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      Melhorar o timbre das madeiras de guitarras - Tonerite

      Autor Mensagem
      MMI
      Veterano
      # jun/11 · Editado por: MMI


      Muitos músicos e luthiers experientes sempre falaram que tocar um instrumento regularmente ajuda a melhorar o volume/timbre e também manter um bom som do instrumento. Ao se ler a respeito na internet, muitos falam do "envelhecimento" da madeira vai melhorando e isso inclui a vibração ao tocá-lo. Alguns chegam a dizer que tocar bem o instrumento ajuda na resposta "timbrística" e performance.

      Eu mesmo já pude experimentar alguns instrumentos vintage, alguns outros antigos e algumas guitarras companheiras de trabalho de longos anos de bons guitarristas. Sem exceção, sempre notei algo a mais nesses instrumentos. Posso dar como exemplo uma Fender MIA de um amigo meu, guitarrista profissional, instrumento número um dele há pelo menos uns 15 anos. Apesar de ser subjetivo, poucas vezes vi uma strato com aquela resposta, mesmo entre as mais tops que ela. Outro fato que me foi bastante claro, quando comprei minha PRS Hollowbody II achei o som dela bom, claro, quando comprei. Passou a ser talvez a guitarra que mais toco e percebi especialmente no primeiro ano que o som dela cresceu muito. Está certo, até aqui tudo está muito subjetivo...

      Há um tempo atrás, fuçando na net me deparei com o Tonerite. Ao ler a respeito dele, vi grandes nomes avalizando o aparelho, como Bob Benedetto. No Forum da Collings foi realizada uma pesquisa (para dar notas) interessante e bastante significativa:

      After initial use of the ToneRite device the tone of my guitar was:

      7 - Dramatically improved
      6 - Moderately improved
      5 - Somewhat improved
      4 - Unchanged
      3 - Somewhat worse
      2 - Moderately worse
      1 - Dramatically worse

      Number of guitars in summary: 122
      Average reported effect: 6.0


      Vi que a vibração das cordas, que resulta na melhora do instrumento, se dá (obviamente) em 60 Hz e múltiplos como foi concluído num "estudo" de um fórum.

      A verdade é que me bateu uma curiosidade, bateu a GAS e comprei um desses. Demorou bastante para chegar, veio sem impostos. A primeira "vítima" está sendo justamente a PRS Hollowbody II. É recomendado um "tratamento" inicial de 72 horas, se passaram apenas 30 horas, mas como nas discussões dos fóruns pelo mundo, a maior diferença se dá exatamente no primeiro dia. Deu para notar de fato um aumento no volume e definição das notas, mas concordo que é muito subjetivo. Se alguém quiser e tiver uma idéia de uma avaliação mais objetiva, estou aberto a sugestões. Tenho para "tratar" mais uma archtop, uma semi, 3 violões até começar a tentar nas sólidas. Li que também dá resultado, vou tentar.

      Li em alguns fóruns que o pessoal andou tentando e obtendo respostas com outros aparelhos vibratórios nas cordas. Taí uma jeito tabajara de se fazer um Tonerite.

      Resolvi compartilhar a experiência com o pessoal daqui. Quem sabe tenha outros que conheçam o aparelho ou mesmo conheçam essa "maturação" e melhora das madeiras dos instrumentos.

      Para terminar, um vídeo que me impressionou bastante e talvez tenha dado o golpe derradeiro de misericórdia na minha GAS e meu cartão de crédito: (desculpa, é um vídeo de violão, mas acho que a moderação deixa passar essa...)



      Magrinho123
      Veterano
      # jun/11
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      a proposta do produto é interessante, e pelos relatos, o timbre realmente muda... Não diria que fica "melhor", mas fica diferente. Nesse vídeo por exemplo, comparando antes e depois parece que os médios "chatos" violão ficaram menos expressivos, eu gostei! Quem já tiver um set satisfatório vale a pena tentar usar, como eu ainda estou montando o meu set, ainda vou demorar bastante pra comprar.

      guitartube
      Veterano
      # jun/11
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      MMI

      Se vc acredita nisso, compre uma daquelas trenas que marcam a distância, poius elas possuem um transdutor ultrasônico. Leve em um técnico e peça para ele regular a intensidade do transdutor.
      Para usar, deixe ela ligada numa fonte e apontada para o instrumento.

      ------------------------x-------------------------------

      Eu li o site do fabricante para tentar entender até onde vai a imaginação humana e ao que uma pessoa se sujeita para ter um instrumento melhor.
      Na boa, achei a maior enganação. Inclusive nem consigo imaginar onde os caras usam processamento de sinais de áudio, física acústica e engenharia mecânica para construir um simples oscilador sonoro.
      Me lembrou aquelas garrafas pet de 2 litros cheias d´água e em cima do "relógio de Luz".Diziam que era para desacelerar a marcação hehehehehe. Muita gente ainda usa e jura de pé junto que funciona.

      flw!!!!!

      MMI
      Veterano
      # jun/11 · Editado por: MMI
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      Magrinho123

      Aí que tá... Se você olhar o que dizem quem comprou, o som melhora de fato. Só essa pesquisa que eu coloquei, de 122 violões e guitarras submetidas ao Tonerite, deram uma nota 6 em média, de 7 no máximo. E é avalizado por grandes luthiers do mundo, entre eles o maior do mundo. Tudo bem, é subjetivo, difícil botar em números e mostrar isso matematicamente.

      (o vídeo é ilustrativo, não leve muito em consideração esses testes de timbres pelo Y2B, se bem que neste dá para notar que muda o som... Não dá para dizer que se conhece uma guitarra ou ampli porque viu vídeos na net, principalmente um aparelho desses)

      guitartube

      Olha, como a maioria na net, não acreditei muito a princípio. Mas a opinião de quem usou de fato (e não de quem imagina um resultado) é altamente positiva. Por isso eu comprei o aparelho, como disse ali em cima, não preciso comprar trena, levar a técnico, transdutor ultrassônico... Não verdade não é por aí não. O aparelho é apenas um "vibrador" com regulagem de intensidade, como mostrado no gráfico de resultados acima, vibra em 60 Hz, não é ultrassônico. Por isso nos fóruns pelo mundo se encontra gente que testou outras formas com outros tipos de "vibradores", como aquelas escovas de dentes à pilha (pô, não quero ser responsabilizado por uma corrida de guitarristas e violonistas à sex shops por causa do nome "vibrador"). Pior que mesmo com esses improvisados, relatam melhora do instrumento.

      Não tem muito segredo, há muito pessoas falam sobre essa melhora de instrumentos. E nisso, quase sempre falam das vibrações ao tocá-lo. A idéia disso é fazer as cordas vibrarem ininterruptamente por uma semana mais ou menos. Talvez isso equivaleria a anos tocando, o problema é que vibra a 60 HZ, imagino que o legal seria se "palhetasse" as cordas por esse tempo. Não vi onde você encontrou esses altos "processamentos de sinais de áudio, física acústica e engenharia mecânica".

      Como disse, a princípio eu também duvidei um pouco, mas acho que de fato um instrumento extensivamente tocado (submetido à vibrações) melhora o instrumento com uma melhora na ressonância, tem um monte de textos que afirmam isso, como o que lhe mostrei. Esse aparelho só faz isso e pude comprovar que de fato dá uma melhora. De qualquer forma, também achei suspeito no início, mas o que é a opinião de alguém que apenas "acha" frente a um monte de pessoas que de fato testaram (122 nessa pesquisinha que mostrei) mais grandes nomes do mundo da luthieria, como o maior luthier do mundo, Bob Benedetto? É de se pensar...

      Curly
      Veterano
      # jun/11
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      MMI

      achei interessante, mas não consegui compreender o porque de tal melhora, qual é o princípio físico que faria com que o som melhorasse. Se formos pensar, deveria até piorar já que o som das cordas novas é melhor.

      mas vendo o vídeo do rapaz, sem dúvida o som melhorou. mas eu babei mesmo foi com aqueles martin e gostei muito da musiquinha que ele tocou, rsrs, abç

      Paul.Gilbert
      Veterano
      # jun/11
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      MMI

      Cara, apesar de nos vídeos notar-se uma diferença no timbre, não pude deixar de lembrar das pulseiras Power Balance. Para mim é algo muito difícil de aceitar. Sem falar que o cara pode ter trocado as cordas do violão...

      Mas gostaria de testar um.

      MMI
      Veterano
      # jun/11
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      Curly

      Com as devidas ressalvas, se você olhar o estudo "científico" que eu coloquei, e o texto de envelhecimento de madeiras, parece que a vibração seja das cordas ao tocar ou do Tonerite melhoram a ressonância da guitarra ou violão em questão. Isso sempre se falou a respeito de instrumentos de madeira, ao tocar frequentemente as características tonais da madeira melhoram.
      O problema que a análise de melhora do instrumento acaba sendo subjetiva, os textos que coloquei foi o que achei de mais objetivo e uma "pesquisa" com 122 instrumentos testados que resultou em uma melhora, bastante significativa, mas na análise subjetiva de cada um.
      De qualquer forma, na minha análise subjetiva, minha guitarra mudou de forma bastante perceptível. Está ainda com algo como umas 52 horas, mas mudou de forma bastante perceptível. Como é uma Hollowbody, o som dela desplugada ganhou bastante volume (não vejo como comprovar isso objetivamente) e me parece que melhorou o som também. Placebo? Chame como quiser, mas eu estou testando me é bastante claro.

      Paul.Gilbert

      Ele diz num vídeo que não mexeu nas cordas. Não sei se neste ou no outro que ele testa.

      buddy guy
      Veterano
      # jun/11 · Editado por: buddy guy
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      MMI

      Fala Dr.,tudo tranquilo?
      Olha,nesta vou só acompanhar,pois não posso dizer nada a respeito disto.Creio que tem muito do lance de percepção nisto tudo aí !! Parece que tem dias que nossa percepção está mais aguçada.E isto eu já andei pecebendo !!

      MMI
      Veterano
      # jun/11
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      buddy guy

      Camarada Buddy, vou te dizer que achava isso também neste caso. Mas estou vendo que o resultado é bastante aparente, não precisa de percepção aguçada não.

      Curly
      Veterano
      # jun/11
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      MMI

      bom, se é assim então tá valendo ! não entendi se basta fazer uma vez só ou se tem que fazer sempre. Senão vc tuna suas guitarras e depois me vende e assim por diante, aí vamos baixando nosso preço médio !

      eXtendedrange
      Veterano
      # jun/11
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      se da resultado eu não sei, mas a teoria é convincente kkkkk

      buddy guy
      Veterano
      # jun/11 · Editado por: buddy guy
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      MMI
      buddy guy

      Camarada Buddy, vou te dizer que achava isso também neste caso. Mas estou vendo que o resultado é bastante aparente, não precisa de percepção aguçada não.



      Sei lá MMI,pode até ser.Mas este lance de timbre etc......existes coisas meio que já são comprovadas e outras não tanto.Mas uma coisa é certa,madeira mais seca dá mais e melhor som!! Outra coisa que muitos se esquecem,ao falar de instrumentos:Em verdade quando falamos de instrumentos,por mais que vc pegue uma guitarra da mesma fábrica,mesmo as que são esteticamente iguais(por conta dos processos de CNC),nunca vão soar idênticos.Pois isto envolve elementos da natureza.Exemplo:Pegue uma peça de madeira de uma mesma prancha,extraido de uma mesma árvore.E depois,pegue outro pedaço,de outra parte da mesma prancha e bata nelas para vc ver!! Muda e muito o som de um para outro.Olha,este video do Sr.Sugiyama ,ilustra tudo isto que eu quero dizer !! Não existe instrumento igual a outro.E o tempo de secagem e maturação,não dá para acelerar.E este video mostra bem a realidade da coisa !!



      MMI
      Veterano
      # jun/11 · Editado por: MMI
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      Curly

      não entendi se basta fazer uma vez só ou se tem que fazer sempre.

      Não sei responder essa. Vi uma entrevista, acho que com o Benedetto, que dizia que uma guitarra parada vai perdendo esse ganho em ressonância. Mas voltando a ser tocada regularmente, vai ganhando novamente. Lembro que isso me fez pensar imediatamente nessas guitarras maravilhosas e caríssimas nas mãos de colecionadores e museus.

      De qualquer forma, estou repassando o que li e o que procurei na net que achei com algum valor. Tem muitas pessoas por aqui com grande propriedade e estudos para falar a respeito e melhor que eu, como você mesmo. Eu só li e estou fazendo minha prova empírica.


      guitartube

      Não vi onde você encontrou esses altos "processamentos de sinais de áudio, física acústica e engenharia mecânica"

      Achei onde você leu. Sei lá que bobagem é essa...


      buddy guy

      Não tenho nenhuma dúvida disso.

      guitartube
      Veterano
      # jun/11 · Editado por: guitartube
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      MMI
      Não vi onde você encontrou esses altos "processamentos de sinais de áudio, física acústica e engenharia mecânica".

      Os altos ficou por sua conta, mas em
      Site Tonerite encontramos:

      "... Utilizing his knowledge of acoustical physics and leaning on his engineering background, Augi built a prototype that would become the ToneRite."

      "Through their ambitious studies of acoustical physics, advanced signal processing, engineering, and practiced musicians, the ToneRite® team have spent years perfecting the science of play-in. "

      "In mid-2008, ToneRite Inc. launched their second play-in product: the ToneRite® Luthier model. This second generation ToneRite® incorporated all new electronics as well as signal processing capability. "

      Variáveis que alteram o som de instrumentos: Temperatura, umidade, altitude, posicionamento (guardado deitado, depois em pé, depois de lado,....), acomodação pós regulagem, flexão,....

      A captação do som pode alterar os resultados. Dois takes com ligeira inclinação do instrumento já pode alterar o resultado. Se vc tocar mais próximo do braço ou mais próximo da ponte já altera tbm, se inclinar a paleta,....., trocar as cordas,.... Tem muita coisa envolvida.

      Ainda existe a consideração que instrumentos acústicos são sensíveis ao som via absorção/reflexão do mesmo. Já instrumentos elétricos, não seguem esta regra.

      flw!!!!

      JJJ
      Veterano
      # jun/11
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      Juro que olhei a data do post pra ver se era 1o. de abril... Cada coisa que inventam!

      MauricioBahia
      Moderador
      # jun/11 · Editado por: MauricioBahia
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      MMI

      Achei super interessante. Se fosse mais em conta, eu compraria numa boa.

      Abs

      Ant--
      Veterano
      # jun/11
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      I am too old to believe in shit like that :P

      É claro que o cara tocar seu instrumento por uns 15 anos, diretão, vai deixar o bicho "curtidinho". Mas aplicar 72 horas de um tipo de vibração na minha opinião só vai servir para afrouxar alguns parafusos. Hehe.
      Tá, ando meio cético ultimamente ;-(

      ogner
      Veterano
      # jun/11
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      Que loucura!!! Mas acho que nao vou nesssa não..Minhas guitarras ja são tocadas todos os dias...Se não ligadas, desligadas assistindo Two and a Half man entre outras bobagens televisivas...Hehehe!!!

      Ta explicado o super timbre da minha Japinha...ahuehuhaue!!

      Vou acompanhando, pois não sabia dessa.

      TheNumber4
      Veterano
      # jun/11
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      Eu não sei se foi efeito placebo mas eu senti alguma diferença no video, não acho que pagaria pra obter uma diferença dessas sem uma real comprovação, e também não entendi como o aparelho funciona.
      XD

      MMI
      Veterano
      # jun/11
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      MauricioBahia
      ogner

      Eu arrisquei porque não é caro. Muitos que veem na net, ficam meio céticos. Eu inclusive. Uns 90% que testam, falam bem. Eu estou testando num violão agora, vamos ver no que dá, porque na guitarra achei que mudou sim.
      De qualquer forma, são bem raros os que falaram do uso do aparelho em instrumentos sólidos. Parece que não é a ideia mesmo, mas vou testar de todo modo. Quer emprestado para um "test drive" no futuro, xará? hehehehe

      Boa parte que usou nos fóruns mundo afora disse que o bom é usar 1 semana. A empresa recomenda 72 iniciais com menos da metade da energia, de 0 a 10 deixando em 4. Boa parte no fóruns meteu no máximo depois disso e completou uma semana. Se for pensar, é bastante energia colocada nas cordas, seria como se palhetasse todas as cordas continuamente, sem pausas, por uma semana. Deve equivaler a bastante tempo em uso normal.

      Sei lá, estou testando meio por diversão e me parece que de fato funciona sim.

      JJJ
      Veterano
      # jun/11
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      Se colocar numa Tonante e deixar tremelicando uns 20 anos vai virar uma Gibson!!! hehehe

      nichendrix
      Veterano
      # ago/11
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      MMI
      guitartube

      Na verdade existe sim princípio físico pra explicar porque tocar o instrumento, ou usar o aparelhinho aí pra fazer vibrar provoca melhora no som.

      Se tu pensar no instrumento como um sistema estrutural, seja ele elétrico ou acústico (embora nos acústicos seja mais perceptíveis), você pode ver claramente que o instrumento é composto por elementos e por suas ligações que juntos procuram chegar a um equilíbrio na transmissão de forças.

      Assim todo sistema estrutural vai apresentar 3 grandezas que podem e devem ser medidas, que é o comportamento dinâmico (frequência de vibração, modo de vibração e amortecimento, etc), resposta vibracional e a transmissão de esforços dinâmicos.

      Quando tu pega vários pedaços de um elemento ou de elementos diferentes, eles vão ter comportamentos dinâmicos diferentes, ao juntar todos em uma estrutura, as ligações entre eles muda a frequência e o modo de vibração desses elementos, mudando também a forma como há o amortecimento dessa vibração e a resposta vibracional do sistema. Logo isso vai mudar a capacidade e a forma de transmissão de esforços dinâmicos do sistema.

      Não é raro quando tu monta um sistema estrutural que está sujeito a forças de vibração ou ondulações significativas, seja ele composto de que material for, concreto, metal, madeira, etc., é comum tu usar aparelhos vibratórios para homogeneizar o sistema, forçando todos os elementos a vibrar numa frequência específica e assim alterar a frequência de vibração e as vezes o modo de vibração, para que eles possam reagir de forma mais uniforme à essas forças, tendo assim uma melhor resposta dinâmica do sistema como um todo na transmissão ou amortecimento das forças que nele atuam e por isso gerando um melhor desempenho geral do sistema como um todo.

      Ao menos pra mim é a forma como esse aparelho funciona, e ao menos do ponto de vista da física básica da coisa, o funcionamento e o resultado esperado está correto, afinal, na construção civil isso já é usado há alguns séculos, e um instrumento, em termos de estrutura não é tão diferente de um sistema estrutural na construção ou na indústria.

      MMI
      Veterano
      # ago/11
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      nichendrix

      Tinha ideia sobre essas questões, assim como já ouvi falar de alterações ultra-estruturais na madeira. Mas não saberia escrever com propriedade e nem arriscaria discutir porque não é minha área. Sua explicação foi muito útil e interessante, obrigado.

      Agora, depois de um tempo, testei em algumas guitarras e achei que de fato é mais perceptível o resultado nas que tem cavidade. Nem me prolonguei em todas guitarras sólidas...

      Abç

      nichendrix
      Veterano
      # ago/11
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      MMI

      Isso é esperado porque é onde há mais espaço pra esses ajustes. Nas sólidas, ou você tem situações a la Les Paul, onde braço e top são colados em todos os seus pontos então, o ajuste dessa vibração é bem menor, porque literalmente quando o tampo vibra, por ele estar todo colado no fundo, os dois por mais que tenham frequencias vibratórias diferentes, vão vibrar de forma muito próxima, o mesmo valendo para o braço. Outra opção é como nas a la strato, onde as junções são feitas com parafusos, isso faz com que o ajuste seja ainda menor, porque mesmo que você ajuste a frequência de vibração, o fato de a junção ser feita por contato e transmissão indiretos, faz com que nunca se possa chegar a um denominador comum que seja muito distante dos valores originais de cada material, porque termina existindo um atraso maior na transmissão da vibração da corda pro braço e pro corpo, do corpo pro parafuso e pro braço e vice versa.

      Nas acústicas, semi-acústicas, o ponto de contato são as colagens, o braço não liga muito com o tampo e os fundos, que não se ligam entre si e os 3 são de materiais diferentes, outra é que eles estão sujeitos a dois tipos de vibração, a vibração mecânica das cordas e a vibração da reverberação do som dentro da caixa, como são duas forças que produzem vibração na madeira, ambas de modos e frequências diferentes, a vibração do sistema (instrumento), vai atuar muito nesses pontos de contato (colagens e junções), para que elas possam transmitir melhor as forças, criando assim uma vibração mais uniforme.

      Algo que nas sólidas, por só haver uma única força atuando, é bem menos perceptível.

      Delson
      Veterano
      # ago/11
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      Pelo que eu entendi, o constante uso do instrumento faz com que ele "assente", ou, como disse meu amigo Ant--, mais "curtidinho" deixando-o com um som melhor.

      Mas um instrumento vintage, como o nome diz, ja tem uma certa idade, e subentende-se que ele foi bastante tocado e que suas madeiras estão mais secas.

      E é aí que eu pergunto: a melhora no som se dá pelo fato de que ele foi muito tocado ou somente pela idade da madeira? Esses dois fatores são completamente distintos e independentes, pois um instrumento pode ser antigo e, por uma razão ou outra, pouco tocado.

      nichendrix
      Veterano
      # ago/11 · Editado por: nichendrix
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      Delson
      E é aí que eu pergunto: a melhora no som se dá pelo fato de que ele foi muito tocado ou somente pela idade da madeira? Esses dois fatores são completamente distintos e independentes, pois um instrumento pode ser antigo e, por uma razão ou outra, pouco tocado.

      Cara, na prática, ao menos em instrumentos acústicos ou sólidos com acabamento em nitro e afins, o que acontece é as duas coisas.

      A madeira envelhecida fica com veios mais próximos, isso em grande parte muda as mesmas características que mudam quando ela é muito usada. Vibrar mais uniformemente faz com que se estabilize a frequência de vibração e a resposta dinâmica do instrumento (dinâmica não no sentido musical de som, mas no físico, de movimento).

      Então o que vai acontecer é que uma guitarra antiga e muito tocada tenha o som significativamente melhor que uma nova muito tocada (ou com 1000000000 de horas de tonerite) ou uma antiga pouco tocada.

      Delson
      Veterano
      # ago/11 · Editado por: Delson
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      nichendrix
      Então é uma junção dos dois fatores. O que significa que esse aparelho pode apenas "adiantar" o processo das vibrações do instrumento.

      Não demora ainda vão inventar uma máquina do tempo para resolver o problema da idade da madeira. Aí sim não precisaríamos pagar zilhões de dinheiros num instrumento vintage, kkkk

      MMI
      Veterano
      # ago/11
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      nichendrix

      Desculpe a demora para responder, mas você elevou o nível da conversa e eu estava procurando algumas coisas que li a respeito, além de ter que trabalhar, né?

      Sem ter tanta base para relatar os efeitos da vibração que você descreveu, eu meio que sabia disso lendo por aí. O fato é que com o tempo os instrumentos geralmente se tornam mais estabilizados. A madeira foi um ser vivo, com células, não é absolutamente uniforme e mesmo nos instrumentos, a madeira ainda "respira", absorvendo e liberando umidade. Além da temperatura que obviamente expande ou contrai, essa umidade faz a madeira expandir e contrair também. Ao tocar o instrumento há uma alteração nessa umidade, além de afetar o que você descreveu. A umidade da madeira absorve energia vibracional e acaba sendo evaporada aos poucos. Embora a madeira utilizada já está seca, alterações mínimas no conteúdo de água pode ter dramáticos efeitos sobre a acústica: um decréscimo de 1 por cento em teor de umidade reduz de amortecimento por até 3,5
      por cento. A melhoria de longo prazo da resposta acústica depende principalmente da degradação de hemicelulose, o componente de madeira que absorve água mais rapidamente e degrada de forma mais dramática ao longo do tempo. Como a degradação da hemicelulose, o teor de água da madeira diminui. Mesmo em muito períodos curtos, o som de um instrumento frequentemente tocado pode melhorar sensivelmente como pequenas quantidades de água que se evapora da madeira.

      Madeira é feita de fibras de celulose coladas por lignina. As fibras de celulose são tubulares e muito flexíveis, muito parecido com fibras de algodão. Encontram-se em paralelo com a lignina nos espaços entre os tubos, junto com hemicelulose. A orientação desta estrutura composta produz diferentes características de rigidez de flexibilidade longitudinal e transversal. A movimentação e arqueamento supostamente quebra algumas das ligações na lignina, tornando a madeira mais flexível. As partes que flexionam mais no topo onde vibra (antinodos) são excitadas pelas diferentes frequências, assim o melhor efeito será produzido pela vibração com as freqüências que você pretende tocar, resultando no que o cara achou no "estudo" dele.

      Achei um texto muito legal sobre violinos que eu estava procurando e usei partes para escrever algumas partes acima. Para quem não sabe, a construção de violinos e guitarras archtops tem similaridades. Quem quiser aprender um pouco, num texto mais sério e científico, pode fazer bom proveito, já que onde se lê violinos podia ser muito bem trocado por guitarras archtops, e os Stradivarius e Guarnieri poderiam ser trocados por por D'Angelico ou Benedetto, por exemplo. Muito bom texto, vale a pena para quem quiser ler.

      http://eands.caltech.edu/articles/LXVII4/Hsieh%20Layout.pdf

      slash_web
      Veterano
      # ago/11
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      Eu como fisico , ainda não li tudo sobre isso...

      kkkk

      guitartube
      Veterano
      # ago/11
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      Até o vibrador de concreto está na roda hehehehehe.
      A coisa mais óbvia em uma explicação furada, é a consideração inconsciente de que os sistemas reais são lineares.
      A segunda coisa, porém menos óbvia, é que a partir de uma suposição inconsistente, pode-se concluir qq coisa.

      flw!!!!!

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