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      Alguém conhece esse Di Giorgio?

      Autor Mensagem
      droidd
      Veterano
      # jan/05


      Olá, pessoal!

      Minha irmã comprou um Di Giorgio "Classic Guitar - Bel Som nº 36" de 1975! Alguém, por acaso, já viu um desses? É bom? Apesar de um pouco castigado, é muito bonito e tem uns desenhos de flores atrás. O som me parece bom, mas não entendo muito. Qual o significado do nº 36? Ah, parece que, originalmente, o encordoamento era de aço. Atualmente é de nylon. Ela deve mantê-lo assim?

      rodrigo monteiro
      Veterano
      # jan/05
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      Rapaz, não conheço, pelo menos sem vê-lo. Mas tenho um DiGiorgio, série estudante, que já é bom à beça. Acho que foi um bom negócio sim.

      Eu imagino que o violão esteja meio castigado, mas 1975! Nossa, deve ser muito legal. Como se fosse um daqueles carros clássicos. Se o violão da sua irmã falasse, imagina quantas coisas ele ia dizer...puxa, é mais velho que eu!

      O significado do nº36 deve ser, provavelmente, alguma identificação para o específico modelo. Por exemplo: tenho um Homfa 208NL. "Hofma" é a marca, "208" é o modelo (folk, acústico...) e "NL" é o acabamento, a cor, significando "natural". Não esquente muito com isso não. Se o som é bom, vá em frente. Qualquer coisa, vá no site da DiGiorgio e manda um e-mail pra eles perguntando...vão saber melhor que eu...

      Droidd, os grande problema da corda de aço é que machucam muito mais os dedos e o próprio violão, além de arrebentarem com muita mais facilidade que as de nylon. Veja com sua irmã, o que ela prefere. Seria bom se ela pudesse experimentar um violão de aço pra decidir, talvez indo numa loja.

      Cara, fica meio difícil dar conselhos sem conhecer o violão, sem ter uma foto. Se for possível, seria legal ver essa "relíquia"... mas diga isso à sua irmã: é melhor não se precipitar. Fique com as cordas de nylon por enquanto, divirta-se, e vá pesquisando e perguntando. Eu sei que esse fórum émuito bom e útil, mas nada melhor que uma avaliação pessoalmente.

      droidd
      Veterano
      # jan/05
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      Valeu mais uma vez, Rodrigo. Olha só, encontrei um parecido no mercado livre, só que 1976. O dela é muito mais bonito. O tampo tem uma cor laranja escuro e, como disse, atrás tem um desenho que parece ser entalhado na própria madeira, com flores nas pontas (o que acaba dando um toque feminino). Pelo acabamento e por ser um ano mais velho que o que tá no mercado livre, acho que vale mais. Dá só uma olhada no 1976: http://www.mercadolivre.com.br/jm/item?site=MLB&id=24827977

      rodrigo monteiro
      Veterano
      # jan/05
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      Engraçado, parece até com o meu DiGiorgio de estudante...garanto que eu seu (...da sua irmã) deve ser mais bonito.

      Acho que as cordas de nylon podem ficar mesmo. O que faz mal é botar cordas de aço num violão próprio de nylon. Também, pela idade do violão, acho que o nylon seria melhor até para conservar e machucar menos o violão.

      Tentou o site da DiGiorgio?

      Heitor VL
      Veterano
      # jan/05
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      droidd
      Qual o significado do nº 36?

      A hierarquia basica de modelos da Di Giorgio não mudou muito com o tempo. De baixo para cima

      Signorina (nº 16), Estudante (nº 16), Clássico/Espanhol (nº 28), Autor 3, Tárrega, Master

      O seu se encaixava abaixo do Autor 3. Tem este site italiano que compra e vende Di Giorgios de coleção. Uma moda que parece não pegou no Brasil?

      http://xoomer.virgilio.it/bossanova/Chitarre_Di_Giorgio.htm

      O problema dos colecionadores é que eles querem intrumentos com todos os componentes originais. Quem quer tocar vai querer substituir os trastes, rastilho etc. Leve para um luthier para ver o que deve ser feito. Com cuidado. O que muitos "restauradores" gostam de fazer é lixar e cobrir tudo com muito poliuretano. Fica aquele jacarandá bonito como o da mesa da vovó.

      Todos os DiGiorgios da época eram para cordas de nylon mas, como seu prova, não se destruiam quando algum infeliz tascava aço neles.

      Sversut
      Veterano
      # jan/05
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      36 é o modelo clássico, acima do 28. Se caracteriza por ter o braço bem largo. /vem abaixo do Author 3. Tem em qualquer loja de instrumento.
      Sversut

      Heitor VL
      Veterano
      # jan/05
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      Sversut
      36 é o modelo clássico
      Quase. Os atuais são Signorina (nº 16), Estudante (nº 18), Clássico/Espanhol (nº 38), Autor 3 ...

      O Clássico de outras eras realmente era o nº 28. Agora, o que mudou mesmo foram as madeiras e o acabamento. Os dos anos 60 e 70 tinham tampo maciço, fundo e laterais de jacarandá da Bahia.

      Vocês viram a lista de preços do site italiano?

      droidd
      Veterano
      # jan/05
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      Bem, então posso considerar que é um bom violão, não?

      Heitor VL
      Veterano
      # jan/05
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      droidd

      posso considerar que é um bom violão, não?
      Se não sofreu nenhum dano estrutural pelos anos, com certeza. Me irmão tem um Espanhol (nº 28) dos anos 60. É um modelo mais modesto que o seu sem os detalhes de acabamento: os filetes nas laterais e a flor de lis entalhada. É um instrumento bem melhor que os Di Giorgios equivalentes de hoje. E vale € 450 na Itália!!!

      droidd
      Veterano
      # jan/05
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      É, ele já está um pouco castigado, pois o cavalete soltou uma vez e foi re-colado (com muita cola, por sinal). Além disso, a pestana já não é mais a original. Um professor que minha irmã contratou trocou-a por outra de um material, aparentemente, plástico (o original estava quebrado e era de um material bem duro parecido com marfim). Só que a pestana nova, a meu ver, tem as ranhuras muito grandes (são roliças, como se fossem feitas por uma pequena broca); as originais eram apenas umas pequenas marcas, por onde as cordas passavam. Do mesmo modo, o rastilho também está danificado. Só que, aí, o serviço foi péssimo - medíocre mesmo: para restaurar a parte que estava quebrada, ele colocou um pedacinho de madeira parecido com um palito de fósforo e, depois, prendeu todo o rastilho com um pedaço de durex! Achei um absurdo! Ah, as tarrachas também foram trocadas.
      Apesar disso tudo, ainda acho o som desse violão muito bom. Melhor do que muitos que já vi por aí. Se bem que eu tô muito longe de entender do assunto.

      Heitor VL
      Veterano
      # jan/05
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      droidd
      cavalete soltou ... a pestana já não é mais a original ... o rastilho também está danificado ... as tarrachas também foram trocadas

      Acho que está na hora de levá-lo para um hospital de violão. Pede um orçamento para um luthier.

      droidd
      Veterano
      # jan/05
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      É... :-(

      WILDERSON
      Membro Novato
      # 13/fev/18 22:42
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      OLA PESSOAL
      OS DI GIORGIO DESSA EPOCA ERAM
      SIGNORINA NR 16
      ESTUDANTE NR 18
      CLASSICO NR 28
      AMAZONIA NR 30
      BELSON NR 36
      AUTOR
      O VIOLÃO SIGNORINA 16, ERA DESTINADO MAIS A CRIANÇAS E MULHERES TENDO EM VISTA SEU TAMANHO
      O ESTUDANTE NR 18, ERA CARATCTERIZADO PELA SUA LEVEZA E MACIEZ AO TOCAR
      O CLASSICO NR 28, ERA UM INTERMEDIARIO
      O AMAZONIA NR 30, JÁ PARTIA PARA UM SOM DE MUITO BOA QUALIDADE
      O BELSON NR 36, TINHA UM SOM BASTANTE ABERTO E MUITO ALTO. ERA UM DOS MELHORES
      O AUTOR, ERA UM EXCELENTE VIOLÃO CLÁSSICO TIPO CONCERTISTA
      MAS ENFIM, TODOS ERAM EXCELENTES INSTRUMENTOS
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd
      droidd

      MonteiroJr
      Membro Novato
      # 07/mar/18 15:15
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      Aproveitando o tópico.

      Tenho um Di Giorgio, Estudante nº 18, fabricado em 1974 que meu avô passou para o meu pai, e do meu pai passou para mim.

      Aprendi a tocar neste violão com meus 9 anos e não fazia ideia da relíquia que tinha em mãos.

      Alguém sabe me dizer se a composição (madeira do corpo, do braço, trastes) foi alterada ao longo do tempo? Ou é a mesma dos atuais "Estudante 18"?

      rodrigo monteiro
      Veterano
      # 08/mar/18 01:48
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      MonteiroJr (parentesco? kkk),

      com certeza não é. Já havia perguntado isso na Di Giorgio um tempo atrás, e me disseram que eles alteram as madeiras que eles usam ao longo dos anos. Na verdade todas as fábricas, a Rozini me disse a mesma coisa.

      E outra, o seu Di Giorgio, de 1974, foi fabricado aqui no Brasil. Hoje em dia eles levaram a produção para a China. Se não me engano, nem o entalhe do headstock existe mais nos modelos atuais.

      Agora, melhor mesmo, é entrar em contato com eles. Demoram, mas respondem.

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