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      Técnicas e Dicas de Composição

      Autor Mensagem
      gpeddino
      Veterano
      # out/11


      Bom, eu sou compositor e frequento o fórum há alguns anos. Sempre estranhei a falta de discussões legais relacionadas à composição, dicas, conselhos, etc. Então, comecei a juntar algumas dicas que acho pertinentes pra quem também compõe. Espero que isso inspire alguém aqui a compor, ou que pelo menos suscite algum debate entre os membros.

      Uma dica pra começar, que acho que vale como ponto de partida:

      1. Ouça MUITA música. E ao dizer isso, na verdade eu me refiro a algo muito maior do que ouvir aquilo que tem no seu iPod, por exemplo. Tudo isso tem a ver com O QUE ouvir e com COMO ouvir.

      O que ouvir? Basicamente tudo. Como compositor, suas canções serão muito mais ricas se seu repertório musical for mais rico. E isso exige, digamos, cabeça aberta. A internet está aí pra nos ajudar. Se você é louco por AC/DC, procure ouvir coisas que não tenham absolutamente NADA a ver. Ouça Edith Piaf, canções folclóricas, tangos de Piazolla, rap, música clássica, sinfonias de Mahler, peças completamente insanas de John Cage. Não estou querendo dizer que é preciso gostar de tudo, mas é muito interessante para um compositor se deixar expor aos mais variados tipos de música. Porque tudo aquilo que te interessar vai acabar penetrando nas suas músicas na hora de criá-las. E a chance de o resultado final ser muito mais interessante e bem trabalhado pode aumentar bastante.

      Como ouvir? Com atenção e interesse. É a mesma coisa que um médico em formação: pra conseguir operar alguém ele vai ter que estudar muitos cadáveres primeiro, haha. Não adianta simplesmente ouvir a música por diversão e prazer. É preciso estudar as estruturas da canção. Repare como determinadas músicas não têm refrão, ou mais de um refrão, ou poucos versos, muitos versos, uma ponte, mais de uma ponte, variações na melodia. O que muda nos vocais quando começa um refrão? O que está diferenciando as diferentes seções de uma música?

      É legal desenvolver o ouvido para arranjos. Por que certa música é tocada no violão e não numa guitarra? Talvez tenha sido proposital, talvez o autor/arranjador queira dizer algo com isso. Quanto mais você estudar as músicas - tanto as que você já ouve quanto as que você passar a ouvir - você vai perceber que as variações são incontáveis. E isso acaba sendo liberador pra quem quer compor. É como se tivessem colocado uma tela em branco na sua frente e tintas de todas as cores do mundo.


      Bom, de início é isso. Pensei em escrever mais e com mais detalhes (focando tanto na música quanto na letra), fazer algo como um artigo, talvez. Please, digam o que acham, e discutam o tema!

      Abs!

      Guilherme Nau
      Veterano
      # out/11 · Editado por: Guilherme Nau
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      gpeddino


      O que ouvir? Basicamente tudo. Como compositor, suas canções serão muito mais ricas se seu repertório musical for mais rico.

      Ouço muito Extreme,Bon Jovi entre outras bandas clássicas do Hard Rock e Classic Metal.Sou fanático por Classic Metal e Hard Rock.Jorney,Europe,Eric Clapton...Tudo

      A um tempo atrás me deparei com uma comparação de um dos meus solos com o solo de 18 And Life do Skid Row.A música em sí (arranjos,solos,enfim,tudo) me fez baixar o 40 Reasons deles.Skid Row pra mim fui uma influência tão rica quando jogar sementes no lodo.Minha composições saíram do contexto amoroso para um contexto direto.Comecei a compor letras que contam mais histórias com vários acordes de tom maior e um de tom menor fugindo do popzinho G D C.

      18 And Life me fez colocar no papel e passar pro violão uma realidade sega da sociedade,a realidade quem todos sofrem mais ninguém quer transparecer.Não digo passar medo para as minhas músicas e para as pessoas,mas fazer elas sentirem o que eu sentia com apenas letras inteligentes e acordes bem armados.Comecei e ouvir mais solos do Bon Jovi.O resultado foi:

      Refrão Skid Row e Solo Skid Jovi kkkk.

      Eu realmente me surpreendi comigo mesmo.Pra quem só fazia músicas pra namorada fazer um Hard Rock??? WTF????

      Parece que meus solos ficaram mais inteligêntes,mas continuando com as pentas de Slash.


      Todas as dicas que você deu acima foram válida e todos os compositores tanto de letra como de melodia se identificaram e repasso isso aos iniciantes.

      EDIT:Só digo uma coisa que você não citou acima.

      A primeira música será sempre uma merda,a segunda também e a terceira também,mesmo que você tenha as melhores influências do mundo.Apenas na quarta você sentira a diferença.

      gpeddino
      Veterano
      # out/11
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      A primeira música será sempre uma merda,a segunda também e a terceira também,mesmo que você tenha as melhores influências do mundo.Apenas na quarta você sentira a diferença.

      Bem verdade isso. Como qualquer habilidade, é preciso prática pra pegar o jeito.

      Eu vi uma entrevista com o Paul McCartney em que ele diz que, no começo da carreira, os Beatles faziam quatro músicas POR DIA. E não só escreviam, mas gravavam e mixavam. Ao fim de uma semana eles tinham músicas de sobra pra um disco. Claro que muitas delas acabaram descartadas, pois não eram tão boas... Mas lá no meio estavam coisas como Michelle e Nowhere Man.

      Ou seja, quanto mais você compor, maior a chance de você fazer algo melhor e mais facilidade você vai adquirindo...

      Osvaldojr
      Veterano
      # out/11
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      inspiração, transpiração ( e um ótimo refrão ) rs

      Adler3x3
      Veterano
      # out/11
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      Muito válido este tópico.
      O Osvaldo tem razão:
      - Inspiração - o principal, é a matéria prima a ser trabalhada;
      - transpiração - é o trabalho árduo na técnica modelando a matéria prima.

      Todos nós somos criativos, basta despertar este sentido.
      Primeiro acreditar em si mesmo.
      A beleza de uma composição é relativa.
      Pode estar nas simples melodias.
      Como pode estar na beleza técnica, nem tanto relacionada com a qualidade sonora, mas na beleza do grau de dificuldade da estrutura da composição, e da forma de tocar.
      E quando junta a beleza natural com a beleza técnica temos uma obra prima.

      gpeddino
      Veterano
      # out/11
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      2. PENSE EM ESTRUTURA. Não adianta querer começar a compor uma canção escolhendo o timbre da guitarra que vai fazer um dedilhado na sequência final. É mais ou menos a mesma coisa que tentar pintar uma casa que ainda não tem alicerces. Muito provavelmente não vai chegar muito longe.

      Nada te impede de começar a desenvolver uma música através do solo, por exemplo. Mas para definir o solo é preciso que você crie uma base para ele. Defina o ritmo e a harmonia de um jeito simples, usando um programa útil como Band In A Box, ou fazendo uma bateria eletrônica tosca num software e gravando acordes de violão em cima. Num primeiro momento, não se preocupe se a bateria soa mal, se o violão soa, se sua voz soa mal. Tendo a ideia registrada de alguma maneira, ela não tem mais chance de se perder em algum lapso de memória.

      E tendo uma sequência gravada de solo, você pode continuar a partir daí. Um exemplo pessoal: uma de minhas músicas começou de um solo que fiz, baseado nos seguintes acordes:

      | G | Am | C | D |

      Quando tentei criar uma base para outra seção da música, resolvei fazer outra sequência de acordes que mantivesse o G como ponto de partida. Daí saiu:

      | G | Bm | C | D | Em | Am | C |

      Acabei usando essa sequência como a base do verso. Fui cantarolando em cima até que foi saindo alguma coisa decente. Bastou sentar e editar e ir aperfeiçoando.

      E vocês? Têm algum exemplo parecido nas suas composições?

      Adler3x3
      Veterano
      # out/11 · Editado por: Adler3x3
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      Muitas vezes bons timbres de sintetizadores virtuais nos estimulam no processo criativo e começamos a compor se pensar na estrutura.
      Você começa a tocar de improviso e grava, muita coisa sai ruim, fora do tempo, mas sempre fica algo de bom, que pode ser aproveitado.
      E com tecnologia de hoje, e fácil corrigir os erros.
      Mas concordo que a peça num todo tem que ter estrutura.
      No clássico os estilos seguiam regras rígidas.
      E atualmente os softwares , apesar da modernidade estão também criando um certo padrão na estrutura (comercial), que de certa forma tira a liberdade.
      Assim as músicas atuais estão seguindo um padrão rígido, o que é um retrocesso.
      Outro método que uso é bem diferenciado.
      Transformo as palavras em notas, usando tabelas de conversão baseadas em estudos medievais.
      E claro, adicionar um pouco de criatividade, pois nas letras não existe a notação de tempo.
      Na pauta, quando estou em dúvida se devo subir ou descer, na escala, uso um pêndulo para obter a resposta.
      O problema as vezes é que temos que criar notas ou acordes de ligação.
      E sabe de uma coisa, sai música, principalmente usando o latin.
      Estes exemplos que você citou tem a haver com a sequência dos acordes.
      Como você frisou é muito importante registrar as idéias sem se importar com a qualidade dos instrumentos, do arranjo etc..

      gpeddino
      Veterano
      # out/11
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      Gostei da réplica! Realmente, o timbre pode levar a uma ideia... Se não me engano é o que aconteceu com "Losing My Religion", do REM. O guitarrista Peter Buck comprou um bandolim e sentou pra aprender a tocar, com um gravador ao lado registrando tudo. Depois, quando foi ouvir a fita, percebeu que lá no meio estava a raiz do que viria a ser a música.

      Em relação ao padrão, não me refiro a estabelecer um padrão rígido... Nem toda música precisa de refrão, ponte, solo, subida de tom, etc. Mas acho importante que se mantenha um ESBOÇO de um padrão para a canção se sustente sozinha. Tenho amigos que, ao tentarem compor, se perdem na busca por timbres perfeitos, mexendo em pedais, plugins, etc, e a canção acaba esquecida, até que eles desistem.

      Gostei do seu método quase místico pra criar a melodia!

      Adler3x3
      Veterano
      # out/11 · Editado por: Adler3x3
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      Bem estamos no aguardo da parte 3
      E na parte 2 poderiamos aprofundar o estudo da sequência de acordes.
      Um outro item muito importante como fazer boas sequências com variações.
      E como construir a parte de ligações entre diferentes sequências.
      O Método de transformar letras em notas também serve para criar uma sequência de acordes.
      A questão dos timbres é muito importante.
      Pois se estamos criando a música num software sequenciador (editor de partituras, editor de ritmos etc...), se os instrumentos que usamos não tem qualidade e o som fica soando tipo midi de baixa qualidade, com as notas tendo sempre a mesma velocidade e o processo de criação ao meu ver fica prejudicado.
      O ideal seria na hora de compor unir a perfomance com a técnica de compor.

      Adair Neto
      Veterano
      # out/11
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      Eu estou começando a dar as caras no mundo da composição e gostaria de saber da onde posso tirar ideias para letras e como criar boas melodias.

      Adler3x3
      Veterano
      # nov/11 · Editado por: Adler3x3
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      Bem não existe nenhuma regra geral.
      E também não sou especialista , nem um bom compositor:
      Mas acredito que alguns pontos tem influência:
      Letras:
      - primeiro a escolha do tema;
      - mensagem que a composição quer transmitir (tem que ter ao meu ver coerência), a letra tem que contar um estória, pode ensinar etc...
      - escolha das palavras certas de acordo com a sonoridade (muitas vezes a palavra é bonita , mas o seu som não, e temos quer recorrer ao nosso repertório , e até dicionários;
      - Rima, algumas partes devem ter rima;
      - montagem de frases (refrões) bem feitas (muitas vezes o refrão vem de uma vez só);
      - anotar todas as palavras e frases que vem a mente sem se importar com a ordem certa, e depois trabalhar na sequência, testando uma a uma, e descobrindo a ordem natural do desenvolvimento do tema;
      - aproveitar somente as frases e letras que podem ser encaixadas numa melodia, ou levar a criação da melodia;
      - ler poesias e letras de outras músicas bem feitas para aprender o processo, ou tentar entender como o autor chegou neste resultado;

      Melodia
      - pode ser feita baseada numa boa letra;
      - a melodia pode surgir antes da letra, e assim as palavras e frases da letra tem que ser adaptadas, de acordo com a sonoridade;
      - técnica musical, o estudo e uso das escalas facilita a montagem da melodia;
      - só usando a técnica é possível também fazer melodias;
      - mas se juntar a técnica com a inspiração o resultado fica melhor;
      - em muitos casos a harmonia surge antes da melodia, e uma boa sequência de acordes (pode trazer implicitamente dentro de si idéias para montar uma boa melodia);
      - ao escutar um boa sequência de acordes a melodia pode nascer na mente;
      - uma boa harmonia só existe com uma boa melodia; e desta forma a melodia esta oculta dentro da harmonia, as vezes basta reforçar algumas notas em terças e quintas que surge a melodia;
      - a melodia esta lá, basta descobrir;
      - a nossa mente é criadora, sempre cria algo de novo, a dificuldade é não esquecer, captar isto e colocar na partitura;
      - e assim anotar ou gravar tudo quando as idéias aparecerem a mente;
      - os pensamentos são como uma nuvem, vem e vão embora;
      - todos tem potencial criativo, você pode sim criar boas melodias;
      - podem existir várias melodias sendo executadas ao mesmo tempo;
      - uma melodia pode ter infinitas variações;
      - a maior dificuldade é criar momentos de transição entre melodias diferentes, e para isto tem que usar a técnica musical, que é pura matemática;
      - testar inversões, tocar ao contrário;
      - Na Mente de Mozart as melodias já saiam prontas, já na Mente de um Beethoven, eram trabalhadas exaustivamente até chegar a perfeição;
      - Assim o método de tentativa e erro também entra em cena, e hoje os softwares facilitam este método;
      - Se você tem uma boa sequência melódica, pode ir experimentando pelo método de tentativa e erro até achar a solução;
      - Gravar improvisações, numa gravação improvisada podem surgem de forma natural belas melodias;
      - Saber escolher o instrumento que vai ser utilizado na melodia, faz uma grande diferença;
      - Um simples cantarolar é uma fonte inesgotável de melodias;
      - Experimentar mudanças de oitavas e de tom; as vezes a melodia é boa, mas esta soando ruim porque esta na oitava errada ou no tom errado;
      - A nossa voz é o nosso instrumento natural;
      - E como o Osvaldo escreveu inspiração e transpiração;
      - E também a Estrutura da música como muito bem destacou o autor do tópico;

      e muito mais...
      Fico no aguardo de novos pontos para reflexão.

      Piano ON GRACE
      Veterano
      # ago/14
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      Acho que você está redondamente certo. Parecia eu mesmo!

      IamBack
      Membro Novato
      # 05/mar/16 10:02
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      as boas técnicas jamais serão reveladas, apesar de estarmos rodeadas delas...é só abstrair.

      Jabijirous
      Veterano
      # 05/mar/16 21:29
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      IamBack
      as boas técnicas jamais serão reveladas, apesar de estarmos rodeadas delas...é só abstrair.

      ???????? Se você está rodeada dela, como não está revelada? Como abstrair algo não revelado?

      Todas as técnicas são reveladas, acho que, cada vez mais, nós não queremos ter trabalho. Vai dizer que não seria bom você apertar uma nota do teclado e ter uma música pronta? Infelizmente é o que vendem por aí.
      Estou compondo uma música pra cordas e já estou um mês parado tentando sair do mesmo compasso, estou ficando doido, mas só vou sair quando achar que está bom, isso é parte do processo composicional.

      Adler3x3
      Veterano
      # 06/mar/16 10:57 · Editado por: Adler3x3
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      Jabijirous
      Estou compondo uma música pra cordas e já estou um mês parado tentando sair do mesmo compasso, estou ficando doido, mas só vou sair quando achar que está bom, isso é parte do processo composicional.

      É verdade isto é normal.
      Lembro que Beethoven montava as partituras junto ao piano, e ia modificando a exaustão até ficar como ele queria.
      Já Mozart fazia tudo direto, as partituras dele bem dizer não tinham edição, ele tinha tudo já montando na cabeça.

      E hoje temos a tecnologia que faz com que vamos escutando os instrumentos a medida que compomos (instrumentos virtuais) o que já facilita para se ter uma ideia, de como vai soar de verdade com instrumentos reais.
      Mas dificilmente vamos ter as nossas composições executadas por orquestras de verdade, então o nosso trabalho é mais virtual.
      E todo o processo envolve o conhecimento teórico da boa teoria musical, mas também do conhecimento das técnicas de composição adaptadas a realidade tecnológica atual.
      Mas o fundamental é a criatividade, e as vezes, não sei explicar o porque?, mas criamos para nós mesmos alguns bloqueios e a coisa não flui como deveria, ou seja por erros anteriores, que faz com que não encontremos a solução, ou porque aquela parte é muito especial, e requer um bom complemento, não qualquer coisa que feche o compasso, requer algo mais.
      Fechar o compasso, de fechar por fechar é fácil, basta seguir a lógica e a boa técnica, mas? as vezes só a técnica não dá, falta algo, ou nas notas anteriores tem algo de errado, que não enxergamos, ou ainda não descobrimos, ou tá tudo errado e toda aquela passagem tem que ser reescrita. (tecnicamente parece certa mas não funciona, aonde a nossa imaginação tenta nos levar).

      Jabijirous
      Veterano
      # 06/mar/16 11:19
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      Adler3x3
      Mas o fundamental é a criatividade, e as vezes, não sei explicar o porque?, mas criamos para nós mesmos alguns bloqueios e a coisa não flui como deveria, ou seja por erros anteriores, que faz com que não encontremos a solução, ou porque aquela parte é muito especial, e requer um bom complemento, não qualquer coisa que feche o compasso, requer algo mais.
      Fechar o compasso, de fechar por fechar é fácil, basta seguir a lógica e a boa técnica, mas? as vezes só a técnica não dá, falta algo, ou nas notas anteriores tem algo de errado, que não enxergamos, ou ainda não descobrimos, ou tá tudo errado e toda aquela passagem tem que ser reescrita. (tecnicamente parece certa mas não funciona, aonde a nossa imaginação tenta nos levar).


      Quando bate a inspiração é que devemos aproveitar o máximo, mas quando ela vai embora, aí trava tudo. O que fazer? Jogar na "gaveta" e esperar a inspiração bater novamente?

      Essa música pra cordas que eu to fazendo, eu não jogo nada fora. Escrevo algo, gosto no momento e deixo lá. No dia seguinte eu ouço e não gosto, não vou deletar, vou deixar guardado.

      A medida que a gente vai trabalhando com a técnica, novas ideias vão surgindo. E com novas ideias surgindo, a inspiração volta.

      É assim que eu vejo a técnica X inspiração. Uma depende da outra.

      Adler3x3
      Veterano
      # 06/mar/16 11:24 · Editado por: Adler3x3
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      Fugindo um pouco da técnica tradicional.
      E indo para outro lado completamente diferente e experimental.

      Já fiz experiências usando o pêndulo.
      Tanto para compor como para detectar erros ou passagens mal feitas.
      Para compor imprimo no papel a pauta bem espaçada e uso o pêndulo para tentar descobrir a melhor nota na sequência.
      Conforme consigo me concentrar, depende do dia consigo bons resultados, conforme o dia que estou menos inspirado e concentrado, sai um som com certa coerência técnica, mas fica meio robótico.
      Estou ainda para fazer uma música somente usando o pêndulo, o que faço mais é pequenos trechos.

      E quando faço uma composição pelos métodos normais as vezes acontece de ficar num impasse e tento usar o pêndulo para corrigir e descobrir os melhores acordes e notas.
      Imprimo a partitura no maior tamanho possível e vou passando o pêndulo nota por nota ou compasso por compasso, se tem erro o pêndulo entrega na hora.
      Uma coisa que já observei, quando determinados compasso tem erros na montagem dos acordes ou na sequência das notas e não esta soando bem, o pêndulo detecta os erros, se digitei errado a partitura de uma peça já existente, localizo o erro.
      Claro a medida que se vai experimentando vai se aperfeiçoando esta técnica de usar o instrumento do pêndulo, e tudo vai acontecendo de forma mais natural, com o tempo o usuário do pêndulo fica mais sensível.
      Se o pêndulo roda no sentido dos ponteiros do relógio é um indicativo que esta tudo bem, se roda no sentido anti-horário é sinal que tem algo errado.
      Detectado o compasso com erro, passa-se a detecção das notas erradas.
      Não é tudo tão somente no sentido da pura polaridade do pêndulo (sentidos horário e anti-horário), mas também das hesitações que denotam falta de equilíbrio, e música é matemática, e se tem uma conta errada o pêndulo entrega.
      Eu uso também o pêndulo para outras coisas cotidianas, como conferir o estado de um remédio, de um alimento e muito mais, se um aparelho eletrônico esta com defeito ou não e muito mais, e tenho obtido relativo sucesso nas experiências.
      Se o violão esta desafinado, passo o pêndulo por cima e facilmente se constata que esta realmente desafinado sem ouvir.

      Jabijirous
      Veterano
      # 06/mar/16 11:39
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      Adler3x3

      Interessante essa tua ideia do pêndulo. Não entendi muito como funciona, mas achei interessante.

      Quando componho música contemporânea, eu sigo uma linha aleatória com influências minimalistas. Mas aí é outra onda.

      Veja um exemplo da partitura de um duo de guitarras que fiz em 2009.

      http://michaelmachado.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Guitarra-tappi ng.jpg

      Adler3x3
      Veterano
      # 06/mar/16 11:41
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      Jabijirous
      Concordo com todas as suas colocações comigo acontece bem dizer a mesma coisa.
      Sempre salvo os meus projetos , e tem muitos lá guardados esperando o momento certo.
      As vezes aproveito um pequeno trecho para incluir em um novo projeto, sempre fica algo de bom esperando a colocação certa.
      As vezes estou num novo projeto, e me lembro de certa parte de um projeto anterior inacabado, e aquela parte encaixa bem no novo projeto.

      Adler3x3
      Veterano
      # 06/mar/16 11:51
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      Jabijirous

      Bem quanto ao pêndulo, tem que começar pelo básico.
      Adquirir um bom livro, e adquirir diferentes pêndulos.
      E começando com o básico vai se aprendendo.
      Depois de um certo estágio de treino passar para investigar e fazer experiências.
      Tem vários tipos de pêndulo, na música quando é nota por nota uso o que tem a ponta mais fina, e outros casos já no compasso, pode se usar um pêndulo até achatado, ou até redondo.
      Tem pêndulos com cristais, de madeira , de pedras, de ferro e outros materiais.
      Se o usuário consegue chegar num bom nível de uso, pode pegar uma pilha descarregada e passar o pêndulo sobre ela que vai entregar se esta totalmente descarrega ou não, e assim com aparelhos eletrônicos, cabos etc.
      Outro dia tive um problema com a geladeira, não sabia se a geladeira estava com defeito ou era o cabo da fonte.
      Passei o pêndulo sobre o cabo e indicou que estava bom, depois passei o pêndulo sobre a geladeira e indicou que tinha problema.
      Chamei a técnica, e constataram que o defeito estava no termostato e nada funcionava , já a lâmpada interna estava queimada e não dava para identificar se o problema era no cabo ou na geladeira em si.
      Mas testei a lâmpada no pêndulo e realmente estava com defeito, bastou trocar que voltou a luz a funcionar.

      Jabijirous
      Veterano
      # 06/mar/16 12:33
      · votar


      Sempre salvo os meus projetos , e tem muitos lá guardados esperando o momento certo.
      As vezes aproveito um pequeno trecho para incluir em um novo projeto, sempre fica algo de bom esperando a colocação certa.
      As vezes estou num novo projeto, e me lembro de certa parte de um projeto anterior inacabado, e aquela parte encaixa bem no novo projeto


      Isso aí!

      Bem quanto ao pêndulo, tem que começar pelo básico.
      Adquirir um bom livro, e adquirir diferentes pêndulos.
      E começando com o básico vai se aprendendo.
      Depois de um certo estágio de treino passar para investigar e fazer experiências.
      Tem vários tipos de pêndulo, na música quando é nota por nota uso o que tem a ponta mais fina, e outros casos já no compasso, pode se usar um pêndulo até achatado, ou até redondo.
      Tem pêndulos com cristais, de madeira , de pedras, de ferro e outros materiais.
      Se o usuário consegue chegar num bom nível de uso, pode pegar uma pilha descarregada e passar o pêndulo sobre ela que vai entregar se esta totalmente descarrega ou não, e assim com aparelhos eletrônicos, cabos etc.
      Outro dia tive um problema com a geladeira, não sabia se a geladeira estava com defeito ou era o cabo da fonte.
      Passei o pêndulo sobre o cabo e indicou que estava bom, depois passei o pêndulo sobre a geladeira e indicou que tinha problema.
      Chamei a técnica, e constataram que o defeito estava no termostato e nada funcionava , já a lâmpada interna estava queimada e não dava para identificar se o problema era no cabo ou na geladeira em si.
      Mas testei a lâmpada no pêndulo e realmente estava com defeito, bastou trocar que voltou a luz a funcionar.



      Cara, ainda não consigo entender. Gostaria de ver isso, achei muito interessante!

      Adler3x3
      Veterano
      # 06/mar/16 18:26
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      Jabijirous
      É um processo difícil de descrever, só experimentando.
      Quero ver se gravo um vídeo, demonstrando parte do processo
      Mas primeiro vou ter que comprar uma câmera de vídeo, já que a minha pifou.
      Vou fazer uma pequena composição demonstrando as técnicas.

      AtalaBukas
      Membro Novato
      # 12/mar/16 14:42 · Editado por: AtalaBukas
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      Pessoal, com tantos comentários aqui, me parece que o processo de composição de vocês é muito penoso. Não consigo agir da mesma forma. Penso que composição é um processo, que tem início e fim, e quanto mais as ideias são trabalhadas (criando, errando, corrigindo, acertando), o processo acaba se consolidando de forma natural. Funciona assim com qualquer arte ou ciência. A parte que se remete a escrever na partitura, "fazer as ideias caberem no compasso", já é algo além. Pessoalmente, acredito que as ideias precisam ver de dentro pra fora, e não copiando modelos. Pode-se usar como apoio, ou, mais coerente na minha visão, estudar as obras de outros compositores para entender como as ideias funcionam.

      Adler3x3
      E hoje temos a tecnologia que faz com que vamos escutando os instrumentos a medida que compomos (instrumentos virtuais) o que já facilita para se ter uma ideia, de como vai soar de verdade com instrumentos reais.
      Mas dificilmente vamos ter as nossas composições executadas por orquestras de verdade, então o nosso trabalho é mais virtual.
      E todo o processo envolve o conhecimento teórico da boa teoria musical, mas também do conhecimento das técnicas de composição adaptadas a realidade tecnológica atual.
      Mas o fundamental é a criatividade, e as vezes, não sei explicar o porque?, mas criamos para nós mesmos alguns bloqueios e a coisa não flui como deveria, ou seja por erros anteriores, que faz com que não encontremos a solução, ou porque aquela parte é muito especial, e requer um bom complemento, não qualquer coisa que feche o compasso, requer algo mais.


      A tecnologia é formidável, mas é preciso um discernimento para utilizá-la sem extrapolar. Como você disse, ouvir os instrumentos no virtual é muito útil, trabalhei alguns arranjos de sopro para uma banda com o qual atuo e ouvir funcionando é uma mão na roda. Mas tudo surgiu usando voz, violão e papel. A tecnologia pode aposentar nosso "ouvido interno", se mal usada.

      *Só pra constar, não estou dizendo que ninguém está errado, até porque não conheço o trabalho de vocês. É só minha opinião como alguém que está ainda galgando os caminhos.

      AtalaBukas
      Membro Novato
      # 12/mar/16 14:47
      · votar


      Jabijirous
      Cara, ainda não cheguei a ver esses símbolos modernos de partitura, que trem doido, gostaria de ouvir como soa.

      Jabijirous
      Veterano
      # 12/mar/16 16:40
      · votar


      AtalaBukas
      Pessoalmente, acredito que as ideias precisam ver de dentro pra fora, e não copiando modelos. Pode-se usar como apoio, ou, mais coerente na minha visão, estudar as obras de outros compositores para entender como as ideias funcionam.

      Veja, trabalhar técnica não é algo penoso, penoso é você buscar um resultado e esse resultado não vem pq não está do seu agrado, isso é compor.

      Quando você diz Penso que composição é um processo, que tem início e fim, e quanto mais as ideias são trabalhadas (criando, errando, corrigindo, acertando), o processo acaba se consolidando de forma natural.

      Nessa frase você já tem algo penoso no teu processo de compor, errar e corrigir. Se corrigiu é pq errou e se errou é pq criou algo errado, fazendo perder tempo. Isso pra mim é penoso. Investiu em um tempo e criou algo errado.

      Na minha visão, não se cria nada errado. Aliás, na música não existe o errado e sim o mal feito.

      Se você pegar essa "ideia errada" e aplicar a técnica, você volta a investir no seu tempo e ainda cria várias possibilidades daquele erro. Não devemos jogar fora ideia nenhuma.

      Olha o Beethoven sendo penoso na "Eroica".
      http://www.omifacsimiles.com/brochures/images/bee_land6.jpg

      Bom, veja a frase inicial do compositor Christopher Rouse

      https://www.youtube.com/watch?v=XZ88zPr_fnk

      Compor é isso aí que ele falou.

      Sobre a peça, eu tinha uma gravação e perdi :(

      Gutovysk
      Veterano
      # 26/jul/16 19:21
      · votar


      Técnicas e Dicas de Composição tem tudo a ver comigo!!! rsrsrs

      seria bom você apertar uma nota do teclado e ter uma música pronta?
      kkkk Será que seria? Na minha opinião não, pois sentiria que não fui eu o criador da música. Costumo comparar com o alpinista/montanhista que, apesar de querer chegar ao seu objetivo, ao cume da montanha, ver a paisagem, o que curte é o seu esforço empregado durante a subida! Eu como montanhista que fui (quero voltar! rsrs) e como compositor posso afirmar isso. Adoro ver o resultado final de minha música composta (depois de um tempo, às vezes me surpreendo com o que eu fiz), mas me amarro naqueles momentos que debruçado sobre uma pauta, e sem ver o além, consigo achar minhas propostas e soluções...

      É muito gratificante você ver algo sendo criado pelo seu esforço. E acho q isso vem se perdendo através de gerações... E olha que atualmente não falta é informação.

      Adler3x3 já teve a oportunidade de conhecer alguns trabalhos meus, e eu também tive tal oportunidade de conhecer os dele (mas esse do pêndulo realmente fiquei curioso! Passe pra mim!!!!). E sabemos que o processo criativo, como já dito aqui no post, parte da inspiração e da transpiração.

      Mas o que posso afirmar categoricamente é que não há magia na criação de uma música bem feita, mas sim que nós compositores não deveríamos compor às cegas, isto é, sem uma base sólida de conhecimento musical e técnicas de composição.

      Eu mesmo, na minha infância, cheguei a compor por pura intuição... E tentava achar minhas próprias soluções, através do que eu podia assimilar e pensar por mim mesmo... Isso funciona até um certo ponto.

      Uma vez alguém me falou (mais de uma vez, diga-se de passagem): "não gosto de teoria pois eu componho com meu ouvido...". Costumo responder dessa maneira: " pois atualmente eu componho com meu ouvido, e com meu cérebro!!! E por isso posso ir mais longe e mais rápido!".

      Conhecer técnicas de composição, teorias, e análises musicais nos ajudam muito, mas muito mesmo na nossa formação e consequentemente na nossa criação musical. E até para os músicos interpretativos (instrumentistas e cantores), que sabendo de teoria, pelo menos o básico, já entendem mais sobre a música em si, e podem tirar melhor proveito na hora de tocar. Falo disso aqui nesse post de meu blog: http://www.tecnicasdecomposicao.com.br/2016/01/a-importancia-da-analis e-musical-para.html

      E como disse o Jabijirous, o processo de compor é árduo em seu processo, mas não penoso! E muitas vezes perdemos um tempo achando possíveis soluções justamente por que nos falta não a criatividade em si (que também é algo a ser exercitado, como já dito neste tópico), mas a técnica ou teoria que poderíamos ter seguido. E não é uma questão de copiar e colar. É uma questão de assimilar o que foi feito, e fazer do seu jeito.

      E como um compositor poderia achar soluções totalmente novas se ele nem sabe o que já foi feito antes? Uma vez fiz um cânone modulante e fiquei todo feliz, acreditando que havia criado tal evolução (a modulação no cânone), e mostrei para o meu professor (na época), e então ele me disse: "isso daí é um espiral modulante"... Bem, eu poderia ter ficado triste, mas não fiquei, pois consegui achar uma solução sem ter aprendido antes, isto é, eu já tinha base e conhecimento para me aventurar em novos mundos. Entretanto, aprendi que não podemos nos gabar em ter achado uma solução fantástica em nossa música sem que antes, a princípio, alguém já a tenha feito!

      Vejam também esse link aqui http://www.tecnicasdecomposicao.com.br/2015/09/forma-certa-ou-errada-d e-compor-musica.html (existe uma forma certa ou errada de se compor uma música???)

      Felipe Stathopoulos
      Membro Novato
      # 27/jul/16 12:02
      · votar


      Nossa caras, baita processo de composição complicado este de vocês... Faz isso, faz aquilo, põe na partitura, usa programa, affff...

      Até um tal de pêndulo entrou na parada (num entendi powrra nenhuma que que é isso, rsrs)...

      Pra mim o negócio é mais simples: eu durmo e acordo com uma idéia e uma ou duas frases da letra e uma melodia na cabeça.

      O resto é complementação (incluir refrão, pré-refrão, "bridge", etc.), expansão (aumentar o tamanho/trabalhar mais as letras) e, por último, fazer os arranjos básicos. Depois é gravar pra não esquecer e pra passar pra banda desenvolver as respectivas partes.

      Se a música é boa normalmente ela sai rapidinho (algumas horas, no máximo um dia). Não curto ficar "rebocando" música: se a idéia básica dela não "fluiu" em um determinado período de tempo é porque não era pra sair, e neste caso prefiro deixar de lado.

      Outro dia estava assistindo uma entrevista da Alanis Morissette e ela disse que compôs o "Jagged Little Pill" em DOIS dias! E que qualquer música que ela demore mais de 45 minutos pra compor a idéia básica ela não grava.

      Tento me guiar por este esquema: se complicou demais é porque não merece virar música.

      Abçs.

      Gutovysk
      Veterano
      # 05/ago/16 14:33
      · votar


      Pois é... existem composições e composições...

      Algumas são feitas de supetão! Tipo, a ideia vem completa de repente.

      Outras, vem truncadas, vêm em partes... Temos que ir juntando e entendendo suas partes.

      E ainda há outras que tem que ser descobertas! Essas os compositores suam para descobri-las!!!! rsrsrs

      Acredito que não podemos deixar de lado uma ideia que nos pareça boa, mas que ainda deva ser trabalhada.

      vitorsouza70
      Membro Novato
      # 18/mai/17 08:57
      · votar


      Ao escrever uma música, é importante que você trabalhe de forma organizada, até porque você vai escrever várias músicas tanto em seu processo de aprendizado e treino, como também para por em um álbum.

      Meu conselho é que você faça na seguinte ordem.

      1° Instrumental

      2° Melodia cantada

      3° Letra/ Lyrics

      Por quê a letra deve ser depois da melodia?
      A letra que você escrever, deve seguir o contorno da melodia que você fizer.

      Dicas para escrever a letra da música.
      Antes de começar a escrever, defina o tema da música. O tema basicamente é o assunto sobre o qual a música se trata, o que não necessariamente é o título da mesma.

      Exemplos de temas:

      Termino de namoro
      Se apaixonar por alguém
      Nosso amor é especial
      Paquera na noite
      Pedir para o amor voltar
      E etc

      Existem centenas de músicas com esses temas, porem com títulos variados.
      Por exemplo, sua música poderia ser sobre termino de namoro e ter o título de Cachoeira.

      O texto de uma música segue a seguinte ordem.

      Versos/ponte(bridge)/Refrão(chorus)

      A = versos
      B = ponte
      C = refrão

      A / B / C depois repete A / B / C

      Os versos podem ser de 8 a 16 seções. Seções são como orações de uma frase.

      Exemplo: Ontem eu te vi / andando na rua. / E a casa onde eu te vi/ era grande e bonita. Quatro seções.

      A ponte pode ser de duas a quatro seções, mas também podem ser substituídas por um riff na guitarra ou no violão. A ponte conecta os versos ao refrão.


      Obs: O título da sua música sempre deve estar presente no refrão.

      Concelho: Estude letras de músicas que você gostaria de ter escrito, e observe como ela se desenvolve.

      Ao construir o texto da música, lembre-se que o refrão é onde a música se conclui. E deve ser repetido no mínimo duas vezes, embora há músicas onde ele se repete três, e o texto se repete no refrão.

      fernando tecladista
      Veterano
      # 19/mai/17 13:35
      · votar


      Por quê a letra deve ser depois da melodia?
      A letra que você escrever, deve seguir o contorno da melodia que você fizer.


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