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      Como testar um teclado

      Autor Mensagem
      Artref
      Veterano
      # dez/10


      Tradução minha de um texto de um cara muito importante da Korg. Acho bem legal e interessante, creio que valha a pena todos lerem:

      "Ir a uma loja para testar um teclado que você pensa em comprar pode ser uma experiência desafiante. A loja pode estar lotada e barulhenta, e o sistema de monitoramento pode ser bem abaixo do ideal. Mas o que também faz disso um exercício assustador é o fato de que os sintetizadores atuais são tão cheios de recursos e complexos, de modo que uma olhada rápida pode não lhe mostrar claramente o que o synth tem a lhe oferecer. Não tenha medo - com uma pequena preparação, você pode entrar no coração da personalidade do teclado!

      Para este artigo eu vou usar o M3 como exemplo, mas você pode aplicar muito a outros produtos, mesmo que não em detalhes.

      ESCUTE
      Minhas primeiras sugestões são simples, mas críticas. Primeiro: leve seu próprio fone de ouvido à loja; aquele que lhe é famíliar, com o qual você pode facilmente julgar a qualidade sonora comparado ao que você já conhece. Fones de ouvido isolam o barulho da loja, e removem quaiquer variáveis relacionadas às caixas, localização e etc, que podem confundir sua avaliação.

      TEMPO É TUDO
      A segunda sugestão é que você disponha de um tempo com o produto. Não apareça na loja na hora de fechar, nem venha na hora que está mais lotado. Melhor ainda, há lojas que permitem que você marque um horário, ou há aquelas que sequer permitam que você seja interrompido enquanto testa. Testar rapidamente um teclado por falta de tempo e influências externas (alguém, vendedor enchendo, etc) nunca lhe ajudará, e todos os fabricantes de teclado abominam o famoso "Um dedo no teclado, outro no botão UP" - passar pelos timbres num ritmo absurdamente rápido que mascara uma avaliação realmente crítica. Não seja influenciado pelos maus atendimentos ou por pressão externa - lembre-se que é um investimento alto, que merece ser bem pensado.

      TEMPO DE PREPARAÇÃO
      Você deve considerar um tempo fazendo uma pré-pesquisa no synth em questão. Visite o site do fabricante e veja o material que eles têm ali. Leia toda a informação, escute os demos e veja os vídeos. Mas faça isso com um propósito - o que eles estão promovendo como especial ou diferente, e o que os demonstradores estão fazendo para tocar os sons? Você aprenderá coisas que você pode levar para a sua própria avaliação quando você estiver na loja. Fazer o download do manual pode ser a maneira mais completa de encontrar suas respostas técnicas, pois muitas fábricas não são muito precisas e completas nas especificações.

      Muitos visitam fóruns e listas para ler o que os outros estão dizendo. Isso pode ser uma faca de dois gumes, pois muitos não gostam de serem influenciados por outras pessoas antes de testar. Já outros amam o diálogo e as discordâncias que ocorrem, dizendo que aprendem muito, o que pode ser bom, desde que eles reconheçam que nem todos que postam na verdade conhecem o produto - alguns simplesmente gostam de colocar lenha na fogueira só por diversão. Eu acho que vale o tempo, desde que você consiga separar o joio do trigo, assim dizendo.

      ACHANDO SEU PRÓPRIO CAMINHO
      Agora, vamos testar alguns timbres. Há duas maneiras de pensar aqui - checar os grupos de sons que mais lhe interessam, ou apenas fazer um "Tour" pelos timbres e ver como a personalidade do teclado lhe soa. Nenhuma está errada, e eu recomendo um pouco de cada. Para encontrar os sons que mais lhe interessam, tente ver como cada teclado lhe permite selecionar os timbres por categorias. No M3 isso é feito tocando o menu pop-up sobre o nome do timbre, no visor. Ali você encontra qual categoria está selecionada atualmente. Isto pode ser feito no modo program e no modo Combi, é fácil e rápido. Com a janela aberta você verá várias categorias listadas no lado direito e esquerdo da tela, e você pode tocar aquela que você deseja, então os sons apropriados serão mostrados nas colunas centrais.

      Alguns produtos terão outra lógica de selecção por categoria, então uma pesquisa pré-loja sobre esse método de navegação ira lhe salvar de muita frustração enquanto estiver testando.

      Se você quer fazer o "tour" livre, simplesmente comece pelo primeiro banco e vá percorrendo os sons dali. Todas as companhias consideram cuidadosamente quais sons serão os primeiros do teclado, com o intuito de mostrar o que eles acham o melhor, e o grupo mais diversos de sons, que faça você gostar do produto. Nada de mal nisso, é uma boa apresentação e marketing. Mas nem todas as companhias organizam os sons assim, então você pode ver que simplesmente começar do começo já vai lhe colocar no modo Categoria, e você não irá ter a diversidade que procura. Então você precisará fazer algo aleatório, mudando o banco de sons para conseguir a diversidade. (Como alguns teclados que o banco A todo é de piano, por exemplo)

      SAIBA OS MODOS
      Quando for conhecer um teclado, você precisa saber em que modo ele está, e como mudar os modos. Quase todo teclado tem diferentes organizações para tocar sons simples, e grupo de sons mais complexos, tais como layers e splits. Estes são geralmente apresentados como um modo de operação. Na linguagem Korg, os sons simples são Programs, e os sons agrupados são Combinações. Algumas outras empresas os chamam de Voice e Performances, ou Patches e Performances. Então, novamente - ler o website e/ou o manual lhe ajudará a pegar o clima antes de visitar a loja.

      Se você quer os sons básicos, inicie com o modo Program. Isto lhe permitirá ver como os sons soam, e como são os elementos que você terá quando for sequenciar suas músicas. Quando você quiser ouvir o potencial e o impacto total que o teclado tem a oferecer, vá ao modo Combination. Este modo terá todos os "sinos e assovios", e são os sons que mostram o teclado em sua plenitude.

      TOME O CONTROLE
      Ok, agora é hora de realmente selecionar e tocar os sons. Vamos assumir que você está no modo program. (Lembre-se, estou usando o M3 como exemplo).

      Depois de selecionar um Program e tocar um pouco, você pode ser tentado a apenas escolher outro som e continuar. Espere/Pare/Parado!/Não toque aquele dial! Há uma riqueza de elementos a explorar no M3 e nos mais modernos teclados, e você estará perdendo muito se simplesmente continuar mudando os timbres. Você tentou ver o que o joystick faz? Movê-lo para a esquerda e para a direita irá fazer o Pitch Bend, o que é bem comum. E movê-lo para longe de você (na direção +Y) normalmente produzirá vibrato, como uma rodinha de modulação, mas nem sempre, então sempre cheque.

      INDO MAIS FUNDO
      Agora tente puxar o joystick em sua direção - isso irá frequentemente fazer um efeito bacana. Nos Korgs isso pode ser sustentado, "trancado" usando o botão Switch 2 - SW2 acima do joystick. No menu principal isso é chamado de JS-Y Lock, ou JS-Y+Ribbon Lock. Falando do Ribbon, ele é frequentemente usado para produzir interessantes efeitos de filtro, e às vezes Pitch Bend, pois o Ribbon é um gesto físico que muitos preferem. Novamente - ele pode ser travado com o SW2. Não pense que isso é bom apenas para sons sintetizados - você pode facilmente ajustar o brilho de um piano deslizando no Ribbon até que você goste do que escuta e então você trava com o SW2.

      Indo em frente, o botão SW1 é frequentemente usado como uma fonte de modulação, e o display irá mostrar isso dizendo: SW1: Mod.1 (CC#80). Pressionar o botão fará com o que o som mude em alguma coisa; o M3 tem controle avançado, então talvez irá adicionar uma distorção a um som, ou adicionará uma percussão a um som de organ. Tente e escute o que está acontecendo. SW2 também pode estar fazendo isso, cheque o display e veja.

      O M3 tem uma superfície de controle que tem muitos modos de operação. Outros teclados podem ter knobs e/ou slider, e eles podem ter muitas possibilidades de expressão em tempo real. Procure por elas e experimente.

      CHECK LIST:

      -Traga seu próprio fone de ouvido;
      -Tenha tempo suficiente para explorar;
      -Vá num horário bom;
      -Faça uma pesquisa antes de testar;
      -Cheque os sons por categoria;
      -Saiba os nomes que os fabricantes dão aos recursos;
      -Use os controles, como o Ribbon, Joystick, knobs e sliders para ouvir como eles afetam os sons.
      -Cheque recursos especiais, tais como Drum Tracks, XY, Arpejadores, etc."

      Darlan Felix
      Veterano
      # dez/10
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      Ótimo tópico!
      Pena que muitas coisas ai não funcionam para pianos digitais... :{

      Artref
      Veterano
      # dez/10
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      Pena que muitas coisas ai não funcionam para pianos digitais

      Pô, bora criar um texto então, seria até mais simples que o do teclado! Boa idéia, só chegar a inspiração e eu faço algo, rs.

      expedifer
      Veterano
      # dez/10 · Editado por: expedifer
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      Interessante o texto (gostaria de saber o nome do autor), mas há alguns ponto que eu pessoalmente discordo e outros que nem são aplicáveis no Br:

      ESCUTE
      Ocorre que a maioria dos compradores de um teclado, são ou principiantes (deve ser por isso o artigo) e desconhecem o que é um timbre bom ou não tem noção comparativa com outras marcas. Só mesmo baixando demos de muitas marcas, comparando ou se ouvindo (na amplificação) bons videos no youtube de várias marcas. O outro ponto que pra mim não me serve em absoluto, é usar fone de ouvido (não funciona na minha cabeça como ouvir bons e bem alto em altofalantes, onde se pode ouvir BEM a mínima resonância e vibração de um piano acústico, nuance das notas, sensibilidade das teclas, tons muitas vezes inaudíveis em fones (frequência, volume, pequenos toques, detalhes, etc) onde seria um absurdo dizer que fone reproduz na exatidão o som de uma belíssima aparelhagem de som de alta qualidade, com graves, agudos, vibração (o coração/sensação de um belo som), etc. Eu NUNCA usei um fone pra ver a qualidade de uma música, longe disso (e detesto que na loja me dem fones de ouvido pra fazer testes).

      TEMPO É TUDO
      Sabe quando que no Br dá pra marcar hora com o vendedor pra testar um teclado? Nunca. E mais: muitos te enrolam e nem deixam testar, se verem que vc quer apenas isso. No Br não existe isso.

      ACHANDO SEU PRÓPRIO CAMINHO
      SAIBA OS MODOS
      TOME O CONTROLE
      INDO MAIS FUNDO
      E quando te deixam testar, impossível te darem tempo pra checar a maioria dos timbres ou os novos, sempre o vendedor é o que mexe e faz o que ele quer. Ou seja, ele te dará uma "palinha" do som do teclado, mesmo que toque pior que vc (acho que eles tem medo do povo testar, muita loja faz isso, SE estiver ligado e fora da caixa, muitas vezes desligado e cabo recolhido, só pra "olhar" mesmo).

      Já nos EUA e Europa, ai te dão um estúdio dentro da loja pra fazer testes, ainda com ar condicionado. É a cultura Br: compre como está, no "olhometro" ou deixe-o em paz. Nos sobra os foruns, demos, youtube, etc.

      fernando tecladista
      Veterano
      # dez/10
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      Pena que muitas coisas ai não funcionam para pianos digitais
      é só trocar onde diz:
      como o Ribbon, Joystick, knobs e sliders para ouvir como eles afetam os sons
      por:
      teste o pedal, dianamica das teclas...

      Artref
      Veterano
      # dez/10 · Editado por: Artref
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      TEMPO É TUDO
      Sabe quando que no Br dá pra marcar hora com o vendedor pra testar um teclado? Nunca. E mais: muitos te enrolam e nem deixam testar, se verem que vc quer apenas isso. No Br não existe isso.


      Pô, Expedifer, então você precisa conhecer a Jog Music (Rio Claro - SP), atendimento de primeira, já liguei muitas vezes lá perguntando "E aí, Flávio, loja vazia no horário tal? Posso ficar lá testando o teclado X na salinha?", e fui sempre muito bem atendido. E nem sempre levei o teclado, apesar de sempre ter a intenção. Você tá precisando conhecer essas lojas pra ver que isso existe sim =D. Ah sim, claro, todos os meus últimos teclados foram comprados lá. O Cassiano pode confirmar o que falo, isso existe no Br sim.

      Quanto ao fone não dar pressão sonora, "punch", eu concordo com você, mas a dica dele é pra testar tudo no mesmo aparelho, pra ter a referência. Como caixa não dá pra levar, aí vem a recomendação do fone.

      E quando te deixam testar, impossível te darem tempo pra checar a maioria dos timbres ou os novos, sempre o vendedor é o que mexe e faz o que ele quer. Ou seja, ele te dará uma "palinha" do som do teclado, mesmo que toque pior que vc (acho que eles tem medo do povo testar, muita loja faz isso, SE estiver ligado e fora da caixa, muitas vezes desligado e cabo recolhido, só pra "olhar" mesmo).

      Isso já aconteceu comigo, e na ocasião fui bem claro e disse que EU queria testar. É um pouco questão de se impor também, educadamente, sem brigar. Se a loja não oferecer um bom atendimento, simplesmente vá em outra. Fico até preocupado em saber que a situação está assim, pois não é um atendimento que estou acostumado a ter (ainda bem). Sumam dessas lojas que atendem mal, teclado REQUER teste.

      O texto é do Jerry, gerente da Korg USA e programador de muito timbre que tem por aí nos korgs.

      Expedifer e demais, pensei em acrescentarmos coisas, modificarmos outras, com a opinião e contribuição de todos, e, caso ficasse algo bem legal, poderíamos até pedir para a moderação fixar, o que acham? Seria bacana, pô! Útil e necessário, eu diria, pra todo mundo que vem no fórum, principalmente os iniciantes!

      expedifer
      Veterano
      # dez/10
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      Artref
      todos os meus últimos teclados foram comprados lá

      Tá explicado cara: seu eu fosse o dono dessa loja, além de te mandar convite pra vc vir testar cada teclado novo, ainda te botava garçom, cafe e bolachinhas pra acompahar (rsrsrsrsrsrsr).

      Cliente de primeira, heim!!!

      expedifer
      Veterano
      # dez/10 · Editado por: expedifer
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      Cara, se eu puder acrescentar alguma coisa em termos de Br, seria pro interessado, se não puder pôr um Puta som nele pra testar na loja, é vir aqui e pôr um tópico antes de comprar, perguntando se alguém conhece uma banda com esse teclado ou alguém que o toque num palco pra poder ir lá ouvir. Pra teclados "comuns" como XP80, G8, etc, todo mundo conhece alguém que o toca por ai e pode recomendar onde o ver. Eu aqui em SP, conheço uma Porrada de tecladistas (de bandas) por ai que tocam o G8, XP80, SX, etc (ou então entre no site da banda famosa, ver os teclados e ir lá no show, tem muito disso e eu já fiz). Mas esses todos que disse já se conhecem seus sons e ninguém irá gastar R$ 50 ou R$ 80 pra os ouvir (é, sampa tá tudo caro, nem eu vou mais...rsrrrsr). Pra quem quer comprar, é claro que é um bom investimento fazer isso (eu tô esperando isso pro XF)

      Outra dica é troca de timbres/demos por aqui mesmo, tal qual alguém pedir pra gravar algum timbre do G8 ou XS e o outros lhe mandar via email. É o que posso recomendar.

      marcusVinicius
      Veterano
      # dez/10
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      Artref
      Útil mesmo - gostei demais do texto. Muitas das recomendações ali eu nunca tinha pensado...

      O que achei de mais importante ali é a recomendação de que se conheça os modos do teclado. O que já perdi de tempo tentando entender o bicho antes de poder escutar ele... muito boa.

      expedifer
      Cara, concordo com Artef - existe este tipo de loja no Brasil.

      A MilSons aqui em Poa não tem erro. É só chegar, se apresentar para um vendedor e pronto. Se não estiver ligado o cara liga o teclado, pergunta se quer com fone ou na caixa e deu...

      expedifer
      Veterano
      # dez/10
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      marcusVinicius

      Pois é, então SP virou terra de ninguém, da antipatia, da deselegância, frieza e da descordialidade (quantos aqui não postaram tópicos contra lojas, basta buscar). Aqui ninguém "perde" tempo mostrando teclados a "estranhos". Também, numa cidade de 10 milhões de habitantes, como algum vendedor vai lembrar pra quem vendeu isso ou aquilo, sem contar que 80% dos compradores são visitantes de outras cidades e estados.

      bandaidigital
      Veterano
      # dez/10
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      Pessoal, boa noite.
      Vou aqui colocar as minhas opiniões sobre o assunto.

      O texto é muito bom e sintetiza os pontos mais importantes de um test-drive. Discordo quanto ao lance dos compradores de teclados serem principiantes.
      Isso existe sim e bastante, mas na maioria das vezes estão a procura de PSR´s e aí nem tem muito o que testar mesmo. Tem mais é deixar o vendedor demonstrar mesmo.

      Falando de teclados mid-level pra top, o comprador desse tipo de instrumento, procura um teclado de qualidade que justifique o seu investimento e na maioria das vezes, já sabe mais ou menos o que procura. Duvido que algum tecladista profissional entre um uma loja sem a mínima idéia do que deseja. Salvo casos onde somos surpreendidos com lançamentos inesperados, saímos de casa com um ou mais modelos em mente. Por isso acho que é uma grande economia de tempo e minimização de possibilidade de frustração, se fizermos uma rápida pesquisa e chegar mais ou menos conhecendo o instrumento.
      Vou dar um exemplo: eu sempre gostei de KORG e, sabendo disso, o dono da JOG (falo da loja daqui a pouco) me mostrou o Korg M3 em 2007, logo após o lançamento. Na época eu não estava disposto a trocar de instrumento e não me interessei nem mesmo em ligar o instrumento que estava montado em minha frente a total disposição. No final de 2008 entrei para a um fórum de discussões onde conhecí o Artref e fui "reapresentado" ao M3. Me apaixonei pelo instrumento e comprei em seguida.
      Durante esse processo, o maior test drive que fiz no M3 nem foi no instrumento da loja que estava lá completamente disponível, mas sim no M3 do Artref num dia em que ele levou seu próprio instrumento para fazer um comparativo com o modelo M50 da loja. Isso mesmo pessoal! Na Jog Instrumentos Musicais aqui em RIo Claro, sempre recebemos atendimento especial, com ou sem hora marcada. Se o instrumento não estiver ligado, eles ligam na hora. Se estiver lacrado na caixa, eles abrem e montam. Existe uma sala de tecladistas com vários modelos à disposição e todos podem ser testados pelo tempo que for necessário.
      E tem mais, após uma breve demonstração, os vendedores te deixam a sós com o instrumento. Se vc não levar fone eles disponibilizam. Se não quiser fone, tem um sistema JBL na sala. Se achar que o som é pouco, vai pra fora da sala e liga num sistema Boose e loja inteira escuta você tocando.

      Esse atendimento é muito diferente do resto do Brasil? Não sei. Se for, sorte a nossa que estamos aqui perto. E é por isso que compramos tudo lá.

      O grande problema do brasileiro é achar que o Brasil é uma merda. Em alguns casos, é mesmo. Porém existem muitas situações onde que "manda" é consumidor. Só não descobrimos isso ainda. Foi mal atendido? Vai pra outro lugar. Ninguém é obrigado a se sujeitar a comprar um instrumento de R$ xx.xxx.xx sem testar até ter certeza de que é o que quer ou precisa.

      Grande abraço a todos.
      Cassiano

      dgsoul
      Veterano
      # dez/10
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      Isso me lembra uma certa vez que eu fui na PlayTech (Sta. Ifg) procurando por um SV1-73, estava falando com o vendedor (que realmente era inexperiente no assunto, viu que o SV1 não estava lá e queria me empurrar um S900 alegando ser "um excelente teclado também"). Estava tentando dizer a ele que eu preferia pelos Pianos Digitais e que gostaria de ver então o RD700GX que já estava em uma estante quando derrepente chegou um outro cara da loja (não sei se era o gerente mas era bem arrogante) e disse: "Tem consumidor esperando, deixa que eu resolvo este aki".

      Tipo: Se eu não sou consumidor eu sou o que!?

      Expliquei a mesma coisa pra ele e pedi pra testar o RD700GX, o Cara falou que, devido a algmas reclamações de alguns clientes alegando que recebem o intrumento com arranhões nas teclas e marcas de dedo (WTF!?), eles só podiam permitir que alguém teste os teclados se forem levar no mesmo dia. Só fiz um questionamento pra ele "E como é que eu vou saber se vou comprar o teclado ou não se eu não testá-lo antes!? Eu poderia muito bem virar pra você e falar que vou comprar um teclado hoje, testar todos aqui da loja, não gostar de nenhum e simplesmente virar as costas e ir embora".

      expedifer
      Veterano
      # dez/10
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      dgsoul

      Pois é cara, foi o que eu disse: em SP só querem clientes que comprem na hora, muitas vezes sem testar (acham que a marca/modelo já diz tudo).

      A culpa em parte é a alta clientela (numa loja aqui vendem 10 SV1 por dia, por loja, contra talvez, 1 por mes nas lojas do interior).

      Numa dessa vão deixar vc testar se tem outros 10 clientes atrás de vc já querendo levar? Só no interior ainda existe aquelka "poesia" de entrar, testar, ouvir, tomar cafe, conversar com o vendedor, contar piadas, etc. SP é frieza: mostre o cartão de credito e "talvez" te deixem ver o que tem entro da "caixa" antes de vc passar no "caixa".

      Lord fafe
      Veterano
      # dez/10
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      Eu na verdade não preciso de muito tempo pra testar um teclado na loja, por que antecipadamente faço pesquisas aqui no fórum, no youtube, no site do fabricante, muitas vezes até com amigos que já possuem o teclado em mente, na loja é só pra testar as teclas, e pra mim sempre funcionou desse jeito, não dá pra testar um teclado só por 5 min, precisa de muito mais tempo.

      marcusVinicius
      Veterano
      # dez/10
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      expedifer - concordo completamente com isso:
      Numa dessa vão deixar vc testar se tem outros 10 clientes atrás de vc já querendo levar? Só no interior ainda existe aquelka "poesia" de entrar, testar, ouvir, tomar cafe, conversar com o vendedor, contar piadas, etc. SP é frieza: mostre o cartão de credito e "talvez" te deixem ver o que tem entro da "caixa" antes de vc passar no "caixa".

      Por aqui (Poa) não chegamos neste nível, consigo ainda chegar na loja e testar numa buena, mas São Paulo é um mundo todo numa mesma cidade.

      Artref - fui testar dois teclados nesta semana pré-Natal e usei os ensinamentos este tópico... resultado: alteração total no aproveitamento do tempo de testes. Muito melhor - valeu carinha.

      Artref
      Veterano
      # dez/10
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      marcusVinicius, que bom cara! Fico feliz! Quando comprar o que testou, vem fazer review pra gente! hehe.

      MAB Keyboard
      Veterano
      # dez/10
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      Esta semana estive em uma loja de equipamentos eletrônicos que também vendem instrumentos musicais, mas não é sua especialidade. O interessante é que lá entre alguns PSR's tinha por incrível que pareça um PC3X. Até eu não estava acreditando no que estava vendo naquela loja que não tem tradição no ramo.

      Como ainda não havia tido contato com o PC3X e também por que estava cogitando adquirir um PC3, logo perguntei ao vendedor se ele poderia ligá-lo para eu poder testar. No entanto acreditem, o vendedor disse que não poderia ligar, pois o gerente reclamaria com ele, e ainda acrescentou que pelo potencial do PC3X não precisaria nem testá-lo. Dá para acreditar?

      Amadorismo ao extremo!!! O mais interessante é que os vendedores conseguem ser ainda mais amadores que a loja. Mas como não me dou por vencido facilmente, procurei o gerente e lhe disse que gostaria de testar o teclado. Ele autorizou e finalmente eu pude testar o PC3X. rsrsrs

      Por outro lado gostaria de aplaudir as equipes de vendedores, bem como a política de venda das duas principais lojas de instrumentos musicais de Recife, a Milsons e a Band Music que sempre me receberam com dignidade e nunca mediram esforços para melhor me atender.

      DuduXP
      Veterano
      # dez/10
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      MAB Keyboard
      Mas fala pra mim o mais importante, o que voce achou do PC3? To querendo comprar um.

      Mr Madruga
      Veterano
      # dez/10
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      Sempre quis testar dois teclados ao mesmo tempo, mas tenho medo daqueles vendedores... rsrsrs

      marcusVinicius
      Veterano
      # dez/10
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      Artref - testei o m50 e o TX-5. Do TX-5 não tem muito o que acrescentar aos trocentos reviews e comentários que já existem por aqui. Eu já conhecia o esquema dele bem, já tinha fuçado e testado muito ele na loja - foi só um último testezinho, aquele pra fechar o negócio. Ele é bom pra caramba.

      Foi no teste do m50 que este tópico ajudou mesmo. A primeira vez que coloquei a mão no m50, não consegui entender ele, não consegui ficar confortável com o teclado, ou seja, fazer com que ele fizesse o que eu queria - agora quero um piano... agora um synth... - e não estava entendendo porque tanta gente daqui gosta dele.

      Depois de eu testar ele conhecendo melhor o (digamos) modus operandi do bicho, entendi porque ele é tão bem recebido aqui no FCC-T bem como entendi que ele não é o que eu quero - este esquema de workstation não é comigo... quero timbres... hahaha.

      MAB Keyboard
      Veterano
      # dez/10
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      DuduXP

      Cara duas foram às coisas que mais me chamaram a atenção no PC3X, o visual robusto e sério típico da Kurzweil, e os pianos acústicos, principalmente o primeiro da lista. Realmente apaixona qualquer um, tem aquele peso, beleza e realismo inconfundível. No entanto a paixão ficou por ai.

      Falando de sonoridade, pra mim o Motif ainda é o teclado que tem o maior número de sons que mais consegue apaixonar.

      DuduXP
      Veterano
      # dez/10
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      MAB Keyboard
      Eu perguntei pois queria outras opiniões mesmo, pois quando voce quer muito uma coisa, tende a não ver seus defeitos, e os pianos elétricos, eu gosto muito dos da Kurzweil, o que voce achou? Os Strings do PC3 também achei muito bons, apesar de nessa parte eu achar que todas as marcas estão mais ou menos no mesmo nivel, e o KB3? O VA1? Testou?

      MAB Keyboard
      Veterano
      # dez/10 · Editado por: MAB Keyboard
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      DuduXP

      Como te falei anteriormente, o PC3 tem sons muito bons, isso é indiscutível, mas na média geral os do Motif se saem melhor.

      Num comparativo rápido...

      - Quanto aos pianos acústicos, vai do seu gosto, pois todos os dois são excelentes;
      - Nos EP's o Motif se sobressai, pois tem mais opções, principalmente os DX;
      - Os Strings são equivalentes;
      - Para os órgãos, teria que dedicar mais tempo ao KB3 para poder ser justo na comparação, mas os do Motif já estão prontinhos e já são muito bons. Se a intensão é emular o Hammond como num órgão de verdade, aconselho partir para um Nord Electro 3 e se a grana não der, vai de Tokai TX-5 mesmo que ambos se saem melhor;
      - já no VA1, não me dediquei muito a este modo, pois não são os sons de meu maior interesse, mas não o vejo como coisa de outro mundo.

      Aconselho arrumar um jeito de testá-lo, pois só assim você poderá formar melhor sua opinião. Eu mesmo passei a vê-lo diferente após testá-lo, a partir de então vi que não é a melhor para mim, mas confesso que se pudesse teria levado ele para casa. rsrsrs

      geracaoanos2000
      Veterano
      # dez/10
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      É interessante mesmo as dicas, tenso, é que em algumas lojas, os caras ficam em cima, vigiando pra ver se a gente não vai estragar o produto ou roubar! a'shuashuhusauhs, minha ultima compra foi tensa, testei com o vendendor da loja na minha frente, eu disse que queria uns 10min pra testar, e ele acompanhou 10min de teste, com a loja LOTADA! Mas valeu pelo tópico!

      RANTZI KEIS
      Membro
      # set/13
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      rressusitando boas dicas

      ckavernoso
      Membro
      # set/13
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      Pessoal, isso em BH é piada.
      Aqui, se os vendedores perceberem que o cliente quer só conhecer instrumento, dão as costas e partem para outro possível cliente.

      gu31
      Veterano
      # jul/15
      · votar


      Boa noite!
      alguém por favoer me ajude!!
      estou para fechar negocio com um cara que quer vender um yamaha motif xs7, porem ele está vendendo um pouco abaixo do preço de mercado.
      como faço para verificar se há algum defeito não aparente???....
      pra ser mais especifico; o que verificar nele para ver se há algum defeito que nao seja as "teclas"???

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