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      Por que guitarras antigas são melhores?

      Autor Mensagem
      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15


      Olá pessoal do fórum.

      Gostaria de saber por que que guitarras antigas são mais caras, e muitos dizem que são melhores? O que muda no som do instrumento durante anos de uso para recém nascido que acabou sair da fábrica?

      Buja
      Veterano
      # abr/15
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      Depende da guitarra. Tem guitarra antiga que é so simplesmente velha. Boas guitarras antigas são as que são de boa madeira, madeiras estas que ja secaram e tem um som mais puro. São de boa construção e boas ferragens. Algumas guitarras hoje são de madeira ruim, verde, ou madeira prensada de pessima qualidade. Mas existem boas guitarras novinhas. Depende muito.

      john Norum
      Veterano
      # abr/15
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      Depende das guitarras.
      EX: a Gibson durante os anos de 1958 a 1960 produziram as primeiras les paul com material de primeira, madeira verdadeiramente hondurenha, o processo de fabricação era tudo a mão, hoje a Gibson faz umas 300 guitarras por dia com material não tão bom quanto os antigos não e a toa que essas les paul lançadas em 2014-2015 são uma merda.
      Les Paul original de 58 a 60 estão em torno de meio milhão de dólares, é claro que há uma supervalorização por ser Gibson...

      krixzy
      Veterano
      # abr/15 · Editado por: krixzy
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      Strato.Freitas
      Por que madeira boa é madeira velha!

      john Norum
      Les Paul original de 58 a 60 estão em torno de meio milhão de dólares

      É isso mesmo? Também não sei mas parece exagero.

      clguitar
      Membro
      # abr/15 · Editado por: clguitar
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      Na média, atualmente as guitarras são MUITO melhores que as antigas. Isso porque os processos industriais de precisão melhoraram muito (principalmente com a introdução das máquinas CNC), assim como a mão de obra dos países asiáticos que produzem a maior parte das guitarras atualmente. As madeiras das guitarras baratas de hoje são MUITO melhores que as madeiras das guitarras baratas de 20 anos atrás. Não sei exatamente por que, mas o fato é que não se ouve mais falar de guitarras feitas de compensado ou de braços que envergam porque a madeira ainda estava "verde".

      A valorização das guitarras antigas é restrita ao mercado das guitarras "colecionáveis", basicamente guitarras americanas (Fender, Gibson e poucas outras) e algumas japonesas (Ibanez de 1975 a 1985, além de algumas outras coisas feitas pela Matsumoku e pela Fugijen).

      Nesse mercado de mais alto nível, é relativamente mais fácil achar madeiras de melhor qualidade que as usadas atualmente. Por exemplo, desde 2011 ou 2012, a Gibson não tem ébano para colocar nas escalas, e usa um treco chamado "richlite", que nem madeira é.

      Mas cada caso é um caso. É mais ou menos consenso que as Gibsons dos anos 90 são melhores que as dos anos 70, seja pela qualidade dos materiais disponíveis, seja pela rigidez do controle de qualidade e pela fidelidade às características tradicionais dos instrumentos.

      Dito isso, o que se diz é que uma guitarra mais antiga tem a madeira mais seca e, portanto, mais estável. Isso é relativo, porque toda guitarra deveria sair da fábrica com a madeira "seca" e, inclusive, há processos industriais para acelerar esse processo antes mesmo de a madeira começar a tomar forma de guitarra. E toda madeira deve ter um certo grau de umidade, que, inclusive, varia de acordo com o ambiente.

      Outra questão que muita gente diz é que, com o tempo, as fibras da madeira da guitarra acabam mudando no nível microscópico, conforme a ação mecânica das ondas sonoras produzidas pela vibração das cordas. Segundo essa "teoria", as fibras vão "amaciando" de acordo com o som da guitarra e o timbre vai ficando mais uniforme e bonito. Não sei até que ponto isso é significativo para guitarras elétricas, mas parece ser bastante real para violões e outros instrumentos acústicos.

      Um terceiro ponto é que os captadores (principalmente os de alnico) vão se desmagnetizando com o tempo, o que geralmente provoca diminuição no nível da saída, com possível ganho de nuances. Isso é fato. Mas não precisa comprar guitarra antiga para ter isso: basta colocar captadores de saída baixa, com ímãs mais fracos.

      Outro ponto que normalmente é esquecido é o do conforto: com o tempo e o uso, a guitarra vai ficando mais macia nos pontos onde há mais contato com o guitarrista. O desgaste no acabamento e, às vezes, até na madeira, pode gerar um conforto adicional, além, é claro, da sensação de familiaridade com o instrumento. Em particular, as bordas laterais da escala tendem a arredondar-se com o uso, o que efetivamente gera maior conforto - apesar de que isso pode ser conseguido já na fábrica, como fazem muitos fabricantes.

      Finalmente, as guitarras antigas sofrem processos naturais de envelhecimento: partes que amarelam, verniz que racha, metais que oxidam etc. Para muita gente, essas mudanças tornam o instrumento mais bonito. Por exemplo, a maioria tende a gostar mais de uma Les Paul Custom branca antiga, porque a cor dela já virou mais "creme" do que o branco "novo".

      Ismah
      Veterano
      # abr/15
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      Fazia tempo que não lia algo de tão bom nível por aqui. +2

      Pastor of Puppets
      Veterano
      # abr/15
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      Ismah
      +1

      john Norum
      Veterano
      # abr/15
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      krixzy

      Quanto mais velhas maior o valor, você encontra umas 58 glodtop por esse valor sem duvidas.

      rcorts
      Veterano
      # abr/15
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      Strato.Freitas
      por que que guitarras antigas são mais caras, e muitos dizem que são melhores?

      Nem todas as guitarras antigas são melhores. A discussão sobre vintages é meio confusa e apenas alguns instrumentos "clássicos" valem tal discussão.

      Por conta dessa besteira tem gente querendo vender instrumento antigo e meia boca como se fosse melhor que instrumentos novos e com melhores componentes.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # abr/15
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      clguitar
      Concordo integralmente.
      rcorts
      Por conta dessa besteira tem gente querendo vender instrumento antigo e meia boca como se fosse melhor que instrumentos novos e com melhores componentes.
      Fazem isso direto com guitarras e baixos brasileiros como Giannini e Finch...
      Simplesmente não valem o que se pede neles...
      Abçs

      renatocaster
      Moderador
      # abr/15
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      O "problema" dos preços altos dessas guitarras mais antigas é que ela deixa de ser um simples instrumento musical e passar a ser um item colecionável, como o clguitar mencionou no post dele. Muitos que pagam essas bagatelas por Fenders e Gibsons antigonas nem sabem tocar.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # abr/15
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      renatocaster
      Também...
      Abç

      krixzy
      Veterano
      # abr/15
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      john Norum
      Quanto mais velhas maior o valor, você encontra umas 58 glodtop por esse valor sem duvidas.

      Semana passada assistindo um programa na tv, onde o cara comprava coisas usadas pra revender, e apareceu um senhor com uma fender de 1960, ele tinha gravado e tocado com ela em várias bandas de rock famosas durante esses anos, até mostrou a lista lá e o cara da loja ficou besta quando viu, era várias músicas e bandas famosas la, e somando a raridade da guitarra e a história dela, foi avaliada em 70 mil obamas, acho que existe poucas guitarras dessa época, e ainda mais com um histórico que tinha aquela fender, então acho meio duvidoso 500 mil obamas em uma simplesmente pelo ano de fabricação, mas quem sabe, tem doido pra tudo.

      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15
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      Valeu galera. Acho que comecei a entender melhor o conceito de instrumento antigo... Depende da qualidade do material e não da marca certo?

      Por exemplo. Dos instrumentos que tenho, dois são antigos. Uma Dolphin Telecaster de 1995, e um contra baixo Giannini JazzBass de 1980. Acho os dois instrumentos incríveis, além do que a Tele é feita de Cedro maciço. Agora acho que entendo o valor que paguei neles, e acredito que tenha sido até um pouco mais barato do que o que eles realmente valem.

      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15
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      clguitar

      Ótimo seu post. Me ajudou a entender bastante.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # abr/15
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      Strato.Freitas
      Dolphin Telecaster de 1995 Giannini JazzBass de 1980
      Desculpe perguntar, mas quanto vc pagou nesses dois instrumentos?

      Hitman
      Veterano
      # abr/15
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      krixzy
      Semana passada assistindo um programa na tv, onde o cara comprava coisas usadas pra revender, e apareceu um senhor com uma fender de 1960, ele tinha gravado e tocado com ela em várias bandas de rock famosas durante esses anos, até mostrou a lista lá e o cara da loja ficou besta quando viu, era várias músicas e bandas famosas la, e somando a raridade da guitarra e a história dela, foi avaliada em 70 mil obamas, acho que existe poucas guitarras dessa época, e ainda mais com um histórico que tinha aquela fender, então acho meio duvidoso 500 mil obamas em uma simplesmente pelo ano de fabricação, mas quem sabe, tem doido pra tudo.


      Sim cara, as bursts originais (58-60) sao considerados os santo graal das guitarras, em especial as 59 que diz a lenda sao as melhores guitarras ja feitas. Sao normalmente vendido por precos astronomicos.

      f14gomes
      Membro
      # abr/15
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      Strato.Freitas
      Agora acho que entendo o valor que paguei neles, e acredito que tenha sido até um pouco mais barato do que o que eles realmente valem.
      acho que você não entendeu nada do que foi postado.
      Um instrumento não se valoriza com o tempo de uso.
      O mercado é que determina isso.
      Mas como?
      Lei da oferta e procura.
      Mas por quê?
      Porque alguém identificou que determinada "safra", de 1900 e antigamente, tinha melhor processo de fabricação, e, ou, melhores materiais empregados, ou sei lá o que melhor do que outros.
      Outro nicho diferente é o de instrumentos colecionáveis, como já foi citado, que tem valor pela história. ( por ser da época tal, ou por ter sido tocado por fulano de tal, ou ser igual a de beltrano, e por aí vai. ).
      Não conheço seus instrumentos, mas se eles foram lançados a um tempo atrás como instrumentos "medianos", eles continuam sendo instrumentos "medianos", porém mais desgastados pelo uso ao longo desse tempo e não melhoraram consideravelmente a ponto de valorizarem porque a madeira secou mais alguns anos ou os captadores perderam ganho.

      Junae
      Veterano
      # abr/15
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      Só um simples exemplo abaixo. Uma (cópia) da R9 original do Page, com suas modificações (braço slim e tarraxas grover), com preço de 100 mil dólares. Imagina a original então.....


      http://www.wildwoodguitars.com/products/gbjp7.php?CategoryID=10

      andrecoelho
      Veterano
      # abr/15
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      clguitar
      Vc fechou o tópico!! Rsrsrsrs

      Junae

      A original não tem preço..... pelo menos enquanto Me. Page estiver vivo.

      krixzy
      Veterano
      # abr/15 · Editado por: krixzy
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      Hitman
      LoL

      Mas isso vcs falam referente as Gibson's LP's?

      Achei que as Fender's também, mas eu não pagaria isso não, só se fosse muito rico, e colecionasse.



      Junae

      Isso tudo numa cópia, chinesa?

      john Norum
      Veterano
      # abr/15
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      krixzy

      Já viu a Gibson les paul 1959 Que pertenceu a Peter Green e Gary Moore, olha o preço da guita: http://guitarra99.blogspot.com.br/2013/10/a-les-paul-mais-cara-do-mund o-review.html
      Saber que essas guitarras na época valiam em torno de 2500 dólares ):

      Ismah
      Veterano
      # abr/15
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      krixzy
      acho meio duvidoso 500 mil obamas em uma simplesmente pelo ano de fabricação, mas quem sabe, tem doido pra tudo.
      f14gomes

      Entra outro fator: o humano, e sua necessidade compulsiva muitas vezes, de ter algo. Por exemplo um estúdio aqui do sul pagou algo como 170mil numa bateria Pearl Rosa, da qual existem umas 7 no mundo...

      E já recebeu propostas muito além do dobro...

      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15
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      Mauricio Luiz Bertola

      Na Tele, eu paguei 500. Mas ela não estava original, tem um captador Malagoli na ponte, aquele que imita o Fender, não sei exatamente o modelo.

      E no contra baixo paguei 300. Com aquela cor sunburst do azul claro pro preto ( não do preto pro azul, que nem é os modelos de strato da eagle. Acho que você conseguiu entender que cor que é ).

      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15
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      f14gomes

      Não, eu entendi sim kk. Quis dizer pela qualidade dos instrumentos e não pelo ano deles. A Telecaster tem o corpo em Cedro maciço, e o Jazzbass é em Alder eu acredito.

      Mauricio Luiz Bertola
      Veterano
      # abr/15
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      Strato.Freitas
      Na guitarra pagaste caro. No baixo, o que ele vale mesmo... O baixo deve ser um Gianóca dos anos 90. O corpo é de cedro.
      Abç

      Hitman
      Veterano
      # abr/15
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      krixzy
      A LP pertence a gibson e foi ela que criou as bursts em 58. Antes disso as guitarras eram solidas (preto ou goldtop).

      E essa page nao eh chinesa cara.. Custom Shop da gibson e o aged com certeza foi feita pelo murphy. A guitarra foi inspecionada, tocada e autografada pelo proprio page. Vale alguma coisa, mas eu nao diria 100k... Lembro de ter visto ela alguns anos atras por algo na primeira metade dos cinco digitos.

      MMI
      Veterano
      # abr/15
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      Tem aqui um confusão danada... Misturaram tudo. Existe guitarra velha, que é diferente de guitarra vintage, que é diferente de guitarra de excelente sonoridade e construção.

      A revista Vintage Guitar faz uma edição especial todos os anos que é referência do mercado. Os mais caros são instrumentos referência (o artigo é de 2011), itens colecionáveis que eles chamam de collectible rate A+. Esses já deixaram de ser meros instrumentos, são também objetos de aplicação financeira, servem como opção a aplicações visando valorização e pertencem a um outro público alvo, um outro mercado. Tem um paralelo claro entre o mercado dessas guitarras vintage e o mercado das artes, onde se lava muito dinheiro, atravessa fronteiras com grande quantidade de dinheiro, etc. Por isso é um mercado meio escondido, quem tem geralmente não gosta de falar que tem (por este e outros motivos), precisa de muito cuidado, contar com especialistas etc. O preço é este mesmo, hoje mesmo me mostraram um anúncio de uma Gibson Les Paul 1960 com braço restaurado por 199 mil dólares. Os valores pedidos variam muito, dependem do estado de conservação, originalidade e integridade. Muitas vezes um refinish chega a desvalorizar pela metade. Mas quem faz o preço é o dono, a pessoa pede, se achar alguém que pague, está ótimo.

      Um exemplo: a strat 001 do Gilmour. Mesmo havendo a suspeita dela ter sido feita de partes de diferentes guitarras, ela é a de serial 001, 1954, que pertenceu a Seymour Duncan e hoje é de David Gilmour, o preço é incalculável. Recentemente vi uma 1954 (foi o primeiro ano das stratos, para quem não sabe), mesmo ano do Gilmour, que estava tão fora da originalidade que era apenas uma guitarra velha. O antigo dono morreu, algum moleque sem noção disse que a família estava com uma grana enorme ali, mas um avaliador deu um preço semelhante a uma strato mexicana, por não passar de uma velharia mal cuidada que nunca mais vai ser uma guitarra vintage. Deu um rolo danado, mas o errado foi o carinha que falou que aquilo valia muito.

      De prático: há um processo de envelhecimento da madeira que ela muda suas propriedades vibratórias, rigidez e densidade. Isto é bem nítido, em violões e instrumentos de cordas acústicos é mais óbvio ainda, mas nas sólidas acontece o mesmo e é bem notável. Mais ainda, em especial nas Gibson da década de 50 e anteriores, se usava madeiras melhores que hoje não são disponíveis com facilidade, no caso do Brazilian Rosewood (jacarandá da bahia) que é a mais nobre madeira para este uso. Outros fatores fazem destas Gibson Burst as mais desejadas e míticas das guitarras sólidas, apesar de não serem as mais caras ou raras. O long tenon, tensor simples, deformidade do braço decorrente disso, cordas flatwound nos primeiros anos, tudo isso faz parte do que as burst se tornaram hoje em dia, um diferencial.

      Tudo isso não faz obrigatoriamente das guitarras Fender e Gibson da década de 50 melhores que as atuais. Principalmente a Fender teve muita devolução e reparo em garantia no início, tinha muito problema na linha. A Gibson era mais tradicional, fabricava guitarras há muitos anos e já tinha o know how da coisa. Mesmo assim, algumas guitarras da década de 30/40 chegam a ser baratas, algumas mais caras, como a Gibson ES100, ES150, ES250, ES125 etc.

      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15
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      Mauricio Luiz Bertola

      O baixo é aquele com o Headstock formato Fender. E eu pensei que não fosse Cedro, por que a Tele é mais pesada de corpo, pelo menos na minha percepção. Mas já que ouvi isso de você, vou acreditar kkk. Obrigado pelas informações dos materiais da guitarra e do baixo.

      Strato.Freitas
      Membro Novato
      # abr/15
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      MMI

      Muito legal seu post cara. E tenho certeza que a maioria das informações que tem ai, não vão servir só pra mim, mas pra muitos guitarristas ou musicos em geral que não conhece tanto assim o passado dos instrumentos, das fabricantes e o quanto isso é importante, não só para conhecimento geral, mas para não ser enganado por algum espertinho que vá te vender uma réplica, ou falar que é de tal ano que vale mó grana, sendo que é só uma velharia mal cuidada, como você mesmo disse.

      Obrigado por completar o tópico.

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