Sobre Synths e Samples - momento de reflexão.

Autor Mensagem
Casper
Veterano
# fev/12


Sobre Synths e Samples
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Antes de tudo, devo confessar que sou um apaixonado por sons.
Qualquer som. Caixinha de fósforo, cravo italiano, Groovebox Roland.
Não desconsidero nenhuma fonte sonora, e aprecio a particularidade
de cada uma. Particularmente gosto de violão de nylon, acho que
em certos momentos é um dos mais expressivos instrumentos musicais.

Mas, no campo dos instrumentos eletrônicos, dois tipos de instrumentos
captam minha atenção, muito mais que os outros. Eu poderia dizer que
os dois tipos satisfazem completamente minhas necessidades, por
motivos diametralmente opostos.

Um é o sintetizador analógico subtrativo. O modo como formas de
ondas simples podem se transformar, passando por alguns elementos
também simples, é simplesmente fabuloso. Com esse instrumento,
cada som tem um caráter único, é criado na hora, e consigo colocar
em forma de som (quase sempre de forma perfeita) minha concepção
sonora. Sons percussivos, baixos, pads, leads... todas minhas
necessidades são preenchidas por esse tipo de instrumento.

O outro instrumento que me fascina é o sampler. Quando me refiro ao
sampler, quero dizer o instrumento em sua concepção original, por
exemplo um YAMAHA A3000. Imagine: um instrumento musical que
não tem som nenhum, mas pode ter todos! Um instrumento onde
um fragmento de som pode ser preservado, alterado, extendido, repetido,
manipulação sem limites.

Hoje, em minha concepção, a união dos dois equipamentos
permite que eu transforme em sons minhas idéias. Dois equipamentos
tão diferentes, que se completam. Arrisco dizer que não há limites
sonoros, com esses dois simples instrumentos musicais.

Edson Caetano
Veterano
# fev/12
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Com cada um individualmente me arrisco a dizer que não há limites sonoros, são possibilidades incriveis e infinitas, imagine somando estes dois mundo, o resultado certamente será algo fantástico

Acredito hoje, que tem se perdido muito tempo tentando copiar instrumentos reais, e esquecido que instrumentos de teclas tambem são únicos em seu universo

Outro dia estava trocando idéia com um cara, que era proprietário de um bom synth FM, não me lembro qual, uma linha depois do DX7, dizendo que seu teclado era uma porcaria, que tinha um piano vagabundo, que era isso, aquilo, eu discordei na hora, pera aí, você tem um excelente teclado, só não sabe como usar a sintese FM, ela não foi feita para recriar um piano acustico real... acredita que o cara começou a olhar para seu equipamento com outros olhos, e acredito que hoje deve estar se arriscando a programar algo em FM, está aprendendo a observar os timbres únicos deste tipo de síntese e dando mais valor ao seu synth

Hoje por exemplo, eu que tenho alguns VAs, estou fascinado e contaminado pela Sintese Subtrativa, criar um som de um arquivo Init, sem nada e ir moldando a onda para atingir o que você quer, e ainda ter a certeza que é um timbre único, esta idéia é fascinante, criar algo seu, disponibilizar para a comunidade e o pessoal curtir, começar a usar seu timbre

Precisava muito mesmo de um workstation, mas se eu tivesse hoje com 10k eu certamente cairia de cabeça em um synth analógico dos bão

Minha meta é criar um banco de timbres todos feitos por mim, ter um Lead Edson Caetano, 100% meu, aquele matador para solar, quero ter um Pad Edson Caetano, criar a ambiencia com a minha cara, e porque não timbres percussivos, alguns bass, e isso só é possivel com este tipo de equipamento, voltei a me interessar ainda mais por música graças a este artíficio, SINTESE... algo tão antigo, mas tão atual

tmurback
Veterano
# fev/12 · Editado por: tmurback
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Casper
Eu tenho mergulhado um pouco no mundo do pop e do rock e tenho aprendido que o tecladista muitas vezes pode não ser notado em primeiro plano, por se tratar de estilos onde há notória predominância das guitarras e violões, mas também que, por trás de toda a banda, ele é personagem fundamental para a ambiência, que é justamente o elemento que vai trazer a novidade para a música, diferenciação dela perante as demais, uma vez que o comportamento de guitarras, violôes, baixo e bateria costuma ter pouquíssima variação. Assim, geralmente poucas notas, mas com o timbre certo, planejado, estudado, fazem muita diferença. Nesse ponto, gosto muito da participação do Paulo Calasans no CD Bicho Solto do Djavan, ou mesmo no Djavan ao Vivo; também gosto muito do Hillsong, no meio gospel; ou do Jota Quest; para citar alguns poucos exemplos. Assim, o bom manuseio de synths e samplers é ferramenta importantíssima para o tecladista encontrar seu espaço.

Maestron
Veterano
# fev/12
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Sempre fui fascinado pelos sons sintetizados... Desde criançinha, nos anos 70, eu ouvia músicas eletrônicas na TV e adorava. Eu ouvia Vangelis sem ainda saber que era Vangelis.. Minha infância e adolescência foi um verdadeiro sonho musical, pois vivi a década de 80, em que o teclado dominou absolutamente... Meu fascínio aumentou e o golpe de misericórdia foi deparar com os teclados de Jean Michel Jarre, foi aí que eu fui verdadeiramente apresentado ao mundo da síntese...

Parecia algo sobrenatural, um instrumento musical que, além de tocar, poderia criar o próprio timbre... Meu primeiro teclado foi um PSS 470 que tinha o incrível recurso de síntese. Era bem básico, claro, mas tinha parte do filtro e o envelope e podia-se criar um som do zero... Criei centenas de sons meus com ele. Isso para quem ainda é adolescente e está iniciando no mundo dos sons eletrônicos é como mágica.

Entrei para fazer música na universidade e fui apresentado ao mundo sinfônico, nascendo assim outra paixão. Levei seis anos para me formar no curso superior de composição e regência e mais dois para concluir o mestrado em música eletroacústica. Agora que saí da academia e me casei, voltei a me interessar intensamente pelo que sempre gostei, dos sintetizadores. Estou montando um setup que me dê muitos recursos e diversidade de timbres. O timbre é para mim o ponto mais criativo e rico da música. Concordo inteiramente com o Casper, não há nada mais interessante no mundo da música do que essa manipulação timbrística que o sintetizador analógico e o sampler nos proporcionam.

Mas não esqueci totalmente da orquestra, tanto que minha intenção musical é fazer uma simbiose entre os sons sintéticos e os sons orquestrais... Estou correndo atrás de samplers de orquestra e estou deslumbrado com a qualidade de alguns que encontrei. Com dois universos tão ricos como o dos sons eletrônicos e o dos sons de orquestra a minha disposição, não tenho desculpa para criar meu som e provar que tenho talento.

O que me falta apenas são conhecimentos técnicos para manejar tanta tecnologia, esse com certeza é o meu ponto fraco e onde eu tenho que me dedicar mais. Fico bobo de ver o conhecimento que os colegas aqui têm de seus teclados e a capacidade de fazer gravações com qualidade tão boa... Ainda estou correndo atrás disso, mas só vou poder iniciar meus testes práticos a partir de julho, quando poderei finalmente montar e conectar o meu homestudio.

mauropsouza
Veterano
# fev/12
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to gostando do tópico, eu ja tive um Juno-106, que era muito legal, nunca vendi...mas o bixo quebrou e não teve conserto ficou na casa de uma amiga, mas perdio contato com a mesma, uma pena hoje eu investiria na restauração dele...

Casper
Veterano
# fev/12
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Sobre sintetizadores FM.

Tive algum contato com DX7 e DX200. Dois equipamentos fantásticos.
Eu só conheci uma pessoa, em toda a minha vida, que consegue
traduzir o som que tem na cabeça com síntese FM. Todos os DX7 que
mexi na minha vida estavam basicamente com os presets de fábrica,
alguns com alguma edição moderada.

Confesso minha total incapacidade de entender a mecânica desse tipo
de síntese. Mas se um dia você precisar de alguém para destruir
os presets de fábrica, eu sou o cara.

Sobre usar o sintetizador para tentar recriar perfeitamente um piano,
porque eu faria isso, se posso criar algo que, de certa forma, é mais
libertador que o instrumento original? (tente sustentar uma nota de piano
por 3 minutos, modulando-a, por exemplo...) Por esse ponto de vista,
a síntese permite maior liberdade de quebrar as leis da física aplicadas
a um instrumento tradicional.

Não estou dizendo que o piano, ou qualquer outro instrumento seja
de qualquer forma inferior. Não é. Ficar ao lado de um piano de cauda
é uma experiência única e não pode ser substituída. Jamais.

Chegamos ao ponto:

Se eu passar uma semana (tá bom, um mês) com um bom synth
analógico (doepfer A-100)eu monto um kit de bateria que enganaria
um baterista. Mas o esforço valeria a pena? O que eu ganhei com isso?
Eu não faria a mesma coisa em dois minutos com o FXpansion - Geist?
Valeria a pena?

Eu passaria essa semana muito melhor criando algo sem semelhança
com uma bateria. O prazer e o resultado, tenho certeza, seriam melhores.

silvG8
Veterano
# fev/12
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Casper
Engraçado... me identifico em muitos pontos com o que você gosta. Sinto que hoje em dia muita gente quer um teclado para simular sons reais, o que não é minha praia. Eu tive a não muito tempo atrás o Fantom-G8, meu primeiro sintetizador/workstation. Depois de algum tempo com ele fui me aprofundando em síntese subtrativa a ponto de que o G8 já não me satisfazia no que procurava (já que a proposta não era ser um VA). Parti então pro V-Synth GT... foi outra coisa! Minha alegria cada vez que ligo o teclado não diminui, assim como minha curiosidade com o equipamento, sempre querendo ir mais fundo.

Duas coisas me chamaram a atenção quando comprei o GT. Primeiro a parte VA dele, com encadeamento quase modular dos COSM (que nada mais são do que vários diferentes tipos de filtro/moduladores do som), que muito me satisfaz. Segundo, foi a possibilidade de apenas com 1 amostra ter uma qualidade absurda, é realmente um sampler de primeira. A parte de VariPhrase permite coisas muito legais, que não consigo demonstrar muito bem com demonstrações.

Hoje, sinto falta apenas de uma coisa: som analógico! É uma mistura de fatores... os VCOs, VCFs, VCAs, etc. me agradam muito em termos de sonoridade. Eu nunca trocaria meu GT em um analógico, mas acho que unir um analógico a ele seria perfeito. Estou deixando o tempo rolar, mas sinto-me cada vez mais tentado a comprar um analógico.

Sinto também que estou cada vez mais íntimo da síntese subtrativa, e que quanto mais fundo vou, mais quero aprender. Acho que a sonoridade singular que cada um consegue com a síntese subtrativa faz com que as pessoas vejam o tecladista com outros olhos, e não somente como aquele que toca um piano ao fundo.

A não muito tempo atrás você me mandou uns samples do Mopho para que eu colocasse no V-Synth GT... eu o fiz outro dia! Ficou boçal!! Eu tento gravar alguma coisa e te mando. O maior problema é que eu não fiz um multisample. Peguei apenas uma amostra e usei o VariPhrase. O peso é bem melhor do que o dos osciladores originais. Fiquei bastante feliz!

Edson Caetano
A parte de criar uma sonoridade própria com timbres próprios é ótima. Todos os tecladistas mais famosos são conhecidos por sua sonoridade diferente dos demais e não por tocar um piano&strings.


Gostei do tópico!

PeterBull
Veterano
# fev/12
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POR ESSES TIPO DE TÓPICOS E COMENTÁRIOS QUE ME SINTO HONRADO EM PARTICICAR DO FCC

Sou um amante da música e mais ainda dos sons...

E algo p/ realmente se pensar hoje em dia a tecnologia aliada ao mundo da produção de áudio está se tornando algo fantástico, realmente um mundo a se aventurar.
Um dias desses minha irmã em definiu como um Tecladista Nerd, é não é que sou...
Teclado Controlador, com Notebook, Acordeon Digital, Home Studio...hehe
Sou realmente um amante da tecnologia... Um Nerd...kkkk

Mas tbm amo os sons Vintage e algo que realmente inspira e que é difícil em encontrar hoje, Como o colega Edson Caetano a tentativa em copiar o acústico o real, se desvia do sentido de CRIAR O NOVO, precisamos de novos sons os acústicos estão ai já no mercado, precisamos e daquilo que a inda não existe e temos q inovar e brigar por isso, pelo MEU E SEU SOM IDEIAL...

Parabéns Casper pelo tópico...

Abraço a todos...

Synth-Men
Veterano
# fev/12 · Editado por: Synth-Men
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Acho incrível como após a metade da década de 90 os sintetizadores voltaram a ficar em evidência.

Quando eu falava de sintetizadores, alguns conhecidos até riam e diziam: - Para que um teclado que não tem som? Mas quando um som era gerado perguntavam de qual marca eram e se os arranjadores deles poderiam fazer igual. Eu retrucava: - Sintetizador é sintetizador, teclado é teclado.

O barbeiro o qual eu cortava cabelo quando era garoto, tinha um KORG POLYSIX e o estava vendendo a R$ 1.000 na época mais ou menos 1994. Não ficou nem um mês em oferta, logo apareceu alguém para comprar.

Logo depois me apaixonei pelo KORG POLY 800, estava barato em uma loja, tinha o dinheiro, mas não o comprei.

Sabia que eram raridades e tinha perdido duas grandes oportunidades. Depois conheci o YAMAHA DX7 e o SY77... Sem palavras...

Sou apaixonado por Leads e Pads e meu sonho é ter um set com o Jupiter 8 e um CS 80.

Por enquanto eu vou brincando no HAHAHA CS33, essa brincadeira alimenta mais ainda o meu sonho.

Deus abençoe a todos.

mauropsouza
Veterano
# fev/12
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Casper
Veterano

Ficar ao lado de um piano de cauda
é uma experiência única e não pode ser substituída. Jamais.


ficar ao lado??? Porque não pilotando o bixo?? Não que não seja ótimo ouvir alguém executando algo legal, com sentimento, mas da uma coceira na mão,rsrsr

Eu também sou fã de sonoridades únicas, aquelas saturadas no som... e consigo ficar por exemplo babando ouvindo soul gringo e brasileiro dos anos 70 por ex...mesmo aquelas coisinha bem simples, execucções as vezes bem simples...a timbragem da era "disco" acho massa também .....aquela batera bem equalizadinha tudo gravado em rolo, legal demais, quando da aquelas saturadas de baixo ou de pads...nossa...

Cleber Vaz
Veterano
# mar/12
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Casper

Excelente tópico!

Eu também sou apaixonado por sintetizadores analógicos, módulos controlados por tensão e etc mas admito que o advento do sampler é algo que me fascina tanto quanto os velhos synths justamente por serem, sampler e sintetizador, mais do que complementares.

Mesmo que a síntese digital pós DX7/D50 tenha feito os conceitos de síntese sonora e de amostragem sonora se fundirem (e confundirem) em aparatos que entregam um som digital híbrido, como nos sintetizadores modernos e romplers, ainda assim o casamento de um sampler totalmente controlável com um sintetizador também totalmente controlável é mais do que uma abertura para possibilidades, é um casamento perfeito, sejam sampler e/ou sintetizador de natureza analógica, digital, material ou virtual.

Um sintetizador que permita construir o som desde a forma de onda mais primitiva aliado a um sampler com a disponibilidade típica de funções abre para o músico um caminho tanto para a personalização total do som quanto para a fiel reprodução de sons/timbres desejados.

Samplers com sons de sintetizadores possibilitam resultados satisfatórios em um grande número de propósitos embora não seja possível substituir um sintetizador por um sampler e, além disso, obviamente, o sintetizador não serve para fazer trabalho de sampler.

As workstations atuais, com suas múltiplas simulações, permitem que se tenha sintetizador e sampler numa mesma máquina mesmo que tanto um quanto o outro possam não agradar os entusiastas de síntese analógica ou de sampler (hardware) mas mesmo assim, seja com workstation ou computador e VST, o jeito mais prático de se ter em mãos essa dupla é o meio digital.

Os sintetizadores, tanto digitais quanto analógicos, são facilmente encontrados em formato de instrumento de teclado mas já os sampler (com exceção de coisas como o Mellotron e similares) normalmente envolvem módulos, cabos, controladores, dados, backups e etc tornando naturalmente complexo o set do tecladista que usa sampler.
Usar uma workstation atual, apenas para fazer papel de "meu teclado sampler" é algo mais economicamente inviável do que controladores espetados em notebooks, ipads e etc mas se a praticidade for a prioridade aí a coisa muda de figura.

Casper
Veterano
# mar/12
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Porque o Sampler é um canivete Suiço.

Em 1995 surge o EMU SP-12. Já existiam alguns samplers no mercado,
mas esse parece ter sido um divisor de águas. A capacidade de
usar sons de qualquer bateria era sem dúvida uma característica que
fazia esse tipo de equipamento ser objeto de desejo. Porém, o modelo
posterior, SP-1200, que realmente conquistou o mercado:

"Em 1987 os Titãs lançam o disco JESUS NÃO TEM DENTES NO PAÍS DOS BANGUELAS, trabalho em que buscam introduzir novidades no cenário do rock nacional. Mantém o acento punk e trazem outras influências, como a música eletrônica londrina e a utilização de um programador de bateria chamado SP-1200, que instituiu o sampler pela primeira vez no Brasil."

http://www.investigalog.com/humanidades_y_ciencias_sociales/intenciona lidade-na-musica-%E2%80%9Co-pulso%E2%80%9D-do-grupo-titas/

"A glória e a descoberta de novos caminhos sonoros estimulou a banda a entrar em estúdio para gravar seu 4º disco, Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Curiosidade: os lados A e B do LP foram batizados de Lado J e Lado T, para que o público não ouvisse automaticamente o lado onde estariam apenas os grandes sucessos. A utilização de samplers e bateria eletrônica foi constante nas primeiras 7 faixas do disco, causando grande revolução sonora. Dentre as faixas, destacam-se a faixa-título, Diversão, Corações e mentes e Comida, enquanto as outras seguiam a linha ditada pelo disco anterior, como em Lugar Nenhum, Nome aos Bois e Desordem."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3s_(banda)

Os anos 80 foram uma década de experimentação, ao rock nacional
permitia-se um tipo de "porralouquice psicodélica" que hoje não
é vista com bons olhos. Bandas como DEVO!, Thomas Dolby,
RUN DMC e Beasty Boys souberam explorar essas novas ferramentas
com maestria. Todo cenário de música eletrônica, desde Synthpop até
Acid House usou nessa década samples de forma extensiva.

Hoje, após 30 anos, o uso de samplers continua forte. Deixou de
ser um produto com preço proibido, tem memória praticamente infinita,
e recursos que nos anos 80 não eram encontrados nem em estúdios
de grande porte. É o instrumento mais importante em muitas produções
de música eletrônica (e em alguns casos, o único).

O fator econômico.

Quanto custa fazer um acorde com Minimoog?

Vamulá:

Um Minimoog Voyager Rack custa na fábrica US$2,795.00.
Um acorde bonitão, de 5 dedos, sem contar o mixer, cabos e o
teclado controlador sai por US$13,975.00.

Mas esse acorde não acontece sempre. Lógico que empilhar
5 Moogs é maravilhoso, mas vamos ser realistas. Nesse fórum,
tirando o Edson Caetano, quem tem acesso a esse equipamento?

Certamente poucos.

Mas então entra o canivete em ação. Com um Moog e um Sampler,
dá para fazer o acorde bonitão, com uma fração do preço, e na gravação
engana até o Rick Wakeman. Ok, ele não é tão bobo, mas engana 90%
dos tecladistas e 100% dos leigos.

Quanto custa uma TR-909 hoje?
Em bom estado, vale uns US$3,000.00.

E uma 808? Dependendo do estado, mais que a 909.

Ter um setup de baterias eletrônicas clássicas é, na
maioria dos casos, inviável.

Com um sampler Akai qualquer, o problema está resolvido.
Novamente, não é a forma mais elegante, mas certamente
uma solução funcional.

Viva o canivete!

Synth-Men
Veterano
# mar/12
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Ôooooooo quanto paradoxo meu DEUS! ( O assunto está ficando quente.... kkkkkkk)

Rapaz... olha... Eu até uso sampler... Mas é para gravar os sons que eu crio nos sintetizadores, para que eu não esqueça o timbre. Fora isso...

Não sou muito fã de Sound Font. Só para gravar os meus instrumentos acústicos.

Sabe como é né... Quando você consegue criar "aquele Lead"... Você quer gravar até em um karaôke infantil chinês.

Ou seja o sintetizador amola o canivete. VIVA AO SINTETIZADOR!

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK! Um abraço

Casper
Veterano
# mar/12
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Caro Synth-Men:

Ou seja o sintetizador amola o canivete.

Eu diria que é mais que isso. O sintetizador (no meu caso),
é a lâmina do canivete. E o Sampler é a ferramenta
que permite que meu canivete tenha várias lâminas
funcionando ao mesmo tempo.

fernando tecladista
Veterano
# mar/12
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estou lendo os posts e me vejo em cada um deles

também adoros ouvir timbres novos de synth, alguns amigos meus só apreciam os pianos e hammonds eu já curto outras coisas

apreciso desde uma tosquice (low-fi) de um sk-1 de um pt-1 VL-1 MT-68...ou pss 680.... destes eu consigo gostar, é diferente da tosquice de um fenix ou medeli ASK... que é algo que me machuca os ouvidos

também adoro as maquinas em sí
ter um DX7 é diferente de ter um FM7 ou ter o sampler do DX7
também tenho um problema de ver teclados antigos encostado em lojas, sei que eles estão lá parados, tem história mas a gurizada de hoje no máximo ouviu falar o nome, nem faz ideia de que ou como sai som daquilo
eu teria fazeria campanha, tenha seu workstation moderninho mas adote um vintage, só trás alegrias

Edson Caetano
Veterano
# mar/12
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Simpatizo com os Vintages, meu medo é a manutenção, muita coisa se quebrar pode jogar fora, as vezes rodo pelo ML e vejo verdadeiras pérolas a preços excelentes, aí bate o medo do equip ter a sobrevida curta e desencano

Agora sem bateria acústica estou usando muito maquinas de ritmo, mas todas virtuais e principalmente no iPad, isso eu gostaria de ter uma real, tudo coisa mais antiga

Só para constar em minha listinha de metas para 2012 consta um analógico, nao vai dar para pegar os 5 moogs hehe mas algo neste sentido vai entrar com certeza, pesquisando direto o modelo que vai fazer companhia

Casper
Veterano
# mar/12 · Editado por: Casper
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Caro fernando tecladista:

"Também adoro as maquinas em sí.
Ter um DX7 é diferente de ter um FM7."


De alguma forma difícil de explicar racionalmente, o hardware
exerce um fascínio muito maior que o software, independente
da qualidade sonora envolvida.

Vou dar um exemplo. Eu entro em um estúdio e vejo um
Teletronix® LA-2A Classic Leveling Amplifier. Custa uma fortuna
e nem é tão bom assim. Mas, o fato de ele ter sido usado
na maioria das gravações que eu já ouvi na vida, cria uma
"aura" em torno do equipamento, que nenhum Plug-In jamais
vai ter, mesmo se for melhor sonicamente.

Com sintetizadores esse fenômeno ocorre de forma ainda
mais intensa. Girar um botão de filtro de um Prophet 5 é
muito diferente de usar um mouse ou um controlador genérico
de VSTi. De certa forma, esse botão físico faz uma conexão espiritual
com as outras pessoas que usaram esse instrumento no momento
da criação da música. Tá bom, agora exagerei na conexão espiritual.
Mas, de qualquer forma, o que eu quero dizer é que com
hardware a tendência de ser mais criativo
(para eu mesmo e para muitas pessoas) é evidente.

O software tem milhões de facilidades a mais.
Mas mesmo assim, eu tenho uma certo tipo de travamento criativo,
que usando equipamente físico, não acontece.

Mas pode ser que eu seja um velho com esclerose. Eu ainda ouço
vinil e uso gravador de rolo. Inclusive, tenho uma tese, que não vem
ao caso aqui, que os fatores limitantes (usar 4 canais, no rolo)
podem ser benéficos para a música (demanda planejamento prévio etc...).

Mas isso é outro causo.

Edson Caetano
Veterano
# mar/12
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Casper
Talvez esta ligação Homem x Máquina que você citou como espiritual, exagerado mas é isso mesmo, que me impeça de se desfazer de um monte de coisa que tenho aqui em casa, em todos os meus anos como músico a gente acumula muita coisa, até venho querendo queimar umas velharias, mas não tem jeito, na minha cabeça me vem o quanto o equipamento me ajudou, os trabalhos que já fiz com eles, na mesma hora desisto, ainda hoje me arrependo pra caramba de ter queimado um Di, e só fiquei um ano com ele, nem deu tempo para se apegar direito

Meu antigo E-66 hoje não vale nada, se tentar vender por 500 reais vai ter gente que vai falar que esta caro, que é um abuso hehe, uso ele muito pouco, só para matar saudades, mas se eu ver ele indo embora é capaz até de chorar, foi meu parceiro na adolescencia, minhas primeiras bandinhas de metal, minha primeira demos, minha primeira garota, meu primeiro porre, foi tudo com ele por perto, faz parte de minha vida, e olha que é só um simples arranjador

Maior ligação com um equipamento eletrônico eu não conheço, vai ficar preservado até o dia dele resolver parar de funcionar

Na hora da venda o dinheiro parece que vai ajudar, mas na verdade ele logo se evapora e você está sem o equipamento e acaba deixando de adquirir outro, o dureza, mas na minha cabeça agora, equipamentos só saem das minha mãos se estiverem totalmente quebrados, sem chance de conserto

... lembra de contar seu outro causo qualquer dia, as proezas do velho Casper

PeterBull
Veterano
# mar/12
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Edson Caetano e Casper


O negocio ta ficando PESADO aqui viu...

Curto muito um som vintage não sou da levada Rock como o Edson e tal, mas admiro os sons dessas grandes bandas de rocks...

E isso que vc falou é fato CASPER o uso de menos canais deixava a musica mais coesa e real sem contar que nego fazia miséria, poxa vejo gravações antigas e falo: "Porra se remasterizar isso vai perder toda a essência"

Tenho 21 anos, nunca peguei um synth analógico ou FM de verdade poxa da uma tristeza nisso meu teclado mais antigo foi um PSr-190 que aprendi a tocar e odiar os PSR....rsrs

Queria ter tido mais contato com essas tecnologias séria realmente muito mais excitante do que simular vst...

Edson Caetano
Veterano
# mar/12
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PeterBull
Ganhei meu E-66 quando você tinha 2 anos hehe quer mais história para contar do que toda uma vida, infelizmente, mas antes tarde do que nunca, fui apresentado ao mundo da Sintese, dos Samplers, dos Sequencers, muito tarde, comecei muito cedo sim, mas antes do Minami M5 e do E66, nunca tive nenhum outro tipo de equipamento, só ouvia falar

Internet não era isso que conhecemos, aliás nem tinha, revistas especializadas eram e ainda são muito escassas, equipamento importado era mais díficil e mais caro de desembarcar aqui no país, então ficava muito díficil de saber das coisas, tinha que correr atrás mesmo, imagina essa molecada sem paciencia que vem aqui no fórum, num passado não tão distante iam ser tudo mosca morta hehe

Adorava aquelas lojas dos anos 80/90 de teclados e órgãos que ficavam dentro de shoppings, que colocavam um tecladista arrebentando, nunca mais vi isso

Mas depois dos 30 tudo mudou hehe, casei, fui para o meu canto, estabilizei na profissão, e finalmente descobri um mundo novo, exatamente o da Sintese, dos Samplers, dos Instrumentos Virtuais, do Audio e Tecnologia

Agora depois de velho, já com decisão e poder de compra, que comecei a montar meu aparato todo, e ainda tem muita coisa que o Casper cita, que são muito antigos e ainda são total novidade para mim como uma Emu Sp, este mundo é totalmente fascinante

Os leigos e muito tecladista não sabe nem que isso existe, tem um pessoal que acha que teclado é para tocar Piano, órgão e um tal de string, só isso e claro ritmos que tocam junto, essa é a grande realidade, vejo que isso que nos deslumbra aqui e é o tema do tópico não é conhecido pela grande massa

tem gente que nem sabe o que é um sintetizador, não relaciona o nome a Sintese, criação de sons, acabam usando equipamentos excelentes, softs excelentes só para usar presets

Claro a vida é corrida, se tiver que parar para programar tudo é dureza, eu sou um que compra muito pacote de timbres e presets, mas eu me acho na obrigação de aprender sintese, de devorar o manual, de extrair cada gota do meu equipamento

Mas é isso aí, acho que estou escrevendo demais já hehe

PeterBull
Veterano
# mar/12
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Edson Caetano

Sou um curioso nato, e isso me faz pesquisar e namorar instrumentos que nunca vi mas que respeito pq sei que já foi ou ainda é uma grande máquina.

Síntese é isso e transformar o seu som, o Preset ajuda em determinados pontos e te engessa em outros...

Mas infelizmente é um mundo solitário, grande coisas dos timbres que curto e crio não uso nas minhas apresentação, porque não se encaixa no estilo comercial que toco...

Mas o fasíneo ainda existe...

Falta identidade na musica hoje e os sintetizadores te dão essa identidade de sobra...

T

Maestron
Veterano
# mar/12
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Puxa... Gostei mito do que o Casper disse... Eu sou fascinado pelos VSTs, afinal é uma forma de ter a disposição sonoridades de teclados que sei que jamais teria, como aqueles analógicos que a Arturia produz... Mas ter o teclado real ao invés de sua simulação em VST é COMPLETAMENTE diferente.. É outro mundo, é uma conjunção carnal (fui mais longe que o Casper... hehehe) entre o usuário e a máquina... Sei lá... Casper soube explicar melhor...

Eu também não sou muito capaz de me desfazer de meus primeiros teclados (apesar de ter pouco espaço em casa)... Mas me espelhei no Edson e mantive os meus antigões... Aliás, assim como o Edson Caetano, só comecei a investir meu tempo e dinheiro de fato mesmo nos teclados, depois que me casei e resolvi minha vida profissional...

Synth-Men
Veterano
# mar/12 · Editado por: Synth-Men
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Edson Caetano: - "Os leigos e muito tecladista não sabe nem que isso existe, tem um pessoal que acha que teclado é para tocar Piano, órgão e um tal de string, só isso e claro ritmos que tocam junto, essa é a grande realidade, vejo que isso que nos deslumbra aqui e é o tema do tópico não é conhecido pela grande massa"

Isto aconteceu comigo. Passei grande tempo de minha vida tocando em teclados arranjadores, fazendo ritimos e limitado somente ao que eles tinha à oferecer.

Nunca fique insatisfeito com os instrumentos. Já tive até um tecladinho CCE, que fiz a minha saudoza vozinha tirar para mim em uma loja. Mesmo moleque paguei. Depois ganhei um PSR 215 do meu irmão mais velho que hoje toca por que me via tocar.

Mesmo assim estava limitado. Eu queria era mudar a estrutura e dinamica dos timbres. Bom para finalizar, consegui com umas mesas de efeitos antigas que meu irmão pegou emprestado de um amigo DJ. Ai a paixão por sintetizadores grudou nos dois.

Gravávamos em dois videos cassetes via cabo RCA. Tinhámos horas de gravação. E reproduzindo um, gravando outro e tocando simultaneamente multiplicavamos as pistas. Este era o nosso set de gravação.

A idéia dos vídeos cassetes surgiu do seguinte: Faziámos comerciais e gravações caseiras de jogos de videogames. Na entrada de som do vídeo cassete, plugavámos um CD Player e na de entrada de vídeo o Game. Desta forma a imagem dos jogos ficavam com músicas populares da época. Gravando tudo simultaneamente.
Sempre tive acesso a informática, mas nunca a tinha unido com a música. Me iludi que para fazer os dois tinha que ter muito dinheiro.

Comecei gravando instrumentos acústicos no Audacity. Depos passei para o Anvil Studio (utilizava com o teclado do computador). Fiquei sem teclado e tudo que me restou foi um violão.

O máximo que sabia era de alguns samples que liam arquivos waves. Mas não me interessava muito.
Em 2006 acabei ganhando um outro teclado de meu irmão do meio. Mas não dava muita bola para ele. Não tinha o menor tempo. Desprezava a marca. (Aquela que começa com M e termina com Medeli kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Era minha única opção.

Mas foi com o violão que conheci o mundo VST. Um dia fui testar um VST de efeitos reverb e overdrive e me interessei muito pelo assunto.

Depois disto comprei um cabo MIDI e uma VAMP 3 para o meu violão. Pesquisei um bocado e comecei a usar os VSTI´S e retornar ao mundo da tecnologia que fiquei afastado desde 1997, quando parei de tocar.

Lia sobre os lançamentos, dava uma aula aqui outra ali, dava dicas, entrava em todas as rodas de conversas que via, mas estava longe. Sem conexão nenhuma. Voltei a tocar em 2010 e também matriculei-me para um curso-conservatório em abril deste ano.

Por enquanto brinco e gravo algumas coisas com VST's. É economicamente viável para mim (principalmente os grátis kkkkkkkk) e dá para realizar bastante coisas.
Infelizmente hoje, não consegui priorizar a compra de um sintetizador, mas isto não me impediu de ir até eles e acessa-los da forma que dava para eu fazer quando muleque (hoje depois de adulto não tem mais graça pedir coisas emprestadas. E vai se quebrar na tua mão...).

Estou de olho nos sintetizadores brasileiros. Muito interessantes e ergonomicamente acessíveis, de bons tamanhos, boa sonoridades e preços.

Evito de entrar em certos tópicos de fóruns, quando percebo que há diferenças de status para quem tem tal instrumento e instrumento tal.

Em ambos casos, os donos são injustiçados pelo que têm. (Não se exige de um instrumento o que ele não pode oferecer seja ele bom ou ruim, barato ou caro)


Pode parecer rídiculo, mas geralmente quando toco, sinto na alma e na pele. Parece que os teclados são continuidades das minhas mãos. Acordes com sétima maior, a sonoridade dos intervalos de quarta. Tudo isto me dá um imenso prazer.

Este tópico está parecendo coisa de gente apaixonada, "AS CONFISSÕES DOS POETAS DA SÍNTESE E DO SAMPLER"




Casper: - "Antes de tudo, devo confessar que sou um apaixonado por sons.
Qualquer som. Caixinha de fósforo, cravo italiano, Groovebox Roland.
Não desconsidero nenhuma fonte sonora, e aprecio a particularidade
de cada uma."



Edson Caetano: - "Com cada um individualmente me arrisco a dizer que não há limites sonoros, são possibilidades incriveis e infinitas, imagine somando estes dois mundo, o resultado certamente será algo fantástico"


tmurback: - "Eu tenho mergulhado um pouco no mundo do pop e do rock e tenho aprendido que o tecladista muitas vezes pode não ser notado em primeiro plano, por se tratar de estilos onde há notória predominância das guitarras e violões, mas também que, por trás de toda a banda, ele é personagem fundamental para a ambiência, que é justamente o elemento que vai trazer a novidade para a música, diferenciação dela perante as demais, uma vez que o comportamento de guitarras, violôes, baixo e bateria costuma ter pouquíssima variação. Assim, geralmente poucas notas, mas com o timbre certo, planejado, estudado, fazem muita diferença."


Maestron: - "Sempre fui fascinado pelos sons sintetizados... Desde criançinha, nos anos 70, eu ouvia músicas eletrônicas na TV e adorava. Eu ouvia Vangelis sem ainda saber que era Vangelis.. Minha infância e adolescência foi um verdadeiro sonho musical, pois vivi a década de 80, em que o teclado dominou absolutamente... Meu fascínio aumentou e o golpe de misericórdia foi deparar com os teclados de Jean Michel Jarre, foi aí que eu fui verdadeiramente apresentado ao mundo da síntese..."

"Parecia algo sobrenatural, um instrumento musical que, além de tocar, poderia criar o próprio timbre..."


silvG8: - "Hoje, sinto falta apenas de uma coisa: som analógico! É uma mistura de fatores... os VCOs, VCFs, VCAs, etc. me agradam muito em termos de sonoridade."


mauropsouza: - "Eu também sou fã de sonoridades únicas, aquelas saturadas no som... "


Cleber Vaz: - "Eu também sou apaixonado por sintetizadores analógicos, módulos controlados por tensão e etc mas admito que o advento do sampler é algo que me fascina tanto quanto os velhos synths justamente por serem, sampler e sintetizador, mais do que complementares."


PeterBull: - "Sou um curioso nato, e isso me faz pesquisar e namorar instrumentos que nunca vi mas que respeito pq sei que já foi ou ainda é uma grande máquina."

"Falta identidade na musica hoje e os sintetizadores te dão essa identidade de sobra..."

fernando tecladista
Veterano
# mar/12
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esse botão físico faz uma conexão espiritual com as outras pessoas que usaram esse instrumento no momento da criação da música. Tá bom, agora exagerei na conexão espiritual.

viajou na maionese, mas é algo por ai, não tão intenso, mas é algo nessa linha

eu já vi que gosto de teclado hardware, hoje até poderia sair pra tocar somente com um controlador + alguns VSTs mas ainda prefiro sair com tecladão com uns dois, mais um modulo, um mixer pra tudo...
confesso que VST é um mundo cheio de timbres infinitos, comprei uma versão LE do sonar e ele veio com alguns VSTs, mas eu toquei mexi, remexi... mas não me dá tesão, o timbre eu tenho legal mas tem algo ali que não me empolga

se um dia eu fosse trabalhar mesmo com estudio, produzir alguem, algum arranjo encomendado eu passo pra essa linha porque teria tudo ali na mão, diferente de agora que minha sala está uma zona porque fui tocar, então não teria como trabalhar desta forma

falando em sampler....
era algo que nunca tive, babava em ter sampler desde que vi um "W30 novo"
aqui citaram o A3000, tinha um link em outro tópico falando sobre um A5000, então....
a g.a.s bateu forte e aquele A5000 está aqui em casa :)
era o que faltava, aqui já tinha um work antigo, o MS2000 para os meus synths e agora um sampler pra completar a patota

é outro mundo, ainda tenho entender como funciona o bicho, mas de brincadeira tinha alguns samplers no hd e estou testando/brincando com eles
eu poderia ter instalando um Sampler no PC mas como comentei, não dá liga, mesmo concorrendo com samplers GIGAntes pra pc contra seus 128m de memoria o aparelho em si é um monstro... em tamanho é 2U de rach 19" mas são 46 cm de profundidade, mas estou aqui feliz da vida

J.Dionatan
Veterano
# mar/12 · Editado por: J.Dionatan
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Perólas memóraveis deste excelente tópico:

Um dias desses minha irmã me definiu como um Tecladista Nerd Peter Bull

Nesse fórum,tirando o Edson Caetano, quem tem acesso a esse equipamento? Casper

De certa forma, esse botão físico faz uma conexão espiritual
com as outras pessoas que usaram esse instrumento no momento
da criação da música.
Casper

imagina essa molecada sem paciencia que vem aqui no fórum, num passado não tão distante iam ser tudo mosca morta Edson

Não se exige de um instrumento o que ele não pode oferecer seja ele bom ou ruim, barato ou caro Synth Men

Casper
Veterano
# mar/12
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Caro fernando tecladista:

Foi no teclacenter? Fiquei ineressado em uns
produtos, o preço é tentador. Foi bem atendido?

_BLACKMORE_
Veterano
# mar/12
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Por favor, não desvirtuemos o assunto do tópico que é muito difícil ter neste fórum !!
Vamos debater teclas, synths, samplers ....

comentário sobre lojas em pvt !!!

Greenwood
Veterano
# mar/12
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Tá bom, agora exagerei na conexão espiritual.

Não mesmo... lembra que o tema central é música... música é conexão espiritual mesmo... é tocar aquele acorde com aquele timbre e sentir algo que você adora sentir... mas que nunca ninguém vai conseguir lhe entender!!!

É o mesmo prazer de olhar um DX7... de tocar nele... é um momento só seu. O seu mundo pára por uma fração de segundos.

Não é viagem. É real.

Casper
Veterano
# mar/12
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Gosto muito de uma frase (na verdade duas) que o fabricante
Elektron sempre espalha em suas propagandas. A primeira:

Making music should be fun. That is why we make hardware.

Como música é meu hobby, eu tenho necessáriamente que me
divertir. E a segunda parte da frase eu também considero correta.
Por todos motivos que já foram citados nesse tópico.

A segunda frase é:

WE ARE ELEKTRON. WE MAKE MAGICAL MUSIC INSTRUMENTS.

A primeira impressão pode ser de uma empresa arrogante. Mas quem
já teve contato com alguns desses instrumentos "mágicos" entende
na hora o que o fabricante disse na frase. O cuidado em cada detalhe,
a funcionalidade, qualidade de som, tudo foi pensado e apurado
ao longo do tempo. O que cria o "fetiche" com a marca, coisa
rara, mas que acontece. Moog, Clavia e Elektron sabem disso.
E nesse ciclo positivo, dificilmente vão pisar feio na bola, porque
a confiança na marca é uma vantagem competitiva imensurável.

Eu estava vendo meus VST's, e percebi que pelo menos 90%
deles tem a função de copiar algum hardware existente. Acho
isso muito significativo, porque, em um mundo virtual de total
liberdade de criação, os fabricantes insistem em copiar
(quase sempre porcamente) o hardware. Não devia ser
o contrário?

_BLACKMORE_
Veterano
# mar/12
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Este é um tópico essencial !! (tirando meus dois posts)

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