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      Guitarra mais cara do mundo.

      Autor Mensagem
      Ismah
      Veterano
      # 14/jul/17 14:10
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      fernando tecladista

      Agregar valor a algo assim é difícil, pois não se sabe onde se quer chegar. Tome um instrumento mais antigo de exemplo: piano. São páginas de discussão para concluir que depende de quem toca, depende de cordas, afinação, sala, e gosto...

      renatocaster

      Depende. Não sei se rola fazer débito internacional.
      Agora, se tiver a oportunidade de tocar num Dumble, não deixa passar! O som é lindo!

      Infelizmente foi vendido, mas segue o link...

      https://reverb.com/item/3551755-1978-dumble-dumbleland-special

      NeoRamza
      Veterano
      # 14/jul/17 14:24
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      Ismah
      Agora, se tiver a oportunidade de tocar num Dumble, não deixa passar! O som é lindo!

      Imagino que se tratando de amplificadores não existe segredos de construção como acontece com guitarras, concorda? Ou seja, um réplica de um amp desses soaria praticamente igual, não?

      JulianoF.
      Membro Novato
      # 14/jul/17 14:28 · Editado por: JulianoF.
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      NeoRamza
      Tenho a impressão que amps são mais complexos que guitarras nesse sentido, pois até a idade de um componente ou as condições que ele foi acomodado antes do uso, podem causar alterações na capacitância, resistência, etc e consequemente no som.

      Além do que, existe a lenda, que o Alexander Dumble personalizava cada amp para o comprador. Ou seja, o Overdrive Special do Robben Ford é diferente do Overdrive Special do Larry Carlton, e por ai vai.

      NeoRamza
      Veterano
      # 14/jul/17 14:43 · Editado por: NeoRamza
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      JulianoF.
      Mas por mais que existam personalizações, é só abrir o amp e olhar a construção. Dificilmente vai haver algum segredo que não se perceba só de olhar. Há não ser que houve também customização individual de componentes, como por exemplo algo fora do normal dentro de um capacitor.

      Mas enfim, penso que algo que é 100% artificial como um amp pode ser replicado com certa facilidade. Diferente de uma guitarra, a qual a maior parte dela é feita de partes de seres vivos (leia-se árvores) e portanto nunca podendo haver duas idênticas.

      Ouso dizer até que replicar um amp é mais fácil do que replicar captadores. Já que induzi exatamente o mesmo campo magnético no ímã é provavelmente bem complicado.

      Luiz_RibeiroSP
      Veterano
      # 14/jul/17 14:47
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      Por falar de historia agregar valor ->
      http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-888479747-guitarra-phelpa-apach e-roberto-carlos-rc3-rc7-_JM#redirectedFromParent

      Eu confesso que rachei quando vi, huahuahua.

      Ismah
      Veterano
      # 14/jul/17 15:07
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      NeoRamza

      Vamos admitir que a variação por fatores externos seja de 20% do valor do componente (não creio).

      Num filtro RC, formado por um resistor de 500k e um capacitor de 220pF.
      A variação viável:

      do resistor é de 400k a 600k
      do resistor é de 176p a 264p

      Sintonias possíveis

      400k com 176p = 2260.7236234644 Hz
      400k com 264p = 1507.1490823096 Hz
      600k com 176p = 1507.1490823096 Hz
      600k com 264p = 1004.7660548731 Hz

      De 1k a 2k260 é praticamente uma oitava e um quarto, ou seja um intervalo de 10ª (C1 até E2)...

      Mas note que estamos falando em uma atenuação de 3dB no volume, praticamente nada! Não é muita coisa, mesmo num exemplo extremo. Mas claro, é nesses grãozinhos que o amp vai tomando forma e tendo seu timbre.

      Uma cópia atende? Claro que sim, se não atendesse não estariam a venda! Agora se vendem porque o comprador é tolo para acreditar que soa igual, ou se realmente soa igual, o papo é bem outro.

      De todo modo, o que vale lembrar que eu citei tocar em um... mas tem a cópia... Sim, tem a cópia... E tem o simulador também...
      Como disse um dia o Lisciel, travesti parece mulher, se veste como mulher, age como mulher, se considera mulher (creio eu), mas não é...

      Quero dizer, não é questão de superioridade, mas tem um tchan a mais em uma obra original, que jamais a cópia vai ter. Não é necessariamente objetivo.

      Por exemplo, eu tenho um Giannini Duovox 100B, uma cópia/derivação do Fender Bassman 100. Pô acho maior barato meu amp, adoro ele e to quase vendendo porque to com medo de perder ele por falta de uso...
      Nas minhas andanças, num free lance destes dias, apareceu um Bassman 50 de época, curiosamente também ligado a uma 2x12"... Tive certeza do que eu achava: os dois soam muito parecidos.

      Mas cara... Eu tava com o amp original Fender, com mais de 40 anos, que na época já era desejado (se não não teria-se copiado ele)... O mesmo amp que uma pá de gente usou, e com ele conseguiu entrar para, ou talvez até mudar a, história de um montão de gente...
      Eu gosto de tralha velha, porque fico pensando quanta gente pirou com aquilo... Aquele sentimento que eu to sentindo (bom ou ruim), alguém já sentiu com esse mesmo instrumento a N anos atrás...

      Apesar d'eu ser bastante técnico e objetivo geralmente, existem sensações subjetivas que não tem preço, bicho! :)

      MMI
      Veterano
      # 14/jul/17 15:49 · Editado por: MMI
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      JJJ

      acho que ele se refere a instrumento de linha de "fábrica".

      Por isso eu falei do Benedetto. Instrumento de linha, de uma fábrica, não se encaixa em instrumento de luthier. O Bob Benedetto está aposentado, muito eventualmente bota a mão em alguma coisa e daí o preço dispara, este mês ele fez uma. As guitarras de 30-40 mil dólares são de fábrica, de linha, sem valor histórico. Mesma coisa que a D`Angelico, feita por um pessoal de NY (conheço um cara envolvido).

      Só não sei se dá pra considerar "master builder" como "linha"... aí fica um limite meio nebuloso. "Custom Shop" também não sei se entra na história. O que você acha dessa Gibson Custom Super 400? Instrumentão? Ou entra na categoria "violãozinho vagabundo" dos seus amigos abastados??? hehehe

      A linha masterbuilder da Fender eu chamaria em grande parte de "linha" a não ser um ou outro que jamais poderia colocar no mesmo saco. É algo de limite nebuloso, umas pontas são claras, já que umas masterbuilt são guitarrinhas as vezes com carinha de velha, mas absolutamente nada demais.

      Para ser sincero, nunca vi uma Gibson Custom Shop nova que fosse de chorar. Não que fossem ruins, longe disso. Mas já toquei em várias L5 e L7 (digo até que passaram por caras famosos ou que saíram das mãos do Ren Ferguson), por exemplo, que qualquer um modelo Benedetto equivalente faria passar vergonha - nunca vi ao menos chegar perto. Confesso que de Super 400 só vi antiga, nunca toquei numa nova, mas para dizer a verdade, nem tenho curiosidade. É aquela história, é bom para quem quer o "Gibson" no headstock, quem quer valorização, mas para quem procura som, pode falar com o João Cassias daqui de Sampa que ele supera em muito por muito menos.

      Edit: vou justificar isso de forma muito banal. O João Cassias ficou 2 anos e meio pensando diariamente em soluções e possibilidades para o meu projeto. Longe de ser a guitarra mais cara do mundo... É impossível um masterbuilder tomar este tempo e estudos numa grande fábrica, mesmo se fosse ocupar metade deste tempo teria que cobrar talvez 100 vezes mais. Mesmo assim, impossível ter o mesmo cuidado.

      JJJ
      Veterano
      # 14/jul/17 16:09 · Editado por: JJJ
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      MMI

      Eu entendo e concordo. Nada como uma guitarra construída "na ponta do lápis"...

      Mas você não acha que a Gibson coloca muito mais "cuidado" na fabricação de uma guitarra de quase 16 mil trumpetas (essa Super 400) do que numa lespa standard? Se não o faz, deveria!!! rs

      Agora, cá entre nós, essa pine cone que tu colocou aí é brega, hein? kkkkk

      Essa parada de "enriquecer" uma coisa qualquer colocando ouro e pedras preciosas eu acho de uma breguice sem tamanho... mas... é só minha opinião.

      Ismah
      Veterano
      # 14/jul/17 16:34
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      Jojo, mas e lá tem mais o que fazer a não ser pintar, polir e encerar uma guitarra?

      MMI
      Veterano
      # 14/jul/17 16:37 · Editado por: MMI
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      JJJ

      Mas você não acha que a Gibson coloca muito mais "cuidado" na fabricação de uma guitarra de quase 16 mil trumpetas (essa Super 400) do que numa lespa standard?

      Mas tem muito mais cuidado mesmo! Ate porque na época do Ren Ferguson, ele pessoalmente gerenciava os projetos das archtops sólidas da Gibson, se não fazia alguma parte. Mas é uma fábrica grande, não podem parar uns meses em cima de uma guitarra, tem que produzir e girar. Por isso que mesmo as LP da Custom Shop não chegam no som das melhores, não dá. Mas tem Gibson no headstock...

      Agora, cá entre nós, essa pine cone que tu colocou aí é brega, hein? kkkkk

      Eu acho legal como trabalho. Mas como instrumento não, vc tem sua razão. Mas não era isso que estava discutindo, apenas acho impossível classificar essa guitarra como "de linha".

      Ismah
      Veterano
      # 14/jul/17 16:40
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      Falando em guitarras caras...

      http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-705396642-guitarra-dolphin-sem- uso-assinada-pela-banda-deep-purple-_JM

      Se ainda fosse ao menos um B3, com assinatura do Lord, eu pensava rs

      Buja
      Veterano
      # 14/jul/17 17:11
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      Ismah
      Dolphin? E eu achie que ja tinha visto de tudo

      renatocaster
      Moderador
      # 14/jul/17 20:04
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      Ismah

      Infelizmente foi vendido...

      Droga!

      makumbator
      Veterano
      # 14/jul/17 20:15
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      Ismah
      Se ainda fosse ao menos um B3, com assinatura do Lord, eu pensava rs

      Mas aí o valor não é do instrumento propriamente dito, e sim dos autógrafos feitos nele. Engraçada é a pergunta zoeira do camarada no anúncio querendo saber se as assinaturas tem firma reconhecida em cartório! Hahahha!

      JJJ
      Veterano
      # 14/jul/17 20:27 · Editado por: JJJ
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      Ismah

      Olha... O capricho na coisa não tem limite, não. Nesse ponto sou obrigado a concordar com o MMI... Mesmo eu aqui, com minhas inúmeras limitações técnicas, sou capaz de achar furos em guitarras boas. Você pode ser o quão micrométrico quiser, em termos de acabamento, alinhamento, regulagem, soldagem, etc. O problema é o custo disso...

      É aquela história: pra melhorar uma guitarra de 300 temerosos é mole e barato. Mas, vai melhorar uma de 10 mil trumpetas sem ter que vender um rim e uma parte do fígado...

      MMI

      Tá certo.

      NeoRamza
      Veterano
      # 14/jul/17 21:07
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      makumbator
      Engraçada é a pergunta zoeira do camarada no anúncio querendo saber se as assinaturas tem firma reconhecida em cartório! Hahahha!

      Melhor ainda é do outro que falou "Vende só a guitarra por R$ 300,00? Não preciso do escudo com as assinaturas. Obrigado! "

      Paul.Gilbert
      Veterano
      # 15/jul/17 09:37
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      Luiz_RibeiroSP

      Pelpha?

      Eu tenho Uma dessas na Oficina! está sem os caps...

      Será que eu consigo uns 7k? A minha não é assinada.

      Tenho uma insbruck e uma tonante também, não sabia o valor delas, se alguém quiser, estão a venda em um pacote especial por valor reduzido ou troco as 3 por uma Music Man JP6...

      Luiz_RibeiroSP
      Veterano
      # 15/jul/17 14:07 · Editado por: Luiz_RibeiroSP
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      Paul.Gilbert

      É véi, acho difícil aguem pagar 7 mil numa guitarra desta, mesmo se for do Roberto Carlos. Tambem acho difícil alguém trocar uma Music Man por uma tonante.
      só acho.

      edit: esse anuncio da phelpa foi motivo de piada em outro tópico. postei só de zueira.

      Fugitivo
      Veterano
      # 16/jul/17 10:33
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      Por falar em guitarra cara. . .

      https://www.andertons.co.uk/p/662BV5000/solid-body-electric-guitars/mu sic-man-john-petrucci-jp16-black-lava

      Alguém poderia me explicar por que uma guitarra de basswood pode custar tão caro. Ta certo que é signature do john petrucci, mas achei o preço exagerado.

      renatocaster
      Moderador
      # 16/jul/17 13:49
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      Fugitivo

      Alguém poderia me explicar por que uma guitarra de basswood pode custar tão caro. Ta certo que é signature do john petrucci, mas achei o preço exagerado.

      A resposta já está na sua pergunta. "Music Man" signature "John Petrucci". Valor agregado da marca + valor agregado nome do artista = instrumento caro.

      By the way, achei essa outra aqui linda:

      https://www.andertons.co.uk/p/661CF1000/solid-body-electric-guitars/mu sic-man-john-petrucci-jp15-teal-roasted-flame-maple-neck

      MMI
      Veterano
      # 16/jul/17 14:22
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      JJJ

      O capricho na coisa não tem limite, não. Nesse ponto sou obrigado a concordar com o MMI... Mesmo eu aqui, com minhas inúmeras limitações técnicas, sou capaz de achar furos em guitarras boas. Você pode ser o quão micrométrico quiser, em termos de acabamento, alinhamento, regulagem, soldagem, etc. O problema é o custo disso...

      Este é o ponto. Certa vez eu estava na oficina de um velho e experiente luthier e conversávamos sobre isto. Os olhos dele, obviamente, muito mais rápido e fácil de detectar tais falhas. Eis que ele abriu ali um baixo Fodera para me mostrar, com o desafio: ache falha. Ele não achou e citou que certas marcas, Benedetto por exemplo, são difíceis de apontar. Porém, certos caras são tão meticulosos e obcecados que já me mostraram na minha detalhes que podiam ser melhores, mas que não chega a ser falha. Por isso que é comum encontrar instrumentos de luthiers que o preço inicial é de 2 vezes uma Gibson (no mínimo) - trabalho melhor, madeiras melhores, acabamento melhor e por fim, som melhor.

      É aquela história: pra melhorar uma guitarra de 300 temerosos é mole e barato. Mas, vai melhorar uma de 10 mil trumpetas sem ter que vender um rim e uma parte do fígado...

      Esse é um desafio interessante de fazer, principalmente ao lado de um luthier acostumado a este nível de trabalho e instrumentos.

      Por outro lado, se você pega uma guitarra de 10 mil trumpetas ou mais do tipo uma Fender pré-CBS, por exemplo... A coisa mais fácil é apontar detalhes de construção! Só que se mexer nisso ela desvaloriza esses 10 mil, kkkkk.

      Prick
      Membro Novato
      # 16/jul/17 14:54 · Editado por: Prick
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      Pois é, quando boa parte das pessoas começa achar um determinado instrumento muito caro, fica claro que o custo benefício está sendo questionado.

      Um instrumento pode ser caro por ter uma qualidade excepcional ou por aspectos históricos, ou até pelos dois fatores, quando o aspecto histórico e a qualidade estão reunidos num mesmo instrumento, vc tem a receita para algo ser muito caro, e também ser um ótimo investimento. Vc vai gastar uma grana para comprar, mas terá uma valorização do seu patrimônio.

      Já se o instrumento for caro pela qualidade construtiva, certamente, vc vai perder parte de seu investimento. Mesmo sendo um instrumento excepcional, o uso dele vai fazer ele perder valor na maior parte das vezes.

      Aí temos escolhas a fazer, mesmo assim, eu faria a escolha por algo caro, com relativo valor histórico e com uma boa qualidade. Dá para pinçar no mercado mundial várias guitarras que vão se valorizar muito com o tempo. E vc ainda pode tocar ela, mas tomando cuidado.

      Olha só o preço que uma Jaguar pré-CBS já anda alcançando http://www.normansrareguitars.com/product.php?productid=5945&cat=232&p age=1, dá para comprar algumas dessa época ainda por uns 4 mil dólares. Hehehe

      JJJ
      Veterano
      # 16/jul/17 16:54 · Editado por: JJJ
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      MMI
      Por outro lado, se você pega uma guitarra de 10 mil trumpetas ou mais do tipo uma Fender pré-CBS, por exemplo... A coisa mais fácil é apontar detalhes de construção! Só que se mexer nisso ela desvaloriza esses 10 mil, kkkkk.

      Sim, mas aí é o tal "valor histórico"... Eu removi esse tipo de guitarra da minha "lógica" porque deixaram de ser simplesmente guitarras, como eu disse antes.

      ***

      Deixa eu te fazer uma pergunta, só por curiosidade mesmo, já que você entende dos paranauês: rola muita falsificação, nessa mercado de guitarras históricas? Conheces alguma historinha boa pra contar? rs

      MMI
      Veterano
      # 16/jul/17 19:04 · Editado por: MMI
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      JJJ

      Deixa eu te fazer uma pergunta, só por curiosidade mesmo, já que você entende dos paranauês: rola muita falsificação, nessa mercado de guitarras históricas? Conheces alguma historinha boa pra contar? rs

      Gente safada e sem vergonha sempre vai aparecer em tudo que é canto.

      Não me refiro aos grandes, que tem um nome a zelar, mas muito "colecionador" ou caras que tem uma coisa ou outra prefere e de fato, é melhor ficar anônimo. Não só isso, quase todas lojas de usados prefere se manter distante deste ramo. Muitas vezes se torna necessário neste ramo alguma comprovação, algum especialista "atestando" o instrumento. Podemos citar o Norman, Gruhn, Vic DaPra... A Gibson tem o Walter Carter que atesta e comenta sobre instrumentos históricos, para quem procura a empresa, este vem com o papel timbrado da Gibson (ele é historiador da empresa) autor de vários livros, , mas também é dono de loja de instrumento vintage em Nashville como Gruhn. Tem gente aqui no Brasil que chega a trabalhar com isso também, atestando autenticidade.

      Entenda, são guitarras que a troca de um pot desvaloriza enormemente o instrumento. Até um parafuso de escudo de uma Fender já vi queixas, mola do tremolo, ponto de solda... Você como dono de guitarras sabe que acontecem acidentes e problemas, é difícil manter uma guitarra totalmente intocada (sem mexer ou trocar algo) especialmente se a gente considerar que o prazo é 50 anos. A parte boa é que alguns componentes como os pois duram mais, é mais fácil de fazer manutenção, dá para recuperar. Mas não deixa de ser um convite para trambiques, chamar de original algo que não é exatamente original. Isso não é tão raro.

      Em todo caso, os lojistas comuns evitam comercializar sem absoluta certeza da procedência. Aqui em Sampa mesmo já apareceu guitarra vintage strato com corpo de Tagima há uns anos.

      boblau
      Veterano
      # 16/jul/17 21:49
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      JJJ

      Uma das melhores histórias é da Gibson do Frampton. Chega a ser inacreditável.

      Ismah
      Veterano
      # 16/jul/17 22:07
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      makumbator

      Sim, sei disso... Os autógrafos são viáveis, por bem menos que essa bagatela aí... Mas claro, não é a guitarra e sim o contexto todo...

      Nem sei quem fui eu que andei perguntando por lá rsrs

      JJJ

      Não entendi bem o que quis dizer-me. Mas na prática, estética importa pra poucos, em maioria não músicos. Quem vive do instrumento, tá cagando pra isso geralmente. Eu conheço e trabalhei já com dois caras que tem só instrumentos caríssimos, e a uns bons anos... Só falta cagar e mijar em cima...

      Eu não sou o que mais curte brilho... To namorando uma tele a algum tempo, e queria algo bem podre já...

      Paul.Gilbert
      Veterano
      # 17/jul/17 03:23
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      Ismah

      Eu decidi esperar o próximo show do Roberto Carlos e conseguir umas assinaturas antes de vender essas 3 relíquias aqui.

      Prick
      Eu acho engraçado quando as pessoas atribuem valor a história e a marca de instrumentos. Prefiro uma Stratocaster bem feita de 2017, por um preço justo do que pagar 50.000$ por qualquer modelo super raro feito a mão nos anos 50/60 (que em 1960 custava 300$).

      No caso da Earnie Ball Music Man, qualquer guitarra deles é um belo instrumento na minha opinião. Eles são muito primorosos na construção das coisas e com certeza as guitarras deles valem 1 ou 2 mil dólares por conta de todo esse esmero(Madeiras e peças de alta qualidade também). Essas do JP, tem muito valor agregado por conta do próprio Petrucci, embora sejam instrumentos excelentes. Até mesmo uma Silhouette bem simples(Mesma faixa de preço de uma Fender AM) está acima do patamar de qualidade da maioria das guitarras Standard de outras marcas. Vale a pena testar os instrumentos dele, sou apaixonado pela tocabilidade e sonoridade. Mas não pagaria 8 mil Reais ou mais numa guitarra deles, até porque como disse, são instrumentos de 1 ou 2 mil dólares.

      Outras marcas que curto bastante são a Parker, a Charvel, a PRS, a Fender e a Ibanez(premium), em termos de construção.

      MMI
      Veterano
      # 17/jul/17 10:32
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      Ismah

      Os autógrafos são viáveis, por bem menos que essa bagatela aí... Mas claro, não é a guitarra e sim o contexto todo...

      Tem coisas que testam os limites da compreensão, mas nada realmente me surpreende muito.


      Paul.Gilbert

      Madeiras e peças de alta qualidade também

      Uma guitarra de basswood com captadores DiMarzio? Esse 1 ou 2 mil dólares que você disse pode transformar em 1-2 mil reais no máximo. Até tem exceções, mas DiMarzio via de regra não é upgrade, imagine numa guitarra "de qualidade"....

      Prick
      Membro Novato
      # 17/jul/17 13:38 · Editado por: Prick
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      Paul.Gilbert

      Prick
      Eu acho engraçado quando as pessoas atribuem valor a história e a marca de instrumentos. Prefiro uma Stratocaster bem feita de 2017, por um preço justo do que pagar 50.000$ por qualquer modelo super raro feito a mão nos anos 50/60 (que em 1960 custava 300$).


      Mais é isso mesmo, todos os produtos tem uma marca, e a marca vale preço, é como uma referência, uma Mercedes antiga, vale muito mais que um Renault. O mercado de instrumentos musicais é a mesma coisa. E a referência histórica faz o produto ficar mais valioso, a raridade aumenta ainda mais o valor. Eu ando focando muito das Fender Jaguar pre-CBS, essas me parecem as guitarras que mais vão valorizar a curto e médio prazo, por dois motivos, elas estão mais baratas que as Stratos e Teles da mesma época, como a Jaguar só foi introduzida em 1962, existe apenas uns 04 anos de produção pré-CBS. O mesmo vale para as mais raras Fenders, as No-caster. Durante alguns meses a futura Telecaster foi fabricada sem nome. Dado que o nome Broadcaster foi reivindicado por outra fabricante de instrumentos.

      Outro planeta é para quem quer um instrumento de melhor qualidade possível, claro, um instrumento produzido em série em 2017 com ferramental e a tecnologia disponível hoje, terá uma montagem e precisão de peças muito superior a qualquer outro feito antes. Se estamos falando em produto industrial. Mas se estamos falando em produtos artesanais, feitos sob encomendas, o preço vai depender da qualidade do material empregado e do profissional que executar a tarefa, e mesmo neste caso, quem dá nome a guitarra vai fazer ela ser mais cara ou não. Porque existe o preço da marca.

      E no final ainda temos que ver o seguinte, vc pode reproduzir o som de um instrumento histórico ou até mesmo seu amplificador? Interessante como hoje, os fabricantes considerados de elite em amplificação voltaram a usar válvulas em seus circuitos eletrônicos, porque elas permitem um som que os sistema digitais não conseguiram igualar.

      Então, temos escolhas a serem feitas, para quem quer um instrumento de primeira qualidade para tocar, pode deixar a marca em segundo plano, o mesmo para quem não tem mesmo grana para comprar nem marca, nem qualidade. Alguns coitados acabam comprando verdadeiras bombas. Eu mesmo tive a minha primeira Guitarra uma Giannini da década de 1980 que era complicada para conseguir afinação. O que me levou a comprar uma Squier logo depois. E por último comprei uma Ibanez RS 525. Do ponto de vista construtivo e acabamento era muito superior as duas Stratos. Por sinal, sempre gostei mais das Guitarras Japonesas em termos de acabamento, mesmo em comparação com as dos EUA. Pelo menos da década de 1980 para cá. Hoje vc tem Luthiers no Brasil muito bons, mas nos anos 80 isso era raro. Nem havia a opção do México, China ou Coréia em termos de instrumentos musicais.

      As coisas mudam, e o caráter histórico de qualquer coisa se prende a marca, raridade, qualidade e conservação do instrumento. Não adianta tentar fugir disso, claro, isso não deve ser a praia de quem quer apenas o melhor instrumento para tocar com o menor preço possível. Afinal, neste caso vc tem um ótimo instrumento para executar uma tarefa, no outro caso vc tem uma parte da história em suas mãos.

      MatheusMX
      Veterano
      # 17/jul/17 14:04
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      O que acho legal mesmo é que na maioria das vezes os timbres que estão nas gravações que influenciaram e continuam influenciando gerações foram gravados com instrumentos de linha "meia boca" da época, utilizando mão de obra e materiais baratos, que passaram por um controle de qualidade precário, e até mesmo as condições financeiras das bandas em seus primeiros albuns não permitiam que dispusessem de equipamentos ou estúdios de ponta, ainda mais quando comparados ao que dispomos hoje em dia com o avanço tecnológico que houve nesse período.
      E a partir daí começaram a ganhar um valor histórico, como já comentaram aqui.
      Confesso que não sou muito fã dos instrumentos "gourmet", com madeiras super selecionadas e um tanto de excentricidades. Acaba me parecendo um instrumento muito "artificial", por mais orgânico que seja.
      Mas eu sou meio ignorante quanto a isso, rs. Gosto mesmo é das velhas e toscas strats, com madeiras abundantes e construção rudimentar.
      Definitivamente não sou apreciador de instrumentos musicais como obra de arte. Neste campo tem coisas mais interessantes para se apreciar.

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