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      Sobre sequenciamento de músicas.

      Autor Mensagem
      Casper
      Veterano
      # 21/set/16 14:12


      Nunca vejo esse tipo de discussão por aqui,
      e espero não estar discutindo com as paredes.

      O tipo de sequenciamento é determinante para
      o resultado, não porque um seja melhor que
      o outro, mas porque o tipo determina como vai
      se estruturar a música.

      Um Doepfer MAQ 16/3 serve bem e muito bem
      para o tipo de estrutura musical a que ele se propõe
      (por exemplo - Berlin School), mas não consigo sequênciar,
      por exemplo, a ária da quarta corda com ele (teria
      que ter dezenas deles, com um sincronismo
      complicadíssimo). Da mesma forma, os sequenciadores
      dosarranjadores da Roland (o que estou ambientado e
      posso comentar) não conseguem fazer determinadas
      sequências (inversas, alternadas, aleatórias etc)
      que são naturais no Doepfer. Não que seja impossível
      esse intercâmbio. Com trabalho duro a maioria dos
      sequenciadores faz quase qualquer trabalho.

      Com DAW o fluxo de trabalho é diferente. De certa
      forma, elimina os limites impostos pelos sequenciadores
      tradicionais, mas também elimina um certo tipo de
      espontaneidade e, na falta de um termo melhor, os
      "acidentes felizes" que ocorrem quando se usa o
      sequenciamento mais tradicional. Com DAW, os blocos
      vão sendo acrescentados de uma maneira mais
      formal: introdução, parte A, parte B etc. Algumas
      DAW's (como Ableton Live) estão exatamente no meio
      do caminho: permitem inclusões e modificações em
      tempo real como em qualquer groove box, mas permitem
      também um sequenciamento mais tradicional.

      Falando nisso, groove box é algo que praticamente não
      existe mais. O hardware de controle, do tipo do Native
      Maschine permite um grau de liberdade inimáginável,
      que os Akai MPC dificilmente alcançarão.

      Mesmo assim, eu prefiro sequenciar baseado em
      patterns, como nas groove box .
      Mas sequenciar por blocos, como a maioria das
      DAW's faz também é viável.

      Sequenciar apenas com um mouse e teclado de
      computador é algo realmente broxante e contraprodutivo.

      Mas pode ser apenas impressão minha,
      reflexo de minha senilidade.

      Adler3x3
      Veterano
      # 21/set/16 16:28 · Editado por: Adler3x3
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      É o conjunto dos componentes que faz a diferença.
      Quantos mais recursos de hardware, instrumentos físicos, teclados arranjadores, teclados sintetizadores, módulos e outros sequenciadores, DAW ou um simples sequenciador, vão ajudar no processo.

      Como foi comentado dá para usar somente o mouse ou o teclado do próprio computador.
      Mas no caso do teclado do computador, temos um problema sério, não tem sensibilidade nas teclas, e depois vai ter que consertar usando o mouse mesmo, mas as vezes para um trabalho mais rápido, sem depender das ligações externas pode ser útil e prático para gravar uma primeira ideia, que depois vai ser melhor lapidada com melhores recursos.

      O que acontece é que a ansiedade de querer logo fazer e terminar um projeto, faz com que esqueçamos de muitos procedimentos que deveríamos adotar, e que não fazemos por mera preguiça, e o pior por pressa mesmo.
      Na verdade todo o processo exige muitos detalhes.
      E concordo que deveríamos nos aprofundar mais nesta discussão.

      A chave de um bom sequenciamento é conseguir uma relativa humanização.
      Mas a ideia e a forma da composição também, o que vem antes.
      E sempre o projeto pode ser mais lapidado, e claro tem um limite, não pode ficar no eterno projeto que nunca termina.
      O importante é ter consciência do que esta fazendo.
      O tempo também é importante, e pode ser um sério limitador, pois um trabalho bem feito exige muito mais detalhes e digamos mais dedicação.

      Vamos aprofundar!
      A troca de impressões, ideias e experiências ajuda, todos ganham.
      O tópico é bem amplo, desta forma o melhor seria fazer posts de um determinado sequenciador, ferramenta, ou técnica por vez.
      E depois a medida que avançarmos, pode se fazer de tempos em tempos uma síntese dos bons procedimentos que já foram discutidos, e aí o conhecimento fica mais explícito e organizado.
      E tem que ser um componente importante que a maioria possa ter acesso, de nada adianta discutir sobre uma ferramenta que poucos tem acesso.
      A DAW ao meu ver é de suma importância, não importa a marca, pois hoje em dia tudo passa pelo computador, pode ter o melhor teclado, o melhor sequenciador externo, o melhor hardware de efeitos, e outros componentes, no fim tudo passa pela DAW.

      Synth-Men
      Veterano
      # 21/set/16 18:06
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      Casper
      Adler3x3



      O tipo de sequenciamento é determinante para
      o resultado, não porque um seja melhor que
      o outro, mas porque o tipo determina como vai
      se estruturar a música.



      Como foi comentado dá para usar somente o mouse ou o teclado do próprio computador. Mas no caso do teclado do computador, temos um problema sério, não tem sensibilidade nas teclas, e depois vai ter que consertar usando o mouse mesmo, mas as vezes para um trabalho mais rápido, sem depender das ligações externas pode ser útil e prático para gravar uma primeira ideia, que depois vai ser melhor lapidada.

      A chave de um bom sequenciamento é conseguir uma relativa humanização.


      Tem muitos pontos importantes nos dois posts acima, mas destaquei apenas alguns essenciais.


      Não sou do tipo que gosta de sequenciar na frente do computador e a melhor forma humanizar é tocar em tempo real.

      Por isso ainda gosto de workstation. Pode ser antigo mesmo, não ligo. Jogou o arquivo MIDI na DAW, com as sequencias todas prontas é bem menos broxante.

      Posso até conectar o teclado diretamente a DAW e os registros MIDI, saem lá na hora, mas sem olhar para tela.

      Ai sim na DAW, adicionamos as automações, efeitos, áudios, renderização e masterização.

      No momento, estou mudando da agua para o vinho, comprando equipamentos novos e me encaminhado, para o perfil de entrar na frente do computador apenas para finalizar coisas já produzidas.

      Está faltando agora um baixo e o gravador digital 6 ou 8 pistas, com interface de áudio e I/O MIDI. Se não for desta forma irá influenciar nas minhas produções caseiras, pois terei que fazer de outro jeito e os resultados podem ser outros também.

      Mas a influencia do equipamento na estrutura pode chegar ao extremo, por que muitas vezes compomos baseados no que o equipamento pode ou não pode fazer.

      Artref
      Veterano
      # 21/set/16 22:02
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      Há uns anos eu sequenciava bastante nos workstations. Geralmente começava com a bateria; fazia os padrões - um pro ritmo normal, outro pra virada x, outro pra virada y, etc - e depois ia colocando-os na sequência. Sempre foi o mais difícil do processo, era um trabalho chato. Depois eu tocava na mão os outros instrumentos e beleza. Não tenho ideia de como se sequencia no PC, nunca fiz isso, mas falam que é mais fácil. Não sei como (adoraria saber dos mais experientes).

      O fato é que acabei enjoando lindamente de sequenciar, hoje fujo sempre que posso. Muito mais útil usar o tempo para estudar piano, sei lá.

      mano_a_mano
      Veterano
      # 21/set/16 23:35
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      Há anos atrás eu era um "viciado" em Cakewalk (o antigo, Pro Audio, não o Sonar) e ACID Music Studio. Hoje prefiro montar minhas músicas através dos patterns do Yamaha MOX8, muito mais simples e rápido.

      SILVANOFDS
      Veterano
      # 22/set/16 08:25 · Editado por: SILVANOFDS
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      Há anos atrás eu era um "viciado" em Cakewalk (o antigo, Pro Audio, não o Sonar)
      O SONAR mudou muito a história desde o Cake. Eu uso o sequenciador de passos que é bem cirúrgico pra criar as levadas de bateria midi.
      Depois refino no teclado.
      Tenho o Sequencer da ROLAND MC 500 MKII .
      Está guardado em algum canto e já teve altas brigas com minha ex mulher por causa dele kkk.
      https://www.youtube.com/watch?v=eAZmjPYlZYU
      Hoje faço alguns trabalhos com ritmo do arranjador. Sequenciar musicas conhecidas para vender se tornou banal. Ninguém valoriza o trabalho.
      E vem aquela conversinha "pra que vou pagar isso tudo se na net tem os karaokês"
      Mas as vezes não dá pra fugir e tem que botar a mão na massa.
      E hoje em dia no meu caso não vejo sequenciando sem o computador.

      Edson Caetano
      Veterano
      # 22/set/16 10:49
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      Sequênciava no workstation, ainda sequencio, mais confesso, dava trabalho, aliás dá trabalho, comecei a fazer o serviço na DAW, no caso o Sonar 2016... facilita muito mais, porém o resultado fica mas engessado

      comprei uma bateria Boss dr-550 antigona para ajudar com o ritmo, talvez isso ajude, uma superficie de controle ao alcance das mãos... disparando eventos

      Não sei bem o que fazer, quero facilitar a minha vida, mas quero um resultado natural... esse é o X da questão...

      Segundo o véio Casper, com trabalho duro, o resultado aparece, mas a que custo? Tempo é dinheiro, eu sou hobbysta hoje, posso me dar ao luxo de perder semanas em um único projeto, ser minimalista (mas não faço porque a paciência já se foi, acho que a senilidade está chegando aqui também )... mas é o profissional que tem que entregar resultado para receber?

      SILVANOFDS
      Veterano
      # 22/set/16 11:16 · Editado por: SILVANOFDS
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      mas é o profissional que tem que entregar resultado para receber?

      Amigo antigamente fazíamos as coisas na unha sem loops, sem sample e com patterns limitados.
      Tem clientes que se conformam com as músicas prontas no arranjador do que gastar mais com sequencias.
      Existe vários jeitos de se chegar a um objetivo.
      O mundo está cada vez mais globalizado e se exige tudo mais rápido.
      Hoje se dependesse do meu velho sequenciador estaria lascado.
      As DAWs vieram pra agilizar o processo e tornar tudo integrado,
      O fato de baterias parecerem engessadas pode ser referente as dinâmicas aplicadas bem como o nível de quantize. As vezes é bom fugir do sequenciador por passos e gravar in natura mesmo a bateria e depois se aplica as correçôes.
      Sempre presto atenção no batera que toca na banda nas levadas e viradas nos bailes.
      O fato de voçê presenciar tudo ao vivo ajuda na mecânica das coisas.

      Edson Caetano
      Veterano
      # 22/set/16 12:21
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      SILVANOFDS
      Eu conheço o antigamente... estou batendo nos 40 e vivi de perto toda esta revolução tecnológica... resumindo, o perfil das pessoas é querer algo tosco de baixo ou nenhum custo, para entregar um som para pessoas que não se importam

      Isso é complicado, mas vamos fugir do lance do sequênciamento em si kkk

      Sequenciar deveria ser algo natural e fácil, muito fácil... intuitivo, pelo que vejo a maioria está indo para o lado das daws, que tem ainda como ponto forte o custo baixo, afinal todos tem computador e podem até pegar uma versão 0800

      Synth-Men
      Veterano
      # 22/set/16 14:27
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      "...Sequenciar deveria ser algo natural e fácil, muito fácil... intuitivo, pelo que vejo a maioria está indo para o lado das daws, que tem ainda como ponto forte o custo baixo, afinal todos tem computador e podem até pegar uma versão 0800..."

      SILVANOFDS
      Edson Caetano
      mano_a_mano
      Artref
      Adler3x3
      Casper


      Realmente sequenciar em uma DAW é algo fácil.

      Galera, ainda vejo muita gente catando milho de frente com uma DAW. Alguns até mesmo acha que uma sequencia é gravada passo a passo, nota por nota. Essa época já passou né? Não sabem nem acionar o metrônomo em determinado compasso.

      Eu sou da época que cada pista/pattern era um botãozinho no painel do teclado. Hoje dá mais trabalho devido aos vai-e-vem dos menus gigantescos, termos abreviados etc.

      Por exemplo em um workstation, na pista tem o efeito Reverb abreviado como Rev. O cara olha o Rev. e pergunta: - Que p@#% é essa? E para por ai. Ele nem testa e nem abre o manual para ver. Aí, ele parte direto para a DAW. Só que aqui, neste fato tem duas vertentes:

      - Ele deixou de sequenciar em MIDI (perdeu a oportunidade de aprender)
      - Na DAW ele vai sequenciar no formato áudio o som do próprio teclado. Que em sentido sonoro é igual, mas na prática em si é diferente. (Já influenciou no modo de como fazer as coisas).

      Depois vem aqui no fórum abre um tópico querendo um Reverb gratuito e bom. Interface de audio, qual o melhor notebook e computador, cabo MIDI. E vê que o trabalho que se tem em uma DAW é muito semelhante ao de um workstation.

      Depois olha um de nossos comentários citando que determinado work é uma maquina sensacional, que coincidentemente era justamente o modelo que ele tinha e ele vendeu por que "dava muito trabalho"

      Pronto! Já influenciou no resultado final do trabalho caseiro do indivíduo.

      Mas é claro que são casos, não regras. Tem gente que se desenvolve, aprende e arrebenta a boca do balão no work e na DAW.

      Outros pontos que influenciam no resultado final de um sequenciamento, quanto ao uso e forma do equipamento são:

      - O cara que quer aprender tudo sem saber de nada
      - O cara que aprendeu tudo/quase tudo/bastante coisas dos dois modos e agora está de saco cheio e quer facilitar a vida dele neste sentido o máximo possível.

      Casper
      Veterano
      # 22/set/16 14:29 · Editado por: Casper
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      Caro Adler3x3:

      A chave de um bom sequenciamento é conseguir uma relativa humanização.

      Não em todos os gêneros musicais. Na maioria da vertentes
      de música eletrônica, principalmente na parte percussiva, a
      humanização é algo evitado.


      Caro Synth-Men:

      De certa forma, eu faço algo semelhante ao senhor´, só
      vou para a DAW para finalizar as coisas. Automação na
      mixagem é algo que só consigo fazer com auxílio do PC.


      Caro SILVANOFDS:

      ROLAND MC 500 MKII eu só vi nos filmes... O seu
      funciona perfeitamente?


      Caros Edson Caetano e SILVANOFDS:

      Sou hobbista e faço as coisas sozinho, então
      sequenciar é um expediente inevitável. Como é
      um hobby, tenho que fazer sem sofrer, por isso
      é uma questão importante para mim.
      Eu estou resolvido nessa parte, hoje, depois de
      comprar muita porcaria e errar bastante.

      SILVANOFDS
      Veterano
      # 22/set/16 15:17 · Editado por: SILVANOFDS
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      ROLAND MC 500 MKII eu só vi nos filmes... O seu
      funciona perfeitamente?


      Tem um ou dois botoes, aqueles que acendem que tem que pressionar um pouco mais, acredito que um álcool isopropilico resolva.
      Pode ser que qualquer hora eu tire ele da poeira e dê uma geral nele.
      Já vi na net drive usb para ele, o bichinho merece.
      Foi uma das minhas compras musicais em que fiquei mais feliz na época.
      Sequencer como aquele era para poucos e comprei usado.

      O Sinistro é o sistema que tem que carregar do disquete toda hora que liga.

      mano_a_mano
      Veterano
      # 22/set/16 16:25 · Editado por: mano_a_mano
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      Não sei se o que vou dizer aqui não é besteira, mas pelo que vejo ultimamente, "sequenciar" é um verbo que está saindo do vocabulário da produção musical. Em outras palavras: virando coisa do passado. Ao menos no que se trata de "sequência MIDI".
      Com tantas ferramentas bem mais fáceis desenvolvidas hoje, como as já citadas DAWs, os patterns, a produção por loops (vide ACID e afins), e até mesmo aplicativos para Android, iOS e Windows 10 Mobile que conseguem realizar as tarefas mais básicas para posterior desenvolvimento (se não a produção completa em alguns casos - no iPad isso é perfeitamente possível), prevejo um futuro onde vamos perguntar aos jovens produtores musicais, "o que é uma sequência MIDI?", e eles responderão "não sei...".
      É, os tempos mudam. E a produção musical também.

      SILVANOFDS
      Veterano
      # 22/set/16 16:46 · Editado por: SILVANOFDS
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      prevejo um futuro onde vamos perguntar aos jovens produtores musicais, "o que é uma sequência MIDI?", e eles responderão "não sei...".

      Tenho um colega que é dono de estúdio e ele pediu uma levada de samba em midi.
      Quando disse a ele os procedimentos para o envio no seu teclado como Ritmo ele desconhecia.
      Perguntei a ele como ele sequenciava no estúdio.
      Ele me disse que só trabalhava com áudio.
      Caramba sempre explicava para o meu filho guitarrista que pra sequenciar era muito importante entender um pouco a linguagem midi.
      E me surpreendo porque alguns ainda reclamam porque cada vez os teclados estão vindo sem saida e entrada midi padrão 5 pinos.
      Isto é uma tendência e o USB veio pra ficar

      Lelo Mig
      Membro
      # 22/set/16 16:51 · Editado por: Lelo Mig
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      Casper

      Quando parei de tocar na noite e em bandas, me isolei... Me iniciei neste mundo através do antigo Cake Walk, na raça, sem informações, sem ajuda, sem ninguém para dar uns macetes... nem internet tinha.

      Por conta disso desenvolvi uma maneira muito pessoal, e muito provavelmente cheia de erros, vícios, caminhos mais longos e complicando o simples...

      Mas, acostumei.........ainda sequencio na base do workstation com correções e ajustes direto na DAW... ainda mais porque não sou tecladista e tenho de corrigir as limitações técnicas na raça.

      Hoje sou apenas um hobbista........gastar 6 meses prá deixar uma música/arranjo perfeito, prá mim é um prazer.

      Synth-Men
      Veterano
      # 22/set/16 17:02
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      Lelo Mig

      "...desenvolvi uma maneira..."

      desenvolvi: Essa é a palavra chave.

      Jabijirous
      Veterano
      # 22/set/16 22:53
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      mano_a_mano

      Vamos supor que você é dono de estúdio, trabalha com os melhores músicos do mercado, você vai querer sequenciar algo pra que?

      Pequenos estúdios, home studios, pequenos produtores (não no sentido pejorativo, pois eu me considero um pequeno produtor) tendem a ter pouca verba, aí sim vai ter que usar o recurso do MIDI.

      Um produtora te pede uma trilha orquestral de 30 segundos te pagando R$600, você não tem condições de pagar uma orquestra com esse dinheiro, vai ter que ser midi e tem que ser com samples de boa qualidade.

      Eu, como produtor, quero é chegar no ponto onde eu não quero mais sequenciar nada, quero poder trabalhar com o músico, pois ele quem vai deixar minha música melhor.

      SILVANOFDS
      Veterano
      # 22/set/16 23:25
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      Jabijirous
      Eu, como produtor, quero é chegar no ponto onde eu não quero mais sequenciar nada, quero poder trabalhar com o músico, pois ele quem vai deixar minha música melhor.



      Você citou um fato interessante , tem vezes que as idéias começam a ficar repetitivas.
      O fato de contratar músicos te dá liberdade de se preocupar com a mixagem e masterização.
      O recurso do midi é extremamente necessário pois já precisei colocar trilha de sample com violinos, cello, oboé em gravação de banda de Rock.

      Jabijirous
      Veterano
      # 22/set/16 23:57
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      SILVANOFDS
      O fato de contratar músicos te dá liberdade de se preocupar com a mixagem e masterização.

      Eu não vou me preocupar com isso, pois tendo músico bom, uma sala boa, a mixagem é fácil. Músico ruim dá trabalho, assim como sequenciar pra deixar o mais real possível.

      O recurso do midi é extremamente necessário pois já precisei colocar trilha de sample com violinos, cello, oboé em gravação de banda de Rock.

      Você não entendeu o que eu disse, se você tem estúdio e tem condições de gravar com músicos, não perca tempo sequenciando, chame os músicos e grave, muito mais simples.

      Eu concordo que o recurso do midi é necessário, senão eu estaria cuspindo no prato que eu estou comendo. Só estou dizendo que, a música vai soar muito melhor com o um músico de verdade tocando.

      Quando vejo orquestra tocando meus arranjos é outra coisa. Anima até em escrever melhor o arranjo.

      Casper
      Veterano
      # 23/set/16 07:04
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      Selecionei alguns links sobre sequenciamento
      de bateria eletrônica. A maioria é sobre música
      eletrônica e suas vertentes, mas tem dicas
      úteis para qualquer gênero:

      http://www.attackmagazine.com/technique/beat-dissected/

      http://edmprod.com/drums-guide/

      http://www.soundonsound.com/techniques/programming-realistic-drum-part s

      http://www.musicradar.com/tuition/tech/33-classic-techno-creation-tips -154667



      e uma bateria online para treinar:

      http://www.drumbot.com/projects/sequence/

      Jabijirous
      Veterano
      # 23/set/16 11:41
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      Casper
      Em português
      http://michaelmachado.com.br/sequenciando-uma-bateria-midi/

      https://www.youtube.com/watch?v=Bt4RzC2iUmM

      Adler3x3
      Veterano
      # 23/set/16 16:14 · Editado por: Adler3x3
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      Sequenciamento não é coisa do passado.

      Muito pelo contrário esta muito longe da obsolescência.
      Não sei de onde tiraram esta ideia.
      As DAWs e teclados continuarão a ter sequenciadores.
      Nas DAWs por causa da flexibilidade e do uso de plugins, e principalmente por causa das tracks de automação que cada vez estão ficando mais sofisticadas o seu uso é crescente.
      Por outro lado a indústria de softwares do tipo VST e outros formatos não para de crescer, e tem muito ainda para desenvolver, mesmo com a tecnologia midi de décadas atrás.
      E uma das chaves de um bom sequenciamento é justamente as linhas de automação, que fazem com que se tenha um controle mais fino e apurado do sequenciamento, abrindo infinitas possibilidades de edição.
      Mesmo num super teclado com os mais variados recursos, não dá para competir com uma boa DAW nesta questão, pois a flexibilidade do software é relevante.
      Então outra tendência dos super teclados e justamente uma melhor relação/interação entre o teclado e a DAW.
      Conforme o modelo de teclado podem existir mais recursos para um bom sequenciamento, ferramentas que variam conforme o modelo e obviamente acrescentam custo ao preço dos teclados.
      Os próprios editores de partitura também evoluíram muito nos últimos anos, e mais ainda de bom esta por vir.
      E foi nos métodos de notação e outros sistemas mecânicos que o midi teve origem, a ideia é sequenciar, isto é anotar para lembar depois da sequência das notas, sejam simples notas, acordes e outras informações sobre a música em si.
      Qualquer música obedece uma sequência.
      Os próprios patterns, templates e outras denominações, coisas do gênero ( pois a questão é muita ampla), seguem muitas das instruções de midi, ou dele derivadas.

      Os protocolos midi são um conjunto de instruções muito bem feito e em uso a décadas justamente por ter sido muito bem elaborado, um trabalho cuidadoso, se não me engano foi um trabalho liderado por dois engenheiros um Japonês e outro Americano, que merecem todos os louvores dos músicos.
      São protocolos confiáveis extremamente bem projetados, dá para dizer que é coisa de gênios.
      Foi um milagre da tecnologia, que quando lançado estava em muitos aspectos acima da tecnologia da época, eles previram muita coisa que ainda estava para ser criada no mundo musical.
      Eles propiciaram o desenvolvimento da música, anteviram o que ainda estava para ser inventado e usar o protocolo deles.
      São protocolos que facilitam a comunicação entre diferentes aparelhos.
      E parece que esta para surgir uma nova versão, que também esta sendo preparada com todos os cuidados por uma associação internacional, sem pressa, pois isto constitui um padrão para ser utilizado na indústria relacionada.
      Mesmo nos dias de hoje, tem teclados e instrumentos e softwares que ainda não esgotaram todo o potencial da primeira versão midi.
      E esta segunda geração que esta por vir vai ser um salto, vai agregar mais tecnologia e ampliar mais ainda as possibilidades de sequenciamento, mas por questões práticas e de compatibilidade mesmo, ainda vamos ter o antigo sistema por muitos e muitos anos (ninguém vai jogar fora os excelentes instrumentos que tem) , vai ter que existir uma transição, e isto vai levar um bom tempo (décadas).
      Tem teclados que são verdadeiros clássicos da humanidade, timbres inesquecíveis, que foram tão bem feitos, que são usados ainda hoje, da mesma forma que um violinista que tem um stradivarus não abre mão dele.

      Por simples questão de poder de processamento, os smarthphones e tablets, ainda não tem poder necessário para substituir os computadores de mesa e notebooks mais poderosos.
      Nota-se uma evolução sem paralelo nesta mídias portáteis, mas ainda esta muito longe do ideal, e nunca vão substituir um bom sistema de produção de áudio, que necessita de outras máquinas e do software,que esta em todos os sistemas.
      Quem desconhece o poder do midi esta totalmente por fora, não conhece nada de produção musical, este sim esta alienado e fora do tempo.
      Hoje em dia um músico lá do outro lado do mundo toca uma nota ou um acorde, e ao mesmo tempo toca no seu teclado.
      O local aonde o músico esta para gravar não importa mais, e isto foi previsto antes de existir.
      Estão usando midi, muitas vezes num segundo plano, e nem sabem disto.
      Um produtor musical que desconhece midi não é produtor de coisa nenhuma, muito embora o próprio conceito de produtor é muito amplo e relativo.
      Mas midi é fundamental.
      Tem muitas músicas e estilos que só existem graças ao midi, e muito do que ainda esta por vir de novo, tem a sua base lá atrás.
      As vezes parece que as coisas dão um salto de uma hora para a outra, mas não é bem assim, sempre é uma evolução contínua, que num determinado momento aparece, mas porque alguém assim previu ou projetou a sequência do desenvolvimento.

      Quanto aos cabos uso os dois modelos, o com pinos é mais estável e confiável.
      Na USB as vezes pode dar problemas e aparecem interrupções indesejáveis.
      E não é só com o computador que se fazem conexões, mas também com outros teclados , módulos e outros aparelhos que não param de surgir.
      Eu diria nos dias de hoje, que ainda existem coisas que podem ser inventadas com base nos protocolos midi.
      É que muitos músicos desconhecem completamente midi, muitos midis que se baixam na internet não tem qualidade, usam poucas instruções, e os aquivos são ruins e muito mal feitos.
      E o midi que leva a má fama, mas quem fez o midi incompleto foi o músico, este é o responsável pela música ruim, que deve ser um músico iniciante na arte de sequenciamento, que desconhece o poder do midi, e mal usa meia dúzia de instruções é já se acha demais.
      Dá para fazer música de altíssima qualidade com midi.
      O que acontece que devido a facilidade de acesso a tecnologia muitas vezes banaliza o músico, muitos fazem um péssimo trabalho e poe a culpa pelo fracasso no midi, mas no fundo no fundo tem preguiça, pois sequenciar dá trabalho, e não existe música sem sequência, mas se a sequência é incompleta e mal feita o resultado só pode ser ruim.

      Acredito que muitos teclados estão vindo sem a opção dos pinos por USB por uma mera questão de baixa de custo tão somente do produto.
      A porta USB propiciou inovações tecnológicas , mas a boa conexão por cabos ainda contínua, e não é saudosismo não, é necessidade mesmo.

      mano_a_mano
      Veterano
      # 23/set/16 18:13 · Editado por: mano_a_mano
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      Adler3x3

      Sequenciamento não é coisa do passado. Muito pelo contrário esta muito longe da obsolescência.
      Depende de como é feito o sequenciamento. Se vamos pensar da forma "clássica", inserindo nota por nota, PG por PG, RPN por RPN, à la Cakewalk Pro Audio, vejo sim como coisa do passado, devido à exigência cada vez maior de agilidade por parte do mercado musical atual. Que fique bem claro: isso é minha opinião, não uma verdade absoluta.

      uma das chaves de um bom sequenciamento é justamente as linhas de automação, que fazem com que se tenha um controle mais fino e apurado do sequenciamento, abrindo infinitas possibilidades de edição.
      Mesmo num super teclado com os mais variados recursos, não dá para competir com uma boa DAW nesta questão, pois a flexibilidade do software é relevante.

      Como alguém já falou num outro tópico por aqui, parece que estamos no fim da era das grandes workstations e cada vez mais na era das DAWs - e se contarmos que há algumas DAWs gratuitas, de código aberto e de boa qualidade (como uma que uso neste momento, Ardour), que fazem um excelente trabalho, só posso dizer que a indústria de teclados precisa se reinventar - e pelos últimos lançamentos, é o que vem acontecendo.

      Por simples questão de poder de processamento, os smarthphones e tablets, ainda não tem poder necessário para substituir os computadores de mesa e notebooks mais poderosos.
      Esse dia está cada vez mais próximo...

      Quem desconhece o poder do midi esta totalmente por fora, não conhece nada de produção musical, este sim esta alienado e fora do tempo. (...) Um produtor musical que desconhece midi não é produtor de coisa nenhuma, muito embora o próprio conceito de produtor é muito amplo e relativo.
      Fico pensando nos antigos produtores da era pré-MIDI (ou seja: antes do início da década de 1980, quando o protocolo foi lançado). Do tempo em que se usava gravador de rolo, tape loops e por aí vai... Eles não eram produtores porque não conheciam MIDI? Phil Spector, um dos maiores produtores musicais dos anos 60, não poderia assim sê-lo chamado por não haver MIDI naquela época?
      Acho que dizer "produtor que não conhece MIDI não é produtor coisa nenhuma" é meio que generalizar.

      Quanto aos cabos uso os dois modelos, o com pinos é mais estável e confiável. Na USB as vezes pode dar problemas e aparecem interrupções indesejáveis.
      A porta DIN de 5 pinos é mais estável com certeza, mas faz tempo que uso apenas USB e nunca em nenhum momento tive qualquer problema com isso. O segredo é saber configurar a máquina para que nada cause as tão indesejadas interrupções.
      Meu laptop, por exemplo, não possui nada mais além do Ubuntu Studio 16.04 executando Ardour, QSynth e amSynth. Nada de pacote office, editor de imagens, JAVA, antivirus e coisa e tal. Nem mesmo conecto à Internet com ele. Assim, o laptop se torna dedicado, sem qualquer coisa que possa interferir nas tarefas de áudio/MIDI - e, com isso, reduzindo a chance de travas e outros males a praticamente zero. E, claro, um bom cabo USB, de marca confiável, e de preferência numa porta USB 3.0, é fundamental.

      Acredito que muitos teclados estão vindo sem a opção dos pinos por USB por uma mera questão de baixa de custo tão somente do produto.
      O que pessoalmente acho péssimo, pois tira a possibilidade de usar os novos controladores com antigos módulos sintetizadores (os quais muitos ainda usam nos dias atuais), além de outras coisas. Não acredito que uma porta MIDI OUT tenha um custo tão alto assim num controlador.

      Jabijirous
      Veterano
      # 23/set/16 18:18
      · votar


      mano_a_mano
      Depende de como é feito o sequenciamento. Se vamos pensar da forma "clássica", inserindo nota por nota, PG por PG, RPN por RPN, à la Cakewalk Pro Audio, vejo sim como coisa do passado, devido à exigência cada vez maior de agilidade por parte do mercado musical atual.

      De fato, não é verdade absoluta, é como a coisa acontece. Veja

      https://youtu.be/BMCXSBtsyuY?t=28s

      mano_a_mano
      Veterano
      # 23/set/16 18:32 · Editado por: mano_a_mano
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      Jabijirous
      O que falo é sobre "montar uma pista MIDI clicando as notas uma a uma na tela do computador", por exemplo. Eu, pessoalmente, nunca mais vi ninguém fazer isso. Tocar em tempo real, depois corrigir o que for necessário? OK. Isso se faz até hoje.
      O vídeo citado mostra realmente como a coisa é feita nos dias atuais - com rapidez e agilidade.
      Talvez eu tenha me expressado mal antes, mas o que eu quis dizer é que, ao meu ver, devido à correria do mercado musical hoje, quanto mais rápido for o processo do sequenciamento, com ferramentas de ajuste fino mais automatizadas, melhor.

      Jabijirous
      Veterano
      # 23/set/16 18:47
      · votar


      mano_a_mano

      Existe duas formas de você sequenciar midi, na verdade são 3. A primeira é gravar usando um controlador, a segunda é passar o midi (feito em algum outro programa tipo finale, sibelius, guitar pro e etc) a terceira é usando o mouse!

      Eu faço a primeira e a segunda, mas já fiz muito com o mouse. Por mais que eu tenha um controlador, eu faço o ajuste fino nos CC's. Geralmente eu faço 1 minuto por dia, não é fácil!

      Veja a quantidade de CC's que o Vienna me oferece pra tirar o máximo de som
      http://michaelmachado.com.br/fotoguita/14331069_1074658995974590_21349 27117_n.jpg

      Por isso que eu falo, se eu tivesse oportunidade de gravar com músico, seria muito melhor!

      silvG8
      Veterano
      # 23/set/16 19:08
      · votar


      Casper
      Não me considero um compositor a ponto de dizer qual é a melhor forma de se criar ideias musicais e grava-las, mas esse assunto veio num momento de extrema reflexão e inovação no meu setup.

      Pra dar algum contexto: o meu cunhado produz eventos Brasil e mundo afora de música eletrônica e me chamou pra brincar um pouco em estúdio próprio é gostou do que eu fiz ali "no improviso". Tudo foi feito com o AnalogFour.

      Desde que adquiri o Elektron, comecei a perceber que o método de sequenciar e modificar no hardware é muito recompensador e traz resultados inesperados e muito "felizes". Aquele "azar" não programado que acaba dando certo.

      Neste espírito, de sequenciar as coisas com hardware, acabei adquirindo o par ideal do Elektron Analog Four... outro Elektron voltado para ritmos. Ainda não usei os dois juntos, estou voltando de viagem, mas já sinto que a coisa vai funcionar muito bem. O sequenciador da Elektron é algo fenomenal - um misto de Ableton e Maschine.

      Depois quando estiver mais ambientado atualizo as coisas...

      mano_a_mano
      Veterano
      # 23/set/16 19:45
      · votar


      Jabijirous
      se eu tivesse oportunidade de gravar com músico, seria muito melhor!
      É o ideal, eu diria. Mas como nem todos tem cacife (às vezes nem mesmo paciência/disponibilidade) para tal...
      Meu caso é diferente: como trabalho com composição instrumental eletrônica (ou seja, basicamente só teclados, softsynths etc.), assim como também costumo compor música experimental (eletroacústica/acusmática/afins), contratar músicos de fora para fazer meus arranjos fica meio que fora de questão, a não ser em casos muito, muito especiais. Mas se eu tivesse escrevendo uma obra para orquestra, ou grupo de câmara etc., com certeza eu preferiria tudo à moda antiga: escrever a partitura, separar as partes, repassar aos músicos, ensaiar, depois, 3, 2, 1, gravando.

      silvG8
      Desde que adquiri o Elektron, comecei a perceber que o método de sequenciar e modificar no hardware é muito recompensador e traz resultados inesperados e muito "felizes". Aquele "azar" não programado que acaba dando certo.
      Já aconteceu coisa bem parecida comigo fazendo patterns no Yamaha MOX8. Fiz uma música inteira partindo de um improviso não programado. Era para ser um teste - foi, na época (2014), minha primeira vez usando esse recurso de patterns. Mas achei o resultado tão legal que resolvi continuar o trabalho, o que resultou nisso aqui.

      Adler3x3
      Veterano
      # 23/set/16 21:20 · Editado por: Adler3x3
      · votar


      Mano_a mano
      Bem primeiro atento que na verdade muita coisa é questão do uso de certas palavras, muitas divergênciasna verdade na existem estão somente nas aparências.
      Entretanto é bom esclarecer alguns pontos.
      E para detalhar tem que aprofundar.

      Sequenciamento
      É uma sequência não tem como fugir disto, pode chamar e dar o título que quiser, mas sequência é sequência, e na música isto é imutável.
      Música é uma sequência de notas e acordes. com ritmo e mais.
      Não existe música sem sequência.
      Você escreve que depende como o é feito o sequenciamento, se é feito o sequenciamento e porque existe sequência.
      Não cabe aqui afirmar forma clássica de sequenciamento, uma sequência de notas obedece a boa teoria musical, o que vem evoluindo no decorrer dos séculos.
      E o que conta é que as pessoas tocam instrumentos.
      A DAW ou o teclado são ampliações dos instrumentos, o teclado foi durante séculos considerado o rei dos instrumentos.
      Um DAW com seus instrumentos internos ou externos é também um grande instrumento de produção, um substituto a altura do rei dos instrumentos.
      E não tem como fugir disto, uma boa sequência requer conhecimento musical, e acima de tudo criatividade na busca de algo original.
      E mesmo estes templates, patterns etc, num determinado momento exigiu de um músico uma certa sequência e criatividade para fazer.
      Não importa, primeiro ele tocou e gravou algo, nota por nota, acorde por acorde.
      Depois se alguém usou um loop dele, não precisou sequenciar (mas alguém teve que fazer isto antes), simplesmente aproveitou o loop em sua música, mas as vezes nem sabe as notas e acordes que usou para fazer isto, e daí ocorre todo tipo de erro.
      Como é que se vai fazer uma música que nem se sabe as notas que tem?
      Aí pode ser que não necessite de sequenciador, mas isto é falso.
      Não importa que se use presets, loops templates, patterns . clips, rifs etc..
      Não se pode confundir a agilidade de montar uma boa música com o sequenciamento.
      Isto são apenas ferramentas auxiliares, "ferramentas" nada mais.
      Se alguém pega uma sequência que um músico montou e colocou para a venda, e a maioria usa isto para fazer as suas sequências, isto é um certo empobrecimento musical se for mal usado.
      Se for bem usado até pode enriquecer o processo musical, criando outros adornos.
      Pode funcionar para fazer uma coisa mais expressa mais rápida, mas não devemos confundir a agilidade de montar algo rápido com um trabalho musical bem feito.
      O trabalho musical bem feito sempre vai exigir mais dedicação e refino nos detalhes.
      A originalidade na música é infinita.
      Mas se todo mundo se basear num trabalho dos outros fica sem criatividade.
      E ficando tudo expresso, o bom músico vai ser mais valorizado.
      Se todo mundo seguir esta linha a música vai ficar mais pobre, e sempre vai ter que ter alguém compondo novas sequências, pois o pessoal que usa isto vai ficar dependente do trabalho dos outros.
      E este processo vai levar a maioria a uma burrice musical, e poucos vão ser os músicos de verdade.

      Automação e automatização gerando música

      Cabe esclarecer:
      Não se deve confundir os processos.
      Fazer uma música com base em processos de música automática,seja de sequência de acordes e de criação automática de melodias, sob certos parâmetros e até randômicos.
      Sempre vai estar baseado em alguns parâmetros para gerar a música automaticamente conforme o estilo, os teclado arranjadores fazem muito bem isto, assim como muitos softwares.
      Mas a maioria destes processos tem sérias limitações, funcionam razoavelmente com certas sequências padrões, mas se aparece a real necessidade de se criar um acorde mais sofisticado, o sistema não consegue, fica limitado a alguns tipos de acordes, entrando em cena por exemplo um acorde diminuto ou uma variação um pouco mais bem desenhada a maioria destes sistemas automáticos é incapaz de fazer isto, e fica muito no fácil, num nível de iniciante.
      Alguns destes sistemas nem conseguem trabalhar com acodes maiores e menores ao mesmo tempo, e fazer e criar acordes mais sofisticados não dá certo, e se tentar usar outras sequências não tão comuns, o sistema se perde e gera um lixo musical.

      Por linhas ou tracks de automação contidas nas DAWs (e até em alguns teclados), deve-se entender isto como um outro processo distinto.
      A track de automação consiste numa forma de efetivo controle dos instrumentos virtuais, sejam da natureza virtual, como dos instrumentos de teclado e de outros que usem de certa forma os protocolos midi.
      As tracks de automação ampliam o funcionamento das instruções midi.
      No puro midi podemos ter um pouco mais de uma centena de instruções, com o agregamento das tracks de automação isto se amplia consideravelmente.
      Na track de automação, por contraditório que pareça (automação leva a pensar em robótica, num processo automático, mas não é isto) é aqui que se humanizam de forma complementar e mais efetiva as músicas feitas com midi.
      Pode-se também usar linhas de automação em equipamentos externos.
      Pois pode-se alterar na linha do tempo da música (sequência) vários parâmetros, de midi e do próprio instrumento em si, alterando os envelopes do instrumento, alterando os efeitos e qualquer função do instrumento afetando a forma de reprodução, criando variações, enfim aqui pode-se dizer que as possibilidade são infinitas e dependem tão somente da criatividade do músico.
      Fica automatizado somente no sentido de que cada vez que você dá digamos um "play", reproduz o que foi gravado em midi e nas tracks de automação, e toca igual a cada vez que reproduz, muito embora alguns instrumentos, principalmente os padas que podem ter algumas funções randômicas ligadas, mas o princípio é reproduzir somente o que foi gravado
      Mas esta automação envole a criatividade musical do próprio músico, sem ingerência externa, sem copiar o trabalho dos outros, mesmo usando certos presets..
      Como este processo envolve muita criatividade humana não cabe bem a definição de automação, lembre somente é automático no sentido de dar play e repetir o que foi gravado, como num processo normal de gravações de músicos somente com instrumentos reais, mas cada músico deu o melhor de si para gravar, ou pelo menos tentou.
      E aqui na automação conjuntamente com as instruções midi é que se empresta uma interpretação a música puramente virtual, um processo distinto.

      Tipos de teclados e outros instrumentos
      Conforme as necessidades dos músicos, principalmente para tocar ao vivo, sugere a especialização dos teclados, que vão variando conforme os estilos musicais.
      Mas aqui também cada tipo de teclado tem o seu uso.
      Um bom teclado arranjador é um grande complemento para a DAW, aqui já quando se grava o midi de uma música bem feita já se começa o processo de humanização.
      Pois as teclas são sensitivas e tem camadas de variações entre outros recursos, que contam também com pedais.
      Então são ferramentas diferentes que se completam, quanto mais componentes e recursos melhor.
      Um bom teclado arranjador, um bom sintetizador, pads para ritmos e baterias, tudo se complementa, cada um em sua função no que pode fazer melhor.
      Um bom teclado workstation (estação de trabalho) é o que condensa ou resume melhor o poder dos teclados, tem funções de arranjador, e sequenciador, tem síntese, tem vocoder, usar samplers externos, faz gravações, tem efeitos que estão no chip da máquina, e tem um melhor desempenho que o software (tem mais poder de processamento, por causa da linguagem de máquina embutida), enfim muitos outros recursos que se agregam e dão poder ao músico, tem até pads para a percussão e bateria.

      Eu particularmente não gosto da maioria dos estilos musicais que tem nos teclados, e o que vejo é que a maioria dos músicos não sabe usar direito os recursos que dispõe.
      Os arranjos com aqueles acompanhamentos automáticos ficam ruins, porque o sequenciamento é mal feito, e usam muito pouco das instruções midi, e bem dizer quase não fazem variações.

      Mas o uso de um teclado mesmo que controlador é também fundamental.

      Anacronismo

      Bem primeiro você desvalorizou o poder do midi.
      Depois quer me levar ao tempo anterior do midi.
      É óbvio que produtores musicais já existiam antes.
      Mas nos dias de hoje convenhamos quem despreza midi, e acha que é uma tecnologia superada e sem importância, esta ligado ao mundo real?
      Claro que não!
      Mesmo que só produza com áudio, mas o áudio em muitos estilos e músicas, passou antes por midi, passou por um bom teclado.
      Midi não é áudio isto é óbvio mas faz parte do processo.
      E as vezes no processo é necessário refazer alguma parte, e aí se o produtor não entende de nada de midi, como fica?
      E para fazer arranjos mais complexos?, que exigem mais instrumentação, como já foi dito "vai contratar músicos reais de uma orquestra inteira", ou vai usar midi e instrumentos virtuais.
      Um leigo em midi nos tempos modernos não pode ser um bom produtor.
      Me desculpe mais um produtor que não leva isto em consideração é meia boca, esta ultrapassado.
      Se ele não entende, ninguém tem a obrigação de entender de tudo e saber tudo, nenhum problema, mas deveria ter um técnico para saber lidar com midi.
      É como já disse anteriormente, hoje em dia um outro músico lá do outro lado do mundo, toca um teclado , e o som sai direto no teclado do estúdio, usando midi, que são instruções, que fazem a rápida comunicação entre os instrumentos. (os arquivos midi são pequenos)
      E o estúdio que não leva em consideração isto pode ser considerado de vanguarda? de ponta?
      Claro como disse antes o conceito de produtor é relativo, não vamos ser injustos com quem gosta de trabalhar somente com instrumentos reais e gravações num único local, isto sim é uma forma antiga de produzir.

      Então não adianta querer defender uma ideia de que midi é ultrapassado, voltando no tempo antes dele existir para justificar algo que aconteceu depois, isto é anacronismo, você me remete aos tempos antigos, para reafirmar um conceito distorcido de que midi é superado, e tenta remeter o conceito antes de ele nascer.
      E agora não sei de onde que você tirou esta ideia absurda que mid e sequenciamento são coisas ultrapassadas, reveja os seu conceitos e veja de quem você esta ouvindo estas opiniões, que não fazem o minimo sentido, e neste caso são "besteiras" que você ouviu ou leu em algum lugar.
      Repito não existe música sem sequência, mesmo a mais natural possível sem qualquer tecnologia tem uma sequência.

      O midi esta presente e vai evoluir mais ainda., agora não confunda as mudanças que ocorrem a cada seis meses numa nova versão de software.
      Cuidado com o imediatismo.
      Cuidado que tem coisas neste mundo que foram muito bem feitas, e não podem a toda horas serem mudadas.
      São protocolos, e muito bem feitos, se até hoje não alteraram porque foram prudentes, e é uma coisa que não se altera a toda hora, e não são quaisquer engenheiros que tem esta capacidade.

      Assim tem que ter cuidados com anacronismos.

      Linux - Distros

      Já usei varis distros do linux.
      Uma das melhores sem dúvida é o Ubuntu Studio.
      Quero voltar a usar e o Ardour que é uma grande DAW, assim como o Rosengarden e muitos outros.
      E tem uma outra, que agora não me lembre bem, que dá para aumentar o poder de processamento, usando vários computadores ao mesmo tempo em rede, mas não tive tempo de me aprofundar.

      Smartphones e Tablets

      Sim estão evoluindo e aumentando a capacidade dia a dia.
      Mas tem certas limitações que nunca vão ser vencidas, na questão dos nossos sentidos:
      - audição
      o sistema de áudio por ser pequeno demais não é adequado para uma boa audição a nível de produção;
      - visão
      as imagens e visualização são muito pequenas, numa boa produção musical, num computador dektop por exemplo pode-se ter vários monitores funcionando ao mesmo tempo, com várias janelas abertas, o que facilita por demais o trabalho de edição.

      - tato
      O uso de teclados, tem ser que compatível com o tamanho da mão humana, digitações minúsculas cansam fácil, e não a precisão necessária para um bom controle fino dos efeitos.

      Fora outras limitações de conexões em si.

      Agora o que assisto é muito músico desprezando a arte de sequenciar, aí fica impossível de produzir algo com o mínimo de qualidade.
      Não querem ler os manuais dos produtos e dos softwares, não querem estudar, mas querem fazer música com a tecnologia, mas isto exige prática e constante estudo, e demanda tempo.
      Não tem mágica, fazer tudo automático e ficar bom, isto não existe.
      E não tem como esclarecer as coisas escrevendo pouco, me desculpem se escrevi demais, mas para entender bem as coisas é necessário detalhar, e para isto tem que escrever mais, mas tem que saber ler mais também.

      mano_a_mano
      Veterano
      # 23/set/16 21:58
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      Depois de tudo isso, só tenho a dizer que... retiro o que disse umas mensagens acima, sobre "sequenciar me parecer ser coisa do passado".
      Acho que só olhei um lado do tema, na verdade. Como tenho visto muito poucos produtores usando sequenciador MIDI tradicional (os Cakewalks e Cubases da vida, não os Sonares e afins) de uns tempos para cá, entendi isso. Talvez, se eu tivesse considerado "sequência" como o Adler3x3 falou,

      É uma sequência não tem como fugir disto, pode chamar e dar o título que quiser, mas sequência é sequência, e na música isto é imutável.
      Música é uma sequência de notas e acordes. com ritmo e mais.
      Não existe música sem sequência.


      toda essa discussão posterior não teria sido iniciada. E posso me considerar culpado, pois sendo alguém que há muitos anos lida com instrumentos musicais eletrônicos, MIDI, DAWs etc., e tendo diploma de Composição (sendo que haviam várias disciplinas envolvendo tecnologia aplicada à música), esse erro foi imperdoável. Coisa de quem já há um bom tempo não tem mais lidado com sequenciamento MIDI tradicional - e de quem achava que isso supostamente não existiria mais.
      Mas foi bom, pois assim acordei. Tentando bancar o pseudo-futurista, acabei falando muita bobagem - talvez até sem querer, mas relendo tudo o que escrevi antes, foi um deslize e tanto.

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