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      Quando você descobre um lugar onde andam "falsificando" guitarras

      Autor Mensagem
      MMI
      Veterano
      # 26/set/17 20:32
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      JJJ

      Pois é... O pessoal foi para um lado jurídico/legal da coisa. Nem era o caso do que pensei lá atrás, questionar se é mais crime ou menos crime colar um adesivo Fender numa chinezinha ou um tênis "Naique". Não concordo que uma linha falsa seja menos crime, já aconteceu comigo de cair no golpe da pilha falsa e ela vazar estragando o aparelho, que era valioso de alguma forma. Mas o que me surpreende é que já vi várias pessoas aqui metendo esse logo, vejo este desejo como comum entre o pessoal, inclusive sei que questionam a possibilidade com frequência para luthiers. Só que muita gente leva como uma afronta pessoal, vai denunciar, esperneia, até em anúncios onde se explicita que é cópia. Todo o resto de falsificações no mundo não importa, pode xingar a mãe mas não mexe com a Fender e Gibson... Minha pergunta foi muito mais comportamental que jurídica.

      Pois bem... Há um mês atrás um grande banco trouxe ao Brasil para palestras um cara chamado Dan Ariely. Ele é professor universitário na Duke University, autor de best sellers, tem coluna do The Wall Street Journal, com projetos e cursos de sucesso em Harvard e MIT. Apropriadamente ao momento do país, veio falar de desonestidade. Tive o prazer de conhece-lo e ganhar o livro traduzido dele: "A mais pura verdade sobre a desonestidade". A palestra, estudos e o livro talvez ajude a explicar toda esta questão, de aceitar a camiseta ou pilha falsa, mas a guitarra não. Ele citou a corrupção na política. Explica essa questão da "afronta" de ver no ML uma guitarra falsa que nem atinge a pessoa exatamente. Não vou me alongar aqui nem discutir o assunto, na hora tive um impulso por achar curioso, apenas isso. Quem quiser acha algo dele no Youtube ou compra o livro... Neste vídeo ele fala alguma coisa e fala até de um efeito "what the hell"... kkkkk

      JJJ
      Veterano
      # 26/set/17 21:02
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      MMI
      Todo o resto de falsificações no mundo não importa, pode xingar a mãe mas não mexe com a Fender e Gibson... Minha pergunta foi muito mais comportamental que jurídica.

      Entendi.

      Mas é porque esse é o nosso objeto de desejo favorito, de hobby ou trabalho, nossa querida guitarra.

      Faça uma analogia com mulheres e suas bolsas e vai ser mais ou menos a mesma coisa.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 26/set/17 21:37 · Editado por: Mauricio Luiz Bertola
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      Felipe Stathopoulos
      Cara, não se trata de "balela estatista", a Realidade é essa...
      A minha posição quanto ao direito de propriedade intelectual é ética
      A minha também é. Mas existem leis, por conseguinte, a ética pessoal vai estar submetida (ou subjugada...) pela Lei.
      Como o Estado é uma ficção jurídica essencialmente antiética, esta posição não pressupõe a regulação estatal.
      Sinceramente gostaría que você me explicasse isso, se você quiser, claro... Pois não entendi essa colocação (desculpe minha ignorância nisso).
      Mas sim, vc está correto nas suas considerações, dentro da caixinha estatista.
      Então o(s) Estado(s) são uma ficção? Eles não existem? Eles não atuam? Eles não são expressão de hegemonias econômico-sociais de grupos e/ou classes? Seriam o que então? Desculpe minha ignorância em não compreender a expressão "caixinha estatista"...
      Porém isto é assunto para outras plagas...
      Sim... Acho que você tem razão.... Desculpe...
      Abç

      JJJ
      Veterano
      # 27/set/17 09:12
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      Mauricio Luiz Bertola

      O rapaz é anarquista, Bertola... "Hay gobierno, soy contra!" hehehe

      Felipe Stathopoulos
      Membro Novato
      # 27/set/17 10:15
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      Mauricio Luiz Bertola

      Vou tentar ser sucinto: o Estado (qualquer um) é apenas a organização que detém o monopólio do crime numa determinada área geográfica, ou seja: uma ficção jurídica que se arroga o direito de lhe roubar sua propriedade, de lhe restringir a liberdade ou, se você resistir a qualquer uma destas agressões, de lhe matar.

      Um PCC com glamour, um pouquinho piorado. No fundo, não passa de uma ficão jurídica criada para restringir a propriedade privada dos indivíduos.

      O Estado não existe. O que existe são indivíduos controlando uma estrutura criminosa destinada a escravizar outros indivíduos. E como o Estado é essencialmente antiético, suas leis não possuem validade jurídica.

      JJJ

      Obrigado pelo "rapaz", hehehe. Mas não, não sou anarquista, sou libertário.

      Abçs

      JulianoF.
      Membro Novato
      # 27/set/17 10:40
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      MMI
      Todo o resto de falsificações no mundo não importa, pode xingar a mãe mas não mexe com a Fender e Gibson...

      Isso é realmente interessante.
      Fender e Gibson, são, entre os guitarristas, parece, algo, "sagrado". Não se pode ofender as 2 marcas sagradas.

      Será que colocar o logo Ibanez em uma Benson JEM, também resultaria em uma turba raivosa?


      Acho que o que revolta a maior parte das pessoas, é ver que as réplicas podem (e muitas são) vendidas como originais. todos sabem que um tênis nike de 20 reais, no camelô é falso.. mas.. uma guitarra vendida no ML, é mais dificil.

      Buja
      Veterano
      # 27/set/17 11:06
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      JulianoF.
      Será que colocar o logo Ibanez em uma Benson JEM, também resultaria em uma turba raivosa?


      Nao.
      Ja fiz isso, e vendi a guitarra por 400 reais, falando pro comprador que era uma benson, e ele ainda ficou felizao da vida.

      É a guitarra com escudo espelhado.
      http://farm8.staticflickr.com/7026/6565532865_2c538a56ea.jpg

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 27/set/17 13:14
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      Felipe Stathopoulos
      o Estado (qualquer um) é apenas a organização que detém o monopólio do crime numa determinada área geográfica
      Essa definição é extremamente reducionista, embora, em certos casos (Nazismo, Khmer Vermelho) eu tenda a concordar com ela...
      não passa de uma ficão jurídica criada para restringir a propriedade privada dos indivíduos.
      Aqui há uma contradição em termos. Todos os Estados existiram e existem para GARANTIR a Propriedade, seja ela privada ou coletiva ou de certas classes ou Estamentos. Sem Estado, ou a propriedade é dividida equanimemente à todos, ou deixa de existir como tal.
      Essa é uma tese anarquista... Não sou contra nem à favor ao Anarquismo... Me parece uma impossibilidade em uma sociedade estratificada e altamente sofisticada como a nossa...
      O Estado não existe.
      Estranho...
      E como o Estado é essencialmente antiético, suas leis não possuem validade jurídica.
      Porque seria antitético, qual seria a sua ambuiguidade ou contrariedade em relação à ele mesmo ou incompatível com a(s) Sociedade(s)? Isso não me parece fazer sentido...
      Abç

      Buja
      Veterano
      # 27/set/17 13:54
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      O Estado não existe.
      ora, eu estou em MG!
      .
      .
      .
      .
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      .
      .
      só pra descontrair o climão rsrs

      JJJ
      Veterano
      # 27/set/17 14:02 · Editado por: JJJ
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      Buja

      MG? Um estado que cobra (juntando à federação) 100% de imposto sobre importados? Existe, mas não devia...

      Buja
      Veterano
      # 27/set/17 14:33
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      JJJ
      E mesmo assim a GAS nao me deixa repensar.

      Qualquer compra que faço já multiplico direto por 6 duma vez pra nao ter erro.
      Minha conta é basica: É dolar x 6. $100 é R$ 600 reais. Nao fáia jamais!

      Nao importa quem entrar roubando no meio, o cafezin da galera ta pago, e meu equipo chega sem dormir em cama de prego.

      Buja
      Veterano
      # 27/set/17 14:35
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      Igual, paguei o braço do ali por $34 mangos americanos.

      Se passar de R$ 204,00 a compra toda, com frete, imposto, correio, gasolina, e coxinha com coca-cola, me dou um tiro.

      Beto Guitar Player
      Veterano
      # 27/set/17 15:57
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      Cara, só li seu comentário inicial, não li o restante das conversas, então pode ser que eu esteja sendo repetitivo...
      Sinceramente? Deixa pra lá...
      O que vc pode fazer é advertir as pessoas mais próximas de vc, mas onde existir produto de marca boa, existirá imitação, essa luta é impossível de ser vencida.
      O grande e maior exemplo disso é a enorme e absurda quantidade de imitações vindas da China. Vc só irá se desgastar.

      Buja
      Veterano
      # 27/set/17 16:00
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      Beto Guitar Player
      Ehhh cheguei a essa conclusao tambem.

      Seu eu vir passar por la e vir alguem admirando uma menphibson ou phender eu falo baixinho com o cara...'ohh mano...isso nao é fender nao, blz'

      É o jeito.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 27/set/17 16:18
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      Beto Guitar Player
      Acho que esse é um dos papéis dos fóruns de música, combater (no bom sentido do termo) tais práticas.
      Abç

      Beto Guitar Player
      Veterano
      # 27/set/17 16:27
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      Buja
      Mauricio Luiz Bertola

      É isso aí, acho muito válido essa troca de informações e experiências por aqui. Sempre que tenho qualquer dúvida ou problema, recorro ao fórum, pois sei que aqui existem pessoas autênticas que estão dispostas a ajudar.

      Hammer
      Veterano
      # 28/set/17 09:49
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      Realmente essa questão de falsificação é muito complexa, deplorável, que faz parte da sociedade e afeta a todos em diferentes graus de intensidade e reprovabilidade.
      A grande questão a ser refletida é o quanto o estado brasileiro é conivente com isso e o quanto isso afeta a vida das pessoas.
      É terrível o abrandamento ou total impunibilidade com que o estado trata falsários de alto potencial lesivo das mais diversas estirpes (política, religiosa, financeira, saúde etc etc e + etc),
      que no fundo faz parte de grupos de interesse que comandam a sociedade. No fundo um bando de fdp que explora os poucos de boa fé.



      JJJ
      Concordo com sua opinião, acho que é por ai msmo...
      Mas se alguém pega uma Chibson, mesmo sabendo, quem garante que essa guitarra não passará
      a outra pessoa, que pode não entender nada de guitarra e tente vender num ML da vida?

      Pois é realmente essa que é questão da coisa, os efeitos colaterais que vão gerar prejuizos incalculaveis, dai que independente da boa intenção (em tese) deve responder nos limite dos danos causados (o problema é mesura isso). Deveria ser assim.

      Buja

      Nao tomam pepsi, porque pepsi nao é coca.

      não, não é ....kkkkkkkk

      Admiro quem denuncia, mas diante do estado que nos temos nem critico quem não o faz ou seria falso.
      Ainda que não se pode banalizar, as vezes é necessário coragem.

      Uma boa atitude é essa de alertar sempre que possível como eu fiz sobre microfones falsificados.
      E não duvide nada que exista cópias perfeitas de gibson, fender, ibanez etc por ai sendo vendida como originais e por preço de original, que engana até muitos experientes.
      Dai que é sempre bom ter um certo conhecimento, pelo menos ajuda a levar uma fake com um som de original.


      MMI

      Quando critiquei o preço abusivo de certa palheta a um tempo atrás foi exatamente essa questão que quis alertar, do marketing fazendo o preço do produto ainda que ele não o justifique por si só.
      Não quererendo ser lunático ou apocaliptico , mas só por comentar, quando se para um pouco pra refletir, é cada vez mais brutal a interferencia que certas corporações exercem sobre o indivíduo (não digo ser humano pois a humanidade já acabou e Cristo já deu o pé faz tempo hehehe)
      A gente observa essa moda de ataque zumbis, sobrevivencialismo anti zumbis e até acha graça, sem saber que já somos zumbis das grandes corporações da internet (rede social, buscadores) que sabe mais da nossa vida, relacionamentos, localização, nossos costumes, hábitos, preferencia, que nós mesmos e manipulam o tempo todo. Tornamos um fantoche da sociologia.
      Exploração sempre existiu, o grande fator é que antes o sujeito ainda conseguia refletir (ainda que incapacitado de ação), hoje ele é incapacitado de reflexo.
      Sem querer ser pessimista mas o futuro é apocaliptico.

      Felipe Stathopoulos
      Membro Novato
      # 28/set/17 10:29
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      Mauricio Luiz Bertola

      "Essa definição é extremamente reducionista, embora, em certos casos (Nazismo, Khmer Vermelho) eu tenda a concordar com ela..."


      Não, não é. O Estado é fundamentado no roubo, na agressão, e no vilipêndio à propriedade individual. Qualquer que seja sua forma, ele é o mal.

      "Aqui há uma contradição em termos. Todos os Estados existiram e existem para GARANTIR a Propriedade, seja ela privada ou coletiva ou de certas classes ou Estamentos. Sem Estado, ou a propriedade é dividida equanimemente à todos, ou deixa de existir como tal."

      Não há contradição, na medida em que a propriedade privada já existia muito antes de existir Estado. A propriedade privada, como fruto do trabalho e desforço humano, é preexistente ao Estado. A partir do momento em que o homo sapiens pegou um osso e moldou pra fazer um porrete surgiu a propriedade privada. Nesta época não havia Estado...

      A noção de que o Estado existe para garantir a propriedade é uma mera justificação ideológica marxista, infelizmente também copiada pelos anarquistas (de Esquerda).

      Ora, como acima demonstrado, estão todos errados: a propriedade privada não é apenas preexistente, mas também o Estado surge como uma limitação à propriedade, com a justificativa primeva de protegê-la, porém evoluindo lentamente para o que é hoje: o totalitarismo difuso que somos condicionados desde a infância a reconhecer como sendo uma representação da sociedade, mas que na verdade não passa de um mecanismo de controle e agressão à propriedade na mão de alguns poucos indivíduos inescrupulosos.

      "Me parece uma impossibilidade em uma sociedade estratificada e altamente sofisticada como a nossa..."

      Esse argumento é eficientista. O argumento contra o Estado é ético: não depende de conceitos empíricos de "eficiência".

      Porém, e aqui entrando na esfera eficientista (que não gosto), o fato é que não há NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, que o Estado faça que a iniciativa privada não possa fazer com muito mais eficiência (melhor e mais barato).

      O Estado não é apenas uma organização criminosa, essencialmente antiética: ele também é desnecessário para o que você chama de "sociedade" (outro conceito de existência mais que equívoca...).

      "Porque seria antitético, qual seria a sua ambuiguidade ou contrariedade em relação à ele mesmo ou incompatível com a(s) Sociedade(s)? Isso não me parece fazer sentido..."


      Ora, já disse lá atrás: porque toda sua organização jurídica é voltada para agredir alguns dos únicos três direitos (naturais) existentes: vida, liberdade e propriedade.

      Digamos que você não queira pagar imposto. Digamos que você more fazenda no, sei lá, Tocantins, e declare que sua fazenda agora é um país separado, livre e independente. O Estado da América Portuguesa irá lhe invadir (agressão à propriedade), lhe tomar os bens (agressão à propriedade); se você resistir à invasão será preso (agressão à liberdade) e se resistir à prisão será morto (agressão à vida).

      Ou seja: o Estado é uma organização criminosa destinada à agressão. Por isso ele é antiético. Por isso ele é imoral. Por isso todas as suas leis que agridam ou de alguma forma contrariem estes direitos naturais não possuem validade jurídica.

      Enfim, é mais ou menos por aí. Se quiser lhe indico uma lista de autores muito bons para você conhecer mais do libertarianismo e suas idéias. Mas acho melhor deixarmos este debate para outro lugar, senão negada vai se encher.

      Abç

      JulianoF.
      Membro Novato
      # 28/set/17 10:34
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      Hammer
      Sem querer ser pessimista mas o futuro é apocaliptico.


      futuro? presente já é apocaliptico. Basta pesquisar sobre alguns projetos de AI do facebook, como o deep face. E ver que já passamos da barreira do aceitável, e faz tempo. E infelizmente Aldous Huxley estava certo sobre sua teoria distópica. Ao contrário de Orwell, que previu um futuro distópico com base de ditadura, controlando as pessoas a força. Huxley previu que as pessoas abririam mão da liberdade e das informações.

      O que poucas pessoas percebem, é que, para Google, Facebook, etc, as pessoas não são os clientes, e sim o produto.

      Mas, "that's the way the world ends, not with a bang, but with a whimper".

      kristianobreno
      Membro Novato
      # 28/set/17 21:03
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      Relacionado ao que o luthier te falou, tunar as guitarras com peças Fender ou Gibson originais é algo normal no meio.. Mas jamais pode-se dizer que é de "tal" marca sendo que não é... Isso é antiético.. Ainda mais para um luthier..

      comparando o que o vendedor disse e o que tu sentiu ao pega-la, sem comparação no designer e acabamento de uma submarca ou genérica comparada a uma original/luthier... (diferença gritante até mesmo entre Squier-X-Fender ou Epiphone-X-Gibson)

      Pra finalizar, essa parte da falsificação dos documentos é a mais tensa...


      No teu lugar, se eu tivesse uma prova irrefutável, eu não deixaria passar.

      Buja
      Veterano
      # 28/set/17 23:08
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      kristianobreno
      Pra finalizar, essa parte da falsificação dos documentos é a mais tensa...



      É e a parte mais facil. O cara manda imprimir na grafica, boa qualidade, faz uma assinatura e boas. So fica faltando o selinho mesmo.
      Inclusive adesivos de escudo tambem se compra a rodo até no ML.
      É so comprar um adesivozinho de bandeira americana e ta feito.

      No teu lugar, se eu tivesse uma prova irrefutável, eu não deixaria passar.

      Prova irrefutável é so se tivesse gravação.
      Camera escondida.

      Mas é como o Ismah disse. O fantastico vive pegando falcutrua, pega posto de gasolina adulterando bomba, pega prefeito lavando dinheiro.
      E o que acontece? NADA.

      Duvido que eu, uma voz no fim do mundo, com uma gravacao tosquera vai conseguir incriminar uma lojinha de instrumento usado da rua joão das garcias do bairro jacareão.

      Triste, mas é bem verdade.

      acabaramosnicks
      Membro Novato
      # 29/set/17 08:53
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      um bando de fdp que explora os poucos de boa fé
      Brazil in a nutshell, resumiu o Brasil

      não há NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, que o Estado faça que a iniciativa privada não possa fazer com muito mais eficiência (melhor e mais barato)

      Ideologia do AnarcoCaptalismo in a nutshell.

      Eu penso mais ou menos assim:
      O estado serve pra gerir uma parte do dinheiro da sociedade que seria gasto para o bem da própria sociedade. Para essa gestão, há um custo, e por ser uma coisa "do povo, para o povo", a idéia não é ter lucro, o que deveria diminuir o custo. Porém, será que uma iniciativa privada, mesmo "cobrando" lucro, não conseguiria (talvez por competitividade) atingir níveis melhores de eficiência (fazer mais ou igual gastando menos), mesmo com o lucro incluso? De início pode parecer ridículo porque o lucro, que seria pago pela própria sociedade, aumentaria o custo e diminuiria a eficiência, porém, vendo pelo exemplo do nosso estado atual, que a eficiência é muito ruim, e que na verdade a gente já tá pagando por um "lucro", que na verdade é o ganho inadequado de quem está no poder, eu acho que já passou da hora de colocar uma empresa pra fazer o papel do estado (no Brasil).

      To falando muita besteira?

      Sem Estado, ou a propriedade é dividida equanimemente à todos, ou deixa de existir como tal

      Eu acho que vc, vivendo no RJ pode ver com seus próprios olhos como isso não é verdade. Visite o morro do Turano (ou qualquer um parecido), e verá a coisa mais próxima que podemos ver sem esforço, do que seria a ausência do estado. Por isso chamamos de "periferia", não por ser afastado do centro, mas por estar afastado (à beira, marginal) do poder do estado. Agora diz pra mim que alí, mesmo "sem lei", o povo não tem noção de propriedade privada? Depois da escadinha ali em cima é do patrão (do tráfico), é propriedade privada dele, não porque ele comprou e o terreno tá no nome dele (isso seria por meio do estado), é porque é e ponto final, se vc transgredir, terá consequências, e não pelo estado.

      O Estado não é apenas uma organização criminosa, essencialmente antiética: ele também é desnecessário para o que você chama de "sociedade"

      Mais ou menos... O estado, no Brasil, é assim. Mas não é em todo lugar que é assim. Pode até ter seus defeitos e áreas de corrupção, mas isso ocorre também em iniciativas privadas. Mas aqui no Brasil o bagulho é triste memo.

      Digamos que você não queira pagar imposto. Digamos que você more fazenda no, sei lá, Tocantins, e declare que sua fazenda agora é um país separado, livre e independente. O Estado da América Portuguesa irá lhe invadir (agressão à propriedade), lhe tomar os bens (agressão à propriedade); se você resistir à invasão será preso (agressão à liberdade) e se resistir à prisão será morto (agressão à vida).

      Ou seja: o Estado é uma organização criminosa destinada à agressão. Por isso ele é antiético. Por isso ele é imoral. Por isso todas as suas leis que agridam ou de alguma forma contrariem estes direitos naturais não possuem validade jurídica.


      Novamente, mais ou menos, sim e não...
      O estado existe, teoricamente, pra servir a população, ou seja, através da ação do estado (organização da sociedade), fica do melhor jeito que dá pra todo mundo, e o custo disso é o menor detrimento possível de poucas pessoas.
      Levando isso para o seu exemplo da fazenda... A fazenda é controlada pelo estado (independente de quem seja o dono), e está subordinada às regras do estado. Isso significa que tudo que acontece em relação a ela tem deveres e limitações de tal maneira que fica melhor pra todo mundo (pra sociedade). Se fica bom pro dono da fazenda ou não, tanto faz, tem que obedecer as regras pra ficar bom pra todo mundo.
      Porém, isso tudo é só na teoria. Novamente, vemos que o Brasil é um dos lugares onde o estado não atingiu o objetivo, falhou, acabou ficando o inverso, ficou muito bom pra poucos através do detrimento de muitos. Reitero, nem todo lugar chegou nesse resultado.

      E infelizmente Aldous Huxley estava certo sobre sua teoria distópica.

      Infelizmente, sim.

      Duvido que eu, uma voz no fim do mundo, com uma gravacao tosquera vai conseguir incriminar uma lojinha de instrumento usado da rua joão das garcias do bairro jacareão.

      Infelizmente, sim.

      Agora digamos que muitos serão ludibriados pela loja. Quem ganha com isso é o dono da loja. Muitos perdendo e um só ganhando. O estado deveria conter isso (baseado no que eu falei alí em cima). O estado não funciona. Faça o que seria mais ético e moral, destrua a loja e não seja pego com a boca na botija, é seu dever ético e moral, faça o papel do estado ideal.

      Só pra deixar claro que essa última parte é zoeira, tá? Apenas deixe de comprar nessa loja e avise quem vc achar que deve ser avisado.

      Felipe Stathopoulos
      Membro Novato
      # 29/set/17 09:45
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      acabaramosnicks

      Cara, já tive oportunidades de conhecer um bocadinho de lugares, e em todos eles é a mesma coisa: Estado ineficiente tolhendo liberdades individuais e sustentando uma camarilha de burocratas às custas do indivíduo pagador de impostos. É assim até na Suécia. Até na Noruega. Na Inglaterra. Pode pegar o exemplo de país que vc quiser. Até a Suíça, possivelmente o país mais livre do mundo (e não à tôa um dos mais ricos e avançados...). Em todos eles (e mais ainda que aqui na Luso-América, onde o povo é viciado em Estado) os indivíduos, se pudessem, mandavam boa parte, senão todo ele, Estado, às favas...

      Claro que há níveis de ineficiência estatal: o Estado nos EUA, por exemplo, onde a coisa é (um pouco) mais descentralizada, é menos INeficiente do que aqui na América Portuguesa, onde quase tudo depende de cinco centenas de pilantras de Brasília. Isso se dá porque quanto menor o Estado mais fácil é para o indivíduo fiscalizá-lo. Porém a ineficiência estatal existe invariavelmente.

      Porém todos, repito, TODOS os Estados são organizações que detém o monopólio do crime; mesmo nos Estados considerados "bons" ou, como você disse, "não falhados", ainda há a agressão estatal: ainda há o roubo, o sequestro ou o homicídio praticado pelo Estado contra "sua" população, contra os indivíduos, justamente sob esta justificativa do "bem comum" e da "proteção" a estes indivíduos, como se fossem todos incapazes de gerenciar suas vidas em harmonia, ou de estabelecer mecanismos livres de resolução de disputas, independentes da falida e ineficiente Justiça Estatal.

      Quanto ao exemplo que dei, lhe pergunto: e se eu não quiser fazer parte do Estado da América Portuguesa? Ou mais: e se eu não quiser MAIS fazer parte? Cadê o contrato assinado por mim, dizendo que eu tenho que obedecer às "leis" do Estado Luso-Americano? Este contrato (sinalagmático como todos) é vitalício e irrevogável? De onde surgiu este "pecado original" que eu, como indivíduo - teoricamente - livre, cometi apenas por ter nascido em determinada localidade geográfica do globo terrestre? Sim, porque ou eu sou livre ou sou um escravo: não existe "meio-livre", assim como não existe "meio-grávida"...

      Não dá bro. Não tem justificativa. A única limitação à liberdade e à propriedade privada é a liberdade alheia, traduzida no Princípio da Não-Agressão, que dá pra descrever e teorizar em enciclopédias, mas que basicamente se traduz numa expressão bíblica (ou socrática, para os ateus): "não façais aos outros o que não quereis que vos façam".

      Mas repito, vamos deixar esta discussão para outro foro...

      Abç

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 02/out/17 09:11 · Editado por: Mauricio Luiz Bertola
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      acabaramosnicks
      JJJ
      Buja
      Essa posição defendida pelo Felipe Stathopoulos (não se trata aqui de crítica pessoal) chama-se "libertarismo".
      É uma espécie de ideologia denominada de "anarcocapitalismo", e está baseada em posições filosóficas de Alisa Zynovyevna Rosenbaun, que adotou o nome de Ayn Rand (e cujo discípulo David Nolan criou o Partido Libertário Americano).
      Misturam-se às idéias dessa filósofa os postulados da chamada Escola Austríaca (século XIX), que defende o ultra - liberalismo e a virtual extinção do Estado.
      Do ponto de vista das Escolas de pensamento econômico atuais, os postulados da Escola austríaca, em que pese sua contribuição á Teoria de Valor (que apõe-se e completa á de Ricardo e Marx) e de Economistas importantes (como Hayek), são criticados como mais propriamente ideológicos que rigorosamente científicos (como, aliás, pode ser constatado em algumas afirmações acima). O fato é que certos agentes do Estado norte americano (que contradição!), e em face da crise econômica dos anos 2000, como Alan Greenspan (Presidente do Federal Reserve - Banco Central Americano), são adeptos dessa Escola.
      Aqui no Brasil tais postulados são defendidos pelos Institutos Liberal (criado em 1983 pelo engenheiro civil carioca Donald Stewart Jr, e dono da ECISA - e uma das maiores empreiteiras brasileiras durante a ditadura militar e que associou-se à norte americana Leo A. Davis) e Mises Brasil, Instituto Millenium, etc (todos financiados por grandes empresas multinacionais à partir do Atlas Network - organização norteamericana) e ganharam muitos adeptos com a crise político-econômico atual, embora a atuação doutrinária desses grupos ser mais antiga.
      No Brasil esses grupos são a nova direita conservadora e juntam-se à movimentos direitistas como o MBL, por exemplo.
      Alguns dos postulados (ou slogans) desses grupos (na verdade uma "frente" de direita) são:
      “república x populismo”
      “a divisão obsoleta entre direita e esquerda”
      "Nada de culpa, nem moral nem social"
      “A riqueza não se transfere, senhores, a riqueza se cria a partir da cabecinha de cada um de vocês”
      "Não há minorias, a menor minoria é o indivíduo, e a ele o que melhor serve é a meritocracia”
      "Todos nós, 7 bilhões e meio de seres humanos que habitamos este planeta, somos egoístas"
      Como se pode perceber, esse "Libertarismo" brada contra o Estado mas conta em suas fileiras com agentes do Estado norteamericano, fala de "liberdade" e individualismo (na verdade egoísmo), mas é financiado por grandes corporações monopolistas e multinacionais... Trata-se pois de uma ideologia que junta o Liberalismo (em sua vertente direitista e conservadora) e o Anarquismo (na verdade uma visão "livre empresarista" dele), uma espécie de "pastiche" ideológico, cujo objetivo final é a alteração das estruturas de poder centrando-o nas grandes corporações e não mais no Estado - Essa ideologia é fruto daquilo que denominamos "globalização", do processo já cinquentenário de internacionalização do Capital (conceito) e muito potencializado pelo 'mundo digital"
      Há muito mais o que dizer sobre essa questão, mas o espaço aqui é curto (e meu tempo também...).
      Abçs

      JJJ
      Veterano
      # 02/out/17 11:03
      · votar


      Mauricio Luiz Bertola

      Eu tenho um "quê" de anarquista (o punk fez isso comigo... kkkkk).

      Mas acho qualquer visão de mundo que inclua uma pitada de anarquismo completamente impraticável. O ser humano tem defeitos demais pra que possa se colocar numa posição de plena liberdade, sem que haja algum tipo de controle de massas por algum tipo de Estado. É uma ilusão achar que podemos prescindir de leis, regras, controle, balizamento, etc.

      Porém, creio que essa "libertação" (seja que nome tenha) deve ser uma busca constante, não para chegarmos à total independência individual, mas como aprimoramento da civilização mesmo.

      Buja
      Veterano
      # 02/out/17 11:07 · Editado por: Buja
      · votar


      Ninguem é uma ilha, nenhuma casa é um país independentemente.
      Isso é utopia, nao existe, e nunca existirá.
      Sempre há de haver um líder, um objeto organizador, um agregador de massas.

      O problema nao é a liderança, e sim, a liderança opressiva.
      Ninguem reclama de pai e mãe, que são lideres vitalícios, ditadores, que não tem sucessor, e tambem não pode ser votado, nem impeachmado, nem destituido da posição, quando esses não são opressores.
      São uma excelente liderança.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # 02/out/17 11:13
      · votar


      JJJ
      Eu tenho um "quê" de anarquista (o punk fez isso comigo... kkkkk).
      Eu também... Kkkkkkkk.......
      Buja
      O filósofo anarquista Proudhom dizia que "... O verdadeiro líder é aquele que prepara seus liderados para a não existência de líderes..."
      Abçs

      Deji
      Veterano
      # 02/out/17 11:52
      · votar


      Velho, divulga.

      Deji
      Veterano
      # 02/out/17 11:53
      · votar


      Estamos vivendo uma inversão de valores tão grande que o cara que está certo, está com medo.

      Lelo Mig
      Membro
      # 02/out/17 13:02
      · votar


      Eu era anarquista...

      Mas, ultimamente, me tornei filiado à Irmandade das Vampiras Lésbicas.

      Não pego ninguém, mas o visual é incrível!

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