      Mas só uma dúvida: se nós ficarmos usando só conhecimento teórico, a música não fica muito mecanizada e sem sentimento não?


      Conhecimento teórico seria escalas, modos gregos, essas coisas. Tem gente que não sabe nada disto e compõe muito bem.

      Se for para filosofar o que falei lá em cima, não vale nem a pena. Não tem teoria. O que tem é formas de você se organizar com o tempo. Aquilo lá é a descrição das minhas praticas.

      Não existe formula geral. Você não tem que seguir o descrito acima. É a forma que eu aderi, para fugir das minhas próprias dificuldades, preguiça, desistência, negatividades, barreiras mentais, técnicas e teóricas musicais e garantir a minha motivação e estimular minha imaginação para ver o resultado final.

      Mesmo quando eu faço uma brincadeira com os instrumentos, eu quero ve-la concluída. Hoje tenho essa ambição.

      Comecei fazendo ritmos para teclado, depois alguns fundos musicais para orações, depois recebi o meu primeiro pedido para colocar harmonia em uma musica cantada e não consegui, fui me envolvendo cada vez mais com pessoas que criavam os próprios sons, participei de festivais, jams mundo a fora e por ai um dia foi. Só crio melodias e harmonias, letras, tem um parceiro que faz.



      Bom... pelo visto nunca vou ganhar o Grammy de melhor canção do ano hehe, :'(

      Coloca em pratica tudo, mas tudo mesmo que você sabe, não importa.

      Teoria musical e dicas praticas é igual bula de remédio. Muitos não irão ter o trabalho de ler e entender alguns efeitos bons e ruins que ela descreve. Só querem o resultado. Fuja disto, se estimule e se organize da sua forma. Tenha paciência.

      Sou amador. Não vivo de música. O que faço, faço de graça. Infelizmente nunca consegui concluir os cursos musicais que comecei a fazer. Foi o jeito que arrumei de compensar e está sempre conectado.

      Quando faço algo, compromissado ou não, faço com a maior alegria, ambição. Penso muito não, só me organizo do meu jeito. Provoco a minha imaginação. Ela está la na zona de conforto dela e estou sempre a cutucando.

      Peço ao amigo que prestigie o resultado do Festival do Minuto 2017, aqui do fórum, onde o objetivo é criar uma canção de até um minuto. A imaginação da galera flui bonito aqui: http://forum.cifraclub.com.br/forum/9/332146/

      Muito gostoso participar. Estimulador e inspirador. Espero vê-lo na próxima edição

      PguitarMaxx
      Veterano
      # 13/out/17 15:38
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      xmarhunterx
      Um bom truque é sempre ter duas, três musicas em processo de composição. Quando você empaca em uma, vai pra outra, depois volta, e por ai vai.

      O "segredo" é não parar, pois criatividade enferruja. Tem que estar sempre exercitando. Discordo dos amigos, se você não está trabalhando com jingle, NÂO estipule prazo, pois compor não tem receitinha de bolo como o Lelo Mig disse. As chances de você se frustrar são enormes. Seja por não conseguir terminar antes do seu prazo, ou por não ficar satisfeito com o resultado final.

      Ismah
      Veterano
      # 13/out/17 16:17
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      Synth-Men

      Eu começo a entender porque eu tiro música no violão, e componho ao teclado... rs

      xmarhunterx

      A técnica é apenas o know how para os fins qu'é a arte...
      Se tu usar sempre a mesma técnica, obviamente que vai ficar engessado e preso aquilo...
      Existe a possibilidade de se compor de forma empírica. Est'é o caso do Lelo, de 90% dos sertanejos modernos, e de boa parte da história do rock... Mas quando for pesar, estes são bem mais engessados do que parece, pois inocentemente acabam caindo da mesma fórmula.

      xmarhunterx
      Membro Novato
      # 13/out/17 16:44
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      Est'é o caso do Lelo, de 90% dos sertanejos modernos, e de boa parte da história do rock... Mas quando for pesar, estes são bem mais engessados do que parece, pois inocentemente acabam caindo da mesma fórmula.
      Lelo Mig
      Acho que o Ismah lhe mandou uma indireta ahusjausju.

      Beto Guitar Player
      Veterano
      # 13/out/17 17:09
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      E eu achando que era só pegar um instrumento, "brincar" um pouco com ele e a música já começava a sair

      xmarhunterx

      Mas é exatamente isso... Como eu disse antes, cada um tem um método... Eu ignoro tudo quanto é regra e ideias pré fabricadas, se vc pensar nisso antes de compor, vai ficar preso a isso sempre.
      Eu comecei com essa brincadeira de compor quando tinha uns 17 anos, isso há... deixa eu ver... hummm... uns 14 anos atrás.
      Eu não entendia merda nenhuma de música (hoje não entendo quase merda nenhuma) e quando analiso algumas coisas que fiz, penso "como cheguei à essa ideia? Nunca pensaria nisso hoje".

      As regras te guiam e te dão bases, mas ignorar as regras é a melhor maneira de ser totalmente espontâneo.

      Lelo Mig
      Membro
      # 13/out/17 19:31 · Editado por: Lelo Mig
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      xmarhunterx

      "Acho que o Ismah lhe mandou uma indireta ahusjausju."

      Não, não mandou indireta não.

      Até porque nosso amigo Ismah esta equivocado com relação a sua colocação.

      Este pessoal do Sertanejo Universitário, Rock 4x4, Pop e etc., não compõe de forma empírica, muito pelo contrario, buscam uma musica de sucesso, ambicionam um hit, e para isso há receita de bolo, dentro de cada estilo, por isso mesmo tudo é tão pobre e previsivel.

      Em meados dos anos 80 eu estava no círculo do Rock Brasil, procurando um lugar ao sol... Fazia musica buscando acontecer.

      Hoje, minha musica esta distante anos luz desse tipo de mesmice. Faço musica experimental, não convencional... É puramente expressão artistica, atender necessidades pessoais.

      Óbvio que ficaram alguns contatos, rola um jingle eventualmente. Ai existe projeto. Estilo que o cliente gosta ou deseja, refrão grude, facil e direto.

      Mas este tipo de composição não exige nada alem de alguma vivência.

      Não considero estas merdas de sertanejo universitário composição... Com todo o respeito.

      Na boa, sem parecer pretensioso, se eu quiser compor este tipo de lixo, faço 10 canções por dia.

      Se alguma seria sucesso, isso não dá pra saber, se eu tivesse certeza, eu até faria pra ganhar uma grana.

      Como o sucesso é imprevisível e não vivo de música faz tempo, não preciso mais me dedicar a coisas que hoje acho ruins, mal feitas e pobres artisticamente.

      Isso não significa que eu faça música boa, mas que eu faço musica livre e honesta, comprometida apenas com o que acredito e que satisfaz meu senso estético.

      xmarhunterx
      Membro Novato
      # 13/out/17 21:06
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      Lelo Mig
      Ismah
      Só observando

      Lelo Mig
      Membro
      # 13/out/17 21:42
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      xmarhunterx

      Não tem treta nenhuma não amigo.

      Eu só discordo do Ismah, no sentido em que acho que quem compõe dentro dos padrões de mercado, buscando um hit de sucesso, tenha ou não conhecimento musical, trabalha muito mais dentro de fórmulas e padrões do que um compositor mais alternativo ou "artístico".

      PguitarMaxx
      Veterano
      # 14/out/17 20:55
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      Lelo Mig
      Eu só discordo do Ismah, no sentido em que acho que quem compõe dentro dos padrões de mercado, buscando um hit de sucesso, tenha ou não conhecimento musical, trabalha muito mais dentro de fórmulas e padrões do que um compositor mais alternativo ou "artístico".

      Isso é fato

      Ismah
      Veterano
      # 14/out/17 21:14
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      xmarhunterx
      Acho que o Ismah lhe mandou uma indireta ahusjausju.

      Acho que "conheço" o Lelo a tempo suficiente para dizer o que penso, sem rodeios e sem que ele se ofenda...

      Lelo

      Dos compositores de sertanejo que conheço... O estudo é pouco, a fórmula existe, mas ela é desconhecida... Empiricamente eles usam padrões, mas desconhecem deles...

      Obviamente, para quem desenvolve algo complexo, o pop simplista se faz assobiando e chupando cana, com os dois pés nas costas...

      Algumas coisas são sim passíveis de interpretação dentro do que eu digo, mas com toda certeza nosso amigo Evángelos Odysséas Papathanassíu, vulgo Vangelis, não tem cara de ser qualquer Zé Mané sem estudo, que faça a coisa na intuição...
      Pra mim, parece alguém que faça arte de forma livre, sem base empírica nenhuma. Literalmente, ele sabe o que está fazendo...

      A teoria, não o engessou. Conhecendo as fórmulas, ele pode ir complicando cada vez mais, soube para onde estava indo. E não há limites...

      Para análise de quem não conhece o cara www.youtube.com/watch?v=SixT4P5YddQ

      Quando digo que o sertanejo é empírico, é porque ninguém senta e pensa em progressão X, sobre a escala Y, com intenção Z... Não há uma construção teórica. Se cria uma letra e melodia, já com base no 4x4, e a progressão já é sabida...

      Lelo Mig
      Membro
      # 15/out/17 01:49 · Editado por: Lelo Mig
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      Ismah

      "A teoria, não o engessou."

      Amigo, eu acredito, (óbvio que não é regra) que a menos que o sujeito queira fazer algo especifico, relacionado a teoria, como um "estudo em ré menor", ou uma encomenda, ou ainda demonstrar uma tecnica especifica, ele não fica pensando em teorias musicais antes de uma composição. O sujeito aplica seu conhecimento, usa as ferramentas a seu favor.

      Acredito na arte, na criação, na necessidade humana de se expressar. Ninguém desenha porque sabe desenhar, toda criança desenha, porque precisa se expressar e retratar o mundo ao seu redor.

      Alguns tem maior facilidade, disciplina, treino, vão fazer cursos, aprendem tecnicas de pintura, aquarela, óleo, nanquim, carvão e o cacete.... Mas, repito, inicialmente ninguém desenha porque sabe desenhar.

      Desenha porque precisa!

      Ken Himura
      Veterano
      # 15/out/17 02:04
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      xmarhunterx
      Mas só uma dúvida: se nós ficarmos usando só conhecimento teórico, a música não fica muito mecanizada e sem sentimento não?

      Só se você for uma pessoa mecanizada e sem sentimento.

      PguitarMaxx
      Discordo dos amigos, se você não está trabalhando com jingle, NÂO estipule prazo, pois compor não tem receitinha de bolo como o Lelo Mig disse. As chances de você se frustrar são enormes
      Por outro lado, sem o prazo estabelecido, são enormes as chances de você nunca terminar a música e acabar frustrado da mesma forma.

      Lelo Mig
      Mas, repito, inicialmente ninguém desenha porque sabe desenhar
      Mas ninguém vira o DaVinci sem saber desenhar, e muito. Qualquer potencial grande sem a devida lapidação técnica é desperdício - todo atleta profissional sabe disso. E é uma regra universal, se aplica em qualquer campo do espectro humano de habilidades.

      Lelo Mig
      Membro
      # 15/out/17 02:38 · Editado por: Lelo Mig
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      Ken Himura

      Na boa amigo, em momento algum eu digo para jogar o conhecimento técnico, o estudo, a disciplina e etc., no lixo.

      Mas me assusta, nesta geração moderna, o quanto a arte, a criatividade, a liberdade e a cultura são desprezados e subjulgados.

      Impressionante como a grande maioria dos jovens é careta, quadrado, encaixotado e acredita no discurso americano do "vencedor e perdedor", e que o "looser" é perdedor por que quer. Teoria desenvolvida para isentar-nos de responsabilidade de tantas pessoas estarem na merda e fudidas.

      99% dos musicos atuais sao muito mais competentes que os de 30 anos atras. 99% tem mais tecnica, mais estudo.

      O resultado disso? Não há artistas. Há uma cambada de energumenos fazendo musica para seres hedonistas chacoalharem suas bundas e viverem alienados consumindo e querendo que os outros se fodam.

      Impressionante como cada vez vejo menos jovens falando em arte.

      A maioria nem sabe o que é arte.

      É a arte que vai criar a nova musica, promover a mudança, fazerem as pessoas pensarem e avaliarem a sociedade em que vivem.

      Estamos, todos, castrando a liberdade, reprimindo o revolucionário e a criatividade.

      A arte esta acima da musica e o conhecimento sem aplicação em prol da arte é tecnicismo inutil ou soberba.

      Beto Guitar Player
      Veterano
      # 15/out/17 07:46
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      Lelo Mig

      Concordo com tudo que você disse.
      Acho que o que o pessoal não está entendendo é que, sim, é necessário saber como fazer música para fazer música, é necessário utilizar de conhecimento musical, mas que isso não deva ser utilizado como única premissa para ser criada uma música.
      Existem músicos e músicos, há quem compõe baseando suas idéias inteiramente em construções pré-fabricadas e ninguém está dizendo que uma música assim será ruim.
      Mas existe outro lado, um lado muito mais intuitivo de se fazer música, o compositor obviamente vai utilizar o conhecimento e os recursos que tem, mas sem ficar preso a isso, vai procurar caminhos nunca antes percorridos por ele.

      Tem um filme bobo que assisti há algum tempo (não lembro o nome agora), onde um menino, que todos acreditavam ser órfão, resolve usar a música para encontrar seus pais (e seus pais eram músicos mesmo...) Bom o que tirei de muito valioso desse filme é que, o próprio menino uma vez diz, quando perguntam pra ele, como ele consegue inspiração pra compor as músicas que compõe: A música está no mundo, ao nosso redor, no barulho do vento, no barulho das pessoas, em tudo... Então o que preciso é interpretar esses sons que ouço e transformar em música. (É claro que ele não usou essas palavras, mas é essa a ideia).

      xmarhunterx
      Membro Novato
      # 15/out/17 07:49
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      Lelo Mig
      Falou tudo... e um dos grandes culpados disso são os pais, quando o garoto vai rabiscar a parede para desenvolver o seu desenho, os pais já brigam, rabiscar as paredes tá no nosso sangue, nós fazemos isso desde a pré história! O tempo moderno está matando a arte.

      PguitarMaxx
      Veterano
      # 15/out/17 14:30
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      Ken Himura
      Se você só está em contato com Música esporadicamente, ai PODE ATÉÉ ser.

      Mas é praticamente impossível você nunca terminar uma musica se Música faz parte do seu cotidiano, seja de forma profissional ou de forma amadora. O mundo em que vivemos é muito rico, tudo é capaz de inspirar um artista.

      Esse papo de prazo é pra quem trabalha com exatas. Quando falamos de arte, isso só atrapalha.

      Ismah
      Veterano
      # 15/out/17 18:54 · Editado por: Ismah
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      Lelo Mig

      Preciso concordar que a inovação deixou de existir, quando a imitação passou a ter papel fundamental... Eu não sou letrista, talvez por isso que minha visão seja mais técnica e eu penso na teoria - que está subordinada A MINHA CRIATIVIDADE...

      Partindo da manjada I V IV

      Passo para tétrades por empilhamento de terças
      I V IV - I V IV -> I7M V7 IV7M - I7M V7 IV7M

      Substituo na segunda volta I7M pela relativa IIIm na segunda "volta", porque o acorde I7M = I III V VII, e IIIm = III V VII, que é quase igual a I7M
      I7M V7 IV7M - I7M V7 IV7M -> I7M V7 IV7M - IIIm V7 IV7M

      Faço o mesmo para IV7M na primeira "volta"
      I7M V7 IV7M - IIIm V7 IV7M -> I7M V7 VIm - IIIm V7 IV7M

      Vamos usar uma adaptação intuitiva, por semelhança de acordes também (o inicial e o próximo), fora da escala, mas que fecha com a harmonia
      (entre parenteses porque os dois acordes duram meio compasso)
      I7M V7 VIm - IIIm V7 IV7M -> I7M V7 VIm - IIIm V7 (IV7M VIº7)

      Pronto...! Uma harmonia de 3 acordes, virou algo complexo usando 6 acordes, com sonoridade jazz. Dá para achar "zilhões" de músicas que caberiam aí, e eu levei 30min pra sacar isso...

      Posso simplificar como I V VI - IIIm V (IV VIº)

      Quer soar pop? Adiciona "enarmonias alegres", acordes de X4, X5, X9, X11...

      I9 V5 VI4 - IIIm V5 (IV VIº)

      Traduzindo para punk rock ou heavy metal, bastaria usar acordes X5 apenas. O VIº se usa VI e IIIb apenas (digamos que A e Eb).

      Na melodia (aqui sim impera criatividade, e não há muita técnica além de métrica, rimas etc), não se alteraria necessariamente, vai apenas da intenção que se queira dar...
      Com as 7 fica uma sonoridade pesada, que no pop alegrinho não cabe. Não vou fazer uma música em protestos as atrocidades islâmicas com sonoridade alegre...
      Com os acordes suspensos, power chords etc, não fica uma sonoridade com uma intenção "feliz". Mas não vou fazer uma música falando de festa, diversão etc com sonoridade de funeral...

      IMHO, a música popular é a melodia. O resto é construído em volta e vai dando a ambientação para a linha principal.

      Ismah
      Veterano
      # 15/out/17 19:20
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      Já os riff's eles são subordinados a achar ligações entre os acordes...
      Apesar de que muitos deles são longas pausas sobre um acorde só - coisas em comum em vários gêneros.

      A questão do arranjo, só soma ao que já existe... A mesma música pode ter sonoridades diferentes se eu usar trompas pra fazer a intro, riffs de guitarra, ou um piano...

      Se usar riff's de sax barítono, um baixo vertical, uma levada de bateria com bumbo e caixa, piano ou guitarra segurando a harmonia...
      Se eu usar riff's de synth, misturados com passagens de power acordes em guitarra...
      Se usar instrumentos de percussão árabes, uma gostosa dançando dança do ventre com os chocalhos presos a cintura, e violão...
      Se usar uma levada de bateria power metal, com riff's de cravo, e baixo guitarra segurando uma harmonia...

      Saca o leque de opções?

      Ken Himura
      Veterano
      # 15/out/17 19:27
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      Ismah
      Preciso concordar que a inovação deixou de existir, quando a imitação passou a ter papel fundamental
      Não existe originalidade. O que é original é o que as pessoas não conhecem de onde copiaram. As vezes, nem o artista sabe de onde copiou.

      PguitarMaxx
      Mas é praticamente impossível você nunca terminar uma musica se Música faz parte do seu cotidiano, seja de forma profissional ou de forma amadora
      Na verdade, é mais fácil não terminar. Visto que disciplina não é um das qualidades em alta hoje. Disciplina é mais importante que inspiração pra terminar uma obra.

      Lelo Mig
      Mas me assusta, nesta geração moderna, o quanto a arte, a criatividade, a liberdade e a cultura são desprezados e subjulgados.
      Liberdade artística só floresce qualidade em caso de restrições maiores à criação, seja em regras, deadlines, limitação de ferramentas etc. Se deixar ficar livre, a multitude de opções sufoca qualquer boa opção. Os grandes artistas não tiveram as liberdades artísticas que a maioria de nós, profissionais ou não, temos hoje - e só conseguiram criar suas obras por causa dessas limitações.

      Uma máxima em composição é "quem tudo pode, nada faz". Olhando o trabalho de colegas e alunos, a cada dia eu acredito mais nela.

      99% dos musicos atuais sao muito mais competentes que os de 30 anos atras. 99% tem mais tecnica, mais estudo.

      O resultado disso? Não há artistas. Há uma cambada de energumenos fazendo musica para seres hedonistas chacoalharem suas bundas e viverem alienados consumindo e querendo que os outros se fodam.

      Esse é o resultado da liberdade desmedida; o mercado musical - que é e sempre foi voltado para a massificação - criou um equilíbrio separador entre coisas boas e coisas que tocam nas rádios, tv, clubes e youtube.

      Ismah
      Veterano
      # 15/out/17 19:49
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      Mas de várias cópias reunidas, adaptadas, e misturadas, surgem novas músicas... Por isso que se fala que um dos maiores problemas hoje em produção é que há menos pessoas envolvidas que no passado... Logo menos opiniões, logo menos contribuições...

      Lelo Mig
      Membro
      # 15/out/17 19:52
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      Ken Himura

      "Esse é o resultado da liberdade desmedida; o mercado musical - que é e sempre foi voltado para a massificação"

      Não meu amigo... a liberdade que "vocês acreditam" ter é ilusão.

      Todo fórum de músicos, nacionais e gringos que participo, vejo o mesmo discurso:

      Estude, estude, estude, treine, treine, treine......10, 12 horas por dia e serás um grande músico.

      Isso é uma bobagem, uma ilusão totalitarista.

      Alguém quer ser um bom compositor?

      Estude, treine, leia boa literatura, vá ao teatro, vá ao cinema, vá a museus, conheça um pouco de filosofia, de ciências, de história, de sociologia. Interaja com as pessoas, faça amor, se apaixone, sofra, de risadas. Vá para outro estado de carona ou à pé, visite outros lugares, interaja com pessoas diferentes.

      Viva! E tenha experiência de vida.... Prove as alegrias de viver e o sofrimento que a vida trás, porque a dor é uma das experiências de quem vive paga.

      É possível estudar, ter técnica. Mas, 8? 10? 12 horas por dia trancado num quarto?

      Pela vaidade de tocar aquela passagem dificílima de Liszt? Para ser um virtuose?

      Isso é vaidade..... mesmo que embrulhada em timidez.

      Ninguém vai ser um grande compositor, um artista dessa forma.

      Mas, o mundo, o poder... sim, ele deseja que acreditem nisso.

      Seres que fiquem em seus quartos escuros, feito vampiros, especializados numa coisa e burros para o resto.

      Gente que se satisfaz com likes e monetização no Youtube.

      Na boa, com todo respeito, de coração... Mas, em minha opinião, se um jovem entre 16 e 20 anos esta contente com a sociedade em que vivemos, não têm revolta, não têm vontade de sair quebrando tudo e botar fogo na prefeitura de sua cidade, não quer sensibilizar, chacoalhar de alguma forma o emocional das pessoas... algo esta muito fora da ordem e as pessoas muito doentes.

      A arte, serve justamente, para saciarmos esta vontade sem termos que machucar fisicamente ninguém.

      O mercado musical não representa a liberdade e sim a opressão.

      Têm garoto de 20 anos, hoje, homofóbico, gordofóbico, racista e que "tem saudades do governo militar", sem ter a mínima ideia do que foi aquilo.

      Nosso amigo Bertola esta coberto de razão quando disse que o "futuro está morto!".

      Ismah
      Veterano
      # 15/out/17 20:15
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      A música é como a guerra: atira-se com a arma que se tem em mãos, e da melhor forma que der.

      Ken Himura
      Veterano
      # 15/out/17 20:26
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      Lelo Mig
      A arte, serve justamente, para saciarmos esta vontade sem termos que machucar fisicamente ninguém.
      Pra isso serve a academia, o boxe, o jiu jitsu...

      O mercado musical não representa a liberdade e sim a opressão.
      Ele é calcado na liberdade das pessoas de quererem escolher merda. Quem tá ganhando vai querer se manter ganhando.

      O artista deve dar ao povo não que ele quer, mas o que ele precisa. Não é isso que vemos desde que esse equilíbrio separador foi criado.

      É possível estudar, ter técnica. Mas, 8? 10? 12 horas por dia trancado num quarto?

      Pela vaidade de tocar aquela passagem dificílima de Liszt? Para ser um virtuose?

      Isso é vaidade..... mesmo que embrulhada em timidez.

      Ninguém vai ser um grande compositor, um artista dessa forma.

      Ás vezes é necessário. Da mesma forma que o Bolt, já sendo o Bolt, ainda treinava 8 horas por dia. Ou o Phelps, com 14 ouros, continuava todos os dias a ficar 10h dentro da piscina + 2 de musculação. Ou o Oscar, que ficava 2h além do treino diário só arremessando bolas de toda a quadra. Ou o Zico, que ficava horas todos os dias, antes e depois dos treinos, cobrando faltas sozinho no campo com uma camisa marcando o alvo e numa parede numerada.

      Tem gente que tem uma meta assim na vida, e a exigência básica para uma performance deste nível é esta. É necessário viver pra esta coisa pra ela acontecer, é a troca.

      Não podemos julgar com nossos valores pessoais as escolhas alheias, ou os objetivos.

      a liberdade que "vocês acreditam" ter é ilusão
      E o que não é ilusório no mundo em que vivemos?

      Na boa, com todo respeito, de coração... Mas, em minha opinião, se um jovem entre 16 e 20 anos esta contente com a sociedade em que vivemos, não têm revolta, não têm vontade de sair quebrando tudo e botar fogo na prefeitura de sua cidade, não quer sensibilizar, chacoalhar de alguma forma o emocional das pessoas... algo esta muito fora da ordem e as pessoas muito doentes
      O sistema funciona assim porque ele é feito pra funcionar assim e beneficiar apenas uma fração das pessoas; a gente pode tentar espernear e bater de frente, mas Roma não cairá por causa disso. As coisas vão continuar sendo assim por eras.

      PguitarMaxx
      Veterano
      # 15/out/17 23:11 · Editado por: PguitarMaxx
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      Ken Himura
      Na verdade, é mais fácil não terminar. Visto que disciplina não é um das qualidades em alta hoje. Disciplina é mais importante que inspiração pra terminar uma obra.

      Com todo respeito, acho que estamos falando de coisas diferentes. Eu estou falando de música, arte. Se as coisas fossem como você está dizendo, o Led Zeppelin jamais teria deixado seu nome na história. Pega qualquer banda de rock dos anos 90 para trás e verá que o que está dizendo não se aplica.

      Qualquer bluesman do delta... garanto que nesse negócio de disciplina x inspiração, o que fez diferença de verdade foi a inspiração.



      Pra acrescentar a outra discussão

      “Neither a lofty degree of intelligence nor imagination nor both together go to the making of genius. Love, love, love, that is the soul of genius." - Mozart

      Lelo Mig
      Membro
      # 16/out/17 00:18 · Editado por: Lelo Mig
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      Ken Himura

      Meu querido, você sabe, tenho muito respeito por você, suas colocações e conhecimento.

      Mas, e apenas isso, discordo de você neste quesito, composição musical e arte.

      A comparação com atletas, em minha modesta opinião, é bizarra. Esporte não é arte. Não são as mesmas buscas e objetivos. Talvez, até consiga comparar um virtuoso com um Bolt num esforço de imaginação... mas nada além disso.

      Ainda que um músico busque superações pessoais de execução e técnica, de interpretação técnica, este campo é físico, o da superação física... não é arte... nada têm a ver com senso estético, criatividade, imaginação.

      Um virtuoso que toca Flight of the Bumblebee em velocidades extremas, não me impressiona como artista, no máximo, por sua capacidade motora e sua dedicação técnica. Até porque, em meus 50 e poucos anos, vi muito poucos virtuoses que compõem boa música.

      No campo erudito, ainda podemos dar um desconto... existe a vaidade, a competição, o desafio pessoal e, de certa forma, a limitação de ficar eternamente fazendo "covers" dos clássicos de séculos atrás e sendo o próximo "maior interprete de Bach" da próxima temporada. Não vejo nada errado em músicos que buscam isso. Até porque, de certa forma, na música erudita, não há muita opção. Ou se é um "competidor", um atleta do instrumento, ou se toca pelo prazer de tocar, mesmo que obviamente isso exija estudo. Possuo vários amigos em orquestras, inclusive na OSESP e OSM nesta condição de amantes... nenhum deles, ainda que estudiosos e disciplinados, serão o "o maior intérprete de Mozart do próximo verão".

      Pensemos nas trilhas......o que mais (em tempos modernos) se alinha com o que habituamos a chamar de "clássico".

      Alan Menken, Henry Mancini, Nino Rota, Bernard Herrmann, Ennio Morricone, Hans Zimmer e etc.

      Grandes maestros, a maioria pianistas muito bons..... mas Bolts ou Phelps das teclas? Longe disso, muito longe.......achamos um pianista melhor que eles tecnicamente, em qualquer orquestra de porte.

      Mas, todos,compositores espetaculares.......ARTISTAS de primeira grandeza. (E todos trabalhando com tema, tempo, motivos pré prontos e etc. Mas, não se cria dentro da forma, faz-se a massa, para enformar depois... Tempo, disciplina, conhecimento, nada disso engessa, quando se TEM IDEIAS!!)

      Você não precisa concordar... pelo contrário. É um cara de argumentos inteligentes... gosto de você mesmo quando você discorda de mim.....rs.

      Mas, percebe onde quero chegar?

      Eu defendo e já defendi aqui no FCC a necessidade dos virtuoses. Eles fazem a roda técnica girar. Eles elevam a habilidade técnica.

      São necessários, há quem busque e queira ser isso, eu respeito.

      Mas, não são artistas... a maioria não é criativo, não faz boa música é até previsível. Prá ser sincero, são até meio tapados, porque sem a viseira da meta, se perderiam.

      E, um artista, cedo ou tarde acaba tirando a viseira... e para ser um bom compositor tem de ser artista.

      xmarhunterx
      Membro Novato
      # 16/out/17 17:45
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      Lelo Mig
      Alguém quer ser um bom compositor?

      Estude, treine, leia boa literatura, vá ao teatro, vá ao cinema, vá a museus, conheça um pouco de filosofia, de ciências, de história, de sociologia. Interaja com as pessoas, faça amor, se apaixone, sofra, de risadas. Vá para outro estado de carona ou à pé, visite outros lugares, interaja com pessoas diferentes.

      Viva! E tenha experiência de vida.... Prove as alegrias de viver e o sofrimento que a vida trás, porque a dor é uma das experiências de quem vive paga.


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